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Guerra do Contestado: O maior conflito brasileiro do século XX

07 de março de 2022, 14:23

Há mais de 100 anos, um conflito de caráter sócio-político ocorria entre as divisas dos estados do Paraná e de Santa Catarina, na região Sul do Brasil. Era a Guerra do Contestado, combate que aconteceu entre os anos de 1912 e 1916, alcançou grandes proporções na história do nosso país.

O embate envolvia, de um lado, a população cabocla de ambos os estados, enquanto do outro, os governos estaduais que tinham o apoio do presidente da República, Hermes da Fonseca. Mas para você entender direito o que estava envolvido, precisamos voltar ao ano de 1912.

Construção de ferrovia criou cenário para a Guerra do Contestado

Apólice da Brazil Railway Company. (Fonte: Wikimedia Commons)
Apólice da Brazil Railway Company. (Fonte: Wikimedia Commons)

Na reta final do século XIX, o governo brasileiro havia autorizado a construção de uma estrada de ferro que faria a ligação entre São Paulo e Rio Grande do Sul. Acontece que, para realizar este projeto, era necessário desapropriar uma extensão territorial de cerca de 30 km de largura na área de fronteira entre os estados do Paraná e de Santa Catarina.

Para tal, foi contratada a empresa norte-americana Brazil Railway Company, do empresário Percival Farquhar. As terras foram, então, desapropriadas para a construção da rodovia, uma porção territorial cujos posseiros foram expulsos. O governo brasileiro havia declarado aquela região como área devoluta, isto é, como se ninguém ocupasse.

Nesse caldeirão ainda existia um número grande de migrantes que foram trazidos para servir como mão de obra e, ao fim do trabalho, ficaram desempregados. E, para piorar, Farquhar, também dono de uma madeireira, havia adquirido parte daquele território desapropriado, com permissão brasileira para extrair madeira da faixa de terra. Isso levou os pequenos fazendeiros que atuavam no setor à ruína e, bem, acho que está bem claro que o caldo azedou.

Do messianismo à guerra

Tropas do Exército brasileiro (Fonte: Claro Jansson/Acervo Dorothy Jansson Moretti)
Tropas do Exército brasileiro (Fonte: Claro Jansson/Acervo Dorothy Jansson Moretti)

Semelhante a outros conflitos no Brasil, o messianismo deu o tempero final para o início da Guerra do Contestado. Um monge chamado José Maria foi recebido pelos habitantes da região como a ressurreição de um antigo líder espiritual e passou a interferir nas questões políticas da população por meio de sua fama.

O monge liderou os camponeses e os antigos trabalhadores da empresa construtora da ferrovia, fazendo-os se unirem aos posseiros prejudicados na questão madeireira. Esse grupo declarou a região como um governo independente, o que causou um grande incômodo no governo federal, em especial nos coronéis locais, incomodados pelo poder do monge, e também pela Igreja, que condenava o messianismo.

O governo federal, então, lançou uma intensa ofensiva contra o grupo liderado por José Maria. Depois de dois anos sem muito sucesso, o Exército brasileiro e as polícias locais obtiveram sucessivas vitórias, completando a vitória com a prisão do último líder dos revoltosos, Deodato Manuel Ramos.

Acordo selou o fim oficial do conflito

Assinatura do acordo de fim da guerra. (Fonte: Autor desconhecido)
Assinatura do acordo de fim da guerra. (Fonte: Autor desconhecido)

Com um saldo de mais de 5 mil caboclos mortos, foram quase 46 meses de conflito, tornando a Guerra do Contestado o conflito de maior duração e número de mortes da história brasileira. Apesar da derrota dos sertanejos, a Guerra do Contestado é considerada a precursora das lutas por terra no Brasil.

Com o fim dos embates, o conflito ainda precisava ser finalizado oficialmente. A Guerra do Contestado custo muito dinheiro aos cofres públicos, algo próximo a 3 mil contos de réis. Para firmar um acordo que firmasse o fim da guerra, o presidente Venceslau Brás, junto dos governadores de Santa Catarina e Paraná, assinaram um acordo de limites, que deu fim ao litígio territorial.

Mega Curioso

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6 erros de português mais comuns entre os brasileiros

14 de fevereiro de 2022, 11:16

Para quem não está acostumado a lidar com o português escrito formal diariamente, lembrar-se das regras da norma culta pode surgir como um verdadeiro desafio. Afinal, a língua portuguesa não é exatamente uma mão na roda e cometer equívocos é algo bem mais comum do que pensamos.

