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Há 156 barragens em situação crítica no País

08 de setembro de 2020, 08:18

Foto: Reuters

Com 259 mortos e 11 desaparecidos até agora, a tragédia de Brumadinho, em 25 de janeiro de 2019, continua responsável pela revelação de dados alarmantes sobre a segurança das represas no País. O aumento da fiscalização nas estruturas, ocorrido após o rompimento e considerando reservatórios de geração de energia e de água, acusou a existência de 156 estruturas em condições críticas em 22 Estados em 2019, ante 68 no ano anterior, alta de 129,5%.

O levantamento indica presença de problemas estruturais. Não há risco só em Sergipe, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso e Distrito Federal. Do total, 49 são de mineração e parte tem grande poder de destruição no caso de ruptura. Os dados sobre as barragens constam do relatório de Segurança de Barragens do ano passado da Agência Nacional de Águas (ANA).

A tragédia em Brumadinho foi a segunda de grandes proporções em três anos. Em 5 de novembro de 2015, a barragem da Samarco se rompeu em Mariana, matando 19. O distrito de Bento Rodrigues foi destruído. A lama que desceu chegou ao Rio Doce e ao Espírito Santo.

O relatório da ANA, feito no ano de Brumadinho, acusa aumento de 135%, na comparação com 2018, nas fiscalizações. O número de inspeções no local cresceu de 920 para 2.168. O relatório mostra também que, das 156 barragens em estado crítico, mais da metade, 80, está em Minas Gerais. Houve ainda recorde no número de registros de acidentes e incidentes envolvendo barragens, 12 e 58, respectivamente, em 15 Estados.

O Brasil tem 19.388 estruturas de mineração, geração de energia e armazenamento de água. O relatório da ANA afirma não haver informações completas de 11.826, ou 61%. Não houve avanço: em 2018, a quantidade nessa situação era de 11.767. A ausência de informações, como dimensões das barragens e volume do que guardam, têm como consequência a impossibilidade de se prever os impactos contra a vida humana e o meio ambiente e o enquadramento na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB).

A própria ANA classifica a situação como fundamental para a segurança da população. “Isso mostra que ainda há um enorme passivo de informações básicas, o que se torna um desafio que deve ser enfrentado pela maioria dos órgãos fiscalizadores, notadamente os de barragens de acumulação de água”, informa seu relatório. A PNSB determina as regras para administração da segurança. Segundo a agência, “a definição se a barragem se submete ou não à PNSB é fundamental (…) para que a sociedade conheça qual o universo de barragens que geram algum tipo de preocupação em caso de eventual rompimento, permitindo a cobrança e a fiscalização de seus empreendedores”. Essa política completou dez anos na sexta-feira.

A coordenadora de Regulação de Serviços Públicos e de Segurança de Barragens da ANA, Fernanda Laus, afirma que nem todas as barragens em condições críticas correm risco de ruir. A técnica diz que o relatório pode não significar uma piora. “O que aconteceu é que as informações passaram a chegar. As pessoas foram mais a campo”, diz. Os dados são repassados à agência por um conjunto de 33 entidades fiscalizadoras. “O que desenvolvemos é um trabalho de conscientização. Ajudamos com ferramentas para que os responsáveis pela fiscalização atuem”, comenta. A ANA oferece, por exemplo, cursos pela internet com orientações nesse sentido.

Mineração

O diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Eduardo Leão, afirma que a tragédia de Brumadinho foi responsável pela impulsão no número de fiscalizações. “Passamos o ano inteiro correndo atrás”, afirma. Conforme o diretor, algumas estruturas chegaram a passar por sete inspeções em 2019. Leão diz ainda que o fato de o órgão, que era antes Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM), ter virado agência, em 2018, contribuiu para mais fiscalizações.

Na área da mineração, segundo dados da ANM, há 441 barragens, de um total de 841, inseridas na PNSB. Ou seja, não existem informações completas sobre 400. Leão afirma que as estruturas provavelmente não oferecem risco, mas que não há garantia de que problemas não venham a ocorrer. “Toda barragem é um ser vivo.

