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Polo de agroindústrias familiares entregue em Pindobaçu fortalece agricultura familiar na região
20 de novembro de 2023, 12:59

Foto: Feijão Almeida/GOVBA e Divulgação
Quatro novas agroindústrias familiares foram entregues, neste domingo (19/11), pelo Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), no município de Pindobaçu, localizado no território Piemonte Norte do Itapicuru, para fortalecer a agricultura familiar e a economia local e regional.
Entre as inaugurações estão a de uma unidade de beneficiamento de licuri e unidades de classificação e seleção de frutas e hortaliças, de beneficiamento de mandioca e de produção de óleo babaçu. Foram entregues também equipamentos que modernizam as unidades e tratores, máquinas e implementos agrícolas.
Para o diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, essas entregas estruturantes para a agricultura familiar promovem o desenvolvimento sustentável não só para o município, mas para a Bahia. “São recursos aplicados no município que ampliam as possibilidades não só para a agricultura familiar local, mas de toda a Bahia, proporcionando melhores condições de trabalho e de renda para essas famílias e aumento da produção de alimentos em todo o estado”.
As ações fomentam e ampliam a produção da agricultura familiar no município, visando agregar maior valor à produção das famílias agricultoras e extrativistas, a partir da introdução de tecnologias para o desenvolvimento dessas atividades com melhores condições de trabalho, beneficiando as produções para garantir a comercialização e autonomia financeira dessas famílias.
“Pelo que a gente já viveu antes, a gente já evoluiu muito. A gente pegava as frutas na roça e não passava por nenhum tipo de beneficiamento e com essa unidade, vamos ter todo esse processo de higienização, seleção e qualificação. A gente só tem a ganhar porque vai melhorar a qualidade dos nossos produtos e eles vão ser mais valorizados. Essa é uma grande conquista da comunidade que tem um grande potencial de frutas e verduras”, ressaltou João de Jesus, presidente da Associação dos Produtores Rurais Grota do Ferreira, que recebeu a unidade de Seleção de Frutas e Hortaliças.
As famílias da comunidade Serra de Carnaíba também terão a possibilidade de produzir e comercializar quase três mil litros de óleo de babaçu por dia com a entrega da Unidade Simplificada para Produção do Babaçu. Antes, os pequenos produtores produziam 200 litros por dia do óleo. A unidade de beneficiamento também viabiliza a produção de 1.550 quilos de farinha de coco, 1.800 quilos de ração farelo e 65,7 toneladas de biomassa de coco babaçu. Foram mais de R$ 500 mil destinados à construção e estruturação da unidade produtiva.
“A entrega dessa unidade vai melhorar a vida em tudo, porque a gente não tinha sede própria e trabalhava com uma quantidade reduzida de produtos. Agora, poderemos ter novos associados e, com isso, aumentar a produção, exportando e gerando uma renda a mais para as famílias”, comemorou Diego Lima, fiscal da Associação dos Agricultores de Serra da Carnaíba.
Outras ações
O Governo do Estado autorizou convênio com o Consórcio Público de Desenvolvimento Sustentável do Território Piemonte Norte do Itapicuru, para ações de fortalecimento das cadeias produtivas do leite, mandioca e mel. O aporte de R$ 1,6 milhão tem a meta de ampliar a renda líquida da unidade de produção familiar de R$ 1.000,00 para R$ 1.600,00 ao final de dois anos. A previsão é de que 600 agricultores familiares de Senhor do Bonfim, Pindobaçu, Campo Formoso, Andorinha, Jaguarari e Antônio Gonçalves sejam diretamente beneficiados.
Foi firmado ainda convênio, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com a Associação de Assentados e Assentadas do projeto de assentamento Nova Canaã para a implantação de ações de melhoramento genético de rebanhos bovinos, ovinos e suínos.
Secom/Ba.
Mulher diz que não quer que motoboy negro encoste no seu lanche: “Mande um branco”
16 de novembro de 2023, 14:08
Foto: Reprodução
Uma pastelaria em Campo Bom, no Rio Grande do Sul, recebeu uma mensagem racista na noite de terça-feira, 14. Nas observações de um pedido feito pelo aplicativo iFood, a cliente anotou que não queria um entregador negro: “Última vez veio um motoboy negro, peço a gentileza que mande um branco, não gosto de pessoas assim encostando na minha comida”, escreveu.
