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Vá, vote e vença!

11 de novembro de 2020, 15:10

*Por Gervásio Lima –  

Chegou a hora em que todos os brasileiros, sem distinção, estarão tendo o mesmo direito e a mesma responsabilidade na escolha dos representantes para o Executivo e o Legislativo dos seus municípios. Neste domingo, 15 de novembro, milhões de eleitores vão as urnas cumprir um dos mais importantes papéis do cidadão, o voto, considerado um direito universal no Brasil.

O voto é a grande arma do povo para mudar a política. Desperdiçá-la, não votando, piora a situação. Quando o eleitor opta por não votar, independentemente de quem seja ou de qual bandeira empunhe o candidato, estará dando aos outros a oportunidade de tomarem as decisões sem a sua participação.

No momento de votar na urna existe a privacidade para escolher o candidato e o registro do voto será anônimo. Serão poucos segundos que poderão determinar o que acontecerá em 4 anos nos municípios brasileiros. É preciso ter a consciência que o voto é o responsável com o que acontecerá de bom ou ruim para uma população. Por isso se faz necessário eleger políticos de ficha limpa e conduta aceitável.

No jogo democrático, todas as partes possuem seus direitos e seus deveres. Não se pode minimizar a importância da participação do eleitor pois cada voto conta, e muito; por tanto é necessário cumprir este importante compromisso, obedecendo, é claro, as normas de segurança para evitar o contágio pelo novo coronavírus.

Vale salientar que o trabalho do eleitor não acaba depois das eleições. Afinal de contas, as eleições são apenas uma primeira etapa de um longo ciclo, que se repete a cada quatro anos. Após as eleições o eleitor deve assumir de fato o papel de cidadão e acompanhar e fiscalizar o trabalho de seus representantes, especialmente aqueles que ajudou a eleger.

O futuro é construído a partir do presente. A vida é de escolhas, cada pessoa tem o livre-arbítrio de decidir e tentar acertar não tem custo, enquanto procurar o erro gera consequências que podem marcar toda uma vida. É bom sempre lembrar que a qualidade do fruto dependerá de como a árvore foi plantada e tratada.
A seriedade é uma qualidade do bom caráter. Neste domingo (15), não brinque de votar. VÁ, VOTE E VENÇA!

*Jornalista e historiador

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Jacobina: Número de infectados pelo Coronavírus deverá se aproximar de 1.500 até domingo, dia de eleição

10 de novembro de 2020, 15:29

Foto: Notícia Limpa

“Nunca imaginava que fosse está viva para presenciar tanta insensatez e irresponsabilidade diante um mal evidente, que mata. As pessoas se comportam como se tivessem perdido o sentido da vida”. Este é o desabafo da auxiliar administrativa Érika Rios que assim como muitos moradores de Jacobina estão apreensivos com o aumento de casos do novo coronavírus e a ausência da prevenção contra a doença.

No município, até a divulgação do último Boletim Epidemiológico da Secretaria de Saúde local, 1.374 pessoas já foram infectadas e 13 morreram, desde o primeiro caso registrado em 3 de abril deste ano. Conforme a divulgação, 921 estão curadas e 129 aguardam resultado do Laboratório Central da Bahia (Lacen). Dos 50 leitos de enfermaria disponíveis, 8 estão ocupados e das 10 vagas na UTI, 1 está ocupada. Se a média continuar a mesma das últimas semanas, até domingo (15), dia da eleição, os números de infectados na cidade se aproximarão dos 1.500 casos.

Um dado curioso é a quantidade de mulheres na faixa etária entre 20 a 29 anos. De acordo ao levantamento são 162 mulheres contaminadas contra 128 homens. O grupo feminino aparece na frente também na faixa etária entre 60 e 69 anos, com 43 casos positivos, enquanto o grupo masculino soma 29. A faixa-etária com maior número de contaminados é a de 30 a 39 anos, e os números são altos para ambos os sexos, homens (211) e mulheres (183).

