Governo da Bahia fortalece agricultura familiar irrigada com entrega de máquinas e insumos em Ponto Novo

11 de junho de 2026, 12:54

O Governo da Bahia entregou, nesta quarta-feira (10), máquinas, equipamentos e insumos para 60 famílias assentadas da reforma agrária no Perímetro Irrigado de Ponto Novo (Foto: Aline Queiroz)

O Governo da Bahia entregou, nesta quarta-feira (10), máquinas, equipamentos e insumos para 60 famílias assentadas da reforma agrária no Perímetro Irrigado de Ponto Novo. A ação foi executada pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), e integra os investimentos voltados ao fortalecimento da agricultura familiar irrigada no município. Os novos investimentos fazem parte da estratégia do Governo do Estado para impulsionar a produção agrícola na região. As ações já realizadas no Perímetro Irrigado de Ponto Novo somam mais de R$ 30 milhões em investimentos, incluindo a implantação de 60 lotes equipados com sistemas de irrigação por microaspersão, automação e caixas de barriletes, além de sistema viário, canais de drenagem, cercas, estação de pressurização, redes elétrica e hidráulica, pontes de travessia, adutoras e pavimentação de estradas vicinais. As famílias beneficiadas, integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) e do Movimento de Pequenos Agricultores (MPA), receberam dois microtratores com implementos, duas plantadeiras, duas batedeiras, dois subsoladores e uma roçadeira elétrica, além de 10 toneladas de milho não transgênico, 120 toneladas de calcário e 120 toneladas de pó de pedra. O conjunto das ações tem como objetivo fortalecer a agricultura familiar regional, ampliar a produção de alimentos saudáveis, promover segurança alimentar e nutricional e gerar emprego e renda no campo. A expectativa é alcançar uma receita anual de R$ 1,5 milhão já no primeiro ano de produção e superar R$ 4,6 milhões a partir do terceiro ano, com a comercialização de culturas como acerola, limão, manga, goiaba, melancia, maracujá, milho, feijão e hortaliças. “Os investimentos realizados em Ponto Novo criam as condições necessárias para ampliar a oferta de alimentos de qualidade à população, gerar renda e fortalecer a agricultura familiar. A ação já é um sucesso graças à união de esforços entre os movimentos sociais e os governos municipal, estadual e federal, que também atuam com políticas públicas complementares, como o PAA e o PNAE. É esse conjunto articulado, somado às mãos valiosas que movem a agricultura familiar baiana, que transforma a realidade no campo”, afirmou o diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro. A coordenadora do MST no Assentamento Nelson Mandela, Agenir Rita, comemorou a chegada dos novos investimentos. “Esses equipamentos vão contribuir muito para o nosso trabalho. Só temos a agradecer e parabenizar os companheiros e companheiras pela luta e pela conquista”, afirmou. Para o agricultor e coordenador da Acaterra, associação vinculada ao MPA, Valdinei Santos, a iniciativa representa um avanço importante para o projeto no perímetro irrigado. “Os equipamentos são fundamentais para fortalecer a produção de alimentos saudáveis junto às 60 famílias dos movimentos sociais. Com mais estrutura, teremos melhores condições de trabalho, mais dignidade e a possibilidade de gerar emprego e renda para as famílias e para toda a região”, ressaltou. Ascom/CAR

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Ponte Salvador-Itaparica: governador acompanha avanço e movimentação no canteiro de São Roque Paraguaçu, em Maragogipe

11 de junho de 2026, 12:32

O governador Jerônimo Rodrigues conferiu de perto a movimentação intensa no canteiro de São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe (Foto: Wuiga Rubini/GOVBA)