Pode haver o impacto de uma chuva, por exemplo”, avalia. “Quanto mais informações, melhor para se fazer a gestão.” Segundo o diretor, a agência ainda passa por dificuldades como número reduzido de fiscais, são 30 para todo o País, e uso de sistema de computadores ultrapassados.

O professor do Departamento de Engenharia de Minas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Roberto Galéry, diz que a tendência continua a ser a extinção de reservatórios de rejeitos, como os que ruíram em Mariana e Brumadinho. “Ficou provado que essas barragens não são seguras.” O especialista defende ainda maior atenção à desativação dessas estruturas. “É preciso tomar atitudes para que acidentes não ocorram mais. As barragens que estão em estado crítico têm de ter as atividades suspensas”, defende. “Depois de Brumadinho, que foi uma reincidência no Brasil, foi atingido um nível de gravidade maior.”

Galéry aponta que o sistema de segurança de barragens no Brasil, que prevê a responsabilidade para o dono da estrutura, e a fiscalização ao poder público, é o ideal, mas pode apresentar falhas. “Não há pessoal suficiente para fiscalizar. Por outro lado, empresas grandes costumam se preocupar mais com a operação, que gera receita, e descuidar da parte da segurança, que apenas cria despesa.”

O presidente do Conselho Diretor do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Wilson Brumer, afirma que as rupturas de barragens já provocaram mudanças no comportamento das empresas dentro e fora do País. “O que aconteceu em Brumadinho e Mariana serviu de grande alerta para o setor como um todo, até no exterior. Empresas que não sentiam que podiam ter problemas pararam para pensar: ‘Aconteceu lá, poderia acontecer aqui também’.” Serviu de alerta, então.

Conforme Brumer, as companhias do setor passaram a buscar mais transparência e segurança. “Há mais comunicação e empenho para que a ANM seja fortalecida. O clima dentro do setor é de mudança”, afirma. O presidente do Ibram indica, no entanto, que o setor poderá encontrar dificuldades exatamente no descomissionamento das barragens.

“Não é algo simples de se fazer. Cada uma tem de ser avaliada dentro de seu perfil. Se fechar de forma inadequada, pode acontecer um acidente.”

Pandemia

Os números deste ano talvez sejam diferentes. O diretor da ANM adiantou que a pandemia do novo coronavírus atrapalhou as fiscalizações ao longo de 2020, sobretudo em relação à contração de serviços e equipamentos para o trabalho. “Não paramos, mas tivemos problemas, por exemplo, para locação de veículos para o deslocamento das equipes.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Caçador é morto por chifrada de cervo que feriu no dia anterior

03 de setembro de 2020, 22:27

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Mark David morreu no último domingo (30) após ser atingido por uma chifrada de um cervo. De acordo com a polícia, o caçador foi morto pelo mesmo animal que havia ferido com um tiro no dia anterior em Oregon, nos Estados Unidos.

David conseguiu acerta o animal em uma propriedade privada, mas não achou o corpo do cervo antes do fim do dia. Com isso, ele e o dono do local iniciaram a procura do animal no dia seguinte.

Ao se deparar com o cervídeo, o caçador tentou matar o animal que estava ferido. No entanto, o cervo desferiu uma chifrada no pescoço de Mark.

“O proprietário tentou ajudar David, mas ele sofreu ferimentos fatais e morreu”, disse a polícia ao canal Fox News. Não foi informado se o dono da propriedade foi ferido ou como o animal foi morto depois de atacar o caçador. A corporação só informou que a carne do cervo foi doada para ser consumida na prisão do condado de Tillamook.

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Com ao menos 11 tremores nas últimas 24 horas, Bahia vive ‘enxame de terremotos’

31 de agosto de 2020, 18:04

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Durante pelo menos duas horas, os moradores do distrito de Corta Mão, em Amargosa, no Recôncavo Baiano, deixaram suas casas, sem entender por que a terra tremia sob os pés, na manhã do último domingo, 30. Um novo tremor, de 3,5 de magnitude, foi sentido às 3h42 desta segunda-feira, 31. Segundo especialistas, os terremotos registrafos na Bahia podem ser explicados pela ocorrência dos chamados “enxames sísmicos”, quando acontece uma série de tremores em diferente locais, pelas falhas geológicas nas cidades onde foram sentidas e por uma espécie de “viagem” dos abalos para outras regiões.

