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Gari vai uniformizado à defesa de TCC em faculdade de Goiânia

29 de agosto de 2019, 11:39

Foto: Foto: Fotógrafo Luciano Magalhães Diniz/Facebook / Estadão

Em pesquisa para se formar em Jornalismo, Luciano Magalhães Diniz entrevistou e fotografou 30 colegas de trabalho – 

 

Quem viu o gari Luciano Magalhães Diniz, de 44 anos, no dia em que ele defendeu seu Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) mal notou que ele era estudante. Nos corredores da faculdade particular onde estudou Jornalismo em Goiânia, ele compareceu no dia decisivo com seu uniforme de trabalho, de camisa laranja com listras fosforescentes e calça verde. O tema da pesquisa: justamente a invisibilidade da própria categoria.

Ele escolheu as trabalhadoras da limpeza urbana e se baseou em depoimentos e fotos de colegas. Chorou ao receber nota dez dos três professores que compunham a banca. Na terça-feira, 27, colou grau, mas só convidou parentes e amigos na última hora.

“Sempre me preocupei primeiro em pagar a escola dos meus filhos. Não acreditava que o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) seria possível para mim pelas exigências do programa”, justifica.

Foi em 2006 que Diniz foi aprovado em concurso da Companhia Municipal de Urbanização de Goiânia (Comurg) e se dedicou à jardinagem.

“Passei a enxergar uma cidade que a gente olha, mas não vê. Queria ser um caminho para mostrar o valor do que um gari faz”, conta ele.

Diniz passou a fotografar os jardins que os trabalhadores de limpeza cuidam.

Mas ele próprio acabou notado e foi remanejado para a assessoria de imprensa da companhia. Quando foi buscar cursos de fotografia, sentiu vontade também de escrever.

Mulheres garis

Após se matricular em Jornalismo na Faculdade Sul-Americana (Fasam), ele se viu seduzido pela necessidade de um olhar positivo sobre as garis.

“Elas se organizam, têm casa, ajudam a comprar o carro da família, cuidam dos filhos e netos, das plantas e das praças e se orgulham disso”, afirma Diniz. “Saem cantando pela rua, mesmo quando alguém nega um copo de água limpa.”

Intitulada Sou Mulher, Sou Gari, a pesquisa busca retratar a alma feminina, saber o que ela representa para sua família e para a sociedade em geral e mostra como elas sobrevivem com o salário que ganham.

“Ao passar por uma gari, poucos sabem que elas são vaidosas e também estão cheias de sonhos e realizações pessoais com uma história de alegria e muitas conquistas”, afirma.

Diniz espera que o TCC mostre para a sociedade não só a importância do trabalho das garis, mas também que possa levar à reflexão quanto aos hábitos de discriminação e preconceito para desmantelar o machismo.

“Meu trabalho mostra um lado pouco conhecido dessas profissionais, contado por elas mesmas. Também como elas encaram esse trabalho com muita naturalidade, suas vaidades por trás do uniforme e a independência financeira que conseguiram ao longo da caminhada”, afirma o gari e jornalista.

Para o TCC, Diniz ouviu e fotografou 30 depoimentos entre as 3 mil garis de Goiânia. As mulheres somam quase 2,7% do total dos trabalhadores de limpeza urbana da Comurg.

Segundo a prefeitura, essas funcionárias percorrem em média 3,6 quilômetros lineares por dia, com jornada de 44 horas semanais, empurrando um carrinho com capacidade para 150 litros e que pesa 22 quilo quando está vazio.

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Asma pode matar! Entenda os perigos da doença que vitimou Fernanda Young

26 de agosto de 2019, 13:42

Foto: Reprodução

Asma não tem cura, pode ser controlada, mas também pode ser fatal se o tratamento não for adequado.

Na madrugada do último domingo (25), a atriz, roteirista e escritora Fernanda Young morreu depois de ter uma crise de asmaseguida de parada cardíaca. Sabemos que a doença não tem cura, pode ser controlada, mas é preciso reforçar que ela também pode matar em casos extremos.

Conversamos com a especialista dra. Fátima Rodrigues Fernandes, coordenadora do departamento de Alergia e Imunologia do Sabará Hospital Infantil e diretora-executiva do Instituto de Pesquisa PENSI, para entender em quais situações a doença pode levar a óbito.