Em visita técnica, nesta quinta-feira (11), o governador Jerônimo Rodrigues conferiu de perto a movimentação intensa no canteiro de São Roque do Paraguaçu, em Maragogipe, que com a chegada de equipamentos e estruturas para a construção da Ponte Salvador-Itaparica, um dos maiores investimentos na área da Infraestrutura em andamento no Brasil. Ao percorrer a área operacional do canteiro, o governador conheceu as estruturas de apoio e acompanhou o trabalho dos guindastes responsáveis pela movimentação das peças que chegaram recentemente ao estado. Em maio, mais de 800 toneladas de equipamentos e componentes vindos da China desembarcaram no Porto de Salvador e estão sendo distribuídos entre os canteiros de São Roque do Paraguaçu e Vera Cruz. Ao todo, serão cerca de 10 mil toneladas de equipamentos que servirão para estruturar o canteiro. O canteiro também conta com componentes adquiridos junto a empresas brasileiras. "Eu boto o pé na obra e acompanho todo esse processo. As peças chegaram, os guindastes já estão trabalhando e estamos mostrando ao povo baiano que este é um projeto concreto, fruto de uma parceria firme com o consórcio chinês e com o apoio do presidente Lula. A expectativa é de que, com três canteiros em operação, a obra avance cada vez mais e gere emprego e oportunidades para a nossa gente", destacou o governador Jerônimo Rodrigues. Considerado o principal polo industrial e logístico desta fase da obra, o canteiro de São Roque ocupa uma área de cerca de 400 mil metros quadrados e já concentra equipamentos pesados, além de estruturas metálicas que serão utilizadas nas etapas de fundação e pré-fabricação da ponte. Entre os materiais armazenados no local estão tubos de aço, perfis metálicos, cantoneiras, painéis de vigas Bailey e dois guindastes com capacidade para movimentar até 60 toneladas. "Estamos seguindo o cronograma previsto e a população já começará a perceber, em breve, o avanço do trabalho na Baía de Todos-os-Santos. Só nesta fase da obra, já foram gerados cerca de 200 empregos, mas, no pico da construção serão, aproximadamente, 700 apenas neste canteiro", afirmou Mateus Dias, titular da Secretaria Extraordinária do Sistema Viário Oeste Ponte Salvador-Itaparica. Além de São Roque do Paraguaçu, a estrutura operacional do Sistema Rodoviário Salvador-Itaparica conta com canteiros em Salvador e Vera Cruz. Enquanto a unidade da capital funcionará como principal base administrativa e centro de produção de materiais, a estrutura instalada na Ilha de Itaparica será voltada para as atividades executadas na região, utilizando sistema modular com menor impacto ambiental. "As plataformas temporárias serão fundamentais para a construção da ponte principal. Elas permitirão um trabalho mais seguro e eficiente, garantindo o transporte contínuo de equipamentos entre a terra e o mar e reduzindo a dependência de embarcações durante a execução da obra. Com isso, conseguimos manter as atividades de forma mais estável, inclusive em períodos de condições climáticas adversas", ressaltou Francisco Miguel, gerente geral do consórcio contratado pela Concessionária Ponte Salvador-Itaparica. Geração de empregos A mobilização da obra também já começa a refletir no mercado de trabalho baiano. O SineBahia está disponibilizando vagas para diferentes funções ligadas ao empreendimento, entre elas mestre de cravação de estaca, encarregado de manobra marítima, operador de martelo de cravação de estacas offshore e operador de guincho estático. Os interessados podem procurar qualquer unidade do órgão para cadastrar currículo e participar dos processos seletivos. Desenvolvimento histórico Com 12,4 quilômetros de extensão sobre a Baía de Todos-os-Santos, a Ponte Salvador-Itaparica será a maior da América Latina sobre lâmina d'água. O empreendimento integra o Sistema Rodoviário Salvador-Itaparica, que também contempla novos acessos viários em Salvador e Vera Cruz, incluindo uma via expressa de 22 quilômetros na Ilha de Itaparica e a duplicação de oito quilômetros da BA-001, entre Tairu e a Ponte do Funil. A expectativa é de que a nova ligação impulsione o desenvolvimento econômico, fortaleça a integração regional e amplie as oportunidades para municípios do Recôncavo e do litoral sul baiano. Repórter: Leo Moreira/ GOVBA

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Quando a identidade vale mais que a verdade

