Governo mantém toque de recolher e proibição da venda de bebida alcoólica no fim de semana na Bahia

08 de junho de 2021, 07:27

Apesar de aparecer na relação do municípios em que o toque de recolher inicialmente às 20h, o município de Jacobina não tem cumprido o Decreto Estadual. Bares e restaurantes funcionam normalmente na cidade, inclusive nos finais de semana sem nenhuma fiscalização (Foto: Notícia Limpa)

O Governo do Estado decidiu prorrogar a restrição da locomoção noturna de pessoas das 21h às 5h, em toda a Bahia, até 15 de junho. Nos municípios localizados nas regiões da Chapada Diamantina, Oeste, Irecê, Jacobina, Sudoeste e Extremo-Sul, o toque de recolher vale das 20h às 5h. A prorrogação será publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) desta terça-feira (8). Nos municípios integrantes das regiões de saúde em que a taxa de ocupação de leitos de UTI vier a se manter igual ou inferior a 75%, por cinco dias consecutivos, a restrição na locomoção noturna será válida das 22h às 5h. Também fica proibida, em todo o território baiano, a venda de bebida alcoólica em quaisquer estabelecimentos, inclusive por sistema de entrega em domicílio (delivery), no período das 18h de 11 de junho até as 5h de 14 de junho. A comercialização de bebida alcoólica no fim de semana será liberada somente em municípios integrantes de regiões de saúde em que a taxa de ocupação de leitos de UTI vier a se manter igual ou inferior a 75%, por cinco dias consecutivos. Aulas As unidades de ensino públicas e particulares podem manter as atividades de forma semipresencial. Para que isso ocorra, é necessário que a taxa de ocupação de leitos de UTI Covid esteja abaixo de 75%, por cinco dias consecutivos, nas regiões de saúde. Além disso, as atividades letivas devem ficar condicionadas à ocupação máxima de 50% da capacidade de cada sala de aula e ao atendimento dos protocolos sanitários estabelecidos. Eventos e shows Os eventos e atividades que envolvam aglomeração de pessoas continuam proibidos até 15 de junho, em todo o território baiano, independentemente do número de participantes, ainda que previamente autorizados. Segue suspensa ainda, até 15 de junho, a realização de shows, festas, públicas ou privadas, e afins, independentemente do número de participantes, além de atividades esportivas amadoras em todos os municípios baianos. Os eventos exclusivamente científicos e profissionais podem ocorrer com público limitado a 50 pessoas. Já os atos religiosos litúrgicos ficam permitidos mediante a ocupação máxima de 25% da capacidade do local. O funcionamento das academias também permanece autorizado mediante a ocupação máxima de 50%. Continua vedada, em todo o território baiano, a prática de quaisquer atividades esportivas coletivas amadoras até 15 de junho, sendo permitidas as práticas individuais, desde que não gerem aglomerações. Secom GOVBA

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Bahia: A terra continua tremendo em Jacobina. Mais um abalo sísmico é registrado nesta segunda-feira (7)

07 de junho de 2021, 22:16

O silêncio das autoridades do município é outra preocupação do jacobinense que tem como vizinhas duas barragens de rejeitos de uma mineradora (Foto: Notícia Limpa)

Nesta segunda-feira (7), as estações sismográficas operadas pelo Laboratório Sismológico da Universidade Federal  do Rio Grande do Norte (LabSis), registraram mais um tremor de terra, de magnitude preliminar de 1.8 mR, em Jacobina. Este já é o 13º ocorrido desde o mês de janeiro deste ano. O último evento registrado no município ocorreu no dia 25 de maio, de magnitude preliminar calculada em 1.2 mR. Localização epicentral simbolizada pela estrela vermelha no mapa Conforme informações do LabSis nenhum morador da região entrou em contato informando ter sentido ou ouvido o tremor desta segunda-feira. O órgão informou ainda que segue monitorando e divulgando toda atividade sísmica que ocorra no estado da Bahia, bem como informando as Defesas Civis local e estadual. A preocupação dos moradores de Jacobina é com a segurança da barragem.de rejeito de uma.empresa de mineração de ouro que funciona a cerca de 15 quilômetros do centro da cidade. A população vive assustada por conta dos desastres ocorridos nos municípios de Mariana e Brumadinho, em Minas Gerais.

