GOSPEL

Papa Francisco diz que igreja não rejeita católicos homossexuais

09 de maio de 2022, 16:18

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O  papa Francisco enviou a um padre jesuíta uma carta na qual afirma que a Igreja não rejeita católicos homossexuais.

James Martin, integrante da Companhia de Jesus e consultor do Dicastério de Comunicação do Vaticano, havia perguntado ao pontífice o que dizer a um fiel da comunidade LGBT+ que tenha “sofrido rejeição da Igreja”.

O Papa então respondeu por escrito: “Gostaria que reconhecessem isso não como ‘a rejeição da Igreja’, mas sim como ‘de pessoas na Igreja’. A Igreja é mãe e chama todos os seus filhos. Tomemos como exemplo a parábola dos convidados à festa: ‘os justos, os pecadores, os ricos e os pobres, etc.’ Uma Igreja ‘seletiva’, ‘puro sangue’, não é a Santa Mãe Igreja, mas sim uma seita”.

A troca de mensagens foi revelada pelo próprio Martin ao site Outreach, voltado para homossexuais católicos. “Fiz três perguntas e disse ao Papa que poderia ser breve se desejasse, sobretudo porque sofria de uma dor no joelho, e responder da forma que quisesse. Três dias depois, recebi uma nota escrita a mão com suas respostas”, contou o jesuíta.

O padre também perguntou ao pontífice “qual é a coisa mais importante que as pessoas LGBT devem saber sobre Deus” e “o que gostaria que as pessoas LGBT soubessem da Igreja”.

“Deus é pai e não renega nenhum de seus filhos. O ‘estilo’ de Deus é proximidade, misericórdia e ternura. Vocês encontrarão Deus neste caminho”, afirmou Francisco a respeito da primeira pergunta.

Já para o segundo questionamento, Jorge Bergoglio escreveu que “gostaria que lessem o livro dos Atos dos Apóstolos”. “Ali vocês encontrarão a imagem da Igreja viva”, acrescentou.

Essa não é a primeira vez que o Papa dá declarações de abertura à comunidade LGBT+. Em maio de 2018, Francisco disse a frase “Deus te ama assim” a um homem gay vítima de pedofilia no Chile. Em outra ocasião, logo no início de seu pontificado, afirmou que não podia “julgar” as pessoas por sua opção sexual.

Essa postura mais aberta rendeu a Bergoglio uma forte oposição nas alas mais conservadoras da Igreja e até acusações de “heresia”.

Ao mesmo tempo, no entanto, Francisco já disse que a “homossexualidade parece estar na moda” e que se sentia preocupado com sua presença entre padres e religiosos. Além disso, o Vaticano fez pressão para o Parlamento da Itália engavetar um projeto de lei que criminalizava a homofobia e a transfobia. 

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O que aconteceu nos 7 dias da Semana Santa

13 de abril de 2022, 13:29

Esqueça a quaresma, os ovos de chocolate, o almoço em família. A Semana Santa existe porque algo aconteceu, mas, para além das questões culturais e religiosas, você sabe explicar a linha do tempo que culminou nesse feriado celebrado mundialmente?

A Bíblia apresenta diferentes relatos ao longo dos primeiros livros que compõem o Novo Testamento. Não histórias diferentes, que fique claro, apenas visões variadas de pessoas diversas que acompanharam aquele período. Vem conosco que te explicamos melhor.

Dia 1: o Domingo de Ramos

No domingo que antecedeu sua morte, Jesus já tinha conhecimento que a viagem iniciada a Jerusalém levaria ao fim de sua vida. Montado em um jumento, chegou a Jerusalém fazendo uma entrada triunfal. Recebido por uma multidão, Jesus acompanhou o povo que agitava ramos de palmeira no ar e celebrava sua chegada com cânticos. Neste dia, Jesus e seus discípulos passaram a noite em Betânia, cidade nas cercanias de Jerusalém.

Dia 2: Jesus limpa o templo na segunda-feira

Com a chegada da segunda-feira, Jesus retornou a Jerusalém com seus discípulos. Chegando ao Templo, encontrou o espaço cheio de vendedores ambulantes. Incomodado, Cristo começou a derrubar mesas e limpar o templo, gritando que o local era uma casa de oração transformada em covil de ladrões. Após isso, retornou para descansar em Betânia.

