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ARTIGO: A maioria nem sempre é absoluta

22 de fevereiro de 2018, 16:39

A discussão como forma democrática de socializar as ideias através de uma série de pensamentos reúne geralmente inconcussos e os controversos. Em um debate, inevitavelmente, a gosto ou contra-gosto, o objeto pautado acaba sendo conciliado a partir do pressuposto de que a maioria vence, mesmo quando a vantagem por alguma razão, inclusive espúria, passa a ter o poder da decisão.
Numa eleição, dependendo do número de candidatos e da quantidade de votos divididos entre os mesmos, o vencedor não reflete necessariamente a vontade da maioria; ou seja, é o escolhido por meio de alguma regra procedimental. De uma forma mais clara, em um universo de 100 por cento, quem obteve apenas 35 por cento dos votos válidos não atendeu a vontade dos 65 que optaram por outras alternativas. Remetendo esta lógica para o pleito municipal é correto afirmar que aquele ou aquela que obteve apenas os votos de um terço da população eleitoral governará por conta da vontade da minoria. Quando isso acontece, como dizem os nordestinos, o ‘cabra’ tem que ser muito bom caso queira conquistar a confiança da maioria. Isso não acontecendo, o timoneiro estará fadado ao fracasso eleitoral.
A descentralização do poder, com a participação coletiva, construirá caminhos “andáveis”. Como diz o provérbio popular: “sábios são os que ouvem mais e falam menos”. Na administração pública os serviços oferecidos têm como objetivo principal a garantia dos direitos estabelecidos na Constituição Federal. Erram os que confundem suas passagens temporárias em cargos eletivos como se fossem efetivos e os que utilizam de práticas improbas para se locupletar do erário. E para que isto não aconteça, a fiscalização precisa ser uma constante, tanto por parte dos também eleitos vereadores, como, e principalmente, pela população, independente do gestor, no caso dos municípios, ser correligionário ou não.
O cidadão pode denunciar diretamente à Promotoria Pública quando tiver conhecimento sobre um fato em que a sociedade tenha sido prejudicada, ou quando um dos direitos comuns a todos tenha sido desrespeitado, como o direito à vida, à saúde, a educação e outros. A omissão cidadã tem contribuído para o aumento da corrupção e a manutenção de corruptos no poder. Vale lembrar que o egocentrismo é tão prejudicial quanto os desvios e o mau uso das verbas públicas; por tanto é necessário que se observe não apenas o que prejudica a si, como também o que afeta o coletivo. A atenção deve está voltada para a defesa dos interesses da maioria e não para uma minoria que teve a maioria dos votos em uma eleição.
A ausência de ação, a inércia, perante um erro é o acovardamento do cidadão, um mau capaz de provocar prejuízos incalculáveis à uma cidade, um estado e o país.
Felizes serão aqueles que vivem a emoção por valorizar a razão.

Por Gervásio Lima
Jornalista e historiador

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ARTIGO: O encontro das águas: ou o Rio Itapicuru e o Rio do Ouro