Entretanto, vale a pena ficar atento para alguns detalhes para evitar ficar cometendo os mesmos erros repetidamente. Pensando nisso, nós separamos uma lista com alguns dos erros de português mais cometidos entre os brasileiros para que você saiba qual é a forma certa de se escrever. Fique atento!

1. “Mal” ou “Mau”

Ficou na dúvida se deveria escrever essa palavra com “L” ou com “U”? Existe uma dica bastante simples que te ajudará a basicamente eliminar esse problema da sua vida. O termo “mal” é o oposto de “bem”, enquanto “mau” é o inverso de “bom”. Se você estiver na dúvida sobre qual dos dois utilizar, basta substituir o advérbio da frase por um dos dois opostos e ver qual se encaixa melhor.

É por isso que existem crianças que apresentam bom comportamento e crianças com mau comportamento. Ou então, há quem acorde bem-humorado e quem fique mal-humorado pelas manhãs.

2. Há muitos anos atrás

Quantas vezes você já não viu alguém começar a construção de uma frase com “Há muitos anos atrás”? Acontece que usar essas duas palavras na mesma frase cria uma enorme redundância, uma vez que ambas indicam passado. Para estar correto, basta escolher apenas uma das duas.

Sendo assim, você pode dizer algo como “eu a conheci há muito tempo” ou “nós nos conhecemos muito tempo atrás”. E se você ainda está se perguntando: sim, Raul Seixas estava errado quando escreveu a letra de Eu Nasci Há Dez Mil Anos Atrás.

3. “Para mim” ou “para eu”

Se olharmos de fora, não há nada errado nesses dois termos — desde que sejam usados de maneira correta em uma frase. Acontece que, “para mim” não precisa de qualquer complemento em uma frase, enquanto “para eu” precisa estar acompanhado de um verbo.

Por esse motivo, o correto é dizer coisas como “ele comprou esse presente para mim” ou “Para eu poder fazer um bolo, preciso dos ingredientes”. Entendeu?

4. “Impresso” ou “Imprimido”

Uma grande dúvida dos brasileiros é sobre quando utilizar as palavras “impresso” ou “imprimido”. Afinal, qual das duas está escrita da maneira correta? A resposta é que as duas estão, desde que empregadas após o uso do verbo correto. Apenas use a palavra “impresso” quando a frase tiver sido construída com os verbos “ser” ou “estar”. Enquanto que “imprimido” deve aparecer com os verbos “ter” e “haver”.

Logo, “os documentos foram impressos” e “as páginas já estão imprimidas”. 

5. “Ao invés de” ou “em vez de”

Por mais que seja um padrão das pessoas utilizar sempre a primeira expressão, vale ressaltar que “ao invés de” significa “ao contrário” e só deve aparecer para expressar situações completamente opostas. Por isso, dizemos que uma pessoa deve “virar à direita ‘ao invés de’ mudar o volante para a esquerda”.

Enquanto isso, “em vez de” é muito mais abrangente e é constantemente usado como “no lugar de” — apesar de também poder ser usado como oposição. Então, se você estiver com muitas dúvidas do que fazer, é melhor não arriscar muito e utilizar a segunda opção.

6. “Tem” ou “têm”

Para fechar a lista, temos uma resolução bem simples. Embora “tem” e “têm” façam parte da conjugação do verbo “ter” no presente, um é usado no singular e outro é usado no plural.

Então, lembre-se: “Eles têm que ir embora agora” e “Você tem amigos chatos” são modelos corretos para esse tópico. 

Mega Curioso

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Morador registra um ‘cacho’ de cobras em pé de mexerica

26 de janeiro de 2022, 11:35

Foto: Reprodução

Telmo Santos, um morador de Santo Antônio da Patrulha (RS) andava por uma propriedade quando avistou uma cena curiosa – e um tanto bizarra. Em um pé de mexericas, Santos viu um ‘cacho’ de cobras da espécie Philodryas olfersii, como mostra a imagem acima.

A observação, contudo, não para por aí. Acontece que Telmo divulgou as imagens – ainda em abril do ano passado – em um grupo no Facebook, buscando uma explicação para o fenômeno. Não só Santos recebeu uma explicação, como os registros foram parar no periódico Herpetological Review na forma de uma nota científica.

No documento, três biólogos e especialistas explicam que o fenômeno é um tipo de agregação reprodutiva, bastante comum nas serpentes. Apesar disso, é a primeira vez que uma agregação reprodutiva é documentada na Philodryas olfersii, comumente chamada de cobra-verde.

