ESPORTES

Time mantido pela Universal proibe brincos e forma para grandes clubes

03 de setembro de 2019, 09:22

Foto: Divulgação

Conta assim o Antigo Testamento: Abraão foi chamado por Deus para conduzir seu povo escolhido a Canaã, a terra prometida, um lugar rico em liberdade e felicidade. Há um ano, essa inspiração bíblica deu origem a um time de futebol: o Canaã Esporte Clube, em Irecê, na Bahia.

A iniciativa é ligada à Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo, e surgiu a partir de um projeto assistencial chamado “Nova Canaã”, pensado como um lugar de esperança em meio à pobreza e idealizado a partir de uma reportagem exibida na TV em 1998 sobre a fome do Nordeste.

Em pouco tempo, a equipe formada por jogadores ligados ao projeto já alcança alguns resultados expressivos em campo. Nos bastidores, há uma cartilha de comportamento para jogadores e torcedores, acordo com empresário que já chegou a colocar seis jogadores no Corinthians e planos cada vez mais ousados.

“Nada vos será impossível”?

“O projeto atua no sertão da Bahia desde agosto de 2000. Oferecendo primeiro a educação no período da manhã e à tarde atividades esportivas e culturais. Futebol, judô, capoeira, dança, informática, reforço para quem precisa de reforço. O futebol sempre foi uma atividade. Nós vimos que já tinha alguns meninos se destacando, iam fazer testes no clube e ficavam. Pensamos: ‘por que não organizar um clube e dar uma oportunidade ainda maior?”, diz Leonardo Santos, diretor do projeto Nova Canaã e do Canaã EC.

Orientação é não usar brinco

 

Caio de brinco, mas fora da fazenda, em março

Os treinos do Canaã Esporte Clube ocorrem na fazenda em que fica o projeto assistencial – sete campos de futebol compõem a estrutura esportiva. No mesmo local ficam a escola, as plantações e também o centro religioso. Segundo apurou o UOL Esporte, os garotos não são obrigados a frequentar cultos. A maioria acaba indo por estímulo dos outros, mas não há registro de quem tenha sido punido por se ausentar. O goleador do clube, aliás, não é evangélico.

Em contrapartida, algumas orientações de comportamento são conhecidas. O uso de brincos pelos meninos, por exemplo, é vetado. “Todo lugar tem regras, né? Lá não pode usar brinco dentro da fazenda, porque é lugar que tem igreja. É a única coisa, assim, que eu não vi em outros clubes, que eles limitam. Mas é só dentro da fazenda. Saindo de lá você pode botar seu brinco tranquilo”, diz o atacante Caio Jambeiro, artilheiro do Canaã na Série B do Campeonato Baiano, com três gols, e autor do primeiro gol da história do clube em um jogo oficial.

Há orientações sobre não falar palavrões em campo ou cometer muitas faltas nos adversários. Os xingamentos também estão vetados para os torcedores, pois não combinariam com o cristão. “Nós acreditamos que tudo na vida tem que ter disciplina para a pessoa ser bem-sucedida, então fazemos palestras sobre a vida e o desenvolvimento humano. Temos algumas regras, mas trabalhamos tão bem antes do campo que eles acabam assimilando. Até porque muitos têm origem humilde e nunca tiveram outro tipo de influência”, diz Leonardo Santos, à frente do projeto há seis anos.

Por ser um time novo, o Canaã ainda não tem uma base firme de torcedores. Aí que entra a Igreja Universal e a força de 9 milhões de adeptos pelo mundo. Durante a participação na Copa BH Tributarium em Minas Gerais, em julho, os jogadores do time sub-17 tiveram grande torcida de membros da FJU (Força Jovem Universal), grupo social da IURD em Belo Horizonte. Nenhum outro time teve apoio tão forte.

“Eu vejo que a torcida considera mais a parte social que o projeto exerce do que em si o futebol. Isso acaba trazendo pessoas, porque elas torcem pela instituição, querem que cresça pelo bem que fazemos na região. As pessoas torcem para a gente e para mim isso é o mais legal de tudo: ver a torcida aparecendo do nada por ser apoiadora do projeto”, diz o diretor Leonardo Santos.

 

 

Parceria com empresário de Pedrinho

Responsável pela carreira do meia Pedrinho, que está entre os principais destaques do Corinthians na temporada, o baiano Will Dantas é o empresário responsável por criar oportunidades de mercado para os meninos formados pelo Canaã.

