Maio Amarelo terá programação intensa na Bahia, Governo do Estado vai investir em educação e segurança para o trânsito

06 de maio de 2026, 15:25

O Governo do Estado, através do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), prepara um calendário com ações transversais que vão abordar de forma intensa a urgente necessidade da segurança viária (Foto: Leonardo Coutinho/Ascom Detran-BA)

Atividades transversais vão desde blitzes educativas, campanha de doação de sangue e premiação para melhores práticas no interior da Bahia O dia 01 de maio marca não só uma data histórica para os trabalhadores brasileiros, de lutas e conquistas. Mas também simboliza o início de um mês em que são realizadas, em todo o Brasil, atividades voltadas para à conscientização no trânsito. E na Bahia, o Governo do Estado, através do Detran (Departamento Estadual de Trânsito), prepara um calendário com ações transversais que vão abordar de forma intensa a urgente necessidade da segurança viária. Em 2026, o tema é “No trânsito, enxergar o outro é salvar vidas”. O Maio Amarelo é um movimento internacional de conscientização para redução de sinistros de trânsito. O mês coloca em pauta para a sociedade a importância do tema trânsito. Além de estimular os entes que estão direta e indiretamente – população, empresas, governos e entidades – ligados ao trânsito. O mês foi escolhido em 2011, pela ONU, que decretou a década de ação para segurança no trânsito, tornando maio referência para o balanço das ações que o mundo inteiro realiza. Ações na Bahia Entidade máxima do trânsito no estado, o Detran prepara uma sequência de atividades que inclui escolas, peças teatrais, blitzes, premiação para melhores campanhas no interior do estado, palestras, workshop, encontros entre gestores até atividades transversais como campanha de doação de sangue junto a Fundação de Hematologia e Hemoterapia (Hemoba), já que 60% dos leitos de UTI’s são provenientes de sinistros de trânsito. Segundo o diretor-geral do departamento, Max Passos, há uma necessidade de investimento na pauta durante todo o ano, mas que o Maio Amarelo é o momento de concentrar todos os esforços e entes envolvidos com o trânsito. “O governador Jerônimo Rodrigues nos solicitou que o foco para um trânsito mais seguro esteja, diretamente, ligado à educação. 90% das nossas atividades esse ano, são ações transversais que envolvem secretarias como Educação e Saúde. Além disso, teremos a campanha de conscientização nos principais veículos de comunicação da Bahia”, pontuou Passos. A grade das atividades engloba desde a abertura oficial no dia 04 de maio, na sede do departamento, em Salvador, até palestras em escolas que ocorrem do dia 05 até o dia 28, uma ação de Pit Stop, nos bairros de Ondina e entrada de Sussuarana (CAB). No interior, Retrans e Ciretrans farão atividades e, ao final do mês, serão premiadas as melhores iniciativas. E para completar as atividades, o Detran prepara uma campanha institucional que será veiculada nos diversos veículos de comunicação do estado. Com cunho educativo e com objetivo de conscientizar “Pegue a visão. Veja a vida além da direção”.

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Governo da Bahia lança editais inéditos de R$ 16 milhões para fortalecer plantas medicinais e turismo rural comunitário

06 de maio de 2026, 15:15

(Foto: Divulgação)

