POLÍTICA

Médica que disse ‘não’ a Bolsonaro foi ameaçada de morte por bolsonaristas

15 de março de 2021, 14:46

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Em entrevista à CNN, a médica goiana Ludhmila Hajjar disse ter sido ameaçada de morte entre o domingo, 14, e esta segunda-feira, 15, após ser convidada a assumir o Ministério da Saúde no lugar do general Eduardo Pazuello.

“Eu fui agredida, ameaçada de morte, tentaram invadir hotel que eu estava. E onde eu estou agora? Aqui falando pra todos. Onde eu estarei mais tarde? Cuidando dos meus pacientes. E amanhã? À disposição do Brasil”, disse durante a entrevista. Ela afirmou que os ataques partiram de gente que quer manter o país polarizado.

“O Brasil hoje precisa de uma liderança na Saúde. Senão a dívida que o Brasil vai pagar é incomensurável”, reforçou. Ela disse ainda que tratou pacientes da direita e da esquerda, ao responder sobre vídeo em que aparece com a ex-presidente Dilma Rousseff (PT), usada por bolsonaristas para atacá-la. “Não tenho ligação política com nenhum político, mas continuarei a tratar de gente da direita e da esquerda, por que minha missão é essa: tratar”, reforçou.

Tratamento precoce

A cardiologista goiana voltou a criticar o chamado tratamento precoce. “O discurso do tratamento precoce não existe. Não queria dar uma palavra a respeito disso”, disse. No entanto, salientou que era preciso que o país buscasse medicações que se mostram promissoras no combate à Covid-19. Ela cita o anticorpo monoclonal, que pode diminuri até 85% na taxa de internação.

Além disso, Luhdmila diz que é preciso ter um discurso que unifique o país. Para isso, seria preciso de ativação emergencial de leitos nos estados e municípios que precisam e de protocolos unificados para tratamentos de doentes acometidos pela Covid-19. O terceiro ponto destacado pela cardiologista é a busca para que seja feita vacinação em massa.

“É preciso apoiar os governadores com dados [para as medidas de isolamento social]. Não dá para fugir da ciência. Enquanto a gente negar a ciência não tem solução. É a ciência que irá acabar com a pandemia. As UTIs estão lotadas, as pessoas estão morrendo”, reforçou.

Convite

Ludhmila Hajjar negou na manhã desta segunda-feira, 15, o convite feito pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) para que ela assumisse o Ministério da Saúde. Ela alegou motivos técnicos para a recusa, entre eles a discordância com o governo federal sobre distanciamento social e do chamado tratamento precoce.

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Pressionado, Pazuello alega problemas de saúde e pede para deixar ministério

14 de março de 2021, 14:45

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O presidente Jair Bolsonaro vai trocar nos próximos dias o comando do Ministério da Saúde, hoje a cargo do general Eduardo Pazuello, segundo fontes do Planalto. De acordo com esses interlocutores do presidente, o atual ministro comunicou a Bolsonaro estar com problemas de saúde e que, por isso, precisará de mais tempo para se a reabilitar.

O pedido de afastamento coincide com o auge da pressão de deputados do Centrão, que pleiteiam mudança no comando da pasta sob pretexto de má gestão durante a pandemia.

Pessoas próximas ao presidente já entraram em contato com dois médicos cardiologistas cotados para substituir Pazuello: Ludhmilla Abrahão Haijar e Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia. O primeiro nome, como divulgou o blog de Andreia Sadi, é o preferido do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e de deputados do Centrão.

Um integrante do núcleo de Bolsonaro disse ao GLOBO que a mudança não ocorrerá por pressão de parlamentares, mas, segundo ele, por motivos de saúde de Pazuello. Alega que, se fosse para ceder ao Centrão, o escolhido seria o deputado federal Dr. Luizinho (PP-RJ), que teria sido o primeiro nome indicado pelo bloco.

Além de criticarem a gestão de Pazuello, principalmente por conta do atraso no cronograma de vacinação, deputados do Centrão disseram em caráter reservado ao GLOBO que, com a volta de Lula ao cenário eleitoral, o bloco, hoje na base de Bolsonaro, ganha mais força para pleitear espaço na administração pública.