“Eu adorei o projeto, vi que tem futuro. Agora quem se destacar lá eu mesmo coloco nos clubes”, diz o agente, que vê a influência da Igreja Universal como positiva na vida dos jovens jogadores.

“Já tive problemas com garotos que quando estão no clube com contrato mudam radicalmente a maneira de ser, perdem a humildade, não respeitam mais. Os garotos da Igreja têm convivência com bispo, com as pessoas mais velhas, e o respeito é maior”, conta Will Dantas, que já encaixou um menino ex-Canaã chamado Rogério Feijão no sub-17 do Palmeiras. 

O Canaã ainda não realizou a venda de nenhum jogador, somente empréstimos com valor de compra fixado. Em dezembro é possível que os primeiros resultados surjam. A ideia, a princípio, é reinvestir o valor no projeto social.

Seis emprestados ao Corinthians

 

Guilherme, Alanderson, Weslei, Iago, Ãngelo Josaphat e Paulo Henrique, ex-Canaã, da base do Corinthians

 

Seis jogadores que têm os direitos econômicos detidos pelo Canaã foram emprestados até dezembro ao Corinthians, sendo dois no sub-17 (Guilherme e Alanderson) e outros quatro no sub-20 (Weslei, Iago, Ângelo Josaphat e Paulo Henrique). Todos têm opção de compra após o empréstimo, em contrato por três temporadas. São parte das primeiras iniciativas comerciais do novo time baiano.

O projeto foi montado em 2018, mas a falta de uma estrutura profissional atrapalhou no começo. Basicamente, empresários buscavam e tiravam jogadores com facilidade da equipe. A promessa é de que não será mais assim.

Hoje, o Canaã conta com time profissional na segunda divisão da Bahia, sub-20 (atual vice-campeão estadual), sub-17 e sub-15, além de categorias menores puxando mais para o lado da recreação. Participou de um torneio sub-17 em Minas Gerais neste ano e deverá estar na Copa São Paulo de Futebol Júnior em 2020.

 

 

Edir Macedo, Marcelo Crivella e o projeto em Irecê

A história contada sobre a criação do projeto Nova Canaã (que gerou o time de futebol) é de filme. A cidade de Irecê, a cerca de 500 km de Salvador, na Bahia, foi retratada no programa “Repórter Record”, então apresentado por Goulart de Andrade na emissora. Histórias tocantes sobre seca, fome e miséria no sertão baiano estiveram na pauta.

Edir Macedo assistiu ao programa e na sequência entrou em contato com o bispo Marcelo Crivella, que era missionário da Igreja Universal na África há dez anos. A ideia era criar um projeto naquela região da Bahia. Crivella lançou um CD chamado “O Mensageiro da Solidariedade”, que vendeu mais de 1 milhão de cópias e financiou a compra de uma fazenda e o cultivo da terra para que as famílias se organizassem em uma comunidade agrícola autossustentável.

O projeto foi fundado em 2000 e ao longo do tempo foi ampliando sua atuação. Hoje há escola e atendimento a milhares de famílias no local. O incentivo ao esporte de alto rendimento vem daí. Marcelo Crivella hoje é prefeito do Rio de Janeiro.

No mesmo ano do projeto em Irecê, a igreja de Edir Macedo criou um time de futebol chamado Universal Futebol Clube, sediado no bairro de Curicica e que jogou uma temporada na segunda divisão do Campeonato Carioca. A ideia era que o time fosse uma nova forma de evangelização e atração de fiéis, principalmente jovens. Ingressos para jogos eram distribuídos em cultos e o público foi bom. O time é que naufragou, passou longe do acesso e foi logo desfeito. É o que ninguém deseja que se repita.

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Flamengo dispara e tem mais de 50% de chance de ser campeão brasileiro

02 de setembro de 2019, 10:51

Foto: CR do Flamengo

Com a imponente vitória por 3 a 0 sobre o Palmeiras, no último domingo, pelo Campeonato Brasileiro, o Flamengo tornou-se ainda mais “favoritaço” a faturar o troféu.

De acordo com as fórmulas matemáticas do FiveThirtyEight, site parceiro da ESPN, o Mengão agora tem 53% de probabilidade de levantar a taça.