Os bairros com maiores incidências são o Félix Tomaz com 120 confirmações, seguido por Mundo Novo com 112, Leader (108), o Peru (86), o Centro (78), Serrinha (66), Caeira (62), Jacobina 3 (54) e índios (52). Na zona rural o distrito do Junco aparece na liderança com 56 casos confirmados, em seguida aparece Caatinga do Moura com 31, Lages do Batata com 29 e Pé de Serra com 15.

Eleitor com febre ou covid-19 deve ficar em casa nessas eleições

O eleitor com febre ou que teve covid-19 nos últimos 14 dias antes da votação não deve comparecer às urnas. A recomendação é do próprio Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A ausência deve ser justificada em até 60 dias, com apresentação de atestado médico ou teste positivo para a covid-19. Conforme informação do órgão, a justificação pode ser feita em qualquer cartório eleitoral ou pelo aplicativo e-Título. E para quem for votar, o TSE recomenda levar a própria caneta, usar máscaras, manter distância das pessoas e limpar as mãos com álcool em gel.

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Eleições 2020: eleitores não podem ser presos a partir de hoje

10 de novembro de 2020, 10:28

Foto: Reprodução

Nenhum eleitor pode ser preso ou detido de hoje (10) até 48 horas após o término da votação do primeiro turno, no próximo domingo (15). A proibição de prisão cinco dias antes da eleição é determinada pelo Código Eleitoral (Lei 4737/1965), que permite a detenção nos casos de flagrante delito, sentença criminal condenatória por crime inafiançável ou por desrespeito a salvo-conduto.

O flagrante de crime é configurado quando alguém é surpreendido cometendo uma infração ou acabou de praticá-la. De acordo com o Código de Processo Penal, se um eleitor é detido durante perseguição policial ou se é encontrado com armas ou objetos que sugiram participação em um crime recente, também há flagrante delito.

Na segunda hipótese é admitida a prisão daqueles que têm sentença criminal condenatória por crime inafiançável, como, por exemplo, pela prática de racismo, tortura, tráfico de drogas, crimes hediondos, terrorismo ou ação de grupos armados que infringiram a Constituição.

A última exceção é para a autoridade que desobedecer o salvo-conduto. Para tanto, o juiz eleitoral ou o presidente de mesa pode expedir uma ordem específica a fim de proteger o eleitor vítima de violência ou que tenha sido ameaçado em seu direito de votar. O documento garante liberdade ao cidadão nos três dias que antecedem e nos dois dias que se seguem ao pleito. Quem desrespeitar o salvo-conduto poderá ser detido por até cinco dias.

O eleitor preso em uma dessas situações deve ser levado à presença de um juiz. Se o magistrado entender que o ato é ilegal, ele pode relaxar a prisão e punir o responsável. A proteção contra detenções durante o período eleitoral também vale para membros de mesas receptoras de votos e de justificativas, bem como para fiscais de partidos políticos.

No caso de candidatos, desde o dia 1º de novembro eles não podem ser presos, a menos que seja em flagrante ato criminoso.

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Covid-19 também prospera na negação, diz OMS. “Ignorância propositada”

09 de novembro de 2020, 10:50

Foto: Reprodução

Tedros Adhanom Ghebreyesus indicou, nesta segunda-feira, que as pessoas podem estar cansadas do vírus, “mas ele não está cansado” delas, apelando mais uma vez ao compromisso comum.. “Podemos estar cansados da Covid-19, mas ela não está cansada de nós. Sim, ataca quem tem menos saúde. Mas ataca outras fraquezas, também: igualdade, divisão, negação, pensamentos ilusórios e ignorância propositada”, falou durante a coletiva de imprensa, o diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Tedros acrescentou que não é possível “negociar com a Covid-19 nem fechar os olhos e esperar que desapareça”, uma vez que a doença, causada pelo vírus SARSCoV-2 “não ouve retórica política nem teorias da conspiração”. “A nossa única esperança é a ciência, soluções e solidariedade”.

