Privatização da BR prejudica consumidor em momento de crise

15 de março de 2026, 09:35

Para especialista, a empresa era estratégica para administrar preços (Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil)

Especialistas e entidades do setor de petróleo apontam que os aumentos abusivos nos preços dos combustíveis pelas distribuidoras - em São Paulo, há relatos de postos vendendo o litro de gasolina a R$ 9 - não se devem apenas à instabilidade no cenário internacional. Para analistas, a privatização da BR Distribuidora eliminou o controle estratégico do Estado sobre a cadeia de fornecimento, deixando o mercado à mercê de reajustes abusivos que ignoram os valores praticados nas refinarias. Sem a estrutura verticalizada que ia "do poço ao posto", o Brasil perdeu a ferramenta institucional necessária para frear a especulação em momentos de crise, avaliam especialistas ouvidos pela Agência Brasil. O alerta da venda de gasolina a R$ 9 "mesmo sem reajustes equivalentes nas refinarias" partiu de Ticiana Alvares, diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). Segundo nota publicada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), postos em São Paulo estão elevando preços de forma desproporcional, mesmo sem  aumentos por parte da Petrobras. Para a FUP, o conflito no Oriente Médio — intensificado no final de fevereiro — tem servido de pretexto para que distribuidoras e revendedoras apliquem margens de lucro excessivas. “As distribuidoras e revendedoras aumentaram os preços dos combustíveis. [O valor] chega na bomba para o consumidor final com acréscimo em torno de 40%”, calcula o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, em entrevista à Agência Brasil. Política de preços diferenciada Segundo Bacelar, a majoração de preços - que prejudica os consumidores e pode impactar na inflação - ocorre porque foram privatizadas as subsidiárias da Petrobras que atuavam na distribuição de combustíveis (BR Distribuidora e a Liquigás). “Nós tínhamos uma Petrobras que era bem mais integrada e verticalizada do que é hoje. Era a antiga empresa do poço ao posto,” afirmou o sindicalista. “Uma companhia petrolífera que faz exploração e produção de petróleo, e também transporte, refino, distribuição e comercialização dos derivados desse petróleo, consegue praticar política de preços diferenciada”, compara Bacelar – favorável à verticalização na Petrobras de todas etapas de fornecimento de petróleo. A análise é compartilhada pela academia. Para Geraldo de Souza Ferreira, professor de Engenharia de Petróleo da Universidade Federal Fluminense (UFF), a retirada de uma empresa pública de um setor tão vital retira do Estado suas "ferramentas institucionais" de intervenção. “Quando se retira uma empresa pública de determinado setor da cadeia produtiva, o Estado deixa de ter ferramentas institucionais para fazer algum tipo de intervenção.” Para Souza Ferreira, a atuação estatal no setor de petróleo é estratégica. “O petróleo e seus derivados são importantes para segurança energética do país e para manutenção de várias outras atividades. Esses produtos são fundamentais para a sociedade. Então, tem que ter um certo nível de controle.” O especialista ainda assinala que “uma empresa pública é orientada por sua função social. Já as empresas privadas são orientadas para o lucro, para o retorno financeiro.” Na última quarta-feira (11), a empresa Vibra Energia S.A que comprou a BR Distribuidora anunciou lucro líquido de R$ 679 milhões em 2024. “Nossos resultados financeiros e operacionais comprovam a robustez e a capacidade de execução da companhia. Tivemos crescimento consistente de margens a cada trimestre do ano”, destacou Ernesto Pousada, CEO da Vibra, em comunicado da empresa. Sem consulta ao Congresso A Petrobras perdeu o controle da BR Distribuidora em julho de 2019, quando iniciou a privatização da antiga subsidiária. A privatização total foi concluída dois anos depois. Naquele período, sob o governo do então presidente Jair Bolsonaro, a diretoria da Petrobras defendia que a empresa deveria focar na produção e exploração de óleo e gás, e abrir mão da distribuição de combustível. A venda das empresas subsidiárias da Petrobras foi feita sem consulta ao Congresso Nacional, de acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5624. Conforme decisão da Corte, em caráter liminar de junho de 2019, “a alienação do controle acionário de empresas públicas e sociedades de economia mista exige autorização legislativa e licitação”, mas “a exigência de autorização legislativa, todavia, não se aplica à alienação do controle de suas subsidiárias e controladas. Nesse caso, a operação pode ser realizada sem a necessidade de licitação, desde que siga procedimentos que observem os princípios da administração pública inscritos no Artigo 37 da Constituição, respeitada, sempre, a exigência de necessária competitividade.” Corte de tributos e pagamento de subvenções Para conter aumento no preço dos combustíveis, o governo zerou as alíquotas de Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) sobre o diesel, e reduzindo o preço em cerca de R$ 0,32 por litro e editou a Medida Provisória nº 1.340 que autoriza a concessão de mais R$ 0,32 por litro como subvenção econômica para a comercialização de óleo diesel. No total, são R$ 0,64 por litro cobrados a menos para diminuir o impacto no bolso do consumidor da variação do preço do petróleo no mercado. O preço do diesel é formado pelo custo do produto junto à Petrobras (45,5% do preço médio na bomba do posto); tributo estadual (19%); custo de distribuição e revenda (17,2%); adição de biodiesel (13%). O peso da tributação da PIS/Cofins era de 5,2%. Tendo em perspectiva o comportamento do mercado internacional de petróleo, o governo federal criou uma sala de monitoramento para acompanhar as condições do de comercialização de combustíveis fora e dentro do Brasil. Na quinta-feira (12), o governo federal se reuniu com as empresas distribuidoras de combustível que sugeriram que a Petrobras amplie a importação de diesel para garantir abastecimento e estabilidade de preços no país. Agência Brasil

