Covid-19: Pico da pandemia no Brasil deve ocorrer em agosto, segundo a OMS

06 de julho de 2020, 10:57

Auge dos casos da Covid-19 deve acontecer junto com outros países da América do Sul, como Argentina, Peru e Bolívia (Foto: Reprodução)

A Organização Pan-Americana de Saúde (Opas), braço da Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que o Brasil ainda não chegou ao pico do coronavírus. A avaliação da entidade é que o país enfrente o auge dos casos da Covid-19 em agosto, junto com outros países da América do Sul, como Argentina, Peru e Bolívia.
 
O Brasil iniciou o segundo semestre de 2020 com mais de 60 mil mortes por coronavírus e é o principal local de proliferação da doença na América Latina. O país vem oscilando no número diário de casos confirmados, mas desde o dia 29 de junho vem apresentando crescimento na curva de contaminação.
 
“Conforme as condições atuais, acredita-se que a pandemia atingirá um pico no Chile e na Colômbia em meados de julho, mas na Argentina, Brasil, Bolívia e Peru só em agosto, e a Costa Rica só achatará sua curva de infecções em outubro”, avaliou a diretora da Opas, Carissa Etienne, em entrevista coletiva. 
 
Na opinião do médico infectologista e especialista em saúde pública, doutor Eder Gatti, as dimensões continentais do Brasil dificultam a projeção do cenário da Covid-19 no país. Para Gatti, o pico da doença ainda está por vir.
 
“Hoje vivemos um cenário onde atingimos um número significativo de casos e óbitos, mas ainda há um grande número de suscetíveis à nossa população em diversas localidades do país. Isso mostra que a doença ainda tem muito que evoluir no Brasil. Então, acredito que a gente ainda não viu o pico, vamos ver isso mais para frente”, opina. 

Como aumentar a imunidade rapidamente 

Para aumentar a imunidade rapidamente deixando o corpo mais forte no combate aos agentes agressores deve-se:

Adotar bons hábitos de saúde, realizando atividade física, dormindo adequadamente e evitando situações de estresse;

Evitar o cigarro ou estar exposto ao cigarro;

Expor-se ao sol diariamente, de preferência até as 10 horas da manhã e depois das 16 horas, sem protetor solar, para aumentar a produção de vitamina D no organismo;

Consumir alimentos saudáveis e manter uma dieta equilibrada, que inclua o consumo de frutas, verduras e legumes, de preferência orgânicos ou produzidos em casa sem agrotóxicos;

Evitar ao máximo fast food e alimentos industrializados e comidas congeladas como pizzas e lasanhas, por exemplo, pois contém substâncias que promovem a inflamação do organismo;

Evitar tomar remédios sem orientação médica;

Beber cerca de 2 litros de água mineral ou filtrada todos os dias. 

Além disso, caso tenha alguma doença causada por vírus, como gripe, por exemplo, é importante evitar frequentar lugares públicos fechados, como shopping, teatros e cinemas, além de ser importante lavar as mãos frequentemente com água e sabão, assim como evitar tocar os olhos, nariz e a boca com as mãos sujas. Dessa forma, é possível reduzir o risco de adquirir a doença e de haver o desenvolvimento de complicações, principalmente no caso da pessoa possuir o sistema imunológico mais fraco.

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