Sublinhando que a crise é global, Tedros indicou que os “países foram afetados de forma diferente e tiveram respostas diferentes”. “Metade dos casos e óbitos relacionados com a Covid-19 tiveram lugar em apenas quatro países”.

O especialista em saúde pública ressaltou que “há muitos países e cidades que conseguiram prevenir e controlar a transmissão da Covid-19 com uma resposta abrangente e baseada em evidência científica”. Ainda assim, em vários países, em especial na Europa e na América do Norte e Sul, “foram agora

reintroduzidas restrições para combater a nova vaga de infecções de Covid-19 que estão a enfrentar, e evitar que os sistemas de saúde colapsem“.

“Esse é trabalho que a OMS tem feito desde o início”, defendeu. “Conseguimos progresso científico juntando milhares de especialistas para analisar as evidências em constante mutação e transformálas em orientação, para identificar um mapa orientador de pesquisa que preencha as lacunas do nosso conhecimento”, disse, lembrando os “mais de 600 documentos orientadores” publicados pela organização de saúde, que foram “descarregados até 9 milhões de vezes por mês”.

Tedros Adhanom Ghebreyesus fez ainda referência aos 50 milhões de casos de infecção a nível global – marca que foi atingida no domingo – e os mais de 1,2 milhões de óbitos associados à doença, uma consequência devastadora que acontece “também por causa do impacto no serviços de saúde essenciais”.

Por outro lado, acrescentou que a pandemia tem consequências que não são mensuráveis. “Não podemos medir a dor das família que não se puderam despedir de entes queridos. Não podemos medir o medo que tantos sentiram na face de um futuro incerto”.

O especialista lembrou que “ninguém olha para o efeitos a longo-prazo do vírus no corpo humano, ou no tipo de mundo que os nossos filhos e netos vão herdar”.

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Por que os EUA votam sempre numa terça-feira de novembro?

02 de novembro de 2020, 17:43

Foto: Reprodução

No século 19, a agenda dos americanos era cheia, de modo que havia dificuldade para definir qual o melhor dia para escolher o novo presidente. A lei que define a terça-feira como o dia da votação nos EUA, assinada em 1845, foi feita para se encaixar na rotina da época.

Na quarta, era a vez de ir às compras, em feiras e mercados, o que também envolvia pequenas viagens. E o sábado ficou de fora por ser o dia sagrado dos judeus.

A lei também determina que a votação ocorra na terça-feira após a primeira segunda-feira de novembro, de modo a evitar coincidência com a festa de Todos os Santos, em 1º de novembro.E novembro foi escolhido por ser um período entre o final das colheitas e antes do inverno no hemisfério norte, cujas tempestades rigorosas dificultam as viagens.

Nos anos 1840, ir à urna era um evento, para o qual as pessoas colocavam suas melhores roupas e muitas vezes levavam a família, embora apenas os homens brancos pudessem votar.

Mantida desde então, a opção pela terça-feira gera criticas. A principal delas é que a data é atualmente um dia cheio de atividades, o que exige que os eleitores encontrem tempo para ir à sessão eleitoral em meio à rotina de trabalho ou de aulas. O dia da votação não é um feriado no país.

Com as dificuldades de acesso, muita gente não vai. Na segunda metade do século 19, o comparecimento gravitava em torno de 70% a 80% dos adultos aptos a votar. Desde 1968, esse número fica quase sempre abaixo de 60%. O voto nos EUA não é obrigatório.

A decisão pela mudança de data cabe ao Congresso. A Constituição americana não define a data nem as condições para a realização das eleições. Assim, antes da lei de 1845, cada estado escolhia um período diferente para a escolha presidencial, o que gerava confusão.

Algumas iniciativas foram criadas nos últimos anos para tentar mudar o dia de votar, sem sucesso. O principal argumento é o de que realizar a votação aos fins de semana ou em um feriado levaria mais gente à urna, aumentando a participação popular.