O Governo do Estado da Bahia lançou, nesta terça-feira (6), dois editais inéditos no estado, voltados ao fortalecimento da agricultura familiar: Plantas Medicinais da Bahia e Turismo Rural Comunitário da Bahia. As iniciativas somam até R$ 16 milhões em investimentos e integram as ações do projeto Bahia que Produz e Alimenta, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Com foco na inclusão produtiva, geração de renda e valorização dos territórios, os editais foram apresentados durante o podcast Agricultura Familiar, com transmissão ao vivo pelos canais oficiais da CAR. As iniciativas são direcionadas a associações, cooperativas e organizações produtivas da agricultura familiar, povos indígenas e comunidades tradicionais, com atuação nos Territórios de Identidade da Bahia (exceto Salvador). Os editais já estão disponíveis para consulta nos site da SDR e da CAR (www.sdr.ba.gov.br / www.car.ba.gov.br /), e as inscrições terão início no dia 18 de maio, por meio do Sistema de Manifestação de Interesse (SMI). Durante o período, as organizações interessadas poderão acessar orientações, esclarecer dúvidas e preparar suas propostas para participar do processo seletivo. A secretária de Desenvolvimento Rural, Elisabete Costa, destacou a relevância das chamadas públicas para o desenvolvimento do rural baiano. “É uma expectativa de anos. São oportunidades que o Governo do Estado está promovendo para a agricultura familiar na Bahia, gerando renda, emprego e fortalecendo o turismo, a cultura e a saúde. São editais que vão contribuir para ampliar as oportunidades nas comunidades rurais do nosso estado”, afirmou. O edital Plantas Medicinais da Bahia contará com R$ 8 milhões em investimentos para apoiar organizações que já atuam na cadeia produtiva de plantas medicinais, aromáticas, condimentares e derivados da sociobiodiversidade. A iniciativa prevê apoio desde o cultivo e o extrativismo sustentável até o beneficiamento, a agregação de valor e a comercialização, além de fortalecer a integração com políticas públicas de saúde, como o Sistema Único de Saúde (SUS). Já o edital Turismo Rural Comunitário da Bahia, também com aporte de R$ 8 milhões, tem como objetivo fomentar iniciativas que integrem produção rural, cultura e meio ambiente por meio do turismo. A proposta inclui investimentos na estruturação de roteiros comunitários, implantação de infraestruturas turísticas simplificadas, como hospedagens e restaurantes comunitários, e ações de promoção e visibilidade dos territórios. Para o diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, os editais representam um avanço estratégico na consolidação de novos mercados para a agricultura familiar. “Estamos falando de iniciativas que vão além do apoio produtivo. Esses editais estruturam cadeias, agregam valor ao que é produzido nos territórios e conectam a agricultura familiar a novos mercados, fortalecendo a economia rural de forma sustentável e inovadora”, destacou. Especialista na área de fitoterapia, a farmacêutica e pesquisadora Mayara de Queiroz também ressaltou o impacto do edital voltado às plantas medicinais. “Como farmacêutica da Secretaria Estadual de Saúde, trabalhando com plantas medicinais desde 2009, vejo com entusiasmo o lançamento deste edital. Ele vai oportunizar às comunidades tradicionais, povos originários e à agricultura familiar produzirem fitoterápicos, cosméticos e ervas secas, agregando valor ao conhecimento milenar que já possuem e inserindo esse saber no SUS”, afirmou.

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Saúde de Caém é reconhecida na Mostra COSEMS Bahia “Aqui tem SUS 2026”

06 de maio de 2026, 14:36

O reconhecimento resultou na conquista do Prêmio Santa Dulce dos Pobres, concedido ao município pela experiência apresentada na etapa estadual da Mostra (Foto: Cosems BA)

A Secretaria de Saúde de Caém marcou presença na Mostra do Conselho Estadual dos Secretários Municipais (Cosems Bahia), “Aqui tem SUS 2026”, realizada no âmbito do 12º Congresso Estadual dos Secretários Municipais de Saúde da Bahia, entre os dias 25 e 30 de abril, em Salvador. O evento reuniu experiências exitosas desenvolvidas por municípios baianos, fortalecendo o compartilhamento de práticas inovadoras e soluções voltadas à melhoria do Sistema Único de Saúde. O município foi destaque com o projeto “Educação em saúde sobre doenças negligenciadas: relato de experiência no município de Caém/BA”, uma iniciativa voltada à promoção da saúde, prevenção e conscientização da população. A prática contou com a apresentação de material autoral, lúdico e criativo, desenvolvido por Larissa Dias, médica veterinária e Camilla Araújo, enfermeira responsável pelo Programa Saúde na Escola. O reconhecimento resultou na conquista do Prêmio Santa Dulce dos Pobres, concedido ao município pela experiência apresentada na etapa estadual da Mostra. Para o secretário Antônio Carlos, a participação do município reforça o compromisso da gestão com a qualificação da assistência, a organização do cuidado e o fortalecimento das ações de saúde preventiva. “Essa conquista representa mais do que uma premiação, é o reconhecimento do trabalho técnico, criativo e comprometido dos profissionais da saúde que atuam diariamente para cuidar melhor da população caenense”, ressaltou Antônio Carlos. Esteve representando o município, além do secretário Municipal de Saúde, a coordenadora da Vigilância em Saúde, Gláucia Sá Brandão e a equipe técnica responsável pela experiência apresentada.

