Autor de entrevista em que Bolsonaro cita canibalismo diz ser surreal repercussão na campanha

10 de outubro de 2022, 11:22

Durante uma entrevista ao jornal New York Times o então deputado federal contou detalhes de uma visita que fez à tribo Yanomami do Surucucu, na Amazônia (Foto: Reprodução)

O jornalista americano Simon Romero diz achar "surreal" que uma entrevista sua feita em 2016 com o presidente Jair Bolsonaro (PL), em que ele diz comeria carne humana, tenha virado um dos principais temas da campanha no início do segundo turno. Ex-correspondente do jornal The New York Times no Brasil, Romero diz que foi surpreendido pela repercussão da reportagem enquanto aproveitava as férias. "É surreal ver uma entrevista que fiz seis anos atrás ganhar nova vida. Estava de férias, fazendo trilha nas montanhas de Novo México [EUA] com um dos meus filhos, então o serviço de celular estava ruim. Voltei e tive um monte de mensagens de amigos no Brasil sobre canibalismo, a entrevista de 2016 e outros temas como maçonaria e satanismo. Foi uma surpresa", afirmou. Romero trabalhou para o jornal americano no Brasil entre 2011 e 2017, e atualmente cobre a região oeste dos EUA para o mesmo veículo. Na entrevista, Bolsonaro fala sobre supostos hábitos canibais de indígenas em Rondônia e diz que aceitaria comer carne humana. Ela viralizou em redes sociais e foi usada pela campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No sábado (8), a veiculação da peça foi vetada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) após pedido dos advogados do presidente. Romero lembra que fez a entrevista na época com o então deputado federal para retratar movimentos de direita, que cresciam no país. "Eu queria entender melhor a extrema-direita que estava começando a ganhar força no Brasil. Nos EUA, [Donald] Trump também estava subindo nas pesquisas, então havia bastante interesse no tema", diz. A conversa ocorreu no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos), no Rio, que filmou toda a conversa. "Depois o vídeo apareceu nas páginas do Bolsonaro sem nenhum aviso", afirma o jornalista. Segundo ele, a conversa foi tensa em algumas partes, inclusive quando Bolsonaro mencionou o suposto canibalismo indígena. "Achei muito estranho o comentário sobre um suposto ritual, no mínimo algo muito difícil de confirmar. Parecia que ele estava tentando provocar uma reação", relembra. Folha de São Paulo

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Carlos de Deus é empossado no lugar de vereador acusado de agredir jornalista em Jacobina

07 de outubro de 2022, 11:40

O chefe de gabinete do governador Rui Costa, Cícero Monteiro, prestigiou a posse do vereador Carlos de Deus (Foto: Reprodução)

Com a cassassão do vereador Valnei dos Anjos (PcdoB), acusado de agredir a ex-coordenadora de comunicação da Prefeitura de Jacobina, o primeiro suplente Carlos de Deus (PcdoB), assume a sua vaga. A posse do novo vereador aconteceu na manhã desta quinta-feira (6), durante sessão ordinária da Câmara Municipal. Carlos de Deus é considerado um dos melhores legisladores da história política de Jacobina, admirado pela sua postura coerente e decente como homem público. Durante um dos seus mandatos como presidente do legislativo local, construiu com recursos próprios o novo e moderno prédio da Câmara de Vereadores; obra considerada como um dos cartões postais da cidade. De Deus inovou também em encaminhar mensalmente para órgãos públicos, entidades civis e órgãos de imprensa a prestação de contas dos valores que recebia e com que estava gastando. Da base do atual prefeito Tiago Dias (PcdoB), De Deus fazia parte da gestão, tendo passado pelas pastas do Transporte, Infraestrutura e por último a de Chefia de Gabinete. A posse foi prestigiada por lideranças políticas como a presidente do PT local, Mariana Oliveira e do chefe de gabinete do governador Rui Costa, Cícero Monteiro.