11 de junho de 2026, 12:25

Por Edson Júnior Matos dos Anjos - Há anos observo um fenômeno que me inquieta. Primeiro em conversas familiares, depois em círculos sociais e nos últimos anos, no debate político nacional. Pretendia escrever sobre esse tema há muito tempo, mas a velocidade dos acontecimentos políticos, sempre trazendo novos fatos e desafios, acabou adiando esta reflexão. Talvez, no futuro, este texto pareça ainda mais atual. Talvez envelheça rapidamente. Isso dependerá da própria história. O que vejo vai além da simples divergência ideológica. Trata-se de um processo em que identidade política e identidade pessoal se confundem como se fossem uma só. Quando isso acontece, a verdade racional deixa de ocupar o centro do debate. O psicólogo social Henri Tajfel, em sua Teoria da Identidade Social, demonstrou como as pessoas tendem a dividir o mundo entre “nós” e “eles”. Em contextos de forte polarização, o grupo passa a ser uma extensão do próprio indivíduo. Criticar uma liderança é percebido como uma agressão pessoal. É nesse perigoso terreno, que se semeou e prosperou o bolsonarismo enquanto fenômeno social. Mais do que uma corrente política, ele se transforma em uma espécie de pertencimento emocional. Quando a política vira identidade, o raciocínio frequentemente cede espaço à lealdade cega. Não importa tanto o fato, mas quem o apresenta. Não importa a evidência, mas o lado ao qual ela parece favorecer. O debate público passa a funcionar como uma torcida organizada, onde erros dos aliados são relativizados e falhas dos adversários se tornam provas definitivas de caráter e precisam ser divulgadas, julgadas e condenadas à qualquer custo e de qualquer maneira. Durante a pandemia, esse mecanismo ficou evidente quando consensos científicos foram transformados em disputas ideológicas. A ciência deixou de ser avaliada por seus resultados e passou a ser julgada pela identidade política atribuída a quem a defendia.O mesmo fenômeno ajuda a explicar por que denúncias, investigações e controvérsias envolvendo figuras centrais do bolsonarismo produziram impacto limitado entre muitos de seus apoiadores. Casos como as investigações sobre rachadinhas, estruturas de comunicação digital apelidadas de gabinete do ódio, o descaso do líder pela pandemia atrasando a compra e desestimulando o uso das vacinas - além de estimular o uso de medicamentos ineficazes e de usar várias frases em tom de deboche diante da gravidade do momento -  o desrespeito às mulheres e às minorias, o estímulo à violência, a retirada de direitos trabalhistas, a redução e até congelamento de investimentos em políticas compensatórias e progressistas, o aparelhamento da polícia federal para proteger seus familiares, a implantação do orçamento secreto, a traição à vários aliados de primeira hora, a imposição de sigilos de 100 anos à cartões corporativos, a submissão ao Centrão e aos EUA - inclusive com seus filhos incentivando o tarifaçõ e a saga de Donald Trump contra o nosso PIX - o convite a Alexandre de Moraes para ser seu vice depois de difamá-lo ferozmente em vários palanques institucionais e políticos, além de chamar seu apoiadores de “malucos”, a fuga para os EUA após perder as eleições, articulação para desmanchar a Lava Jato, o famoso “pintou um clima” ao se referir a adolescentes venezuelanas, as isenções fiscais para grandes corporações, o congelamento do salario minimo e de servidores federais e por último, a não aceitação do resultado das eleições de 2022. A culminação desse processo ocorreu nos ataques de 8 de janeiro de 2023. As condenações impostas pelo Supremo Tribunal Federal a diversos participantes daqueles atos demonstram a gravidade dos acontecimentos. Todos esses, além de outros tantos episódios, não provocaram, para parte significativa do grupo, a revisão de posições que normalmente seriam esperadas. Mais recentemente, um novo episódio chamou atenção da opinião pública. A divulgação de áudios envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e o empresário Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, revelou pedidos de recursos para financiar um filme sobre seu pai, Jair Bolsonaro. O caso ganhou repercussão não apenas pelo conteúdo das gravações, mas também pela mudança de versão apresentada. Inicialmente, houve negativa sobre a existência da relação descrita nas reportagens. Posteriormente, o próprio senador confirmou a autenticidade dos contatos e dos pedidos de financiamento, afirmando tratar-se de uma busca legítima por patrocínio privado para uma produção privada. Independentemente das interpretações jurídicas ou políticas sobre o episódio, o que chama atenção é a reação de parte significativa dos apoiadores: um fato que gerou estranheza e questionamentos entre muitos brasileiros produziu pouco ou nenhum abalo na fidelidade de seus seguidores. Em vez de estimular uma avaliação crítica, o episódio foi rapidamente absorvido por narrativas de defesa e justificação, ilustrando precisamente o mecanismo descrito no início deste texto: quando a identidade política se torna mais importante do que os fatos, a prioridade deixa de ser compreender a realidade e passa a ser proteger o grupo ao qual se pertence. O problema é que, quando a identidade política se torna mais importante do que os fatos, perde-se a capacidade de corrigir erros. A psicologia chama esse fenômeno de dissonância cognitiva: diante de evidências que desafiam crenças profundamente enraizadas, muitas pessoas preferem reinterpretar a realidade a reconsiderar suas convicções. O risco não atinge apenas um grupo político, seja de esquerda ou direita. Ele ameaça a própria democracia. Nenhuma nação se fortalece quando a lealdade a líderes vale mais do que o compromisso com a verdade, a soberania nacional e os interesses coletivos. Romper esse ciclo exige recuperar a capacidade de mudar de opinião diante das evidências, compreender que partidos não são religiões e reconhecer que patriotismo significa defender as instituições democráticas e o Brasil acima de qualquer liderança. Quando isso não acontece, todos perdem.

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Operação Maré Vermelha mira organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro

11 de junho de 2026, 10:06

Ação interestadual cumpre mandados judiciais e bloqueia cerca de R$ 100 milhões em bens e valores ligados aos investigados (Foto: Pedro Moraes / Ascom-PCBA)

A Polícia Civil da Bahia deflagrou, na manhã desta quinta-feira (11), a Operação Maré Vermelha para cumprir ordens judiciais contra integrantes de uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas e lavagem de dinheiro. A ação ocorre de forma integrada em diversos estados do país e inclui o bloqueio judicial de aproximadamente R$ 100 milhões em bens e valores vinculados aos investigados. As investigações conduzidas pelo Departamento de Repressão e Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (DRACO-LD) identificaram um esquema estruturado de ocultação e movimentação de recursos ilícitos, com a utilização de empresas de fachada, interpostas pessoas e movimentações financeiras incompatíveis com a renda declarada dos envolvidos. Segundo as apurações, a estrutura financeira do grupo era utilizada para dissimular a origem dos valores obtidos com o tráfico de drogas e permitir a reinserção desses recursos na economia formal. A investigação também identificou a utilização de pessoas físicas e jurídicas para movimentação patrimonial e financeira em benefício da organização criminosa. Durante a operação, são cumpridos mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, além da aplicação de medidas cautelares diversas, entre elas o monitoramento eletrônico de investigados por meio de tornozeleiras eletrônicas. A operação é realizada na Bahia e nos estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco, Amazonas, Mato Grosso, Sergipe e Minas Gerais, contando com a atuação integrada de unidades especializadas das Polícias Civis envolvidas. Na Bahia, as medidas judiciais são cumpridas nos municípios de Salvador, Ipiaú, Jequié, Feira de Santana, Mucugê, Lauro de Freitas, Santo Antônio de Jesus, Itabuna, Campo Formoso e na Ilha de Itaparica. A operação segue em andamento, com diligências e cumprimento das ordens judiciais. Pedro Moraes / Ascom-PCBA

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Começa nesta quinta-feira a Copa do Mundo de 2026

11 de junho de 2026, 09:47

Com 48 seleções participantes esta Copa será a mais inclusiva (Foto: Reuters/Brendan McDermid / Agência Brasil)

