O conceito não pode ser antecipado

13 de junho de 2018, 14:04

Por Gervásio Lima  -     Que o preconceito é algo intrínseco entre as sociedades todo mundo sabe; e os que fingem desconhecer pregam cotidianamente sentimentos repugnantes iguais ou piores. A maldade não é prerrogativa apenas dos que são considerados do mal, aqueles que cometem algo fora da ‘ética padrão’ de determinado grupo social. Muitos lobos travestidos de cordeiros se apresentam como o bem para cometer as mais inimagináveis atrocidades contra o próximo. Ledo engano os que se juntam às opiniões formadas em detrimento à sua própria capacidade de discernir o certo do errado. Talvez por acreditar que o mais fácil custa menos e apresenta resultados mais rápidos, muitas pessoas estão perdendo a oportunidade de contemplar a vida em harmonia com tudo e todos que estão em sua volta. Falsas ‘otimizações’ têm sido as principais responsáveis pela decadência das relações afetivas e coletivas. Encurtar caminhos recorrendo a atalhos pode tornar o tempo entre a saída e a chegada mais curto, mas não proporcionará a mesma sensação de descompromisso com a pressa e, consequentemente, não gozará da oportunidade em desvendar e conhecer o desconhecido do caminho. O bom da viagem, às vezes, é a demora. Pior que a procura por facilidades é achar que viver para os outros é sinônimo de felicidade. A busca insana pela perfeição de uma beleza estereotipada por um canal de televisão ou por uma empresa de cosméticos por exemplo, tem produzido seres literalmente artificiais, infelizes e egoístas. Querer ser o que não pode, ou acreditar que pode, causará inevitavelmente prejuízos irreparáveis na vida dos incautos e quiçá aos que fazem parte do seu convívio. Aquele que não se aceita dificilmente aceitará as diferenças dos seus semelhantes. Uma sociedade que prega uma moral inexistente onde as pessoas vivem de aparência, fingindo ter virtudes que não possuem, é pateticamente hipócrita. Apontar o dedo indicador em riste e esquecer que o polegar está da mesma forma direcionado para si demonstra uma reciprocidade nem sempre percebida pelo autor do ato. Tal comportamento representa não apenas agressividade e prepotência, mas também um símbolo da falta de humildade. Como diz o provérbio popular: ‘quem com ferro fere, com ferro será ferido’, por tanto, qualquer que seja a ação realizada esta poderá voltar positivamente ou negativamente. Falar de Nordestino é crime, mas fazer piada de gaúcho pode? A má interpretação de mundo e, ou, a falta de autenticidade tem contribuído para a formação de indivíduos perniciosos e de índole duvidosa. Agi pela emoção e não com a razão apenas para satisfazer o sistema imposto levará quem sempre foi vítima a ser um potencial opressor. Os escravos fugiam muito, então foram contratados negros escravos como ‘capitães do mato’ para reprimir e evitar fugas dos que viviam nas mesmas condições de mercadorias. A escravidão era um costume socialmente aceito na época, por isso os escravos não viam contradição em possuírem escravos. Possuir escravos provavelmente lhes conferiam mais benefícios e um status mais alto que a liberdade. O pobre só pode comprar gasolina para abastecer o veículo do patrão e não almoçar no shopping ao lado do filho de barão.

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Quais são as maiores vítimas de golpes do WhatsApp?

12 de junho de 2018, 17:52

Homens clicam três vezes mais em links maliciosos Estamos sempre falando em golpes de WhatsApp, mas pouco sabemos sobre o perfil das vítimas destes cibercrimes. Agora, um estudo do dfndr lab, laboratório de segurança da PSafe, apontam que os homens clicaram três vezes mais em links maliciosos do que as mulheres nos três primeiros meses deste ano. De acordo com o TecMundo, o levantamento aponta que os homens acessaram 29.166.764 links maliciosos por meio do aplicativo de janeiro a março. Já as mulheres clicaram em 8.277.316 endereços maliciosos.

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Algumas dicas para ajudá-lo na adaptação com o aparelho dentário

