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Justiça decreta prisão de argentino acusado de injúria racial na Bahia; suspeito deixou o Brasil e é considerado foragido

19 de julho de 2026, 10:36

Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Justiça da Bahia decretou neste sábado (18) a prisão preventiva do turista argentino Sebastian Fernando Ayala, de 38 anos, investigado por injúria racial contra um homem negro em um restaurante de Morro de São Paulo, no município de Cairu (BA). As informações foram divulgadas pela RT.

Segundo a decisão judicial, Ayala deixou o Brasil antes da expedição do mandado de prisão e, por isso, passou a ser considerado foragido. A Polícia Civil da Bahia informou que solicitará o apoio da Polícia Federal para localizar o investigado e dar cumprimento à ordem judicial.

Crime ocorreu durante comemoração da Copa do Mundo

O episódio aconteceu na quarta-feira (15), durante a semifinal da Copa do Mundo entre Argentina e Inglaterra.

Imagens gravadas no local mostram o turista argentino fazendo gestos que imitam um macaco diante de um homem negro enquanto torcedores comemoravam a classificação da seleção argentina para a final do torneio.

A vítima trabalhava no restaurante onde ocorreu o episódio e estava de folga no momento da agressão.

O vídeo circulou amplamente nas redes sociais e provocou forte repercussão, levando à abertura de investigação pela Polícia Civil da Bahia.

Juiz aponta violação da dignidade humana

Ao decretar a prisão preventiva, o magistrado responsável pelo caso afirmou que há elementos suficientes indicando a ocorrência do crime e indícios de autoria por parte do investigado.

Na decisão, o juiz sustentou que a medida é necessária para garantir a ordem pública e assegurar a aplicação da lei penal, especialmente diante da saída do acusado do território brasileiro antes da conclusão das investigações.

O magistrado também classificou a conduta como uma “violação à dignidade da pessoa humana”, ressaltando que tratar manifestações racistas como simples brincadeiras contribui para a banalização da discriminação e do preconceito.

Polícia busca cooperação internacional

Como Sebastian Fernando Ayala já deixou o Brasil, a Polícia Civil pretende acionar a Polícia Federal para adotar as medidas cabíveis visando sua localização e eventual responsabilização criminal.

O caso reacende o debate sobre o combate ao racismo e à injúria racial, crimes previstos na legislação brasileira e considerados graves violações aos direitos fundamentais, especialmente quando praticados em locais públicos e registrados por testemunhas e imagens.

Fonte: Brasil 247/Sebastian Fernando Ayala

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Novas vias de responsabilidade do estado aproximam bairros e encurtam caminhos em Salvador

17 de julho de 2026, 09:24

Foto: Joá Souza/GOV-BA

Novas ligações viárias vêm alterando os caminhos entre bairros populosos de Salvador e os principais eixos de circulação da cidade. Intervenções em Cajazeiras, Lobato, Águas Claras, Fazenda Grande e Nova Brasília abriram acessos mais diretos, reduziram percursos e tornaram mais seguros os deslocamentos entre o miolo, o Subúrbio Ferroviário, a orla e a BR-324.

Na área do sistema viário, o Governo do Estado tem atuado como se fosse uma verdadeira Prefeitura de Salvador. Além das grandes avenidas implantadas nos últimos anos, a gestão estadual passou a investir nas conexões entre essas vias e os bairros, enfrentando gargalos que dificultavam a circulação diária de milhares de pessoas.

Parte das intervenções está articulada aos Corredores Transversais I e II, conhecidos como Linha Azul e Linha Vermelha. Com 32 quilômetros de extensão, os dois eixos conectam a orla atlântica, o miolo, a BR-324 e o Subúrbio Ferroviário. A Linha Azul liga Patamares ao Lobato, enquanto a Linha Vermelha parte de Piatã e chega a Águas Claras e à BR-324.

Uma das novas conexões liga a Avenida 29 de Março a Cajazeiras. Concluída em março de 2025, a obra recebeu investimento de R$ 45,9 milhões e incluiu pavimentação, drenagem, urbanização, calçadas acessíveis e ciclovias. A via criou um caminho mais direto para a BR-324, o metrô e a nova Rodoviária de Salvador, evitando trajetos mais longos por dentro dos bairros.