Os tremores de terra foram sentidos não apenas em Amargosa. Cidades mais distantes, como Valença, no baixo-sul da Bahia, e até em Salvador, a 162 quilômetros de distância, também registraram o fenômeno. Ao menos 43 cidades baianas notaram tremores de terra neste domingo, de acordo com o Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (SP). Nas últimas 24 horas, foram pelo menos 11 tremores em Amargosa. Nesta segunda, os tremores também foram sentidos nas cidades de Brejões e Elísio Medrado.

O tremor mais forte, registrado às 7h44 do domingo, em Amargosa, teve uma magnitude de 4,6 na Escala Richter, considerado fraco, mas forte o bastante para derrubar panelas, balançar prateleiras e causar pequenas fissuras em casas e telhas. A prefeitura municipal notificou rachaduras em seis casas e numa igreja católica da cidade. “Uma panela que estava na cozinha foi parar na sala. O telhado da casa de meu sobrinho ficou com algumas rachaduras”, contou o operador de máquinas Valmir Borges, de 47 anos, morador de Corta Mão. O primeiro terremoto registrado neste ano, na Bahia, foi na manhã do dia 28 de julho, no município de Ilhéus, no Sul do Estado. Foi um abalo de 3,5 de magnitude.

Região sismogênica

Os acontecimentos dos últimos dois dias, somados ao tremor ocorrido no mês passado, levantou a curiosidade do porquê a terra estar tremendo na Bahia. O geógrafo e professor da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS) Carlos Uchôa explicou que os terremotos registrados na Bahia aconteceram com mais força justamente na região do Recôncavo, onde está localizada uma das três regiões zimogênicas do Nordeste – as outras duas são João Câmara, no Rio de Grande do Norte, e Palhano, no Ceará.

Uma região sismogênica é caracterizada pela maior propensão de acontecerem tremores, devido a falhas geológicas – espécie de fraturas nas rochas. Os terremotos, como definiu Uchôa, são provocados quando há “reativação dessas falhas”. “Essas fraturas nas rochas são muito antigas, mas podem ser reativadas. São zonas de fraqueza, onde se tem acúmulo de energia que torna mais fácil que haja um rompimento”, disse. A costa brasileira também possui falhas geológicas.

Para exemplificar, ele usou uma metáfora: imagine dois carros, um atrás do outro, mas com velocidades diferentes. Se o que estiver na frente for mais devagar e frear, o que estiver atrás, mais rápido, vai se chocar contra o outro veículo e ocorrerá dispersão de energia. “É uma analogia para mostrar que também as rochas não se movem em velocidades iguais e que há locais com mais falhas e outras com menos”, comparou.

Os terremotos podem, por isso, ser sentidos em outras cidades, devido a uma viagem dessas ondas sísmicas. É o que parece ter acontecido na Bahia. “Um terremoto viaja de um local para outro; quanto mais distante, vai perdendo força. Se acontecerem novos tremores, não será uma grande surpresa”, afirmou Uchôa.

Agora, acredita-se que a Bahia esteja numa fase de “enxames sísmicos”, que se caracteriza por essa “viagem” energética que faz a terra tremer com diferentes intensidades. Como o Brasil está localizado no meio de uma placa tectônica – a Sul-Americana – os abalos são sempre rasos, de 0 a 70 quilômetros de profundidade, sem causar grandes estragos. Além da explicação geográfica, há uma possibilidade temporal levantada pelo geógrafo Carlos Uchôa.

Terremotos mais fortes aconteceram há 100 anos

A última vez em que a terra tremeu com tanta intensidade na Bahia foi há aproximadamente um século. “Pode ser só uma coincidência, ou ter, de fato, um intervalo temporal dessa liberação de energia que causa esses terremotos”, disse. Entre 1915 e 1919, consta na história, até padres de igrejas católicas centenárias do Recôncavo Baiano relataram rompimento de paredes grossas e queda de muros.