Além do comentário racista na observação do pedido, a cliente enviou a mesma mensagem pelo chat do aplicativo ao estabelecimento. Daniela Rodrigues, dona da franquia de delivery de pastéis “Hora do Pastel” em Campo Bom, respondeu a mensagem repudiando a fala racista da mulher e dizendo que fará uma denúncia contra ela no próprio aplicativo.
Ainda na mensagem à resposta a cliente, Daniela conta que o entregador negro que Andressa citou é o também dono da empresa, Gabriel Fernandes da Cunha. “Pois seu pedido será cancelado imediatamente e irei fazer uma denúncia contra o seu perfil. Faça o favor de não comprar mais na minha loja. Esse motoboy negro é o dono da empresa!”, escreveu.

Daniela Rodrigues e Gabriel Fernandes da Cunha são casados e sócios. Segundo o g1, o casal registrou a ocorrência na 3ª Delegacia de Polícia Regional como injúria racial consumada.
Mas o responsável pelo comentário racista ainda não foi identificado. De acordo com a investigação, o endereço da suposta cliente, que se identificou no app como Andressa Oliveira, não existe. “Temos uma junta de advogados nos apoiando, e vamos descobrir quem é. Porque tem que ter alguém por trás, principalmente quando se trata de uma conta no aplicativo”, disse a proprietária do estabelecimento, Daniela Rodrigues, ao g1.
A franquia “Hora do Pastel” se pronunciou no Instagram e declarou apoio aos franqueados da loja de Campo Bom. “Tamanha agressão não passará impune. Não ao racismo”, diz a mensagem.
Em nota ao Terra NÓS, o IFood afirma que repudia veemente qualquer atitude racista, seja ela física ou verbal. A empresa de delivery tomou conhecimento do comentário racista e prontamente identificou o usuário, que criou a conta no aplicativo no dia 14/10/2023 e realizou apenas um pedido, que foi feito à pastelaria na cidade de Campo Bom. O IFood informa que está tomando as medidas cabíveis contra o caso e para o bloqueio do cliente da plataforma.
Terra
Como nasceu a cachaça: a origem da bebida mais emblemática do Brasil
25 de outubro de 2023, 11:17

Foto: Valter Campanato - Agência Brasil
“Se você pensa que cachaça é água, cachaça não é água não…”, já dizia uma famosa marchinha de Carnaval brasileira. A cachaça é uma bebida alcoólica destilada da cana-de-açúcar que tem variação de 38% a 48% de álcool, segundo a regulamentação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil (Mapa).
Sua origem remonta ao início da colonização do país, mas a cachaça só se tornou um produto com indicação geográfica controlada como “Cachaça do Brasil” em 2001, pelo decreto 4.062 do governo federal. Desde então, somente pode receber essa denominação a bebida produzida em solo brasileiro e seguindo certos critérios.
Mas quais são as características desse destilado que fazem dele tão único? Como a cachaça surgiu? E qual drink feito de cachaça ganhou fama internacional? Descubra essas e outras curiosidades sobre a bebida ícone do Brasil, a seguir.
A origem da cachaça
O historiador brasileiro Luís da Câmara Cascudo foi um dos primeiros intelectuais a se dedicar em desvendar como surgiu a cachaça e, em seu livro “Prelúdio da Cachaça”, publicado originalmente em 1968, conta que as primeiras bebidas destiladas a partir da cana-de-açúcar datam do século 16.
Já em outro livro, o “200 Anos, 200 Cachaças – A Evolução da Cachaça, da Independência aos Dias de Hoje, Contada em 200 rótulos”, lançado em 2022 pelo Mapa, Gilberto Freyre Neto, cita seu célebre avó (o sociólogo, historiador e antropólogo Gilberto Freyre) ao comentar que a cachaça possui mais de 500 anos de história.

