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Amazônia e indígenas chegam ao cerne da Igreja Católica

28 de outubro de 2019, 08:08

Foto: DW/N. Pontes

Igreja se consolida como aliada de populações indígenas da Região Amazônica. Documento final do Sínodo para a Amazônia defende demarcação de terras e se opõe a projetos extrativistas na área.

 

Antes de o líder da Igreja Católica dar sua mensagem na missa de encerramento do Sínodo para a Amazônia, neste domingo ((27/10), foi Patrícia Gualinga, indígena do Equador, que leu para a multidão reunida na Basílica de São Pedro.

Nos bancos da frente, bispos e representantes de diferentes etnias dos nove países amazônicos ouviam o texto na voz de Gualinga, que destacava os oprimidos, os humildes e a justiça.

Na sequência, a mensagem enviada pelo papa Francisco reforçou a leitura anterior. “Neste Sínodo, tivemos a graça de escutar a voz dos pobres e refletir sobre a precariedade de suas vidas, ameaçadas por modelos de progresso predatórios”, disse, referindo-se aos povos que habitam a Floresta Amazônica.

Segundo Francisco, cristãos na sociedade ainda oprimem, “levantam muros para aumentar as distâncias”, “ocupam territórios e usurpam” bens daqueles que julgam inferiores.

“Os erros do passado não foram suficientes para deixarmos de saquear os outros e causar ferimentos aos nossos irmãos e à nossa terra: é o que vemos no rosto cheio de cicatrizes na Amazônia”, disse.

Nas mãos do papa se encontra agora o destino do documento elaborado ao fim das três semanas do Sínodo para a Amazônia. Dividido em cinco capítulos, o texto propõe diretrizes para a Igreja Católica aumentar sua presença na região e reforçar a chamada conversão ecológica.

Votado por 181 bispos, o documento defende posicionamentos claros, como defesa da demarcação de terras indígenas, oposição a empreendimentos que trazem impactos negativos para os povos e uma maior participação nas discussões políticas.

“Nós sentimos que o papa é o nosso aliado. Ele ouviu o nosso chamado”, disse à DW Yésica Patiachi Tayori, professora indígena do Peru, durante a celebração.

© Getty Images/AFP/A. Solaro Papa celebra missa de encerramento de Sínodo para a Amazônia

Amazônia no coração do mundo

O documento deve ser revisado até o fim do ano e, depois de publicado pelo papa, deve começar a ser aplicado nas igrejas em todo o mundo.

Com bases científicas e informações colhidas diretamente nos territórios, o texto classifica a Amazônia como “coração biológico” ameaçado pela “corrida desenfreada para a morte”.

Entre as diretrizes recomendadas estão o respeito à cultura e espiritualidade indígenas, aos seus direitos, como também um posicionamento contrário a projetos que causam destruição socioambiental. “Pior ainda, muitos desses projetos são realizados em nome do progresso, e são apoiados – ou permitidos – por governos locais, nacionais e estrangeiros.”

“Temos que nos organizar para darmos uma resposta a isso”, comentou David Martínez de Aguirre Guinea, monsenhor de Porto Maldonado, Peru, sobre a crescente disputa no território. “Colocamos a Amazônia no coração da Igreja e queremos colocar no coração do mundo.”

Embora o termo “ecológico” esteja em moda atualmente, o mundo parece ainda não ter uma compressão do que isso significa, afirma Michael Czerny, secretário especial do Vaticano. “A crise ecológica é tão profunda e se não mudarmos não vamos conseguir.”

A resposta à crise, segundo o documento final do Sínodo, é defender os povos da Amazônia. “Na floresta, não só a vegetação se entrelaça apoiando uma espécie à outra, mas também os povos se interrelacionam numa rede de alianças que beneficiam a todos.”

Luz e sombra na Amazônia

Para aumentar a presença da Igreja Católica nas comunidades remotas, o Sínodo sugeriu relaxar regras e permitir maior participação de homens casados e mulheres.

Apesar das visitas esporádicas na atualidade, representantes da Igreja Católica tiveram papéis importantes em muitas comunidades na Amazônia brasileira.