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Projeto “Babosa Ouro Verde do Sertão” começa a ganhar forma em Umburanas e pode gerar renda para agricultores

15 de março de 2026, 09:12

A iniciativa vem sendo construída há mais de um ano, a partir de articulações e diálogos envolvendo comunidades rurais e representantes políticos do território Piemonte da Diamantina (Foto: Reprodução)

Uma iniciativa que pode abrir novos caminhos para a geração de renda no campo começa a ganhar forma no município de Umburanas. As Mulheres da Reconstrução Popular, uma tendência interna do Partido dos Trabalhadores de Jacobina, participaram de um encontro com um grupo de trabalho que está articulando o projeto Babosa Ouro Verde do Sertão, uma proposta que busca incentivar o cultivo da babosa para a produção e comercialização do gel da planta. A ideia é estruturar uma cadeia produtiva baseada na agricultura familiar, aproveitando o potencial da babosa, planta conhecida por seu uso na indústria de cosméticos, medicamentos e produtos naturais. O projeto ainda está em fase inicial, mas já mobiliza agricultores, lideranças comunitárias e apoiadores da região. A iniciativa vem sendo construída há mais de um ano, a partir de articulações e diálogos envolvendo comunidades rurais e representantes políticos do território Piemonte da Diamantina, buscando fortalecer a produção rural e criar novas oportunidades de renda para as famílias do sertão. Experimento começa em Umburanas O município de Umburanas foi escolhido para sediar o primeiro experimento de plantio, que funcionará como um projeto piloto. A proposta é iniciar uma roça de babosa para testar o cultivo, organizar os produtores e preparar as etapas futuras de beneficiamento e comercialização do gel. Caso o experimento tenha bons resultados, a expectativa é que o projeto possa ser ampliado para beneficiar mais agricultores e agricultoras da região. Lideranças comunitárias impulsionam a iniciativa O projeto ganhou o nome “Babosa Ouro Verde do Sertão”, sugestão da liderança comunitária Cícero, que desde o início abraçou a ideia e vem trabalhando para que ela se torne realidade. Também têm papel fundamental na construção do projeto Daiana, presidente da Associação de Mulheres do Sertão, e Damires, presidente da Associação de São José. As três lideranças vêm mobilizando agricultores, organizando reuniões e fortalecendo o diálogo entre as comunidades envolvidas. Apoio político e defesa da agricultura familiar Outro nome que vem se destacando no apoio à iniciativa é o vereador Nadson (PT), reconhecido por ser um dos vereadores mais jovens da Bahia e do Brasil. Defensor da agricultura familiar, ele acredita no potencial produtivo das comunidades rurais e trabalha com uma visão coletiva para que o projeto avance. Segundo o vereador, a iniciativa pode representar um passo importante para garantir mais renda e dignidade às famílias agricultoras, especialmente para as mulheres que participam do projeto. Nadson também tem contribuído com articulações e apoio para que todos os agricultores inscritos no projeto tenham estrutura e condições de realizar esse sonho das comunidades e dos trabalhadores rurais envolvidos. Além do apoio do vereador Nadson, outro apoio político importante para a iniciativa é do deputado federal licenciado Afonso Florence. Os agricultores e lideranças envolvidos no projeto pediram o apoio do parlamentar para fortalecer a agricultura familiar e contribuir com o desenvolvimento de iniciativas produtivas no território do Piemonte da Diamantina. Próximos passos Neste momento, o projeto segue na fase de estruturação e implantação do projeto piloto, com organização dos agricultores e preparação da primeira área de plantio. A expectativa das comunidades é que, em breve, o Babosa Ouro Verde do Sertão comece a produzir resultados e se torne uma nova alternativa de renda para o sertão. Da Assessoria