Dia 3: Jesus vai ao Monte das Oliveiras na terça-feira

O Monte das Oliveiras foi o local para o qual Jesus e seus discípulos se dirigiram na terça-feira. Antes, precisou fugir de uma emboscada organizada por líderes religiosos incomodados com Jesus se colocando como autoridade espiritual. À tarde, Cristo deixou a cidade e no Monte das Oliveiras deu o Sermão das Oliveiras, onde fez a profecia sobre a destruição da cidade e o fim dos tempos.

Dia 4: Quarta-feira Santa

Sem relatos bíblicos sobre o que Jesus teria feito nesse dia, o que se aceita, de acordo com estudiosos, é que, cansado, Cristo tenha optado por descansar em Betânia, recuperando forças para os dias que se seguiriam. Imagina-se que tenha sido o momento em que seus discípulos descobriram a relação de Jesus com a ressurreição de Lázaro. Esse milagre teria sido determinante para que muitas pessoas acreditassem que ele era o Filho de Deus.

Dia 5: Última Ceia e Páscoa na Quinta-feira Santa

A quinta-feira fez a Semana Santa tomar um novo rumo. Nessa data, à noite, Cristo lavou os pés de seus discípulos enquanto eles se preparavam para participar das celebrações da Pessach, a “Páscoa judaica”, que celebra a libertação dos hebreus da escravidão no Egito. Esse ato influenciou as cerimônias de lava-pés, muito comum em muitas igrejas de todo o mundo. Durante a Última Ceia, o filho de Deus teve uma conversa muito franca com seus seguidores e, ao fim da noite, foi traído por Judas Iscariotes, sendo preso pelo Sinédrio.

Dia 6: Jesus na Cruz: Sexta-feira Santa

Depois de ser traído, a sexta-feira se resumiu às últimas horas de Jesus, que até o fim do dia seria crucificado. Antes disso, Judas, segundo os relatos da Bíblia, sentiu-se tão mal por ter traído seu mestre que acabou por se enforcar. Jesus acabou sendo julgado e condenado à morte por crucificação, a pena capital mais horrível e vergonhosa à época. Antes de ser crucificado, passou pela Via Crucis, o processo que o levou até a crucificação durante o qual foi zombado e humilhado.

Dia 7: Sábado no túmulo

Depois da crucificação, o corpo de Jesus foi levado por soldados romanos para ser guardado em seu túmulo no sábado. Antes, seu corpo passou por cerimônias com especiarias adquiridas por Nicodemos, um dos membros do Sinédrio que condenou Cristo à morte. Foram momentos de lamentações de seus seguidores e de celebração de seus algozes.

Domingo de Páscoa: Ressurreição de Cristo

A Páscoa, também chamada de Domingo da Ressurreição, foi o ápice da Semana Santa. É neste dia que Jesus Cristo teria voltado à vida. Pela manhã, Maria Madalena e outras mulheres teriam ido ao túmulo dele e descoberto que a pedra que cobria a entrada teria sido removida. Um anjo haveria aparecido e anunciado a ressurreição, o que solidificou a fé dos cristãos em Jesus.

Megacurioso

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Fiel doa prêmio de loteria, arrepende-se e Justiça manda Universal devolver

30 de março de 2022, 21:18

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Uma fiel doou à Igreja Universal do Reino de Deus parte do prêmio de R$ 1,8 milhão que o ex-marido ganhou na Lotofácil, mas pediu o dinheiro de volta oito anos depois porque não obteve as “bênçãos financeiras” que esperava como retorno da doação.

O caso foi parar no Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT). A autora do processo, Sônia Maria Lopes, alegou que frequentava com o marido o templo desde 2006 para “alcançar sucesso financeiro, profissional e familiar”. À época, o marido era gari e contribuía com 10% do salário para “obter graças divinas”.

Em 2014, o marido da mulher ganhou R$ 1,8 milhão na Lotofácil. O homem transferiu o dízimo para a igreja, que correspondeu a R$ 182,1 mil e, depois, doou mais R$ 200 mil, “com a promessa de que sua vida seria abençoada”. Em 2015, o casal se separou e dividiu o que ainda sobrava do prêmio.

