ARTIGOS

O segundo grau virou passado

28 de novembro de 2024, 10:07

Foto: Notícia Limpa

A conclusão do Ensino Médio talvez seja a principal etapa da vida escolar depois da alfabetização, quando se aprende a ler e escrever as primeiras palavras e conhecer as letras que compõem o próprio nome. Um misto de felicidade com apreensão, ansiedade, dúvidas e até mesmo saudades, por saber que é um início de uma fase que definirá aptidões e de despedidas dos colegas com quem conviveu por anos.

O segundo grau, como foi chamado no passado, era o fim do período educacional para muitos alunos; mas também uma vitória, já que por conta de diversos fatores, principalmente pela ausência de uma universidade ou a dificuldade em acessá-la era considerada a principal ‘formatura’.

Como já dizia o saudoso cantor Genival Lacerda, ‘aqui tudo mudou tudo está mudado’. As opções de cursos universitários e unidades que os oferecem tem crescido substancialmente. É possível ter uma graduação sem ter que sair de casa.

O fato é que, como em outros bons momentos da vida, o encerramento da educação básica não se resume apenas no processo de ensino, mas também de um aprendizado de vida e de amizades.

‘Terceirão’ do Colégio Yolanda encerra o ano letivo com uma excursão para o litoral da Bahia

Para marcar uma das mais emocionantes, e não tão dolorosa, despedidas, alunos e alunas do último ano do ensino médio do Colégio Yolanda Dias Rocha, de Jacobina, embarcaram no início da manhã desta quinta-feira (28) para a tradicional viagem do ‘terceirão’. O destino é o Resort Costa do Sauípe, localizado no Litoral Norte da Bahia, onde passarão o final de semana realizando uma atividade extraclasse com o lazer, a alegria e a descontração como os temas principais.

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Se avexe não; o novo sempre vem

26 de novembro de 2024, 16:19

Foto: Gervásio Lima

Em qualquer fase da vida, seja na infância, na adolescência ou quando adulto, todo tipo de aprendizagem é salutar, até mesmo as desagradáveis, aquelas que involuntariamente surgem como um tipo de provação. A aprendizagem sustenta a evolução e o desenvolvimento do indivíduo ao longo da vida, permitindo que o mesmo adquira novos conhecimentos, desenvolva habilidades e conheça o verdadeiro significado de valores.

Em tese, o conhecimento é construído a partir de experiências vividas e interações com o mundo, que impulsiona a inovação, promove a adaptação a novos desafios e fortalece a capacidade de resolver problemas complexos.

Sim, e daí?

O aprendizado é algo contínuo e para sempre. O pouco que se aprendeu no passado pode não ser o suficiente para o hoje, mas será de grande valia e importância para o que se espera do amanhã.

O saudoso cantor e compositor Belchior já dizia, em resumo, que ‘até poderiam achar que ele estava inventando, mas que o novo sempre vem’. Já o sanfoneiro Flávio José, ‘nordestinamente’ falando, passou o bizu de que ‘toda caminhada começa no primeiro passo’, por isso não precisa se avexar, já que amanhã pode acontecer tudo, inclusive nada. E para o bom carioca Zeca Pagodinho, para desapegar dos problemas e confiar no futuro, vivendo de uma forma mais leve e menos ansiosa, basta deixar a vida o levar.

É sempre bom lembrar que as girafas dão à luz em pé ou andando, fazendo com que o filhote caia de uma altura de cerca de dois metros. A queda é uma forma de ensinar o filhote a levantar-se rapidamente para sobreviver a predadores.

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O egocentrismo é o principal alimento do narcisista

05 de novembro de 2024, 14:54

Foto: Gervásio Lima

*Por Gervásio Lima –

Esperar que o outro faça aquilo que mesmo com a habilidade que se imagina possuir não consegue fazer, é transferir responsabilidade com a clara confissão de incapacidade. Tal comportamento beira a covardia e é típico dos que veem a falta de humildade como uma característica positiva.

O acompanhamento do processo de determinada tarefa não quer necessariamente dizer que a opinião daquele indicado para supervisionar, mesmo que utilizando do seu aprendizado teórico e prático, é o suficiente.

É essencial respeitar o outro, entendendo que limitações são apenas uma fase do aprendizado.