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Jacobina na pauta durante o café: Mariana, Cícero Monteiro e Carlos de Deus no bate-papo cotidiano

14 de março de 2026, 13:58

Mariana Oliveira, Cícero Matos e Carlos de Deus em um bate-papo durante um café em Jacobina (Foto: Gervásio Lima)

Quem vive de fato o lugar onde escolheu para morar, construir família, amizades e gozar do respeito e afeição, é praticamente certo os encontros e o bom bate-papo. Em Jacobina a tradição de encontrar amigos na feira livre, em padarias, barzinhos e barbearias é um dos melhores 'programas' de final de semana dos que buscam atualizar os acontecimentos sociais e políticos da cidade. Na manhã deste sábado (14), em um real flagrante da vida cotidiana da cidade do ouro, três figuras bastante conhecidas e admiradas pelo comportamento social, pessoal, e de representatividade política local e regional, Mariana Oliveira, Cícero Monteiro e Carlos de Deus, se encontraram durante um café na Lanchonete de Natalício, na Praça da Bíblia. Pela importância e comprometimento das lideranças com a melhoria de vida dos jacobinenses, com certeza, a conversa foi bastante produtiva para a construção de políticas públicas em prol do município.

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Trocadilho “ACMaster” aparece em cartazes contra ACM Neto na lavagem de Arembepe

13 de março de 2026, 19:03

O episódio faz menção ao pagamento de cerca de R$ 3,4 milhões recebido por ACM Neto do Banco Master. Segundo o ex-prefeito e pré-candidato ao governo da Bahia (Foto: Reprodução)

Cartazes associando o ex-prefeito de Salvador ACM Neto ao empresário Daniel Vorcaro foram exibidos durante o cortejo que marcou a abertura da tradicional lavagem de Arembepe, nesta sexta-feira. As peças circularam entre participantes do evento e chamaram atenção pelo tom de provocação política. Em um dos cartazes, um trocadilho apelidava o ex-prefeito de “ACMaster”, numa referência direta ao Banco Master. A imagem também associava Neto ao banqueiro Vorcaro, reforçando críticas exploradas por adversários políticos. O episódio faz menção ao pagamento de cerca de R$ 3,4 milhões recebido por ACM Neto do Banco Master. Segundo o ex-prefeito e pré-candidato ao governo da Bahia, o valor foi pago como remuneração por serviços de consultoria prestados à instituição financeira. Adversários políticos, por sua vez, levantam suspeitas sobre a natureza da relação e afirmam que os pagamentos poderiam estar ligados a eventuais vantagens institucionais ou influência política em favor do banco. Neto nega as acusações e sustenta que os contratos foram regulares e referentes a atividades privadas de consultoria.

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Suspeitas contra ACM Neto escalam e Wagner alerta: “é a ponta do iceberg”

13 de março de 2026, 16:57

(Foto: Divulgação)