A cachaça é uma bebida destilada feita a partir da cana-de-açúcar Foto de Marcelo Casal JR. (Agência Brasil)
O Instituto Brasileiro da Cachaça vai além e atribui o ano exato de 1516 para a primeira destilação de cachaça no país, na então Feitoria de Itamaracá, onde atualmente é o estado de Pernambuco, no Nordeste brasileiro.
Por conta de sua origem secular, a cachaça é considerada o 1º destilado das Américas, sendo a “mãe do rum” – cujo processo foi implementado no Caribe, precisamente na ilha de Barbados, em 1655, pelos holandeses expulsos de Pernambuco em 1654, explica uma linha do tempos sobre a bebida no site do Mapa.
Quais as características da cachaça
A cachaça, também popularmente conhecida como “pinga” no Brasil, é uma bebida destilada feita a partir da cana-de-açúcar com características próprias que a diferenciam de outros tipos de aguardente também feitas com a mesma matéria prima ou similares.
Ela já tinha seu sabor único, mas depois de ser estabelecida por lei como a primeira Indicação Geográfica do Brasil em 2001, em decreto federal elaborado com base no Acordo TRIPS/OMC (Acordo sobre Aspectos dos Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados ao Comércio, no âmbito da Organização Mundial do Comércio – a OMS), a cachaça passou a ter uma definição muito mais específica.
Como esclarece o Anuário da Cachaça publicado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento do Brasil (Mapa), a cachaça é denominação típica e exclusiva da aguardente de cana produzida no Brasil, com graduação alcoólica de 38 a 48% em volume, a 20ºC, obtida pela destilação do mosto fermentado do caldo de cana-de-açúcar com características sensoriais peculiares, podendo ser adicionada de açúcares até seis gramas por litro (≤ 6g/L de açúcar).
Por conta de sua indicação geográfica estabelecida, a cachaça já é uma bebida protegida e reconhecida como tal no Chile, no México, nos Estados Unidos e na Colômbia, como explica o site do Instituto Brasileiro da Cachaça.
A famosa “caipirinha”, o drinque feito de cachaça

Um limão fresco adorna a borda de uma caipirinha gelada, a bebida nacional do Brasil feita aqui com cachaça orgânica local. Foto de Fernando Preto Mariano
Com variações de cor e sabor (já que esse destilado pode ser armazenado e envelhecido em mais de 30 tipos diferentes de madeira, resultando diferentes gostos e tons), a cachaça muitas vezes é bebida pura e em pequenos copos, sendo degustada lentamente por conta de sua alta graduação alcoólica.
Mas seus apreciadores foram além e, ao longo do tempo, criaram misturas e coquetéis utilizando a cachaça como base. A mais famosa bebida com cachaça, seguramente, é a caipirinha – que é feita da combinação de gelo, açúcar, limão tahiti e cachaça.
Sua origem exata é incerta. O historiador Luís da Câmara Cascudo afirma, em seu livro sobre a cachaça, que a caipirinha foi criada em meados do século 19 por fazendeiros da região de Piracicaba, cidade do interior do estado de São Paulo. As pessoas nascidas na região são popularmente chamadas de “caipira”, e daí viria a origem do nome “caipirinha”, dado ao drinque.
Mas outros estudiosos atribuem sua origem ao ano de 1918 como resultado de uma possível mistura para tratar gripes surgida também no interior de São Paulo. Seria quase como um xarope, no qual se misturava cachaça, limão, alho e mel. Essa é a versão da história reconhecida pelo Instituto Brasileiro da Cachaça.
O fato é que a caipirinha ganhou fama e passou a ser o drink típico do Brasil há cerca de um século e, pouco a pouco, virou também um dos símbolos do país sendo encontrado em bares e restaurantes de diversos lugares do mundo todo. Em 1995, o drinque passou a fazer parte da lista internacional de coquetéis da IBA (International Bartenders Association).
NATIONAL GEOGRAPHIC BRASIL
Corpo de ‘sereia misteriosa’ aparece em praia de Papua-Nova Guiné
24 de outubro de 2023, 10:27

Foto: Reprodução
Moradores de ilha Simberi, em Papua-Nova Guiné, encontraram no mês passado os restos mortais de uma criatura em forma de peixe que causou surpresa e acabou se transformando em uma polêmica nacional. Sem conseguir obter uma explicação, as pessoas têm chamado o cadáver de sereia “globster”, palavra usada em inglês para qualquer tipo de massa orgânica misteriosa.