Recém-separada, Sônia decidiu fazer mais doações à igreja. Ela transferiu um Hyundai HB20 e mais R$ 101 mil em dinheiro. A fiel disse, no processo, que fez as doações porque estava “na busca das bênçãos financeiras”.

Porém, oito anos depois, a mulher não se sentiu abençoada, apesar de ter feito as doações e de continuar frequentando a igreja. Ela afirmou que deixou de frequentar a Igreja Universal por não ter “alcançado o ápice prometido nas pregações”.

Sentença

O juiz Gustavo Fernandes Sales, da 1ª Vara Cível de Samambaia, anulou a doação de R$ 101 mil realizada pela mulher e condenou a Igreja Universal a devolver o dinheiro, com correção monetária e juros. Porém, Sales rejeitou o pedido para restituição do carro. A sentença foi publicada na segunda-feira (28/3).

O magistrado escreveu, na decisão, que a doação em dinheiro deveria ter sido formalizada por escritura pública ou instrumento particular. “Como se trata de oferta de alta monta, não há como dispensar o preenchimento do requisito legal”, afirmou.

Segundo o juiz, a afirmação da fiel de que foi “ludibriada pela igreja ao não receber as bênçãos prometidas” não pode ser usadas como base do pedido de nulidade da doação. Ou seja, o magistrado não analisou o “papel da fé e da igreja”.

À Justiça, a Igreja Universal disse que Sônia fez as doações “nos limites das liberdades de consciência e de crença”. Segundo a entidade religiosa, o arrependimento, descrença ou abandono da convicção religiosa não torna ilícita a conduta da igreja.

O outro lado

Em nota, o Departamento de Comunicação Social e de Relações Institucionais da Universal (UNIcom) informou que a “sentença divulgada hoje não questiona a doação efetuada à Igreja Universal do Reino de Deus, ou a motivação da doadora, nem aponta qualquer tipo de coação.”

Além disso, a Universal alegou que “a decisão judicial apenas estipula que, na visão do magistrado, em razão do valor envolvido, a doação deveria ter sido efetivada por intermédio de um instrumento público.”

“Reiteramos que Universal faz seus pedidos de oferta de acordo com a lei, exercendo seu direito de culto e liturgia, assegurados pela Constituição Federal. Em um país laico, como o Brasil, não é possível qualquer tipo de intervenção do Estado — incluindo o Poder Judiciário — na relação de um fiel com sua Igreja.”

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Petrópolis: imagens de Santa ficam intactas em muro de casa destruída

22 de fevereiro de 2022, 14:39

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Durante o trabalho de buscas em Petrópolis, após a tragédia na semana passada, uma equipe da prefeitura se deparou com uma cena que chamou a atenção em meio à tragédia na Região Serrana do Rio.

Enquanto atuavam próximo ao Centro de Iniciação ao Esporte de Caxambu, em uma das áreas mais afetadas pelas chuvas, um funcionário encontrou duas imagens de Santa Rita de Cássia intactas em meio à destruição.

Funcionário gravou o altar preservado, apesar de atingido por escombros, em muro do que antes era um imóvel no Caxambu, uma das áreas mais afetadas pelas chuvas no último dia 15.

A casa ficou destruída e parte do muro onde as imagens estavam também. O vídeo gravado pela equipe ainda mostra que escombros chegaram a atingir o altar, mas não danificaram as santas, que continuam de pé. Nas imagens é possível ver pedaços, aparentemente, da construção bem ao lado das imagens.

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Após erro em frase proferida, milhares de batismos feitos por padre são anulados

15 de fevereiro de 2022, 16:16

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Durante 25 anos, o padre Andrés Arango realizou milhares de batismos. No entanto, todos eles foram anulados porque o religioso cometeu um erro ao proferir uma frase durante as cerimônias. Por causa disso, ele resolveu deixar o seu posto na Igreja Católica de São Gregório, em Phoenix, no Arizona (EUA). As informações são do jornal Extra.

Em uma nota, divulgada em 2020, a vigilância litúrgica do Vaticano anulou todos os batizados realizados com a frase: “Nós vos batizamos em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”.

De acordo com o documento, a frase correta deve começar com “Eu” ao invés de “Nós”.

Segundo o bispo de Phoenix, Thomas Olmsted, “o problema de usar ‘nós’ é que não é a comunidade que batiza uma pessoa, mas é Cristo, e sozinho, que preside a Ele todos os sacramentos. Então, é Cristo Jesus quem batiza”.