O avanço de denúncias e revelações em torno de ACM Neto já deixou de ser um problema restrito à política baiana e passou a atingir também a direção nacional do União Brasil. Foi nesse ambiente que o senador Jaques Wagner afirmou, nesta sexta-feira (13), em Camaçari, que novas informações sobre a relação do ex-prefeito de Salvador com o Banco Master ainda podem vir à tona. Segundo o líder do governo no Senado, o que apareceu até aqui seria apenas “a ponta do iceberg” e haveria “mais coisa a caminho”, ainda sob sigilo. A fala de Wagner ocorre depois de a imprensa ampliar a repercussão do caso envolvendo pagamentos do Banco Master e da gestora Reag à A&M Consultoria, empresa ligada a ACM Neto. Dados do Coaf, revelados pelo jornal O Globo e reproduzidos por outros veículos, apontam repasses de R$ 3,77 milhões à empresa do ex-prefeito. O episódio ganhou novo peso político com a revelação de que a Prefeitura de Salvador concedeu exclusividade ao Banco Master para oferecer operações de “crédito no cartão rotativo” a servidores públicos municipais por meio de decreto editado em 2021, já no primeiro mandato do prefeito Bruno Reis. Aliado direto de ACM Neto, Bruno foi seu vice-prefeito até 2020 e é tratado como herdeiro político do grupo. A coincidência entre a relação institucional com o banco e os pagamentos à consultoria de Neto ampliou os questionamentos sobre o caso. A pressão sobre o ex-prefeito se soma a outras frentes recentes de desgaste. Uma delas envolve a Fundação Índigo, braço de formação política do União Brasil, presidida por ACM Neto. Reportagens publicadas nesta semana mostram que o balanço de 2025 registrou R$ 5,9 milhões em gastos com “serviços prestados por terceiros”, o que levou integrantes do conselho fiscal a cobrarem explicações e detalhamento de despesas. ([Bahia Notícias][3]) O problema tem alcance maior porque ACM Neto ocupa hoje a vice-presidência nacional do União Brasil, partido presidido por Antonio Rueda. Assim, o desgaste não fica concentrado apenas na pré-candidatura do ex-prefeito ao governo da Bahia em 2026: ele também pressiona a cúpula da legenda, que passa a conviver com questionamentos sobre sua estrutura partidária, sua fundação e a conduta de seus principais dirigentes. As reportagens sobre a Fundação Índigo, inclusive, associam a crise diretamente ao comando de Rueda. Nesse cenário, o caso Master deixa de ser um episódio isolado. Ele se encaixa num ambiente mais amplo de desgaste político e financeiro que já inclui o noticiário sobre a Fundação Índigo e a circulação do nome de ACM Neto no entorno de outras apurações sensíveis, como a Overclean, ainda que sem indicação, nas reportagens localizadas, de que ele seja alvo formal dessas investigações. O efeito prático é claro: a pré-campanha de Neto entra em terreno mais instável, sob pressão crescente e com potencial de contaminar também a direção nacional do União Brasil.

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Após expressivo número de aprovados em universidades públicas, Prefeitura de Caém anuncia o período das matrículas para o Universidade para Todos 2026

13 de março de 2026, 14:03

(Foto: Divulgação)

Consolidado como o principal trampolim para o ensino superior gratuito, o Programa Universidade para Todos (UPT) inicia sua edição 2026 com expectativas renovadas. Após registrar um número expressivo de aprovados em vestibulares de universidades públicas, a Prefeitura Municipal de Caém, em parceria com a Secretaria de Educação do Estado da Bahia, anuncia a abertura das matrículas para a edição de 2026 do pré-vestibular. O UPT 2026 oferece mais de 20 mil vagas em toda a Bahia, focando no fortalecimento da aprendizagem e na preparação para o ENEM e vestibulares das universidades públicas (UNEB, UESB, UESC, UEFS). O programa, que já se provou fundamental para o ingresso de estudantes concluintes e egressos da rede pública no ensino superior, vem de um ciclo vitorioso. As últimas chamadas dos vestibulares, principamente a UNEB 2026, registraram um alto índice de cursistas do UPT do município de Caém aprovados, celebrando a conquista dos estudantes que garantiram seu lugar na universidade. Matrículas 2026 As inscrições para a edição 2026 seguem até o dia 19 de março. O processo é realizado exclusivamente de forma online. Onde se inscrever: No site oficial do programa upt.educacao.ba.gov.br. Dúvidas podem ser tiradas também na Secretaria Municipal de Educação de Caém, com Joelma Machado. Quem pode participar? O programa é destinado a estudantes concluintes do 3º ano do Ensino Médio regular, ou egressos da Rede Pública de Ensino Estadual e/ou Municipal do Estado da Bahia. A seleção, em caso de mais inscritos do que vagas, é realizada por sorteio eletrônico.