20 de fevereiro de 2018, 16:55

Há algum tempo, pretendia escrever sobre os dois rios de Jacobina: o Itapicuru e o do Ouro; rios, aliás, que fizeram parte da minha infância e a deixaram mais rica, porém, desde que voltei a morar na cidade, em maio último, esses dois importantes cursos não passavam de pequenos córregos, onde mais corria lama do que exatamente água, o que me deixava triste, pois era como se eles não existissem mais e apenas corressem majestosos nas minhas lembranças. Entretanto, nestes últimos dias, o Rio Itapicuru e o Rio do Ouro se mostraram novamente vigorosos nos seus leitos, como no passado. O brilho e a intensidade das suas correntezas têm sido tanto que vi me encherem os olhos de água também. Estes dois rios são como velhos amigos, que só agora reencontrei.
Na minha vida nômade, pude conhecer os grandes rios Negro e Solimões, bem como o belo Tapajós e o ousado Tocantins, mas a admiração ficou mesmo com os dois primeiros. Aqueles gigantes descem dos Andes e percorrem milhares de quilômetros até se encontrarem em Manaus. É um lindo espetáculo! Enquanto o Negro tem águas negras e douradas, o Solimões as tem marrons e barrentas. Quando se encontram, formam o imenso Amazonas; mas as águas dos dois não se misturam imediatamente; elas relutam e somente vão se entender a alguns quilômetros depois. Intimamente, sempre comparei esses dois grandes rios, e também o encontro das águas, aos singelos rios Itapicuru e do Ouro. Estes dois foram o Negro e o Solimões dos meus verdes anos.
O Rio do Ouro seria o Negro, pois suas águas são parecidas, ou seja, escuras; o Itapicuru seria o Solimôes, de águas aparentemente barrentas. Embora diferentes, tenho igual carinho pelos dois, porque juntos me proporcionaram momentos prazerosos. No Itapicuru, havia a ‘Prainha’ e a ‘Picula’; no Rio do Ouro, era a ‘Macaqueira’, um pequeno lago dourado, incrustado no meio das serras, de águas congelantes.
Naquele tempo, os clubes da cidade já possuíam lindas piscinas, mas acessíveis a poucos. O jeito então era ir em busca dos rios, que representavam verdadeiros oásis para a gente. Assim, os rios Itapicuru e do Ouro, tendo sido os rios que realmente vivi, e também por serem os primeiros que aprendi a amar, vão estar sempre no meu coração, não como rios mortos, mas como gigantes caudalosos, de águas puras e cristalinas, como nos dias da minha infância.

Jacobina, fevereiro de 2018

Marcelo Rodrigues

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Bairrismo como parâmetro

07 de fevereiro de 2018, 13:55

Defender o local de nascimento ou o lugar e a região que se escolheu para viver é uma característica do bairrista, aquele que demonstra abertamente o apreço e o sentimento de pertencimento. Uma qualidade excepcional quando a defesa se remete a cuidar e a participar efetivamente das construções de políticas públicas e sociais que possam impactar positivamente na vida dos seus conterrâneos.
É importante que se tenha o conhecimento de que o bem comum é a união de fatores que envolve uma relação coletiva, independente de se tratar de um ou mais lugares; por tanto o respeito e o reconhecimento às peculiaridades de uma cidade ou região que não seja a sua se faz necessário, sendo inclusive, também, uma demonstração de maturidade social.
Quando o assunto é território, agrupamento de municípios que se identificam culturalmente, hidrograficamente, economicamente e outros fatores, nada mais salutar do que imitar o que o vizinho está fazendo de bom. Copiar as boas ações e, ou, atuar em sintonia com os próximos fortalece o desenvolvimento equilibrado e sustentável entre as regiões.
A Imitação além de ser um comportamento avançado é uma forma de aprendizagem. Na política aquilo que não se consegue imitar precisa ser construído, uma premissa para o aparecimento de líderes. Nem sempre o político que se destacou em uma determinada cidade ou região conseguirá repetir o feito em outras cercanias. É preciso existir critérios no momento das escolhas dos representantes. Uma liderança local não tem o direito de impor aos seus munícipes suas preferências eleitorais sem uma justificativa louvável. A população não é marionete de seu timoneiro. O pretensiosismo e a objetificação do eleitor gerarão inevitavelmente prejuízos incalculáveis.
Em outubro deste ano os aptos a votar voltarão às urnas para escolher seus representantes nos legislativos estaduais e federal e o presidente do país. A sensatez, mais do que nunca, deve ser a principal resposta para os que se acham proprietários das escolhas e consciências alheias. É a hora de fazer acontecer, de mostrar que não é conformado, acomodado e muito menos marcado, pois esperar não é saber.
Acompanhar uma opção é uma decisão pessoal; enquanto aceitar uma imposição é ignorância. Na dúvida, utiliza-se o bairrismo como parâmetro, uma forma mais próxima e fácil de avaliar.