“O monitoramento sismográfico brasileiro não é algo tão antigo. No Nordeste, é algo próximo a uma década. Agora a gente tem uma precisão maior daquilo que ocorre no Nordeste do Brasil. Há também mais registro, troca de informação, em redes sociais”, continuou o professor.

Acontece que, na maioria das vezes, os terremotos sequer são sentidos, embora aconteçam. Até o dia 30 de agosto, o Estadão levantou, com base nos dados do Centro de Sismologia da USP, outros dois terremotos na Bahia – entre os dias 1º e 19 de agosto nas cidades de São Félix, também no Recôncavo Baiano, e Itororó, no Sul do Estado, com magnitude de 1.6 e 1.9, fracos demais para serem percebidos. O acompanhamento e interpretação dos dados registrados na Bahia são feitos pelo Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (RN).

O coordenador do Laboratório contou ao Estadão que, devido à quantidade de tremores em Amargosa, na próxima quinta-feira, 3, dois técnicos desembarcarão na cidade para instalar equipamentos de medição de tremores. “Nossa desconfiança é de que o epicentro esteja em Corta Mão. Essa região chamou nossa atenção, e é importante a gente acompanhar e até fazer palestras para explicar para a população [o que aconteceu]”, afirmou. Hoje, o equipamento mais próximo de Amargosa fica em Ponto Novo, a 343 quilômetros de distância.

Estadão

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Funcionária do SAC/Jacobina testa positivo para o coronavírus

17 de agosto de 2020, 19:07

Foto: Reprodução

A unidade do SAC (Serviço de Atendimento ao Cidadão) de Jacobina teve confirmado o primeiro caso de coronavírus entre seus colaboradores. A infectada é uma funcionária que trabalha no Sine Bahia, órgao de intermediação de emprego, seguro desemprego e emissao de Carteira de Trabalho e não teve o nome revelado.

Conforme nota emitida pela Secretaria de Administração do Governo da Bahia (Saeb), a servidora Que testou positivo foi afastada, assim como outros dois funcionários que trabalham na mesma baia e que o Sine passará 10 dias sem funcionar, a partir desta segunda-feira (17). Na nota a Saeb informa.ainda que uma equipe do Corpo de Bombeiros da Polícia Militar fez a desinfecção da unidade neste domingo, dia 16. A pasta não informou sobre a testagem dos demais servidores do SAC/Jacobina, o que tem sido motivo de apreensão por parte dos colaboradores e seus familiares. “Agências bancárias são obrigadas a fechar quando se detecta contaminados, enquanto o SAC age como se nada tivesse acontecendo, isso é uma falta de respeito e amor com a vida dos funcionários e dos que usam os serviços da unidade”, disse um servidor que pediu para não ser identificado.

Com exceção do Sine Bahia, os demais serviços estão funcionando normalmente na unidade.

Veja abaixo a nota da Saeb/Bahia:

Nota de esclarecimento 
 
A Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb) esclarece que a unidade SineBahia do SAC Jacobina vai suspender o atendimento de 17 a 21 de agosto. Seguindo protocolos de biossegurança pré-estabelecidos, a Saeb determinou o afastamento imediato de uma colaboradora da unidade SineBahia após ela ter informado à sua gerência SAC que havia testado positivo para a Covid-19. Para reforçar a segurança e a saúde de todos, uma equipe de profissionais do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia (CBM-BA) realizou um trabalho de desinfecção em todas as unidades do posto neste domingo (16).  
Vale salientar que o SAC cumpre, rigorosamente, com todos os protocolos de biossegurança, em todos os postos que retomaram o atendimento especial durante a pandemia. Entre as medidas adotadas pela Rede SAC estão a disponibilização de dispensers com álcool em gel; reforço na higienização das dependências dos postos, bem como dos móveis; reorganização das salas de espera para promover o distanciamento dos cidadãos; distanciamento dos funcionários nas recepções e baias de atendimento, bem como uso de máscaras de proteção; e controle do agendamento, estabelecendo o número reduzido de pessoas nas salas de espera, incluindo funcionários, como determinado pelo Decreto Estadual 19.529/20. 