De acordo com os especialistas, o ‘cacho’ de cobras se formou após a fêmea secretar feromônios por sua pele. A partir disso, diversos machos podem sentir o cheiro destes hormônios sexuais e, eventualmente, seguem uma mesma trilha olfativa deixada pela fêmea.

Quando vários machos se encontram, começa uma corrida para tentar copular com a fêmea, o que dá origem ao ‘cacho’ de cobras, ou mais precisamente, à agregação reprodutiva.

Agregação reprodutiva para buscar o melhor parceiro

De acordo com a bióloga e autora da nota, Silara Batista, ao G1, a agregação reprodutiva pode fornecer algumas vantagens para a espécie. “Ao promover uma agregação de machos em volta de si a fêmea induz, indiretamente, uma seleção sexual. De acordo com a teoria, ela escolhe machos com maior ‘fitness’ reprodutivo, ou seja, indivíduos maiores, mais vistosos e mais saudáveis”.

Estes indivíduos maiores e mais saudáveis, portanto, tendem a deixar descendentes também com essas características, o que é benéfico para a fêmea e também para a espécie.

Ainda de acordo com a autora Karina Banci, também em declaração ao G1, a agregação reprodutiva pode dar origem a uma gestação de diversos pais diferentes. Contudo, apenas alguns poucos machos conseguem passar seus genes para a cria.

Isso porque após a cópula, um macho irá secretar uma substância que bloqueia a cloaca da fêmea. Isso evita, portanto, que a fêmea se reproduza novamente durante algumas horas ou dias.

Algumas poucas outras espécies brasileiras conhecidamente formam esses ‘cachos’ de cobras. Dentre os exemplos temos a sucuri e a coral-verdadeira.

A nota científica está disponível no periódico Herpetological Review.

G1

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Caém: Futebol de homens contra mulheres e desafio de atletismo com o prefeito marcam as comemorações de ano novo (Fotos)

12 de janeiro de 2022, 11:36

Foto: Notícia Limpa

‘Um final de ano muito agradável e diferente’, comemora a dona de casa Célia Santos se referindo aos eventos ocorridos no mês de dezembro e início de janeiro no município de Caém.

Além do banho de luz recebido em alguns espaços públicos da sede e do interior, com Iluminação especial alusiva ao Natal, a população caenense teve de volta a sua tradicional feira chique, onde foram expostos e comercializados itens produzidos pela própria comunidade, apresentações musicais com artistas da terra, Festival Evangélico, entre outros.

‘Tudo muito lindo’, disse uma outra moradora ao resumir as atividades de final e início de ano em Caém, mas o que também chamou muita atenção e curiosidade, principalmente para visitantes, foram as competições de futebol com equipes formadas por mulheres disputando com times de homens e as provas de atletismos com desafios entre figuras conhecidas na cidade como o prefeito, servidores públicos, empresários e outros profissionais. Um clima de confraternização que teve o objetivo de divertir, mas também um cunho social. Quem esteve no Estádio Municipal para assistir aos ‘desafios’ de atletismo doou alimentos para serem distribuídos para famílias carentes.

No futebol de homens contra as mulheres o resultado agradou a ambos. No primeiro jogo a equipe feminina venceu a partida por 8 X 6; já na revanche os homens com ‘alguns reforços levaram a melhor e ganharam devolvendo o mesmo placar: 8 X 6. Os jogos aconteceram na comunidade de Pias.

No atletismo, o prefeito Arnaldo Oliveira (Arnaldinho), não conseguiu vencer seu desafiante, o lavrador Joel Pedro de Jesus (Zinho do Ouro). Depois de ‘quase’ estar à frente, o prefeito alegou ‘problemas musculares’ e acabou perdendo a prova. Em uma outra disputa, depois de subestimar seu adversário dando 5 metros de frente na saída, o empresário Adriano Freitas cedeu a vitória para o advogado Ademir Neto (Netinho). Não faltou nem torcida, nem risadas. A cada prova os ânimos se dividiam em gritos e gargalhadas, ´num verdadeiro clima de amizade e espírito esportivo.

“Não temos medido esforços para fazer nosso povo feliz. Estamos em uma busca constante para proporcionar o melhor para a população e esta integração, com sentimentos afetivos e de harmonia é uma demonstração de união e de parceria entre a gestão e a comunidade”, ressaltou Arnaldinho ao reafirmar o compromisso de incentivar e apoiar a cultura e as práticas esportivas como forma não só de lazer e entretenimento, como de promoção e estímulo a uma vida mais ativa e saudável.