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Ucrânia: Biden cita “Armagedom” e diz que mundo está sob ameaça de apocalipse nuclear

07 de outubro de 2022, 10:07

Presidente norte-americano disse que Putin “não estava a brincar” quando fez as ameaças (Foto: Reprodução)

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, disse nesta quinta-feira (6) que o mundo está sob a ameaça de um "Armagedom" nuclear pela primeira vez desde a Guerra Fria. Apesar de a Casa Branca repetir não dispor de nenhum elemento indicando que a Rússia se prepara para usar uma arma nuclear, como ameça o presidente russo Vladimir Putin, Biden afirmou que está vigiando as reações do chefe do Kremlin diante da contraofensiva ucraniana. "Não enfrentamos um possível Armagedon (passagem bíblica do Apocalipse, que fala sobre a batalha final entre o bem e o mal) desde Kennedy e a crise dos mísseis" de Cuba em 1962, disse Biden em um evento de arrecadação de fundos do Partido Democrata em Nova York. O presidente russo, Vladimir Putin, "não está brincando" quando ameaça usar armas nucleares para continuar sua invasão da Ucrânia, segundo o presidente americano. Biden fez comentários inusitadamente fortes sobre os riscos representados pelas ameaças nucleares de Putin enquanto falava com apoiadores democratas na casa de James Murdoch, filho do magnata da mídia Rupert Murdoch, em Manhattan. Biden fez referência à provocação nuclear que a então União Soviética iniciou, ao instalar mísseis em Cuba, próximo ao território dos Estados Unidos. Ameaças veladas Putin fez ameaças veladas sobre o uso de armas nucleares caso as atuai opções militares russas na Ucrânia para conter a forte resistência de Kiev, que tem o apoio do Ocidente, se esgotarem. Especialistas acreditam que ataques táticos com armas relativamente pequenas são possíveis. Mas Biden alertou que mesmo um ataque tático em uma área limitada pode desencadear um conflito maior. "Temos lá um cara que conheço muito bem", disse Biden, referindo-se a Putin. O mandatário russo "não está brincando quando fala sobre o uso potencial de armas nucleares táticas, armas químicas ou biológicas, porque seu exército é, digamos, significativamente menos capaz". "No entanto, não acho que exista a possibilidade de uso fácil de uma arma tática nuclear sem resultar em um Armagedon", enfatizou Biden. "Estou tentando descobrir qual é a saída de Putin. Onde pode encontrar uma saída? Numa posição em que não só perderia prestígio, mas um poder significativo na Rússia?", acrescentou. (Com informações da AFP)

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Prefeito de Caém comemora vitória dos parlamentares apoiados pelo seu grupo político e a ida para o segundo turno dos candidatos a governador Jerônimo Rodrigues e Lula presidente

06 de outubro de 2022, 16:04

Durante entrevista Arnaldinho estava acompanhado de secretários municipais e vereadores (Foto: Ascom/PMC)

O entrevistado do Programa Espaço Livre, da Rádio Paiaiá FM , foi o prefeito de Caém, Arnaldo Oliveira (Arnaldinho). O gestor voltou a emissora quatro dias após o primeiro turno das eleições nacional para falar de sua administração e fazer um balanço dos resultados das urnas que elegeram deputados estaduais e federais, senadores, governadores e presidente da República. O chefe do Executivo destacou a atenção dispensada pelo Governo da Bahia ao municípios com obras, segundo ele, tamanho G’, utilizando de um jargão da gestão estadual, ‘, e que tem contribuído para o desenvolvimento de Caém. Arnaldinho ressaltou ações como a pavimentação asfáltica de 12 quilômetros entre o distrito de Gonçalo a BR 324, a creche que está sendo construída na comunidade quilombola de Várzea Queimada que irá atender cerca de 120 crianças, a reforma do Estádio Municipal, entre outras. Com relação ao resultado das eleições do último domingo (2), o prefeito comemorou a votação expressiva dos candidatos que seu grupo apoiou e pediu à população que aumente o número de votos dados para o candidato a presidente Lula e ao candidato a governador Jerônimo Almeida, ambos do PT. No primeiro turno Lula teve mais de 82 por cento dos votos válidos do município, sendo a maior votação proporcional do Território Piemonte da Diamantina, enquanto Jerõnimo ultrapassou os 71%. “A população de Caém mostrou gratidão por tudo que o governador Rui Costa tem feito no nosso município e pelo legado deixado pelo ex-presidente, e agora candidato Lula, a partir das políticas públicas voltadas para a melhoria de vida das pessoas”, ressaltou Arnaldinho, elogiando também a postura do grupo político que o acompanha: "demonstramos ainda a coesão e o fortalecimento do nosso grupo que trabalhou coletivamente para eleger nosso deputado estadual Ângelo Almeida e nossa deputada federal, Lídice da Mata. E neste segundo turno das eleições iremos aumentar a votação do nosso governador Jerônimo Rodrigues e nosso presidente Lula”, completou. Vereadores e secretários pousam com o prefeito Arnaldinho (no meio, de branco)