Fonte: Augusto Urgente 
 
 

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Jacobina: Dois dias depois da revogação do ‘toque de recolher’, município confirma 403 casos e a 4ª morte pela Covid-19

08 de agosto de 2020, 18:35

Foto: Notícia Limpa

Neste sábado (8), Jacobina registra 403 casos positivos do novo coronavírus deste a primeira confirmação, em 3 de abril deste ano. O número de contaminados tem crescido desde a abertura total do comércio, em 31 de maio, quando os de infectados eram 45 pessoas. De lá para cá a média é de mais de 5 positivados por dia, sendo que esta estatística já chegou a 19 contaminados/dia neste intervalo.

De acordo o Informativo Epidemiológico da Secretaria de Saúde divulgado na tarde deste sábado, dos 4328 testes realizados já foram considerados curados 265 positivados. Mesmo com o aumento de pessoas curadas, a quantidade de pessoas testadas como positivas para a Covid-19 no município ainda é considerada grande. Jacobina não tem conseguido frear a contaminação que tem variado entre cinco a quase vinte pessoas por dia.

No segundo dia depois a revogação do Decreto Municipal que estabelecia o ‘toque de recolher’ entre as 20h e 5 horas da manhã, a cidade registra a sua 4ª morte, um morador do distrito do Junco. Ao contrário de municípios da região, o prefeito municipal preferiu ‘apostar na sorte’ ao não determinar a exigência do isolamento e distanciamento social com a flexibilização dos serviços essenciais e nãos essenciais. O comércio está funcionando normalmente, das 8h às 18 horas, de segunda à sexta-feira e meio período no sábado.

Os bairros Félix Tomaz e Leader contabilizam 38 casos confirmados, seguidos pelo Mundo Novo e Peru com 30 positivados cada.

Brasil superou hoje a marca de 100 mil mortes provocadas pela covid-19. O número é do boletim extra do consórcio de veículos de imprensa. O país segue em segundo lugar no número de casos e mortes, atrás apenas dos Estados Unidos.

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Jacobina: Obra de esgotamento sanitário descaracteriza calçadas na cidade

06 de agosto de 2020, 17:38

Foto: Notícia Limpa

A não reconstrução das calçadas danificadas com as obras de implantação do sistema de esgotamento sanitário de Jacobina tem sido motivo de reclamação por parte de moradores. Eles reivindicam que sejam mantidas as originalidades, ou seja, que os ‘passeios’ sejam entregues da forma que foram encontrados antes das intervenções.

Ladrilhos e outros materiais utilizados como revestimentos dos pisos são quebrados para a instalação das caixas de esgoto, geralmente na porta das residências, e não são reconstruídos com os mesmos materiais ou similares. “Eles simplesmente quebram tudo, não importando como o material aplicado e o custo que tivemos para revestir e depois cobrem a parte deteriorada com cimento”, reclama uma moradora da Rua Professor Tavares, no Bairro da Matriz.

A parte danificada para a instalação da rede de esgoto é na maioria das vezes coberta por uma massa de cimento

Outra queixa é em relação a forma da escolha das calçadas que recebem a requalificação com a sua forma original. Nossa reportagem tem recebido diversas denúncias de que somente as que pertencem à empresas como agências bancárias, escritórios de advocacia e consultórios médicos estão recebendo um serviço diferenciado. “Pode observar se os passeios em frente ao Banco do Brasil e de outras empresas localizadas no centro da cidade não foram refeitos da mesma forma que era antes, já na porta de nossas casas eles fazem qualquer tipo de baboseira para tapar os buracos”, disse Maria Augusta Sarafin, que, segundo ela, terá que gastar do próprio bolso para consertar o passeio da sua residência.