Começa hoje (11), às 14h30, o evento esportivo mais apaixonante, detentor das maiores audiências do planeta: a Copa do Mundo, que, em 2026, terá três países-sede: México, Estados Unidos e Canadá. Segundo a Federação Internacional de Futebol (Fifa), cerca de 5 bilhões de pessoas acompanharam a Copa do Mundo do Catar, em 2022. Só a partida final, disputada entre as seleções da Argentina e da França, contabilizou mais de 1,5 bilhão de espectadores. Foi a maior audiência esportiva da história, de acordo com o relatório oficial da Fifa. No ambiente digital, também segundo dados oficiais, o alcance acumulado ficou em aproximadamente 262 bilhões de visualizações em diferentes plataformas e quase 6 bilhões de interações. Unir o mundo O presidente da Fifa, Gianni Infantino, diz que os recordes de audiência obtidos pelo futebol durante a Copa do Mundo se devem ao fato de esse esporte carregar consigo “a magia de unir o mundo”. Essa união descrita por Infantino possibilita conexões culturais que foram bastante percebidas pelos brasileiros durante a Copa de 2014, tanto nos estádios do país como nos arredores das arenas e pontos turísticos das cidades que sediaram as partidas. As expectativas da atual edição, com três países-sede e número recorde de seleções participantes (48 em vez de 32), é fazer da Copa de 2026 a maior e mais inclusiva da história. Caldeirão cultural Além de ampliar a dimensão territorial do torneio, a edição de 2026 reforçará uma característica tradicional das Copas do Mundo: a diversidade, uma vez que se trata de um torneio que reúne culturas, estilos e histórias diferentes. Isso porque possibilitará conexões culturais entre as torcidas em três diferentes países. Cada um com suas características e identidades próprias. Novidades Em 2026, além de novidades que darão o tom das próximas Copas, como o número maior de países participantes, há algumas curiosidades a serem observadas durante a atual edição. Por exemplo, o jogo de abertura repetirá o confronto entre México e África do Sul – o mesmo que iniciou a Copa de 2010. É a primeira vez que isso acontece desde que a competição passou a ter formato com uma partida inaugural, em vez de vários jogos simultâneos. Outra curiosidade é que o Estádio Azteca será o primeiro da história a sediar três aberturas de Copa do Mundo (1970, 1986 e 2026). Cerimônia de abertura Com relação à cerimônia de abertura, a Fifa organizou um evento inédito de contagem regressiva com shows simultâneos em três cidades: Cidade do México, Toronto e Los Angeles. Os chamados Countdown Concerts foram concebidos como uma experiência integrada entre os três países, com apresentações musicais em tempo sincronizado e transmissões cruzadas, reunindo artistas locais e internacionais no dia anterior ao início do torneio. No México, que recebe o jogo inaugural, a apresentação destacará elementos tradicionais, com música, dança e referências à cultura local, incluindo manifestações artísticas como o papel picado, símbolo festivo do país, além de participação de talentos indígenas e expressões do folclore contemporâneo. Artistas Entre os artistas confirmados pela Fifa para a cerimônia no Estádio Azteca estão Shakira, Burna Boy, Alejandro Fernández, Belinda, Danny Ocean, J Balvin, Lila Downs, Los Ángeles Azules, Maná e Tyla. Nos Estados Unidos, a cerimônia em Los Angeles terá apresentação de artistas como Katy Perry, Future, Lisa, Rema e Tyla, além da brasileira Anitta. No Canadá, os artistas destacados são Alanis Morissette, Alessia Cara, Elyanna, Jessie Reyez, Michael Bublé, Nora Fatehi, Sanjoy, Vegedream e William Prince. Polêmicas Antes mesmo de começar, a Copa de 2026 já tem servido de ambiente fértil para polêmicas, principalmente por conta das políticas interna e externa estadunidenses. Em meio à guerra contra o Irã, os EUA têm adotado políticas migratórias consideradas abusivas, dificultando vistos, de forma a restringir a entrada de jogadores, árbitros e torcedores em seu território. Um dos casos envolve o jogador iraquiano Aymen Hussein, retido por várias horas na imigração dos EUA, onde passou por um interrogatório rigoroso. Considerado destaque da equipe, ele teve o celular inspecionado antes de ser liberado para entrar no país. Outros integrantes da delegação não tiveram a entrada autorizada. Os EUA barraram também a entrada do premiado árbitro Omar Artan, da Somália, quando chegava ao aeroporto Internacional de Miami, vindo de Istambul. Ele foi considerado inadmissível devido a “preocupações com a verificação de antecedentes”, segundo a alfândega, em comunicado que não especificou quais seriam tais preocupações. Esta seria a primeira vez que um árbitro da Somália participaria de uma Copa do Mundo. Já a delegação iraniana teve de mudar seus planos, após ter sido proibida de pernoitar em território estadunidense. Em princípio, estava programado que eles ficariam hospedados no estado norte-americano do Arizona. Diante da negativa por parte do governo estadunidense, a solução foi hospedar a delegação na cidade de Tijuana, no México, para onde terão de retornar após cada partida disputada nos EUA. Há também relatos de torcedores iranianos que tiveram seus ingressos cancelados há poucos dias do início do mundial. Agência Brasil