12 de junho de 2018, 15:27

Os aparelhos dentários são utilizados por boa parte da população e tem o objetivo de deixar os dentes corretos e uniformes. Porém, ainda são extremamente temidos, principalmente pelo período de adaptação, muitas vezes doloroso. Uma das estratégias que mais ajudam as pessoas a passar por todo o período de adaptação é a lembrança de que o aparelho no futuro as deixará com a mastigação correta, os dentes alinhados e um sorriso muito mais brilhante e uniforme. Além desse pensamento, confira abaixo algumas dicas que podem ajudar pessoas a se adaptar aos aparelhos: Corte bem os alimentos antes de comer:Para facilitar a sua mastigação, corte bem os alimentos em pedaços pequenos e mastigue-os lentamente. Dê preferência a alimentos, que não exijam força para mastigar e que não grudem nos aparelhos, como sopas, purês, peixes, frutas maduras, verduras cozidas, dentre outros. Por outro lado, evite comer doces, principalmente chocolates e chicletes, amendoins, carnes muito duras, e outros. Coma também alimentos ricos em vitamina C, pois eles ajudam a adaptação da gengiva. Use cera dentária e compressa de água morna: A cera dentária ajuda a prevenir ferimentos causados por partes do aparelho. Faça um bolinho de cera e coloque sobre o local para cobri-lo. Da mesma forma, utilizar compressas de água morna ajuda a diminuir as dores musculares causadas pela pressão do aparelho. Escove os dentes de três a cinco vezes ao dia, pois o aparelho acumula muitos resíduos. Para facilitar, coloque sempre escovas e pastas de dente em todas as suas bolsas ou mochilas. Assim não corres o risco de não poder escovar os dentes. Não tenha medo de mascar chicletes: Um bom chiclete, que não fique enganchando no aparelho, pode inclusive ajudar a relaxar a musculatura e aliviar as dores, além de retirar alimentos que ficam presos no aparelho e ajudar você a se acostumar com a mastigação. Apenas tenha o cuidado de obter produtos sem açúcar. No caso das meninas, invista em uma maquiagem nos olhos até se acostumar: No início, é muito comum que você se sinta feia ou estranha usando um aparelho. Se você não se sentir bem nos primeiros momentos, use a estratégia de maquiar mais os olhos para tirar o foco do aparelho, até você se acostumar com essa sua nova aparência.

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Jornalismo autmatizado não ameaça empregos, diz presidente de editora

08 de junho de 2018, 10:41

(Reuters) - O uso do jornalismo automatizado, em que artigos são gerados por inteligência artificial, não representa um risco ao trabalho dos jornalistas, disse o presidente executivo da editora alemã Axel Springer, Mathias Doepfner, nesta quarta-feira. “Isso vai tomar os empregos de jornalistas? O que nós podemos ver é exatamente o oposto. Nós agora podemos fazer coisas que nunca poderíamos pagar nos dias analógicos quando dependíamos apenas de grandes times de jornalistas”, disse Doepfner na conferência de tecnologia NOAH. Muitas grandes companhias de mídia, incluindo a Thomson Reuters, estão testando o uso de inteligência artificial para automatizar a produção de alguns artigos com muitos dados. A Axel Springer, editora dos jornais mais vendidos da Alemanha, Bild e Welt, usa o jornalismo automatizado para cobrir partidas de futebol de ligas alemãs inferiores. “Nossa oferta é mais ampla, está atraindo mais leitores e não mata os empregos de jornalistas existentes. Está até os estabilizando”, disse Doepfner. A editora, que gera 80 por cento de seu lucro central de áreas digitais, divulgou um ganho de dois dígitos no primeiro trimestre. A empresa relatou um total de 2.867 jornalistas em 2017, frente a 2.888 em 2016. Reportagem de Emma Thomasson

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Assembleia da França aprova lei que veta celular em escolas

07 de junho de 2018, 17:06

O projeto do governo ainda precisa do aval do Senado. A Assembleia Nacional da França aprovou nesta quinta-feira (7), em primeira leitura, um projeto de lei do governo que aplica uma "proibição definitiva" ao uso de celulares nas escolas a partir do início do próximo ano letivo. A proposta foi apresentada pelo partido A República em Marcha (Lrem), do presidente Emmanuel Macron, e tem o apoio do Movimento Democrático (MoDem) e da União dos Democratas e Independentes (UDI), todos de centro. No entanto, segundo a rádio "RTL", os grupos de oposição dizem que a medida é "inútil" e uma " simples operação de comunicação". O projeto diz respeito a alunos de até 15 anos e, segundo o governo, passaria "um sinal à sociedade". Atualmente, o código educacional da França já proíbe o uso de celulares durante "qualquer atividade de ensino" e nos locais previstos pelos regulamentos internos das escolas, por isso a medida é tratada como "supérflua" pela oposição. O ministro da Educação Jean-Michel Blanquer defende, no entanto, a necessidade de uma "base jurídica" mais sólida para garantir o veto aos celulares. Os professores teriam inclusive autorização para confiscar aparelhos. Para virar lei, o projeto precisa também do aval do Senado. Com informações da ANSA.

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10 fatos desconhecidos sobre a Bíblia