O hoje é um complemento do amanhã e o resultado do ontem. A vida é uma novela de autoria e roteiros individuais. Evitar atalhos desconhecidos pode evitar prejuízos. Seguir em frente, sem invadir sinais e aceitando regras, é uma demonstração de cidadania, comportamento inerente aos que procuram viver em sociedade. Os que defendem o coletivo como verdadeira arma para fazer valer direitos.

Analisar antes de avançar é um importante passo para espantar decepções e possíveis arrependimentos. A sombra de uma ação indesejada assusta, um planejamento elaborado para beneficiar apenas um indivíduo, idem.

O egocentrismo é o principal alimento do narcisista, pessoa que foca predominantemente no poder e na aparência, em vez de focar na empatia e na valorização do próximo.

“Nada perde o seu valor por ser simples. Muito pelo contrário, a simplicidade é a essência de tudo que realmente é grande” – Edna Frigato

*Jornalista e Historiador

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Projetos artísticos revelam os talentos das escolas públicas baianas

23 de outubro de 2024, 13:43

Foto: Gervásio Lima

*Por Gervásio Lima –

“Um espetáculo, brilhante, magnífico, encantador, extraordinário, surreal, genial, sucesso, surpreendente, inacreditável…” Essas são algumas das expressões usadas pelo público para definir as apresentações artísticas promovidas pelos ‘Projetos Artísticos e Culturais’, realizados em todo o Estado pela Secretaria de Educação da Bahia, a partir dos Núcleos Territoriais de Educação (NTE’s). A iniciativa, além de ser um componente curricular, é uma oportunidade para os jovens alunos da rede pública de ensino exporem talentos até então incubados, impressionando um público que muitas vezes não tem ideia do que se passa depois dos portões das escolas públicas.

Não tem como não se emocionar ao assistir a uma peça teatral cujo enredo são histórias da vida real, a partir de situações inspiradas no cotidiano de suas famílias e vivenciadas pelos próprios alunos. A capacidade de produção se expande e emociona, com trabalhos fascinantes, realizados não somente por meio do teatro, mas também dos documentários, das músicas, da literatura e das artes plásticas.

Faltam adjetivos para descrever a sensação de prazer ao conhecer o projeto e perceber a capacidade artística e cultural dos meninos e meninas que agora vivem a realidade de estudar em um ambiente em tempo integral, com direito não apenas a uma educação de qualidade, mas também a alimentação e práticas artísticas e esportivas em modernos espaços, que lhes proporcionam aprendizado,  lazer e socialização.

É acalentador saber que tudo isso está acontecendo, e, ainda melhor, envolvendo indivíduos que há muito tempo eram excluídos de determinadas ações que quase sempre eram exclusivas para a classe mais abastada. A inclusão é uma realidade, viva! Alunos, professores e a educação pública da Bahia, presentes.

*Jornalista e Historiado

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A regra é clara, não prestou substitui

02 de outubro de 2024, 15:07

*Por Gervásio Lima –

Quem nunca ficou em dúvidas no momento de fazer determinadas escolhas? Na maioria das vezes acontece com peças de roupas e calçados, quando existe uma diversidade de modelos e opções de preços convidativos.

Acontece com frequência também, com estes mesmos itens que ora foram motivos de incertezas, a insatisfação após a aquisição, seja pela qualidade do produto, o tempo de validade, ou por ficarem ‘démodé’. Nestes casos, o prejuízo passa despercebido, sendo o único prejudicado o adquirente que não tem o direito da troca.

Tal situação hipotética se difere da política, mas precisamente do pleito eleitoral, principalmente quando existem várias opções de escolhas para a vaga do Executivo.

Em determinado lugar, ofereceu-se aos eleitores local um trio de candidatos, sendo que desse referido trio, dois já haviam sido ‘testados’, com um deles rejeitado amplamente quando da tentativa de reeleição. O outro seguiu no mesmo caminho de desaprovação, tendo sido uma negação. Sobrou uma opção, que tentava mostrar um mandato verdadeiramente novo, já que ainda não havia sido ‘testada’ pela população.

Qual seria o resultado esperado nesta situação? Entre dois modelos já provados e um ainda a ser experimentado, o descarte é lógico. Não prestou, troca-se, até porque o prejuízo não é individual, mas coletivo, com possibilidades de resultados catastróficos.

A regra é clara, não prestou, substitui.