Para o bispo, o padre Andrés Arango não teve a intenção de prejudicar os fiéis.

“Em nome de nossa Igreja local, lamento sinceramente que esse erro tenha resultado na interrupção da vida sacramental de vários fiéis. É por isso que me comprometo a tomar todas as medidas necessárias para remediar a situação de todos os afetados”, finalizou.

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Em mensagem pela paz, Papa condena aumento de despesas militares

21 de dezembro de 2021, 10:42

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O Vaticano divulgou nesta terça-feira (21) a mensagem do papa Francisco pelo Dia Mundial da Paz de 2022, celebrado em 1º de janeiro, em que o líder católico volta a criticar a queda nos investimentos em educação e o aumento nas despesas militares em todo o mundo.   

“Nos últimos anos, diminuiu sensivelmente, em todo o mundo, o orçamento para a instrução e a educação, considerada mais despesa do que investimento. Porém, elas constituem os vetores primários de um desenvolvimento humano integral: tornam a pessoa mais livre e responsável e são indispensáveis para a defesa e a promoção da paz”, diz o Pontífice.   

“As despesas militares, ao contrário, aumentaram e superaram o nível registrado no fim da Guerra Fria, e parecem que estão destinadas a crescer de maneira exorbitante. É bastante oportuno e urgente que aqueles que têm responsabilidades de governo elaborem políticas públicas e façam uma inversão na relação entre investimentos públicos na educação e os fundos destinados aos armamentos”, pontuou.   

Para Francisco, o processo real para que haja um desarmamento internacional “não vai causar nada além de benefícios ao desenvolvimento dos povos e das nações, liberando recursos financeiros que devem ser empregados de maneira mais apropriada para a saúde, a escola, a infraestrutura, o cuidado com o território e assim por diante”.   

É preciso ainda, destaca, focar no desenvolvimento do “humano integral” e que entende que é necessário proteger a natureza.   

Outra parte da mensagem foca na questão do trabalho e alerta para os efeitos da pandemia de Covid-19 no setor, especialmente, para os mais pobres.   

“A pandemia de Covid-19 agravou a situação do mundo do trabalho, que estava já enfrentando múltiplos desafios. Milhões de atividades econômicas e produtivas faliram: os trabalhadores precários estão sempre mais vulneráveis; muitos daqueles que desenvolvem serviços essenciais foram ainda mais escondidos da consciência pública e política; a educação a distância, em muitos casos, gerou uma regressão na aprendizagem e nos percursos escolásticos”, ressaltou.   

Além disso, “os jovens que entram no mercado profissional e os adultos que caíram no desemprego enfrentam hoje perspectivas dramáticas”. Em particular, destaca ainda Jorge Mario Bergoglio, que “o impacto da crise sobre a economia informal, que muito envolve os trabalhadores migrantes, foi devastador”.   

“Muitos deles não são reconhecidos pelas leis nacionais, como se não existissem. Vivem em condições muito precárias, expostos a várias formas de escravidão e privados de um sistema de bem-estar social que os protejam. Além disso, atualmente, só um terço da população mundial em idade apta para trabalhar vive em um sistema de proteção social ou pode usar dele de forma limitada”, acrescentou.   

O Papa ainda pediu que as pessoas tenham acesso a “um trabalho digno” que isso, além de melhorar a vida delas e de seus familiares, diminui a violência e a criminalidade. (ANSA).   

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Senado aprova feriado em homenagem a Irmã Dulce; texto vai para Câmara dos Deputados

22 de novembro de 2021, 20:11

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A Comissão de Educação do Senado aprovou um projeto de lei que cria o feriado de Santa Dulce dos Pobres, em homenagem a Irmã Dulce, que seria comemorado no dia 13 de março. O projeto é do senador Angelo Coronel (PSD-BA). A proposta ainda precisa ser analisada na Câmara dos Deputados e, caso aprovada, da sanção presidencial para entrar em vigor.

Irmã Dulce foi canonizada em outubro de 2019 e é a primeira santa genuinamente brasileira. Conhecida como “Anjo Bom da Bahia”, Santa Dulce dos Pobres tem o dia 13 de agosto como data oficial de celebração.