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Encontro entre governador e prefeito de Umburanas define ações e garante entregas para o município

06 de maio de 2026, 14:13

A reunião entre o governador Jerônimo Rodrigues e o prefeito Fabrício Lopes aconteceu na manhã desta quarta-feira (6), em Salvador (Foto: Feijão Almeida/GOVBA)

Uma ambulância, uma van para Tratamento Fora do Domicílio (TFD), um ônibus escolar e um veículo administrativo foram destinados a Umburanas, nesta quarta-feira (6), durante reunião entre o governador Jerônimo Rodrigues e o prefeito Fabrício Lopes. O encontro reuniu uma série de demandas do município e resultou em encaminhamentos em diversas áreas. Entre os pontos discutidos, estão projetos de ampliação do fornecimento de água, com participação da Embasa, além de novos estudos para enfrentar a escassez tanto na sede quanto nos distritos. “A parceria com os municípios é fundamental para garantir que as ações cheguem de forma mais eficiente à população”, afirmou o governador. Também entrou na pauta a cobertura da feira ao lado do mercado municipal, com licitação já autorizada, e uma demanda apresentada para o hospital municipal, que será analisada pelas equipes técnicas. As obras de duas Unidades Básicas de Saúde (UBS), realizadas em parceria com o Estado, também foram acompanhadas durante a reunião. Na área de infraestrutura, foram apresentados pedidos de pavimentação. Já na segurança pública, está em análise a implantação de uma nova delegacia e de um pelotão, dependendo da disponibilização de área para construção. “Foi um momento importante para apresentar as demandas e avançar em soluções que atendam às necessidades do nosso município”, destacou o prefeito. Repórter: Tácio Santos/GOVBA

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Integrante de ‘Carreta da Alegria’, de 16 anos, é morto a tiros em Morro do Chapéu

06 de maio de 2026, 12:27

A carreta estava em turnê na cidade (Foto: Divulgação/Redes Sociais)

Um adolescente de 16 anos de idade foi executado no início da madrugada desta terça-feira (5), em Morro do Chapéu. Conforme a Polícia Militar, uma guarnição foi acionada após informações de disparos de arma de fogo no bairro Caixa D´água, na cidade de Morro do Chapéu. No local conhecido como Campinho Preto, os policiais encontraram o corpo de um, já sem sinais vitais. Testemunhas relataram que o crime foi cometido por dois homens que chegaram em um veículo. Os suspeitos teriam ordenado que outros adolescentes corressem e após obrigar a vítima a se deitar, efetuaram vários disparos. A vítima era natural da cidade de Coronel Fabriciano (MG) e integrava a equipe da ‘Carreta Top Dance’, serviço de transporte recreativo e itinerante que estava em turnê em Morro do Chapéu. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) realizou a remoção do corpo e encaminhou para Irecê. Informações preliminares apontam que o crime pode ter relação com o envolvimento do adolescente com uma outra menor que teria ligação com os suspeitos. A hipótese ainda é investigada. O caso está sendo investigado pela Polícia Civil de Morro do Chapéu para apurar a autoria e motivação do crime. Em nota, a empresa 'Carreta Top Dance' lamentou a morte o adolescente e prestou esclarecimentos. Veja abaixo: "A empresa CARRETA TOP DANCE vem a público, por meio desta nota, prestar os seguintes esclarecimentos: 1. Primeiramente, externamos nossas sinceras condolências à família enlutada, pelo triste acontecimento. Informamos que a empresa está prestando todo o apoio e assistência necessários à família neste momento de dor. Nossos sentimentos e que Deus conforte o coração de todos. 2. Deixamos absolutamente claro que: DURANTE O HORÁRIO DE SERVIÇO: A empresa CARRETA TOP DANCE assume total responsabilidade pelos atos, serviços e eventuais acidentes que ocorram no exercício das funções de seus colaboradores. FORA DO HORÁRIO DE TRABALHO: Qualquer fato, ação, comportamento ou acidente que venha a ocorrer com os funcionários após o término da jornada de trabalho, inclusive o fato recente que está sendo comentado, NÃO TEM NENHUMA LIGAÇÃO com a empresa, não nos representa e acontece por total responsabilidade individual da pessoa. A empresa NÃO TEM CULPA e não pode ser responsabilizada por atos pessoais ocorridos fora do expediente. 3. REPUDIAMOS VEEMENTEMENTE qualquer tipo de crime e violência. Tirar a vida de uma pessoa é um ato hediondo, não tem amparo legal, não tem justificativa e é crime inaceitável, independentemente de qualquer situação. Ninguém tem o direito de decidir sobre a vida de outrem. 4. Esclarecemos que eventuais informações, boatos ou notícias veiculadas de forma inverídica ou distorcida, tentando envolver ou culpar esta empresa, não refletem a realidade dos fatos. 5. Alertamos que a disseminação de informações falsas configura crime e passível de punição na forma da lei. Reservamo-nos o direito de tomar todas as medidas judiciais cabíveis para resguardar nossa imagem, reputação e nossos direitos. Agradecemos a compreensão de todos. 06 de maio de 2026. CARRETA TOP DANCE"

