Covid-19 também prospera na negação, diz OMS. “Ignorância propositada”

09 de novembro de 2020, 10:50

Tedros indicou que os "países foram afetados de forma diferente e tiveram respostas diferentes" (Foto: Reprodução)

Tedros Adhanom Ghebreyesus indicou, nesta segunda-feira, que as pessoas podem estar cansadas do vírus, “mas ele não está cansado” delas, apelando mais uma vez ao compromisso comum.. “Podemos estar cansados da Covid-19, mas ela não está cansada de nós. Sim, ataca quem tem menos saúde. Mas ataca outras fraquezas, também: igualdade, divisão, negação, pensamentos ilusórios e ignorância propositada”, falou durante a coletiva de imprensa, o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Tedros acrescentou que não é possível “negociar com a Covid-19 nem fechar os olhos e esperar que desapareça”, uma vez que a doença, causada pelo vírus SARSCoV-2 “não ouve retórica política nem teorias da conspiração”. “A nossa única esperança é a ciência, soluções e solidariedade”.

Sublinhando que a crise é global, Tedros indicou que os “países foram afetados de forma diferente e tiveram respostas diferentes”. “Metade dos casos e óbitos relacionados com a Covid-19 tiveram lugar em apenas quatro países”.

O especialista em saúde pública ressaltou que “há muitos países e cidades que conseguiram prevenir e controlar a transmissão da Covid-19 com uma resposta abrangente e baseada em evidência científica”. Ainda assim, em vários países, em especial na Europa e na América do Norte e Sul, “foram agora

reintroduzidas restrições para combater a nova vaga de infecções de Covid-19 que estão a enfrentar, e evitar que os sistemas de saúde colapsem“.

“Esse é trabalho que a OMS tem feito desde o início”, defendeu. “Conseguimos progresso científico juntando milhares de especialistas para analisar as evidências em constante mutação e transformálas em orientação, para identificar um mapa orientador de pesquisa que preencha as lacunas do nosso conhecimento”, disse, lembrando os “mais de 600 documentos orientadores” publicados pela organização de saúde, que foram “descarregados até 9 milhões de vezes por mês”.

Tedros Adhanom Ghebreyesus fez ainda referência aos 50 milhões de casos de infecção a nível global – marca que foi atingida no domingo – e os mais de 1,2 milhões de óbitos associados à doença, uma consequência devastadora que acontece “também por causa do impacto no serviços de saúde essenciais”.

Por outro lado, acrescentou que a pandemia tem consequências que não são mensuráveis. “Não podemos medir a dor das família que não se puderam despedir de entes queridos. Não podemos medir o medo que tantos sentiram na face de um futuro incerto”.

O especialista lembrou que “ninguém olha para o efeitos a longo-prazo do vírus no corpo humano, ou no tipo de mundo que os nossos filhos e netos vão herdar”.

Principais sintomas físicos e mentais da abstinência de nicotina

A síndrome de abstinência de nicotina provoca inúmeros sintomas nos ex-fumantes. Contudo, explica um artigo publicado no portal Melhor Com Saúde, esses efeitos colaterais variam em intensidade dependendo da pessoa. 

O fato da nicotina ser uma droga muito viciante faz com que o hormônio conhecido como dopamina seja liberado no cérebro – este hormônio é responsável por aumentar a sensação de prazer e bem-estar. E como tal, o organismo reage negativa e violentamente à ausência da droga.

Ainda assim, a síndrome de abstinência de nicotina não representa qualquer risco para a saúde. Estima-se que os sintomas associados à condição afetam até 85% dos ex-fumantes. 

Os sintomas desta síndrome variam, mas, sem dúvida alguma, o mais comum é a vontade de fumar que pode surgir na presença de múltiplos estímulos, como por exemplo ver outra pessoa fumar, ou inclusive sem uma causa aparente.

Os principais sintomas da síndrome de abstinência da nicotina são os seguintes, de acordo com o portal Melhor Com Saúde:

Sintomas físicos

Aumento do apetite
Tosse
Boca seca
Dor de cabeça
Tontura
Fadiga
Coriza (inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo)
Dor de garganta, na língua ou gengivas
Sensação de aperto no peito
Ganho de peso
Frequência cardíaca mais lenta ou bradicardia
Obstipação
Hipotensão

Sintomas mentais

Ansiedade, inquietação e irritabilidade
Dificuldade em se concentrar
Insônia e dificuldade para dormir bem
Raiva e frustração
Depressão
Desânimo
Mau humor

Os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina normalmente duram de 4 a 12 semanas e surgem nas primeiras 12 a 24 horas após parar de fumar. 

Os especialistas explicam que a fase mais critica são as primeiras duas a três semanas de cessação tabágica. Sendo que os sintomas começam gradualmente a desaparecer e, com o tempo o indivíduo aprende a controlar o desejo de fumar. 

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