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Estudo mostra que variante do coronavírus atinge quem já teve doença e será dominante

07 de junho de 2021, 13:04

Vacinação é a única forma de impedir contágio (Foto: Reprodução)

Dominante no Brasil, a variante P1 do coronavírus, rebatizada de gamma pela Organização Mundial de Saúde (OMS), pode puxar nova onda da pandemia para a qual a maioria da população estará vulnerável — inclusive quem já teve Covid-19 e, em tese, conta com anticorpos neutralizantes, mas ainda não recebeu as duas doses das vacinas (uma não é garantia de imunidade). Um novo estudo mostra que a P1 escapa dos anticorpos da infecção natural pelo Sars-CoV-2, o que evidencia significativo potencial de reinfecção. Porém, a gamma não consegue fugir das vacinas em uso no Brasil. Os cientistas destacam a urgência de aumentar o ritmo de vacinação no Brasil e de manter distanciamento social, uso de máscara e higiene. Apenas 10,74% da população receberam duas doses. A segunda onda da pandemia foi puxada, sobretudo em seu início, pela variante P2, agora chamada de zeta. Mas essa variante, originada no Rio de Janeiro e que rapidamente se espalhou pelo Brasil entre o fim de 2020 e o início de 2021, não consegue se livrar do ataque dos anticorpos gerados por infecção anterior pelo Sars-CoV-2, segundo o estudo. Já a gamma, identificada pela primeira vez em Manaus em novembro de 2020, se propagou com mais intensidade neste ano, provocou muitos casos e agora já é majoritária no Brasil. — Embora a gamma seja importante na segunda onda, se tivermos uma terceira ela será absoluta. Isso significa maior probabilidade de reinfecções e de novos casos, pois ela é mais transmissível, gera enorme carga viral. O predomínio da gamma agora é uma diferença muito importante — explica o coordenador do estudo e pesquisador da Fiocruz Pernambuco, Roberto Lins. Imunização Igualmente preocupantes são as evidências de que a gamma está em processo de transformação e adquiriu alterações que podem torná-la mais resistente ao ataque de anticorpos, destaca Lins.Ele explica que as vacinas, por ora, continuam eficientes porque promovem uma reação de defesa mais homogênea e efetiva do que a natural. As defesas naturais dependem da carga viral recebida e de características individuais do sistema imunológico:  Há combustível para o Brasil explodir numa terceira onda. Só teremos segurança quando 75% da população tiverem recebido duas doses de vacina. Quem já teve Covid pode ter de novo, se não for vacinado. Essas variantes, que surgem e se espalham, podem escapar da imunidade natural. Lins e seus colegas desenvolveram uma plataforma computacional que permite analisar rapidamente as interações de anticorpos com variantes, assim que são identificadas. A plataforma e seus primeiros resultados foram descritos na revista científica Chemical Communications. Segundo Lins, os anticorpos gerados na primeira onda da pandemia não neutralizam algumas das novas variantes analisadas, em especial a gamma e a beta, a sul-africana. O escape de variantes ao ataque de anticorpos é bem real e influencia como se propaga a pandemia — frisa. Segundo ele, quem já teve Covid-19 causada pelas primeiras linhagens do vírus e mesmo pela zeta (P2) não tem garantia de proteção pela imunidade natural porque o vírus mudou significativamente. — Se não reduzirmos a circulação do coronavírus, a gamma pode mudar tanto que teremos outra variante. E não há como saber quem é ou não suscetível — diz. MÉDIA MOVEL EM QUEDA O Brasil registrou 866 mortes por Covid-19 nas últimas 24 horas, totalizando 473.495 óbitos desde o início da pandemia. Com isso, a média móvel de mortes nos últimos 7 dias chegou a 1.629.

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Trigo transgênico nocivo à saúde pode ser liberado no Brasil nesta semana

07 de junho de 2021, 07:20

As substâncias podem causar danos genéticos e levar até a mutações das células. (Foto: Reprodução)