No Lobato, a ligação com a BR-324 foi entregue em outubro de 2025, juntamente com as melhorias realizadas nas marginais Norte e Sul. Com mais de 1,2 quilômetro e investimento de R$ 17,5 milhões, o acesso facilitou a entrada e a saída da região e ampliou a segurança no entorno do Complexo Metrô-Rodoviário.

Em Águas Claras, onde diferentes fluxos de veículos se encontram, o novo sistema viário recebeu R$ 161,7 milhões. Viadutos, alças de acesso e uma passagem subterrânea, conhecida como mergulhão, reorganizaram a circulação e criaram novas possibilidades de deslocamento. A estrutura se conecta ao Terminal de Passageiros, que recebeu R$ 80 milhões, e à nova Rodoviária, construída com aproximadamente R$ 200 milhões.

O conjunto também alcança a BA-528, a Estrada do Derba, uma das principais rotas entre a BR-324 e o Subúrbio. Parte da duplicação já foi concluída e liberada ao tráfego, ampliando a capacidade da rodovia e reduzindo os congestionamentos que se formavam diariamente na região.

As intervenções não se limitam às pistas para automóveis. Ciclovias, calçadas e estruturas de acessibilidade passaram a acompanhar as novas vias, permitindo que os espaços também sejam utilizados por pedestres e ciclistas. Aos poucos, bairros antes separados por trajetos demorados passam a contar com caminhos mais curtos para o trabalho, a escola, os serviços públicos e outras regiões da capital.

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Prefeitura de Caém instala Fórum Municipal de Educação para fortalecer o debate e o planejamento do ensino local

11 de julho de 2026, 09:19

Foto: Reprodução

Com o objetivo de promover o diálogo contínuo e a melhoria da qualidade do ensino no município, a Prefeitura de Caém, através da Secretaria Municipal de Educação, realizou o Encontro de Instalação do Fórum Municipal de Educação (FME). A solenidade reuniu representantes dos poderes Executivo e Legislativo, profissionais da educação, gestores escolares, estudantes, pais, conselhos, sindicatos, instituições de ensino e demais segmentos da sociedade civil.

O Fórum Municipal de Educação atua como um espaço democrático e permanente de discussão. Durante o encontro, foram debatidas estratégias para o acompanhamento e a implementação das metas estabelecidas no Plano Municipal de Educação (PME), além de preparar o terreno para a articulação de novas conferências e políticas educacionais.

O secretário municipal de Educação, Ronaldo Alves, destacou a relevância do momento para a gestão democrática na cidade. “A instalação deste fórum é um marco para a nossa educação. É aqui que vamos unir poder público e sociedade para planejar, avaliar e garantir que as diretrizes do nosso Plano Municipal de Educação (2027 -2037) sejam cumpridas com excelência, refletindo diretamente na sala de aula”, afirmou, destacando que a iniciativa reforça o compromisso da administração municipal em promover uma educação cada vez mais participativa, transparente e inclusiva para todos os estudantes caenenses.

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ACM Neto participa de evento bolsonarista em Guanambi

07 de julho de 2026, 13:09

Foto: Reprodução

O pré-candidato ao governo da Bahia ACM Neto participou de forma virtual de um evento bolsonarista em Guanambi. O evento foi promovido por apoiadores de Flávio Bolsonaro no município e região e teve a participação também do pré-candidato ao senado e ex-ministro do governo de Jair Bolsonaro, João Roma.

O encontro ocorreu na ExpoCenter na noite desta segunda (6) e foi organizado pelo irmão do deputado federal Arthur Maia, líder do PP/UB na Bahia, empresário Roberto Maia, ex-prefeito de Bom Jesus da Lapa.

A reunião contou com algumas poucas dezenas de apoiadores e líderes da direita na região.

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Formatura de 1.441 novos policiais militares fortalece segurança pública na Bahia

19 de junho de 2026, 12:23

Foto: Thuane Maria/GOVBA

A segurança pública da Bahia ganhou um importante reforço no combate à criminalidade e nas operações de resgate e emergências no estado com a formatura de 1.441 novos policiais militares e a entrega de equipamentos para a Polícia Militar, Polícia Civil e Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, realizadas pelo governador Jerônimo Rodrigues. Os atos aconteceram, na manhã desta sexta-feira (19), durante cerimônia realizada na Vila Militar do Bonfim, em Salvador.

‘Estamos formando 1.441 profissionais que depositam na ação da segurança pública uma inteligência capaz de encontrar saídas para resolver problemas”, afirmou o governador Jerônimo Rodrigues durante seu discurso na cerimônia de formatura.