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Homem mergulha todas as semanas procurando mulher que desapareceu em 2011

06 de outubro de 2022, 09:18

Yuko Takamatsu é uma das mais de 2.500 pessoas que continuam desaparecidas desde o tsunami que atingiu o Japão, há 11 anos (Foto: Reprodução)

Em 11 de março de 2011, cerca de 20 mil pessoas perderam a vida num tsunami que devastou Tohoku, no Japão. Outras milhares ficaram feridas e mais de 2.500 continuam desaparecidas. É o caso de Yuko Takamatsu, uma mulher, de 47 anos, vista pela última vez em Onagawa, uma das zonas mais atingidas pela tragédia. 11 anos passaram, mas o marido de Yuko continua não aceitando o fato de nunca terem encontrado o corpo da esposa. Por isso, todas as semanas, mergulha na esperança de o achar. Em entrevista à Associated Press, Yasuo, que hoje em dia tem 65 anos, contou que passou dois anos procurando os restos mortais da mulher em terra. Em 2013, tirou curso de mergulho para começar a procurar também no mar. "Eu mergulho na esperança de a encontrar em algum lugar", disse, acrescentando que prometeu a si próprio procurar a mulher enquanto estiver vivo. Às 14h46 daquele fatídico dia, Yoku estava no banco onde trabalhava. A investigação revela que ela ainda subiu ao telhado do prédio dos escritórios, assim como outros funcionários. Nessa altura, enviou uma mensagem a Yasuo perguntando se ele estava bem. A segunda mensagem – "Este tsunami vai ser um desastre" - já não foi entregue. Mais tarde, os seus pertences, assim como o celular foram entregues ao marido. Já os restos mortais nunca foram encontrados. Notícias ao Minuto

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Homem chamado de ‘Patati Patatá’ por chefe receberá indenização

06 de outubro de 2022, 09:09

O empregado era chamado de "Patati Patatá", "Tico e Teco" e "B1 e B2" em público (Foto: Divulgação)

A Justiça do Trabalho determinou que uma indústria de bebidas pague uma indenização de R$ 10 mil a um trabalhador chamado por nomes "pejorativos" pelo seu superior hierárquico na empresa. O empregado era chamado de "Patati Patatá", "Tico e Teco" e "B1 e B2" em público -os nomes são referências aos palhaços de mesmo nome, aos esquilos da Disney e à série "Bananas de Pijama", respectivamente. O trabalhador, que exercia a função de assistente de marketing, alegou sofrer constrangimentos e humilhações por parte do gestor da empresa. Ele narrou que o superior utilizava expressões grosseiras e também apelidos vexatórios na presença dos repositores. A empresa alegou em sua defesa que o empregado sempre foi tratado com cordialidade. Porém, ao decidir o caso, o juízo da 35ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte (MG) deu razão ao trabalhador, condenando a empresa ao pagamento de indenização no valor de R$ 5 mil. Descontente com o montante, a vítima apresentou recurso pedindo aumento do valor arbitrado. A relatora do caso foi a juíza Angela Castilho Rogêdo Ribeiro, convocada na Primeira Turma do TRT-MG. Segundo ela, o ordenamento jurídico, ao permitir o pleito de indenização por quem sofreu um dano moral ou material, impõe ao demandante o ônus de demonstrar a autoria do fato ilícito e a relação de causalidade, "sendo o dano experimentado pela vítima presumido, nos termos do artigo 186 e 927, ambos do Código Civil", pontuou. Uma testemunha ouvida no processo confirmou a versão do trabalhador. Segundo ela, o chefe só se dirigia ao profissional usando apelidos e palavrões. "Teve uma convenção com 500 a 600 pessoas, foram chamados ao palco para serem apresentados e ele o apresentou como Tico e Teco, B1 e B2 e Banana de Pijama; não tinham nome para ele, era apelido", relatou em depoimento. ASSÉDIO MORAL Para a juíza, ficou comprovada a conduta reiterada da empregadora, de modo a configurar o assédio moral, caracterizando lesão aos direitos da personalidade do trabalhador e ensejando o dever de indenizar. "Nessa senda, não se pode tolerar a conduta da empregadora, porquanto extrapola os limites de atuação do seu poder diretivo, em claro abuso de direito (artigo 187 do Código Civil), violando os princípios que regem o Direito do Trabalho, voltados à valorização social do trabalho e inspirado pelo integral respeito à dignidade da pessoa humana", afirmou a juíza. Notícias ao Minuto