Na próxima quinta-feira, 10, as portas brasileiras poderão se abrir para um novo morador e esta é uma péssima notícia. O trigo HB4 será inicialmente produzido na Argentina, caso o Brasil se torne seu comprador. As sementes foram geneticamente modificadas para que sejam resistentes à seca, segundo seus criadores. O problema é que ele é igualmente receptivo ao glufosinato de amônio, um agrotóxico 15 vezes mais tóxico do que o glifosato, proibido na União Europeia por ser bastante nocivo à saúde e muito consumido por aqui. As substâncias podem causar danos genéticos e levar até a mutações das células. O órgão responsável por acolher ou não o estrangeiro polêmico é a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança, CTNBio, que integra o Ministério da Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações, MCTIC.  De acordo com o Sindicato das Indústrias de Trigo, Sinditrigo, no ano passado, 74% do trigo importado pelo Brasil partiu da Argentina. Portanto, caso a decisão seja favorável ao novo alimento, os produtos feitos com ele estarão em boa parte dos lares do País.     A criação do novo trigo foi aprovada na Argentina em outubro do ano passado, mas a sua produção e comercialização estão condicionadas à aprovação brasileira, que irá comprar a maior parte das sementes. Caso a resposta seja favorável, também irá liberar sua comercialização para outros países, como a Indonésia. O HB4 logo encontrou resistência de ambientalistas, representantes da indústria local de alimentos e da população, que se uniram por meio da Campanha "Con Nuestro Pan No!".  Entre as dezenas de argumentos elencados pelos argentinos contrários ao trigo novo estão, claro, os malefícios à saúde e ao meio ambiente do agrotóxico que poderá ser usado na sua produção; a ausência de testes conclusivos que comprovem a segurança da ingestão a curto, médio e longo prazo; a falta de uma identificação na embalagem dos produtos feitos com ingredientes transgênicos, para que os consumidores tenham consciência do que estão comprando; e a facilidade do novo trigo de se misturar com os antigos, por meio da polinização cruzada, fazendo com que, em poucos anos, se torne impossível identificar quais são naturais e quais são os geneticamente modificados.   Parte dos brasileiros já está atenta à novidade e se declarou contrária a ela. Pesquisa feita pela Associação Brasileira da Indústria do Trigo, Abitrigo, revela que 85% dos moageiros entrevistados no País se recusam a utilizar o trigo transgênico HB4 e 90% deles poderão até romper com os atuais fornecedores argentinos, caso ele seja comercializado.  A "Con Nuestro Pan No!" encontrou eco por aqui e se transformou no manifesto "No nosso pão, não!". A Campanha Permanente Contra os Agrotóxicos e Pela Vida, junto a várias outras organizações, estão coletando assinaturas, que serão enviadas  à CTNBio e ao Ministério Público Federal antes da votação. O documento já tem quase 200 assinaturas de entidades, que vão desde movimentos sociais e científicos, até padarias e associações da indústria de pães. Estadão https://contraosagrotoxicos.org/trigo-transgenico-no-nosso-pao-nao/

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Em mudança histórica, a maioria dos ingressantes na USP é de escola pública

06 de junho de 2021, 20:29

É a primeira vez que isso ocorre desde que a instituição passou a registrar o perfil dos ingressantes, em 1995 (Foto: Reprodução)