Conforme o secretário de Infraestrutura do município, Rodrigo Jacobina, a empresa responsável pela execução da obra de esgotamento sanitário da cidade, a Maf Escave, tem a obrigação de entregar o piso urbano, a pavimentação, e as calçadas da residência da mesma forma que encontrou, inclusive com o mesmo material, mas quando não for possível encontrar os mesmos materiais pré-existentes deve-se substituir na sua totalidade por outro similar. O secretário informou ainda que profissionais da pasta estão exclusivos para a fiscalização das obras e que diversas notificações de multas já foram emitidas contra a Maf e a Empresa Baiana de Água e Saneamento (Embasa).

Através de contato telefônico com o escritório da Maf, em Salvador, um preposto da empresa informou que desconhecia as denúncias e pediu que o responsável pela obra de Jacobina fosse contatado. Nossa equipe ligou para o número informado, mas não foi atendida.

O Notícia Limpa reserva espaço para que a Maf ou a Embasa possam se posicionar sobre o caso.

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Amostras de Marte recolhidas só serão enviadas para a Terra em 2031

29 de julho de 2020, 17:14

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Na segunda-feira (27), a NASA validou, numa coletiva de imprensa, o lançamento nesta quinta-feira (30), da base espacial norte-americana de Cabo Canaveral, na Florida, do veículo robotizado Perseverance (Perseverança), que deverá aterrar em 18 de fevereiro de 2021 na superfície de Marte, de onde irá recolher amostras de rocha e poeira do planeta que possam conter sinais de vida microbiana passada.

As amostras, guardadas em tubos, serão deixadas na superfície marciana e recuperadas posteriormente por um outro robô, numa missão conjunta entre a NASA e a europeia ESA, com lançamento agendado para 2026.

Na terça-feira (28), numa nova coletiva de imprensa, a partir do Centro Espacial Kennedy, no Cabo Canaveral, o diretor da NASA para esta segunda missão, Jeff Gramling, confirmou que as amostras só serão enviadas em 2031 para a Terra, onde, de acordo com um calendário previamente definido, deverão chegar em 2032.

Depois de na segunda-feira a NASA ter explicado a missão que pretende enviar um novo robô para Marte, no dia seguinte a agência espacial norte-americana e a parceira europeia ESA aclararam os contornos da missão que vai recuperar as amostras extraídas pelo robô e enviá-las para a Terra para serem estudadas.

O pesquisador Chris Herd, da Universidade de Alberta, no Canadá, que trabalha nesta segunda missão, lembrou, respondendo aos jornalistas, que sem a análise das amostras de Marte em vários laboratórios na Terra não é possível ter a certeza se contêm vestígios de vida microbiana.

A astrobióloga Lisa Pratt, que trabalha no departamento de proteção planetária da NASA, assegurou que as amostras vão estar devidamente seladas, evitando a sua contaminação à chegada à Terra.

A Mars 2020 Perseverance, que será lançada amanhã, será a primeira missão a recolher amostras de solo e rocha de Marte.

O veículo robotizado tem seis rodas – incluindo quatro dianteiras e traseiras que permitem controlar a sua trajetória – e está equipado com vários instrumentos e uma broca. O seu local de destino em Marte é a cratera Jezero, onde terá havido um lago e um delta (foz de rio).

A Mars 2020 Sample Return (Retorno de Amostra) é uma missão mais complexa e demorada, que complementa a Mars 2020 Perseverance.

Inclui o envio para Marte de um outro veículo robótico, de quatro rodas, concebido pela Agência Espacial Europeia, que vai recuperar as amostras recolhidas e deixadas na superfície marciana pelo robô Perseverance e acondicioná-las num recipiente.

Uma sonda, também da ESA, posicionada na órbita do planeta, vai receber o recipiente com as amostras entubadas e enviá-las rumo à Terra.

Na missão, o papel da NASA será garantir que o robô europeu aterre em Marte, através de uma plataforma, próximo da cratera Jezero, onde se encontra o robô Perseverance, e recupere as amostras deixadas na superfície do planeta.

À agência espacial norte-americana compete ainda assegurar o transporte do recipiente com as amostras entubadas num pequeno foguetão que descolará de Marte e irá ao encontro da sonda europeia.

A NASA também irá liderar a operação da entrada e recolha em segurança na Terra da cápsula que se libertará da sonda europeia com as amostras marcianas.