Por Gervásio Lima
Jornalista e historiador

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Feito um cão sem dono

25 de janeiro de 2018, 12:12

A galinha suja os pés no local onde dorme porque não sabe limpar o pau do galinheiro e se o porco tivesse o poder da escolha não vivia no chiqueiro.Tais situações referem-se a dois animais irracionais que, por não terem a capacidade de diferenciar o certo do errado e o bom do ruim, aproveitam os que lhe são oferecidos da melhor forma que se imagina. Já muitos políticos que, supunha, possui a capacidade de discernir, tem maculado o importante papel da política com comportamentos esdrúxulos e imorais.
Não bastasse as enxurradas de notícias tendenciosas, muitas delas falsas (fake news), uma cambada de maus políticos tem deturpado a arte de fazer política e, talvez o pior, colocando toda a classe na mesma vala. Hipócritas paladinos da moralidade. A sensação do ‘brasileiro do Brasil sonhado’ é a mesma de um cão sem dono, abandonado, sem perspectivas e com a esperança no ‘nível quase morto’; uma situação aparentemente sem saída e com ausência de uma representação legítima.
A passividade misturada com a inércia da população diante dos vários acontecimentos políticos ocorridos recentemente é preocupante. Direitos históricos conquistados com muitas lutas e labutas estão simplesmente sendo cerceados ou extintos de forma abrupta por verdadeiros tiranos descomprometidos com as causas populares e comprometidos com o favorecimento dos mais afortunados. E o pior, numa espécie de masoquismo muitas pessoas aplaudem e apoiam medidas que, se não a si próprio, prejudicam alguém do seu convívio. O apocalipse político financiado por grupos mediáticos que pregam o quanto pior melhor, capazes inclusive de entre outras aberrações provocar os pudores familiares e religiosos com exibições de cenas de sexo e incesto em suas tramas e realitys, proporcionará consequências inimagináveis na vida dos brasileiros. Essa sádica mídia tem conseguido fazer com que uma grande parcela da população acredite que tudo o que está sendo posto é realmente como deveria ser e nada pode ser feito para alterar.
Permitir que o tempo passe sem participar como agente de construção é um comportamento egoísta e covarde. O emponderamento é preciso e urgente. Os oprimidos e os que clamam por justiça social precisam externar para a opinião pública seus descontentamentos, suas revoltas e suas indignações. As grandes mudanças que ficaram conhecidas historicamente no mundo tiveram o povo protagonista, por conta do seu forte e indestrutível poder. Como diz o ditado, “se o boi soubesse a força que tem não deixaria ser dominado’.
Pobre da sociedade que é escravizada por sua própria omissão.

Por Gervásio Lima
Jornalista e historiador

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Antônio, João e Pedro agora são Luan, Gustavo e Safadão

23 de janeiro de 2018, 10:27

A descaracterização das festas no período junino que iniciam com as comemorações aos santos Antônio (13), João (24) e Pedro (29), todas ocorridas no mês de junho, foi um dos assuntos mais discutidos dos últimos dias, mais especificamente na região nordeste do país, onde as tradições da fogueira e do forró são mais arraigadas.

O abandono da tradição tem sido tão criticado quanto o uso do termo forró em eventos de músicas pop, axé, arrocha e sertanejo; sem contar os megas cachês pagos a artistas de estados brasileiros onde a cultura nordestina na verdade é mais discriminada do que valorizada. Muitos dos cantores ‘produzidos em laboratórios’ se quer conhecem termos como arrasta-pé, xote, xaxado e baião, típicos e enraizados na cultura nordestina. Uma inversão de valores sem tamanho.

Gosto não se discute, isso é fato, mas contribuir com a extinção de uma tradição centenária, um dos principais patrimônios artísticos do país, que teve e ainda tem nomes que contribuíram e ainda contribuem com a formação cultural e literária do brasileiro através de suas músicas e melodias como Jackson do Pandeiro, Pinduca, Dominguinhos, Sivuca, Oswaldinho do Acordeon, Trio Nordestino, Luiz Gonzaga, Jorge de Altinho, Alcimar Monteiro, Targino Godin, Adelmário Coelho, Edgar Mão Branca, Flávio José e tantos outros, chega a ser um crime.

Todos precisam ocupar seus espaços, mas denominar um evento em pleno dia do São João em uma cidade localizada no semiárido nordestino como ‘Forró do Sertão’, onde as principais atrações são cantores como Anita (música pop), Ivete Sangalo (axé), Léo Santana (pagode) e Gustavo Lima (sertanejo), chega a ser uma piada de mau gosto, para não denominar de outros adjetivos não convencionais e politicamente corretos. Um ‘Forró das Caraíbas’ deixa de ser tão importante quando milhares de reais oriundos do poder público são pagos para que a principal atração do que deveria ser ‘um rala buxo’ é a cantora sertaneja, de origem goiana, Marília Mendonça.