07 de junho de 2018, 17:02

Aberta a interpretações, a bíblia pode ser considerada um livro cheio de mistérios e enígmas.   O livro mais vendido da história não precisa de marketing. Traduzida para cerca de 2.500 idiomas, a bíblia ainda desperta bastante curiosidade. Aberta a interpretações, a bíblia pode ser considerada um livro cheio de mistérios e enígmas. É provável que você não saiba que 666 não é realmente um número infernal, e nem que Eva foi a primeira mulher batizada por Deus. Para desvendar alguns mistérios sobre a bíblia, vamos listar aqui algumas curiosidades. Veja! 1 - A Bíblia foi o primeiro livro impresso do mundo, é o mais traduzido e o mais vendido Em 1460, o alemão Johannes Gutenberg finalizou um trabalho que demorou 5 anos. A invenção da prensa com tipos móveis revolucionou o mundo. O primeiro livro impresso dessa maneira foi a Bíblia e isso foi fundamental para a Reforma Protestante. Continua sendo o livro mais vendido do mundo desde então. Segundo as estatísticas mais recentes, ela já foi traduzida em cerca de 2900 línguas e dialetos. Em 2014, somente as Sociedades Bíblicas Unidas (SBU) distribuíram 34 milhões de exemplares em todo o mundo. Considerando somente o Brasil, foram 7,6 milhões de volumes impressos pela Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), que publica as versões evangélicas. São mais cerca de 3,4 das católicas, totalizando 11 milhões. 2 – Não há nenhuma descrição da aparência de Jesus na Bíblia Nenhum versículo da Bíblia descreve a aparência de Cristo em nenhum momento. As centenas de maneiras como ele é representado são liberdades criativas dos autores das imagens que o representam. Segundo as Escrituras, ele tinha a aparência de um homem normal do Oriente Médio. Como a Europa foi o centro de divulgação do cristianismo por séculos, a imagem de um Jesus de cabelos e olhos claros é influência da percepção de mundo que eles tinham. 3 – O maior e o menor capítulo Nos originais, o Salmo 119 é o capítulo mais longo da Bíblia, é um acróstico. Os 176 versículos são divididos em 22 seções de oito versos cada uma, correspondendo a cada uma das letras do alfabeto hebraico. O menor é o Salmo 117, com apenas dois versículos. 4 - 616, o número da besta Na verdade o número 666 é um erro de tradução, e o real número do capeta - que, a propósito, é um código para o nome do imperador romano Nero - é 616. 5 - De onde vem a palavra Bíblia? Curiosamente, esta palavra não aparece em nenhuma de suas páginas ou nos textos que compõem a própria Bíblia. O nome vem do grego e significa "papiro para escrever". 6 - De toda a Bíblia apenas uma parte mínima são as palavras exatas de Deus Segundo a Bíblia, Deus só escreveu uma pequena mas super importante parte do livro. Adivinha qual parte? Exatamente: os dez mandamentos. Nas outras ocasiões, foi a voz dele que fez com que os outros escrevessem sobre ele e suas palavras. 7 - Todos os números que aparecem na Bíblia têm um significado Isso mesmo, e esta é uma das curiosidades bíblicas mais fascinantes. Sempre que você se deparar com dados numéricos da Bíblia, deve suspeitar que está tentando transmitir mais do que uma simples quantidade. 8 - Os nomes de Deus na Bíblia (Antigo Testamento) Uma das curiosidades da Bíblia é que, como você sabe, existem vários nomes de Deus na Bíblia, especificamente no Antigo Testamento, para se referir ao Todo-Poderoso. Vamos descobrir alguns deles: Adonai - Significa "o Senhor", em hebraico. Elohim - Significa "deuses" em hebraico. Yahweh ou Yahweh - Yahweh é frequentemente traduzido como "aquele que é" ou "aquele que vive" em hebraico. Elyon - significa "o mais alto" 9 - A primeira mulher batizada não foi Eva O primeiro nome que Deus dá a uma mulher na verdade é o de Sara, esposa de Abraão. Isso porque seu antigo nome, Sarai, é trocado para Sara (que significa "princesa entre as mulheres") para denotar o pacto do casamento divino entre ambos, sendo, na verdade, a primeira mulher bíblica. 10. O tempo que demorou para escrever a Bíblia Uma das curiosidades bíblicas que se destaca por seu contraste é que, enquanto o Antigo Testamento levou cerca de 1000 anos para ser escrito, o Novo Testamento foi criado em aproximadamente 50-75 anos.

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‘É normal amar uma mulher’, diz Papa a seminaristas

07 de junho de 2018, 16:47

Francisco falou a jovens sobre desafios do celibato. Em um discurso para 2 mil seminaristas de colégios eclesiásticos romanos, o papa Francisco afirmou que o celibato é um "desafio" e que é "normal" desejar uma mulher. O discurso ocorreu em março passado, mas seu conteúdo foi divulgado pela Santa Sé apenas nesta semana. No encontro, Francisco falou em tom descontraído e confidencial e deu sugestões para a vocação da vida religiosa e o sacerdócio. Segundo o Papa, é preciso estar "consciente" da fraqueza de alguém, especialmente nessa "cultura contemporânea hiper tecnológica que entra na alma". "Estejam preparados porque é comum ouvir 'se eu tivesse conhecido essa mulher antes de me ordenar...'", disse Jorge Bergoglio, citando a expressão idiomática "tarde piaste", que significa "tarde demais". "Vocês são homens normais, vocês têm o desejo de ter uma mulher para amar. E quando essa possibilidade chegar, como você reagiria?", perguntou o Pontífice. Francisco encerrou o diálogo explicando que, na época dos estudos, essas questões "são fáceis de resolver, mas, na vida, você estará mais sozinho, e essas coisas estarão lá". Para evitar isso, o Papa argentino citou uma formação baseada em "quatro pilares": espiritual, intelectual, apostólica e comunitária. "É necessária não só para 'resolver as tentações', mas também para se manter um pouco na atualidade, no desenvolvimento pastoral, da teologia e da vida da Igreja", concluiu. Com informações da ANSA.