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INSS alerta para golpe com aplicativo falso de reembolso

13 de março de 2026, 13:42

Programa malicioso rouba dados bancários de usuários (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)

Criminosos estão usando um aplicativo falso em nome do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para aplicar golpes. A fraude se apresenta como um suposto serviço de reembolso de descontos associativos e tem sido disseminada principalmente para celulares com sistema Android. De acordo com o INSS, o golpe foi identificado por pesquisadores da empresa de cibersegurança Kaspersky, que detectaram um malware conhecido como “BeatBanker”. O programa é classificado como um “trojan bancário”, capaz de roubar informações financeiras e assumir o controle do aparelho da vítima. Como funciona O golpe começa com a divulgação de um site falso que imita visualmente a loja oficial de aplicativos do Android. Nesse ambiente fraudulento, é oferecido um aplicativo chamado “INSS Reembolso”, que se apresenta como ferramenta oficial para solicitar devolução de valores. Ao instalar o programa, no entanto, o usuário passa a ter o celular comprometido pelo malware, que pode acessar informações sensíveis armazenadas no dispositivo. Espionagem Segundo especialistas em segurança digital, o aplicativo malicioso é capaz de espionar aplicativos bancários, capturar senhas e dados pessoais, redirecionar transferências financeiras e até assumir controle remoto do celular. Esse tipo de software é frequentemente utilizado por criminosos para acessar contas bancárias e realizar transações sem o conhecimento da vítima. Orientação O INSS orienta a população a não instalar aplicativos fora das lojas oficiais e a desconfiar de serviços que prometem reembolsos ou liberação de valores por meio de links ou páginas desconhecidas. O órgão reforça que o único aplicativo oficial para acesso a serviços previdenciários é o Meu INSS, disponível nas lojas oficiais de aplicativos. Além do aplicativo, o atendimento do instituto também pode ser realizado pelo telefone 135 e pelos canais oficiais na internet. O que fazer Caso o usuário identifique aplicativos suspeitos ou já tenha realizado o download de programas semelhantes, a recomendação é remover imediatamente o aplicativo do aparelho e realizar uma verificação de segurança no dispositivo. O INSS também recomenda evitar operações financeiras pelo celular até que o aparelho esteja seguro. O órgão afirma que divulgar informações sobre esse tipo de fraude é essencial para reduzir a disseminação de golpes e proteger segurados e beneficiários de prejuízos financeiros. Agência Brasil

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Turismo rural de base comunitária na Bahia oferece vivências culturais em comunidades tradicionais

13 de março de 2026, 10:17

Entre os roteiros apoiados estão a Reserva da Jaqueira, que promove o turismo étnico do povo Pataxó em Porto Seguro (Foto: Ascom/CAR)