Foi o que aconteceu na comunidade ribeirinha do Roque, no município de Carauari, Amazonas, onde, atualmente, o padre da cidade faz raras visitas. As outras três igrejas evangélicas têm cultos regulares e há pastores entre os moradores locais.

Mas veio de um padre, no fim da década de 1980, a proposta que libertou a comunidade do trabalho análogo ao escravo que muitos vivenciavam naquela época. Eles extraíam seringa, matéria-prima da borracha, na floresta onde alguns alegavam ter a propriedade e eram obrigados a fornecer a produção para esses “patrões” que, em troca, vendiam alimentos a preços superfaturados.

“Padre João Derickx ajudou a organizar o povo e trabalhou na conscientização dos seringueiros”, aponta Eulália Silva, que atuou como voluntária ao lado do padre holandês. Derickx, que faleceu em 2013, incentivou os seringueiros a brigar pela criação de uma reserva extrativista no local, que se consolidou em 1997 e acabou com a era dos patrões.

Cinco séculos depois de sua chegada à América do Sul, junto a espanhóis e portugueses, a Igreja Católica reconhece os erros da colonização e as milhares de mortes de indígenas.

“De fato, a Igreja é marcada por luz e sombra; muitas coisas prejudicaram a vida das populações originárias. E ainda hoje não se respeitam as tradições desses povos e, muitas vezes, tentam impor uma cultura”, pontua Dom Roque Paloschi, presidente do Cimi (Conselho Indigenista Missionário).

Para Maurício Lopes, da Repam (Rede Eclesial Pan-Amazônica), o papa, ao priorizar a defesa da Amazônia e seus povos, se coloca como uma “voz ética global”.

“A voz do papa representa uma narrativa que defende o futuro, o combate às mudanças climáticas, a proteção do meio ambiente, a defesa da vida”, avalia Lopes.

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Autor: Nádia Pontes

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Grupo cristão pede orações antes de atracar navio em Salvador, cidade que ‘crê em demônios’

25 de outubro de 2019, 15:34

Foto: Reprodução

Cerca de 30 minutos após a publicação desta matéria, a OM Ships International apagou a publicação nas redes sociais. Veja abaixo uma captura de tela da postagem original:

Dias antes da chegada da livraria flutuante Logos Hope ao Porto de Salvador, a organização cristã OM Ships International, responsável pelo navio, fez uma publicação nas redes sociais na qual afirmou que a embarcação estaria se dirigindo a uma cidade “conhecida pela crença do povo em espíritos e demônios”. A postagem foi feita na terça (22), dois dias antes da previsão inicial de chegada do navio, marcada para ontem (24). A embarcação atraca hoje (25) na capital baiana.

No texto, escrito em língua inglesa, a OM Ships pede que os seguidores rezem pelo sucesso da viagem e “pela proteção, força e sabedoria para os membros da equipe durante a estadia do navio em Salvador – uma cidade conhecida pela crença do povo em espíritos e demônios”.

Na publicação original, brasileiros fizeram comentários de repúdio à atitude, em inglês e português. “Faça um grande favor à cidade do Salvador / Brasil e nem entre na Baía de TODOS os Santos. O mundo não precisa de mais ignorância e desrespeito as religiões e crenças de outras pessoas”, escreveu um internauta. “Que Exu os receba na entrada com toda sua sabedoria. E nos proteja do Satanás que vocês carregam dentro do coração”, disse outra.

Em seu site oficial, a OM Ships afirma que a ação da livraria flutuante faz parte de um “movimento global de treinamento e evangelismo” cristão. “A feira do livro flutuante oferece mais de 5.000 títulos, proporcionando a muitos visitantes sua primeira oportunidade de comprar literatura educacional e cristã de qualidade”, diz o texto de apresentação da iniciativa. A previsão é que o Logos Hope fique em Salvador até 6 de novembro.