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Para não dizer que não falei de ditadura

06 de junho de 2018, 23:39

Por Giorlando Lima -  Quando o golpe civil-militar de 1964 aconteceu eu contava com tenros dois anos de idade na distante Jacobina onde nasci. Só soube bem depois que à medida em que eu crescia recrudescia a violência do que se revelou ser uma ditadura cruel. No dia 28 de março de 1968, quando se deu a morte do estudante secundarista Edson Luís, no restaurante estudantil Calabouço, no Rio de Janeiro, às vésperas dos quatro anos da implantação do governo militar, eu nem tinha começado a estudar ainda, o que começaria a fazer no ano seguinte, na Escola da Professora Pinininha. [caption id="attachment_3940" align="alignnone" width="976"] Brasil, São Paulo, SP. Repressão militar contra estudantes. - Crédito:ARQUIVO/ESTADÃO CONTEÚDO/AE/Codigo imagem:6025[/caption] O Exército dizia para onde as pessoas podiam ir No ano anterior, estávamos em Salvador, onde meu pai, pedreiro, realizava reformas na casa para onde se mudaria o gerente da agência do Banco de Brasil de Jacobina, que estava sendo transferido para a capital. Em Salvador, eu me lembro de ver grupos de soldados do Exército e da Aeronáutica passando na rua a pé ou em jipes. A casa ficava na Rua Afonso Celso, na Barra, e, se não me engano, já havia ali perto o Clube Naval. Mas, ver homens fardados para cima e para baixo não significava nada para mim e meus cinco irmãos, com idades entre um e sete anos. Passávamos o dia “aprendendo” o ofício de pedreiro, nos sujando de areia e cimento, sonhando com picolé Capelinha ou Kibon, que vendedores passavam na rua anunciando, e, às vezes, a gente podia ir ver o mar de perto. À noite, tentando adivinhar o que passava na TV da casa do vizinho. A janela do vizinho ficava aberta porque era pleno verão e nós aproveitávamos para “brincar de ver televisão”, sem poder ver ou ouvir direito: “Acho que é Roberto Carlos cantando”, dizia algum adulto que também não perdia a sessão. Mais do que isso não lembro nem sabia, quanto mais de ditadura ou conflitos entre os militares e quem discordava do regime que eles impuseram. NÃO PODE FALAR Em Jacobina, já maiorzinho, com uns nove anos, voltando da escola para casa parei na porta de um bar que existia na esquina da Rua Manoel Novaes com a Afonso Costa, onde hoje é a loja Mundo Encantado. Ali, alguns adultos falavam bem baixinho sobre não poder falar. Eu, ainda inocente, quis saber do que não se podia falar. “De nada; só que as coisas estão bem”. Eu insisti para saber o porquê de não poder falar. “Porque não pode. E não pergunte muito, você é criança, mas seus pais sabem que não pode”. Minha curiosidade acabou ali, pelo que não me lembro. Tempos depois, vi a cena que começaria a responder às minhas perguntas. Era um domingo, dia em que a minha família acompanhava a minha mãe ao Rio do Ouro, para a lavagem das roupas da casa. Perto de onde ficavam muitas mulheres esfregando, torcendo, batendo, botando para quarar, enxaguando e colocando para secar peças coloridas e bem simples de roupas, lençóis e outros panos, morava a família de Marrudo, um libanês de quem até hoje não sei o nome. Ele era dono de um bar em frente ao Cine Payayá, na Rua Senador Pedro Lago. Lembro que um dos filhos dele se chamava Samir. De repente, todo mundo estava olhando para a ponte de madeira que dava acesso à casa de Marrudo, que ficava dentro de um pomar, entre muitos pés de manga, especialmente. Lá estavam vários soldados, armados de metralhadoras e fuzis, apontando para o carro do dono da casa, que ameaçava avançar sobre os homens de verde. Mulher e filhos pediam desesperados que Marrudo obedecesse às ordens do oficial que comandava a tropa e descesse do carro. Perto de nós, no rio, dava para ver que gente chorava, alguns tremiam, meus pais nos chamavam para perto e pediam para que nada disséssemos. Daquele dia em diante comecei a entender porque os homens no bar me disseram para ficar calado. Até hoje não sei por qual razão o Exército foi à casa de Marrudo e o que aconteceu depois. Não lembro se ele foi preso, mas sei que sobreviveu. Anos mais tarde, estive no bar de Marrudo com Cícero Mattos e pedimos uma dose de raiz (cachaça com raiz). O dinheiro só dava para uma, mas Marrudo deu as costas, entrou para a cozinha e nós viramos umas duas doses sem ele saber. No início dos anos 1980, Samir, um dos filhos de Marrudo assumiu o bar depois da morte do pai. CLUBE DOS ONZE Aos poucos, ainda ali entre os 10 e os 12 anos, fui absorvendo mais informações. Percebi que meu pai não estava do lado dos ditadores. Um dia eu o ouvi falar o nome de Brizola. Outra vez teria falado do Clube dos Onze. Uma das pessoas que mais ajudaram meu pai na profissão, um mestre de obras de nome David, tinha uma tendência esquerdista. Uni as informações que tinha e aprendi que meu pai também tinha, no que era possível a um pedreiro originário de um quilombo, ainda aprendendo a ler pelo Mobral no curso Madureza Ginasial. Fiquei sabendo que o Clube dos Onze se reunia na Sociedade União dos Artistas Jacobinenses (que foi a minha segunda escola, em 1970; palco de peças de teatro que fiz com Paulo Vieira, no final dos anos 1970; que depois viraria o bar de Nego das Neves e hoje é a CDL, em frente à Igreja da Conceição). Os meus círculos de convivência eram limitados. Família e escola. Estudei em três escolas em Jacobina, duas já mencionadas e as Escolas Reunidas Luís Anselmo da Fonseca, onde fiz o quarto e o quinto anos, antes de entrar para o colégio (para uma incrível quinta série, de novo). Lá não se ouvia sobre ditadura, militares, guerrilha ou da reação de