A Bahia reúne uma diversidade de roteiros de turismo rural de base comunitária que proporcionam experiências culturais, contato com a natureza e vivências em territórios de povos e comunidades tradicionais. As iniciativas atraem visitantes interessados em conhecer histórias, saberes ancestrais e a culinária local, além de explorar paisagens naturais como praias, rios e cachoeiras presentes em comunidades rurais do estado. Essa atividade, que gera renda e fortalece o desenvolvimento local, conta com o apoio do Governo do Estado por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (SDR). Entre os roteiros apoiados estão a Reserva da Jaqueira, que promove o turismo étnico do povo Pataxó em Porto Seguro; a Vivertur Matarandiba, nas ilhas de Vera Cruz e Itaparica; o Quilombo Jatimane, em Nilo Peçanha; e o Quilombo Quingoma, no município de Lauro de Freitas, entre outros destinos. Nayara Pataxó, liderança da Reserva da Jaqueira, destaca as experiências oferecidas aos visitantes. “Todos são convidados a conhecer a Jaqueira. Aqui temos o pajé, nosso líder espiritual, além de palestras e da dança tradicional, momentos em que as pessoas podem interagir, participar e sentir um pouco da energia que buscamos da Mãe Natureza e da Mãe Terra. Os visitantes também podem conhecer o museu e experimentar a culinária típica no nosso restaurante. A Reserva da Jaqueira é um lugar onde se pode vivenciar um pouco da nossa cultura junto com a gente”, afirma. Outro roteiro que se destaca é o do Quilombo Jatimane, localizado no município de Nilo Peçanha, às margens do Rio Jatimane. A região abriga 47 comunidades remanescentes de antigos quilombos e está situada no caminho para a praia de Pratigi. No local, os visitantes podem vivenciar o turismo étnico de base comunitária e participar de atividades que incluem trilhas em meio à natureza, experiências gastronômicas, como a tradicional tainha defumada, além de conhecer o artesanato do quilombo produzido com coco e piaçava e visitar um jardim sensorial. “Falar do meu lugar é falar da minha própria história. Aqui, quem nos visita tem a oportunidade de se encontrar com a natureza viva, com as nossas tradições e com a força da cultura quilombola. Cada trilha, cada rio, cada canto deste território carrega a memória dos nossos ancestrais, que resistiram e cuidaram dessa terra para que hoje pudéssemos existir com identidade e orgulho. Quem vem ao Jatimane não leva apenas fotografias, leva experiências, aprendizados e um pouco da nossa ancestralidade. Aqui a natureza abraça, a cultura ensina e a comunidade acolhe”, ressalta Jéssica Oliveira do Rosário, presidente da Associação Comunitária do Jatimane. Rota da Liberdade Outra iniciativa de turismo comunitário é a Rota da Liberdade, realizada no município de Cachoeira. O roteiro apresenta aos visitantes os saberes e fazeres das comunidades quilombolas da região. Segundo Ananias Viana, quilombola e ativista cultural em Cachoeira, a experiência inclui diversas atividades tradicionais. “Temos visitas ao cultivo de ostra, à produção do azeite de dendê, da farinha e do xarope. Também promovemos rodas de conversa e troca de conhecimentos, em que os visitantes podem aprender como funcionam essas práticas. Além disso, oferecemos passeios fluviais de barco e outros atrativos”, explica. Investimentos no turismo rural de base comunitária Entre os investimentos do Governo do Estado no fortalecimento do turismo rural de base comunitária estão a construção de centros de artesanato, receptivos turísticos e kijemes (dormitórios indígenas), além da reforma de museus, implantação de cozinhas comunitárias, capacitações, criação de áreas temáticas, instalação de quiosques e aquisição de equipamentos, entre outras ações. Contatos para reservas e agendamentos Reserva da Jaqueira - (73) 3288-1256Instagram: @institutopataxo_ Rota da Liberdade - (71) 99607-1452Instagram: @turismo_rotadaliberdade Quilombo Jatimane - (71) 98365-6127Instagram: @turismodejatimane Ascom/CAR

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Cozinhas comunitárias impulsionam renda e autonomia de mulheres no município de Caém

12 de março de 2026, 14:52

Os empreendimentos foram viabilizados pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (SDR) (Foto: Aline Queiroz)

A implantação de 16 cozinhas comunitárias pelo Governo do Estado no território Piemonte da Diamantina tem mudado a realidade de centenas de mulheres e de suas famílias. Nessas pequenas agroindústrias, agricultoras familiares produzem derivados de mandioca, produtos da avicultura e alimentos preparados com frutas, verduras e hortaliças. A produção é comercializada nas próprias comunidades, em supermercados, feiras livres e também por meio do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e do Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Os empreendimentos foram viabilizados pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural da Bahia (SDR), e trouxeram novas perspectivas de futuro para essas agricultoras. Doralice Alves mora na comunidade quilombola de Várzea Queimada, no município de Caém, e integra o Grupo Produtivo de Mulheres Delícias da Tia Likinha. Mãe solo, ela sustenta a casa e as duas filhas com a venda de avoadores, beijus, pães e sequilhos produzidos na cozinha comunitária. “Com esse dinheiro, este ano eu pude comprar material escolar de mais qualidade para minhas filhas. Comprei até uma moto, agora saio para os lugares que quero e participo das coisas! Meu plano é comprar um carro para termos mais conforto, porque minhas filhas merecem e eu também”, afirma. Além da cozinha comunitária, o quilombo de Várzea Queimada também conquistou uma Agroindústria de Processamento da Mandioca, onde é produzida farinha e extraída a fécula utilizada nas receitas das mulheres. “Depois da chegada da unidade e da cozinha comunitária, mudou tudo aqui no quilombo. A gente quer avançar e melhorar ainda mais nossas condições de vida. Eu mesma adquiri muitas coisas e recentemente comprei um celular novo! Sem falar na minha autoestima, hoje sou outra mulher”, ressalta Janailde de Jesus. A comunidade de Várzea Dantas, também localizada em Caém, recebeu uma das cozinhas comunitárias e a produção do grupo Delícias do Sertão segue em pleno funcionamento. As mulheres ampliaram suas rendas e conquistaram mais autonomia. “Eu conquistei minha independência financeira. Hoje contribuo com meu marido no pagamento das contas de casa e já estou planejando o enxoval do meu primeiro filho, que será comprado com os recursos da cozinha. Deus é bom. Ele nos deu essa cozinha e hoje podemos levantar a bandeira e dizer: ‘nós, mulheres da comunidade de Várzea Dantas, temos nossa independência financeira’”, comemora Lindaci Bispo. Além da construção das cozinhas, os investimentos do Governo do Estado incluíram a aquisição de equipamentos e utensílios, capacitações, desenvolvimento da identidade visual dos grupos produtivos e serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater), fortalecendo a organização produtiva das comunidades. Ascom/CAR

