Lista Principal

Mais de 5 bilhões de pessoas usam aparelho celular, revela pesquisa

09 de setembro de 2019, 07:45

Foto: Reprodução

O número equivale a cerca de 67% da população mundial.

Em todo o planeta, 5,1 bilhões de pessoas usam algum tipo de aparelho celular. O dado está no relatório a Economia Móvel 2019, da GSMA, empresa de análise que edita anualmente uma publicação reunindo informações sobre essa tecnologia e o ecossistema móvel no planeta. O número equivale a cerca de 67% da população mundial.

Se por um lado a penetração desses dispositivos é alta, por outro o crescimento tem desacelerado e deve ficar na taxa de 1,9% pelos próximos anos. A estimativa é que até 2025 o número de pessoas com esse tipo de serviço aumente em 710 milhões, chegando a 5,8 bilhões. Pelas previsões da consultoria, este total deve equivaler a 71% da população.

O crescimento da base de assinantes deve vir sobretudo da Ásia (cerca de metade dos novos usuários) e da África subsaariana (cerca de 25%). A projeção é que um contingente de cerca de 30% de todo o planeta deve permanecer sem condições de fazer uso deste produto nos próximos anos.

No recorte por região, com o maior percentual de celulares está a Europa, com 85%. Em seguida vêm Comunidade dos Estados Independentes (80%), América do Norte (83%), América Latina (67%), Ásia e Pacífico (66%), Oriente Médio e Norte da África (64%) e África Subsaariana (45%). A variação da penetração dos celulares evidencia a persistência de desigualdades regionais no acesso a essa tecnologia.

Já o total de pessoas acessando a Internet pelo celular ficou em 3,6 bilhões em 2018. O número corresponde a 4,7% dos habitantes do planeta. A expectativa é que o número de usuários de Internet móvel cresça por volta de 5% ao ano, incluindo 1,4 bilhão de novos usuários e chegando a 5 bilhões em 2025, o que deve corresponder a 60% da população mundial neste ano.

Os smartphones devem puxar esse crescimento. Em 2018, eles eram 60% dos dispositivos móveis em funcionamento. Em 2025, a estimativa da GSMA é que representem 80% do total da base de aparelhos celulares. Neste ano, o Brasil deve ter 204 milhões de smartphones.

Segundo a GSMA, a economia móvel gerou em contribuições para o conjunto da economia 2018 US$ 3,9 trilhões (cerca de R$ 15,8 trilhões). O montante equivale a mais de duas vezes o Produto Interno Bruto do Brasil em 2018, que ficou em R$ 6,8 trilhões. O valor é correspondente a 4,6% do PIB global.

Até 2023, a estimativa da GSMA é que essa participação oscile e chegue a 4,8% da riqueza produzida no planeta. Pelos cálculos da consultoria, esta economia gerou 14 milhões de empregos diretos e outros 17 milhões de indiretos.

O ano de 2018 marcou a hegemonia do 4G, que se tornou o principal padrão de conexões de dispositivos móveis no mundo, chegando a 3,4 bilhões, o equivalente a 43% do total. Do conjunto da base, 29% eram de conexões 2G e 28%, de 3G. Em 2025, a projeção da GSMA aponta que o 4G deve estar em 60% dos serviços.

De acordo com o relatório, o 5G, o novo paradigma tecnológico dos serviços móveis, tornou-se “uma realidade”. No ano passado, o novo padrão foi lançado nos Estados Unidos e na Coreia do Sul. Em 2019, a previsão é que ele passe a ser ofertado em 16 novos países. A expectativa da GSMA é que em 2025 haja 1,4 bilhão de conexões, cerca de 15% da base total.

A implantação do 5G deve gerar, ainda conforme a entidade, US$ 2,2 trilhões (cerca de R$ 8,9 trilhões) na economia global nos próximos 15 anos. Em 2025, a projeção é que a adoção esteja mais avançada na Coreia do Sul, no Japão, nos Estados Unidos e na China.

Leia mais...

Eleição para a escolha o DM do PT de Jacobina é marcada por boicote de filiados

08 de setembro de 2019, 18:00

Foto: Gervásio Lima

As eleições para escolha das chapas que comporão os diretórios nacionais, estaduais e municipais do Partido dos Trabalhadores (PT) acontecerão neste domingo (08). Nacionalmente, noves chapas concorrem ao diretório nacional do PT. As eleições ocorreram em mais de 4 mil municípios de todo o país. Os filiados de cada município votam nos próprios municípios.