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Torcida do Bahia invade treino e ameaça jogadores: ‘Ou vai no amor ou vai na dor’

09 de janeiro de 2022, 11:54

Foto: Reprodução

O Bahia abriu mão de quase todos os titulares presentes na campanha do rebaixamento no Brasileirão de 2021. Mesmo assim, a queda ainda assombra o clube. Neste sábado, em dia que prometia mais um treino tranquilo de pré-temporada do reformulado elenco, a torcida uniformizada Bamor resolveu protestar. Os torcedores invadiram o CT Evaristo de Macedo e ameaçaram perseguir jogadores caso os resultados positivos não venham ao longo da temporada. O clube condenou a atitude e promete ação contra os culpados, buscando punição na Justiça.

O grupo de torcedores invadiu o CT e se dirigiu para onde estavam os jogadores e fizeram graves ameaças. “A gente não vai aceitar essa situação. A gente vai ficar fungando em cima de vocês. Vai procurar residência, vai vir aqui direto com o buzu (ônibus)”, ameaçou um dos ‘porta-vozes’ do grupo em direção aos jogadores, calados e de cabeça baixa. “OU vai no amor, ou vai na dor”, ameaçou outro.

O presidente Guilherme Bellintani também não escapou da ira dos uniformizados. “Tem que ser homem, tem que ter colhão porque essa p… aqui é Bahia”, ouviu o dirigente. O ato surpreendeu a direção do clube, que garantiu sempre ter diálogo com a Bamor e repudiou o vandalismo deste sábado.

“O Bahia repudia o episódio uma vez que esta gestão nunca se negou ao diálogo com a Bamor. A torcida organizada teve acesso liberado ao CT em todas as vezes que havia solicitado. Desta vez não solicitou, o que se trata de algo extremamente lamentável. O clube sempre se mostrou aberto ao torcedor, mas casos assim vão de encontro a esse tipo de relacionamento, especialmente em um momento de início de temporada”, trouxe a nota divulgada pelo clube.

O clube vai levar as imagens da invasão às autoridades cobrando justiça e que os torcedores presentes no ato hostil sejam punidos. O clube inicia a próxima temporada já no dia 15 de janeiro, diante do Bahia de Feira de Santana e a diretoria pede paz para o novo grupo render em campo.

O Sport, de Pernambuco, se solidarizou ao rival em nota oficial. “Repudiamos o ataque de uniformizada contra o elenco e diretores do Esporte Clube Bahia, dentro do Centro de Treinamento do Tricolor baiano.” O Sergipe também condenou a invasão.

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Reino Unido: Médicos exaustos imploram que pessoas se vacinem

23 de dezembro de 2021, 08:51

Foto: Reprodução

Os médicos intensivistas do Royal Liverpool Hospital, no Reino Unido, fizeram um apelo desesperado para que a população se vacine uma vez que têm nos cuidados intensivos cerca de 80% dos doentes lutando pela vida que não são vacinados. 

Num vídeo compartilhado pela assembleia de Liverpool, é mostrada a atual luta dos profissionais de saúde da unidade de cuidados intensivos que se mostram exaustos e temem que a nova variante sobrecarregue mais o serviço de saúde britânico. 

O diretor de cuidados intensivos, Peter Hampshire, disse que era “chocante ver jovens saudáveis com 30 e 40 anos chegando no hospital”. 

Outra profissional, Grazy Philip, emocionou-se no vídeo ao contar como estão os pacientes e que a saúde deles se agrava diante dos olhos da equipe. “Sou enfermeira há 25 anos e nunca vi nada assim na minha vida”, afirma. 

“Já vi pacientes chegando, estão em boa forma, saudáveis, com cerca de 30, 40, 50 anos e estão piorando e morrendo. Tenho certeza de que se tivessem a vacina, não teriam ficado assim”, garantiu. 

Vale lembrar que esta quarta-feira o número de casos diários ultrapassou os 100 mil pela primeira vez. Foram 106.122 novas infecções, o número diário mais alto alguma vez registado no país.

Neste momento, há mais de 8 mil pessoas hospitalizadas no Reino Unido, 849 em estado grave.