artistas, intelectuais e estudantes. Sei que cantar o hino nacional no intervalo e desfilar no Sete de Setembro, por exemplo, eram ações derivadas do regime, mas eu até gostava. O Hino da Independência ainda é o meu preferido. Fui saber mais já em 1979. Meu amigo Cícero Mattos me contou. Ele estudava na Escola de Belas Artes da UFBA e fazia parte do Baldeação, um grupo de artistas grafiteiros que decidiu pintar alguns murais de protesto contra o preço e a qualidade do transporte coletivo de Salvador. Numa daquelas noites em que desenhavam um ônibus cheio num muro perto do Shopping Orixás Center, nas imediações da Rua Clóvis Spínola e Direita da Piedade, eles pararam porque não daria tempo de terminar. Deixaram o desenho incompleto e quando voltaram no dia seguinte para concluir foram presos. Outro grupo passou no local e pichou por cima do esqueleto do ônibus de Cícero e amigos a frase “terrorista é o governo”. RECONSTRUÇÃO DA UNE Foi com C. Mattos e o diretor teatral Paulo Vieira que retornei a Salvador, em 1979. Fomos para o 31º Congresso da União Nacional dos Estudantes, o “Congresso da Reconstrução”, que recebeu o nome de Honestino Guimarães, que tinha sido o último presidente eleito da UNE, em 1971. Honestino foi preso pelo Centro de Informações da Marinha (CENIMAR) quando era estudante e seu corpo nunca mais foi localizado. O governo apresentou sua certidão de óbito em 1996, mas sem causa mortis. Na estrada, o ônibus em que viajávamos foi parado e policiais federais entraram e começaram a revistar as pessoas e suas bagagens. Na minha vez, o agente, com uma metralhadora atravessada no peito me pergunta o que vou fazer em Salvador e eu respondi que ia rever parentes. Afirmei que estava com amigos, sentados mais à frente. Ele mandou eu descer a mala do bagageiro. Era uma malinha preta de plástico mole e, antes de abrir, o policial quis saber o que eu levava. Ao ouvir que eram apenas roupa, escova, pasta de dentes, pente e uma Bíblia ele indagou se eu era crente – e eu era – e na sequência mandou eu fechar a mala e me dispensou da revista. Eram os dias 29 e 30 de maio de 1979 e só em dezembro daquele ano eu ficaria de maior. Eu já sabia muito da ditadura, já trabalhava em um jornal de Jacobina (A Palavra) e lia muito. Temia que algo acontecesse durante os dois dias do congresso, ao mesmo tempo esperava um evento, um fato que pudesse virar história, como a de Cícero. O medo e a excitação se misturavam. Como escreveu a jornalista Thais Sauaya Pereira (1959-2009) no site da Fundação Casper Líbero, em 2008: “Na ansiedade esfuziante, não diferíamos muito dos ônibus de excursão do ginásio, nem daqueles das torcidas de futebol. No entanto, tínhamos consciência de que aquele era um momento histórico: discutíamos com paixão o socialismo, a guerrilha, a ditadura, os rachas nas organizações clandestinas, os professores, as relações afetivas, o aborto, a falta de grana, o amor livre, morar sem os pais, as drogas, o cinema, Marx, Lênin, Engels, Trotsky, Stálin, Brecht, Chaplin, Glauber, Vittorio de Sica… enfim, o mundo”. Eu era um nesta multidão (Congresso de Reconstrução da UNE 1979. Foto: Gildo Lima CPDOC/JB) O congresso aconteceu no novíssimo Centro de Convenções, “gentilmente cedido” pelo governador biônico de Salvador, Antônio Carlos Magalhães. Os shows musicais e outras manifestações culturais ocorriam no Teatro Vila Velha. De vez em quando, uma correria, alguém gritava que a polícia chegara, íamos todos para o Passeio Público, ficávamos no meio da Avenida Sete de Setembro, todos prontos para o pior. Não havia selfies, mas os flashes espocavam e a história se fazia na minha frente, aos meus olhos de adolescente em transição da alienação para uma melhor compreensão do mundo em que eu vivia sem saber como era. Felizmente, embora soldados, metralhadoras e viaturas nos olhassem com desdém e uma aparente vontade de descer a porrada, nada ocorreu de mais sério. Ou, felizmente, ocorreu: ouvir Diana Pequeno, Carlinhos Lira e Gonzaguinha cantar e falar dos seus sentimentos em relação àquele momento; ouvir Javier Alfaya, Ruy Cezar e um monte de gente inteligente, corajosa e engajada falar de nossas esperanças, de nossos riscos e da necessidade de não parar de lutar para salvar o Brasil da censura, da falta de liberdade e da violência. Daí em diante a consciência do que acontecia foi me ocorrendo. Acessei relatos sobre os desaparecidos; li os documentos que falavam da crueldade do regime; soube da juventude perseguida e morta. Manuel Fiel Filho, operário morto pela ditadura em 1976 O silêncio diminuía nas casas e as lutas não cessavam nas ruas. Foi quando o general Ernesto Geisel foi entronado na presidência da República. Eu tinha sido batizado na Igreja Batista em 1973. E em 1979 eu começava a frequentar a Igreja Presbiteriana. Não nego que não foi complicado para mim acreditar que o general protestante não concordava com as atrocidades que se registravam. Ele demitiu o general Ednardo D’Ávila depois da morte do metalúrgico Manoel Fiel Filho, ele enfrentou Sílvio Frota, ele iniciou a abertura política, acenou pela volta dos políticos exilados. Passei a duvidar quando já era um adulto e agora não tenho nenhuma dúvida que Geisel não se diferenciou dos demais generais que supliciaram o Brasil por 21 anos. ENFIM, AO ASSUNTO Isso tudo que escrevi acima me veio sem eu perceber. Eu queria escrever sobre as pessoas de Vitória da Conquista que sofreram diretamente a opressão do regime militar, quem foi preso, quem morreu, quem ainda luta para que aquele período não volte. Recebi de um amigo no início desta semana a fotografia de um documento dos órgãos de repressão do regime militar