Informações do site Metro1: https://www.metro1.com.br/noticias/bahia/82108,grupo-cristao-pede-oracoes-antes-de-atracar-navio-em-salvador-cidade-que-cre-em-demonios

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Menino coberto de óleo traduz em imagem a tragédia do litoral nordestino

25 de outubro de 2019, 12:01

Foto: Leo Malafaia

A imagem deu a volta ao mundo: um menino sai da água do mar com os olhos fechados e os braços abertos, em um gesto de impotência, com o corpo coberto por um saco de lixo, empapado do óleo que há quase dois meses se espalha pelo litoral nordestino.

Foi registrada por um fotógrafo colaborador da AFP em 21 de outubro por volta das 11h da manhã, na praia de Itapuama, em Cabo de Santo Agostinho (Pernambuco).

Naquele dia, Everton Miguel dos Anjos, de 13 anos, junto com os quatro irmãos e vários primos se somaram às centenas de voluntários que retiravam os resíduos de petróleo cru espalhados na areia ou incrustados nas pedras.

Entrou no mar com uma camiseta, mas a tirou quando viu o corpo enegrecido. Improvisou uma túnica com um saco de lixo e voltou para a água.

O jovem contou ao fotógrafo que sua mãe, que administra um bar na praia, brigou com ele quando viu as fotos, publicadas por muitos dos principais veículos de comunicação ao redor do mundo.

“Eu tinha pedido permissão para ajudar a limpar a praia e ela me deu, mas com a condição de que eu não me sujasse!”, disse Everton.

O ministério da Saúde lembrou na semana passada que a inalação de vapores de petróleo ou o contato físico com suas substâncias tóxicas é perigoso.

Nesta quinta-feira, 25 de outubro, quatro dias depois da foto, apenas alguns fragmentos de petróleo eram vistos na praia. O Exército tinha se encarregado da operação de limpeza, proibindo a participação de crianças. Desde o início da catástrofe, foram recolhidas mil toneladas de petróleo, segundo dados da Marinha.

O vazamento foi avistado pela primeira vez na Paraíba em 30 de agosto e desde então foi detectado ao longo de 2.250 quilômetros, chegando a praias paradisíacas em uma região pobre e fortemente dependente do turismo.

Cerca de 200 localidades foram afetadas.

Várias ONGs têm denunciado a lentidão das autoridades em reagir e a falta de recursos para combater o que muitos especialistas consideram a pior catástrofe ambiental do nordeste brasileiro.

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Treinar em jejum é bom ou não?

25 de outubro de 2019, 08:02

Foto: Reprodução

O jejum pode ser benéfico para quem pratica atividade física. Estes são os resultados de um estudo publicado no Journal of Clinical Endocrinology and Metabolism, no qual investigadores das universidades de Bath e Birmingham, Inglaterra, acompanharam, durante seis semanas, trinta homens considerados obesos ou com excesso de peso.

A amostra foi dividida em três grupos: aqueles que tomaram o café da manhã antes de fazer exercício físico, os que só comeram depois do treino e um grupo que não alterou o estilo de vida. No final do período de análise, verificou-se que aqueles que treinavam sem comer,  queimavam o dobro da quantidade de gordura em comparação com o grupo que se exercitava após o desjejum.

De acordo com a investigação, a razão remete para os níveis de insulina, que regula  a quantidade de glicose no sangue. Esses níveis encontram-se mais baixos após uma noite inteira sem comer. Como alternativa, o organismo usa gordura e músculos como combustível. 

Isto não significa necessariamente perda de peso. Mas a prática pode ser benéfica para a saúde em outros aspectos – os voluntários que treinavam em jejum respondiam melhor à insulina, mantendo os níveis de açúcar no sangue sob controle. A longo prazo, é importante para prevenir diabetes e doenças cardiovasculares, por exemplo.  

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Biografia de Raul Seixas levanta polêmica com Paulo Coelho

24 de outubro de 2019, 07:54

Foto: Reprodução

Quando conheceu Raul Seixas, Paulo Coelho via com desconfiança o aspirante a roqueiro interessado em ETs. Juntos, eles desenvolveram o interesse pela magia, criaram uma sociedade famosa e compuseram músicas até hoje eternas no rock brasileiro.