Considerada por enquanto como um suposto mamífero marinho, a criatura ainda não teve um diagnóstico de consenso entre os especialistas entrevistados pelo portal científico WordsSideKick.com.
“Estranha criatura marinha morta em forma de sereia apareceu na costa da Ilha Simberi esta manhã. Alguém com explicação para identificá-la?”, provoca uma postagem no perfil New Irelanders Only (NIO) do Facebook. A ilha vulcânica Simberi, no mar de Bismark, faz parte da província da Nova Irlanda, em Papua-Nova Guiné. Sua população não excede 1 mil habitantes.
O que dizem os especialistas sobre a “sereia globster”?
De acordo com Erich Hoyt, pesquisador da ONG britânica Whale and Dolphin Conservation (WDC), “isto parece um dugongo morto há muito tempo”, disse ele ao Daily Mail. “Primo” do nosso peixe-boi, o dugongo (Dugong dugon) é um mamífero marinho herbívoro conhecido popularmente como vaca-marinha. Entrevistado pela WordsSideKick.com, o cientista-chefe da Pacific Whale Foundation no Havaí, concorda com a hipótese de o globster ser um dugongo.
Já a cientista ambiental Helene Marsh, da Universidade James Cook, na Austrália, não quis arriscar e disse à plataforma que a sereia globster é um mamífero marinho não especificado. Outra especialista em mamíferos marinhos, Sascha Hooker, da Universidade de St Andrews, na Escócia, defendeu que os restos mortais são provavelmente de um “cetáceo muito decomposto”.
Um dos especialistas chegou até a sugerir a possibilidade de a sereia globster ser um falecido tubarão, mas a maioria dos estudiosos do assunto refutaram a teoria, dizendo que o formato da cauda, as nadadeiras e a coluna da criatura não são parecidas com as de um tubarão.
Afinal, o que é na realidade a sereia globster?
Sem informações precisas sobre o tamanho e o peso dos restos do animal marinho, porque os moradores não fizeram qualquer tipo de medição, fica difícil para os especialistas, à distância, fazerem qualquer tipo de suposição fundamentada.
Além disso, nenhum morador teve condições, ou equipamento, para coletar amostras de DNA, tornando praticamente impossível a identificação do corpo. Agora, decorrido um mês da descoberta, qualquer tipo de pesquisa fica ainda mais difícil, porque os residentes de Simberi optaram por enterrar os restos do animal.
Dugongo, baleia, golfinho ou tubarão, a verdade é que provavelmente jamais teremos certeza da verdadeira identidade da sereia globster da ilha de Simberi. Na falta de uma explicação plausível, fica um comentário do Facebook: “Deve ter sido uma velha sereia que veio na época do seu falecimento, e então morreu”.
Mega Curioso
Caém: Obras da nova Creche Mãe bebé são retomadas e os trabalhos estão a todo vapor
18 de outubro de 2023, 11:28

Foto: Ascom/PMC
Mais uma grande e importante intervenção física está acontecendo em Caém, a retomada da obra da nova Creche Mãe Bebé.
A Prefeitura de Caém, através da Secretaria Municipal de Educação, retomou a construção da nova Creche Mãe Bebé, obra que estava paralisada há anos. O empreendimento vai poder atender as necessidades de vagas para as mães de famílias que precisam de um lugar seguro para deixar os filhos na hora de ir para o trabalho.
A obra que tem um custo de mais de 600 mil reais será executada com recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), com uma contrapartida de mais de 200 mil reais do município. A previsão de entrega é para o início de 2024.
Conforme o prefeito Arnaldo Oliveira (Arnaldinho,) que esteve nesta terça-feira (17), vistoriando a construção da creche vai suprir a grande demanda por vagas necessárias na cidade.