*Jornalista e Historiador

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Contagem regressiva para garantirmos que Canaã é dos Canaenses

02 de outubro de 2024, 10:59

*Por Zuca Assunção  – 

Está chegando o momento de fazermos com que seja respeitada a nossa dignidade como canaenses que sempre se relacionaram como verdadeira família. E defender esse respeito é não permitir que as nossas tradições culturais, religiosas e de sentimento afetivo sejam contaminadas por pessoas que desconhecem a nossa história de companheirismo, amor e fraternidade.

Se existe algo entranhado nos corações e sentimentos dos canaenses, é a forte convicção de que Nova Canaã é o nosso querido lar e por isso não deve e nem pode ser afetado ou maltratado por nada que venha de fora – ou seja, por nenhum intruso ou intrusa.

Impedir essa intromissão é uma questão de comprometimento e de demonstração de amor por esse nosso CANTINHO QUERIDO.

Sempre AVANTE, melhorando cada vez mais.

Um forte abraço e até a Vitória!

*Jornalista.

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Quem chora ainda lembra

30 de setembro de 2024, 15:20

Foto: Gervásio Lima

*Por Gervásio Lima –

É quase que unanimidade a opinião de que não se deve dar uma segunda chance a quem não merecia nem a primeira. Não seria uma lógica, por cada situação ter a sua particularidade, mas, em se tratando de política, principalmente dos que estão ou já tiveram exercendo algum cargo eletivo, fica fácil compreender o tamanho do prejuízo em insistir em um erro cuja conta pode impedir até mesmo de comer frango ou galinha.

Uma frase bastante usada nas redes sociais, com um significado muito forte, diz que “às vezes, dar uma segunda chance a algo ou alguém, é como querer receber outra bala porque a primeira não matou”. Tal expressão pode não condizer com a realidade, sendo criticada inclusive por sua ‘apologia balística’ e por remeter a um passado não muito distante e sombrio, mas manifesta quase que didaticamente um sentimento vivido normalmente por populações que amargaram más gestões públicas.

A capacidade de perdoar e dar uma nova oportunidade a alguém, mesmo após ter sido prejudicado por essa pessoa, é um ato sublime, desde quando esse perdão não venha por meio de um voto, de uma nova possibilidade de escolha. O masoquismo não se justifica em nenhum momento da vida do indivíduo, – portanto não deve ser no processo eleitoral, onde os coadjuvantes muitas vezes são treinados para persuadirem e para agirem como estelionatários, enganando as vítimas para obterem vantagens, neste caso, mandatos -, que ele seja aplicado.

A partir do advento da internet o povo já não mais tem memória curta. A rede social passou a ser a maior inimiga dos maus feitores, diga-se maus gestores. Hoje é quase impossível esquecer o que aconteceu no verão passado. Como diz a letra da música ‘Agenda Rabiscada’, da dupla Milionário e José Rico, ”Quem esqueceu não chora, quem chora ainda lembra, quando se esquece rasga, não se rabisca a agenda…”

*Jornalista e Historiador

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Permanecer nos erros é retrocesso

19 de setembro de 2024, 13:25

Foto: Gervásio Lima

*Por Gervásio Lima –

Exercer a cidadania é conhecer direitos e obrigações, mas para garantir que esses sejam colocados em prática é preciso ir além das disposições da Constituição Federal. Sua aplicabilidade inicia-se com o uso da racionalidade, da capacidade de questionar e analisar de forma inteligente o que acontece em seu entorno, buscando sempre informações antes de tirar conclusões.

Ao contrário do que remete, o senso crítico não se resume em criticar por criticar; é um dos principais artifícios para se conhecer algo minuciosamente antes de se emitir um conceito antecipado, o preconceito.

O ser humano possui a incrível capacidade de pensar criticamente, o que lhe permite olhar e analisar as coisas objetivamente. Partindo desse princípio, é espantoso saber que existem os que mesmo conhecendo e até mesmo tendo sido vítimas de algo ou alguém, insistem em permanecer nos erros e na dor.

Nada adianta ter senso crítico, ser racional, e na oportunidade que tem de aplicá-los, ir de encontro a princípios básicos, como o de permanecer no erro ou de errar novamente. O que não foi bom e o que é ruim precisam ser descartados e isolados.

Neste sentido, a democracia é mais que um regime político, é uma das melhores definições para a liberdade coletiva de pensamento e de escolha, quando a soberania é exercida pelo povo.

Mesmo com o grande fluxo de estímulos, coerentes e incoerentes, que se recebe no período eleitoral, é possível filtrar e escolher as informações com base em fatos e razões, de maneira lógica e coerente. Daí a importância da seleção e da atenção aos argumentos fundamentados. 