Na solenidade, foram entregues três aeronaves multimissão para as forças policiais estaduais, sendo uma para Polícia Civil, uma para Polícia Militar e uma para o Corpo de Bombeiros Militar, em um investimento superior a R$ 101,5 milhões. Equipados para operações diurnas e noturnas, os helicópteros vão ampliar a cobertura aérea e permitir respostas mais rápidas a emergências em diferentes regiões da Bahia.

“As entregas de aeronaves e equipamentos reforçam ainda mais a capacidade de atuação das forças de segurança em todo o estado. Teremos três aeronaves que irão auxiliarão o policiamento no interior do estado, o pronto socorrismo e as ações de salvamento”, destacou o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner.

O Corpo de Bombeiros Militar da Bahia também ganhou reforço com a entrega de cinco viaturas Auto Bomba Tanque e Salvamento (ABTS), 14 motoaquáticas, seis botes salva vidas, além de kits para salvamento aquático, em investimentos de R$ 12,7 milhões. Os equipamentos vão acelerar o tempo de resposta da corporação em ações de busca, resgate e salvamento, beneficiando 14 municípios do estado.

“São equipamentos que melhoram a nossa resposta operacional e garantem mais segurança e melhores condições de trabalho para os bombeiros. É uma aquisição importante, que qualifica ainda mais o nosso parque de viaturas e equipamentos”, destacou o comandante-geral do Corpo de Bombeiros Militar da Bahia, coronel Aloísio Mascarenhas.

Curso de formação

O Curso de Formação de Soldados teve início em julho de 2025 e foi concluído em junho deste ano. Do total de formados, 1.246 são homens e 195 mulheres. “Os novos soldados ingressam, a partir de agora, no efetivo operacional da Polícia Militar e serão empregados diretamente no campo, reforçando as diversas unidades da corporação. É um efetivo bem formado e capacitado para servir cada vez melhor à sociedade.”, afirmou o comandante-geral da PMBA, coronel Antônio Carlos Silva Magalhães.

Realização de um sonho

Entre a emoção da formatura e a expectativa de iniciar uma nova etapa na carreira, os novos soldados celebraram a realização de um sonho construído com dedicação e muito esforço. Para a soldado Gisele Santos, a conquista representa a recompensa por cada renúncia e pelo compromisso assumido ao longo do curso. “Hoje é ver que todos os tijolinhos que construí dia após dia durante o curso valeram a pena, não só para mim, mas para todos os formandos”, comemorou.

Repórter: Leo Moreira/GOVBA

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Dia do orgulho autista: saiba os direitos dos alunos na escola

18 de junho de 2026, 10:31

Foto: Rosângela Cardoso/Arquivo pessoal

Na festa junina da escola na última semana, Lúcio, de 4 anos, se divertia, mas, em um momento seguinte, passou a reclamar do barulho da música. Por isso, resolveu não ficar mais no meio da roda. 

“As professoras respeitaram. Ficaram ao lado e seguraram a mão dele. Depois, ele voltou e continuou. Eu achei tão bonito”, diz a mãe, a esteticista Rosângela Cardoso, de 50 anos. Lúcio tem diagnóstico de transtorno do espectro autista. Ele frequenta o jardim de infância de uma escola pública no Distrito Federal. 

O menino tem esse diagnóstico assim como o irmão dele, João, de 11 anos.  Ambos gostam muito de ir para a escola. Rosângela entende que a cena na festa junina simboliza o que ela quer no ambiente escolar para os meninos: respeito e inclusão. Esses temas estão no centro das preocupações em dias de visibilidade como hoje (18), Dia do Orgulho Autista.

Legislação

Respeito e inclusão não são favores prestados por uma escola, seja pública ou privada, em qualquer nível educacional. Trata-se de obrigação prevista na legislação brasileira, conforme explica a advogada  Adriana Monteiro, de 50 anos. Ela é especializada na defesa de pessoas com deficiência.

Brasília (DF), 18/06/2026 – Advogada Adriana Monteiro com os filhos. Dia do orgulho autista: saiba os direitos dos alunos na escola
Foto: Adriana Monteiro/Arquivo pessoal
A advogada Adriana Monteiro, com os filhos, diz que respeito e inclusão são obrigações previstas na legislação – Foto Adriana Monteiro/Arquivo pessoal

Nem sempre essa foi a área de atenção dela. A advogada era especialista na defesa de mulheres vítimas de violência doméstica. Trocou, há duas décadas, de abnegação por uma missão de vida depois que os dois filhos (ambos hoje adultos, uma de 25 e o outro de 23) foram diagnosticados com autismo. 