Também enfrentaram a ditadura. Uma história dos dois com a polícia política, aliás, estava oculta até agora – a de que Raul pode ter entregado Coelho aos militares.

A sugestão aparece no livro “Raul Seixas: Não Diga que a Canção Está Perdida”, do jornalista Jotabê Medeiros, com lançamento previsto para o próximo dia 1º. O caso, segundo a obra, aconteceu em maio de 1974, quando Raul e Coelho desfrutavam do sucesso de “Krig-ha, Bandolo!”, disco lançado no ano anterior e que já tinha mais de 100 mil cópias vendidas.

Paulo Coelho não quis participar da reportagem e elucidar o episódio. “Não sou o tipo de pessoa que gosta de ficar olhando para chagas que já cicatrizaram”, diz por email.

Segundo Medeiros, Raul havia sido chamado para dar um depoimento no Dops, o Departamento de Ordem Política e Social da ditadura militar, e ligou para o amigo para acompanhá-lo e ajudá-lo a dar os esclarecimentos sobre as músicas que haviam feito em parceria. Paulo Coelho não sabia, mas essa não era primeira vez naqueles dias que Raul ia ao prédio.

“Comparei as datas e vi que, entre o primeiro depoimento de Raul ao Dops e o segundo depoimento, no qual ele levou Paulo Coelho, demorou pouquíssimo tempo”, diz Medeiros.

De acordo com o que o jornalista conta no livro, Raul entrou na sede do órgão, ficou lá por meia hora e retornou tentando dar algum recado cifrado ao amigo, que o esperava. Coelho não entendeu e foi chamado para o interrogatório, que incluiu perguntas sobre o livreto que acompanha o disco “Krig-ha, Bandolo!” e a Sociedade Alternativa cantada por Raul.

A polícia foi até o apartamento do escritor e prendeu sua namorada, Adalgisa Rios. No dia seguinte, quando liberado, Coelho pegou um táxi com Raul, mas foi capturado novamente e levado para um lugar desconhecido, onde sofreu torturas por duas semanas. “Raul evitou Paulo durante um ano depois do acontecido”, conta Medeiros. “Paulo não tinha convicção das coisas, não pensava nisso, estava amedrontado, como talvez esteja até hoje.”

A relação entre os fatos vem a partir de um documento obtido pelo jornalista no Arquivo Público do Rio de Janeiro. “Acredito que, na maioria das vezes, as pessoas foram atrás da questão da censura às letras e não prestaram atenção aos motivos das audiências.”

Fernando Morais, autor de “O Mago”, biografia de Paulo Coelho, também teve acesso ao mesmo documento. “Vi pela primeira vez alguns dias atrás”, diz. “O que me chamou a atenção foi saber que o temido e superinformado Doi-Codi [Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna] imaginava que o Paulo fosse militante do PCBR [Partido Comunista Brasileiro”Revolucionário], sendo que ele nunca foi filiado a nenhum grupo armado que lutava contra a ditadura. É possível que ele nem sequer soubesse o que era o PCBR.”

O próprio Paulo Coelho teve acesso ao documento recentemente, por meio de Medeiros. Mas mesmo os papéis oficiais não são conclusivos. O texto diz que, “por intermédio do referido cantor”, no caso, Raul, seria possível chegar até Paulo e Adalgisa.

Morais acredita que alguém delatou os artistas à polícia, mas não tem certeza de que o informante foi Raul.

“Entre a data da produção do documento e a prisão de Paulo e Gisa, decorrem 36 dias”, diz. “Por que o Doi-Codi, com todo o poder de que dispunha, levaria tanto tempo para localizar e prender um ‘militante do PCBR’ e ‘uma militante do PC do B’ [Partido Comunista do Brasil] – duas organizações armadas – que não estavam na clandestinidade, tinham endereço certo, trabalhavam e frequentavam a universidade normalmente?”

Medeiros, por sua vez, crê que Coelho “não tem a menor dúvida, hoje, após ver o documento, de que Raul o entregou”.