Existem momentos que nunca serão esquecidos, entre os principais estão aqueles em que se acerta e os em que se erra, e as consequências a que os mesmos remetem.

Errar duas vezes é o cúmulo da ingenuidade.

*Jornalista e Historiador

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O Santo do pau oco

28 de agosto de 2024, 15:28

Foto: Gervásio Lima

*Por Gervásio Lima –

A capacidade de determinados indivíduos de enganar, de mentir e de, consequentemente, ser e causar o mal, não os tornam mais safos ou mais inteligentes. A prática da crueldade e da malvadeza destes acontece quando um outro grupo de indivíduos é incapaz de compreender comportamentos maquiavélicos, portanto sem ter o cuidado de estar com um olho aberto e o outro fechado.

Todas as escolhas são individuais, enquanto suas consequências são coletivas. A conveniência. O comportamento pessoal é uma espécie de identidade moral utilizada para identificar principalmente a estirpe. Existem os coniventes, que fingem desconhecer ou acobertar o mal, e o conveniente, que opta pelo que lhe convém, sempre o mais cômodo e vantajoso.

O desapego pelo politicamente correto e o desrespeito às diferenças têm contribuído para uma mudança preocupante nas relações sociais; com um crescente e alarmante nível de atrocidades. E o pior, patrocinadas por quem deveria defender e disseminar as boas práticas.

O risível é também assustador, dado o cinismo comportamental.

Quem nunca ouviu a expressão popular ‘santo do pau oco’ não aperte o dedo, ou melhor, suspenda o dedo. Pois bem, é uma forma utilizada para classificar um indivíduo de caráter duvidoso, com ações fraudulentas; uma pessoa mentirosa, falsa ou hipócrita. No sentido figurado, esta expressão também serve para sugerir que determinada pessoa aparenta algo que não é, iludindo todos a sua volta.

“Mentes tão bem

Que parece verdade, o que você me fala

Vou acreditando

Mentes tão bem

Que até chego a imaginar, que não quer me enganar…”

Mentes tão bem – Luiz Cláudio

Forte é o povo!

*Jornalista e Historiador

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Depois de alguns ‘cavalos do paraguai’ ficarem para trás, agora faltam pouco mais de 40 dias para as eleições municipais

16 de agosto de 2024, 15:51

Foto: Gervásio Lima

*Por Gervásio Lima –

.O pauteiro é um profissional do jornalismo que trabalha dentro da redação e é responsável por selecionar e decidir quais assuntos serão abordados nas matérias do dia. Ele é quem elabora a pauta, determinando quais assuntos os repórteres deverão apurar para fazerem as matérias.

E, é claro, no momento a pauta principal  de praticamente todos os veículos de comunicação que cobrem o cotidiano nas cidades brasileiras é referente à política e aos políticos.

Para não contrariar a pauta, vamos lá:

Nas últimas horas foram muitas as expectativas e até mesmo as ansiedades que tomaram conta daqueles que têm o período eleitoral como uma competição quase que pessoal, em vez de tê-lo como uma possibilidade de se discutir ideias e propostas. Muitas águas rolaram e muitas pedras foram mexidas nos tabuleiros, com destaque para o jogo de damas.

A figura do ‘cavalo paraguaio’, uma das frases mais usadas pelo brasileiro, com mais frequência no meio futebolístico, mas também em uma ou outra modalidade esportiva, está em total evidência nestes dias que antecedem as eleições municipais. Muitos nomes que corriam na frente na pré-campanha, ou perderam fôlego durante as convenções ou foram impedidos por complicações jurídicas junto à Justiça Eleitoral. Outros, usando de má fé, mesmo sabendo que estavam impedidos de concorrer, partiram para a tática do ‘vai que cola’ e acabaram iludindo e decepcionando os pretensos apoiadores.

Inúmeros foram os que ficaram com o “sorriso amarelo” para esconder o desconforto e a contrariedade, ou para disfarçar desagrado.

Fato é  que com ou sem os ‘paraguaios’, a corrida começou. Serão pouco mais de 40 dias para que o eleitor decida quem irá comandar o rumo de seus municípios no Executivo e no Legislativo.

É salutar e necessário saber que a política não é imunda, mas dinâmica e necessária, com alguns imundos tentando tirar ou tirando proveito.

Forte é o Povo!

*Jornalista e Historiador

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