Já os defensores da terça dizem que se trata de uma tradição centenária e que seria mais difícil recrutar trabalhadores para atuar nas seções aos fins de semana.

Neste ano, a pandemia de coronavírus tem ajudado a modificar esse cenário. Com o medo de contágio e de aglomerações no dia 3 de novembro, houve campanhas para estimular a participação pelo correio, e mais estados passaram a permitir votação antecipada. Neste ano, 45 dos 50 estados americanos adotaram o modelo, segundo levantamento do site Business Insider.

Nessas regiões, as seções ficam abertas por dias ou semanas antes do dia oficial do pleito. Lá, os eleitores depositam as cédulas que receberam pelo correio ou obtêm uma na hora, a depender do estado.

Assim, em vez de escolher apenas um dia da semana, os americanos podem acabar expandindo de vez o modelo de votação em várias datas possíveis, opção mais condizente com uma época de rotinas cheias, porém mais flexíveis. Até a publicação desta reportagem, 94 milhões de pessoas já haviam participado do pleito antes da data oficial, um recorde, de acordo com dados compilados pelo US Elections Project.

No Ocidente, o domingo é o dia mais comum para escolher um novo governo. A data é a preferida na América Latina e na Europa. Já o sábado tem poucos adeptos, como Austrália e Nova Zelândia.

A votação em dias de semana é mais frequente em locais que um dia foram colônias do Reino Unido –que vota numa quinta-feira. Canadá e Guiana preferem as segundas. A África do Sul, as quartas-feiras.

A Irlanda costuma eleger políticos em sextas-feiras. Na Índia, onde há cerca de 900 milhões de pessoas aptas a votar, a votação é feita em várias datas, em etapas espalhadas entre dias úteis e fins de semana.

Fonte: Folhapress 

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35,1% de negros com ensino superior trabalham em cargos de nível médio ou fundamental

28 de outubro de 2020, 09:47

Foto: Reprodução

Estudo do IDados mostra que 35,1% dos trabalhadores negros com ensino superior completo trabalhavam em cargos de nível médio ou fundamental no 1º trimestre de 2020, o que representa 2.397.390 das pessoas negras ocupadas. O percentual é inferior ao de pessoas brancas que têm formação de nível superior em cargos com menor exigência educacional: 28,5%, ou 3.525.241 de pessoas.

O levantamento (125 KB) foi feito com em dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios), do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

De acordo com o estudo, no 1º trimestre de 2015, haviam 4.338.947 pessoas negras e 10.214.445 pessoas brancas empregadas. No mesmo período de 2020, os números passaram para 6.823.065 e 12.339.708, respectivamente.

Os dados indicam que, nos últimos 5 anos, a proporção de trabalhadores com ensino superior que atuam em cargos de nível médio ou fundamental cresceu mais entre negros do que entre brancos.

Em 2015, a taxa de pessoas negras nessa situação era de 29,8% e chegou a 35,1% em 2020 –alta de 6 pontos percentuais. Já considerando as pessoas brancas, há 5 anos, 25,9% com nível superior atuavam em cargos sem essa exigência de qualificação. Agora são 28,5% –alta de 3 pontos percentuais.

Segundo Ana Tereza Pires, pesquisadora responsável pelo estudo, o crescimento da proporção de indivíduos sobre-educados, que têm a qualificação incompatível com a função, “está ligado à expansão do acesso ao ensino superior e a incapacidade do mercado de trabalho brasileiro em acomodar estes indivíduos graduados”.

“É justo frisar que este aumento acelerou a partir de 2015, momento em que a economia estava em recessão. Mesmo após o fim da recessão em 2017, notamos 1 tímido crescimento econômico. Neste contexto, a demanda por contratar esta mão-de obra não se deu de modo a suprir a quantidade crescente de trabalhadores com diploma superior”, avalia.