“Isso costuma acontecer quando a asma não está controlada, quando o uso de medicamentos não é suficiente, quando o plano de tratamento não está alinhado. O tratamento é o pilar de sustentação que permite o controle adequado e evita as crises graves, como a que acometeu Fernanda Young”, alerta.

Por que a asma pode matar?

A doença provoca um bloqueio nas vias áreas, dificultando a respiração. Em casos extremos e graves, barra a passagem de oxigênio para os órgãos vitais e o paciente pode morrer.

“Infelizmente, muitas vezes, as pessoas só tratam as crises e não valorizam aqueles sintomas entre as crises, que são indicativos de uma inflamação persistente nos pulmões. Cansaço aos exercícios, despertares noturnos com tosse ou falta de ar… esses sinais indicam que as asma não está controlada”, afirma a dra. Fátima.

Como identificar uma crise grave?

Tudo começa com tosse e chiado no peito. Aí, vem desconforto respiratório, dificuldade de expelir o ar, respiração curta, sensação de aperto no peito. “Isso culmina com alteração da oxigenação do sangue, o que pode ser muito perigoso”, alerta a especialista.

Se você estiver com alguém que apresente esses sintomas e que mesmo com o uso de bombinha eles não se resolvam, leve imediatamente ao pronto socorro. Lábios e dedos arroxeados indicam gravidade!

O que fazer na crise grave?

A famosa bombinha ajuda a dilatar os brônquios e podem tirar o paciente de uma crise leve e moderada. Mas durante uma crise grave, a bombinha pode não conseguir reverter o quadro e pode haver a necessidade de ajuda de aparelhos para respirar.

“Em geral, assim que começa a crise, inicia-se o tratamento com broncodilatadores por via inalatória, na dose adequada pra cada um. O próprio paciente consegue reconhecer a intensidade da crise e imediatamente faz o uso desse medicamento. Mas se não houver resposta suficiente, deve-se procurar assistência médica imediata”, orienta dra. Fátima.

O tempo que uma crise grave pode levar ao óbito é muito variável e depende das condições físicas de cada paciente.

Gatilhos da crise

Normalmente, as crises são desencadeadas por alérgenos, como ácaro, mofo, pólen. “A crise pode começar com exposição a esses alérgenos, mudanças bruscas de temperatura, problemas com a umidade relativa do ar (muito seco e frio), por viroses e infecções bacterianas”, enumera a médica.

Dá para evitar o pior

Em geral, a doença não é fatal. “O tratamento permite controle adequado e evita crises graves. Mas ele deve ser personalizado e o paciente deve estar sempre atento”, afirma a dra. Fátima.

A asma não tem cura, mas hoje em dia há possibilidade de controle adequado da doença e vida normal aos pacientes.

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Caso Flordelis: depoimentos revelam traição, troca de casais e incesto

26 de agosto de 2019, 06:24

Foto: Reprodução/Instagram

Relatos foram recolhidos para investigação que apura morte do marido da deputada, alvejado com 30 tiros em junho deste ano – 

Depoimentos recolhidos pela polícia sobre o caso Flordelis revelam episódios de traições, troca de casais entre membros da família e até mesmo incesto. As informações são do jornal Extra.

Segundo relato de Erica dos Santos de Santos, uma das filhas adotivas de Flordelis, fornecido para a agentes da Delegacia de Homicídios de Niterói e São Gonçalo, no último dia 12, o envolvimento entre pessoas da família era frequente.

A jovem prestou depoimento à polícia para o inquérito que investiga a morte do pastor Anderson do Carmo, marido de Flordelis dos Santos, alvejado com 30 tiros em junho deste ano.

Segundo Érica, Adriano dos Santos, filho biológico apenas de Flordelis, viveu um relacionamento amoroso com duas irmãs adotivas: Nylaine e Lorrana. O envolvimento entre eles aconteceu enquanto Adriano era namorado da atual esposa, Marcele.

Outro relacionamento envolvendo filhos de Flordelis foi entre Simone dos Santos e Alexandre Freire, herdeiros biológico e adotivo da deputada federal, respectivamente.

De acordo com depoimento de Maria Edna do Carmo, mãe de Anderson, Simone namorou com o pastor morto no início dos anos 1990. Porém, o relacionamento acabou pois Anderson deu preferência a Flordelis em vez da enteada.

Erica ainda revelou que os irmãos adotivos, Iago e Francine, tiveram um relacionamento,  mas deixaram a casa da família porque “Anderson e Flordelis não permitiam esse comportamento dentro de casa”.