“Nossa administração tem investido muito em melhorias em áreas fundamentais para o desenvolvimento do nosso município com ênfase nas áreas da educação, saúde, assistência social e infraestrutura. Na educação por exemplo, temos trabalhado pela valorização dos profissionais e na melhoria dos locais de trabalho e de aulas, com constantes melhorias, reformas e ampliações de nossas unidades escolares.. Estamos trabalhando firmes com obras importantes com o compromisso de proporcionar sempre o bem-estar da população”, ressaltou Arnaldinho.
Escolas estaduais mobilizam estudantes para as avaliações do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb)
18 de outubro de 2023, 11:16

Foto: Amanda Chung
As escolas da rede estadual de ensino estão mobilizadas para a realização das provas do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que serão realizadas a partir do dia 23 de outubro, em todo o país. A avaliação, que é feita pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC), subsidiam no diagnóstico da Educação Básica brasileira e de fatores que podem interferir no desempenho do estudante, além de oferecer elementos para a formulação, a reformulação e o monitoramento das políticas públicas.
As avaliações são aplicadas em escolas públicas e privadas, localizadas em zonas urbanas e rurais, que possuam estudantes matriculados no 2º ano, no 5º ano e no 9º ano do Ensino Fundamental e na 3ª série e 4ª série do Ensino Médio e suas modalidades, como Educação Profissional e Tecnológica e, também, para turmas de creche ou pré-escola da etapa da Educação Infantil. As médias de desempenho dos estudantes, apuradas no Saeb, juntamente com as taxas de aprovação, reprovação e abandono, apuradas no Censo Escolar, compõem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).
A secretária da Educação do Estado, Adélia Pinheiro, destacou que o Estado desenvolve uma série de ações com foco na qualidade da educação. Ela citou, como exemplo, questões como o uso de plataformas digitais para recomposição da aprendizagem; a realização de aulões e simulados; a aplicação de provas de Língua Portuguesa e Matemática pelo Sistema de Avaliação Baiano de Educação (Sabe), realizadas de 2 a 27 de outubro, além da valorização da carreira do magistério público estadual.
Ela chama a atenção, no entanto, que um dos critérios para os indicadores do SAEB é a participação dos estudantes. “É muito importante o engajamento de todas as redes públicas de ensino para que possamos garantir a participação nas avaliações do Saeb. A taxa de participação é um critério para divulgação dos resultados das aplicações censitárias. Tenho certeza do compromisso e do engajamento das nossas escolas, dos dirigentes, educadores e, principalmente, dos nossos estudantes”, afirmou.
Ascom/SEC
Cão mora em delegacia enquanto dono está preso
15 de agosto de 2023, 13:49

Foto: Reprodução
Reencontros são sempre emocionantes para todos, e não foi diferente para um cachorrinho da cidade de Cascavel, no Oeste do Paraná, que encontrou seu dono após 90 dias separados. Acontece que o homem estava detido durante esse período.
De acordo com informações, o cãozinho passou a morar nas dependências da Delegacia de Polícia Civil de Cascavel enquanto seu tutor estava detido. Por três meses, o “caramelo” ficou no local e aguardou pacientemente pela soltura do dono.
O esperado reencontro aconteceu no último último sábado (12), e um vídeo do momento mostram a pura felicidade do cãozinho. As imagens mostram uma cena de felicidade tripla: o cachorro por reencontrar o dono, o homem por rever o animal de estimação e também por “ganhar” a liberdade novamente.
Não há informações por qual crime o homem teria ficado detido por cerca de 90 dias na Delegacia da PC de Cascavel.
*Com informações do portal de notícias CGN.
Cantor de brega funk morre aos 29 anos após ser baleado durante festa
14 de agosto de 2023, 16:22

Foto: Reprodução
O cantor de brega funk Sergio Murilo Gonçalves Filho, conhecido como MC Serginho Porradão, e uma mulher morreram após serem baleados, no domingo (13), em Recife (PE). A informação foi confirmada ao UOL pela assessoria de imprensa da Polícia Civil.
O duplo homicídio foi registrado por meio da equipe de Força Tarefa de Homicídios da Capital, nesta segunda-feira (14).
“As vítimas, um homem de 29 anos e uma mulher, ainda não identificada, deram entrada em uma unidade hospitalar com perfurações de arma de fogo, porém não resistiram”, informou.
