ARTIGOS

Vida que segue

03 de janeiro de 2019, 13:08

*Por Gervásio Lima –

Luzes, fogos de artifícios, guloseimas, bebedeiras, presentes, presenças, visitas, choros, risos… Muitas emoções. Várias foram as experiências vividas pela população mundial nos períodos que antecederam e as datas que se comemoraram o nascimento de Jesus Cristo, 25 de dezembro (Natal) e o Dia da Confraternização Mundial, 1º de janeiro (Ano Novo).

Amadas por muitos e odiadas por uma grande quantidade de pessoas, as chamadas ‘festas de final de ano’ são momentos felizes para quem gosta e tristes para os não adeptos, isso é fato; assim como reconhecer, independente de religião ou crença, que é um excelente momento para reflexão. Por tanto, é inegável que Natal e Ano Novo são dias festivos, de confraternização entre familiares, amigos, colegas de trabalho e até mesmo desconhecidos, uma mistura de religiosidade e profanidade.

Mais um ciclo de 365 dias cumprido. Pelo calendário cristão se inaugura o 2019º ano atribuído à idade de Cristo. Concordando ou não com o sistema cronológico, acaba de ser ‘enterrado o ano velho’, 2018. Daqui para frente tudo pode ser diferente, ou não. Como diz o bordão do jornalista Chico Pinheiro, ‘vida que segue’.

O certo é que 2019 é um ‘novíssimo’ ano e assim como aconteceu nos anos que lhe antecederam muita gente precisa ‘se virar nos trinta’ para conseguir vencê-lo. Para os menos abastados as inseparáveis fé e esperança continuarão caminhando juntas na justa busca de dias melhores, sendo feliz e agradecendo a vida que Deus lhes deu’.

Em um momento onde as incertezas imperam, é preciso mais do que nunca repensar valores e ponderar sobre a vida e tudo que a cerca, com solidariedade, dedicação e gratidão, e lembrar sempre que com humildade é possível refazer os planos, reconsiderar os equívocos para retomar o caminho para uma vida cada vez mais feliz e plena.

Como diz um dos sempre atuais pensamentos do filósofo alemão Friedrich Nietzsche: “Os povos só são tão enganados porque procuram sempre um enganador, isto é, um vinho excitante para seus sentidos. Contanto que possam obter esse vinho, contentam-se com o pão de má qualidade. A embriaguez lhes interessa mais que a alimentação — esta é a isca com que sempre se deixam pescar!

“… Um dia me disseram

Que as nuvens não eram de algodão

Um dia me disseram

Que os ventos às vezes erram a direção

Quem ocupa o trono tem culpa

Quem oculta o crime também

Quem duvida da vida tem culpa

Quem evita a dúvida também tem

Somos quem podemos ser

Sonhos que podemos ter”  –  Somos Quem Podemos Ser / Engenheiros do Hawaii


*Jornalista e historiador

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Que se ame o outro como a si mesmo

27 de dezembro de 2018, 12:58

*Por Gervásio Lima –

Tudo na vida passa, tudo no mundo cresce, nada é igual a nada não; tudo que sobe desce, tudo que vem, tem volta; nada que vive, vive em vão; nem todo dia é festa, nem todo choro é triste; nenhuma dor sempre será…

A letra da música ‘Elas por Elas’, do grupo The Fevers retrata fielmente como o mundo é visto e vivido por uma grande parte das pessoas. Este tipo de comportamento humano é tema de discussões em diversas obras filosóficas. O suíço Jean-Jacques Rousseau,por exemplo, um dos principais filósofos do iluminismo, que possui uma forte relação com os ideais de liberdade disseminados em sua época, defendia que ‘o homem é fundamentalmente livre, e para que essa liberdade seja exercida de maneira plena é necessário que se saiba conviver em sociedade respeitando o espaço do outro.

