O escrevedor é o responsável pela boa ou má interpretação do ledor

23 de agosto de 2023, 13:25

(Foto: Gervásio Lima)

* Por Gervásio Lima –

O ato de escrever é uma forma de viajar nas ideias, uma das melhores maneiras de exercitar o conhecimento e acalentar a alma. É também uma contribuição para os sedentos por informações e reflexões; é expressar a vida, os sentimentos; é ensinar a caminhar e orientar o desorientado.

Assim como o ato de escrever, os benefícios do exercício da leitura são salutares para evitar o ‘sedentarismo’ cultural e para levar-nos a compreender o porquê de não ter ‘aquela velha opinião formada sobre tudo’ e não ser uma Gabriela, que nasceu assim, que cresceu assim, vai ser sempre assim…, com resistência ao novo e dificuldade em aceitar mudanças.

Mas, num mundo de verdades corrompidas pelas mais diversas disputas ideológicas, religiosas, políticas e pelas vaidades exacerbadas, o correto tem sido confundido, dando lugar ao  ódio e à mentira. Uma verdadeira valorização do fútil em dentrimento do que realmente importa para a aproximação ao bom caráter.

O escrevedor é o responsável pela boa ou má interpretação do ledor. Ser autêntico, sincero e verdadeiro é como o ‘caldo de galinha, não faz mal a ninguém’. Ou seja, é necessário ter cuidado e prudência diante de determinadas situações. Faz-se necessário analisar com bastante cuidado os fatos, os dados e as informações que venha ter acesso, pois nem ‘tudo que reluz é ouro’. Nem tudo o que se acredita que é, é verdade de fato.

O formador de opinião tem a capacidade de influenciar e até mesmo modificar a opinião das pessoas em todos os campos de conhecimentos, portanto é preciso muita cautela, pois ‘por trás de todo paladino da moral, vive um canalha’, como bem pontuou o escritor e jornalista Nelson Rodrigues.

A formação de um bom ser humano depende de como ele quer perceber o mundo, não de como o mundo quer que ele perceba.

“Prefiro ser

Essa metamorfose ambulante

Eu prefiro ser

Essa metamorfose ambulante

Do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo…”

Metamorfose Ambulante– Raul Seixas8

*Jornalista e historiador.

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