Todos os municípios de todas as regiões do país possuem festas tradicionais, sejam para comemorar suas emancipações administrativas, seus padroeiros ou até mesmo eventos que passaram a se tornar tradicionais por motivos específicos, como a Festa da Uva em Caxias do Sul (RS), a Oktoberfest em Blumenau (SC), Cavalhadas de vários municípios de Goiás e outras. Na Bahia, além do São João, muitas cidades realizam micareta, carnaval e as chamadas ‘festas da cidade’ onde se comemora o aniversário ou a profanidade do dia do padroeiro. Para preservar a história e, principalmente, valorizar as culturas populares, os recursos públicos devem ser destinados a apoiar os eventos que preservem suas tradições, inclusive prestigiando as atrações locais, quando houverem e não para incentivar o fim em detrimento de um incerto começo.

Por Gervásio Lima

Jornalista e historiador

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Um pedreiro que lia livros

18 de janeiro de 2018, 18:32

 

Em março de 1935, a Aliança Nacional Libertadora (ANL) foi criada sob a inspiração do Partido Comunista do Brasil, com a finalidade de defender a liberdade de expressão, nacionalizar empresas, realizar a reforma agrária, suspender a dívida externa, e instaurar o governo popular. Era formada por intelectuais, trabalhadores e militares, e teve curta duração.

Já em novembro de 1935 aconteceram três levantes (rebeliões) militares nas cidades de Natal, Recife e Rio de Janeiro. A sublevação militar (revolta organizada) conhecida também com a ‘Intentona Comunista’ (termo pejorativo encontrado pela cúpula militar para desqualificar o movimento armado que o capitão do Exército Brasileiro Luís Carlos Prestes encabeçou), que pretendia derrubar o governo de Getúlio Vargas. Estes, talvez, tenham sido os principais acontecimentos ocorridos no Brasil em 1935, do ponto de vista político/histórico.

Neste mesmo ano, mas precisamente no dia 24 de novembro, nascia em uma comunidade rural do município de Mundo Novo, José Ferreira da Silva. Filho do casal Maria de Jesus e Pedro Ferreira da Silva e, descendentes de escravos, José seria a alguns anos depois, ainda na adolescência, arrimo da família e, em busca de uma vida menos sofrida, após completar 20 anos de vida, migrou-se para a cidade de Jacobina em busca de melhoras. Com experiência de trabalho na construção civil, arte despertada ainda em sua infância, foi ajudante de pedreiro e logo depois, pela sua capacidade extraordinária de aprendizagem se tornou um excelente pedreiro e em seguida mestre de obra. Profissional capacitado, passou a ser bastante requisitado, o que não lhe faltou mais trabalho. Era a hora de juntar a família novamente. Seus irmãos (Ditinha, Adelaide, Maria e Lelinho) e seus pais acompanharam o filho pródigo que continuou sendo arrimo até que todos pudessem ‘caminhar com as próprias pernas’ na nova cercania.

Admirado não apenas pelo profissionalismo, José passou a ser o reconhecido ‘José Pedreiro’, um homem inteligente, amigo, cumpridor de suas obrigações, sério e honesto. Todas as qualidades possíveis para um homem de bem o artesão da construção e da vida possuía e para completar e complementar a sua existência, veio o matrimônio com Dona Antônia Almeida Lima, com quem teve 7 filhos (Giorlando, Girleide, Geraldo, Genivaldo, Genival, Gessineide e Gervásio Lima). Bom marido e bom pai, virou referência para sua proles.

O bom filho, o bom profissional, o bom marido e o bom pai, José Ferreira, o simplesmente Zé Pedreiro, gostava de ouvir boas músicas e ler livros e jornais. Era um homem diferenciado para ‘os padrões’ estabelecidos para sua época e para sua profissão. Graças a sua maneira de enxergar o mundo e o cuidar da família, seus filhos e netos puderam ser doutor em filosofia, médico, odontólogo, advogado, pedagogo, administrador de empresa, geografo, jornalista e historiador.