Em uma mudança histórica, a maioria dos novos alunos matriculados na Universidade de São Paulo (USP) vem de escolas públicas. Depois de anos de discussões e polêmicas sobre reserva de vagas na instituição de ensino mais conceituada do País, foi cumprida este ano a meta ambiciosa estabelecida em 2017 de ter metade de novos alunos com esse perfil. É a primeira vez que isso ocorre desde que a instituição passou a registrar o perfil dos ingressantes, em 1995. Das 10.992 vagas preenchidas, 51,7% foram ocupadas pelos alunos que estudaram na rede pública. Há mais de dez anos, o índice geral ficava em cerca de 25%, sendo bem menor nos cursos mais concorridos. Apesar disso, chegar aos mais pobres ainda é um desafio: a renda média da maioria dos ingressantes continua acima de 5 salários mínimos e menos de um terço do total dos estudantes é preto, pardo e indígena. O especialista em políticas de acesso e permanência da Universidade Federal do ABC (UFABC), Wilson Mesquita de Almeida, avalia positivamente o avanço dos últimos 15 anos para a inclusão de pessoas de baixa renda no ensino superior, mas aponta a necessidade de maior atenção com o corte de renda familiar. Para ele, há um reforço do perfil de classe média, que historicamente entra na universidade pública. Para ampliar o alcance, segundo ele, ainda é necessário combinar políticas estruturais, como maior investimento na escola pública, no professor, e democratizar o acesso à informação aos estudantes. Na pandemia, lembra, a desigualdade de aprendizado deve ser ainda maior. Entre todos os ingressantes, 25% têm renda familiar acima de 10 salários. Na outra ponta, quase um terço (29,7%) dos discentes dispõe de até três. Mesmo assim, o pró-reitor de Graduação da USP, Edmund Chada Baracat, diz que a implementação da reserva de vagas na USP tem mudado o perfil dos estudantes na instituição, tornando-a mais diversa social, cultural e economicamente. "Esse processo, no entanto, deve ser contínuo e constantemente avaliado. Nas universidades federais, pelo fato de a reserva já ter sido implementada há quase dez anos, o processo está mais adiantado." "É muito louvável que a USP tenha chegado a mais de 50% de alunos aprovados serem oriundos da rede pública do Brasil. No entanto, nossa comunidade ficará mais feliz quando esses 50% tiverem dentro da renda de no máximo 1,5 salário mínimo", diz Frei David Santos, diretor executivo da Educafro Brasil, que luta há décadas por mais inclusão na USP. Sonho Aos 18 anos e ex-estudante de escola pública, Natália Malerba chega à USP para cursar Engenharia Química. A felicidade da jovem é ainda maior porque deve permanecer em Lorena, onde mora e há um câmpus da instituição. Ao contrário dos colegas da turma que vêm em grande quantidade de outras partes do País, não precisará de ajuda para moradia. Segundo a USP, em 2021, foram destinados R$ 250 milhões, 6,7% a mais do que no ano passado, para auxílio estudantil. A renda familiar de Natália, como a de 13% dos novos estudantes, está entre 2 e 3 salários mínimos. "Durante todo o ensino médio, a maioria dos alunos sonha com a universidade pública. Porém sabemos o quanto é difícil passar porque são poucas vagas. Especialmente em tempos de pandemia, parece que a gente não vai ter futuro e que está muito longe de conseguir", diz a jovem. "Infelizmente, muita gente abre mão de fazer uma faculdade porque não consegue conciliar faculdade e a necessidade de trabalhar." "Nossa realidade não favorece o cultivo de sonhos. A gente não pode esperar que uma pessoa demore a entender que pode entrar no curso de Medicina", diz Adriana dos Santos, aprovada para Bauru. Ela tem 37 anos, mora em São Paulo e não pode receber auxílio estudantil por já ter graduação em Psicologia. A universitária vive com a mãe aposentada. A renda da família é de 1 salário mínimo. Por isso, há indefinição sobre como se manterá em outra cidade quando as aulas presenciais retomarem. "O fato de eu ter uma graduação não garante que eu tenha condições. É necessário maior flexibilidade ou ampliação do programa." Casado e pai de três filhos, Cassius Jansen, de 43 anos, é calouro no curso de Direito na USP. A única renda da família vem do salário de R$ 1,2 mil da esposa. Há dois anos, o universitário saiu do emprego, decidiu dedicar-se exclusivamente aos estudos para alcançar a vaga e conseguiu bolsa de estudos no curso pré-vestibular. Sobrevive de bicos e da ajuda da mãe. Para se manter na universidade, ele buscou auxílio nos programas de permanência para moradia, transporte e livros. "Às vezes, muita gente não entende o que é estudar no Brasil. Uma pessoa que estuda precisa de tempo. Isso não é possível se você não tiver algum apoio." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Maioria das doenças infecciosas tem origem em animais selvagens

06 de junho de 2021, 20:19

O levantamento é de pesquisadores da UFRGS (Foto: Reprodução)

Pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) fizeram uma revisão bibliográfica de dados e os resultados revelaram que de 60% a 75% das doenças infecciosas são derivadas de microrganismos que originalmente circulavam em espécies de animais selvagens e saltaram para os seres humanos. Embora o salto de patógenos de uma espécie de animal selvagem para outra e, posteriormente, para humanos seja comum como mostram os dados, é raro que esses eventos levem a uma situação epidêmica. Entretanto, a proliferação dessas doenças entre os seres humanos é facilitada pelas ações humanas. Entre as doenças já conhecidas e resultado desse salto, está a covid-19, cujo vírus Sars-Cov-2 se adaptou ao ser humano, com grande poder de transmissibilidade, o que reforça o papel da ação humana na cadeia de disseminação do vírus. “Podemos citar também os casos de Influenza, cujo salto para a espécie humano foi favorecido pela criação de aves e suínos em um mesmo ambiente, ao longo da evolução humana”, exemplificou o professor e pesquisador da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, José Artur Bogo Chies, um dos autores do estudo, que pretende discutir ações de prevenção ou redução da frequência de eventos de salto de patógenos. Segundo ele, no caso da covid-19, a principal hipótese até o momento é a de que o Sars-CoV-2 surgiu do morcego, conforme demonstram as análises de sequências genéticas do vírus, mas que alguma espécie, como os pangolins, agiu como intermediária para a infecção. Na China, é comum o consumo desse pequeno mamífero asiático e a contaminação pode ter ocorrido com o manuseio ou ingestão do animal. O fato de estar acontecendo novamente não é nada surpreendente. Provavelmente temos uma origem de morcegos, porque a análise do genoma do Sars-Cov-2, comparado com outros coronavírus que existem na natureza, mostra similaridade grande com os coronavírus que circulam em comunidades de morcegos. Mas daí a poder dizer com certeza de qual comunidade de morcegos tem a origem e qual foi o caminho percorrido ao longo desse salto é que não está bem estabelecido”. Chies reforçou que o salto de espécies zoonótico de doenças infecciosas é altamente conectado com a forma como os humanos interagem com as espécies animais e o meio ambiente. Por isso, a preservação da biodiversidade é necessária para controlar os riscos de surgimento de potenciais patógenos para a espécie humana. Dessa maneira os potenciais patógenos seriam encontrados em pequenas quantidades e em seus hospedeiros usuais, com menor risco de transmissão. “Devemos estudar ecologia dos vírus para prevenir novas pandemias. Temos lembrado que doenças infecciosas acompanham o ser humano ao longo de toda a evolução e estamos em contato constante com microorgnismos. Novas doenças aparecerem ou reemergirem são eventos absolutamente naturais e esperados, que temos possibilidade de controlar fazendo vigilância sanitária e controlando do que estamos nos alimentando”, disse . Ele citou como exemplo o HIV, vírus causador da Aids, como um vírus tipicamente de macacos africanos e que por volta da década de 1950 conseguiu fazer o salto do patógeno pelo consumo da carne do animal. “Assim se tem o contato com os microorganismos que adquirem a capacidade de conseguirem se desenvolver no nosso corpo. A segunda etapa do salto para se tornar uma epidemia é que não só o microorganismo  tem que ser capaz de nos infectar mas tem que ser capaz de ser transmissível pelos seres humanos”, afirmou Chies. Outro exemplo clássico citado pelo pesquisador, como proveniente da interferência do ser humano na natureza, é o vírus do Ebola. “Toda interferência tem consequências. Se eu entrar em uma floresta natural vou encontrar microorganismos que eu desconhecia. O ebola, por exemplo, que seria muito comum em um determinado ponto do planeta: ele consegue ser encontrado pelo ser humano, entra em contato com a população e daí tem a possibilidade de transmissão e disseminação”. Outro problema, aponta o pesquisador, é o uso excessivo de antibióticos ou drogas antivirais, inclusive no campo veterinário, o que favorece uma seleção de micro-organismos que se tornam resistentes. Protocolos de segurança na cadeia produtiva de alimentos de origem animal podem ajudar a diminuir os riscos ao manter os animais em ambientes livres de infecção e disseminação de vírus, com medidas de vigilância, controle, teste e eliminação dessas doenças não humanas.

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Nível do Rio Negro atingiu maior marca dos últimos 119 anos

06 de junho de 2021, 20:11

Especialistas já previam que a marca seria atingida (Foto: Reprodução)