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UMBURANAS: Obras do Estádio Altino Ramos avançam e se aproximam da inauguração (VÍDEO)

06 de maio de 2026, 10:28

As obras do Estádio Altino Ramos seguem avançando a todo vapor em Umburanas, reforçando o compromisso da gestão municipal com o desenvolvimento do esporte e da infraestrutura na cidade. O espaço, que está passando por melhorias importantes já começa a ganhar nova forma e se aproxima do momento tão aguardado pela população, a inauguração. A reestruturação do estádio contempla uma série de intervenções que vão proporcionar mais conforto, segurança e qualidade para atletas e torcedores. O local será um importante ponto de encontro para a prática esportiva, incentivando a juventude e fortalecendo o esporte amador no município. Além de valorizar o esporte, a obra também representa investimento no lazer e na convivência social, contribuindo diretamente para a qualidade de vida da população de Umburanas. A expectativa é grande para a entrega do novo Estádio Altino Ramos, que em breve será palco de grandes momentos e conquistas para o esporte local. Texto: Ascom/PMU

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Dados municipais expõem fragilidades no controle da dengue em Salvador, denúncia deputada

06 de maio de 2026, 10:04

Deputada Lídice da Mata (Foto: Reprodução/Redes Sociais)

A deputada federal Lídice da Mata (PSB) denuncia que os dados do Plano Municipal de Saúde 2026-2029 da Prefeitura de Salvador evidenciam falhas estruturais no combate à dengue na capital baiana. Segundo o documento da própria Secretaria Municipal de Saúde, entre 2014 e 2023 foram registrados 52.547 casos da doença e 30 mortes. A cidade ultrapassou o limite epidêmico em três ocasiões: 2019, 2020 e 2023, indicando padrão recorrente de surtos. Um dos principais pontos críticos apontados é a baixa cobertura de inspeção predial, que ficou em 56,5%, bem abaixo dos 80% recomendados pelo Ministério da Saúde. A medida é considerada essencial para identificar e eliminar focos do mosquito transmissor. O plano também revela alta infestação do Aedes aegypti em pontos estratégicos, como borracharias e cemitérios, com índices até 13 vezes acima do nível de alerta, favorecendo a manutenção da transmissão. Outro dado destacado é a falha nas ações de bloqueio: um em cada quatro casos passíveis não recebeu intervenção adequada. Além disso, a cobertura vacinal contra a dengue, iniciada em 2024, atingia apenas 2,98% até julho de 2025. Para Lídice, os números demonstram que o enfrentamento às arboviroses tem sido insuficiente em etapas-chave, como vigilância, prevenção e resposta rápida. Ela defende o reforço das ações territoriais para conter o avanço da doença.

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Eleições: prazo para obter ou regularizar título termina nesta quarta

06 de maio de 2026, 09:09

Serviço está disponível nos cartórios eleitorais ou no site do TSE (Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil)

Cidadãos de todo o país têm até esta quarta-feira (6) para obter o primeiro título ou regularizar o documento na Justiça Eleitoral.  Quem não atualizar a situação ficará impossibilitado de votar nas Eleições 2026, em outubro. A medida pode ser feita presencialmente nos cartórios eleitorais ou pela internet, por meio do sistema de autoatendimento, para quem já tem biometria cadastrada. Sem título de eleitor, pode ocorre ainda dificuldade para obter passaporte ou carteira de identidade, tomar posse em cargos públicos ou se matricular em instituições de ensino públicas.    O prazo vale para os seguintes serviços: alistamento eleitoral (emissão do primeiro título); transferência de domicílio eleitoral; revisão de dados cadastrais; regularização de outras pendências.  Legislação De acordo com o art. 91 da Lei nº 9.504/1997 (Lei das Eleições), nenhum requerimento de inscrição ou transferência eleitoral pode ser recebido nos 150 dias anteriores à data da eleição.  Por esse motivo, a partir de 7 de maio, o cadastro eleitoral será fechado em todas as unidades da Justiça Eleitoral e no atendimento on-line, permanecendo assim até novembro de 2026.  Devem ficar atentos ao prazo de regularização: jovens que vão votar pela primeira vez; pessoas que mudaram de cidade e precisam transferir o título; quem teve o título cancelado ou tem pendências na Justiça Eleitoral; aqueles que precisam atualizar dados cadastrais.  No encerramento da sessão de julgamentos dessa terça-feira (5), a presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, alertou para o fim do prazo. "A gente espera que todos que ainda não resolveram alguma pendência, tenham isso como uma meta a ser cumprida, considerando a importância das eleições para a democracia brasileira”, afirmou.   