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Navio grego foi responsável por vazamento de óleo no litoral brasileiro, afirma PF

03 de dezembro de 2021, 06:30

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A misteriosa mancha de óleo que causou um desastre ambiental ao longo de mais de 2.000 quilômetros da costa brasileira entre agosto de 2019 e março de 2020 foi causada por um navio de bandeira grega, informou a Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (2) após dois anos de investigação.

A polícia “concluiu que há evidências suficientes de que um petroleiro de bandeira grega foi responsável pelo derramamento da substância oleosa”, que afetou mais de 1.000 cidades em 11 estados costeiros, declarou a PF em um comunicado, sem especificar o nome da empresa proprietária o barco.

Em novembro de 2019, as autoridades brasileiras identificaram o petroleiro grego Bouboulina, da empresa Delta Tanker, do mesmo país, como “o principal suspeito” pela mancha de óleo.

Mas, na época, a Delta Tankers negou “qualquer responsabilidade” pela catástrofe ambiental, que ameaçou manguezais, santuários de baleias jubarte, recifes de coral e inúmeras praias em cidades costeiras do nordeste, uma região cuja economia é altamente dependente do turismo.

“Apenas os custos arcados pelos poderes públicos Federal, Estadual e Municipal para a limpeza de praias e oceano foram estimados em mais de R$ 188 milhões”, disse a PF, que especificou que ainda realiza investigações para apurar o valor total dos danos ambientais causados.

Durante o desastre, o governo do presidente Jair Bolsonaro, muito criticado por sua política ambiental, mobilizou cerca de 5.000 soldados para operações de limpeza e mais de 4.500 toneladas de resíduos de petróleo foram coletadas.

Centenas de moradores voluntários também ajudaram a remover as substâncias.

A PF explicou que a investigação se concentrou em três aspectos: determinar o tipo e a origem do material derramado; a localização exata do “derramamento/despejo”; e o levantamento de fatos, por meio de “cooperação nacional e internacional, inclusive com o apoio da Interpol.”

A empresa proprietária do barco e seus representantes legais, bem como o comandante e o engenheiro-chefe do navio, “foram acusados dos crimes de poluição, não cumprimento de obrigações ambientais e danos às reservas naturais”, acrescentou a Polícia Federal.

Após o inquérito policial, caberá à Justiça e ao Ministério Público do Rio Grande do Norte a adoção das medidas cabíveis contra os responsáveis.

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Covid-19: Descoberta variante com o dobro das mutações da Delta

25 de novembro de 2021, 07:28

Foto: Reprodução

A comunidade científica está novamente em alerta, depois de ter sido detectada em Botsuana, na África, uma nova variante da Covid-19 (B.1.1.529), com um número “extremamente alto” de mutações, que podem criar problemas ao sistema imunológico. Os especialistas acreditam que esta estirpe pode comprometer a eficácia das vacinas atualmente existentes, que não consegue responder tão eficazmente ao SARS-CoV-2.

A nova variante foi descoberta, no dia 11 de novembro, e já há 10 casos confirmados em três países e os cientistas dizem que pode haver mais casos por identificar. 

Na rede social Twitter, Tom Peacock, virologista do Imperial College em Londres, mostrou-se preocupado pelo número “extremamente alto” de mutações (32, ou seja, o dobro das mutações da variante Delta) na proteína spike,  que se liga à proteína ACE2 na superfície das células.  

“É realmente uma preocupação”, ressalta Ravi Gupta, professor de microbiologia clínica da Universidade de Cambridge, no Reino Unido, ao The Guardian. 

Já François Balloux, diretor do Instituto Genético ICL, defende que, para já, “não há razão para ficarmos excessivamente preocupados”. O especialista crê que a variante possa  ter evoluído no organismo de uma pessoa com o sistema imunitário frágil ou que seja portador de HIV.

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Prefeitura de Caém prioriza produtos da agricultura familiar para o ‘kit de alimentação escolar’ (Fotos)

20 de outubro de 2021, 15:25

Foto: Notícia Limpa

A comunidade onde se vive, mesmo com as adversidades, é um lugar como qualquer outro, capaz de se reinventar através da força de vontade, da labuta e da busca inconstante de mecanismos para garantir a sobrevivência por parte dos seus moradores, sejam eles homens ou mulheres que têm o cansaço como uma espécie de prêmio, por considerar o trabalho um fortificante capaz de aumentar as forças e elevar a autoestima.

Partindo deste pressuposto, como forma de demonstrar suas capacidades até então não manifestada, moradores de comunidades rurais do município de Caém se juntaram através do sistema de associativismo e passaram a fornecer produtos da agricultura familiar para a prefeitura.