Os acontecimentos decorridos durante diversos momentos da vida são excelentes roteiros de filmes com os mais variados gêneros cinematográficos, que vão desde comédia, aventura, drama, romântico, até o suspense e o terror. A maneira como o enredo se desenvolveu levará o protagonista a decidir qual o gênero se aproxima mais com seu estilo de vida. É bom lembrar que as escolhas nortearão o futuro e revelarão como foi o passado. O bem que se faz no presente se transforma em um bom passado e em um futuro brilhante. Como disse o historiador francês, Alexis De Tocqueville, “quando o passado não ilumina o futuro, o espírito vive em trevas”.

No livro ‘A vida que vale a pena ser vivida’ (2009), os autores Clóvis de Barros Filho e Arthur Meucci, ressaltam que ‘a vida vale a pena ser vivida apesar de todas suas dificuldades, tristezas e momentos de dor e angústia. O mais importante que existe sobre a face da terra é a pessoa humana. E surpreender o homem no ato de viver é uma das coisas mais fantásticas que existe’. Alimentar a alma de boas lembranças é valorizar a si mesmo e uma maneira de ver e viver o mundo.

Possuir soberania para deliberar sobre a própria vida, com todos os riscos, é o único verdadeiro patrimônio de cada pessoa. É preciso que a sociedade se fortaleça para que possa resistir, cada vez melhor, contra todo tirano que pretenda empurrar-lhes goela abaixo a vida que vale a pena. Não se pode esquecer que essa vida é a sua, com seus sonhos, suas ilusões, seus medos e principalmente esperanças de verdadeiras mudanças para o bem comum.

Para Jesus Cristo o sentido da vida está no amor ao próximo, por tanto que se ame o outro como a si mesmo.

“… Vejo a manhã de sol entrando em casa

Iluminando os gritos das crianças

Os momentos mais bonitos na lembrança

Não vão se apagar…” –  Retrovisor – Raimundo Fagner.

*Jornalista e historiador

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Apenas lembranças?

06 de dezembro de 2018, 12:29

Foto: Omario Brunelleschi

*Por Gervásio Lima  –  

 

É provável, ou praticamente certeza, que o passado seja a fase mais importante da vida. É nele que se encontra o nascimento e diversas outras importantes passagens essenciais para que tudo que encontramos no presente tenha sido possível. O passado é passado quando se remete ao ruim, mas quando o bem o acompanha ele se torna presente e elemento indispensável para o futuro.
O pretérito pode ser, literalmente, perfeito e imperfeito e às vezes mais que perfeito e o pior, ou melhor, independe exclusivamente da própria vontade. O que passou na verdade é uma lição, podendo ser interpretada de inúmeras formas. A parte ruim do aprendizado é excluída; aquilo que contribuiu de alguma forma fica em ‘standby’ (em espera), para caso seja preciso ser usado em algum momento e tudo que for de positivo deve ser multiplicado e compartilhado, tanto com os afetos e até mesmo pelos ‘não afetos’.
Os eventos que ocorreram em algum momento da vida servem como sementes para reflexões e até mesmo para mudanças que possam irradiar durante todo o tempo. As lembranças, ‘redundantemente’ falando, nostálgicas e reminiscentes são salutares. Viajar ao passado faz bem para o corpo e para o coração; ‘acalenta, afaga e acalma a alma’. Lembrar de um familiar, de um amigo, de colegas de escola, das brincadeiras de infância e de outros tantos momentos marcantes às vezes dói, mas na maioria das vezes faz mesmo é um bem danado.
A lembrança é um bem para àquele que sabe viver o presente e um pesadelo para quem vive preocupado com o futuro. O que acontece no agora gerará conseqüência com o que vai acontecer nestante. Ou seja, o que fazemos hoje poderá nos trazer boas lembranças amanhã. Para que o hoje seja o antônimo do tropeço do ontem é necessário seguir e praticar o óbvio: fazer o bem sem olhar a quem.
Lembrança é vida, é existência, é mais presente que passado. A pior sujeira é aquela construída para o futuro. A escuridão sempre chega após um dia iluminado. A luz do sol é uma boa lembrança do dia quando cai a noite. A saudade inicia no crepúsculo.