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Milton Santos, 100 anos: geógrafo negro teorizou sobre desigualdades

04 de maio de 2026, 07:37

Milton Santos nasceu em 3 de maio de 1926, em Brotas de Macaúbas, na Bahia, e se tornou um dos principais nomes da geografia mundial (Foto: Acervo Milton Santos/Divulgação)

Em meio às grandes redes de supermercados em São Luís, no Maranhão, surgem mercadinhos e feiras populares adaptados à realidade de quem tem poucos recursos. O contraste entre os tipos de estabelecimentos e os modos de consumo revelam dinâmicas de exclusão e de desigualdade na cidade. O cenário foi objeto de estudo de Livia Cangiano, pós-doutoranda na Universidade de São Paulo (USP), e professora colaboradora na Universidade Estadual do Maranhão (UEMA). Ela recorreu a uma teoria formulada na década de 1970 por Milton Santos. Neste dia 3 de maio, são comemorados os 100 anos de nascimento do geógrafo. Ele faleceu em 2001, aos 75 anos, mas suas ideias continuam sendo referências para análises socioeconômicas no Brasil e no mundo. Livia Cangiano, pós-doutoranda na Universidade de São Paulo (USP), e professora colaboradora na Universidade Estadual do Maranhão. Foto: Livia Cangiano/Arquivo pessoal A teoria de Milton divide a economia urbana em dois circuitos: superior, concentrado nas grandes empresas, com alto nível de tecnologia, capital e organização; e inferior, formado por pequenos comércios e serviços, com menor acesso a recursos, mas altamente adaptável às necessidades da população. “É muito difícil para as pessoas da periferia deixarem o espaço onde vivem e se deslocarem até o centro para consumir. As populações que vivem na periferia abrem seus próprios comércios, quitandas, mercadinhos, pequenas lojas”, diz Livia. “Para dar um exemplo, nesse circuito inferior, pensando em alimentação, é o lugar onde a pessoa que não consegue comprar a dúzia do ovo, consegue comprar um ovo apenas. Eles vendem separadamente. As formas de comércio são menos endurecidas do que em uma grande rede supermercadista, onde só seria possível comprar a dúzia”, exemplifica. A atualidade da teoria também aparece em pesquisas fora do Brasil. O projeto de pesquisa do qual Lívia faz parte aplica as ideias de Milton às dinâmicas urbanas em Gana, na África, e em Londres e Paris, na Europa. Biografia Milton Santos nasceu em 3 de maio de 1926, em Brotas de Macaúbas, na Bahia, e se tornou um dos principais nomes da geografia mundial. Ele concluiu o bacharelado na Universidade Federal da Bahia (UFBA) e o doutorado na Universidade de Strasbourg, na França. Exilado durante a ditadura militar, lecionou em universidades na Europa, África e América Latina, antes de retornar ao Brasil, onde consolidou sua produção intelectual. Foi professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade de São Paulo (USP). Negro, enfrentou o racismo estrutural dentro da academia e construiu uma obra que redefiniu a forma de compreender o espaço geográfico, articulando economia, política e sociedade. Ele se tornou inspiração e referência para outros intelectuais negros, como a também geógrafa Catia Antonia da Silva, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). “Eu sou uma mulher negra de 60 anos. Entrei na UFRJ na década de 80, onde a maior parte dos meus colegas na universidade não eram negros. Então, o Milton foi muito importante para a minha formação, não só do ponto de vista cognitivo e técnico, mas também na dimensão humana”, diz Catia. Rio de Janeiro (RJ), 01/05/2026 – Catia Antonia da Silva, professora da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Milton Santos, 100 anos: geógrafo negro teorizou sobre desigualdades Foto: Catia Antonia da Silva/Arquivo pessoal - Catia Antonia da Silva/Arquivo pessoal A professora explica que a obra de Milton não trouxe como tema central a negritude, nem a dimensão política da relação entre classe social e raça. Porém, ele produziu uma teoria social crítica das desigualdades que ajuda a analisar as questões raciais. E nunca ignorou o tema quando era necessário se posicionar na vida pública. “Ele dizia que o fato de ser um professor universitário não o impediu de viver experiências de racismo. Falava que os negros precisavam ter um esforço muito maior para o seu trabalho ter legitimidade. Mas ele nunca utilizou qualquer vitimização para se tornar um intelectual.” “Eu creio que é difícil ser negro e é difícil ser intelectual no Brasil. Essas duas coisas, juntas, dão o que dão, não é? É difícil ser negro porque, fora das situações de evidência, o cotidiano é muito pesado para os negros. É difícil ser intelectual porque não faz parte da cultura nacional ouvir tranquilamente uma palavra crítica”, disse Santos no programa Roda Viva, em 1997.  