A pesquisadora afirma que as diferenças encontradas entre brancos e negros podem estar associadas a muitos fatores. Segundo ela, embora a política de expansão do ensino superior tenha aumentado tanto o número de brancos quanto o de negros graduados, as políticas afirmativas, como as cotas raciais, ampliaram a representação dos negros nas instituições de ensino superior.

“Isto posto, a maior dificuldade encontrada pelos indivíduos negros em encontrar postos de trabalho adequados ao diploma pode ser parcialmente explicada tanto por questões subjetivas, como 1 componente discriminatório dos empregadores, quanto por questões objetivas como outros diferenciais de qualificação que favorecem aos brancos”, diz.

“É importante notar que estes diferenciais de qualificação –por exemplo falar 1 segundo idioma ou ter familiaridade com o uso de computadores– refletem a desigualdade de acesso a essa qualificação.”

Em 19 de outubro, em entrevista ao Roda Viva, programa da TV Cultura, Cristina Junqueira, sócia do Nubank e mulher branca, disse que há uma “dificuldade em encontrar candidatos negros adequados às exigências das vagas nas empresas”. Após a repercussão negativa de sua fala, a empresária publicou 1 vídeo no LinkedIn no qual pede desculpas e diz que acabou se expressando mal sobre o tema.

O debate sobre o racismo, seja por meio da discriminação direta, estrutural ou institucional, foi impulsionado pelo movimento Black Lives Matter em maio deste ano. O estopim foi a morte de 1 homem negro, George Floyd, asfixiado por 1 policial branco na cidade norte-americana de Minneapolis. O movimento se espalhou por diversos países, inclusive no Brasil.

Algumas empresas no Brasil adotaram medidas para reduzir a assimetria que existe entre negros e brancos no quadro de funcionários, principalmente em cargos de liderança.

Em 18 de setembro, o Magazine Luiza abriu inscrições para o seu programa de trainees 2021 com edição exclusiva para candidatos negros. Foi o 1º com essa característica no país. O programa chegou a ser alvo de ação por parte da DPU (Defensoria Pública da União), que alegou haver uma “violação de direitos de milhões de trabalhadores (discriminação por motivos de raça ou cor, inviabilizando o acesso ao mercado de trabalho)”. Para o MPT-SP, não houve violação trabalhista, mas sim uma ação afirmativa de reparação histórica.

Em 29 de setembro, a Bayer também abriu 1 programa com o mesmo intuito. Em entrevista ao Poder em Foco, programa do Poder360 em parceira com o SBT, o vice-presidente de Finanças da Bayer Crop Science para a América Latina, Maurício Rodrigues, informou que a procura pelo programa foi bastante alta. Para 19 vagas, já haviam 10.000 candidatos em 16 de outubro. “Nesse caso específico [o programa] veio reforçar uma espécie de demanda reprimida”

NÚMEROS POR GÊNERO

Quando analisados por gêneros, os dados indicam que o homem negro com ensino superior enfrenta mais dificuldades em encontrar empregos que exigem qualificação mais elevada.

No 1º trimestre de 2015, haviam 1.759.988 de homens negros empregados, 2.803.612 a menos do que homens brancos ocupados (4.563.600). Deste número, 33,6%% das homens negros com ensino superior estavam em cargos de menor exigência educacional e 27,2% homens brancos estavam nessa situação.

Já em 2020, o número de homens negros empregados passou para 2.779.886 no mesmo período. A taxa dos que tinham ensino superior e estavam em cargos de nível médio ou fundamental era de 37,9% –alta de 4 pontos percentuais em 5 anos. Enquanto 5.449.033 homens brancos estavam empregados e, destes, 29,6% estavam em cargos de qualificação inferior –alta de 2 pontos percentuais.

Considerando gênero feminino, no 1º trimestre de 2015, haviam 2.578.959 de mulheres negras empregadas, 3.071.886 a menos do que mulheres brancas ocupadas (5.650.845).