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Governo da Bahia inicia emissão da nova Carteira de Identidade Nacional em policarbonato

10 de junho de 2026, 12:43

O início do serviço foi marcado pelo ato simbólico de entrega do primeiro documento ao governador Jerônimo Rodrigues (Foto: Feijão Almeida/GOVBA)

O Governo da Bahia iniciou, na manhã desta quarta-feira (10), a emissão da nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) no suporte em cartão de policarbonato. O início do serviço foi marcado pelo ato simbólico de entrega do primeiro documento ao governador Jerônimo Rodrigues, durante a cerimônia de inauguração do Complexo Policial de Nazaré, em Salvador. A opção pelo modelo é feita pelo cidadão no momento da solicitação do documento e custa R$91,72. "Embora a primeira via seja gratuita, se o cidadão optar pelo cartão, ainda assim será cobrada a taxa. Esta é mais uma opção disponibilizada pelo Instituto Pedro Mello para quem desejar um documento mais resistente", explicou o diretor-geral do Departamento de Polícia Técnica (DPT), Osvaldo Silva. A Nova CIN continua sendo oferecida no formato de papel, com as mesmas informações do formato em policarbonato. A Bahia já emitiu mais de 4 milhões de documentos em todo o Estado e, em maio de 2026, foi o segundo maior emissor da CIN em números absolutos no Brasil. A nova CIN é um documento mais seguro que tem como número único o CPF. É possível incluir outros números de documentos na CIN, como CNH, carteira de trabalho, título de eleitor, certificado militar, além de condições de saúde como Transtorno do Espectro Autista (TEA), deficiências auditivas, físicas, visuais, intelectuais, grupo sanguíneo, fator RH e opção por ser doador de órgãos. Fonte: Ascom/DPT

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Líder do governo compara ação de Flávio ao roteiro fracassado de ACM Neto

10 de junho de 2026, 09:51

Deputado Estadual, Rosemberg Pinto (Foto: Reprodução)

A divulgação da nova pesquisa Genial/Quaest, nesta quarta-feira (10), reforçou a tendência de queda do pré-candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, e mostrou o presidente Lula ampliando vantagem em relação aos levantamentos anteriores. O resultado também vai na mesma direção de pesquisa da AtlasIntel que o PL tentou barrar na Justiça Eleitoral após apontar desgaste do senador e recuo em suas intenções de voto. Para o líder do governo na Assembleia Legislativa da Bahia, Rosemberg Pinto, a reação de Flávio segue um roteiro já conhecido da oposição. “Quando a pesquisa agrada, ela é séria. Quando mostra a realidade que eles não querem ver, vira alvo de ação judicial”, ironizou o parlamentar. Rosemberg lembrou que comportamento semelhante foi adotado em 2022 por ACM Neto. Na disputa pelo governo da Bahia, o então candidato também questionou e tentou desacreditar levantamentos da AtlasIntel que indicavam crescimento de Jerônimo Rodrigues e a virada na reta final da campanha. “O curioso é que a história já mostrou o desfecho desse filme. Na Bahia, tentaram desqualificar a pesquisa porque ela contrariava interesses políticos. Depois vieram as urnas e confirmaram exatamente o que os números apontavam”, afirmou o líder governista. Segundo Rosemberg, recorrer à Justiça para tentar silenciar pesquisas não altera a percepção do eleitor. “Pesquisa não elege ninguém, mas costuma registrar o humor da sociedade. Quem tenta processar o termômetro para esconder a febre normalmente descobre, mais cedo ou mais tarde, que a realidade não aceita liminar”, concluiu.

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Governo da Bahia abre seleção de 50 organizações da agricultura familiar para fortalecer a produção de ovos caipiras

09 de junho de 2026, 11:08

(Foto: Ilustrativa)

Estão abertas, a partir desta segunda-feira (8), as inscrições para o edital Galinha Caipira da Bahia, iniciativa do Governo do Estado que destinará R$ 25,6 milhões para qualificar e fortalecer a produção de ovos caipiras em todo o estado. Executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), no âmbito do Projeto Bahia que Produz e Alimenta, o edital irá selecionar e apoiar 50 organizações produtivas da agricultura familiar, entre associações, cooperativas, centrais e populações tradicionais do campo que já atuam na criação de galinhas caipiras e na produção de ovos. O edital está disponível nos sites da CAR e da SDR (www.ba.gov.br/car e www.ba.gov.br/sdr). As inscrições poderão ser realizadas por meio do Sistema de Manifestação de Interesse (SMI) até o dia 10 de julho de 2026. A iniciativa tem como objetivo promover a inclusão produtiva por meio de apoio técnico e financeiro para a dinamização da produção, do beneficiamento e da comercialização de ovos caipiras, impulsionando a geração de renda e o fortalecimento dos territórios rurais. Arranjos produtivos Para acessar os investimentos, será necessária a formação de alianças territoriais compostas por cinco organizações. Cada uma delas poderá receber investimentos de até R$ 434 mil, destinados à implantação de galinheiros demonstrativos com capacidade para 300 aves, assistência técnica por dois anos, motocicleta com baú para transporte da produção e uma agroindústria para classificação de ovos. Além disso, a organização líder da aliança receberá uma unidade simplificada de produção de ração, que atenderá as cinco organizações participantes. De acordo com o coordenador do Projeto Bahia que Produz e Alimenta, Ivan Fontes, em cada aliança produtiva poderão ser investidos cerca de R$ 2,5 milhões, promovendo aumento de escala, redução de custos e adequação às exigências sanitárias. “Esses investimentos resolvem gargalos históricos da cadeia produtiva, especialmente no que se refere à estrutura física necessária para a classificação dos ovos, ampliando o acesso ao mercado e garantindo maior competitividade às organizações”, explicou. O processo seletivo ocorrerá em seis etapas, que incluem desde o envio da Manifestação de Interesse até a análise técnica final. A divulgação do resultado está prevista para 31 de agosto de 2026. Canais de contato As organizações interessadas podem buscar orientação junto aos Serviços Territoriais de Apoio à Agricultura Familiar (SETAF) ou entrar em contato com a CAR pelo e-mail bahiaqueproduzealimenta@car.ba.gov.br, pelo telefone (71) 3115-3941 ou pelo WhatsApp (71) 98312-2626. Ascom/CAR