Teorias das desigualdades Além da teoria dos circuitos urbanos, o geógrafo trouxe ideias que aprofundaram a compreensão sobre as desigualdades. Para Milton Santos, o espaço nunca foi apenas o cenário onde a vida acontece, mas o resultado direto de decisões políticas e econômicas. Isso significa que a distribuição desigual de infraestrutura nas cidades (como saneamento, transporte ou acesso à internet) não é acidental, mas fruto de escolhas que privilegiam determinados grupos e territórios. Ao olhar para uma periferia sem serviços básicos ou para uma área valorizada com alta concentração de investimentos, o geógrafo propõe enxergar ali não um acaso, mas a materialização de relações de poder. “Milton traz essa compreensão de uma geografia historicamente produzida pelos grandes aparatos do Estado. À medida que o capitalismo avança, processos de industrialização e urbanização no Brasil vão produzir desigualdades e destruição das economias locais. Seja do Nordeste, da Amazônia ou do interior dos estados. Determinados grupos sociais serão beneficiados pelo processo de modernização”, explica a geógrafa Catia. Rio de Janeiro (RJ), 01/05/2026 – Milton Santos, 100 anos: geógrafo negro teorizou sobre desigualdades Foto: Acervo Milton Santos/Divulgação - Acervo Milton Santos/Divulgação No livro Por uma outra globalização, Milton Santos descreve um sistema vendido como promessa de integração e progresso, mas que, na prática, aprofunda desigualdades mundiais. Grandes obras de infraestrutura, como portos e corredores logísticos, conectam países e mercados, mas também reorganizam territórios locais, pressionam comunidades e ampliam a concentração de riqueza. “Nunca na história da humanidade houve condições técnicas e científicas tão adequadas a construir o mundo da dignidade humana, apenas essas condições foram expropriadas por um punhado de empresas que decidiram construir um mundo perverso”, escreveu.  Outro conceito bem conhecido do autor, o “meio técnico-científico-informacional”, descreve como tecnologia, ciência e infraestrutura passaram a moldar o território. Na prática, isso se traduz em regiões altamente conectadas, com redes digitais avançadas e logística eficiente, convivendo com áreas onde faltam serviços básicos. Enquanto alguns espaços são preparados para atender às exigências do mercado global, outros permanecem à margem desse processo. Futuros possíveis Apesar dos diagnósticos críticos, Milton Santos também apontou caminhos de transformação. Ele defendia que as mesmas redes e tecnologias que ampliam desigualdades podem ser apropriadas por populações locais para criar alternativas econômicas e sociais. Iniciativas comunitárias, uso de tecnologia em periferias e formas cooperativas de organização mostram, segundo o autor, que o território também pode ser espaço de resistência e reinvenção. “Ele propõe uma leitura sobre o território brasileiro, trazendo ferramentas para que a gente pense concretamente nas desigualdades, que não fique apenas no plano teórico, mas que nos induza a ir a campo, a conversar com essas pessoas, a entender o cotidiano delas no espaço”, diz a geógrafa Livia. “Além disso, ele faz uma proposta muito generosa para pensar o espaço, que é pensar o quanto a periferia urbana brasileira como um todo é capaz de produzir outras racionalidades de existência”, completa. Eventos O centenário de nascimento de Milton Santos será celebrado com um conjunto de eventos pelo país. As programações ocorrem em formato híbrido e reúnem pesquisadores, ativistas e o público geral para debater o seu legado e a atualidade de sua obra. O Seminário Internacional Milton Santos 100 anos: um geógrafo do Século 21 acontece de 4 a 8 de maio na USP, com transmissão virtual. O encontro é feito em parceria com o Instituto de Estudos Brasileiros (IEB). No Rio de Janeiro, o Núcleo de Estudos Afro-brasileiros e Indígenas (Neabi) do Sesc vai oferecer, ao longo do mês de maio, um ciclo de palestras sobre geógrafo. A Universidade Federal do Tocantins realizará, entre os dias 26 e 29 de agosto, o evento Tocantins como Fronteira do Meio Técnico-Científico-Informacional, para debater, em âmbito internacional, o pensamento e a obra de Milton Santos. Agência Brasil

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Brasil ultrapassa EUA pela 1ª vez em ranking de liberdade de imprensa

30 de abril de 2026, 12:17

Repórteres Sem Fronteiras diz que é preciso proteger jornalismo (Foto: hosnysalah/Pixabay)