“Eu descobri o quanto era difícil conseguir qualquer direito para uma pessoa com deficiência. E acabei migrando de área”, recorda. Ficou abismada depois que escolas em Brasília recusaram a matrícula da filha. Sentiu a dor do filho experimentar o bullying no lugar que deveria ser um ambiente de proteção. 

Para a advogada, o Brasil tem excelente legislação voltada para a inclusão de pessoas com deficiência.

“Acompanhamos de perto o nascer da Lei Brasileira de Inclusão, publicada em 2015. É robusta, mas ainda há ignorância sobre ela”, afirma. 

Além dessa legislação, a Lei Berenice Piana instituiu, na prática, uma política nacional de proteção dos direitos da pessoa com autismo e garantiu direitos ao considerar o transtorno uma “deficiência persistente”. 

Direito de exigir

A advogada Adriana Monteiro defende que as famílias precisam saber que têm o direito de exigir que a escola se comporte como uma rede de proteção.

 “As famílias têm o direito de cobrar que a criança tenha materiais, provas e avaliações adaptadas. Tudo precisa ser adaptado à forma de aprendizado que vai trazer maiores frutos pedagógicos”, explica.

Segundo ela, a escola tem a obrigação de fornecer material pedagógico, aulas adaptadas e profissionais, inclusive além do professor, para que as crianças possam contar dentro de sala de aula. “Tanto de mediação ou apoio para alimentação, ir ao banheiro e todo suporte emocional que essa criança precisa ter”. 

Adriana acrescentou que pessoas com autismo podem se desregular dentro de sala de aula e cometem atos que, às vezes, podem ser entendidos como atitudes que precisam ser repreendidas. “Mas há escolas que não fazem o dever de casa de saber como evitar as crises e de como preveni-las”.

Por isso, se torna importante que a unidade de ensino garanta a contratação de profissional que atue de forma individualizada com essa criança. “Todos nós, enquanto sociedade, somos responsáveis, por aquilo que acontece com essa pessoa, que é vulnerável”. Por isso, os custos devem ser divididos pela comunidade escolar. 

Outro direito é que nenhuma escola, pública ou privada, pode negar a matrícula a uma criança com deficiência, inclusive autismo, conforme está previsto no artigo 8º da Lei Brasileira de Inclusão. “A escola também não pode suspender, expulsar ou tomar medidas de não inclusão em razão da deficiência”, afirma a advogada. 

Espaços de denúncia

As queixas de eventuais violações podem ser denunciadas em uma delegacia de polícia, na Defensoria Pública ou no Ministério Público. Na história da família dela e de outras pessoas ouvidas pela Agência Brasil, foi comum a ocorrência de, depois que é identificado que o aluno a ser matriculado tem o espectro autista, a vaga “some”.

“A família não é obrigada a dar essa informação para a escola no ato da matrícula. Pode deixar para falar sobre isso depois que o aluno estiver matriculado”.

Também inspirada pela experiência em casa com o Pedro, hoje com 18 anos, a professora de química Joanna de Paoli se transformou em ativista e pesquisadora dos direitos da pessoa com autismo. Ela passou a capacitar professores para promoverem inclusão. “O que eu percebo é como a infraestrutura e a parte material de formação ainda seguem não condizentes com as necessidades com as realidades desses alunos”. 

A escola, um espaço público de direito de todos, ainda não traz, segundo ela, as condições de acesso para todos. “Os alunos que já estão na escola regular, ainda não têm as suas necessidades atendidas. Então, falta suporte”. 

Brasília (DF), 18/06/2026 –  Joanna de Paoli e o filho PedroDia do orgulho autista: saiba os direitos dos alunos na escola
Foto: Joanna de Paoli/Arquivo pessoal
Joanna de Paoli, com o filho Pedro, diz que escola ainda não traz condições de acesso para todos – Foto Joanna de Paoli/Arquivo pessoal

Segundo o que ela percebe e pesquisa, um desafio é que muitos alunos não alfabetizados ou com deficiência intelectual estão com dificuldades de serem incluídos nos anos finais da educação básica.