No dia 20 de janeiro de 1998, ao 62 anos de idade, uma trombose, seguida por uma embolia pulmonar e uma parada cardíaca, lhe tiraram a vida. O então mestre de obras foi chamado pelo Criador. Vinte anos já se passaram e seus ensinamentos permanecem vivos e, assim como as construções que ergueu, o respeito e o amor continuam fortes e presentes na vida dos que tiveram o prazer de conhecer e conviver com José Ferreira da Silva.

1935, 1998 e 2018 … Alegria, saudade, dor e orgulho se misturam.

Te amo papai.

Gervásio Lima.

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Tocam sinos, tocam sinos …

20 de dezembro de 2017, 14:05

Jingle Bells, Jingle Bells, acabou papel. Não faz mal, não faz mal, limpa com jornal. Essa paródia “abrasileirada” e por incrível que pareça cantada nos quatro cantos do país no período que antecede o Natal, é um dos mais antigos plágios que se tem notícias na ‘Terra Tupiniquim’, mas se mantém atual quando o assunto é política e crise econômica, onde o papel a que remete a música vale literalmente mais que determinados jornais, do ponto de vista a conteúdo e compromisso com a verdade.
Assim como as instituições públicas, os meios de comunicação tinham respaldo e eram considerados exemplos de moralidade e decência. A onda de escândalos envolvendo os mais diversos tipos de ‘autoridades’ e as complacências explicitas têm levado os poderes e os poderosos para a mesma indecorosa vala. A desconfiança tem substituído o respeito. Interesses espúrios e escusos sobrepõem a verdade. Não é democraticamente correto fazer com que o outro veja apenas o que lhe convém; isto é uma forma inadmissível de persuasão. Com o advento da Rede Mundial de Computadores atualmente é preciso saber que nem tudo que se diz encontrar no globo é real.
O jornalismo sempre foi o canal que disseminou as notícias e conteúdos às pessoas, seja a respeito da sua própria comunidade ou sobre o mundo. Hoje existe um ruído na relação entre os meios de comunicação e o público que não quer mais ser informado por apenas o que uma emissora de TV, de rádio ou jornal impresso insiste em veicular. Boa notícia, quiçá não corrobore para a “monogamia informativa”, ou seja, que ao invés de se procurar o acesso aos mais diversos meios oferecidos da informação se atenha apenas a um, ou na pior das vezes a nenhum.
A partir da chegada das redes sociais há quem se informe somente através das mensagens que recebe por meio digital (celular, computador …). Ao não checar as informações corre-se o risco de disseminar informações inexatas e exageradas, as chamadas fake news, ou seja, espalhar notícias que aparentam ser verdadeiras, que em algum grau poderiam ser verdade ou que remontam situações para tentar se mostrar confiáveis.
Em um enigma criado por Alex Bellos, da produtora de TV BBC, de Londres, ele desafia a descobrir quem está mentindo ao apresentar a ‘advinha’ (charada): . João diz que Alfredo é mentiroso. Alfredo diz que José é mentiroso. José diz que Alfredo e João são mentirosos. Presumindo que cada pessoa envolvida ou sempre diz a verdade ou sempre mente, qual deles está dizendo a verdade? Solução: Alfredo está dizendo a verdade. Se José está dizendo a verdade sobre João, então João está dizendo que Alfredo é honesto, o que faz de José um mentiroso. Se, por outro lado, João é honesto, então Alfredo está na verdade dizendo que José é honesto, o que mostramos ser falso. Portanto, só Alfredo está dizendo a verdade.
Que o sentimento natalino perpetue, para que o amor, a paz, o perdão, o afeto, a amizade, o carinho, a cumplicidade e a verdade estejam sempre presentes na vida dos seres racionais. Feliz todas as festas do bem para todos. Ho, ho, ho, ho, ho …

Por Gervásio Lima
Jornalista e historiador

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O mal nunca vencerá o bem

08 de novembro de 2017, 17:17

Iminência de um confronto nuclear, guerra no Rio de Janeiro, enxurradas de denúncias de corrupção na política e no esporte, terremotos no México e no Brasil (isso mesmo, no Brasil), furacões no Continente Americano, Bahia e Vitória na zona crítica da tabela do Campeonato Brasileiro de Futebol… Ops! Que tanta notícia desagradável, sendo esta última considerada a mais grave. Misericórdia.