Muitos talentos culinários surgiram a partir da produção de guloseimas tradicionais locais como o beiju, o avoador e os sequilhos. Com a participação em sua maioria de mulheres, a oportunidade da venda do que se produz artesanalmente nas próprias comunidades onde se vive tem servido como incentivo para profissionalizar o negócio e consequentemente aumentar a escala de fabricação.

As aquisições são feitas pela Prefeitura, através de recursos do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e coordenadas pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte. A decisão de adquirir determinados produtos da própria comunidade é da gestão local; o que tem justamente acontecido em Caém. Para o prefeito da cidade, Arnaldo Oliveira, a valorização social e a econômica foram os fatores primordiais na decisão de incluir itens da culinária regional no Programa de Alimentação. “Acreditamos que a valorização é um instrumento vital para que uma comunidade saia do anonimato e passe a ter maior expressão social e econômica. É por meio do coletivo que a comunidade se fortalece e alcança objetivos comuns”, ressaltou o prefeito.

A reportagem do Notícia Limpa visitou algumas comunidades rurais para acompanhar a produção dos alimentos e conhecer algumas histórias, muitas de superação, da população.

“Passamos o dia todo na roça, capinando, consertando cercas, cuidando de animais e plantando quando Deus manda chuva. Hoje já enxergamos que podemos fazer mais e menos dispendioso”, destaca Elenita Oliveira dos Santos, moradora de Várzea Dantas, em Caém. A lavradora é uma das 11 mulheres que fazem parte da associação comunitária daquela localidade rural que passou a produzir sequilhos e fornecer para a Prefeitura Municipal. A primeira produção contou com mais de mil e 300 potes do produto, gerando pela primeira vez uma renda extra oriunda de um serviço não rústico. “Muitas amigas que não trabalham na roça ficavam em casa fazendo as tarefas domésticas sem ganhar nada por isso, agora já podem contar com um dinheirinho para comprar suas coisinhas”, disse Elenita.

Com histórias idênticas, moradores de outras comunidades rurais relatam as mudanças ocorridas após a produção e venda de seus produtos. No povoado de Giral além dos sequilhos, o avoador (biscoito de polvilho) também faz parte dos itens fabricados. “Doze famílias estão envolvidas, um número expressivo de pessoas beneficiadas. Uma ajuda bem vida, principalmente para as mães de famílias”, informou Ana Cláudia da Silva Oliveira, presidente da Associação Beneficente da Fazenda Giral (ABFG).

Uma das primeiras ações que caracterizam o empreendedorismo rural e familiar do município de Caém está presente igualmente na comunidade quilombola de Várzea Queimada, onde cerca de 20 famílias participam do processo de produção de biscoitos. Milhares de embalagens de avoador, sequilhos e beiju já foram entregues, o que tem feito pessoas como Janailda Santos de Jesus comemorar bastante. “Iniciativa louvável da prefeitura, o dinheiro que recebi por ter participado da produção dos biscoitos ajudou a comprar mantimentos para os meus quatro filhos”, enfatizou.

A mais tradicional e famosa fabricante de beijus da região não ficou de fora do programa de aquisição de alimentos. A Associação Quilombola de Bom Jardim (Aquibom), localizada na comunidade que leva o mesmo nome, já entregou 3 mil e 600 pacotes da iguaria e mais de cinco centenas de embalagens com sequilhos.

“Trabalhamos mais de vinte e quatro horas sem parar para conseguir produzir cinquenta mil unidades de beiju e cumprir o prazo de entrega. Foi um esforço que valeu a pena pois é a primeira vez que fomos convidados a fornecer para o município. Sabemos que este é o primeiro passo de outros que iremos dar”, salientou a secretária da Associação de Pequenos Produtores Rurais de Recanto do Rio Mirim, Antonina Oliveira de Jesus. O Recanto, como é mais conhecida a comunidade, produz e fornece ainda, coentro, alface, couve e cebolinha.

Kit alimentação – Todos os produtos foram adquiridos com recursos do PNAE e fazem parte do ‘Kit de Alimentação Escolar’ para as famílias de alunos que frequentam a rede municipal de ensino. Montados com recursos próprios da Secretaria de Educação e sob supervisão nutricional os kits seguem os padrões de qualidade e quantidade estabelecidos. Além das hortaliças, os sequilhos, os beijus e avoadores, oriundos da agricultura familiar (produção local), os s kits contam com itens como arroz, feijão, leite integral, macarrão, farinha de mandioca, fubá de milho, óleo de soja, proteína de soja, bolacha, açúcar e café.