A relação de Raul Seixas e Paulo Coelho começou a azedar a partir daquele ano. Depois de um tempo sem se falar, voltaram a colaborar no período que foi o auge da carreira do cantor. Nos anos seguintes, Raul lançou “Gita” (1975), “Novo Aeon” (1976) e “Há 10 Mil Anos Atrás” (1978), alguns de seus discos mais importantes.

As colaborações entre os dois foram rareando, e Paulo começou a trabalhar com diferentes cantores, como Rita Lee. Mas o que os afastou de vez foi a entrada de ambos para a seita do sacerdote Marcelo Motta, inspirada nas ideias do ocultista britânico Aleister Crowley. Juntos, compuseram, por exemplo, a muito conhecida “Tente Outra Vez”.

“O conflito começou quando Paulo abandonou a seita à qual aderiram juntos”, diz Medeiros. “Paulo crê que Raul mergulhou fundo demais naquele ideário e passaram a se estranhar. Paulo não tinha mais paciência para os jogos de doutrinação da seita. Raul, como era mais hábil e maleável, adequava-se a ela.” 

O último encontro deles, após um pedido feito pelo produtor e amigo Roberto Menescal a Paulo Coelho, teria acontecido num hotel na divisa de Minas Gerais e do Rio de Janeiro. Coelho não queria encontrar Raul em São Paulo, e Raul não queria ir ao Rio. A ideia é que eles fariam novas músicas juntos, mas depois de cinco dias esperando o cantor – que estava trancado dentro de um quarto do hotel –, Coelho acabou desistindo da ideia.

“Convivi cerca de quatro anos com Paulo Coelho para escrever sua biografia”, diz Fernando Morais. “Em nenhum momento percebi que ele alimentasse a mais remota suspeita de que Raul tenha sido o responsável por sua prisão.”

Para Jotabê Medeiros, Paulo Coelho tentou falar do caso em diversas ocasiões. “No filme sobre a vida dele, ele se ressente de Raul não tê-lo procurado no tempo em que ficou cativo e mesmo depois de ser solto.”

O jornalista também cita um artigo do escritor sobre o abuso que sofreu na ditadura, publicado neste ano pelo jornal The Washington Post. Ele lembra um trecho em que Coelho diz que “procura o cantor”, falando de quando foi liberado pela polícia.

No ano em que se completam três décadas da morte de Raul Seixas, a obra de Medeiros é uma entre muitas que se propõem a celebrar a memória do roqueiro. O livro “Raul Seixas: Por Trás das Canções”, do jornalista Carlos Minuano, acaba de ser lançado, e se concentra mais nas histórias das músicas do baiano.

Ainda que o legado de Raulzito seja inquestionável, a relação tão celebrada dele com Paulo Coelho ganha novas nuances. O escritor diz que as chagas já foram cicatrizadas, sinal de que pode já ter perdoado o antigo parceiro. De certa forma, as revelações também deixam dúvida sobre os caminhos que a dupla poderia ter seguido, caso a relação com a ditadura tivesse sido outra.

“Paulo e Raul produziram algumas das canções mais poderosas, do ponto de vista da ressonância cultural, do nosso tempo”, afirma Medeiros. “Separados, somente Raul mantinha a fleuma. Paulo não tinha a credibilidade do cantor, a voz, a autoridade. Foi ganhando outro tipo de autoridade ao longo da vida. Juntos, eram uma força da natureza.” (Folhapress)

 

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JMC e Defesa Civil instalam placas informativas nas comunidades próximas a empresa, conforme estabelece a lei

23 de outubro de 2019, 17:42

Foto: Ascom/Yamana Gold

Iniciativa reforça cultura de prevenção da empresa, que em dezembro realizará teste inédito com sirenes de emergência

Depois da realização bem-sucedida do Primeiro Simulado de Barragens, a Jacobina Mineração e Comércio (JMC) e a Defesa Civil de Jacobina continuam implementando medidas de combate a emergências em Jacobina. A etapa atual é a reinstalação de placas de sinalização em bairros da cidade e promoverão, ainda este ano, um teste inédito na região Nordeste para simular o uso das novas sirenes. O teste, será realizado com os quatro alarmes dispostos no entorno da barragem da JMC, alcançando o perímetro que se estende de Canavieiras até o bairro do Nazaré. O investimento nos equipamentos chegou a R$ 1,5 milhões.