Adriana lembra que há carência de pedagogos alfabetizadores com especificidade nessas particularidades do desenvolvimento. “Como que eu vou incluir numa aula de física, de química, de biologia, um aluno que sequer está alfabetizado?”. Ela lamenta que a maior responsabilidade está nas costas dos professores, mas entende que falta a participação do Estado para formar equipes que realmente consigam atender a essas necessidades. Pior: há falta de continuidade nos trabalhos nas unidades públicas com a contratação de mais professores temporários e menos concursos, lamenta a professora Joanna de Paoli.

Depois da decepção

A administradora Patrícia Bonetti tem duas filhas com autismo (uma de 20 e outra de oito anos) e experimentou a decepção de ouvir da direção de uma escola privada em Brasília que a mais nova estava convidada a se retirar da unidade. “Ela falou que um colégio maior seria melhor para a Bianca a fim de poder correr mais. Eu já tinha feito a matrícula e comprado material escolar”. 

Ela também experimentou negativas. A mais velha chegou ao ensino superior e cursa relações internacionais. Segundo apontam as pesquisadoras no tema, as faculdades também devem prover os recursos de inclusão, como são obrigadas as escolas em qualquer nível. “A faculdade dela é um lugar muito acolhedor e ela está adorando”.

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Caém recebe pelo quarto ano consecutivo o Selo Transparência dos Festejos Juninos (FOTOS)

16 de junho de 2026, 15:41

Foto: Gervásio Lima

O município de Caém recebeu na manhã desta terça-feira (16), pelo quarto ano consecutivo, desde a sua implantação, o Selo de Transparência dos Festejos Juninos 2026. A certificação foi concedida pelo Ministério Público (MP) e órgãos de controle como o Tribunal de Contas do Estado (TCE) e o Tribunal de Contas dos Municípios (TCM), por a gestão municipal ter apresentado responsabilidade fiscal e transparência nos gastos com a tradiciobal festa de São Pedro, garantindo a correta aplicação do dinheiro público.

O selo foi criado para garantir que a realização de grandes festas não comprometa serviços básicos essenciais, como saúde e educação.

“São Pedro xom alegria rima com responsabilidade e transparência. Receber o Selo de Transparência nos Festejos Juninos é uma conquista de todos caenenses. Essa certificação, concedida pelos órgãos de controle, mostra que a nossa gestão trabalha de portas abertas. Assim, garantimos a valorização da nossa cultura, apoiamos os trabalhadores locais e permitimos que a população acompanhe todos os investimentos de perto. Em Caém, o dinheiro público é tratado com o zelo e o respeito que a nossa cidade merece”, destaca o prefeito Arnaldinho Oliveira.

A cerimônia oficial de entrega do selo aos gestores ocorreu na sede do Ministério Público da Bahia, em Salvador. O prefeito Arnaldinho esteve acompanhado com o líder do governo na Câmara, o vereador Pablo Piauhy.

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Atendimento precário de Atenção Primária à Saúde em Salvador sobrecarrega rede estadual de hospitais e clínicas

11 de junho de 2026, 16:10

Foto: Ascom/Sesab

Nos últimos três anos, o Governo da Bahia já investiu, somente em Salvador, mais R$ 600 milhões em 39 unidades de saúde (hospitais, policlínicas, maternidades, centros de referência e unidades de emergência), que integram o rol de práticas e ações da Atenção Especializada estadual. A rede funciona como extensão da Atenção Primária à Saúde (APS), responsabilidade da Prefeitura. Mas, de acordo com o Plano Municipal de Saúde de Salvador, lançado em março de 2026, a capital baiana é a pior em atenção básica – se comparada a Belo Horizonte, Recife e Fortaleza -, com cobertura de apenas 66,6% de APS, o que acarreta sobrecarga no sistema estadual de saúde.

Apesar dos esforços estaduais, Salvador, que recebe R$ 709 milhões por ano do Sistema Único de Saúde (SUS) para organizar toda a rede em nível municipal, apresenta deficiências significativas na gestão desses serviços. Atribuição do Executivo municipal, a APS é a etapa inicial de cuidado em um sistema de saúde, na qual as pessoas recebem a primeira assistência médica. Esta fase é crucial para a prevenção de doenças, diagnósticos, tratamentos e reabilitação de pacientes.