Segundo a cronologia estipulada, a missão Mars 2020 Sample Return inicia-se em julho de 2026, com o envio de um segundo robô para Marte, onde deverá aterrar em agosto de 2028.

Segue-se, em outubro de 2026, o envio da sonda, que chegará à órbita de Marte em 2027.

O pequeno foguetão que transportará o recipiente com as amostras decolará da superfície de Marte (onde estava desde 2028) na primavera de 2029 para se posicionar na órbita do planeta e ir ao encontro da sonda, que recolherá o recipiente com as amostras.

Só em 2031 a sonda estará nas condições mais propícias para empreender a sua viagem de regresso à Terra, com as amostras de rochas de Marte a chegarem à Terra, numa cápsula, na primavera de 2032.

Na superfície de Marte existem atualmente dois objetos exploratórios, ambos operados pela NASA: o Curiosity, um veículo robótico com um laboratório que analisa localmente amostras de solo e rocha para atestar se Marte teve condições para albergar vida microbiana, e o InSight, uma sonda equipada com uma broca e um sismógrafo para estudar o interior do planeta.

Apesar de inóspito, Marte é considerado o planeta do Sistema Solar mais parecido com a Terra. Estruturas geológicas demonstram que, há muito tempo, água líquida, elemento fundamental para a vida tal como se conhece, abundava na superfície do ‘planeta vermelho’.

De acordo com os cientistas, o planeta teve, no passado, um oceano maior do que o Ártico.

Estudos apontam, com base em observações feitas em órbita e na superfície, para a presença de água líquida salgada e gelada em Marte.

Na sua primeira missão dedicada à astrobiologia, a Mars 2020 Perseverance, a NASA vai procurar sinais (químicos) de vida microbiana passada em Marte, caracterizar o clima e a geologia do planeta e, assim, abrir caminho para o envio de astronautas para a sua superfície, uma ambição que os Estados Unidos pretendem concretizar depois de conseguirem ter novamente astronautas na Lua (a primeira missão tripulada de regresso à Lua, depois da última em 1972, está prevista para 2024).

O Japão planeja, em menos tempo, enviar uma missão robótica para Marte em 2024 para extrair amostras da superfície do planeta e transportá-las para a Terra em 2029.

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Após flagra de prefeito em passeata, Justiça proíbe Iguaí/BA de promover eventos

26 de julho de 2020, 15:25

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O prefeito de Iguaí/BA, Ronaldo Moitinho dos Santos, foi proibido pela Justiça de realizar, organizar, estimular ou participar de quaisquer eventos que gerem aglomeração de pessoas na cidade do sudoeste da Bahia, enquanto durar a pandemia da Covid-19.

A decisão atendeu um pedido do Ministério Público Estadual, em ação civil pública ajuizada. A ação, movida pela promotora de Justiça Solange Anatólio do Espírito Santo, traz fotografias e vídeos de evento realizado no último dia 19, no distrito de Altamira, zona rural de Iguaí, com ao menos dezenas de pessoas aglomeradas, cuja promoção teria sido realizada pelo atual chefe do Poder Executivo municipal.

A decisão liminar do juiz Fernando Marcos Pereira, publicada na sexta-feira (24), estabeleceu multa de R$ 200 mil em caso de descumprimento, “sem prejuízo das demais adoções de ações e sanções legais pertinentes, que o caso requer”.

Segundo a ação, os boletins epidemiológicos divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde mostram que o município apresentava dois dias antes do evento, 290 casos confirmados de Covid-19 e oito mortes.  Já até a quinta, dia 23, eram 310 pessoas infectadas e dez óbitos causados pela doença.

Conforme a ação, o prefeito “promoveu a aglomeração de pessoas, por meio de carreatas e passeatas, sob o pretexto de realizar ações sociais em combate à Covid-19, com doação de alimentos, brinquedos, doces, cestas básicas, “Kit Covid”, testes rápidos, etc., contando para efetuar as ações citadas do efetivo auxílio de servidores e funcionários públicos municipais”.