Conforme recomendações do Ministério Público e da Defesa Civil do Estado, as placas instaladas para o primeiro simulado, que ocorreu em fevereiro, foram substituídas por um modelo mais moderno e com informações mais claras para a população. “As placas estão sendo substituídas, algumas realocadas e outras estão sendo afixadas em comunidades que não tinham sido envolvidas na primeira etapa do simulado, sempre seguindo orientações da legislação e buscando garantir o acesso adequado dos moradores”, afirma o Gerente de Serviços Técnicos, Edvaldo Amaral. As sinalizações indicam rotas de fuga e pontos de encontro. “Esses locais foram definidos conforme a Portaria nº 70.389/2017 da Agência Nacional de Mineração (ANM) que orienta a instalação de placas e a realização de treinamento com as comunidades no perímetro de 10 km do empreendimento. São locais seguros e de fácil acesso a pé”, complementa o Engenheiro de Barragem, Lucas Vidal.

Em um ano, a empresa promoveu mais de dez reuniões comunitárias nos bairros do Pontilhão, Pontilhão de Canavieiras, Canavieiras, Novo Amanhecer, Jacobina IV, Morada do Sol, Jacobina III, Lagoa Dourada I e II, Cidade do Ouro, Anadissor e Nazaré, no intuito de informar a população sobre o comportamento seguro em situações de emergência , planejamento do simulado e a instalação das placas de sinalização.

A JMC reforça que suas duas barragens estão completamente seguras, com pleno atendimento aos requisitos técnicos e legais. O simulado, a instalação dos equipamentos e placas de sinalização fazem parte da cultura de prevenção da JMC e do compromisso em atender as exigências legais, que inclui ainda o monitoramento constante da segurança da barragem e os controles ambientais necessários para uma atuação responsável e transparente. “Estamos sempre abertos para ouvir, esclarecer dúvidas e apresentar as medidas de segurança de nossas operações através do programa Portas Abertas”, comenta a analista de comunicação da JMC, Elisangela Lopes. As instituições e/ou grupos que tenham interesse em agendar uma visita podem entrar em contato com a equipe de comunidades e comunicação por meio do telefone (74) 3621- 8110.

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Jacobina ganha a sua mais nova médica veterinária

18 de outubro de 2019, 10:53

Foto: Álbum da família

Jacobina acaba de ganhar mais uma médica, desta vez na área da Medicina Veterinária. Trata-se de Pamela Raieli Pinheiro Moreira, filha do casal Maria Edinaide e Raimundo Jorge Moreira (Raimundo da Lojita), que colou grau pela Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf), no último dia 11. A tradicional cerimônia para a entrega do diploma certificando oficialmente as competências e os conhecimentos adquiridos no curso foi marcada de felicidade e muita emoção. O sentimento de dever cumprindo era facilmente visível no rosto angelical de Pamela, a primeira médica da família dos seus pais.

“Um curso pouco comum, mas sempre tive afinidade com animais. Não foi fácil, mas graças a Deus, ao apoio de minha família e dos meus amigos e amigas, conseguimos conquistar mais esta importante etapa de vida. Uma luta gratificante que no final das contas valeu muito apena, pelos conhecimentos adquiridos, pelas pessoas que conhecemos e por saber que estou apta a cuidar de vidas, mesmo sendo de animais”, comemorou a nova veterinária jacobinense, que ressalta ainda que é necessário muito mais do que apenas o cuidado com os bichos para obter sucesso na área, é preciso bastante empenho e dedicação na profissão, o que para ela não será problema por ter concluído o curso que realmente gostava.

Pamela compartilha a alegria com suas irmãs Leidiane e Geisiane Moreira

O curso de Medicina Veterinária é uma graduação voltada para atuar no segmento do cuidado, prevenção e tratamento clínico e cirúrgico de patologias em animais domésticos e silvestres.