“Eu quero ver o mar pegar fogo para eu comer peixe frito com azeite de ouricuri, pois peixe assado tem o trabalho de espetar”. Quem nunca ouviu algo similar em algum momento?

Infelizmente o povo brasileiro prefere apostar na resiliência do que fazer o papel do cidadão que contribui dentro das suas possibilidades e limitações para a construção de transformações que resultarão inevitavelmente na qualidade de, e da, vida da sociedade, a partir de um mundo mais justo e igualitário. A participação popular nas discussões de interesses coletivos tem sido sucumbida por conta dos descréditos com as instituições, a falência do Estado.

A desconstrução de tudo o que a didática apresentou, ou tentou apresentar, ao longo dos anos nas escolas, mas precisamente no jovem período pós Ditadura Militar, tem baratinado a cabeça do mais dedicado e estudioso aluno ao menos comprometido com a história do Brasil. O golpe institucional orquestrado por uma trupe composta com o que existe, comprovadamente, de mais sujo na política brasileira, tem trazido consequências desastrosas ao Estado de direito. Recessão, desemprego, injustiça social e a violência desenfreada são algumas situações vividas pela população; entre outras tantas geradas em consequências dessas.

Forte é o povo. Somente a mobilização popular poderá intimidar as malvadezas que retornam para infernizar a vida daqueles que querem apenas dignidade e garantias dos seus direitos preservados; dos que querem ter o direito de ir vir sem ser assaltado ou vítima de bala perdida, dos que precisam do acesso à educação e à saúde pública, dos que precisam de uma alimentação de qualidade…

Não é permitido que aqueles que foram confiados os preciosos votos utilizem do momento eletivo para ir de encontro ao que os inócuos eleitores do bem esperam: uma representação voltada para o coletivo, sem intolerâncias e divisões de classe. Existe mal que vem para o bem, pois na luta para sair de uma situação ruim sempre se aprende e descobre outras oportunidades de melhoras. Os erros servem para mostrar os caminhos dos acertos. O mal nunca vencerá o bem.

Por Gervásio Lima
Jornalista e historiador

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Coragem e lealdade para uma boa comunicação pública

08 de novembro de 2017, 17:12

O bom gestor não é identificado como tal apenas pelo conhecimento administrativo e senso de liderança. Possuir outras qualidades é essencial para o desempenho aceitável da função a que se submeteu ou que venha a submeter-se. Coragem e lealdade talvez sejam as principais e mais importantes das propriedades de um administrador que em diversos momentos necessita de firmeza de espírito para enfrentar situações emocionais ou moralmente difíceis.
Muitos administradores municipais confundem o real com o irreal e em consequência disto comprometem serviços e o desenvolvimento de ações em benefício de toda a população. Agradar a gregos e troianos é uma prática a não se aplicar na administração pública. Coerência sim, seria, no mínimo, uma qualidade a ser observada e seguida no momento das decisões. Ao vender o almoço para comprar a janta o gestor está fadado ao fracasso. Chega a ser imoral ter atitudes contrárias à razão. O supérfluo não pode e não deve proceder às prioridades. Nada melhor do que uma conversa franca e participativa com os munícipes para identificar, corrigir ou construir ações que venham a ser reconhecidas pelos benefícios oferecidos ao coletivo.
Um prefeito deve, obrigatoriamente, ‘ouvir e dar ouvidos’ aos que clamam e realmente precisam. A política do pão e circo serve apenas como paliativo imediato, não resolve problemas, apenas contribui para maquiar e literalmente calar àqueles que olham apenas e exclusivamente para seus umbigos, além de ser uma maneira muito perigosa e inevitavelmente ímproba. Resumindo, é tapar o sol com a peneira.
Comer o bolo no dia do aniversário e passar o restante do ano apenas com o que restou da farinha de trigo não é uma opção sensata e inteligente. A teoria do cobertor curto (se cobre a cabeça, descobre os pés) tem sido defendida e utilizada por muitos chefes do executivo dos municípios; um ato irresponsável que chega a ser desumano. Enquanto uns pulam, dançam e riem, outros choram por lhe terem negado o acesso aos direitos garantidos pela Constituição.
Toda ação pública é uma forma de comunicação com a sociedade e para que a transmissão da mensagem tenha sucesso é preciso alguns cuidados, evitando que a informação seja interpretada de maneira incorreta; ou seja, a comunicação em todas as suas formas permite uma interação nos indivíduos que a fazem, gerando consequências que podem gerar aspectos positivos e aspectos negativos. Por tanto, as promoções, aquisições e outras diversas ações realizadas por um timoneiro municipal precisam ser socializadas, avaliadas e debatidas antes de serem executadas. Ao enviar uma mensagem indireta (com construção de alguma obra ou realização de algum tipo de festejo, por exemplo) é necessário ter a consciência de que a mensagem poderá não ser entendida da forma devida e gerar, consequentemente, uma série de confusões e uma resposta que não agrade o remetente.