sobre Élquisson Soares. Ele foi vereador, deputado estadual e federal e nesta condição foi um dos mais aguerridos e combativos parlamentares contra a ditadura. O registro histórico, que deverá estar em livro que o escritor Durval Menezes escreve sobre Élquisson, me instigou a realizar uma pesquisa para saber quem mais, além dele, foi vítima pessoal e direta da ditadura. No artigo “O cerco dos fuzis na terra do frio”, publicado no Blog do Anderson, em 11 de agosto de 2014, o jornalista Jeremias Macário, lista, em ordem alfabética, os nomes das pessoas que foram detidas e presas em 1964, quando o Exército baixou em Vitória da Conquista para depor, com apoio da Câmara de Vereadores, o prefeito José Pedral Sampaio e “livrar a cidade dos comunistas”. Foram presos, alguns com diferença de dias:  Alcides Araújo Barbosa (presidente do Sindicato dos Comerciários); Alender Santos; Altino Pereira (presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil); Anfilófio Pedral Sampaio (funcionário público e suplente de vereador, irmão de José Pedral); Aníbal Lopes Viana (jornalista e suplente de vereador); Atenor Rodrigues Lima, o “Badu” (comerciário); Camilo de Jesus Lima (escritor, jornalista e oficial do Registro de Imóveis que foi preso em Macarani e transportado para Conquista); Cláudio Fonseca (estudante, menor de quatorze anos e meio de idade); Edvaldo Silva (presidente da Associação dos Panificadores); Everardo Públio de Castro (professor e vereador); Érico Gonçalves Aguiar (agricultor); Flávio Viana de Jesus (marceneiro e diretor do Sindicato dos Trabalhadores da Construção Civil, que não suportou as pressões e se entregou); Franklin Ferraz Neto (juiz trabalhista); Galdino Lourenço (motorista); Gilson Moura e Silva (radialista e membro do sindicato da categoria); Hemetério Alves Pereira (dono de livraria); Hugo de Castro Lima (médico); Ivo Vilaça Freire de Aguiar (funcionário público); Jackson Fonseca (rádiotécnico); João Idelfonso Filho (publicitário); José Fernandes Pedral Sampaio (engenheiro civil e prefeito); José Luiz Santa Isabel (bancário); Juracy Lourenço Neto (comerciário); Luis Carlos (bancário); Lúcio Flávio Viana Lima (bancário); Nudd David de Castro (filho do vereador Everardo Públio); Paulo Demócrito Caíres (estudante e presidente do Grêmio); Péricles Gusmão Regis (representante comercial e vereador), Raimundo Pinto (comerciante); Raul Carlos Andrade Ferraz (advogado e suplente de vereador); Reginaldo Carvalho Santos (bancário e diretor do jornal “O Combate”); Vicente Quadros Silva Filho (rádiotécnico). Péricles Gusmão, morto na prisão em 1964 Destes 31 nomes, Péricles Gusmão morreu na cela, segundo a versão oficial suicidou-se por enforcamento, e o professor Everardo Públio foi o único condenado, tendo ficado preso por 15 meses. Outras pessoas de Vitória da Conquista foram presas depois, em suas atividades fora do município, uma jovem conquistense foi assassinada. A estudante universitária Dinaelza Coqueiro, que decidiu enfrentar o regime como guerrilheira, foi morta no Araguaia e seu corpo enterrado na Serra das Andorinhas (PA). Ruy Medeiros, advogado e professor universitário muito respeitado em Vitória da Conquista, também foi preso. Duas vezes. Na primeira, em Salvador, ficou detido no DOPS por mais de oito horas. Na segunda, já formado em Direito, em 1973, exercendo cargo na administração de Jadiel Matos. Era maio e Ruy, depois de espancado, ficou dois dias preso em Conquista e depois transferido para Salvador, onde permaneceu na cadeia até agosto daquele ano. O SUBVERSIVO VIGIADO Élquisson Soares em 1972 Já Élquisson Soares foi preso em 1969, no Rio de Janeiro, onde estudava Direito na Faculdade Cândido Mendes, da qual foi presidente do diretório acadêmico.  O documento, cuja reprodução o BLOG publica, refere-se às atividades de Élquisson como estudante e advogado desde o início dos anos 1960, quando ele foi presidente da União Bahiana de Estudantes na Guanabara (extinta em 1964) e do Centro Cultural Joaquim Nabuco. Para o regime, Élquisson Soares era subversivo e revanchista (referindo-se à reação ao golpe militar). O documento em que o ex-deputado é classificado como perigoso para o regime foi enviado ao prefeito da época, Nilton Gonçalves, em 1972. Abaixo a transcrição do mesmo. Reprodução da cópia autêntica do documento da ditadura sobre Élquisson “CONFIDENCIAL BRA-DF/C-RS. Nº 2.948/72 Referência: RESERVADO – SECRETO: Nº 1.573/72 Instrução Nº 197/72 O bacharel Élquisson Dias Soares, vulgo ‘Juquinha’, advogado (Vitória da Conquista – Bahia), é fichado nos Órgãos de Segurança Nacional – Departamento de Polícia Federal, S.N.I. (Serviço Nacional de Informações), etc., como elemento subversivo, comunista, revanchista, descontente, contestador do atual regime, motivos pelos quais já esteve preso no Rio de Janeiro, Guanabara e vive sob vigilância. COLABORAÇÃO: – Portanto, tratando-se de elemento nocivo, prejudicial, nocivo à tranquilidade pública e à paz social – quaisquer atividades ou atividades subversivas e  revanchistas do mesmo, contestando o regime e atacando autoridades constituídas, funcionários e serviços públicos, deverão ser comunicadas à Polícia Federal, S.N.I e demais Órgãos da Segurança Nacional – com o necessário cuidado, secretamente , como dever cívico-patriótico do cidadão e das autoridades. SILÊNCIO E AÇÃO: – Convém evitar toda e qualquer publicação sobre este assunto – confidencial, reservado-secreto – guardando sigilo, afim de não prejudicar a eficiência do trabalho de investigação que o caso exige. CÓDIGO: 91-548/273-60. BRA-DF/C.RS” https://blogdegiorlandolima.com/2018/06/05/para-nao-dizer-que-nao-falei-de-ditadura/