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Polícia das Filipinas investiga loteria após 433 pessoas ganharem

05 de outubro de 2022, 13:45

Loteria filipina teve números múltiplos de nove sorteados (Foto: Reprodução)

A Polícia das Filipinas investiga uma loteria após 433 pessoas ganharem. O prêmio do sorteio era de 236 milhões de pesos filipinos (cerca de R$ 20,8 milhões). Segundo a BBC, o ocorrido levantou dúvidas por seguir um padrão: todos os números sorteados eram múltiplos de nove — 9-45-36-27-18-54. Apesar de ser possível matematicamente, a polícia desconfia que a loteria foi fraudada. Chamada de "Grand Lotto", a loteria funciona de forma semelhante à Mega-Sena brasileira. Para vencer o prêmio máximo, o apostador precisa acertar seis números - no caso filipino, eles vão de 1 a 55. Mesmo com a suspeita e a investigação policial, os vencedores do prêmio começaram a se apresentar para retirar o prêmio. Cada vencedor ficou com 545 mil pesos filipinos, pouco mais de R$ 46 mil. Último Segundo

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Advogado negro é abordado por PM com arma na cabeça

05 de outubro de 2022, 10:14

Câmera de segurança flagrou a abordagem de policial militar ao advogado em rua do Alto da Lapa (Foto: Reprodução)