 Jogadores do Flamengo comemoram gol sobre o Palmeiras, pelo Brasileirão

E apesar de ter caído para a 4ª posição com o revés no Maracanã, o Verdão ainda aparece como 2º colocado no ranking das probabilidades de título.

Já o Santos, que está empatado em pontos com o Fla, mas fica na 2ª posição do Brasileiro por conta do saldo de gols, completa o pódio do FiveThirtyEight.

São Paulo e Corinthians são os outros dois clubes que possuem chances mais palpáveis de celebrarem o título do Campeonato Brasileiro em dezembro, mas com probabilidades bem menores que Flamengo, Palmeiras ou Santos, de acordo com as projeções matemáticas.

Confira o ranking completo :

1. Flamengo: 53% 
2. Palmeiras: 23% 
3. Santos: 17% 
4. São Paulo: 2% 
5. Corinthians: 2%

Todos os outros times têm menos de 1% de chance de título.

Rodada a rodada

Os dados estatísticos do FiveThirtyEight são atualizados jogo a jogo, o que alteram as projeções de todas as equipes a cada partida.

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Dois torcedores são socorridos após queda em arquibancada no Morumbi

31 de agosto de 2019, 14:08

Foto: Reprodução

Iago de Melo atingiu torcedora, que também foi hospitalizada, no anel inferior do estádio em jogo entre São Paulo e Grêmio – 

Um torcedor caiu da arquibancada superior do estádio do Morumbi, na manhã deste sábado, 31, durante a partida entre São Paulo e Grêmio, válida pela 17ª rodada do Campeonato Brasileiro.

Iago de Melo Reis sofreu uma queda do anel superior do estádio e atingiu uma outra torcedora, menor de idade, que estava nas arquibancadas inferiores.

Iago de Melo Reis sofreu uma queda do anel superior do estádio e atingiu uma outra torcedora, menor de idade, que estava nas arquibancadas inferiores.

Duas ambulâncias deixaram o estádio, seguindo caminhos diferentes. Em sua conta oficial no Twitter, o São Paulo afirmou que eles estavam conscientes e realizarão exames médicos em hospitais da região. “O clube prestará a assistência necessária a ambos”, diz a publicação. 

São Paulo e Grêmio fizeram a abertura da 17ª rodada do Brasileirão, e empataram sem gols. O time paulista subiu para os 31 pontos, subindo, momentaneamente para a terceira colocação. Flamengo e Santos lideram com 33 pontos. O time carioca, na primeira posição, leva vantagem no saldo de gols. Os gremistas, por sua vez, ocupa, agora, a 11ª posição, com 22 pontos.

Esta não foi a primeira vez que um torcedor se acidentou no Morumbi. Em 2016, em uma partida contra o Atlético-MG, pela Libertadores, uma grade no anel inferior do estádio se rompeu, derrubando um grupo de pessoas no fosso. A partida chegou a ser paralisada para o atendimento dos são paulinos.

No ano seguinte, em 2017, antes de um clássico entre São Paulo e Corinthians, pelo campeonato paulista, o são paulino Bruno Pereira da Silva também caiu do anel superior. Ele foi socorrido e levado para o pronto socorro do Campo Limpo, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

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Disputa pela ponta do Brasileiro é marcada por inconsistência

26 de agosto de 2019, 07:30

Foto: Gilvan de Souza / Flamengo

Aproveitando má fase do Palmeiras e empate do Santos, Flamengo assume a liderança do Campeonato – 

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – A retomada do Campeonato Brasileiro após a realização da Copa América tem sido marcada por inconsistência dos times que estão na briga pela liderança.

Após o Palmeiras entrar em má fase e perder a ponta três rodadas após a volta da competição, em 13 de julho, agora foi a vez de o Santos pagar o preço da oscilação.

Neste domingo (25), a equipe santista cedeu o empate diante do Fortaleza na Vila Belmiro mesmo depois de ir para o intervalo com uma vantagem de 3 a 0. Marinho, Jorge e Eduardo Sasha marcaram para o time da casa.

Na segunda etapa, porém, Wellington Paulista (duas vezes) e Tinga, aos 49 minutos, deixaram tudo igual. Foi o terceiro jogo seguido sem vencer do time comandado por Jorge Sampaoli (havia perdido do São Paulo e do Cruzeiro).