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Consumo de álcool antes de dirigir sobe 16% após lei seca

05 de junho de 2018, 12:03

Homens são maioria entre as pessoas que admitem cometer a infração O número de adultos que admitem digirir após consumir bebida alcóolica cresceu 16% em entre 2011, ano em que começou a lei seca, e 2017. As informações são do G1. Pessoas entre 25 e 34 anos (10,8%) e com maior escolaridade (11,2%) são os que mais bebem antes de pegar o volante, segundo levantamento do Ministério da Saúde. No geral, 6,7% da população adulta no Brasil confessa cometer a infração. A mesma pesquisa indica que homens se arriscam mais do que mulheres (11,7% admitem a prática, contra 2,5%). Recife foi a capital onde menos pessoas admitiram cometer o delito (2,9%), sendo Palmas (16,1%) a cidade pesquisada com mais infratores. As informações são da pesquisa Vigitel (Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas), feita pelo Ministério da Saúde em 27 capitais entre fevereiro e dezembro de 2017. Foram realizadas 53.034 entrevistas com maiores de 18 anos por telefone. A lei seca determina tolerância zero para motoristas pegos alcoolizados. Caso o teste do bafômetro acuse valor acima de 0,33 mg/l, o infrator responde criminalmente. Qualquer motorista flagrado com dirigindo após consumo de álcool tem de pagar multa de R$ 2.934,70 e tem a carteira nacional de habilitação (CNH) recolhida.

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Capinha de celular pode atrapalhar o sinal?