Os dois teriam sido encontrados próximo a praça Bola na Rede, no bairro de Guabiraba, de acordo com informações da Polícia Civil. “As investigações seguem até elucidação do crime”, completou.
Segundo o site Metrópoles, testemunhas informaram que o artista tentava separar uma confusão entre um homem e uma mulher, quando foi baleado. Ele estava em uma festa do Dia dos Pais.
Doença de Chagas pode ser transmitida pelo açaí e caldo de cana; veja como evitar
12 de julho de 2023, 08:54

Foto: Reprodução
A Vigilância Epidemiológica da Bahia emitiu um alerta sobre o surto de transmissão oral da doença de Chagas após a confirmação de cinco casos e uma morte no primeiro semestre. Causada pelo parasita chamado Trypanosoma cruzi, a doença é tradicionalmente conhecida por ser transmitida pela picada do inseto barbeiro, mas a sua transmissibilidade mudou de perfil nos últimos anos.
Quais os cuidados com alimentos?
A transmissão oral da doença de Chagas se dá pelo consumo de alimentos contaminados. Segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia, atualmente a maioria dos casos (cerca de 70% deles) é de transmissão por alimentos contaminados. Os principais deles são o açaí e o caldo de cana, a popular garapa.
O açaí mais consumido no Brasil é o industrializado e o problema não é ele. Esse açaí passa por um aquecimento a 80°C, resfriamento e lavagem, que inativa o protozoário e torna o produto seguro para o consumo. O problema é a ingestão desse alimento quando preparado de forma caseira, por pequenos produtores, que colhem a fruta e vendem o alimento in natura em pequenos estabelecimentos comerciais.
A garapa também pode ser fonte de contaminação quando é feita de maneira artesanal. O problema ocorre quando o inseto ou suas fezes são moídos junto com a cana-de-açúcar, dando origem à bebida.
“O barbeiro se instala entre o caule e as folhas da cana-de-açúcar e, quando acontece a moagem para a produção da garapa, ele pode ser moído junto, causando a contaminação do alimento e, consequentemente, da pessoa que o consome”.
Veridiana Silva de Andrade, cardiologista professora na Unifesp e diretora da Sobrac (Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas
O que fazer para evitar?
A principal maneira de evitar a transmissão oral da doença é a higienização dos alimentos. Não consumir aqueles sem procedência e em locais onde a limpeza ou maneira de preparo sejam duvidosas.
“Não são todos os estados que enfrentam o surto da doença por contaminação alimentar, mas é sempre importante ficar atento aos locais onde vai se alimentar, à limpeza e higienização do produto que será consumido sem o processo de industrialização”.
Valeria Paes, infectologista do Hospital Sírio-Libanês, em Brasília
Vale verificar se o local tem aprovação da Vigilância Sanitária para manipular e vender alimentos. Esse certificado deve ficar exposto e de fácil visualização para o consumidor. Vendedores com barracas nas ruas precisam ter essa aprovação.
“A pessoa pode perguntar no estabelecimento, pedir informações sobre isso e sobre a procedência do alimento. No caso do açaí vendido em potes, basta verificar se a marca tem o selo da Vigilância Sanitária. Se tiver, é sinal de que esse alimento foi pasteurizado e pode ser consumido tranquilamente”.
Fernando Bruetto Rodrigues, cardiologista do Hospital de Base de São José do Rio Preto (SP).
Em locais onde há surto da doença, como na Bahia, ações públicas da Vigilância Sanitária e outros órgãos fiscalizadores ajudam a controlar a proliferação da doença.
“A prevenção da transmissão oral é feita com ações de intensificação da Vigilância Sanitária e inspeção de alimentos em todas as etapas de produção que são suscetíveis à contaminação”.
Veridiana Silva de Andrade.
A doença
A doença de Chagas tem duas fases: a aguda, também conhecida como silenciosa, e a crônica. O diagnóstico é feito por exame de sangue.
Na fase aguda, não há sintomas e a pessoa pode passar anos sem saber que possui a doença. Já na fase crônica, há complicações cardíacas com arritmias e aumento do volume do coração.