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Engenharia de pontes: Conexões, Experiência e Entrega de Serviços Públicos de Qualidade

09 de junho de 2026, 10:42

*Cléa Maria Costa - Ao longo de mais de quatro décadas atuando na engenharia, aprendi que construir nunca significou apenas erguer estruturas. Antes de uma escola abrir suas portas, de uma unidade de saúde iniciar seus atendimentos ou de uma obra de infraestrutura transformar a realidade de uma comunidade, existe um longo caminho que precisa ser percorrido. Esse caminho passa pelo planejamento, pela captação de recursos, pela elaboração de projetos, pela gestão, pela fiscalização e, sobretudo, pelas pessoas. Minha trajetória profissional como Engenheira Civil e Sanitarista me permitiu vivenciar diferentes momentos da engenharia pública brasileira. Ao longo desses anos, tive a oportunidade de contribuir com municípios, instituições e equipes técnicas em processos de planejamento, captação de recursos, gestão de convênios, fiscalização e acompanhamento de obras públicas. Nesse percurso, participei da viabilização e gestão de mais de R$ 600 milhões em investimentos públicos, sempre com um compromisso que considero inegociável: transformar recursos em benefícios concretos para a população. Entretanto, se existe uma lição que a experiência me ensinou, é que os resultados não são construídos apenas por conhecimento técnico. A técnica é indispensável, mas ela, sozinha, não entrega obras, não resolve problemas e não transforma realidades. Grandes resultados também dependem da capacidade de construir relações de confiança, fortalecer parcerias e conectar pessoas em torno de um objetivo comum. Talvez por isso eu goste de pensar que a engenharia vai muito além da construção de edifícios, pontes ou sistemas. A engenharia também constrói conexões. E são essas conexões que muitas vezes permitem que um projeto avance, que um recurso seja viabilizado, que uma dificuldade seja superada ou que uma solução chegue mais rapidamente à população. Em minha atuação profissional, sempre percebi que os maiores desafios dos municípios nem sempre estão relacionados à falta de recursos. Muitas vezes, eles estão associados à ausência de planejamento, à descontinuidade administrativa, à fragilidade dos projetos ou à dificuldade de integrar pessoas e instituições em torno de uma estratégia comum. Quando essas conexões não acontecem, oportunidades são perdidas e investimentos deixam de gerar os impactos que poderiam produzir. Por outro lado, quando existe planejamento, diálogo institucional, comprometimento das equipes e responsabilidade técnica, os resultados aparecem. Os recursos são melhor aplicados, os projetos ganham maturidade, as obras avançam com mais segurança e a população passa a perceber de forma concreta os benefícios das políticas públicas. Ao longo da minha carreira, tive o privilégio de trabalhar ao lado de gestores públicos, engenheiros, arquitetos, técnicos, servidores e representantes de diversas instituições. Cada experiência reforçou uma convicção: nenhuma grande entrega pública é resultado do trabalho isolado de uma única pessoa. Obras de qualidade são fruto da colaboração, da confiança e da construção coletiva. Vivemos hoje um momento de profundas transformações. Novas tecnologias, ferramentas digitais, sistemas de gestão e metodologias inovadoras estão redefinindo a forma como planejamos e executamos projetos. A engenharia pública também passa por esse processo de evolução. Contudo, mesmo diante de tantas mudanças, continuo acreditando que o fator humano permanece como um dos principais diferenciais para o sucesso de qualquer empreendimento. A experiência nos ensina procedimentos. A técnica nos oferece segurança. A tecnologia amplia nossa capacidade de atuação. Mas são as relações construídas ao longo do caminho que tornam possível transformar conhecimento em resultado. Quando olho para minha trajetória profissional, percebo que os projetos mais bem-sucedidos não foram necessariamente os maiores ou os mais complexos. Foram aqueles que conseguiram cumprir sua finalidade social, melhorar a vida das pessoas e fortalecer a capacidade dos municípios de entregar serviços públicos de qualidade. Por isso, acredito que o futuro da engenharia pública passa pela integração entre conhecimento técnico, inovação, governança e relacionamento institucional. Precisamos continuar construindo obras, mas também precisamos continuar construindo pontes. Pontes entre pessoas, entre instituições, entre ideias e entre oportunidades. Porque, no final, o verdadeiro propósito da engenharia pública não está apenas na obra concluída. Está na transformação que ela gera na vida das pessoas. * Engenheira Civil e Sanitarista, com mais de 40 anos de experiência profissional, atuando nas áreas de engenharia, gestão pública, planejamento técnico, captação de recursos, convênios, fiscalização, governança e gestão de obras públicas. Ao longo de sua trajetória, consolidou atuação voltada à estruturação de empreendimentos públicos, ao acompanhamento técnico de obras, à prestação de contas e ao fortalecimento institucional de municípios, com foco na eficiência, qualidade e entrega efetiva de políticas públicas. Possui especializações voltadas à sua atuação técnica e institucional, com experiência prática na articulação entre planejamento, execução, controle e inovação aplicada à engenharia pública. Também tem participação relevante em entidades de classe e espaços de representação profissional, com destaque para sua atuação no CREA e na ABENC-BA, contribuindo para o fortalecimento da engenharia, da valorização profissional e do debate técnico sobre obras públicas, infraestrutura e desenvolvimento institucional. Sua trajetória profissional é marcada pelo compromisso com uma engenharia pública orientada por responsabilidade, qualidade, governança e resultado social.