Além dos casais citados, outros também se formaram na casa da família de Flordelis: os pastores Carlor Ubiraci e Cristiane, filhos adotivos da deputada, são casados e moram com os filhos no terreno da família em Pendotiba; Simone foi casada por 10 anos com André Luiz de Oliveira, outro filho adotivo, e juntos tiveram três filhos.

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Mesmo proibido, “Diário de Tremembé” continua sendo vendido

25 de agosto de 2019, 08:41

Foto: Reprodução

Livro que conta história do presídio onde detentos famosos como Roger Abdelmassih cumprem pena é alvo de ação na Justiça – 

A defesa do ex-médico Roger Abdelmassih, condenado a mais de 100 anos de prisão por sucessivos estupros, entrou com uma representação na Justiça afirmando que o livro “Diário de Tremembé – Presídio dos Famosos”, cuja venda foi proibida este mês, continua a ser comercializado nos sites Americanas.com e Submarino. A obra, de autoria do jornalista Acir Filó, ex-prefeito de Ferraz de Vasconcelos e que estava detido no local, mostra detalhes da rotina de diversos internos. Em uma citação, por exemplo, o autor, que foi transferido para outra cadeia, afirma que a doença cardíaca de Abdelmassih foi “fabricada” para que ele pudesse cumprir pena em casa.

Depois disso, a juíza responsável pela execução da sentença suspendeu o benefício e mandou o ex-médico ser internado em uma unidade penal para que fizesse novos exames. Na petição, a defesa de Abdelmassih pede que o Judiciário oficie as empresas que não respeitaram a determinação anterior. Procurada, a B2W, dona das marcas Americanas.com e Submarino, não respondeu por que continua comercializando os livros, apesar da decisão judicial, mas enviou a seguinte nota: “O marketplace da B2W Digital é uma plataforma na qual os sellers (lojistas parceiros) vendem diretamente seus produtos em várias categorias. Se e quando identificada qualquer desconformidade, a companhia adota as providências necessárias, seja de retirada de itens e até o descredenciamento dos sellers”.

A Penitenciária de Tremembé também é conhecida como “O Presídio dos Famosos”

Depois que a comercialização do livro foi proibida, a juíza Sueli Zeraik de Oliveira Armani chamou os personagens citados na obra e perguntou um a um quem gostaria de processar Filó, alvo de diversas ações cíveis e criminais, por danos morais. Dos que responderam sim, o primeiro foi o médico Carlos Sussumo Hasegawa, que analisou a situação clínica de Abdelmassih e fez as alegações da falsa doença no livro.

Entre os que afirmaram não ter interesse em novos processos estão Gil Rugai (condenado pela morte do pai e da madrasta), Cristian Cravinhos (caso Richthofen), Alexandre Nardoni (matou a filha Isabela) e Mizael Bispo dos Santos (assassino de Mércia Nakashima). Lindenberg Alves, que sequestrou e matou a ex-namorada Eloá, em 2009, disse que vai analisar

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BN/Paraná: Rui atinge 80,2% de aprovação; quase metade considera gestão ótima ou boa

22 de agosto de 2019, 14:51

Foto: Reprodução

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), tem aprovação de 80,2% do eleitorado baiano, de acordo com o levantamento da Paraná Pesquisas, encomendado pelo Bahia Notícias. Segundo a pesquisa, apenas 17% reprovaram a gestão do petista.

Em fevereiro de 2019, quando uma primeira rodada da pesquisa foi realizada, Rui era aprovado por 68% dos baianos.

O petista mantém bons índices de avaliação quando os eleitores são instados a avaliar a gestão por critérios que variam entre péssima e ótima. Nesse item, foram 32,6% boa e 17% ótima; 30,6% regular e apenas 17% ruim ou péssima.

Para a realização da pesquisa foram ouvidos 1.544 eleitores de 66 municípios baianos, durante os dias 17 a 21 de agosto de 2019. A amostra representativa da Bahia atinge um nível de confiança de 95,0%, para uma margem de erro estimada em 2,5% para mais ou para menos.

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Cinco dicas para evitar cálculo renal

16 de agosto de 2019, 06:04

Foto: Reprodução

Um em cada dez adultos vai, em algum momento da vida, sentir a dor excruciante causada pela eliminação de um cálculo renal. Mais conhecidos como ‘pedras nos rins’, os cálculos resultam de depósitos microscópicos na urina que se solidificam com o tempo; como o sal deixado no fundo de um copo com água salgada depois que o líquido evapora.