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Os ímpios também vivem

08 de novembro de 2017, 13:59

Os ímpios também vivem

Na Bíblia ímpio significa uma pessoa cruel, que rejeitou o caminho do Senhor. O ímpio não tem respeito por Deus nem pelo bem. Ele faz o mal ao seu próximo sem sentir remorsos. Tais indivíduos, ‘por natureza’, são cruéis, arrogantes, egoístas, imorais, perniciosos, injustos e outras tantas más qualidades. Para a Igreja são pessoas que rejeitam a Deus e não creem em nada. Já os que tentam fazer o bem não são ímpios.

Qualquer que seja o assunto, discutir sem o mínimo de embasamento e de conhecimento é uma acinte; uma demonstração de ignorância e petulância, comportamento peculiar dos arrogantes e dos desprovidos de bons modos e de educação. Querer convencer o próximo a acreditar no que se acredita é egoísmo.

Mesmo que se insista em dizer que não se discute futebol, política e religião, estes três temas estão frequentemente nas conversas cotidianas, seja no trabalho, no encontro com os amigos, em reunião de família e em outros momentos, gerando normalmente muitas polêmicas e discórdias. Cada indivíduo, ao externar seus palpites, suas ideias e convicções, tenta arguir e passar adiante sua percepção com relação ao que está discutindo; o que inevitavelmente levará os envolvidos a debates muitas vezes acalorados. Existem pessoas que se inflamam quando defendem suas ideias e colocam tanta paixão em seus discursos que há a impressão de que elas querem, de fato, entrar em ‘vias de fato’. Convencer o interlocutor de que sua opinião é a mais acertada não é uma ação racional.

Fazer a política da boa vizinhança é compreender e respeitar as opiniões do próximo, a partir do bom senso e a capacidade de observar seus próprios limites. Não há nenhum sentido em tomar certas atitudes sabendo que irá prejudicar alguém com intenção de se auto-beneficiar. O que sempre deve imperar é o respeito ao direito de ir e vir de acordo com a própria vontade, desde que não prejudique outra pessoa. O problema é que nos dias atuais as pessoas saem e não sabem se voltam.

Trazer para si um problema que não lhe pertence ao defender às vezes o indefensável poderá o desavisado fiel escudeiro, disposto a qualquer missão proposta, a acometer contra aquele (s) ou aquilo que pode vir ser o seu potencial e verdadeiro protetor. Tal, se não fosse ignorante, teria conhecimentos e habilidades morais e naturalmente forçariam o desenvolvimento de padrões de comportamentos eticamente aceitos por uma sociedade justa, igualitária e humana.

Acreditar em Deus não é uma prerrogativa apenas dos bons ou dos que possuem uma religião. Muitos que se dizem ser do bem possuem pouca fé para ser ateu.

Por Gervásio Lima
Jornalista e historiador

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Os 7 alimentos que são ladrões de energia

Você provavelmente já ouviu falar e leu bastante sobre alimentos e suplementos que aumentam sua disposição e te deixam mais animado para encarar um treino ou até mesmo as tarefas do dia a dia. Mas também existe o outro lado dessa moeda. Não faltam vilões neste mundo na nutrição: os alimentos que são ladrões de energia e podem atrapalhar bastante sua rotina na corrida ou até mesmo se tornar um obstáculo numa prova.

Esses “ladrões” de energia atuam de diferentes maneiras no organismo. Em alguns casos, oferecem tanto açúcar que, num primeiro momento, essa elevada taxa de glicose resulta em mais disposição, mas, logo em seguida, a insulina liberada para normalizar essa glicose faz justamente o caminho contrário. E aí o cansaço chega com tudo.