O advogado Alexandre Marcondes, morador do Alto da Lapa, bairro de alto padrão de São Paulo, tinha acabado de sair de casa e caminhava para a padaria, na manhã de domingo, 2, quando um policial militar desceu de uma viatura gritando, com a arma apontada para o seu rosto. Marcondes obedeceu a ordem para pôr as mãos sobre a cabeça e virar-se de costas para ser revistado. Quando perguntou a razão da abordagem, pois achou que tinha havido algum assalto no bairro, o policial respondeu apenas que ele estava em atitude suspeita. O advogado, que é negro, acredita que foi alvo de racismo. Ele conta que chegou a dar bom dia ao policial que dirigia a viatura e se assustou quando o colega dele surgiu na rua apontando a arma e dando ordens, “Fiquei realmente com medo e nem lembro se era para colocar as mãos para cima ou para trás. Depois, eu disse que nunca tinha tido a experiência de ter uma arma apontada para o meu rosto e o policial disse que para tudo sempre tem uma primeira vez. Até me perguntou se eu preferia que fosse ele ou um bandido apontando a arma.” Só depois de uma revista bastante minuciosa, o policial pediu os documentos. “Depois que dei a minha carteira da OAB, ele mudou o tom e disse que eu estava em atitude suspeita porque viu um rapaz na frente e um casal de idosos atrás. Também considerou suspeito o fato de eu estar de máscara em ambiente aberto. No mesmo momento passaram duas mulheres de máscara e questionei se ele iria abordá-las também, mas ele respondeu que não. Eu sugeri então que o motivo da abordagem era minha cor e ele disse que eu estava sendo deselegante.” O policial apontou a câmera corporal que usava no uniforme, como justificando a sua ação. Marcondes está convencido de que só foi abordado por ser negro e decidiu levar o caso à Corregedoria da PM e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB). “Sei que moro em um bairro de classe média e experiências racistas são quase diárias (colocaram casca de banana na frente da casa da minha mãe, que mora em rua próxima), mas me deparar com uma arma apontada para o meu rosto foi assustador e fiquei pensando que minha filha poderia ter presenciado, já que a abordagem foi a menos de 50 metros de porta da minha casa.” Grupo de moradores O advogado teve outra surpresa quando as imagens da abordagem, captadas por uma câmera de monitoramento, passaram a circular no grupo de moradores pelo aplicativo WhatsApp. Um membro do grupo chegou a perguntar se alguém conhecia “aquele sujeito”. “Recebi o apoio de alguns moradores da rua criticando a abordagem, mas outros apoiaram a atuação policial e desaconselharam a adoção de medidas sob o argumento de que procurar a corregedoria implicaria em menos policiamento na rua e prejudicaria o coletivo, sugerindo o vitimismo de minha parte.” A esposa de Marcondes, Tainá Nakamura, que também é advogada, o encorajou a denunciar publicamente o ocorrido. “A despeito de vários episódios constrangedores de racismo já vivenciados por meu marido e por minhas filhas desde que nos mudamos para o bairro há sete anos, nunca havíamos vivenciado algo tão violento quanto essa abordagem”, afirmou. “Diante do aumento de assaltos de casas no bairro, os moradores têm exigido das autoridades mais policiamento ostensivo e isso vem se traduzindo em abordagens mais violentas em pessoas consideradas suspeitas, no caso, pessoas negras, mal vestidas, ou seja, pessoas que não se adequam ao perfil dos moradores. Somos uma família de afrodescendentes vivendo em um bairro de classe média alta de São Paulo.” Ouvidoria da PM Nesta terça-feira, 4, Tainá enviou a denúncia com pedido de apuração à Ouvidoria da Polícia Militar. “Sabemos que os policiais poderão abordar qualquer cidadão e revistá-lo quando verificar alguma atitude suspeita, o que não ocorreu no episódio relatado. A atitude suspeita do meu marido é ser um homem negro circulando em uma rua de classe média alta, com residências de alto padrão, não se adequando ao perfil do morador local”, escreveu. A ouvidoria informou que o caso será apurado. O vídeo foi encaminhado para a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e a Polícia Militar com questionamentos sobre a abordagem. A PM informou que analisa as imagens apresentadas pela reportagem e busca informações sobre as narrativas apresentadas pelo advogado Alexandre Marcondes. MSN

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Média móvel de mortes por Covid volta a crescer no Brasil

05 de outubro de 2022, 09:53

A tendência de alta é verificada quando há variação superior a 15% em um período de 14 dias (Foto: Marcio James/Semcom - Agência Senado)

Após 78 dias, o Brasil voltou a registrar alta na média móvel de mortes por Covid. A média de óbitos agora é de 86 por dia, o que indica aumento de 26% em relação ao dado de duas semanas atrás. A tendência de alta é verificada quando há variação superior a 15% em um período de 14 dias. O movimento de queda, por sua vez, acontece quando a variação negativa ultrapassa os 15%. Nesta terça-feira (4), o Brasil registrou 110 mortes por Covid e 9.036 casos da doença. Com isso, o país soma 686.531 vidas perdidas e 34.735.542 pessoas infectadas pelo Sars-CoV-2. A média móvel de casos está em 6.783 ao dia. O número é 3% menor que o dado de 14 dias atrás, o que indica estabilidade. Os dados do país, coletados até 20h, são fruto de colaboração entre Folha de S.Paulo, UOL, O Estado de S. Paulo, Extra, O Globo e G1 para reunir e divulgar os números relativos à pandemia do coronavírus. As informações são recolhidas pelo consórcio de veículos de imprensa diariamente com as Secretarias de Saúde estaduais. Ao todo, 181.882.527 pessoas receberam pelo menos a primeira dose de uma vacina contra a Covid no Brasil. Somadas as doses únicas da vacina da Janssen, são 170.833.442 pessoas com as duas doses ou com uma dose da vacina da Janssen. Assim, o país já tem 84,66% da população com a 1ª dose e 79,52% dos brasileiros com as duas doses ou uma dose da vacina da Janssen. Até o momento, 104.548.883 pessoas já tomaram a terceira dose, e 33.782.893 a quarta.A iniciativa do consórcio de veículos de imprensa ocorreu em resposta às atitudes do governo Jair Bolsonaro (PL), que ameaçou sonegar dados, atrasou boletins sobre a doença e tirou informações do ar, com a interrupção da divulgação dos totais de casos e mortes. Notícias ao Minuto