13 de março, data proposta para o feriado, é quando ela morreu. O relator do projeto, senador Flávio Arns (Podemos-PA), ressaltou que esse dia já é tradicionalmente voltado à lembrança de Irmã Dulce na Bahia.

Trajetória da santa
Nascida em 1914 em Salvador, Maria Rita de Sousa Brito Lopes Pontes, que ficou conhecida como “anjo bom da Bahia”, enfrentou as rígidas regras de enclausuramento da Igreja Católica para prestar assistência a comunidades pobres de Salvador, trabalho que realizou até a morte, em 1992.

Ingressou na vida religiosa como noviça na Congregação das Irmãs Missionárias da Imaculada Conceição, em São Cristóvão (SE). Em Salvador, passou a se dedicar a ações sociais. Em 1959, ocupou um galinheiro ao lado do Convento Santo Antônio e improvisou uma enfermaria para cuidar de doentes. Foi o embrião das Obras Sociais Irmã Dulce, que atualmente atende uma média de 3,5 milhões de pessoas por ano.

Milagres

Irmã Dulce teve dois milagres reconhecidos pelo Vaticano. Em 2001, orações em seu nome teriam feito parar a hemorragia de uma mulher de Sergipe que morreu durante 18 horas após dar à luz o seu segundo filho. Em 2014, o maestro baiano José Maurício Moreira voltou a enxergar após 14 anos de cegueira.

Correio24hs

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Igrejas silenciam vítimas de violência doméstica, dizem evangélicas

18 de julho de 2021, 17:06

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 “Ei, mulher! O que está acontecendo?? Esse tempo de dor vai passar… Você não está sozinha. A violência e a opressão não vão te paralisar. Deus está cuidando de você!”

Assim que disparou a mensagem em suas redes sociais, a cantora gospel Quesia Freitas, 36, começou a colher histórias de evangélicas que, como ela, foram alvo de violência doméstica, crime que afeta mulheres de todas as idades, religiões e classes.

Há, contudo, particularidades na experiência cristã que, muitas vezes, viram fonte de silenciamento.

Primeiro, há machismo embutido no discurso de alguns pastores que pregam a submissão feminina, baseados em versículos bíblicos como este do Novo Testamento: “Vós, mulheres, sujeitai-vos a vosso marido, como ao Senhor, porque o marido é a cabeça da mulher”

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Mulheres de fé também relatam mais dificuldade de quebrar o ciclo de agressões por aprenderem em suas igrejas que uma oração bem feita é melhor do que um boletim de ocorrência registrado.

O caso de Quesia extrapolou as paredes do templo quando, em novembro de 2020, viralizaram imagens do então marido a arrastando num shopping carioca. Reincidente, ele tinha por hábito dar tapas nela, puxar seu cabelo e até ameaçá-la de morte, segundo a cantora.

A brutalidade pública começou num dia de folga para os dois, ela conta à Folha. “Fomos tomar café da tarde e não tinha o achocolatado que ele queria. Ali ele já se estressou bastante. Depois fomos ao cinema, e ele continuava alterado. Meio irritado. Aí, comprei os ingressos para surpreendê-lo, e ele se irritou mais.”

Quesia diz que lhe perguntou o que estava acontecendo. “Do nada ele gritou: ‘Vamos embora agora!'”, reproduz sobre o homem com quem casara um ano antes. “Foi como um amor à primeira vista, mas ele já demonstrava ser uma pessoa estressada. Implicou com meu trabalho, minha família, meus amigos.”

Até na Agape Church, sua igreja, o marido a proibiu de ir sozinha, afirma. “Pra ele, todo mundo estava dando em cima de mim.”

O que Quesia passou só veio à tona porque seu irmão, o também cantor gospel Juninho Black, denunciou o cunhado na internet. “Resolvi trazer a publico o caso agora depois de perdoar varias vezes. […] Familia, nao quero que minha irma caia nas estatisticas de feminicidio.”

Haveria uma complacência maior em ambientes cristãos com episódios como o de Quesia? Dois lançamentos literários sustentam que sim e veem a mesma Bíblia que prega o amor ser usada por pastores para abafar a violência contra as irmãs de fé.

Dados com esse foco são escassos. A pesquisadora Valéria Vilhena, para sua tese de mestrado, levantou que quase 40% das atendidas na Casa Sofia, projeto social da Igreja Católica que acolhe vítimas de violência doméstica, se declaravam evangélicas.