Segundo o estudo, a proporção relativa ao contingente de mulheres negras com ensino superior e em cargos de menor exigência educacional apresentou crescimento em face do total, enquanto o grupo de mulheres brancas tornou-se proporcionalmente menor: 33,2% das mulheres negras com ensino superior estavam em cargos de ensino médio e fundamental –alta de 5 pontos percentuais; e 27,8% mulheres brancas estavam nessa situação –alta de 3 pontos percentuais.

Em relação à situação das mulheres negras, Ana Tereza Pires avalia que tanto a discriminação como diferenciais de qualificação intrinsecamente relacionados a desigualdade de acesso são determinantes neste grupo. Segundo ela, entretanto, existem componentes específicos da desigualdade de renda –que quase sempre acompanha a questão racial– importantes quando discutimos a situação das mulheres no mercado de trabalho.

“Ainda que a taxa de fecundidade de mulheres negras tenha caído substancialmente quando comparamos ao inicio dos anos 2000, mulheres negras ainda tem, em média, mais filhos do que mulheres brancas. Assim, é possível que mulheres negras tenham mais interrupções de carreira o que dificulta o ganho de experiência”, declara.

“A própria necessidade de cuidado dos dependentes pode ser 1 obstáculo à contratação, e novamente, mulheres negras sofrem maiores penalidades por possivelmente terem, em média, menos acesso a creches e escolas de qualidade.”

Fonte: Poder 360

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Que coisa boa, conheci Ana Rita Tavares e sua luta em prol dos animais

27 de outubro de 2020, 12:57

Foto: Notícia Limpa

Nos 31 anos atuando como jornalista muitos fatos acompanhei, gerando um incontável número de pautas. Quem conhece as histórias dos profissionais que atuam no interior sabe que o repórter é uma espécie de coringas nas redações dos jornais impressos que ainda insistem em existir mesmo com a ascensão dos veículos de comunicação online. A atuação não é específica para determinada área, o mesmo que cobre polícia escreve política e daí por diante…

Muitas coisas me chamaram atenção, me indignaram, me emocionaram, me ensinaram, contribuindo diretamente para minha formação profissional, mas acima de tudo, para a minha formação social e principalmente moral. Um aprendizado de vida, vendo e vivendo as realidades cotidianas

Até poucos dias acreditava que já tinha visto de tudo, mas como se fosse um ‘foca’ (jornalista no início de carreira), me deparei com uma situação que misturou sentimentos positivos e negativos, sendo o primeiro gerado em abundância. Ao retornar para minhas atividades em Salvador tive o prazer de conhecer uma das figuras mais lindas nos meus 47 anos de vida, pela sua história e dedicação à causa animal, a vereadora Ana Rita Tavares; mulher guerreira que não se abate com os que tentam destruir o seu importante papel de cuidadora e defensora de gatos e cachorros em situação de abandono, vítimas dos mais diversos tipos de violência.

Visitei um dos locais onde se encontram quase cem cachorros dos mais de mil cuidados atualmente por Ana Rita e uma rede de colaboradores, inclusive veterinários. Fiquei impressionado como Ana trata os animais, mas, mais ainda por ela conhecer um por um e chama-los por um nome dado muitas vezes por ela, de acordo a situação e onde o animal fora resgatado. Cada um com sua história, geralmente muito triste.

Saber que existem ainda bons seres humanos nos faz não desistir de acreditar em dias melhores. Vendo os animais sendo bem cuidados, bem alimentados, medicados e amados não imaginamos nunca que ainda existem os desprovidos de seriedade, complacência, empatia e até mesmo de caráter que irresponsavelmente criticam os que buscam praticar o bem. Tentar prejudicar um trabalho verdadeiro, digno de elogios e que necessita de apoio é irracional.

Força Ana Rita, a população de Salvador conhece e reconhece o seu trabalho em prol dos animais.