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Caldeirão Grande: prefeito exonera funcionários por voto na oposição

04 de outubro de 2022, 14:25

Candinho (PP) teria ameaçado funcionários que não votassem na chapa do grupo de ACM Neto (Foto: Reprodução)

O prefeito de Caldeirão Grande, Candido Pereira da Guirra Filho (PP), conhecido como Candinho, é acusado de exonerar servidores do município que não apoiaram a chapa de ACM Neto, candidato do União Brasil ao governo da Bahia. Ao longo da campanha, o gestor fez duras críticas ao ex-presidente Lula e ao governador Rui Costa. A denúncia é do deputado estadual Ângelo Almeida (PSB). De acordo com o parlamentar, após Candinho perceber o enfraquecimento da chapa de ACM Neto no município, começou a ameçar parte dos servidores municipais. "Foi um apelo com a prática do conhecido coronelismo. Funcionários públicos foram exonerados sem motivo. Todos que foram suspeitos de não terem votado no grupo de Neto, foram demitidos", disse. Candinho era integrante da base do governador Rui Costa (PT) e anunciou, ano passado, apoio ao candidato do União Brasil ao governo da Bahia. A Tarde

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PDT anuncia apoio a Lula no 2º turno das eleições: ‘Decisão unânime’

04 de outubro de 2022, 13:31

Em pronunciamento, presidente do partido firmou apoio ao ex-presidente na disputa do próximo dia 30 de outubro (Foto: Reprodução)

O presidente do PDT , Carlos Lupi, anunciou que o partido vai apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no  segundo turno das eleições 2022 contra o atual mandatário, Jair Bolsonaro (PL).  Em pronunciamento no início da tarde desta terça-feira (4), Lupi disse que decisão entre os membros da legenda foi "unânime". "Os presidentes estaduais, os deputados federais de mandato, senadores... Entramos em uma decisão unânime, sem nenhum voto contrário — eu repeti isso três vezes, porque se tivesse voto contrário, está gravado — a decisão de apoiar o mais próximo da gente, que é a candidatura do Lula", disse em entrevista a jornalistas. Ainda no último dia 2, após os resultados das urnas serem divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato do PDT à presidência, Ciro Gomes, lamentou a derrota nas eleições deste ano e abriu uma porta para apoiar Lula (PT) ou se manter neutro no segundo turno . Em um  pronunciamento de aproximadamente um minuto, Ciro se limitou a dizer que está preocupado com o futuro do país. Ele ainda pediu um tempo para se reunir com correligionários para definir um apoio no segundo turno, que acontece no próximo dia 30 de outubro . "Eu quero agradecer aos brasileiros e brasileiras que deram a mim o seu voto. Quero dizer que estou profundamente preocupado com o que estou assistindo acontecer no Brasil", disse. "Como vocês sabem, vou inteirar 65 anos de vida e 42 anos dedicados ao meu amor e minha paixão ao Brasil. Eu nunca vi uma situação tão complexa, tão desafiadora e tão potencialmente ameaçadora sob a nossa sorte como nação. Por isso peço algumas horas para conversar com meu partido para que a gente possa achar o melhor caminho para servir à nação brasileira." Ciro ficou na quarta colocação entre os candidatos ao Planalto, com pouco mais de 3% dos votos . Ele ficou atrás de Lula, Bolsonaro e Simone Tebet (MDB). Lula recebeu ataques de Ciro Gomes ao longo da campanha, mas sempre deixou claro que não iria revidar e gostava muito do pedetista. O ex-presidente pediu que aliados conversassem com o ex-governador  para que ele estivesse ao seu lado no segundo turno contra Bolsonaro. Lideranças do PDT também conversaram com o Ciro Gomes  para que ele mudasse de opinião e estivesse com o PT até o dia 30 de outubro. "Ciro precisa falar a verdade. Ele se surpreendeu com a força de Bolsonaro e sabe que a reeleição dele representa um perigo para democracia. É algo concreto e não mais um achismo ou bravata da oposição",  disse um aliado do ex-governador ao iG . Hoje mais cedo, o governador reeleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo),  disse que vai apoiar Bolsonaro no segundo turno e descartou qualquer possibilidade de se juntar a Lula no pleito .  Ainda no dia do primeiro turno, o PCB formalizou apoio ao petista . MDB, PSDB, Cidadania e União Brasil ainda negociam o apoio e devem anunciar a decisão em breve. Último Segundo