Mas é você que ama o passado
E que não vê
É você que ama o passado
E que não vê
Que o novo sempre vem…
Como Nossos Pais – Antonio Belchior

*Jornalista e historiador

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Preguiça baiana dá doutorado a uma paulista!!!

26 de novembro de 2018, 07:52

Por Girimias Dourado  –  

“Preguiça baiana” é faceta do racismo. A famosa “malemolência” ou preguiça baiana, na verdade, não passa de racismo, segundo concluiu uma tese de doutorado defendida na USP. A pesquisa que resultou nessa tese durou quatro anos.

A tese, defendida no início de setembro pela professora de antropologia Elisete Zanlorenzi, da PUC-Campinas, sustenta que o baiano é muitas vezes mais eficiente que o trabalhador das outras regiões do Brasil e contesta a visão de que o morador da Bahia vive em clima de “festa eterna”.

Pelo contrário, é justamente no período de festas que o baiano mais trabalha. Como 51% da mão-de-obra da população atua no mercado informal, as festas são uma oportunidade de trabalho. “Quem se diverte é o turista”, diz a antropóloga.

O objetivo da tese foi descobrir como a imagem da preguiça baiana surgiu e se consolidou. Elisete concluiu, após quatro anos de pesquisas históricas,que a imagem da preguiça derivou do discurso discriminatório contra os negros e mestiços, que são cerca de 79% da população da Bahia.

O estudo mostra que a elevada porcentagem de negros e mestiços não é uma coincidência. A atribuição da preguiça aos baianos tem um teor racista.

A imagem de povo preguiçoso se enraizou no próprio Estado, por meio da elite portuguesa, que consideravam os escravos indolentes e preguiçosos, devido às suas expressões faciais de desgosto e a lentidão na execução do serviço (como trabalhar bem-humorado em regime de escravidão????).

Depois, se espalhou de forma acentuada no Sul e Sudeste a partir das migrações da década de 40. Todos os que chegavam do Nordeste viraram baianos. Chamá-los de preguiçosos foi a forma de defesa encontrada para denegrir a imagem dos trabalhadores nordestinos (muito mais paraibanos do que propriamente baianos), taxando- os como desqualificados, estabelecendo fronteiras simbólicas entre dois mundos como forma de “proteção” dos seus empregos.

Elisete afirma que os próprios artistas da Bahia, como Dorival Caymmi, Caetano Veloso e Gilberto Gil, têm responsabilidade na popularização da imagem. “Eles desenvolveram esse discurso para marcar um diferencial nas cidades industrializadas e urbanas. A preguiça, aí, aparece como uma especiaria que a Bahia oferece para o Brasil”, diz Elisete. Até Caetano se contradiz quando vende uma imagem e diz: “A fama não corresponde à realidade. Eu trabalho muito e vejo pessoas trabalhando na Bahia como em qualquer lugar do mundo”.

Segundo a tese, a preguiça foi apropriada por outro segmento: a indústria do turismo, que incorporou a imagem para vender uma idéia de lazer permanente “Só que Salvador é uma das principais capitais industriais do país, com um ritmo tão urbano quanto o das demais cidades.”

O maior pólo petroquímico do país está na Bahia, assim como o maior pólo industrial do norte e nordeste, crescendo de forma tão acelerada que, em cerca de 10 anos será o maior pólo industrial na américa latina.

Para tirar as conclusões acerca da origem do termo “preguiça baiana”, a antropóloga pesquisou em jornais de 1949 até 1985 e estudou o comportamento dos trabalhadores em empresas. O estudo comprovou que o calendário das festas não interfere no comparecimento ao trabalho. O feriado de carnavaal na Bahia coincide com o do resto do país. Os recessos de final de ano também.

A única diferença é no São João (dia 24 /06), que é feriado em todo o norte e nordeste (e não só na Bahia).