Os professores Durval Baraúnas e Ana Catarina fizeram questão de prestigiar o momento

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Jacobina: Descobriu o dom em profissão em extinção depois dos 40 e abre seu primeiro negócio aos 63 anos de idade

16 de outubro de 2019, 15:03

Foto: Notícia Limpa

Filho de pecuarista, trabalhou ajudando o pai na comercialização de leite, atuou na área pública e somente após os 40 anos de idade descobriu um dom que não sabia que possuía, o de sapateiro. Esta é a história do saudense e naturalizado jacobinense Edson Teixeira Pereira Sobrinho, que trocou a correria da região metropolitana de Salvador onde morou por mais de vinte anos pelo sossego da sua cidade natal, de onde saiu como servidor público e retornou para atuar em uma das profissões consideradas em extinção no país.

Mesmo diante de uma situação difícil como é o desemprego, algumas pessoas conseguem inovar, identificando novas oportunidades de trabalho, que muitas vezes acabam por se transformar em nova fonte de renda. Situação parecida com o que viveu Edson, conforme contou durante a entrevista para esta reportagem. Segundo ele, inicialmente os trabalhos de reparação e pequenos consertos de calçados era apenas para se manter ativo, enquanto não achava uma outra ocupação. Em pouco tempo sua fama de bom ‘sapateiro’ se espalhou e ele começou a perceber que tinha descoberto uma nova profissão, e em fevereiro deste ano, realizou o sonho de abrir sua primeira sapataria e oficializar a profissão que exercia como ‘bico’.

“Devido à facilidade que eu tinha em trabalhar com as mãos, fui incentivado a abraçar a profissão. Comecei a pintar os sapatos da família, depois passei a realizar pequenos consertos e hoje a sapataria é minha principal fonte de renda”, comemora.

Conforme Edson, por conta da facilidade dos crediários das lojas de sapatos e os preços convidativos a procura por sapateiros havia caído, mas com a crise econômica que atinge o país, em todas as classes sociais, a procura pelos serviços desses profissionais voltou a crescer, daí “consertar e reformar passaram a ser o verbo da vez quando o assunto é economizar”. Por isso decidiu explorar esse nicho. “Mesmo que compre sapatos e bolsas baratos, acabam precisando da gente para consertá-los”, frisa.

Muitas profissões caminham para a extinção, conseqüência dos processos de globalização e revolução tecnológica e entre as profissões tradicionais com elevado risco de extinção, está a de sapateiro. Perguntado se essa informação não lhe incomodava, Edson foi enfático, “sapatos, sandálias e bolsas não entrarão em extinção”.

A Sapataria Tok Retok Serviços, realiza consertos, reformas e transformações em sapatos, bolsas, cintos e malas. O novo sapateiro jacobinense não perde a oportunidade para anunciar o seu negócio: “Na Tok Retok pequenos milagres’ acontecem e objetos que parecem destinados ao lixo voltam a ser artigos de luxo. Com uma recauchutagem completa deixam sapatos e sandálias com jeito de recém-saído da loja”.

Com o aumento da procura pelos serviços Edson anuncia que em breve estará adquirindo uma máquina de remendo, equipamento que não precisa desmanchar o produto a ser consertado para costurar e que facilita inclusive a troca de fecho-éclair.

A Sapataria Tok Retok fica localizada na Rua Deraldo Dias, 55, Matriz – Próximo ao Clube Aurora Jacobinense.

 

Alguns dos trabalhos realizados pelo sapateiro Edson Teixeira (antes e depois):

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Os benefícios da castanha-do-Brasil para o colesterol

13 de outubro de 2019, 09:35

Foto: Reprodução

A castanha-do-Brasil, também conhecida por castanha-do-Pará, já é um alimento muito apreciado. Este fruto seco, apesar de representar um elevado teor calórico, é também muito rico em termos nutricionais. 

Apenas uma castanha-do-Brasil por dia garante a dose de selénio – um micronutriente com multiplas funções no organismo.- de que o nosso corpo precisa para preservar as células e exercer uma ação desintoxicante. Mas atenção: em excesso, a ação do selénio não será potencializada.