Relatório sobre o ranking da liberdade de imprensa no mundo divulgado nesta quinta (30), pela organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras, mostra que a pontuação média de todos os países juntos é a mais baixa dos últimos 25 anos. Segundo o diretor da entidade para a América Latina, Artur Romeu, a liberdade de imprensa teve queda expressiva também em Estados democráticos. No levantamento, o Brasil é uma das exceções à regra. Subiu 58 posições desde o ano de 2022. No entanto, a maior parte do mundo enfrenta cenário de dificuldade. O representante da entidade defende que os estados democráticos precisam garantir a imprensa livre e plural para assegurar informação de qualidade à sociedade. Leia abaixo os principais trechos da entrevista com Artur Romeu: Agência Brasil - A que se deve essa queda generalizada de liberdade de imprensa? Artur Romeu - A pontuação média de todos os países do mundo juntos é a mais baixa desses 25 anos. Mas isso não significa que a pontuação tenha piorado muito do ano passado para cá. Quando você olha a curva da pontuação, você vê que essa queda no índice é algo constante. Estamos em uma tendência de queda e, neste ano em particular, foi registrado o número mais baixo da série histórica. É um cenário muito ruim que mostra deterioração global das condições para o exercício do jornalismo. Agência Brasil - Quais são os principais fatores? Artur Romeu - É um conjunto de crises. Isso é uma crise das democracias no mundo. Se em algum momento da história estivesse mais claro que a liberdade de imprensa estava ameaçada em países que eram abertamente autoritários, o que a gente vê agora é que, mesmo em democracias, há práticas que minam o direito da liberdade de imprensa mais do que antes. Essas práticas têm a ver com assédio e de hostilizações. Essa identificação do jornalista e dos meios de comunicação como inimigos públicos a serem combatidos vai fincando raízes, contaminando e contagiando um número maior de países, inclusive democracias. A gente vê um cenário de desinformação maior. E esse conjunto de fatores vai criando uma percepção geral de que está mais difícil ser jornalista. Agência Brasil - Como a sociedade deve entender a importância da liberdade de imprensa? Artur Romeu - Muitas vezes, a gente entende a liberdade de imprensa como um direito que pertence a jornalistas e meios de comunicação. Mas é fundamental a gente deslocar essa ideia. A gente tem que valorizar a dimensão coletiva e a dimensão social do direito à liberdade de imprensa, na medida em que eu, como cidadão, preciso de informações de confiança, livres, independentes, íntegras, para tomar decisões importantes para mim, para as minhas escolhas. Nesse sentido, o direito a uma informação livre, plural, independente, é um direito que pertence à sociedade como um todo. Todos nós precisamos dessa informação. Como direito à saúde, direito à moradia adequada, direito ao trabalho. É um direito vital para nossa participação na vida pública. Agência Brasil - Nas Américas, vivemos em cenários múltiplos também, com crises de diferentes características, certo? Artur Romeu - O continente americano tem tido uma deterioração muito significativa. Além de Estados Unidos e Argentina, Peru e Equador são outros países em que a situação piorou muito nos últimos anos. Os discursos públicos de Javier Milei [presidente da Argentina] e também as ações dele, como o fechamento da agência Telan, que era uma das maiores agências públicas de notícias da América Latina mostram isso. Ele fechou, na semana passada, a Casa Rosada para jornalistas. No Equador e no Peru, houve jornalistas assassinados no ano passado. No Equador, também há um momento de instabilidade política com declarações sucessivas de estados de exceção e toques de recolher. O México é o país mais violento. É o país onde mais se matou jornalistas na América nos últimos 20 anos. Mais de 150 jornalistas assassinados desde 2010. É um país que segue baixo no ranking por conta de um cenário de violência extrema contra a imprensa em muitos estados mexicanos, mas que não teve grandes variações. Agência Brasil - A Repórteres Sem Fronteiras faz recomendações para reverter essa tendência de queda na liberdade de imprensa? Artur Romeu - É fundamental que haja uma valorização do trabalho jornalístico do ponto de vista realmente dos governos. O ranking não é uma avaliação de governos, mas sim das condições que estão colocadas, nas quais os governos têm um papel também fundamental. O ponto central aqui em termos de recomendação é que, durante muito tempo, alguns atores entenderam que a garantia da liberdade de imprensa se dá apenas pela ausência de ingerência ou de interferência de governos. O ponto é que isso não é suficiente. O governo não deve somente se abster de interferir como agentes de censura. Eles têm que proativamente agir para garantir um ambiente mais favorável ao jornalismo. Isso significa desenvolver políticas públicas e regulações que vão fortalecer essa possibilidade. A gente precisa de novas legislações de regulação das plataformas e da inteligência artificial. A gente precisa de mecanismos de proteção. É necessário um conjunto de leis de fomento ao jornalismo com mais pluralismo e diversidade na mídia e com leis de incentivos. Agência Brasil