Em fevereiro (Carnaval), uma empresa, com sede no Pólo Petroquímico da Bahia, teve mais faltas na filial de São Paulo que na matriz baiana (sendo que o n° de funcionários na matriz é 50% maior do que na filial citada). Outro exemplo: a Xerox do Nordeste, que fica na Bahia, ganhou os dois prêmios de qualidade no trabalho dados pela Câmara Americana de Comércio (e foi a única do Brasil).

Pesquisas demonstram que é no Rio de Janeiro que existem mais dos chamados “desocupados” (pessoas em faixa etária superior a 21 anos que transitam por shoppings, praias, ambientes de lazer e principalmente bares de bairros durante os dias da semana entre 9 e 18h), considerando levantamento feito em todos os estados brasileiros. A Bahia aparece em 13° lugar.

Acredita-se hoje (e ainda por mais uns 5 a 7 anos) que a Bahia é o melhor lugar para investimento industrial e turístico da América Latina, devido a fatores como incentivos fiscais, recursos naturais e campo para o mercado ainda não saturado. O investimento industrial e turístico tem atraído muitos recursos para o estado e inflado a economia, sobretudo de Salvador, o que tem feito inflar também o mercado financeiro (bancos, financeiras e empresas prestadoras de serviços como escritórios de advocacia, empresas de auditoria, administradoras e lojas do terceiro setor).

Faça o favor de encaminhar este artigo ao maior número possível de pessoas. Para que, desta forma, possamos acabar com este estereótipo de que o baiano é preguiçoso. Muito pelo contrário, somos dinâmicos e criativos. A diferença consiste na alegria de viver, e por isso, sempre encontramos animação para sair, depois do expediente ou da aula, para nos divertir com os amigos.

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Até que a morte nos separe

21 de novembro de 2018, 13:26

Por Gervásio Lima  –  

O sentimento de perda talvez esteja entre as piores dores sentidas por um ser humano. A palavra perder, por si só, já amedronta e leva automaticamente o positivo para o negativo, independente do que está em ‘jogo’. Como dizem os mineiros, ‘é ruim demais da conta sô’ saber que não mais contará com algo que saiu do presente para o ausente. Muita oração e reza por parte dos cristãos e yoga e meditação para os praticantes poderão minimizar o sofrimento daqueles que passam por algum tipo de acometimento.
A morte é sem dúvida a mais temida perda para o ser humano. Seu conceito, para a classe médica e científica é a cessação das funções vitais, ou seja, é a interrupção definitiva da vida de um organismo vivo que havia sido criado a partir do seu nascimento. A perda de um ente querido é imensamente dolorosa, chegando a ser insuportável. É algo durável, e permanente, que não se pode destruir, suprimir ou fazer desaparecer totalmente, um acontecimento geralmente difícil de ser enfrentado.
O sofrimento é uma marca indelével do ser humano, não resta outra possibilidade se não suportá-lo. Mas o termo morte não corresponde apenas ao final da vida física, será tudo aquilo que de alguma forma deixou de existir, que foi banido ou cerceado. Assim como uma patologia que pode ser curada através do uso de medicamento, existem infinitas maneiras de se evitar e até mesmo combater atitudes moralmente condenáveis e danosas contra uma sociedade. A participação popular, exigindo seus direitos e, ou, usando dos mesmos, de forma consciente para provocar as mudanças almejadas, contribuirá integralmente aplacar sofrimentos morais.
A perda de direitos conquistados com muitas lutas e até mesmo derramamento de sangue não pode e não deve ser uma complacência. A crise moral não pode ser desculpa para acreditar que um salvador da pátria irá conseguir resolver os problemas atribuídos apenas a uma sigla, em detrimento de fatores outros que corroboraram e ainda corroboram para uma situação estabelecida com fins políticos.
A quem interessar possa: quem atira no que viu não pode dizer que acertou no que não viu. Nada de sem querer querendo. Existem coisas na vida que podem ser evitadas, inclusive a morte. A falta de intenção não seria desculpas por erros premeditados. Não culpemos para não sermos culpados. Quem vai pela cabeça dos outros é piolho, por tanto é preciso explorar e valorizar sentimentos como a consciência através da razão.
Como dizia Fernando Pessoa: “como facto a morte tem pouco interesse; morrer é só não ser visto, a morte é a curva da estrada”.