Sem citar especificamente o Ministério da Saúde, esses parlamentares lembraram que o grupo integrou o governo do petista e, em 2022, servirá como fiel da balança na composição de forças políticas entre o atual presidente e o ex.

 

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Fachin anula condenações de Lula relacionadas à Operação Lava Jato, com a decisão, o ex-presidente Lula recupera os direitos políticos

08 de março de 2021, 15:57

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O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, anulou nesta segunda-feira ( 8) todos as condenações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Justiça Federal no Paraná relacionadas às investigações da Operação Lava Jato.

Com a decisão, o ex-presidente Lula recupera os direitos políticos e volta a ser elegível.

Fachin declarou a incompetência da Justiça Federal do Paraná nos casos do triplex do Guarujá, do sítio de Atibaia e do Instituto Lula.

Agora, os processos serão analisados pela Justiça Federal do Distrito Federal, à qual caberá dizer se os atos realizados nos três processos podem ou não ser validados e reaproveitados.

A decisão atinge o recebimento de denúncias e ações penais.

Fonte: G1

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Jacobina ainda não aderiu ao consórcio da FNP para compra de vacinas; 25 municípios baianos já se cadastraram

03 de março de 2021, 14:29

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O consórcio de municípios para compra de vacinas contra a covid-19 já teve manifestação de interesse de 649 prefeituras, segundo a lista divulgada hoje (3) pela Federação Nacional de Prefeitos (FNP). A iniciativa foi lançada na segunda-feira (1°) em uma reunião com cerca de 300 prefeitos. Da Bahia, 25 prefeituras aderiram, incluindo Irecê e Juazeiro, ambas da região Norte. Jacobina não aparece ainda na relação. 

As administrações municipais podem assinar o termo de intenção do consórcio até sexta-feira (5). A previsão é que a associação seja efetivamente instalada até o dia 22 de março. Deve ser ainda elaborado um modelo de projeto de lei para ser enviado às câmaras municipais para que as cidades participem das compras.

A ideia é que as prefeituras possam comprar as vacinas caso o Plano Nacional de Imunização (PNI), coordenado pelo Ministério da Saúde, não seja capaz de suprir toda a demanda. “O consórcio não é para comprar imediatamente, mas para termos segurança jurídica no caso de o PNI não dar conta de suprir toda a população. Nesse caso, os prefeitos já teriam alternativa para isso”, explicou o presidente da FNP, Jonas Donizette, durante a reunião de lançamento da iniciativa.

Estão sendo avaliadas formas de financiar a aquisição dos imunizantes. Há três possibilidades principais: recursos do governo federal; financiamento por organismos internacionais e doações de investidores privados brasileiros.

A lista de prefeituras que demonstraram intenção de aderir ao consórcio está disponível na página da FNP

Da Agência Brasil, Blog de Giorlando Lima e Redação

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Jacobina: Pressionado por empresários prefeito ameaça não seguir uma provável prorrogação do decreto estadual que restringe abertura de alguns serviços

01 de março de 2021, 20:30

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O governador da Bahia, Rui Costa anunciou, no final da tarde deste domingo (28), a prorrogação das restrições de alguns serviços considerados não essenciais para conter o avanço da Covid-19 no Estado. O lockdown parcial valerá até o início da manhã desta quarta-feira (3). Já o decreto do toque de recolher, no entanto, vale para todo o estado, das 20h00 às 5h00 até o próximo domingo (7).

Mesmo estando localizado na região Norte, o município de Jacobina foi inserido no novo decreto. Os únicos 10 leitos de UTi’s do Centro de Referência de Covid-19 do Hospital Regional Vicentina Goulart estão todos ocupados, com pacientes da cidade e regulados de outras localidades.

Depois de uma manifestação promovida por entidades que representam a classe empresarial, para pressionar o chefe do executivo a rever a orientação do Governo do Estado de fechar alguns estabelecimentos comerciais, empresários foram recebidos pelo prefeito Tiago Dias (PC do B) na Prefeitura Municipal. Logo após reunião que durou mais de duas horas, ficou acertado que nesta terça-feira (2), todos os serviços estarão suspensos no município, inclusive agências bancárias e supermercados, com exceção de serviços como de saúde, segurança e limpeza pública.