Coube ao Flamengo aproveitar a chance para assumir a liderança do Brasileiro pela primeira vez nesta temporada, após derrotar o Ceará por 3 a 0 fora de casa. Com os mesmos 33 pontos do Santos, tem melhor saldo de gols (17 a 11).

Outro time que poderia encostar na liderança, o São Paulo perdeu para o Vasco em São Januário por 2 a 0 (gols de Talles e Fellipe Bastos). A equipe do técnico Cuca viu seu embalo na competição ser freado após cinco vitórias consecutivas. Com a sexta, teria igualado Santos e Flamengo em pontuação.

Quem também enfrenta má fase na disputa pelo topo é o Palmeiras. Desde a retomada do Brasileiro, o time de Luiz Felipe Scolari perdeu um jogo e empatou cinco. Dessa forma, viu uma vantagem que parecia confortável escapar e atualmente ocupa a terceira posição na classificação.

 

Sua partida na 16ª rodada, contra o Fluminense, foi adiada para o dia 10 de setembro em razão do confronto de volta das quartas de final da Libertadores, contra o Grêmio, marcado para terça-feira (27).Entre os times que vêm um pouco mais atrás, a oscilação também tem sido inimiga.

Poupando titulares, o Corinthians empatou com o lanterna Avaí fora de casa, em 1 a 1. Richard Franco e Vagner Love fizeram os gols da partida. O time paulista tem 28 pontos, 1 à frente do Atlético-MG, que também poderia ter se aproximado dos líderes não fosse o revés em casa contra o Bahia no sábado (24).

No jogo entre Vasco e São Paulo, o árbitro Anderson Daronco paralisou neste domingo (25) o jogo por conta de gritos homofóbicos no estádio São Januário, no Rio de Janeiro. O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) determinou na última segunda (19) que atitudes homofóbicas em estádios poderão fazer com que as equipes mandantes percam os pontos das partidas.

Os clubes receberam uma carta, assinada pelo procurador-geral Felipe Bevilacqua, com esse aviso. Casos como esse podem ser enquadrados, segundo o procurador, no artigo 234-G do código disciplinar: “Praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.

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Árbitro relata homofobia em jogo e Vasco pode perder pontos

26 de agosto de 2019, 05:41

Foto: Reuters

Anderson Daronco relatou a ocorrência de um ato homofóbico praticado pela torcida do time carioca em jogo contra o São Paulo – 

Oárbitro Anderson Daronco relatou neste domingo na súmula da partida entre Vasco e São Paulo, pelo Campeonato Brasileiro, em São Januário, a ocorrência de um ato homofóbico praticado pela torcida do time carioca. No segundo tempo, parte do público presente entoou o canto “time de v…”, atitude que pode render punições, como a perda dos pontos conquistados dentro de campo.

A súmula, publicada no site da CBF, consta que o árbitro inclusive paralisou a partida para interromper o canto homofóbico. “Aos 19 minutos do segundo tempo, a partida foi paralisada para informar ao delegado do jogo e aos capitães de ambas as equipes a necessidade de não acontecer novamente e para informar no sistema de som do estádio o pedido para que os torcedores não gritassem mais palavras homofóbicas”, diz o texto.

Daronco conversou primeiramente com o técnico do Vasco, Vanderlei Luxemburgo, que prontamente se virou para as arquibancadas e pediu para os torcedores pararem com as manifestações. Dentro de campo, a equipe carioca venceu por 2 a 0, com gols no segundo tempo marcados por Talles Magno e Fellipe Bastos e se afastou das últimas posições na tabela.

A ocorrência de atos homofóbicos pode punir os clubes a partir desta rodada. Na segunda-feira, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) recomendou que as atitudes preconceituosas passassem a ser relatadas. Os casos podem render a perda de três pontos, pois devem ser enquadrados no artigo 243-G do Código Disciplinar (praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência).

Na última semana, o Estado procurou os 20 clubes da Série A. A maioria deles manifestou ser contra receber punição por atitudes da torcida e prometeu realizar campanhas de conscientização para não correr o risco de possíveis penalidades. Em nenhuma outra partida da rodada foi registrada até agora um outro incidente do mesmo tipo.