Conforme o prefeito de Caém, Arnaldo Oliveira, um dos principais objetivos da sua gestão é a valorização do ser humano, criando condições para que todos vivam com dignidade e a entrega do kit alimentação é mais uma das obrigações e compromisso que o seu governo tem com a população. “Cuidar das pessoas é uma das obrigações de uma gestão, assim como prestar contas e ter responsabilidades com os recursos públicos.”, destacou o prefeito.

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Ministério da Saúde gasta R$ 70 mil por mês para guardar produtos vencidos

02 de outubro de 2021, 20:12

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O Ministério da Saúde gasta cerca de R$ 70 mil por mês para armazenar medicamentos, testes e insumos do SUS vencidos. Revelado pelo jornal Folha de S.Paulo, o estoque de produtos sem validade é avaliado em R$ 243 milhões.

O valor para manter os produtos na central de distribuição da Saúde, em Guarulhos (SP), foi confirmado por autoridades do governo federal que acompanham as discussões.A VTCLog, investigada pela CPI da Covid no Senado, administra o armazém. Cabe à empresa informar a Saúde sobre produtos prestes a vencer, além de separar os insumos sem validade ou interditados.

Procurado, o Ministério da Saúde não quis se manifestar sobre o estoque vencido e não confirmou se o pagamento é inteiramente feito à VTCLog. A pasta colocou sob sigilo de cinco anos todas as informações sobre os produtos vencidos.

Em resposta a questionamentos apresentados via LAI (Lei de Acesso à Informação), o ministério disse que os dados podem colocar em risco a vida, segurança ou saúde da população.

A Saúde também afirmou que divulgar as informações ofereceria “elevado risco à estabilidade financeira, econômica ou monetária do País”, além de risco à segurança de “instituições ou de altas autoridades nacionais ou estrangeiras e seus familiares”.

A Folha de S.Paulo perguntou sobre o estoque atual vencido, valor de armazenamento, e qual volume foi incinerado nos últimos anos. A Saúde disse que os dados são de “caráter reservado”.

Após a revelação do estoque, o ministro Marcelo Queiroga (Saúde) reconheceu que o cemitério de insumos do SUS “é um problema”, mas negou negligência.

O ministro ainda tentou jogar sobre gestões anteriores a responsabilidade por perder os produtos.

“Em relação a insumos vencidos, realmente esse é um problema. Não é que o ministério deixa vencer por negligência, é porque se compra em quantidade, há insumos que foram adquiridos nos dois governos anteriores ao governo do presidente Bolsonaro e eles não foram distribuídos”, disse Queiroga em audiência no Senado.

Auxiliares do ministro tentam agora entender a razão de cada item ter vencido. Integrantes da Saúde afirmam que os produtos devem ser incinerados quando alcançarem, reunidos, uma tonelada.

Oficialmente, o governo também não disse quanto falta para atingir esse volume e se irá incinerar todos os produtos ou dar outra destinação a eles.

O ministério se recusou a informar há quanto tempo paga cerca de R$ 70 mil para manter os itens vencidos no armazém.
Em nota, a VTC Log disse que “cumpre fielmente as obrigações contratuais” e afirmou que mensalmente informa sobre estoque crítico de produtos a vencer e vencidos.

“Toda responsabilidade de gestão sobre a distribuição das vacinas compete à pasta [Ministério da Saúde]”, disse a empresa.
Deputados de cinco partidos da Comissão de Fiscalização Financeira da Câmara pediram uma auditoria do TCU (Tribunal de Contas da União) sobre possíveis omissões “que levaram ao desperdício de R$ 243 milhões em vacinas, testes e medicamentos que perderam validade em posse do Ministério da Saúde”
A proposta foi aprovada pelos congressistas em 15 de setembro.

Segundo levantamento de agosto obtido pela Folha de S.Paulo, o centro de distribuição da Saúde guarda 3,7 milhões de itens que começaram a vencer pelo menos em 2018. Quase todos expiraram durante a gestão Bolsonaro.

Há vacinas de gripe, cerca de 2 milhões de testes RT-PCR da Covid e medicamentos de alto custo para doenças raras, entre outros itens sem validade.

O ministério se debruçou sobre os dados do estoque a partir de meados de setembro, após a Folha de S.Paulo revelar o caso. Em análise prévia, integrantes da pasta avaliaram que o prejuízo é reduzido em alguns casos, pois fornecedores trocaram os produtos vencidos por novos.