De acordo ao decreto publicado na noite desta segunda-feira, o governo municipal justifica a ampliação do fechamento de serviços não essenciais ‘à adequação das restrições’ e para que as entidades representativas e o município discutam em um encontro ampliado como será o comportamento mesmo com uma possível nova prorrogação do ‘semi-lockdown’ por parte do Governo do Estado.

Conforme a redação do Decreto nº 0264 de 01 de março de 2021:

“Trata sobre o fechamento de todas as atividades comerciais, essenciais ou não, no Município de Jacobina, BA e dá outras providências.

O PREFEITO MUNICIPAL DE JACOBINA, ESTADO DA BAHIA, no uso de suas atribuições que lhe confere a Constituição Federal, especialmente os poderes que lhe são conferidos pela Lei Orgânica do Município, e

CONSIDERANDO a reunião presencial na sede da Prefeitura Municipal de Jacobina, em 01 de março de 2021, das 14h às 17h30minh, com diversas representações, dentre elas ACIJA E CDL;

CONSIDERANDO o Decreto Estadual de nº 20.254/21, prorrogado pelo Decreto Estadual 20.259 de 28.02.2021, que trata sobre restrições para o combate ao Coronavírus;
CONSIDERANDO a necessidade de se adequar ao Decreto Estadual, bem como disciplinar o comércio local;

CONSIDERANDO a reunião presencial na sede da Prefeitura Municipal de Jacobina, em 01 de março de 2021, das 14h às 17h30minh, com diversas representações, dentre
elas ACIJA E CDL;

Fica suspenso o funcionamento/abertura de qualquer estabelecimento comercial, de qualquer natureza, essencial ou não, no Município de Jacobina/BA, no período de 05h da manhã do dia 02 de março de 2021, até 05 da manhã do dia 03 de março de 2021.

Art. 2º – Em relação às restrições do art. 1º, ficam excetuadas:

a) Unidades públicas de saúde;
b) Postos de combustíveis;
c) Abastecimento de água, luz, telecomunicação;
d) Defesa civil;
e) Limpeza urbana;
f) Órgãos de Segurança;
g) SAMU;
h) Hemodiálise”.

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Rui Costa chora ao falar de mortes por covid: ‘quantos choros ainda teremos que ver?’ (Vídeo)

01 de março de 2021, 10:24

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Ao conceder entrevista à Rede Globo na manhã desta segunda-feira (1), o governador da Bahia, Rui Costa (PT-BA), não conseguiu conter uma crise de choro ao vivo, quando explicava a respeito da extensão por mais 48 horas das medidas restritivas para conter a propagação da Covid-19 no estado. “Desculpem, eu não consigo falar”, desabafou o governador (veja o video abaixo).  

O estado está em lockdown desde a sexta-feira (26) e a previsão era encerrá-lo nesta segunda.  No entando, a situação é grave. A taxa de ocupação dos leitos de UTI em Salvador chegou a 80%, neste domingo (28). A taxa de ocupação geral nos leitos da capital baiana também é de 80%. Ao todo, em toda rede de saúde, dois hospitais possuem ocupação de 100% nos leitos de tratamento intensivo. São 1059 leitos ativos com 851 pacientes internados.

Neste domingo (28), Rui Costa usou suas redes sociais para explicar a grave situação que a Bahia enfrenta no combate ao vírus:

“Infelizmente, a situação continua muito grave. Só para vocês terem uma ideia, ao longo desses três dias foram 320 óbitos na Bahia. Os hospitais privados continuam operando a quase 100%. A rede estadual a mais de 90%, a grande maioria dos nossos hospitais. As UPAs e emergências lotadas”, explicou o governador. Além disso, o toque de recolher das 20h às 5h será mantido em todas as regiões da Bahia até o próximo domingo (7).