Existem vários tipos de cálculos renais. Se você expeliu um, seu médico pode verificar sua composição e medir a concentração de substâncias químicas presentes na sua urina e no seu sangue para decidir a melhor maneira de prevenir outros cálculos no futuro.

Quais são as causas?

Predisposição genética, infecções urinárias, doença renal, desitratação crônica e certos distúrbios metabólicos que afetam a composição da urina. Alguns medicamentos, como diuréticos e os antiácidos à base de cálcio, também podem contribuir para o aparecimento de cálculos renais.

Quais os sintomas de pedras nos rins?

Inicialmente, não há sintoma. Na verdade, a maioria dos cálculos renais é excretada sem nenhum sintoma. Cálculos maiores, no entanto, podem causar dor intensa e súbita nas costas, do lado e na parte inferior do abdome, bem como náuseas e vômitos. Você pode apresentar também sangue na urina; sentir que precisa urinar com mais frequência do que o de costume; e/ou experimentar queimação ao urinar.

Confira abaixo algumas formas simples de prevenir o aparecimento das  dolorosas pedras nos rins:

  • Beba muita água durante o dia
  • Alimente-se menos com comidas ricas em oxalato, como espinafre, nozes, batata doce e até chocolate
  • Reduza as quantidades de sal e proteína em suas refeições
  • Continue alimentando-se de comidas ricas em cálcio, mas cuidado com suplementos. É essencial manter os níveis de cálcio no sangue estáveis.

Coma iogurte

Consuma cereais integrais

 

 

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MEC bloqueia R$ 348 milhões do orçamento de materiais didáticos

08 de agosto de 2019, 06:53

Foto: Reprodução

O valor corresponde ao contingenciamento da pasta anunciado em julho – 

O Ministério da Educação bloqueou R$ 348,4 milhões da produção, aquisição e distribuição de livros e materiais didáticos e pedagógicos para a Educação Básica. O valor corresponde ao contingenciamento da pasta anunciado em julho pelo governo federal como parte de um pacote de cortes de 1,442 bilhão em diversos ministérios.

Os dados foram levantados a partir do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi), do governo federal, pela ONG Contas Abertas.

O custo bloqueado da Educação era voltado também a acervos para bibliotecas, softwares, jogos educacionais e materiais sobre gestão escolar, inclusive em formatos acessíveis. Em abril, já havia sido anunciado o contingenciamento de R$ 5,8 bilhões da pasta.

No Siafi, a ação que teve corte é descrita como uma forma de “ampliar o atendimento escolar de qualidade em todas as etapas e modalidades da educação básica, em colaboração com os sistemas de ensino, com melhoria do fluxo escolar e da aprendizagem, visando ao pleno desenvolvimento da pessoa na perspectiva da educação ao longo da vida e à formação cidadã, contemplando as especificidades da diversidade e da inclusão, e considerando as metas estabelecidas no Plano Nacional de Educação 2014-2024”.

Em nota, o Ministério da Educação afirmou que “a produção, aquisição e distribuição de livros e materiais didáticos e pedagógicos para a educação básica está garantido para 2020”. “O Programa Nacional do Livro Didático possui um cronograma específico de pagamento que não será afetado. À medida de uma evolução positiva do cenário fiscal do país, observadas as diretrizes da gestão fiscal responsável e a eficiência do gasto público, esses valores podem ser objeto de descontingenciamento.”

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Lápide de ‘verdadeira Branca de Neve’ é exposta em museu na Alemanha

06 de agosto de 2019, 09:17

Era uma vez um museu em uma charmosa e antiga cidade alemã que recebeu uma lápide muito importante, perdida há muito tempo.

Era do túmulo de Maria Sophia von Erthal, uma baronesa que teria, segundo se acredita, inspirado os Irmãos Grimm a escrever “Branca de Neve e os Sete Anões”.

Sua lápide restaurada acaba de ser exposta no Museu Diocesano de Bamberg, no sul da Alemanha. Ela foi doada pela família que a resgatou.

O diretor do museu diz que a vida de Sophia “se tornou o núcleo da Branca de Neve”.

A baronesa cresceu em um castelo em Lohr am Main, a cerca de 100 km a oeste de Bamberg, no norte da Baviera, e morreu em 1796.