* Jornalista e historiador

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Mentira tem perna curta

26 de outubro de 2018, 06:46

Foto: Divulgação

* Por Gervásio Lima. –

O francês Henri De Toulouse-Lautrec, falecido no primeiro ano do século passado, foi um dos grandes nomes da pintura mundial, mas entrou para história por causa de um dom literalmente não confiável. O artista mentia tanto, e com tanta frequência, que os bares da boemia parisiense diziam que seu talento com as lorotas era tão grande quanto sua vocação artística. A baixa estatura de Lautrec, causada por um deficiência que prejudicara o crescimento das pernas, somada às suas cascatas deu a origem do ditado “mentira tem pernas curtas”.
A Bíblia diz que o diabo é o pai da mentira e que todos que estão cegos pela mentira são seus filhos. Isso significa que a mentira é muito perigosa, porque é obra do diabo. Em João 8:44, Jesus explicou sobre o caráter do diabo: é homicida (seu propósito é nos destruir), rejeitou a verdade (ao se rebelar contra Deus), a mentira é sua “língua materna” (ele mente o tempo todo) e é o pai da mentira (a mentira é sua grande obra).
Diversos são os exemplos de resultados negativos provenientes do hábito de mentir. Infelizmente o emissor da fraude não é o único prejudicado. Numa espécie de efeito dominó, uma série de acontecimentos causados por um único fato é capaz de prejudicar e destruir histórias e até vidas. A mentira não vai muito longe, uma hora ou outra ela é desmascarada e a verdade se sobressai, mas em muitos casos ‘daqui que se prove que focinho de porco não é tomada’, o estrago já foi feito e as consequências podem ser as piores possíveis.
Nem sempre se tem o que merece, mas com um pouquinho de esforço ou contando com a sorte se consegue o que almeja. Geralmente se colhe o que planta. ‘Atitudes tomadas pela emoção podem prejudicar um milhão’. É sempre bom lembrar que o certo não dói, caso contrário, a vaca pode ir para o brejo.

Forte é o povo!

* Jornalista e historiador

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Onde houver ódio, que eu leve o amor

17 de outubro de 2018, 17:20

* Por Gervásio Lima

 

A única certeza que se tem na vida é a morte, o restante são incertezas e ‘previsões imprevisíveis’. A astrologia, pseudociência que garante prover informações sobre, entre outros, assuntos relacionados à vida do ser humano, também se confunde, para não dizer erra, e feio, em muitas de suas teorias, portanto, o improvável será sempre improvável.

Muitas coisas acontecem na vida das pessoas de forma involuntária, mas existem situações que é possível que o indivíduo antecipe seus resultados. Porque meter a mão na cumbuca, (expor-se ao perigo; envolver-se com o que não deve), sabendo que a probabilidade de dar errado é infinitamente maior do que dar certo? Para se evitar ser uma ‘Maria vai com as outras’, ou seja, ser uma pessoa que prefere não ter seus próprios posicionamentos e opiniões, que se deixa convencer com facilidade, é necessário que se trabalhe a razão, buscando informações sobre o que realmente deseja.

Se com os meios de comunicação que eram disponíveis, até o advento da internet, como rádio e televisão, Já era possível se munir de informações sobre uma gama de assuntos, nos tempos atuais o conhecimento é quase que automático; se consegue ver, ler e ouvir tudo instantaneamente. Por tanto, desconstruindo a trivial frase “errar é humano”, não é aceitável a desculpa de cometer ou ter cometido um engano por não ter obtido um conhecimento antecipado.

O ser humano não está imune a erros que na maioria das vezes prejudica e machuca o físico e o espiritual, afetando não somente os que os cometem mais muitos outros que passam a serem vítimas das atitudes incorretas. É sempre bom lembrar que a decepção, geralmente fruto do excesso de expectativas, provoca mágoas e traumas e o arrependimento é algo que acompanha por toda uma vida.