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Jacobina realiza a 34ª Corrida Duque de Caxias

25 de agosto de 2019, 11:23

Foto: Reprodução - Arquivos pessoais

Na manhã deste domingo (25), Jacobina recebeu a 34ª edição da Corrida Duque de Caxias. O evento, que faz parte do calendário esportivo da cidade e da Bahia é realizado pela Prefeitura Municipal, através da Secretaria de Esporte e Lazer, contou com mais de mil e 300 inscritos.

Os vencedores das provas masculina e feminina, de 10 km, foram os atletas Marcos Fernandes da Cruz, de 35 anos (equipe JC Corb) e  Marily dos Santos, de 41 anos (equipe Ferbase), respectivamente.

Uma das mais tradicionais corridas de rua do Brasil, a Duque de Caxias de Jacobina, outrora respeitada e literalmente disputada por atletas de todo o país e até mesmo do exterior, tem sido apequenado a cada ano e corre o risco de cair no ostracismo.

Até este sábado (24), véspera da competição, poucas pessoas sabiam da sua existência. Ao contrário de outros anos, chamou atenção a tímida empolgação da cidade em relação ao evento, aquele, que já foi cogitado em fazer parte do seleto grupo de grandes acontecimentos do Guinness Books, o Livro Mundial dos Recordes, pela quantidade de troféus distribuídos em uma única prova,

A chegada apoteótica dos atletas no Estádio José Rocha, com a Esquadrilha da Fumaça da Força Aérea Brasileira (FAB) e paraquedistas proporcionando inesquecíveis espetáculos no ‘céu’ de Jacobina estão apenas nas lembranças. A mudança do local da chegada para a parte externa do estádio desagradou atletas e grande parte da população que lotava as dependências da maior arena esportiva da Chapada Diamantina.

Florentino Cardozo de Assunção Sobrinho

HISTÓRIA – Criada em 1981, pelo então sargento EB Florentino Cardozo de Assunção Sobrinho, a competição chega este ano em sua 34ª edição, com muitas histórias para contar. A primeira Duque de Caxias, edição municipal, aconteceu no dia 30 de agosto de 1981, tendo como participantes apenas atletas do sexo masculino. Inscreveram-se e participaram da primeira edição da Corrida apenas 302 homens, sendo todos os corredores jacobinenses. João Batista dos Santos foi o primeiro vencedor da prova, seguido por Simplício Vida que se tornou bicampeão ao vencer as duas competições seguidas. As mulheres participaram pela primeira vez em 1983. A corrida tem este nome em referência ao Patrono do Exército Brasileiro.

O prefeito de Jacobina, quando aconteceu a primeira corrida (1981), era o médico Flávio Mesquita Marques, considerado um dos principais apoiadores por acreditar no que naquele momento era um embrião. A repercussão da primeira prova foi tão positiva que no ano seguinte, em 29 de agosto de 1982, aconteceu a sua segunda edição. A aglomeração de pessoas nas ruas foi bem maior, houve a participação efetiva de 394 corredores masculinos, e foram disponibilizados 49 troféus para serem entregues aos vencedores da prova. Neste segundo momento o prefeito já era Carlos Pires Daltro (Doutor Carlito), considerado também como um dos grandes apoiadores e incentivadores do evento. A terceira edição da corrida, com caráter ainda municipal, em 28 de agosto de 1983, contou com a participação de 409 corredores e pela primeira vez teve a participação feminina como atletas corredoras.

Em 1995 a corrida pleiteou uma vaga no Livro dos Recordes, devido a entrega de 410 troféus na sua 11ª edição. Pesquisando outras provas no mundo, Capitão Assunção descobriu a possibilidade de inscrever a corrida nesse quesito, uma vez que nenhuma competição da mesma natureza superava a Duque de Caxias de Jacobina em número de troféus, a mais próxima era uma prova em Barcelona, na Espanha, com 222 troféus distribuídos. O Guinness Book chegou a solicitar documentos que comprovassem o feito, a papelada foi enviada, inclusive pela Federação Baiana de Atletismo, mas nunca houve uma resposta.

 Dado ao grande número de expectadores, o prefeito Carlito Daltro, sugeriu que o local de chegada da prova fosse transferido da Praça Rio Branco para o recém-reformado Estádio José Rocha (O Carlitão da época).

Nos anos 90 começaram os shows aéreos da Esquadrilha da Fumaça e paraquedistas, um espetáculo que lotava os hotéis na semana da corrida, com a população alugando também suas casas para suprir a grande demanda.