Segundo as informações apuradas pelo MP, a carreata contou com dois veículos plotados com a logomarca oficial da Prefeitura, além de carro de som que propagava o slogan:

“O trabalho não pode parar.”

Também teria havido, ao final da manifestação, festa com bebidas alcoólicas, com pessoas dançando sem máscara. A promotora destacou que a manifestação reuniu mais de 50 pessoas, desrespeitando decretos municipal e estadual, e se configurou como “verdadeiro evento eleitoreiro, deixando a população exposta ao contágio pelo vírus, gerando enorme risco para a saúde pública da coletividade”.

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Globo informa que não vai transmitir Fla-Flu da final da Taça Rio

07 de julho de 2020, 08:10

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A TV Globo informou que não transmitirá a partida entre Flamengo e Fluminense, marcada para esta quarta-feira (8). O jogo decidirá a Taça Rio, segundo turno do Campeonato Carioca, e poderá ser o duelo decisivo da competição, já que o Flamengo venceu o primeiro turno e ficará com o título se triunfar também no segundo.

A emissora anunciou que não fará a exibição em meio a uma briga jurídica com a Ferj (Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro). Ela entende que o contrato de transmissão do torneio foi quebrado no momento em que a FlaTV, do Flamengo, apresentou a partida da equipe contra o Boavista, na semana passada.

A Globo diz que tinha um acordo de exclusividade e já havia dado o compromisso como rescindido na última quinta (2). No entanto, a Ferj obteve uma liminar na 24ª Vara Cível do Rio de Janeiro contra a rescisão unilateral, o que obrigou a TV a transmitir o confronto entre Fluminense e Botafogo, no domingo (5).

Responsável pela decisão, a juíza Eunice Bittencourt Haddad determinou nesta segunda (6) que a liminar concedida por ela não é válida para jogos do Flamengo. O clube rubro-negro não tinha contrato com a emissora carioca, que se acertou apenas com os demais 11 times envolvidos no campeonato.

“A Globo reitera seu entendimento de que o contrato foi rescindido e reafirma que os clubes estão livres para ceder os direitos sobre seus jogos ou transmiti-los”, afirmou a TV, em nota.

Além do embate com o Boavista, o Flamengo também exibiu sua partida contra o Volta Redonda, no domingo, na FlaTV. O clube se diz amparado pela Medida Provisória 984, assinada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e publicada no Diário Oficial do último dia 18.

A medida dá ao clube mandante a prerrogativa de comercializar seus direitos de transmissão. Até a publicação da MP, o texto da Lei Pelé previa que esse direito pertencia às duas partes envolvidas na partida.

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Covid-19: Pico da pandemia no Brasil deve ocorrer em agosto, segundo a OMS

06 de julho de 2020, 10:57

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A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que o Brasil ainda não chegou ao pico do coronavírus. A avaliação da entidade é que o país enfrente o auge dos casos da Covid-19 em agosto, junto com outros países da América do Sul, como Argentina, Peru e Bolívia.
 
O Brasil iniciou o segundo semestre de 2020 com mais de 60 mil mortes por coronavírus e é o principal local de proliferação da doença na América Latina. O país vem oscilando no número diário de casos confirmados, mas desde o dia 29 de junho vem apresentando crescimento na curva de contaminação.
 
“Conforme as condições atuais, acredita-se que a pandemia atingirá um pico no Chile e na Colômbia em meados de julho, mas na Argentina, Brasil, Bolívia e Peru só em agosto, e a Costa Rica só achatará sua curva de infecções em outubro”, avaliou a diretora da Opas, Carissa Etienne, em entrevista coletiva. 
 
Na opinião do médico infectologista e especialista em saúde pública, doutor Eder Gatti, as dimensões continentais do Brasil dificultam a projeção do cenário da Covid-19 no país. Para Gatti, o pico da doença ainda está por vir.
 
“Hoje vivemos um cenário onde atingimos um número significativo de casos e óbitos, mas ainda há um grande número de suscetíveis à nossa população em diversas localidades do país. Isso mostra que a doença ainda tem muito que evoluir no Brasil. Então, acredito que a gente ainda não viu o pico, vamos ver isso mais para frente”, opina. 
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