Gervásio Lima
Jornalista e historiador

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Influencer que não acreditava na Covid-19 morreu vítima da doença

19 de outubro de 2020, 10:38

Foto: Reprodução

Dmitry Stuzhuk, um influencer ucraniano de 34 anos, morreu na última sexta-feira (16), vítima da Covid-19.

O homem, que chegou a afirmar nas redes sociais que não acreditava na existência desta doença, foi infectado após uma viagem à Turquia.

“Como todos já sabem, tenho Covid-19. Quero avisar de uma forma convincente: pensei que a Covid-19 não existia e que tudo era relativo … Até que adoeci “, escreveu Stuzhuk.

influencer, que havia informado que já se encontrava melhor, estava em casa a se recuperar. Mas acabou não resistindo.

O seu estado de saúde piorou e Dmitry foi novamente internado. O homem sofria de problemas cardíacos e teria sido o coração a falhar na luta contra o novo coronavírus mortal. A esposa do influencer foi quem compartilhou nas redes sociais a notícia de sua morte.

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Vírus que causa a Covid-19 pode resistir até 28 dias em cédulas, vidro e aço

12 de outubro de 2020, 12:27

Foto: Reprodução

O vírus que causa o COVID-19 pode sobreviver em cédulas, vidro e aço inoxidável por até 28 dias, muito mais que o vírus da gripe, disseram pesquisadores australianos na segunda-feira, destacando a necessidade de limpeza e lavagem das mãos para combater o vírus.

Os resultados do estudo feito pela agência científica nacional da Austrália, CSIRO, parecem mostrar que em um ambiente muito controlado o vírus permaneceu infeccioso por mais tempo do que outros estudos descobriram.

Os pesquisadores do CSIRO descobriram que a 20 graus Celsius (68 graus Fahrenheit) o ​​vírus SARS-COV-2 permaneceu infeccioso por 28 dias em superfícies lisas, como notas de plástico e vidros encontrados em telas de telefones celulares. O estudo foi publicado no Virology Journal.

Em comparação, o vírus Influenza A sobrevive em superfícies por 17 dias.

“Isso realmente reforça a importância de lavar as mãos e higienizar sempre que possível e, certamente, limpar as superfícies que podem estar em contato com o vírus”, disse o pesquisador principal do estudo, Shane Riddell.

O estudo envolveu a secagem do vírus em um muco artificial em uma variedade de superfícies em concentrações semelhantes às amostras de pacientes com COVID-19 e a recuperação do vírus por um mês.

Experimentos feitos a 20, 30 e 40 graus C mostraram que o vírus sobreviveu mais em temperaturas mais frias, mais em superfícies lisas do que em superfícies complexas como o algodão e mais tempo em notas de papel do que em notas de plástico.

“Então, entrar no verão certamente será um fator importante para que o vírus não dure tanto nas temperaturas mais altas”, disse Riddell, referindo-se ao próximo verão no hemisfério sul.

Todos os experimentos foram feitos no escuro para remover o impacto da luz ultravioleta, já que as pesquisas mostraram que a luz solar direta pode matar o vírus.

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Nota de Esclarecimento da Ágora Pesquisa e Consultoria Política

08 de outubro de 2020, 10:57

Nossa pesquisa eleitoral realizada no Município de Pintadas/BA teve a sua divulgação suspensão em caráter liminar.

Essa é a primeira vez que isso ocorre em 8 anos de pesquisas eleitorais e dezenas de registros feitos.

Sempre primamos pela seriedade, honestidade e transparência dos nossos serviços e não foi diferente nessa pesquisa realizada em Pintadas.

A justiça fez a suspensão mesmo declarando que não se verificou “falha na metodologia e no sistema de controle adotados”, mas levantou um aspecto técnico que motivou a suspensão da divulgação. Esse aspecto técnico será prontamente sanado e recorremos da decisão, visto que a pesquisa retratou fielmente a realidade eleitoral do município.

Obrigado a todos pela compreensão.

Ágora Pesquisa e Consultoria Política 

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