Os benefícios:

1 – Capacidade saciante: é muito rica em gordura boa e proteína,  além de ser uma fonte de fibra e vitaminas e minerais como o cálcio e o magnésio.

2 – Fortalece os ossos: o magnésio e fósforo podem ser encontrados em quantidades significativas na castanha- do-Brasil. O magnésio é imprescindível para a fixação de cálcio nos ossos.

3 – Aliada do colesterol: as gorduras do fruto também reduzem os níveis do colesterol LDL (mau colesterol) e aumenta os níveis do colesterol HDL (bom colesterol). 

4 – Combate o envelhecimento: devido às suas propriedades antioxidantes provenientes da sua riqueza em selénio.

5 – Auxilia no processo de emagrecimento: ajuda a prevenir um desequilíbrio hormonal, que acarreta o ganho de peso.

6 – Fortalece o sistema imunitário: as suas propriedades favorecem as defesas do nosso organismo.

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Prefeito de Florianópolis sanciona lei que proíbe venda e uso de agrotóxicos na cidade

10 de outubro de 2019, 07:51

Projeto foi aprovado pelos vereadores em setembro deste ano e ainda depende de regulamentação para entrar em vigor.

 

O prefeito de Florianópolis Gean Loureiro (sem partido) decidiu sancionar integralmente a lei que proíbe qualquer tipo de produção agrícola, pecuária ou extrativista que utilizem agrotóxicos na cidade. A proposta partiu da Câmara de Vereadores e havia sido aprovada em setembro.

Com a sanção do prefeito, a Capital de Santa Catarina passa a ser conhecida como “Zona Livre de Agrotóxicos”, conforme prevê o texto da lei. A lei impõe que qualquer tipo de defensivo agrícola que tenha na fórmula componentes que possam ter propriedades cancerígenas, mutagênicas ou carcinógenas estão proibidos de serem armazenados, vendidos ou utilizados, sob pena de multa.

Para entrar definitivamente em vigor, falta apenas a regulamentação, que deverá ficar pronta em 180 dias. O decreto da prefeitura deverá definir, entre outras coisas, o valor da multa a ser cobrada de quem infringir a lei.

A nova legislação prevê que apenas insumos agrícolas destinados exclusivamente à produção orgânica possam ser comercializados no município.

A iniciativa foi apresentada na Câmara pelo vereador Marquito (PSOL). Ele defende que a proposta tem como objetivo fomentar a produção orgânica e agroecológica no município.

Em muitos bairros afastados do Centro, ainda há produtores de hortaliças e até pequenas criações de gado.

Venda de produtos não está contemplada

A lei que foi sancionada por Gean Loureiro trata exclusivamente da produção agropecuária da cidade. Em nenhum ponto do texto consta algum tipo de proibição à venda de itens de feitos em outros lugares e que possam ter algum tipo de agrotóxico no processo produtivo.

Por outro lado, a própria lei prevê que o município incentive a produção rural orgânica e sustentável, bem como dar incentivos fiscais aos agricultores, para que eles possam fazer a transição dos modelos industriais para o cultivo de produtos sem o uso dos agrotóxicos. A medida, segundo o texto, tem como objetivo minimizar o impacto para os produtores locais.

Principais pontos do projeto

– Institui e define como Zona Livre de Agrotóxicos a produção agrícola, pecuária, extrativista e as práticas de manejo dos recursos naturais de Florianópolis.

– Veda a produção, a comercialização e o uso de quaisquer agrotóxicos, sob qualquer tipo de mecanismo ou técnica de aplicação, considerando o grau de risco toxicológico dos produtos utilizados.

– Quem descumprir a lei será penalizado, inicialmente, com advertência. Depois, será aplicada multa.

– Caberá à Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Planejamento e Desenvolvimento Urbano a fiscalização e a aplicação das penalidades e multas previstas na lei.

– A definição sobre o valor da multa ficará a cargo do Poder Executivo na regulamentação da lei.

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