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Lockdown é prorrogaddo na Bahia até às 5h00 de quarta

28 de fevereiro de 2021, 19:25

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O governador Rui Costa anunciou, neste domingo (28), que as restrições à movimentação de pessoas e funcionamento de serviços considerados não essenciais na Bahia até às 5h00 da manhã de quarta-feira (3). O lockdown parcial foi estabelecido na sexta-feira (26), em toda Bahia. Desta vez, segundo Rui Costa estão estão fora municípios das regiões Oeste, Norte e Nordeste.

O decreto do toque de recolher, que foi prorrogado, no entanto, vale para todo o estado, das 20h00 às 5h00.

O governador mantém o apelo: “Quer fazer um apelo a você, use máscara, mantenha o distanciamento. Precisamos atravessar este momento crítico, que nunca, em nenhum momento, em toda a pandemia, nós vivemos. Com a força dos baianos, com a união dos baianos que haveremos de superar esse momento crítico”, apelou Rui em vídeo.

Não estão submetidos à suspensão das atividades os estabelecimentos que comercializam alimentos ou que prestam serviços de saúde e utilidade pública, como supermercados, panificadoras, delicatessens e açougues; farmácias; agências bancárias e lotéricas; serviços públicos considerados essenciais; além de estabelecimentos que estejam funcionando em delivery (cujo regime está liberado até meia-noite), e sistema de retirada no local desde que mantidas as portas fechadas ao público.

Retirado do site: Blog de Giorlando Lima

https://blogdegiorlandolima.com/2021/02/28/lockdown-e-prorrogaddo-na-bahia-ate-as-5h00-de-quarta/

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Governador Rui Costa detalha medidas do lockdown parcial no estado neste fim de semana

25 de fevereiro de 2021, 14:10

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O governador Rui Costa disse que a medida de fechamento das atividades anunciada nesta quinta-feira (25). Segundo ele, não é lockdown e nem é mais apenas o toque de recolher. “Nem uma coisa nem outra. O toque de recolher continua valendo e as pessoas não poderão estar nas ruas no horário previamente estabelecido”, disse Rui, em resposta a questionamento de jornalistas. O governador enfatizou que a medida vale para todo o estado.

De acordo com Rui Costa, a opção por manter parte das atividades comerciais em funcionamento se deu para evitar tumultos e aglomeração. “Optamos por não fechar tudo, principalmente os locais de venda de alimentos, porque isso provocaria uma corrida e, ao invés de evitar iríamos por promover uma grande aglomeração”, explicou o governador.

Em mais de um momento, Rui fez questão de ressaltar que não poderá haver venda de bebida por nenhum estabelecimento nem por delivery. “Não será permitida vender bebida alcoólica, mesmo nos estabelecimentos de venda de alimentos que estarão abertos. Terão que passar fita na prateleira e não autorizar passar o produto no caixa, porque serão multados e poderão sofrer sanções”, destacou.

O governador também esclareceu que estarão funcionando todas as atividades essenciais de saúde pública e alimentos. Mas, bares e restaurantes não poderão abrir: “Nem de manha, nem de tarde, nem de noite”. Ele disse que isso vale para qualquer atividade coletiva, seja social, esportiva, religiosa ou de qualquer tipo.

Rui Costa explicou que haverá um monitoramento da taxa de contaminação e de ocupação de leitos de hospital até o fim do dia de domingo (28) e então o Governo do Estado decidirá o que fazer em seguida: “Se os números continuarem piorando até domingo podemos fechar tudo, depende do quadro de demanda nas UPAs e nos hospitais”.

O governador comentou que “abrir leito não é a solução para o que está acontecendo agora com a Covid-19. Tenho conversado com secretários de saúde: o ritmo de crescimento é alto, é preciso reduzir o ritmo da contaminação. É impossível acompanhar o ritmo da doença. Não se trata de recursos estruturais ou financeiros, mas a cooperação da população, é o esforço de cada um”.

Rui ainda anunciou que Governo da Bahia vai publicar um decreto suspendendo cirurgias seletivas na rede privada para sobrar leito para Covid-19. “Os dados mostram que é preciso fazer isso, neste momento, por exemplo, temos 195 pessoas na regulação, à espera por leitos de UTI. Por isso, é importante que a gente se conscientize de que a hora é de todo mundo fazer a sua parte para evitar o pior”, pediu o governador da Bahia.