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Inscrições para editais de Turismo Rural Comunitário e Plantas Medicinais são prorrogadas até 30 de junho

09 de junho de 2026, 10:29

(Foto: Divulgação)

Foram prorrogadas até o dia 30 de junho de 2026 as inscrições para os editais Plantas Medicinais da Bahia e Turismo Rural Comunitário da Bahia, que somam R$ 16 milhões em investimentos destinados ao fortalecimento da agricultura familiar e dos povos e comunidades tradicionais. A iniciativa inédita é promovida pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), no âmbito do projeto Bahia que Produz e Alimenta. Com foco na inclusão produtiva, geração de renda e valorização dos territórios, os editais são voltados para associações, cooperativas e centrais produtivas da agricultura familiar, povos indígenas e comunidades tradicionais com atuação nos Territórios de Identidade da Bahia, exceto Salvador. Os editais estão disponíveis para consulta nos sites da SDR e da CAR, e as inscrições devem ser realizadas por meio do Sistema de Manifestação de Interesse (SMI). Durante o período de inscrição, as organizações interessadas poderão acessar orientações, esclarecer dúvidas e preparar suas propostas para participar do processo seletivo. Plantas Medicinais da Bahia O edital Plantas Medicinais da Bahia contará com R$ 8 milhões em investimentos para apoiar organizações que atuam na cadeia produtiva de plantas medicinais, aromáticas, condimentares e produtos da sociobiodiversidade. A iniciativa prevê apoio a todas as etapas da produção, desde o cultivo e o extrativismo sustentável até o beneficiamento, a agregação de valor e a comercialização. O edital também busca fortalecer a integração dessas atividades com políticas públicas de saúde, incluindo ações relacionadas ao Sistema Único de Saúde (SUS). Turismo Rural Comunitário da Bahia Com aporte de R$ 8 milhões, o edital Turismo Rural Comunitário da Bahia tem como objetivo fomentar iniciativas que integrem produção rural, cultura, meio ambiente e turismo nos territórios baianos. A proposta prevê investimentos na estruturação de roteiros turísticos comunitários, implantação e qualificação de infraestruturas simplificadas, como hospedagens e restaurantes comunitários, além de ações de promoção, divulgação e fortalecimento da identidade dos territórios. Canais de contato As organizações interessadas podem obter mais informações e orientações junto aos Serviços Territoriais de Apoio à Agricultura Familiar (SETAF) ou por meio dos canais de atendimento da CAR: bahiaqueproduzealimenta@car.ba.gov.br (71) 3115-3941 Ascom/CAR

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ESSE POVO TEM ARTE VIU: Artesãs jacobinenses estão se fortalecendo ao compartilhar saberes e empreenderem juntas

08 de junho de 2026, 15:43

As Arteiras de Jacobina contam com uma lojinha colaborativa situada próximo ao Mercado Velho, no centro (Foto: Gervásio Lima)