04 de junho de 2018, 12:27

Dois especialistas em smartphones respondem a questão. Capinhas de celular são ótimas aliadas para manter o smartphone protegido e mais resistente. Também podem ser consideradas quase um adereço de moda, visto que há carcaças cada vez mais arrojadas, como as com 'frufrus', spikes ou formatos totalmente inusitados. Mas será que o material pode interferir no sinal do aparelho? O UOL ouviu dois especialistas em celulares para esclarecer a questão: o professor do departamento de comunicação da Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação da Unicamp, Gustavo Fraidenraich, e o técnico especialista da rede de assistências técnicas Suporte Smart, Junior Gromoski. "De forma geral, essas capinhas são praticamente 'transparentes' em termos de radiofrequência que o celular opera, então elas não afetam em nada o funcionamento do aparelho", explica Fraidenraich sobre os tipos mais comuns de capinhas. Mas já se for o caso de capinhas com materiais mais fortes, como metal, a resposta pode mudar. "Modelos mais resistentes podem usar metal em sua composição, o que pode interferir na recepção e emissão da antena do aparelho", diz Gromoski. Segundo a reportagem, o metal poderia tanto causar interferência no caminho das ondas de radiofrequência quanto funcionar como uma barreira para elas.

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Satélite meteorológico mais avançado dos EUA envia 1ª imagem da Terra

01 de junho de 2018, 12:15

GOES-17 foi lançado há três meses   O mais avançado satélite dos Estados Unidos, GOES-17, enviou as primeiras imagens oficiais da Terra três meses após seu lançamento. Segundo o 'The Verge', a foto deslumbrante foi captada no dia 20 de maio e divulgada nesta quinta-feira (31). O equipamento é o segundo do tipo a ir para o Espaço. O primeiro da série, o chamado GOES-16, foi lançado em novembro de 2016. Em conjunto, a NASA garante que a tecnologia será capaz de proporcionar "melhores previsões e salvar vidas". Clique aqui para ver a imagem em movimento.

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Curiosidades surpreendentes sobre o Vaticano

29 de maio de 2018, 13:18

A Cidade do Vaticano é um Estado eclesiástico ou teocrático-monárquico, governado pelo bispo de Roma, o Papa.   O Vaticano é um dos países mais ricos do mundo, que abriga coleções de arte e documentos de valor inestimável e que é um dos locais mais visitados do mundo. A Cidade do Vaticano é um Estado eclesiástico ou teocrático-monárquico, governado pelo bispo de Roma, o Papa. A maior parte dos funcionários públicos são todos os clérigos católicos de diferentes origens raciais, étnicas e nacionais. Mas há pequenas curiosidades que passam desconhecidas, das quais não fazíamos ideia, até agora. 1. Localizado dentro da cidade de Roma, na Itália, o Vaticano é o menor país do mundo. A cidade-estado possui apenas 44 hectares e 800 habitantes, mas também conta com selo, correio, bandeira e hino. 2. Apesar de a Igreja Católica existir há 2 mil anos, o Vaticano como cidade-estado foi reconhecido apenas em 1929, após a assinatura do Tratado de Latrão. 3. É o único país inteiro a ser reconhecido como Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO. O título foi outorgado em 1984. 4. Nascer no Vaticano não garante cidadania a ninguém. Para isso, é preciso trabalhar na cidade-estado – algo que praticamente só os cardeais e os cavaleiros da Guarda Suíça fazem. E se você perde o emprego, também perde a cidadania. 5. Em média, os habitantes do Vaticano “consomem” 54,26 litros de vinho por ano, encabeçando o topo de maiores consumidores per capita no mundo. Mas, na verdade, muito dessa bebida é servido durante a comunhão nas igrejas. 6. Antes de ocuparem o Vaticano, os papas viviam no Palácio de Latrão, localizado também em Roma. Isso mudou em 1309, quando eles passaram a comandar a Igreja Católica a partir de Avignon, na França, onde permaneceram até 1377 – foram 7 os papados desse período. Assim que o governo episcopal voltou para Roma, o antigo palácio foi destruído num incêndio e o Vaticano passou a ser a sede da Igreja. 7. A Guarda Suíça que protege os papas foi fundada em 1506 por Júlio II. Para fazer parte dela, é preciso ser homem, católico e solteiro e ter no mínimo 1,74 m de altura e idade entre 19 e 30 anos. 8. O Vaticano é o paraíso dos batedores de carteira, por isso é considerada a cidade com maior criminalidade do mundo – 1,5 crimes por habitantes todos os anos! A falta de prisões de longa duração faz essa estatística aumentar. 9. Se no caixa eletrônico você ler a mensagem “Inserito scidulam quaeso ut faciundam cognoscas rationem”, não se assuste: ele está só pedindo para você inserir o cartão. O Vaticano é o único lugar do mundo com caixas eletrônicos também em latim. 10. O Museu do Vaticano abriga uma das maiores coleções de obras de arte do mundo: são cerca de 70 mil, com apenas 20 mil delas sendo expostas ao público. O teto da Capela Sistina é uma das pinturas mais admiradas. 11. O Vaticano é um dos únicos países no mundo, ao lado das Filipinas, onde o casamento tem que durar a vida inteira. Por lá, não é permitido o divórcio. Obviamente, influência da Igreja Católica. 12. Não existe aeroportos no Vaticano. Apenas um heliponto e uma ferrovia de bitola padrão conectando-se à rede da Itália e à estação de São Pedro de Roma.

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