O nível d´água no Rio Negro atingiu, nesse sábado (5), a maior marca já registrada em Manaus, desde 1902, quando teve início o monitoramento do volume de água. Segundo acompanhamento feito pelo Porto de Manaus, o nível do rio subiu mais 1 centímetro entre a última sexta-feira (4) e ontem, atingindo 30 metros. Especialistas já previam que a marca seria atingida, superando o recorde anterior, de 29,97 metros, registrado em 2012 – que já tinha sido ultrapassado na última terça-feira (1), quando o nível chegou a 29,98 metros. Já na segunda-feira (31), quando eram registrados 29,97 metros, a pesquisadora do Serviço Geológico do Brasil (CPRM), Luana Gripp Simões Alves, afirmou haver 80% de chances do nível do rio chegar aos 30 metros. Na ocasião, a pesquisadora disse que, do ponto de vista técnico, dentro desta margem, a elevação não ocasionaria prejuízos e transtornos maiores que os já registrados – até mesmo porque, segundo ela, a eventual diferença de 3 centímetros estaria dentro da margem de erro da aferição. “Em termos de volume d´água, o fato de o nível subir um ou dois centímetros a mais impactaria muito pouco”, disse Luana na última segunda-feira, antes de revelar a expectativa de que, considerando o comportamento das chuvas, o nível do rio se estabilize na atual marca para, em seguida, começar a baixar lentamente. “Tudo indica que estamos passando por um processo de finalização de enchentes. Provavelmente, em termos de efeitos, a inundação que observaremos este ano é isso aí que já estamos vendo”, comentou Luana, enfatizando que, mesmo depois que o nível do Rio Negro começar a baixar, os efeitos da cheia serão sentidos por algum tempo. “Os impactos não vão cessar de um dia para o outro. Ainda demorará várias semanas, pois, no primeiro momento, a velocidade [da vazão] será lenta.” Os efeitos aos quais a pesquisadora se refere se fazem sentir sobretudo na capital, Manaus. De acordo com a prefeitura, mais de 4 mil famílias de 15 bairros foram diretamente afetadas pela subida do nível do rio, e mais de 10 mil metros de passarelas e pontes tiveram que ser improvisadas. Muitas as famílias cujas casas foram atingidas dependem dos benefícios assistenciais pagos pela prefeitura (R$ 600 de auxílio-aluguel, pagos em duas parcelas, e mais R$ 400 do auxílio Operação Cheia, totalizando R$ 1 mil) para recompor parte dos prejuízos. De acordo com a prefeitura, até a última sexta-feira (4), 2.122 famílias já tinham recebido a primeira parcela do auxílio-aluguel e mais de 3,5 mil já tinham se cadastrado para receber as parcelas do benefício pago pela Operação Cheia. RedeTV

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Chip implantado no cérebro permite escrever com o pensamento

05 de junho de 2021, 11:07

trabalho foi realizado por pesquisadores das universidades Stanford, Brown e Harvard, todas nos Estados Unidos (Foto: Reprodução)

Um homem tetraplégico, paralisado do pescoço para baixo, foi capaz de gerar letras em uma tela de computador em tempo real ao imaginar estar escrevendo com uma caneta na mão. Para realizar a façanha, os cientistas usaram chips implantados no cérebro do paciente para detectar os padrões cerebrais envolvidos na escrita de cada letra. Eletrodos transferiram esses padrões a um algoritmo capaz de ler e traduzir a atividade cerebral –o movimento detectado no cérebro correspondente a uma letra se tornava a versão digitada em uma tela. A descrição do experimento realizado com o aparato, um tipo de interface cérebro-computador (BCI, na sigla em inglês), foi publicada na revista científica Nature em 12 de maio. Esta é a primeira vez que cientistas identificam os padrões cerebrais relacionados à escrita manual e os transformam em texto. O trabalho foi realizado por pesquisadores das universidades Stanford, Brown e Harvard, todas nos Estados Unidos. Usando a máquina, o participante do experimento, um homem de 65 anos de idade, foi capaz de digitar com uma velocidade de 90 caracteres por minuto –semelhante ao que pessoas na mesma faixa etária conseguem fazer usando um telefone celular, segundo artigo publicado em 2019. A escrita realizada com ajuda da interface marcou acerto de 94%. Uma parte dos pesquisadores envolvidos na pesquisa havia desenvolvido um sistema anteriormente que permitia a uma pessoa escrever imaginando mover o braço como um cursor em uma tela de computador e clicando nas letras. O aparato permitia escrever a uma velocidade de 40 caracteres por minuto. O participante do experimento mais recente havia recebido dois chips na parte do cérebro que controla os movimentos das mãos e braços como parte de um outro estudo, chamado BrainGate2, encabeçado pela Universidade Brown. Uma parcela das pessoas que perdem movimentos do corpo devido a doenças degenerativas ou acidentes pode se beneficiar de interfaces como a desenvolvida pelos pesquisadores americanos. Isso porque, nessas pessoas, os comandos cerebrais responsáveis pelos movimentos seguem ativos. A chave está em traduzir os comandos em ações. O físico britânico Stephen Haking (1942-2018) usava uma interface cérebro-máquina para se comunicar. O aparelho de Hawking usava um sensor que captava as contrações de sua bochecha e as transformavam em letras e palavras. Hawking perdeu movimentos do corpo como consequência da esclerose lateral amiotrófica, uma doença degenerativa do sistema nervoso. O aparelho permitia ao cientista trabalhar, escrever livros e realizar palestras –Hawking foi um dos mais prolíficos divulgadores de ciência em vida. Agora, os pesquisadores americanos devem testar o sistema que escreve com o pensamento em pessoas que perderam a capacidade de falar. O estudo relatado na Nature é um grande avanço para a área das BCIs, mas os cientistas afirmam que este é apenas o começo. "São necessários novos experimentos, em mais participantes, e melhorias no sistema. Mesmo assim, acreditamos que o futuro das interfaces cérebro-máquina intracorticais é brilhante", escrevem os pesquisadores. Folhapress