Ao longo dos três últimos anos, as duas policlínicas estaduais da capital baiana realizaram mais de 1,6 milhão de atendimentos e ocorreram 106 mil cirurgias eletivas e 278 mil atendimentos nas Feiras Saúde Mais Perto. Ao todo, são 21 Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) sob a gestão do estado em Salvador. Sobre saúde mental, o Plano Municipal de Saúde de Salvador aponta que a Prefeitura ficou quase 10 anos sem abrir um CAPS enquanto a taxa de suicídio dobrava e as tentativas cresciam quase 3.000%.

A secretária estadual da Saúde, Roberta Santana, chama a atenção para a gravidade da deficiência na cobertura da atenção básica de saúde em Salvador. “Quando a gestão municipal falha em garantir o básico — deixando a atenção primária abaixo dos 70%, a saúde bucal em 40% e uma cobertura de agentes comunitários de saúde que não chega a 30% —, ela está transferindo uma responsabilidade que é sua e pressionando os demais níveis de atenção à saúde. A ausência do cuidado preventivo na ponta faz com que o cidadão soteropolitano, sem assistência no posto de saúde do seu bairro, acabe agravando seu quadro clínico e batendo na porta dos hospitais estaduais”, frisa. Segundo o Plano de Saúde de Salvador, uma em cada 5 internações em Salvador poderia ser evitada com uma atenção primária eficaz.

O documento de análise aponta que Recife, cuja população é de 1,5 milhão de habitantes, tem o triplo de agentes comunitários de saúde que Salvador, cuja total de habitantes é de 2,56 milhões. “Enquanto o município falha na base, o Estado consolida Salvador como um polo de alta complexidade e assistência especializada. Em Salvador, o Governo no Estado entregou o Hospital 2 de Julho, o Hospital Ortopédico, o Octávio Mangabeira e o Mont Serrat, primeiro hospital de cuidados paliativos do Brasil. Ao todo são 16 hospitais estaduais em Salvador, além de 6 maternidades, 2 UPAs, 3 unidades de emergência e duas policlínicas”, destaca a secretária.

Porta de entrada

Salvador inspeciona pouco mais da metade dos imóveis contra a dengue — a meta federal é 80% — e, mesmo em áreas de alto risco, a capital da Bahia mantém infestação do mosquito da dengue 13 vezes acima do nível de alerta. A Prefeitura não conseguiu bloquear todos os focos de dengue após notificação de casos — 1 em cada 4 bloqueios não foi executado, revela o relatório municipal de saúde. “Mais da metade dos moradores de Salvador não tem acesso a dentista pelo SUS municipal — e a Prefeitura só promete resolver isso até 2029”, aponta o texto. O plano reconhece, ainda, queda na oferta regular de medicamentos para doenças crônicas na rede municipal.

Roberta Santana frisa que a atenção básica é a porta de entrada do SUS. A titular da pasta estadual de Saúde observa que, quando a APS não funciona adequadamente, toda a rede sofre as consequências. As filas aumentam, os hospitais ficam sobrecarregados e a população perde acesso a ações de prevenção e acompanhamento que poderiam evitar o agravamento de inúmeras doenças. “Ressalto que Salvador é município em gestão plena desde 2006. Pela Lei 8.080 de 1990 e pelo Pacto pela Saúde de 2006, o município é o gestor único do SUS na capital. Ele tem a obrigação de organizar, contratar e executar toda a rede, da tenção básica à alta complexidade”, atesta.

Fortaleza

Roberta Santana estabelece um comparativo entre o atendimento em APS em Salvador e em Fortaleza, cuja população, segundo o IBGE, é de 2,57 milhões de habitantes, pouco maior que na capital baiana. Apesar da semelhança quando se refere a dados populacionais, a diferença na estrutura municipal de saúde entre as duas capitais é expressiva e revela escolhas administrativas muito distintas ao longo dos últimos anos.

“Fortaleza construiu uma rede própria robusta, com dez hospitais e maternidades municipais, ampliando a capacidade de atendimento, reduzindo a pressão sobre outras esferas do SUS e facilitando acesso da população a serviços de saúde. A capital baiana conta com dois hospitais municipais, que funcionam apenas via regulação e uma maternidade inaugurada em março de 2026, número claramente insuficiente para uma cidade desse porte”, comenta a secretária estadual da Saúde.

Segundo ela, o que explica esse cenário são as prioridades adotadas pelas gestões municipais. “Enquanto outras capitais investiram de forma contínua na expansão da rede hospitalar própria, Salvador permaneceu durante décadas sem realizar investimentos compatíveis com o crescimento de sua demanda por serviços de saúde. O resultado é que boa parte da população acaba recorrendo às unidades estaduais, que absorvem uma demanda que deveria ser compartilhada de forma mais equilibrada com o município”, diz.