Retirado do Blog de Gioelando Lima

https://blogdegiorlandolima.com/2021/02/25/governador-rui-costa-detalha-medidas-do-lockdown-parcial-no-estado-neste-fim-de-semana/

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Quando começa, de verdade, uma gestão pública?

24 de fevereiro de 2021, 19:40

*Por Gervásio Lima – 

É muito cedo para emitir opinião ou fazer uma avaliação de uma gestão com apenas 60 dias do seu início. Ledo engano. Os detentores de cargos eletivos no Executivo ou no Legislativo, seja em nível nacional, estadual e municipal são passíveis de críticas, sejam elas construtivas ou não, desde o primeiro dia de mandato, sim. O comportamento do executor e do legislador já pode ser observado desde o ‘arriar das malas’, ou seja, no momento em que se oficializa a função.

Como diz o ditado popular, ‘é preciso mostrar para que veio logo no começo, pois amanhã pode ser muito tarde’. É compreensível as dificuldades encontradas pelos novos representantes, principalmente para os prefeitos de primeira viagem. Conhecer a máquina, o seu funcionamento e aprender a conduzi-la podem levar dias e até meses, mas não justifica insistir no discurso de que encontrou apenas bagunça e os ‘cofres’ vazios. Assim como outras desculpas, proferidas desde quando a terra era quadrada, condicionar determinadas dificuldades ao passado é repetir e se igualar àquele ou aquilo que considera falho.

Por conta da pandemia de coronavírus, o ano de 2020 foi atípico, inclusive no processo eleitoral. Ao contrário de outros anos, as eleições municipais aconteceram em meados do mês de novembro e o período de transição do Executivo que antes durava cerca de dois meses durou menos de um mês. Os novos chefes dos executivos dos municípios de todo o Brasil tiveram que ‘se virar nos 30’.

Mesmo com o curto tempo muitos conseguiram iniciar seus governos como ‘gente grande’, outros ainda patinam. Como dica de sucesso, para os especialistas em gestão pública, a primeira coisa a ser observada é a composição da equipe que iniciará o ‘jogo’, pois o time precisa ser técnico e ágil para que o prefeito, ou prefeita, eleito se antecipe e se informe sobre a administração municipal e seus procedimentos. Assim ele ou ela vai saber quais são os recursos disponíveis, qual a infraestrutura básica para levar adiante as políticas e quais são as em andamento. ‘É fundamental, e lógico, que os menos experientes tenham pessoas com uma qualificação mínima no setor público, que saibam como funciona a máquina governamental para poder tocar isso adiante’, pontuam.

O que pode se observar é que nas campanhas eleitorais não houve uma discussão técnica sobre os projetos de desenvolvimento das cidades, quase que não foi debatido este assunto. Foram muitas acusações, promessas e poucas discussões sobre de onde iriam tirar o recurso para fazer. Não houve também uma discussão sobre qual a arrecadação das prefeituras, seu equilíbrio fiscal, entre outros.

Recorrendo novamente ao esporte, um time amador dificilmente será profissional sem investimentos financeiros, humanos e técnicos. Com exceções…

*Jornalista e historiador

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Após decisão do STF, Rui Costa diz que já articula compra de vacinas para a Bahia

23 de fevereiro de 2021, 18:58

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O STF formou maioria em favor da possibilidade de governadores e prefeitos comprarem imunizantes caso as doses do Ministério da Saúde sejam insuficientes.

O governador da Bahia, Rui Costa (PT), usou as redes sociais nesta terça-feira (23) para anunciar que já está “se movimentando” para conseguir comprar vacinas para o estado após a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) permitindo a aquisição de vacinas mesmo sem certificação da Anvisa caso de as doses do Programa Nacional de Imunização (PNI), tocado pelo Ministério da Saúde, sejam insuficientes.

Rui celebrou a decisão do STF, dizendo que o tribunal “mostrou compromisso com a vida” ao formar maioria em favor da permissão de compra de doses por governos locais caso tenham sido aprovados em agências da Europa, dos Estados Unidos, do Japão ou da China.

 

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