Outros sintomas são:
Febre prolongada (mais de 7 dias);
Desmaios Fraqueza;
Dor no peito;
Falta de ar
Tosse Inchaço nas pernas ou no rosto;
Dores abdominais;
Dores de cabeça;
Crescimento do baço e do fígado;
Manchas vermelhas na pele;
Inflamação das meninges.
Dia da Pizza: curiosidades sobre a redonda que conquistou os brasileiros
10 de julho de 2023, 15:49

Foto: Reprodução
Um dos maiores símbolos da Itália atualmente, a pizza desembarcou em solo nacional junto dos imigrantes italianos do Sul e acabou por conquistar o coração dos brasileiros em pouco tempo.
A redonda é tão importante e amada por aqui que ganhou até uma data para chamar de sua, com o Dia da Pizza, comemorado no dia 10 de julho.
A data foi instituída em 1985 após um concurso do estado de São Paulo idealizado pelo então secretário do turismo Carlos Luiz de Carvalho, que, à época, elegeu as 10 melhores receitas paulistas.
A data caiu então no gosto das pizzarias a nível nacional, que adotam a ocasião informalmente e realizam ofertas e combos para aquecer o comércio.
A paixão é tanta que os números surpreendem: segundo a Associação de Pizzarias Unidas do Brasil (APUBRA), o Brasil conta com cerca de 112 mil pizzarias ativas – número que considera apenas as empresas evidenciadas pelo código de atividade (CNAE) e estão cadastradas na Receita Federal.
Deste montante, São Paulo sai na frente perante os demais estados: a entidade estima que são 26.160 pizzarias ao todo.
Uma fatia da Itália
Porém, mesmo as redondas sendo hoje um símbolo da gastronomia italiana, a realidade nem sempre foi assim. Na verdade, as pizzas acabaram por se popularizar primeiro justamente no Brasil e depois na própria Itália.
No território europeu, as pizzas eram consumidas principalmente pelas camadas mais pobres da população do Sul, especialmente em Nápoles e região.
Especializada em gastronomia e pesquisadora em História da Alimentação, ela estudou por cerca de três anos a chegada da iguaria em solo brasileiro.
Em busca da identidade da pizza paulistana, ela se deparou com uma bibliografia escassa. As referências se debruçavam principalmente sobre aspectos mais técnicos ou eram histórias autorreferentes de pizzarias famosas.
Mas como a pizza saiu da Itália, chegou ao Brasil e foi aclimatada por aqui? Com auxílio de pizzaiolos, donos de pizzarias e herdeiros desses estabelecimentos, a jornalista pôde traçar um caminho sobre este prato na capital paulista, que depois ganhou o coração – e o paladar – do resto do Brasil.
A seguir, confira alguns fatos sobre a chegada e a popularização pizza por aqui em conversa com Flávia.
Qual a origem da pizza?
No Egito antigo já existiam os pães, assim como começaram a trabalhar com a fermentação e a fabricação de fornos. Foi na Itália que a pizza ganhou o molho de tomate e, assim, começou a assumir uma cara que conhecemos hoje.
Regional ou nacional?
A pizza na Itália não era um prato nacional, mas sim regional, da zona portuária de Nápoles. Era uma comida da classe operária, dos mais pobres.
Elas eram feitas em discos simples de massa com molho de tomate, em que se colocava ingredientes que se tinha à mão, como queijos, e peixes secos. Assim, eram comercializadas em estabelecimentos simples, em bancadas e até por meio de vendedores ambulantes.
Tinha uma característica de ser uma comida fácil de se comer com a mão, sem talher, em trânsito. Para se ter uma ideia, a pizza demorou mais tempo pra se difundir na Itália do que no Brasil. Ela virou um prato nacional em território italiano muito depois que a gente já tinha a pizza aqui em nosso país.
A pizza no Brasil
Foi com essa roupagem de comida mais pobre que ela chegou a São Paulo. A segunda leva de imigrantes que chegou na capital paulista, no início do século 20, era do Sul da Itália, onde se comia pizza.
Eles chegaram aqui e queriam comer algo que lembrasse de casa. Assim, a pizza começou a ser vendida por ambulantes e comercializada na porta das fábricas desde manhã cedo.