“Os discursos teológicos predominantes reforçam a necessidade de a mulher se submeter ao marido, uma submissão que implica, em geral, certa subalternidade”, diz Marília de Camargo César, autora de “O Grito de Eva – A Violência Doméstica em Lares Cristãos” (Thomas Nelson).

Segundo César, o capítulo 5 da carta de Paulo aos Efésios -na qual ele ensina que, como cristãos, devemos nos submeter uns aos outros- é deturpado para justificar a frouxidão de líderes religiosos no tema. “Todo cristão deve ter uma atitude de disposição para servir o outro. É um chamado para todos, homens, mulheres, filhos, pais, servos, patrões. Todos. Só que as igrejas pregam Efésios 5 apenas na parte que fala ‘mulheres, sejam submissas a seus maridos’. O resto fica de fora.”

Seu livro traz relatos como o da professora Regina, 45: “Durante 30 anos eu aprendi isso. Está no livro de Efésios -eles nunca ensinavam o texto inteiro, só esta parte [da subjugação feminina]. É a frase mais cruel da Bíblia”.

Regina tinha 16 anos e nenhum namoro prévio quando conheceu o homem que viraria um marido que “queria ser o senhor da casa, controlar tudo, mandar na minha roupa, nos meus horários, saber com quem estava falando, onde eu tinha ido”. Uma história similar à de Quesia e à de tantas outras mulheres.

“Uma vez chegou do trabalho e colocou a mão em cima da TV para ver se estava quente. ‘Ficou na televisão o dia todo?’ Chamava-me de burra, de idiota”, ela contou à autora. Piorava na cama. “Fica sem falar comigo o dia inteiro, mas à noite chega com aquela mão pesada. E vai fazendo o que quer, como quer. Sem carinho, sem abraço. E me invade rispidamente, dolorosamente. Você quer gritar, mas não grita.”

Um clipe de Cassiane, cantora de alto quilate no segmento, virou amostra da evangélica que, nas palavras de César, “têm somente em Deus a esperança de escape de uma realidade de agressões físicas e psicológicas”.

Em “A Voz”, uma mulher ora de joelhos pelo marido alcoólatra, que bate nela e furta seu dinheiro para gastar na jogatina. Embalada pela letra sobre um Deus que “faz demônios saírem”, a sofredora sai de casa sem deixar de pedir a Deus pela conversão do marido, que por fim vem.

O vídeo repercutiu mal, e Cassiane acabou produzindo nova versão em que a protagonista liga para o 180 (número para denunciar violência contra a mulher).

A tradutora Silvia, 67, já viu esse filme antes. Casou em 1978 com outro evangélico. “Eu não percebia, ou não queria perceber, o quão machista ele era. Coisas do tipo: batom vermelho é muito chamativo, jeans de cintura baixa… Nada disso ‘ficava bem’ para uma moça crente”, diz à reportagem.

Ele passou a ser agressivo também com os dois filhos que tiveram. “Quando eu interferia para que não batesse nas crianças, ele me batia”, conta Silvia (seu nome foi trocado a pedido dela).

Mesmo cientes dos abusos, o pastor e os outros membros da igreja silenciaram. “Para o pessoal da igreja isso era normal. Acontecia com muitas jovens. E não havia lugar para este tipo de reclamações, que pareciam irrelevantes.”

A escalada de violência culminou no dia em que “ele chegou transtornado em casa, me bateu e começou a dizer que ia me matar, como que drogado”. Silvia pegou os filhos e foi embora de vez.

Ouviu recriminações do entorno religioso. “Se seu marido a trata mal é porque ela está errando em alguns coisa e não estava sendo uma esposa cristã”, escutou. “Mais de uma ‘irmã’ da igreja chegou a me perguntar o que de tão sério eu havia feito para ele tentar me matar.”

Para a tradutora, quando a cultura religiosa (que ela prefere nem classificar como cristã) “se omite em relação à opressão do patriarcado, ela favorece, sim, a violência doméstica”.

Em “A Bastarda de Deus” (Editora Noir), Júlio Chiavenato afirma que estão na Bíblia todos os preconceitos contemporâneos contra a mulher, a começar por Adão e Eva. Em Gênesis, após o casal comer o fruto proibido, Deus castiga a mulher para a eternidade: “Com dor darás à luz filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará”.