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Imprensa nacional estranha pagamento milionário do Banco Master e Reag à consultoria de ACM Neto

12 de março de 2026, 13:22

(Foto: Reprodução)

Jornalistas da imprensa nacional estranharam a justificativa apresentada por ACM Neto para a revelação do Coaf de que uma empresa ligada a ele fez uma movimentação milionária com o Banco Master e a Reag. A questão está na pauta de todos os noticiosos do país com abordagens críticas à explicação do vice- presidente do União Brasil. O colunista do portal do UOL, Josias de Souza, afirmou que o pagamento de R$ 3,6 milhões recebido pelo ex-prefeito de Salvador ACM Neto em consultorias ao Banco Master e ao empresário Daniel Vorcaro é um "repasse mal cheiroso e mal explicado". A desconfiança foi compartilhada também pela colunista Dora Kramer, da Jovem Pan News. “Essa consultoria é muito esquisita. Primeiro porque naquele ano de 2022, o Neto que tinha sido prefeito de Salvador saiu para concorrer o governo da Bahia e ele esteve ocupado na campanha. Eu não sabia, estou sabendo agora, que candidatos a governador prestavam consultoria. Enfim, achei esquisito”, disse ela. Em seu comentário no UOL, Josias assinalou ainda que a empresa foi criada em dezembro de 2022, logo depois da disputa eleitoral, na qual ACM Neto foi derrotado por Jerônimo, com o ínfimo capital social de R$ 2 mil e realizou transações milionárias em consultorias para o Banco Master e a Reag. De acordo com o informado oficialmente pelo Coaf, os recursos teriam sidos transferida por meio da Reag Investimentos, operadora de fundos que também esteve sob intervenção e liquidação pelo Banco Central. Outra parte do dinheiro veio diretamente do Banco Master. Somadas, as transferências chegaram a R$ 3,6 milhões. Josias questionou a dimensão do pagamento diante da estrutura da empresa e do capital social registrado. "É um capital social mixuruca", observou o jornalista, ao destacar que a empresa com esse perfil recebeu quase R$ 4 milhões do grupo ligado a Vorcaro. Josias também levantou dúvidas sobre o tipo de consultoria que teria sido prestada ao grupo financeiro. Em tom crítico, afirmou que, caso tenha havido orientação empresarial, ela não teria produzido resultados positivos, uma vez que o grupo enfrentou colapso financeiro.

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Whatsapp anuncia controle parental para contas de menores de 13 anos

12 de março de 2026, 08:02

Pais e responsáveis poderão supervisionar lista de contatos e grupos (Foto: Meta/Divulgação)