Os maiores vencedores da prova é o atleta jacobinense “naturalizado”, Giomar Pereira e Marily dos Santos. Entre outros renomados e famosos atletas que participaram da Corrida Duque de Caxias estão: Florindo Correia (ex-campeão baiano e do nordeste), João Fantasma (ex-campeão baiano), João da Mata (vendedor da São Silvestre, Campeão Brasileiro e Pan-americano), José Nascimento (Equipe do Cruzeiro de BH) e um grupo de corredores internacional, oriundos da República do Quênia, na África Oriental.

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Medina, Mineirinho e Filipinho avançam na abertura da etapa do Taiti

25 de agosto de 2019, 07:56

Foto: Pedro Nunes/Reuters

Medina teve desempenho discreto em sua estreia, mas conseguiu avançar uma etapa – 

Após três dias de poucas ondas e condições desfavoráveis, a etapa do Taiti do Circuito Mundial de Surfe teve início neste sábado. E os brasileiros não decepcionaram em Teahupo’o. Gabriel Medina, Filipe Toledo e Adriano de Souza, o Mineirinho, avançaram direto à terceira fase da sétima etapa da temporada.

Bicampeão mundial, Medina teve desempenho discreto em sua estreia, logo na bateria de abertura da competição. Com 6,13, ele foi superado pelo australiano Soli Bailey (9,50), mas bateu o compatriota Peterson Crisanto (0,77). Assim, não teve problemas para avançar neste início de etapa, nas ondas abaixo do esperado deste sábado.

Melhor brasileiro no ranking da temporada, Filipinho também ficou em segundo lugar em sua bateria. Foi batido pelo francês Joan Duru (9,37), mas, com 8,70, o segundo colocado do ranking superou o havaiano Tyler Newton (3,54).

Também na briga pelas primeiras posições do campeonato, Italo Ferreira foi o único brasileiro a vencer uma bateria neste sábado. Com 12,16, deixou para trás o francês Kauli Vaast (7,07) e o havaiano Sebastian Zietz (1,20). Ele ocupa atualmente o quarto lugar na temporada.

Dono de um título mundial, Mineirinho ficou em segundo lugar em sua disputa, sendo superado pelo japonês Kanoa Igarashi (8,83). Com 5,50, o brasileiro ganhou do compatriota Caio Ibelli (3,70), que precisará passar pela repescagem neste domingo, assim como Crisanto, Michael Rodrigues e Jessé Mendes.

Jadson Andre, Yago Dora, Deivid Silva e Willian Cardoso também avançaram em suas baterias. Eles devem cair na água neste domingo a partir das 14 horas (horário de Brasília), na próxima chamada da competição.

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Felipe Melo pega 4 jogos de suspensão por agredir adversário

23 de agosto de 2019, 14:29

Foto: Adriana Spaca/FramePhoto / Gazeta Press

Palmeiras tem uma baixa importante para a sequência do Campeonato Brasileiro. Expulso no empate contra o Bahia no último dia 11, o volante Felipe Melo foi suspenso por quatro partidas da competição, em decisão unânime durante julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva, na manhã desta sexta-feira. O clube vai recorrer da decisão.

Felipe Melo foi denunciado no artigo 254-A, por “praticar agressão física”, e corria o risco de ficar até 12 jogos fora de atuação. Durante seu depoimento, ele negou qualquer tipo de maldade ou intenção de atingir o rosto do atacante Lucca. No lance, o jogador acertou o adversário com o braço e recebeu cartão vermelho do árbitro Igor Junio Benevuto.

Dessa forma, caso não haja revisão da punição, o volante pode ser desfalque nas partidas contra Flamengo (1º de setembro, no Rio), Goiás (dia 7, em Goiânia) e Fluminense (dia 10, no Allianz Parque) – ele já cumpriu um jogo de suspensão, portanto, restariam esses três compromissos. O clube deseja recorrer para dar condição de jogo para o confronto contra o Rubro-Negro.

Depois dessa expulsão, ele voltou a receber o cartão vermelho contra o Grêmio, na última terça-feira, pelas quartas de final da Libertadores. Essa foi sua quarta expulsão desde a chegada ao clube paulista, em 2017. Dessa forma, ele será desfalque para a partida de volta, que acontece na próxima terça, às 21h30 (de Brasília), no Pacaembu.