Com o lema ‘Arteiras de Jacobina: empreendedorismo feminino que transforma vidas’, mulheres de todos os cantos do município decidiram se unir e de forma coletiva comercializar os produtos que produzem. A ideia era antiga, mas somente em 2024 as amigas, Monny Santos e Elicássia Guedes, tomaram a iniciativa de formar um grupo de artesãs com o propósito de emponderamento, principalmente econômico, uma forma de promover autonomia financeira para as participantes. O grupo mantém como base a força da coletividade, o companheirismo e a garra das mulheres que constroem diariamente o projeto que se consolida como uma iniciativa de economia solidária que promove a inclusão produtiva. As ‘Arteiras de Jacobina’ evidenciam a criatividade e o talento de mulheres do Território Piemonte da Diamantina, que transformam elementos da cultura local em arte, geração de renda e fortalecimento cultural. A união das fazedoras de arte vai muito além do financeiro, representa a oportunidade recíproca de uma vivência coletiva, com trocas de experiências e momentos de descontração, que conta histórias de quem apostou na aliança feminina como caminho para empreender e encontrou nessa sororidade uma forma de enfrentar desafios e ampliar possibilidades. O espaço das arteiras, onde são comercializadas as artes, está inserido num contexto de economia criativa, onde são priorizados produtos e experiências únicos em vez de produções em massa. A criatividade é o principal ingrediente para as arteiras transformar conhecimentos, técnicas artesanais e experiências pessoais em fonte de renda. Para Sirlene Alves Bruno, conhecida como ‘Si Bruno’, de 74 anos de idade, a troca de saberes, as habilidades e técnicas são compartilhadas naturalmente entre as componentes do grupo e que os encontros com as amigas têm proporcionado alegria e leveza à rotina e reduzido o isolamento, além de proporcionar o crescimento conjunto, com o sucesso de uma inspirando o avanço das demais “A importância do artesanato na minha vida, como na vida de todas as mulheres que fazem parte do grupo das arteiras, vai além da renda dentro de casa, é um motivo de saúde, de saúde mental, enquanto ocupamos nossa mente. O artesanato tem o poder de cura. Aqui somos uma família de arteiras que fazem arte com as mãos, que faz artes acolhendo as pessoas, salienta Si Bruno, que trabalha com reciclagem, produção de feltro sem costura, quadros na Prata Boliviana e pinturas em panos de prato. Até então ‘CLT’, ao se referir ao trabalho formal com carteira de trabalho que, a artesã Silvana Barberino (59), conta que encontrou na arte uma válvula de escape para enfrentar o isolamento da pandemia de Covid. A prática com argila passou a dar origem a peças únicas de cerâmica, o que despertou nela um espírito empreendedor. Silvana logo percebeu que era possível transformar a atividade, até então um hobby, em um negócio. O desafio era conseguir bancar a ideia: os custos para manter uma loja com portas abertas eram altos demais. A solução surgiu da percepção de que outras artesãs enfrentavam o mesmo problema. Silvana denomina o grupo das arteiras de Jacobina de ‘empreendedorismo coletivo’, que eleva também o setor cultural e transforma o fazer artístico em uma jornada de acolhimento e crescimento mútuo. Segundo a artesã, o trabalho ganha mais visibilidade e impacto quando feito em conjunto.  Me descobri artesã depois de ter passado 35 anos de CLT, mas o artesanato nunca saiu de mim. Com a chegada da pandemia, quando parou tudo, o mundo parou, percebi que o artesanato era uma espécie de válvula de escape que passou a me fazer bem em todos os aspectos”, disse. Silvana trabalha com o que ela chama de ‘customização de barro’, tendo como carro mestre a produção de fachadas em miniaturas de igrejas históricas de Jacobina e outros souvenires, como bateias de garimpeiros em forma de imã de geladeira. Atualmente as Arteiras contam com uma lojinha colaborativa localizada ao lado do Mercado Velho, no centro de Jacobina. No local é possível encontrar os mais diversos tipos de artesanatos e souvenires. Entre os produtos comercializados na Lojinha das Arteiras de Jacobina estão: roupas e saídas de praia, biscuit, pesos de porta, laços e acessórios, bolsas, cerâmicas, brinquedos, bonecas, macramés e outros.

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Bahia amplia vacinação contra a Influenza para toda a população acima de seis meses de idade nos 417 municípios

08 de junho de 2026, 12:37

A ampliação do público-alvo acontece com o fim da campanha voltada a grupos prioritários, que foi até o dia 30 de maio, coincidindo com o período de sazonalidade das doenças respiratórias no estado (Foto: Leonardo Rattes / Saúde GovBA)

A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab) recomenda a ampliação da vacinação contra a influenza para toda a população acima dos 6 meses de idade, desta segunda-feira (8) até o dia 17 de junho. A decisão, tomada em conjunto com o Conselho Estadual dos Secretários Municipais de Saúde, visa elevar os índices de cobertura vacinal em todo o território baiano e garantir uma proteção coletiva, aproveitando o estoque de imunizantes distribuídos às redes municipais para descentralizar o acesso e proteger um número maior de pessoas neste período do ano. A ampliação do público-alvo acontece com o fim da campanha voltada a grupos prioritários, que foi até o dia 30 de maio, coincidindo com o período de sazonalidade das doenças respiratórias no estado. O imunizante trivalente disponível na rede pública foi atualizado para responder às cepas mais recentes em circulação, incluindo proteção contra os vírus Influenza A (H1N1 e H3N2) e Influenza B, servindo como uma barreira essencial contra o agravamento de quadros de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). A coordenadora Estadual de Imunização, Vânia Rebouças, destaca que a vacina é a medida mais segura e eficiente para conter o avanço do vírus e reduzir significativamente o número de casos graves, hospitalizações e complicações fatais decorrentes da gripe. De acordo com levantamento feito em unidades hospitalares, dos atendimentos a pacientes que precisaram de internação em leitos de terapia intensiva (UTI) por conta de SRAG no período de 1º a 25 de maio, apenas 9,89% tinham se vacinado. Vânia ainda pontua que embora a vacinação agora esteja liberada para o público geral, as pessoas que fazem parte do grupo prioritário como idosos, gestantes, puérperas, crianças menores de cinco anos e portadores de comorbidades devem ir aos postos. De acordo com dados do painel de vacinação do Ministério da Saúde, apenas 35% deste público tomou a dose da vacina em 2026. “São grupos historicamente mais vulneráveis e com mais risco de agravamento, por isso devem buscar a vacina em um posto de saúde do seu município”, alerta. Ascom/Sesab

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