O autor reproduz passagens bíblicas para recompor uma visão tirânica sobre as mulheres. “A ideia de que a ‘filha mulher’ é para casar é tão antiga quantos as velhas escrituras hebraicas”, diz. Vide este trecho de Eclesiástico: “Casa a tua filha e terás concluído uma grande tarefa”.

O desprezo pela figura feminina era tamanho que personagens bíblicos ofereciam filhas virgens para salvar homens, aponta Chiavenato.

É o que Ló faz quando uma turba bate à sua porta pedindo que entregue dois anjos que vieram lhe pedir abrigo: “Traga-os para nós aqui fora para que tenhamos rela­ções com eles”. Ao que um dos protagonistas do Antigo Testamento propõe: “Olhem, tenho duas filhas que ainda são virgens. Vou trazê-las para que vocês façam com elas o que bem entenderem”.

Quesia, a cantora agredida no shopping, escolhe o Deus do amor para guiar sua vida. Com o irmão, idealizou o projeto Superei, “da qual sou apenas porta-voz de mulheres que trazem suas histórias”.

A artista diz que ajuda a conectar essas mulheres com quem pode ajudá-las, como empresários que dão oportunidades para elas terem autonomia financeira. Ela mesma, especialista em megahair, já deu cursos de graça para outras aprenderem o ofício.

Folhapress

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São Pedro: O Apóstolo de Jesus

29 de junho de 2021, 08:54

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O apóstolo São Pedro, conhecido também como Simão, Simeão e Cefas, foi um dos doze apóstolos escolhidos por Deus, e a título de curiosidade: entre os doze, foi um dos primeiros a serem escolhidos.

O Dia de São Pedro e São Paulo são celebrados em 29 de junho, estas são datas ecumênicas da Igreja Católica, em honra ao martírio dos apóstolos São Pedro e São Paulo. A festa de São Pedro é uma das mais comemoradas entre as populares “festas juninas”.

Por curiosidade no calendário católico, o Dia do Papa também é comemorado anualmente em 29 de junho, mesma data que homenageia Pedro, por ser considerado o primeiro Papa da história.

Quem foi São Pedro

Lembra-se do discípulo que negou a Jesus por três vezes? Lembra-se também que foi o mesmo discípulo que se levantou perante o Sinédrio para testemunhar sobre Jesus?

Em primeiro lugar, Pedro cumpriu sua missão como apóstolo quando chamado por Cristo para seguir seus passos e testemunhar a transformação que a Palavra de Deus proporciona.

Pedro era natural de Betsaida, um povoado de pescadores próximo a Cafarnaum. Em São Marcos 1:21, fala que Pedro também possuía casa em Cafarnaum.

A Família do Apóstolo Pedro e algumas de suas aparições na Bíblia

Pedro era irmão do apóstolo André, ambos tinham a pesca como ofício. Filho de Jonas, também pescador. O apóstolo Pedro era casado, e um dos milagres vivenciados por ele foi a cura de sua sogra, relatada em São Marcos 1:30.

Pedro falava o aramaico com grande sotaque da região da Galiléia (São Mateus 26:73; São Marcos 14:70); porém como tinha muito contato com os gentios, também falava um pouco de grego

Pedro conheceu a Jesus através de seu irmão André (João 1:41). O encontro aconteceu antes do Senhor começar seu ministério na Galiléia. Pedro e André continuaram com a pescaria durante certo tempo, até que foram chamados por Cristo enquanto estavam pescavam no mar da Galiléia, como é citado São Marcos 1:16s.

Devido a sua personalidade forte e impulsiva, era um líder nato entre os discípulos, conduzindo diversas situações. Foi ele, o discípulo que pediu para Jesus para encontrá-lo andando sobre as águas em meio a uma tempestade durante uma pesca. Quando viram Jesus sobre as águas e acharam que era uma assombração, como prova da verdade pediu ao próprio Senhor, que o conduzisse até Ele, andando sobre as águas (São Mateus 14:28-31)

A importância de São Pedro como Apóstolo

O apóstolo Pedro atuou de forma muito ativa e importante ao longo de seu ministério com Jesus. Foi um dos primeiros apóstolos a ser chamado, estava entre os três mais próximos de Jesus, e em muitas ocasiões agiu como líder dos Doze.