O aplicativo de troca de mensagens WhatsApp anunciou nesta quarta-feira (11) que irá disponibilizar, nos próximos meses, uma nova funcionalidade que permitirá que pais e responsáveis gerenciem a conta dos filhos menores de 13 anos.  Segundo a Meta, empresa que controla o aplicativo, pais, mães ou responsáveis poderão usar a nova funcionalidade para decidir quais contatos conseguirão mandar mensagens para a conta e de quais grupos a criança ou o adolescente poderá participar. Além disso, os pais poderão analisar pedidos de contato de números desconhecidos e gerenciar as configurações de privacidade da conta. “O controle parental e as configurações são controlados por um PIN dos pais no dispositivo gerenciado. Apenas pais, mães ou responsáveis podem acessar e modificar as configurações de privacidade, o que permite personalizar a experiência de acordo com as preferências da família”, disse a Meta, em comunicado. Segundo a empresa, o conteúdo das conversas continuará privado e protegido com criptografia de ponta a ponta, de modo que nem os pais nem a própria plataforma conseguirão ter acesso. De acordo com o WhatsApp, as contas gerenciadas por pais, mães ou responsáveis serão lançadas aos poucos e poderão não estar disponíveis em todas as regiões. As novas contas para menores deverão ser configuradas pelos pais ou responsáveis com 18 anos ou mais.  Será necessário ter a versão mais recente do WhatsApp para iPhone ou Android para usar a nova funcionalidade. Para configurar a nova conta, o celular do responsável e o celular do menor deverão estar lado a lado. O passo a passo da configuração pode ser visto neste link. Segurança de crianças e adolescentes As ameaças que acompanham o acesso de crianças e adolescentes a redes sociais, plataformas para a troca de mensagens e jogos online têm sido objeto de preocupação ao redor do mundo. Na Austrália, uma lei proibiu o uso de redes sociais por menores de 16 anos. Medidas similares já avançaram na França e em Portugal e são discutidas em outros países europeus. No Brasil, uma consulta pública realizada pelo governo federal recomendou métodos mais rígidos na aferição de idade de usuários em sites e aplicativos na internet. ECA Digital O país proibiu o uso de celulares nas escolas públicas e privadas, nos ensinos fundamental e médio. Também está em processo de implementação a Lei do Estatuto Digital da Criança e do Adolescente (15.211/2025). A nova lei entra em vigor em 18 de março e obriga as plataformas digitais a tomarem medidas razoáveis para prevenir riscos de crianças e adolescentes acessarem conteúdos ilegais ou considerados impróprios para essas faixas etárias, como exploração e abuso sexual, violência física, intimidação, assédio, promoção e comercialização de jogos de azar, práticas publicitárias predatórias e enganosas, entre outros crimes. A lei ainda prevê regras para supervisão dos pais e responsáveis e exige mecanismos mais confiáveis para a verificação da idade dos usuários de redes sociais, o que atualmente é feito basicamente por autodeclaração.

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ACM Neto recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master, segundo Coaf

11 de março de 2026, 16:26

Uma empresa ligada ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto, vice-presidente nacional do União Brasil, recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora de recursos Reag Investimentos (Foto: Reprodução)

Uma empresa ligada ao ex-prefeito de Salvador ACM Neto, vice-presidente nacional do União Brasil, recebeu R$ 3,6 milhões do Banco Master e da gestora de recursos Reag Investimentos. A informação consta de relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e vem sendo noticiada por toda imprensa nacional. O documento do Coaf registra repasses feitos depois das eleições de 2022 e também entre março de 2023 e maio de 2024. ACM Neto admitiu a movimentação dos valores e afirmou que os pagamentos são referentes a serviços de consultoria prestados por sua empresa. A empresa A&M Consultoria Ltda., foi aberta por ACM Neto, em sociedade com a esposa, em 28 de dezembro de 2022, logo depois das eleições daquele ano. Chamou a atenção do Coaf o pequeno capital social de R$ 2 mil para a movimentação milionária da consultoria. No relatório, o Coaf afirma que identificou movimentação financeira considerada elevada. “Identificamos que, no período analisado, a empresa movimentou recursos expressivos, acima de sua capacidade financeira declarada”, registra o órgão, que atua na prevenção e combate à lavagem de dinheiro. De acordo com a Receita Federal, a atividade principal da empresa é a prestação de serviços de consultoria em gestão empresarial, além de atuação secundária de apoio à educação. O relatório do Coaf indica que, entre junho de 2023 e maio de 2024, a empresa recebeu R$ 1,5 milhão em 11 repasses da Reag e R$ 1,3 milhão em nove repasses do Banco Master. No período, o total chegou a R$ 2,9 milhões. Antes disso, a empresa também recebeu R$ 422,3 mil do Banco Master e R$ 281,5 mil da Reag entre março e junho de 2023.

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