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Maioria dos eleitores baianos comemoram o desempenho do candidato a governador Jerônimo Rodrigues

04 de outubro de 2022, 10:37

O prefeito de Caém, Arnaldinho (PSB), durante o comício regional da chapa majoritária do candidato a governador Jerônimo Rodrigues que aconteceu em Jacobina no dia 26 de setembro. (Foto: Reprodução)

Os resultado das eleições de domingo (2), foram marcados de surpresas para alguns eleitores e de confirmações para outros. A quase vitória no primeiro turno do candidato a governador Jerônimo Rodrigues, do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia é um dos exemplos do cenário pós eleição, já que para a maioria dos institutos de pesquisas o vencedor do pleito no Estado seria ACM Neto (União Brasil), que chegou a aparecer com 58% dos votos válidos. O que seria uma virada histórica para uns e resultado esperado para outros na verdade foi fruto do trabalho de uma militância aguerrida coordenada pelo governador mais bem avaliado do país, Rui Costa, pelo ex-governador Jaques Wagner e pelo senador, agora reeleito, Otto Alencar (PSD). O candidato Jerônimo Rodrigues venceu em 351 dos 417 municípios baianos (84,17%), no primeiro turno das eleições 2022 e vai disputar o segundo turno da eleição para governo da Bahia no próximo dia 30. Além dos eleitores comuns, muitos prefeitos da base de apoio do Governo da Bahia comemoram o bom desempenho do candidato Jerônimo e a eleição dos seus representantes nos legislativos estadual e federal. Um dos gestores municipais que está radiante com os resultados das urnas é o prefeito de Caém, Arnaldo Oliveira (Arnaldinho – PSB). Os eleitores do seu município deram uma votação expressiva para os candidatos que apoiou. O presidente Lula obteve mais de 80% dos votos dos caenenses (4.810) e Jerônimo Rodrigues ficou com 62% (3.578), enquanto a deputada federal Lídice da Mata passou dos 30 por cento (1.918 votos) e o deputado estadual Ângelo Almeida ultrapassou os 28%, com 1.645 votos. “A votação que nossos conterrâneos deu aos candidatos apoiados pelo nosso grupo é em reconhecimento pela atenção que sempre tivemos do governador Rui Costa e dos deputados Lídice e Ângelo Almeida. Demonstramos gratidão por ações como a pavimentação asfáltica entre o distrito de Gonçalo e a BR 324, a reforma do Estádio Municipal, a construção da Creche de Várzea Queimada, as construções de quatro praças e calçamentos em Piabas, entre outros benefícios”, disse o prefeito, convocando a população para ampliar a votação para os candidatos a governador Jerônimo Rodrigues e Lula para presidente do Brasil, no segundo turno: “Buscaremos ampliar a votação que conseguimos para nosso governador Jerônimo e para o nosso presidente Lula. Não temos dúvidas que nossa população reconhecerá tudo o que já foi feito até aqui em nosso município”.

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