Essa compensação ocorreu com os exames da Covid, pois os lotes que restavam na Saúde haviam sido reprovados em testes de qualidade.

Mas as cerca de 820 mil canetas de insulina, avaliadas em R$ 10 milhões, não estavam sob qualquer restrição e ficaram paradas no armazém do governo Bolsonaro até a validade expirar.

Esses mesmos funcionários da pasta afirmam que há ainda dúvidas sobre o tamanho real do estoque vencido, pois a análise preliminar indica falhas nos registros de entrada e saída dos insumos.

O diretor do Dlog (Departamento de Logística) da Saúde, general da reserva Ridauto Fernandes, disse que está em “pleno processo de apuração” das causas que levaram ao fim da validade dos itens do SUS.

“E, claro, não podemos nos dar ao luxo de pararmos outras coisas que fazemos –como entregar vacinas, adquirir insumos essenciais etc– para fazer uma apuração com dedicação exclusiva. Mas estamos dando a atenção que o caso merece, é algo importante que pode levar a aperfeiçoamento de processos e melhorias em benefício do bem público”, escreveu Fernandes à Folha de S.Paulo.

O general não deu detalhes sobre as apurações. Disse apenas que busca “dados robustos que permitam aperfeiçoar nossos processos, mitigando ao máximo o risco de perdas e privilegiando a economia do recurso público”.

Área que atua na ponta da linha da gestão dos insumos, o Dlog ficou sob comando de Roberto Dias, indicado do centrão, durante a maior parte do governo Bolsonaro.

Ele só foi exonerado em 29 de junho, após o cabo Luiz Paulo Dominghetti afirmar à Folha de S.Paulo que recebeu de Dias cobrança de propina para destravar a venda de vacinas.Os produtos vencidos também seriam destinados a pacientes do SUS com hepatite C, câncer, Parkinson, Alzheimer, tuberculose, doenças raras, esquizofrenia, artrite reumatoide, transplantados e problemas renais, entre outras situações.

Alguns itens que serão incinerados estão em falta nos postos de saúde.

A empresa VTCLog entrou no radar da CPI da Covid para investigar os contratos de logística que foram aumentados durante a pandemia. Os senadores desconfiam que ela faça parte de um esquema para fraudar contratos, do qual teria participado Roberto Dias. A empresa e o ex-diretor negam as irregularidades.

A comissão também vê indícios de pagamentos de boletos em favorde Dias pela Voetur, empresa que tem os mesmos sócios da VTCLog, em um total de R$ 47 mil.

A CPI ainda recebeu uma carta enviada de forma anônima, no mês passado, que dá detalhes sobre os diretores da empresa e cita sua suposta influência sobre o governo Bolsonaro e pede que a comissão aprofunde essa linha de investigação, iniciada em julho.

MINISTÉRIO DA SAÚDE ESCONDE CEMITÉRIO DE INSUMOS DO SUS

Dados obtidos pela Folha de S.Paulo mostram estoque de medicamentos, testes e vacinas vencidos avaliado em mais de R$ 240 milhões. Há cerca de 3,69 milhões de itens, que podem servir a um número muito maior de pessoas no SUS, pois cada frasco de vacina, por exemplo, têm até dezenas de doses.

PRODUTOS VENCIDOSCGLAB (Coordenação Geral de Laboratórios): R$ 140,73 milhões
Mais de 2 milhões de testes RT-PCR de Covid, além de exames de dengue, zyka, chikungunya, leishmaniose e diversos reagentes

Vacinas: R$ 49,59 milhões

Cerca 12 milhões de imunizantes para BCG, gripe, pólio, hepatite B, tetra viral, soros para diversas doenças, além de diluentesRemédios comprados por ordem judicial: R$ 32,99 milhões. Principalmente medicamentos de alto custo para doenças raras, como eculizumab (HPN) e atalureno (Distrofia Muscular de Duchenne)

Medicamentos excepcionais: R$ 17,72 milhões
Caneta de insulina e tratamentos para hepatite C, esclerose múltipla, Alzheimer, Parkinson, entre outras doençasOutros: R$ 1,93 milhão
Hemoderivados, tratamentos de raiva, tuberculose e produtos de prevenção à maláriaProgramas de DST/Aids: R$ 420 mil
Principalmente kits de diagnóstico de HIV e HCV

Fonte: documentos internos do Ministério da Saúde de agosto

Folhapress

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