Também tem aqueles alimentos que dão tanto trabalho para o sistema digestivo que muitos nutrientes são desviados para ajudar nesse processo, fazendo com que eles faltem na produção de energia em outras funções do organismo. Resultado: o corpo logo sente essa queda de disposição.

Para te ajudar a evitar esse cansaço causado pela má alimentação, acionamos três especialistas para fazer uma lista dos maiores ladrões de energia, suas principais armas e como combatê-las. Confira!

Os ladrões de energia 

Carboidratos simples

Alimentos com farinhas brancas vão roubar energia se consumidos em excesso. “Em um pré-treino, por exemplo, são aliados, mas viram vilões se não houver uma atividade física depois”, pondera Mayara Ferrari, nutricionista funcional esportiva. “Isso acontece porque a quantidade de açúcar no sangue fica muito elevada e o pâncreas libera mais insulina para quebrar todos esses carboidratos. Isso pode causar uma grande redução de açúcar no sangue, resultando em fadiga e falta de energia.”

Sal

Aquele sal extra para dar mais gosto à comida pode te deixar mais cansado. Em quantidade exagerada, o sal aumenta a pressão arterial e deixa o organismo mais desidratado porque mais água é necessária para compensar. “Ele prejudica o funcionamento adequado do organismo, que ficará a todo momento buscando esse equilíbrio. Isso dará uma sensação de cansaço e fadiga. Esporadicamente um pouco de sal não tem problema, mas abusar dele diariamente ou usar em grande quantidade é bastante prejudicial”, adverte Mayara.

Alimentos gordurosos e frituras

A gordura em excesso dificulta a digestão e atrapalha a chegada dos nutrientes à corrente sanguínea. “Como possuem uma digestão mais
lenta, eles fazem com que a circulação se concentre na região abdominal por mais tempo. Isso causa uma sensação de letargia e sonolência durante a digestão, que pode passar de três horas. E isso não é bom para quem vai se exercitar, pois precisará de boa circulação nos membros”, alerta a nutricionista Lara Natacci.

Doces

A lógica nesse caso é parecida à dos carboidratos simples: como eles são ricos em açúcar, dão um pico de energia no primeiro momento porque aumentam a quantidade de glicose no sangue, mas se a pessoa não for praticar uma atividade física logo em seguida, essa disposição logo pode virar cansaço. “O organismo vai aumentar a secreção de insulina para normalizar a glicemia, que é a quantidade de glicose no sangue. Por isso, a sensação de aumento de energia deve durar pouco e dar lugar à fadiga”, reforça Lara Natacci.

Café

O café, um dos estimulantes mais populares, também pode roubar sua energia. Ele realmente gera mais disposição num primeiro momento, mas sua ação no sistema nervoso tem como um dos efeitos a fadiga. “A cafeína, no cérebro, obstrui os efeitos da adenosina, substância que ajuda na transferência de energia e na promoção do sono, dando o efeito estimulante”, explica André Lemos, médico nutrólogo. “Por outro lado, também inibe a degradação da acetilcolina, que aumenta o estímulo muscular. E a consequência disso são o cansaço e a debilidade”, completa.

Corantes e conservantes

Presentes em muitos produtos industrializados, como nuggets, embutidos (salame, presunto, mortadela, peito de peru) e salsichas, eles
modificam o funcionamento adequado do organismo, que tenta repor o que os corantes “tiram” no processo de digestão. “Eles causam uma cascata de processos inflamatórios e oxidantes. Para reverter essa situação, disponibilizamos muitas vitaminas e minerais, fazendo com que o restante do organismo não funcione adequadamente”, destaca Mayara.

Refrigerante

O refrigerante é um dos “ladrões de energia” mais temidos. Alguns maratonistas e ultramaratonistas o utilizam durante provas quando já estão acostumados a seus efeitos, inclusive psicológicos, mas, para o organismo, eles não têm nada de “bonzinhos”. Isso porque o refrigerante, em geral, tem tudo em excesso: açúcar, sódio e corantes. Assim, desencadeia todos os processos já descritos de uma só vez. Além disso, estudos apontam que o refrigerante ainda pode atrapalhar o padrão de sono, prejudicando o descanso e interferindo na disposição.

VÍDEOS