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“Incompetência e descaso com o povo”: Afonso Florence critica gestão de Bruno Reis e ACM Neto na educação

29 de abril de 2026, 12:20

Deputado Federal, Afonso Florence (Foto: Kayo Magalhães/ Câmara dos Deputados)

O deputado federal Afonso Florence (PT/BA) fez um duro pronunciamento na Câmara dos Deputados, na terça-feira(28), denunciando a situação da educação em Salvador e responsabilizando as gestões do prefeito Bruno Reis e do ex-prefeito ACM Neto. A fala também foi publicada nas redes sociais do parlamentar, em vídeo acompanhado de legenda em que ele usa o termo “projeto de abandono” para se referir à condução da educação na capital. “Salvador, tem apenas metade da população de garotos e garotas com alfabetização na idade certa. A gestão do prefeito Bruno Reis e, anteriormente, do ex-prefeito ACM Neto, muito incompetente na área da educação, além de não ofertar as vagas necessárias da educação infantil, de creches, deixa mais de 60 mil estudantes entre o sexto e o nono ano, ou seja, fundamental dois, sem matrícula. É o governo do Estado que tem que fazer essas matrículas. E o ex-prefeito ACM Neto e o atual prefeito Bruno Reis ainda têm a cara de pau e criticam o governo do Estado. É muita incompetência e descaso com o povo”, disse Florence. Segundo Afonso, a ausência de vagas na rede municipal, especialmente no ensino fundamental II, evidencia a omissão da Prefeitura, que deixa de cumprir sua responsabilidade constitucional na oferta da educação básica. Para evitar que milhares de jovens fiquem fora da escola, o Governo do Estado tem assumido essas matrículas, absorvendo uma demanda que deveria ser atendida pelo município. O deputado também criticou a falta de vagas na educação infantil, apontando a escassez de creches como parte de um problema estrutural que compromete toda a trajetória escolar dos estudantes. Na publicação nas redes, Afonso reforça que “falta creche, falta vaga, falta compromisso com o básico” e afirma que Salvador “está pagando o preço da incompetência” na condução da educação pública. Para o parlamentar, o cenário revela um modelo de gestão que transfere responsabilidades e não prioriza a educação. “Educação não é jogo de empurra. É responsabilidade”, concluiu.

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Mirangaba recebe selo “Município Seguro” e reforça compromissa com a segurança da população

29 de abril de 2026, 10:14

O prefeito Dirceu Mendes recebeu o selo durante o 1º Encontro Estadual do Projeto Município Seguro, realizado na sede do MPBA, em Salvador (Foto: Reprodução)

O município de Mirangaba conquistou o selo “Município Seguro”, um reconhecimento que destaca o compromisso da gestão municipal com a promoção de políticas públicas voltadas à segurança e ao bem-estar da população. A certificação evidencia o trabalho sério e planejado que vem sendo desenvolvido no município, com ações integradas e estratégias voltadas à prevenção da violência e ao fortalecimento da segurança pública. O prefeito esteve presente na solenidade de entrega do selo, acompanhado por vereadores, pelo secretário municipal de Segurança Pública e por toda a equipe técnica da gestão. A participação conjunta reforça a importância do trabalho coletivo na construção de resultados concretos para a população. “Essa conquista é fruto de um esforço conjunto. Estar aqui ao lado dos nossos vereadores, do secretário de Segurança Pública e de toda a equipe técnica mostra que temos um grupo unido, comprometido e preparado para continuar avançando”, destacou o prefeito. A gestão municipal ressalta que o reconhecimento é resultado de um trabalho contínuo, baseado em planejamento, responsabilidade e união entre os poderes e equipes técnicas. A conquista do selo “Município Seguro” consolida Mirangaba como referência em iniciativas que promovem mais segurança e qualidade de vida para a população. A Prefeitura de Mirangaba segue investindo em ações que garantam mais tranquilidade para os cidadãos, reafirmando o compromisso com o desenvolvimento e o cuidado com as pessoas. O selo "Compromisso por um Município Seguro" é uma iniciativa do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA) lançada em abril de 2026 para reconhecer cidades que implementam políticas de segurança pública, conselhos e planos municipais, alinhados ao Sistema Único de Segurança Pública (SUSP). O projeto foca em prevenção à violência Texto: Ascom/PMM

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