Era uma comida barata que matava um pouco a saudade de casa e só depois passou a ser comercializada em restaurantes e estabelecimentos próprios.
A primeiras pizzarias no país
Primeiro, antes delas chegarem às pizzarias, as pizzas começaram a ser feitas nas casas dos imigrantes. Alguns estudiosos relacionam isso ao fato de comermos pizza mais no período da noite, uma vez que as mulheres dos imigrantes faziam as pizzas quando o sol baixava para reunir os amigos, pois durante o dia todos estavam trabalhando.
Informalmente, esse processo de fazer a pizza para amigos é o que pode ter dado a origem para pequenos negócios.
A primeira pizzaria como tal que se tem notícia pertencia a um imigrante chamado Carmino Corvino. Ele vendia essas pizzas como ambulante na rua e foi em 1910 que inaugurou um estabelecimento.
As pizzas “abrasileiradas”
A farinha de trigo era uma questão básica. No meu entender foi a falta de uma farinha de trigo de qualidade, como se usava na Itália, que gerou características da pizza paulistana como a conhecemos: com uma massa fininha e crocante.
A pizza napolitana, originalmente, é fofa e alta. Para isso você precisa de uma farinha boa. Isso no Brasil era impossível no começo do século 20.
Primeiro porque não tínhamos moinhos. Mesmo depois com a inauguração dos primeiros moinhos, o trigo que chegava para se fabricar a farinha era péssimo, e chegava rançoso, velho e era mal armazenado.
Em algumas casas, durante a guerra, quando houve a falta de farinha, chegou-se até a moer macarrão que vinha pronto da Itália para que ele se transformasse novamente numa farinha e aí fazer a pizza.
Excesso de cobertura
Outra característica da pizza paulistana é o excesso de cobertura. Há várias teorias: tem gente que diz que na Itália havia uma carência de ingredientes em grande quantidade e aqui no Brasil havia fartura.
Há pessoas, porém, que dizem o contrário: quem vem de um período de carência da guerra tem uma cultura do não desperdício.
Há também teorias que falam que os donos de pizzarias em São Paulo não faziam as pizzas, quem colocava a mão na massa eram os empregados. Então estes funcionários passaram a recheá-las com ingredientes de acordo com a própria cabeça.
Fato é que a pizza com toneladas de queijo e cobertura é uma característica paulistana, que acabou virando uma caraterística brasileira.
Pizza só no domingo!
Em São Paulo ela assumiu essa característica de ser compartilhada, ao contrário da pizza napolitana que é individual.
Foi aqui que começamos com essa cultura de fazer uma pizza grande para ser colocada no centro da mesa e comer com outras pessoas. A partir do momento que ela vira uma comida para ser compartilhada, isso vira um ritual e deixa de ser apenas algo para matar a fome.
Em Nápoles, até hoje, vemos pizzarias abertas a qualquer hora do dia, em que são vendidas como uma comida rápida para matar fome.
Disk Pizza
O surgimento do delivery da pizza por aqui coincidiu com a vinda do videocassete. Foi nesta época, na década de 1980, que as pessoas começaram a ter esse lazer mais doméstico, quando começaram a chamar amigos para ver filmes em casa. Foi aí que o delivery de pizzas começou a se popularizar.
Pizza com picanha no sul
As pizzas variam em diferentes locais por aqui. A diferença mais gritante é no Rio Grande do Sul, principalmente por ser um estado de muita imigração italiana mas onde a pizza chegou tardiamente.
Se você olhar os cardápios do estado encontramos uma quantidade enorme de pizzas com carnes em cima, como picanha e coraçãozinho.
Em minhas pesquisas, a teoria é que os primeiros estabelecimentos a venderem pizzas no RS eram na verdade churrascarias.
Logo, elas funcionavam como churrascarias no almoço e como pizzarias no jantar. As sobras do almoço então iam para as pizzas, o que gerou uma cultura da carne nas redondas.
Por que pizza é tão amada?
É uma comida fácil de gostar e que permite muitas adaptações. E também porque é uma delícia! Conhece alguém que não goste de pizza?
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