 

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Relação entre Vitória e administração da Arena Fonte Nova volta a ‘azedar’

23 de agosto de 2019, 07:53

Foto: Reprodução

Rubro-Negro, por meio do presidente, alega que gestora da Arena quer ‘entregar’ estádio para o Bahia; empresa argumenta que clube não aceita termos para novo vínculo – 

O Vitória e a empresa que administra a Arena Fonte Nova, a Fonte Nova Negócios e Participações S.A., chegaram a um ponto onde a relação apresenta extremo desgaste. Com direito a clara impressão que, mediante a atuação situação, um acordo para que o Leão mande partidas no local se torne algo cada vez mais remoto.

Após o clube de Salvador dar a entender que gostaria de voltar a usar o estádio à margem do Dique, o assunto voltou a ser tratado como possível. Porém, um comunicado emitido pelo Vitória na última quarta-feira (21) deu a entender que, em meio as conversas que duram pouco mais de três meses, havia favorecimento unicamente as questões relativas ao arquirrival Bahia, habitual usuário do estádio:

– Salientamos que ao longo de toda negociação, o Esporte Clube Vitória posicionou-se de modo a compatibilizar não apenas a legalidade do uso daquele equipamento frente a uma pretensa ilegal e imoral exclusividade, mas, também de modo a assegurar a rentabilidade econômico e social de todos os partícipes – dizia parte do comunicado.
No mesmo dia, o site da administradora publicou uma nota frisando que não está fechado a negociações e que a falta de acordo até o momento se deu unicamente pela falta de interesse do clube em aceitar os termos possíveis:

– Este ano, no final do mês de abril, o ECV manifestou seu interesse em voltar a jogar na Arena e foi recebido com toda consideração e atenção, reforçando o nosso total interesse em fechar essa possível parceria. Rapidamente, a Arena forneceu ao clube todas as informações necessárias para que o acordo pudesse ser concretizado. Tais informações respeitavam os contratos em vigor, neste caso em específico, o contrato já firmado com o Esporte Clube Bahia, e davam a opção de estabelecer uma parceria a longo prazo ou não. Com base no seu Contrato de Concessão, a Arena Fonte Nova só pode fechar um novo contrato, respeitando a isonomia dos que já estão em vigor. Contudo, o Esporte Clube Vitória não aceita todas as condições previstas no contrato de longo prazo que a Arena dispõe hoje com o Esporte Clube Bahia.

Em sua rede social, o presidente do Leão da Barra, Paulo Carneiro, publicou uma mensagem atacando de maneira dura principalmente o consorcio que administra o estádio chegando a dizer que a situação se trata “de um golpe”.

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Para-remador morre após barco virar em treino para o Mundial

22 de agosto de 2019, 16:09

Foto: Reprodução

O atleta tinha 33 anos e se preparava para a sua terceira paralimpíada – 

A Federação Internacional de Remo confirmou nesta quinta-feira a morte do para-remador Dzmitry Ryshkevich, da Bielo-Rússia, durante um treino. Ele faleceu afogado, após o seu barco virar durante um treinamento para o Mundial, que vai ser realizado na Áustria, em Linz.

A entidade gestora do remo citou um comunicado da polícia explicando que o dispositivo de flutuação do barco do atleta, de 33 anos, da Bielo-Rússia havia quebrado.

Embora Ryshkevich tenha se libertado dos cintos de segurança do barco, ele, sem ter mobilidade nas pernas, não conseguiu emergir e afundou nas águas do rio Danúbio, em Linz, na última quarta-feira, quando os salva-vidas tentavam se aproximar.

A polícia disse que o corpo de Ryshkevich foi recuperado pela equipe de resgate mais de duas horas depois. Além disso, explicou que as razões para a quebra do equipamento “ainda é desconhecido e está atualmente sob investigação”.

Ryshkevich estava em preparação para competir no seu terceiro campeonato mundial, que está previsto para começar no próximo domingo. O evento será qualificatório para os Jogos Paralímpicos de Tóquio, em 2020.

O presidente do Comitê Paraolímpico Internacional, Andrew Parsons, disse que o incidente é uma “terrível tragédia”. “Os pensamentos de todo o movimento paralímpico estão com a família, amigos, companheiros de equipe e com o Comitê Paralímpico Nacional da Bielo-Rússia”, acrescentou o dirigente.

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