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Membro do conselho executivo do Comitê Olímpico aponta Japão ‘encurralado’

05 de junho de 2021, 10:54

Segundo a ex-judoca, em editorial publicado na agência Kyodo News, o país asiático "está encurralado" e sofre grande pressão popular para que os Jogos Olimpícos e Paralímpicos sejam cancelados (Foto: Reprodução)

Kaori Yamaguchi, membro do conselho executivo do Comitê Olímpico Japonês, criticou, nesta sexta-feira, a realização dos Jogos, com início previsto para daqui 49 dias. Segundo a ex-judoca, em editorial publicado na agência Kyodo News, o país asiático "está encurralado" e sofre grande pressão popular para que os Jogos Olimpícos e Paralímpicos sejam cancelados. "A Olimpíada não deveria ser um festival de paz? Trabalhar pela paz não é uma tarefa fácil. Tudo começa com um diálogo tenaz com pessoas que têm pontos de vista diversos. Se abandonarmos esse processo, a Olimpíada não terá sentido", afirmou a dirigente, que conquistou a medalha de bronze em Seul/1988 e outras cinco em campeonatos mundiais. Um dos movimentos que demonstram o descontentamento do povo japonês com a realização dos Jogos apresentou uma petição pedindo o cancelamento da competição com 350 mil assinaturas. Organizadores e o governo continuam garantindo a realização do evento, apesar das pressões. "O oposto da paz é uma abordagem linha-dura e teimosa baseada na visão de que as pessoas podem estar dizendo todo tipo de coisa, mas assim que a Olimpíada começar, tudo ficará bem. Eu entendo que os organizadores podem estar se sentindo confusos com a proximidade da abertura da Olimpíada, mas há processos que não devem ser omitidos", concluiu Yamaguchi.

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Missionário R.R Soares é internado com covid; ele já vendeu ‘água consagrada para curar a doença’

04 de junho de 2021, 15:12

No ano passado, o missionário R.R. Soares havia anunciado durante programa de TV uma água para curar a doença (Foto: Instagram)

O empresário e missionário R.R Soares foi internado com covid-19 no Hospital Copa Star, no Rio de Janeiro. A informação sobre a saúde do líder da Igreja Internacional da Graça de Deus, de 73 anos, foi informada pelo jornal O Globo. No ano passado, durante o programa de TV, ele havia anunciado a descoberta de uma água consagrada capaz de curar a doença. Soares vendeu o líquido garantindo propriedades milagrosas e pediu doações dos fies durante o programa SOS da Fé. De acordo com o Uol, na época, o missionário criou um placar para mostrar os curados por sua oração. Em vídeos falando sobre o produto são reproduzidos relatos de supostos curados para mostrar pessoas de diferentes locais do Brasil que adquiriram a água.

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Profissionais de imprensa do interior devem se cadastrar para garantir vacinação

04 de junho de 2021, 12:25

(Foto: Divulgação)

Visando contribuir com as prefeituras e dar agilidade ao processo de vacinação dos jornalistas/radialistas o Sinjorba está fazendo o cadastramento dos profissionais de imprensa da Bahia. O pré-cadastro é feito pelo link https://bityli.com/TrvO e pedimos toda a atenção ao fornecer os dados, que serão verificados antes de disponibilizadas às secretarias municipais da Saúde (quem já fez não precisa fazer novamente). Uma outra coisa importante diz respeito à comprovação do exercício profissional e a confirmação de que o vacinando está realmente na linha de frente, no trabalho presencial, nas ruas ou em redações e estúdios. A entidade vem discutindo com as prefeituras quais documentos serão necessários a fim de termos uma padronização de procedimentos que permita agilidade, seriedade e lisura. Em Salvador, por exemplo, no ato da vacinação, o profissional de imprensa deverá comparecer levando:Documento oficial de identificação com foto Documento comprobatório do trabalho presencial, atual: último contracheque ou nota fiscal do serviço prestado (ou contrato PJ ou carta da chefia). Documento comprobatório do exercício profissional (pelo menos um deles): 1) Cópia impressa do certificado de conclusão de curso/diploma2) Registro da SRTE (Secretaria Regional do Trabalho e Emprego, antiga DRT)3) Identidade profissional válida (carteira da Fenaj, por exemplo). Porém, sabemos que em um estado do tamanho da Bahia, com 417 municípios, existem várias especificidades que precisam ser observadas para garantir que o processo seja ágil, seguro e justo. Neste sentido, o Sinjorba tem orientado seus diretores regionais e os colegas nos municípios a conversarem com as secretarias municipais de saúde para definir a melhor maneira de garantir a vacinação. Sinjorba