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Bahia reduz mortes violentas em mais de 20% de janeiro a maio de 2026

08 de junho de 2026, 11:36

Foto: Alberto Maraux/SSP

Entre janeiro e maio deste ano, a Polícia registrou uma queda de 20,3% dos crimes graves contra a vida (homicídio, latrocínio e lesão dolosa seguida de morte) em toda a Bahia. A capital baiana apresentou diminuição de 30,7%, enquanto Camaçari contabilizou queda de 41,8%, Feira de Santana fechou com redução de 12,9 e, em Juazeiro, as mortes violentas recuaram 49%. No Extremo Sul da Bahia, a Polícia registrou redução de 58,6% em Eunápolis e, na região do Médio Rio de Contas, diminuição de 28,6% no município de Jequié.

“A integração entre as Forças Policiais, atuando orientadas pela inteligência, garantido um combate permanente contra as facções, além das ações transversais do Programa Bahia Pela Paz foram fundamentais neste processo contínuo de diminuição das mortes violentas”, destacou o secretário da Segurança Pública, Marcelo Werner.

O Bahia pela Paz, Programa estratégico do Governo da Estado para prevenção e redução da violência letal, voltado a crianças, adolescentes e jovens, em situação de alta vulnerabilidade social, e suas famílias é uma das iniciativas que vem se consolidando e já tem contribuído para a queda dos índices de criminalidade.

Reduções de 100%

As cidades de Senhor do Bonfim, São Sebastião do Passé, Acajutiba, Nova Soure e Igrapiúna apresentaram reduções de 100% das mortes violentas entre janeiro e maio de 2026. Ações integradas das Forças Estaduais e Federais da Segurança Pública resultaram em zero crime letal nos municípios.

Outras cidades

Completam a lista das 30 cidades baianas com maiores quedas de mortes violentas em 2026: Dias D’Ávila, Paulo Afonso, Santo Amaro, Luís Eduardo Magalhães, Barreiras, Ibotirama, Camamu, Valença, Ilhéus, Candeias, Alcobaça, Cachoeira, Iaçu, São Félix do Coribe, Serra do Ramalho, Capim Grosso, Coaraci, Correntina e Serrinha.

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Um instante apaga uma vida!

28 de maio de 2026, 10:42

*Por Wagne Melkart –

Há milhares de anos o homem tem ocupado, habitado e organizado o meio, isso vem acontecendo desde o homem primitivo até o atual.

O ato de caminhar foi o meio de locomoção mais antigo e rudimentar que o homem desenvolveu. Depois disso, algumas invenções permitiram o deslocamento mais fácil e rápido, como a roda, trenó, canoa etc. Desde o início da história, os veículos destinavam-se apenas ao transporte de bens, depois passaram a ser usados para transportar o homem e seus pertences, e, por último, foram desenvolvidos os veículos para transporte exclusivos de pessoas.

Inventamos e modernizamos os veículos para melhoria das nossas locomoções, hoje vamos mais longe e de maneira mais confortável, percursos que antes eram demorados e afadigados, são viajados em curto espaço de tempo e com o mínimo de esforço. Tudo deveria cooperar para o sucesso dos meios de transportes dos nossos dias, concorda comigo? Deveria.

Em um instante, essa história de sucesso, conforto, status, aventura, adrenalina, velocidade… PÁ, PONTO FINAL. Acabou, por um instante tudo isso que existia, é passado. O que fica? Saudade, tristeza, agonia, infelizmente não aprendemos com os nossos próprios erros, muito menos com os erros dos outros, se pudéssemos aprender, a cada dia teríamos menos sinistros, mortes, mutilações, vítimas e culpados. O homem é o Lobo do próprio homem.

Por ano são milhares de vidas que se apagam no trânsito do nosso Brasil que já padece de tantos males, educação, saúde, segurança, corrupção, entre outras mazelas que deveríamos ter vergonha de sermos o país campeão dessas modalidades.

Parafraseando Francisco do Espírito Santo, quando em sua narrativa afirmou. “Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode recomeçar agora e fazer um novo fim”.
No trânsito, enxergar o outro e respeitá-lo é salvar vidas.

*Advogado especialista em gestão, educação e segurança do trânsito.

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