“A história da vida de Sophia era bem conhecida no início do século 19”, disse o diretor do museu, Holger Kempkens, à BBC.

O conto de fadas “Branca de Neve” (“Schneewittchen” em alemçao), escrito por Jacob e Wilhelm Grimm, foi publicado em 1812 e alcançou audiências globais quando Walt Disney criou o filme de animação em 1937. Mas houve várias outras adaptações.

© ARCHDIOCESE OF BAMBERG Oficial da igreja Norbert Jung com a lápide, que só ressurgiu recentemente (foto: Dominik Schreiner)

“Os irmãos Grimm transformaram em literatura as histórias que ouviram da população local”, disse Kempkens.

© Getty Images Baronesa Sophia cresceu no castelo de Lohr am Main

“Há indicações – embora não possamos provar com certeza – que Sophia foi a modelo (para a personagem) Branca de Neve. Hoje, quando você faz um filme sobre uma pessoa histórica, também há ficção. Então, neste caso, acho que existe uma base histórica, mas também há elementos fictícios.”

O amado conto de Branca de Neve tem alguns elementos famosos:

– Uma madrasta má que planeja matar Branca de Neve por inveja

– Um espelho mágico que responde “Branca de Neve” quando a madrasta pergunta: “Espelho, espelho meu, existe alguém mais bela do que eu?”

– A maçã envenenada da madrasta

– Os sete anões que cuidam de Branca de Neve e trabalham em uma mina

– Um príncipe que encontra Branca de Neve em um caixão de vidro e a resgata com um beijo.

Os irmãos Grimm viveram por muito tempo perto de Hanau, que fica a apenas 50 km de Lohr am Main.

Na década de 1980, Karlheinz Bartels, um historiador local em Lohr, pesquisou paralelos entre a vida de Sophia e o conto de fadas, chamado “Schneewittchen” em alemão:

– O pai de Sophia, um nobre chamado Philipp Christoph von Erthal, se casou novamente após a morte de sua primeira esposa, e a madrasta de Sophia tinha a reputação de ser dominadora e agir em favor de seus filhos biológicos

– Lohr era um famoso centro de produção de vidros e espelhos. O pai de Sophia era dono da fábrica de espelhos, e hoje um museu em Lohr exibe orgulhosamente um daqueles espelhos com a inscrição: “Amour propre” (“amor próprio”, em francês)

– Uma floresta assustadora aparece no conto, e uma floresta perto de Lohr era conhecida por abrigar ladrões e animais selvagens perigosos

– Branca de Neve correu por sete colinas antes de chegar à cabana habitada pelos sete anões, que trabalhavam em uma mina; e uma mina fora de Lohr, agora em desuso, pode ser alcançada cruzando sete colinas

© Alamy Na história, Branca de Neve morde uma maçã envenenada – mas sobrevive

– Anões e/ ou crianças de fato trabalhavam na mina, e usavam capas como proteção contra pedras e poeira

Mas algumas partes significativas do conto certamente não foram derivadas da vida de Sophia: o caixão de vidro (apesar de seu pai ter um comércio de vidros), a maçã envenenada e o príncipe salvador.

A vida de Sophia não teve um final tão feliz: ela ficou cega em sua juventude e morreu solteira em um convento, aos 71 anos.

Kempkens disse que a lápide de mármore tinha uma camada de giz escondendo a inscrição, então exigiu uma cuidadosa restauração. A inscrição diz: “A nobre heroína do cristianismo: aqui ela descansa após a vitória da Fé, pronta para a ressurreição transfigurada”.

Também é historicamente significativa porque naquela época as mulheres não costumavam ter suas próprias lápides.

A lápide de Sophia estava originalmente em uma antiga igreja em Bamberg que foi derrubada, disse Kempkens.

A lápide foi então instalada em um hospital fundado por um irmão de Sophia. Quando uma nova clínica foi construída na década de 1970, a lápide foi removida e mantida por uma família local, que depois a doou para o museu de Bamberg.

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Hacker diz que repassou dados de forma anônima e não remunerada

26 de julho de 2019, 09:01

Foto: Reprodução

Preso na terça-feira, 23, suspeito de invadir telefone celulares de autoridades, Walter Delgatti Neto, afirmou, segundo pessoas que tiveram acesso ao seu depoimento, que não pediu nenhuma contrapartida financeira ao dar acesso ao material hackeado ao jornalista Glenn Greenwald – conforme antecipou o jornal O Estado de S. Paulo.

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