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Jacobina: Em dia de ponto facultativo lojas abrem sem presença de clientes no Dia de Corpus Christi (Fotos)

03 de junho de 2021, 16:27

A Rua Manoel Novaes que se transformava em um gigantesco tapete confeccionado com serragens e cal durante as comemorações de Corpus Christi não recebeu nem a tradicional procissão católica para lembrar a data (Foto: Notícia Limpa)

"A Prefeitura Municipal de Jacobina, a Associação Comercial e Industrial, a Câmara de Dirigentes Lojistas, o Sindicato Patronal, informa a todos os empresários que a data religiosa de Corpus Christi dia 03 de Junho será ponto facultativo, ficando assim a critério dos empresários o funcionamento ou não dos seus estabelecimentos". Este foi o comunicado emitido pelas entidades mencionadas no texto com relação ao dia que antes da pandemia de Covid-19 era considerado feriado. Muitas empresas, principalmente lojas comerciais funcionaram normalmente nesta quinta-feira, 3, em Jacobina, contrariando a vontade dos seus funcionários e a tradição católica. Por conta da orientação do distanciamento e isolamento social para evitar a proliferação e a contaminação do coronavírus muitas ações estão sendo de forma limitada, enquanto o funcionamento de lojas e a movimentação de pessoas nos estabelecimentos e nas ruas da cidade estão acontecendo como se nada estivesses acontecendo. como se a pandemia da Covid-19 que já matou quase 500 mil pessoas no Brasil e mais de 70 somente em Jacobina não existisse. Ao contrário de outras repartições públicas, Os Correios, órgão federal, funcionou normalmente durante todo o dia Com as agências bancárias fechadas e mais de 50%¨das lojas do centro da cidade fechada a movimentação de pessoas foi muito baixa, contrariando lojistas que insistiram em manter o comércio aberto. "Eu como católica, acho um desrespeito com a tradição religiosa o funcionamento do comércio. O dinheiro não pode estar acima da coerência e dos preceitos bíblicos", reclamou uma comerciária que trabalhou neste Dia de Corpus Christi, seguida por um colega de profissão que também não quis ser identificado: "esta visão liberal, capitalista e escravocrata não deveria ser apoiada pela gestão municipal que tem a frente um membro de Partido Comunista". Corpus Christi Corpus Christi é uma data comemorativa que faz parte do calendário católico em homenagem ao sacramento da eucaristia. A comemoração foi instituída pela Igreja no século XIII. A expressão latina Corpus Christi significa “Corpo de Cristo”, cujo nome litúrgico completo é Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo. Esse sacramento do catolicismo é realizado como uma forma de relembrar a morte e ressurreição de Jesus Cristo. Nesse sacramento, o pão que é consumido representa o corpo de Cristo, e o vinho ingerido simboliza o sangue de Cristo. A realização da eucaristia é uma referência à Última Ceia, realizada por Cristo com seus discípulos durante a Semana Santa. Ainda dentro da teologia católica, acredita-se que na eucaristia ocorre algo conhecido como transubstanciação, no qual os elementos (hóstia e vinho), após serem consagrados, transformam-se, em essência, na carne e no sangue de Cristo. A comemoração de Corpus Christi ocorre exatamente 60 dias após a Páscoa. A data é celebrada obrigatoriamente em uma quinta-feira. Isso acontece como uma simbologia pelo fato de que a Última Ceia ocorreu em uma quinta-feira, segundo a tradição. Outro marco importante para o estabelecimento da data é o Domingo da Santíssima Trindade. Praças Rio Branco Rua Coronel Teixeira (Calçadão)

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