Incitar o ódio e a violência são erros inconcebíveis ao ser humanos, vai de encontro inclusive aos princípios bíblicos.

Senhor, fazei de mim um instrumento da Vossa paz.

Onde houver ódio, que eu leve o amor.

Onde houver ofensa, que eu leve o perdão.

Onde houver discórdia, que eu leve a união.

Onde houver dúvidas, que eu leve a fé.

Onde houver erro, que eu leve a verdade.

Onde houver desespero, que eu leve a esperança.

Onde houver tristeza, que eu leve a alegria.

Onde houver trevas, que eu leve a luz. (Oração de São Francisco de Assis)

 

*Jornalista e historiador

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O risco de uma ‘pandemia antissocial’

02 de outubro de 2018, 17:19

*Por Gervásio Lima –

A política do quanto pior melhor pregada insistentemente e de forma irresponsável tem contribuído para a disseminação do ódio exacerbado e da violência desenfreada. Como numa espécie de ‘pandemia antissocial’ o brasileiro corre o risco de perder o status de ‘povo ordeiro’ e ‘boa praça’. A banalização do errado em detrimento ao que é correto tem causado prejuízos e, o pior, seus resquícios podem causar danos irreparáveis ao país.
O caminho a ser seguido é uma opção individual, uma decisão pessoal tomada geralmente por quem possui a opinião formada naquilo que acredita. Isso é fato, mas não significa necessariamente que não possa haver ingerências externas e alheias ao que foi pregado no início e durante a caminhada. Como os ventos que têm o poder de modificar constantemente as paisagens ao esculpir rochas e formar dunas, as escolhas tomadas na vida também bailam e dependendo do que se escolheu os resultados podem oscilar para o positivo ou negativo, atingindo consequentemente não um mas diversos indivíduos.
Confiar o voto a um postulante a qualquer cargo eletivo é uma das maiores responsabilidades da vida de um cidadão, pois envolve uma série de prerrogativas. A seriedade de um voto é tamanha que qualquer ‘erro de percurso’ pode comprometer a manutenção e o fornecimento de serviços essenciais para a garantia da sobrevivência de uma nação.
Não serão aceitas desculpas esfarrapadas depois do ‘leite derramado’, pois, com o advento da internet, principalmente das redes sociais, o acesso aos programas de governo, a história política e até mesmo pessoal dos candidatos são facilmente encontrados. Falta de conhecimento não será o problema.
As eleições determinam o futuro das cidades, dos estados e do país, portanto é fundamental que cada eleitor faça a sua opção de modo consciente e com seriedade. O eleitor tem em suas mãos um importante instrumento de mudança política e social: o voto.
Os dias destinados à realização das eleições representam um dos raros momentos em que todos se igualam, pois não há diferença de raça, sexo, condição financeira, classe ou grupo social, já que existe igualdade de valor no voto dado por cada cidadão. Diante da liberdade e da igualdade no exercício da soberania popular, é fundamental que o voto seja consciente, pois esse é um fator preponderante para que se alcance um resultado satisfatório no pleito.
No momento do voto é importante lembrar que o falso moralista procura camuflar e transparecer que é um moralista, ético…, mas na verdade é um hipócrita.

