Jacobina: Número de infectados pelo Coronavírus deverá se aproximar de 1.500 até domingo, dia de eleição

10 de novembro de 2020, 15:29

Desde a confirmação do primeiro caso, em 3 de abril até hoje, o município tem uma média de mais de 6 casos por dia (Foto: Notícia Limpa)

“Nunca imaginava que fosse está viva para presenciar tanta insensatez e irresponsabilidade diante um mal evidente, que mata. As pessoas se comportam como se tivessem perdido o sentido da vida”. Este é o desabafo da auxiliar administrativa Érika Rios que assim como muitos moradores de Jacobina estão apreensivos com o aumento de casos do novo coronavírus e a ausência da prevenção contra a doença.

No município, até a divulgação do último Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde local, 1.374 pessoas já foram infectadas e 13 morreram, desde o primeiro caso registrado em 3 de abril deste ano. Conforme a divulgação, 921 estão curadas e 129 aguardam resultado do Laboratório Central da Bahia (Lacen). Dos 50 leitos de enfermaria disponíveis, 8 estão ocupados e das 10 vagas na UTI, 1 está ocupada. Se a média continuar a mesma das últimas semanas, até domingo (15), dia da eleição, os números de infectados na cidade se aproximarão dos 1.500 casos.

Um dado curioso é a quantidade de mulheres na faixa etária entre 20 a 29 anos. De acordo ao levantamento são 162 mulheres contaminadas contra 128 homens. O grupo feminino aparece na frente também na faixa etária entre 60 e 69 anos, com 43 casos positivos, enquanto o grupo masculino soma 29. A faixa-etária com maior número de contaminados é a de 30 a 39 anos, e os números são altos para ambos os sexos, homens (211) e mulheres (183).

Os bairros com maiores incidências são o Félix Tomaz com 120 confirmações, seguido por Mundo Novo com 112, Leader (108), o Peru (86), o Centro (78), Serrinha (66), Caeira (62), Jacobina 3 (54) e índios (52). Na zona rural o distrito do Junco aparece na liderança com 56 casos confirmados, em seguida aparece Caatinga do Moura com 31, Lages do Batata com 29 e Pé de Serra com 15.

Eleitor com febre ou covid-19 deve ficar em casa nessas eleições

O eleitor com febre ou que teve covid-19 nos últimos 14 dias antes da votação não deve comparecer às urnas. A recomendação é do próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ausência deve ser justificada em até 60 dias, com apresentação de atestado médico ou teste positivo para a covid-19. Conforme informação do órgão, a justificação pode ser feita em qualquer cartório eleitoral ou pelo aplicativo e-Título. E para quem for votar, o TSE recomenda levar a própria caneta, usar máscaras, manter distância das pessoas e limpar as mãos com álcool em gel.

Como aumentar a imunidade rapidamente 

Para aumentar a imunidade rapidamente deixando o corpo mais forte no combate aos agentes agressores deve-se:

Adotar bons hábitos de saúde, realizando atividade física, dormindo adequadamente e evitando situações de estresse;

Evitar o cigarro ou estar exposto ao cigarro;

Expor-se ao sol diariamente, de preferência até as 10 horas da manhã e depois das 16 horas, sem protetor solar, para aumentar a produção de vitamina D no organismo;

Consumir alimentos saudáveis e manter uma dieta equilibrada, que inclua o consumo de frutas, verduras e legumes, de preferência orgânicos ou produzidos em casa sem agrotóxicos;

Evitar ao máximo fast food e alimentos industrializados e comidas congeladas como pizzas e lasanhas, por exemplo, pois contém substâncias que promovem a inflamação do organismo;

Evitar tomar remédios sem orientação médica;

Beber cerca de 2 litros de água mineral ou filtrada todos os dias. 

Além disso, caso tenha alguma doença causada por vírus, como gripe, por exemplo, é importante evitar frequentar lugares públicos fechados, como shopping, teatros e cinemas, além de ser importante lavar as mãos frequentemente com água e sabão, assim como evitar tocar os olhos, nariz e a boca com as mãos sujas. Dessa forma, é possível reduzir o risco de adquirir a doença e de haver o desenvolvimento de complicações, principalmente no caso da pessoa possuir o sistema imunológico mais fraco.

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