Sua relevância

São Pedro também tentou repreender Jesus, quando Ele profetizou sua própria morte iminente no Calvário, em São Mateus 16:22.

Uma certa vez, Jesus questionou seus discípulos sobre quem eles achavam que Ele era, se os discípulos o conheciam. Pedro foi o primeiro a declarar que Ele era o Cristo, o Filho do Deus vivo. Então Jesus atribuiu a resposta de  São Pedro como uma revelação de Deus que foi dada a ele.

Foi na mesma ocasião que Jesus disse a célebre frase: “tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela”, referenciada em São Mateus 16:18.

Nos últimos momentos do Senhor Jesus antes da crucificação, Pedro aparece de forma intensa nas passagens bíblicas. Junto a João, Pedro recebeu a missão de organizar a última ceia em Jerusalém, como mostra em São Lucas 12:8.

Foi Pedro quem se recusou permissão para que Cristo lhe lavasse os pés, porém foi advertido sobre a necessidade daquele ato do Senhor. (São João 13).

Pedro também caiu em pecado, foi ele o discípulo, que conforme Jesus havia dito, o negou três vezes antes que o galo cantasse. Duas vezes na ocasião que envolve a prisão e crucificação do Senhor. Mas diante do olhar de Cristo, que Pedro se arrependeu profundamente (São Mateus e São João 18:27).

Para finalizar as principais pincelados sobre Pedro como Apóstolo, ele ainda foi um dos poucos que viu Jesus Cristo ressurreto, como pode ser conferido em São Lucas 24:33,34; e na primeira carta aos Coríntios 15:5.

O primeiro Bispo de Roma

A Comunidade de Santa Sé, popularmente Roma foi fundada pelos apóstolos Pedro e Paulo. Além disso, também é considerada a única comunidade cristã fundada por mais de um apóstolo.

É por esse motivo que desde a antiguidade, Roma teve o primado sobre todas as outras dioceses. Se for analisado por este ponto de vista, o apostolado de Pedro continua sendo praticado até os dias de hoje pelo Bispado de Roma, segundo o catolicismo romano.

Faz chover, São Pedro

Apesar de ser considerado o senhor do tempo e das chuvas, São Pedro é padroeiro das causas difíceis e figura ímpar e exemplo fiel de um verdadeiro pregador de Cristo.

Igreja dedicada a São Pedro

São Pedro como um dos principais ministros de Cristo, ganhou inúmeras igrejas dedicadas ao seu nome mundo afora.

Porém podemos citar como principal e de maior destaque, a Basílica de São Pedro no Vaticano, onde até hoje estão guardados seus restos mortais.

A Basílica é reconhecida como a maior e mais importante templo do catolicismo e um dos locais cristãos mais visitados do mundo.

Possui uma área de 23.000 m², possuindo capacidade de abrigar mais de 60 mil devotos (mais de cem vezes a população do Vaticano).

A cúpula da Basílica de São Pedro possui uma característica dominante do horizonte de Roma. Decorado com cerca de 340 estátuas, entre eles santos, mártires e anjos.

A Basílica fica situada na Praça de São Pedro, no Vaticano e possui contribuições históricas como a de alguns dos maiores artistas da humanidade, como Michelangelo, Rafael e Bernini.

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Papa Francisco e Bento 16 tomam primeira dose de vacina contra a Covid-19

14 de janeiro de 2021, 10:55

Foto: Reprodução

O papa Francisco, 84, e o papa emérito Bento 16, 93, receberam a primeira dose da vacina contra o coronavírus, de acordo com um comunicado do Vaticano divulgado nesta quinta-feira, 14.

Os dois líderes católicos fazem parte do grupo de risco da doença devido à idade avançada. Segundo um porta-voz da Santa Sé, o pontífice argentino foi vacinado nesta quarta, 13, e o alemão na manhã desta quinta.

Na semana passada, Francisco confirmou que participaria da campanha de imunização e criticou o “negacionismo suicida” de quem se opõe à vacinação. “Acredito que do ponto de vista ético todos devem ser vacinados, porque você não só põe em risco a sua saúde, a sua vida, mas também a dos outros”, disse o pontífice.

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