* Jornalista e historiador

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Boa sorte sem desculpas

18 de setembro de 2018, 18:00

Por Gervásio Lima –  

Desejar boa sorte, sempre, é um ato positivo dos que geralmente querem o bem de outrem; é uma expressão que caracteriza também humildade e compaixão. Antes de agir por impulso ou por emoção vale a dica dos segundos de respiração e o de contar até dez. Pensar nas consequências é a melhor forma na tomada de decisões. O ‘boa sorte’ será infinitamente melhor e mais coerente do que um pedido humilde de desculpas.
A disputa de poder na política é salutar do ponto de vista da concorrência, quando são apresentados os programas e planos de governos que venham contribuir para o desenvolvimento de um determinado território, a partir de benefícios que contemplem as populações de aglomerações urbanas. A disputa de poder é um enfrentamento para decisão de quem, dentre os concorrentes, passará a deter o controle de um certo poder. As pessoas, mas precisamente as que possuem o direito do voto, geralmente têm um lado e não opinião. Os que priorizam o lado se preocupam apenas com a quantidade de votos, enquanto os de opiniões trocam ideias, discutem e justificam suas posturas através do debate munido de informação e coerência.
Menosprezar e preconceituar a opinião alheia são atitudes prepotentes e peculiares dos intolerantes. Os chamados ‘donos da verdade’ não poupam argumentos, palavras e o que mais for preciso para provarem que seu ponto de vista é sempre o certo, dificultando qualquer possibilidade de viver em paz com os que estão a sua volta. Semeiam apenas mágoa, discórdia e violência, sem apresentar soluções lógicas e viáveis a partir do que defende.
Um passo em falso proporcionará consequências desastrosas. É preciso prudência na tomada de decisões. Desejar felicidades e sucesso na esperança de que tudo dê certo fortalece o emissor e o receptor da frase de gentileza. Já a arrogância e a grosseria, qualidade própria dos prepotentes, atraem o mal e todos os seus ‘derivados’.
Confundi a empatia, a amizade e a cordialidade com lado político é um comportamento dos fracos. As disputas eleitorais não são sinônimos de desavenças e sim um momento de empoderamento democrático e difusão de ideias. Eleições para os cargos eletivos dos municípios, dos estados e da união acontecem de quatro em quatro anos e as amizades são feitas para durar toda uma vida.
A sociedade é um conjunto de pessoas ligadas pela necessidade de se ajudarem. No decorrer da vida, o ser humano desenvolve uma série de habilidades para se relacionar com o mundo que o cerca, assim ele aprende a viver com outras pessoas, das quais necessita para concretizar seu projeto de vida; se tornando consequentemente em um bom ou mau cidadão. Ser educado, saber respeitar a opinião dos outros – sem deixar que não respeitem a sua –
ter um sentimento coletivo, ser solidário, e ter espírito de cooperação, são prerrogativas dos que sabem viver em sociedade.
“A justiça é a vingança do homem em sociedade, como a vingança é a justiça do homem em estado selvagem”. Frase dita por Epicuro de Samaros, filósofo grego do período helenístico (período da história da Grécia e de parte do Oriente Médio compreendido entre a morte de Alexandre o Grande em 323 a.C. e a anexação da península grega e ilhas por Roma em 146 a.C.).

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Dia 7 de setembro foi de festa em Ourolândia.

17 de setembro de 2018, 11:35

Candidatos do prefeito do município de Ourolândia, João Dantas, à deputado federal e estadual, Cajado e Adolfo Menezes, respectivamente, recebidos com pompas de verdadeiros heróis, e aterrissando em avião, evento raramente visto por estas terras, mas que certamente abrilhantaram a efeméride, com o que contribuiu o esforço inaudito do prefeito, que executou em tempo recorde, evidentemente com recursos do erário publico, que a praxe nessas práticas, enfim abrilhantando o acontecimento de apresentação dos deputados que irá apoiar no próximo pleito.
Recebidos esses deputados, seguiu-se sua apresentação aos eleitores arregimentados através de concorrida carreata, integrada por centenas de motos e carros, todos abastecidos convenientemente em postos autorizados pelo Alcaide, às custas, evidentemente, das burras da Prefeitura.
Trata-se de crime eleitoral? Estão os órgãos fiscalizadores atentos para tais práticas espúrias, criminosas?

O Prefeito executou em tempo recorde a reforma da pista de pouso, limpando toda a área e recuperando-a com obras de terraplanagem e compactação, usando recursos públicos continuamente negados para a execução de obras requeridas pelo estado de abandono em que se encontra a Cidade, sobretudo as áreas habitadas pelos mais pobres, sem pavimentação, com esgotos correndo à céu aberto e outras várias precariedades.

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