Em Jacobina, depois de a chapa capitaneada pelo ex-deputado federal Amauri Teixeira entrar com recurso pedindo a impugnação da candidatura de sua opositora no processo eleitoral, Kátia Alves, o Processo de Eleição Direta (PED) do PT municipal foi marcado com a ausência de filiados.

Conforme informações, orientados pela coordenação da ‘Chapa Muda PT’, filiados não compareceram ao local de votação, na sede do Sindicato dos Bancários de Jacobina e Região, como forma de repúdio à condução do processo eleitoral pela diretoria da agremiação.

O Notícia Limpa teve informações exclusivas de que um grupo de militantes históricos do PT e Jacobina pode solicitar desfiliação em massa do partido para protestar contra o que consideram ‘irresponsabilidade e atos antidemocráticos de dos que se dizem companheiros’.

Veja abaixo, nota pública divulgada pela chapa ‘Muda PT’, que decidiu não participar do PED neste domingo (8):


Nota Pública da Chapa Muda PT – 640

Diante da indefinição do Processo de Eleição Direta (PED), do Diretório Municipal do Partido dos trabalhadores de Jacobina, a a Chapa Muda PT – 640, liderada por Kátia Alves resolveu não participar do processo eleitoral que ocorre neste domingo (8), pois não tinha a garantia do nome da chapa na cédula de votação, principalmente após as declarações do ex-deputado Amauri Teixeira que lidera a tentativa de impugnação da chapa Muda PT na entrevista que concedeu ao programa de rádio da Jacobina FM. Mesmo tendo conhecimento da decisão do Diretório Nacional do PT que reverteu a tentativa de impugnar a Chapa Muda PT o ex-deputado declarou que só existia uma chapa na disputa e que desconhecia a veracidade do documento. Durante a entrevista consultou no ar o sistema em que só aparecia a chapa dele, mesmo tendo conhecimento das dificuldades que o DM estava enfrentando, em todo pais, com excesso de carga no sistema eletrônico. Nossa chapa só apareceu no sistema no sábado, como era previsto, véspera da eleição.

Desde a criação da comissão eleitoral, composta exclusivamente com três membros da chapa Resistência Payaya, sem garantia de participação de todas as correntes envolvidas no processo, declarações falsas que convocou reunião para propor unificação, entrevistas desconhecendo a existência da chapa muda PT, a retirada de Katia Alves da disputa, a tentativa de impugnação da chapa, sucessivas declarações desacreditando a participação da chapa no processo eleitoral demonstram o caráter antidemocrático e tentativa de dirigir o partido com o grupo único, pois a composição do diretório é proporcional.

Diante deste quadro conturbado resolvemos judicializar a eleição. Tivemos uma liminar negada pela justiça eleitoral, solicitando o adiamento da eleição para garantir a equidade na disputada. Neste mesmo processo o presidente do diretório municipal, Antônio Naves foi notificado e teve o prazo de dez dias para apresentar defesa, pois já nos adiantamos no pedido de anulação da eleição e devemos impetrar outras ações que garantam nosso direito de participação.

Mesmo nesta conjuntura lembramos que todos nós caminhamos na mesma estrada. Principalmente neste momento onde as conquistas sociais de nossas lutas e do nosso governo estão sendo eliminadas e Lula está preso por condutas corruptas de um promotor e de um juiz que virou ministro do governo que ajudou a eleger. Lamentamos que novas lideranças que chegam no PT esteja vivenciando este ambiente de discórdia que por vezes provocam uma adversidade que sobrepõe uma disputa interna que é muito saudável, pois se não fosse desta forma seria como em outros partidos na base da intervenção ou o mandatismo do chefe político.

Repudiamos aqueles que ficam torcendo para que companheiros abandonem o partido para ficarem sozinhos mesmo que isolados e inertes. Não concordamos com as declarações do ex-deputado Amauri Teixeira na sua última entrevista a quem sempre estivemos apoiando nas eleições recentes e deveria ser o agregador das forças internas do partido pela liderança que exerce. Não gostaríamos de alargar esta disputa, pelas vias judiciais que pode perpetuar por muitos meses, mas entendemos que somos uma força que quer contribuir com o partido e não aceitamos ser alijados desta forma que consideramos fora das regras do jogo político da disputa do PED 2019.

Assinam os membros da Chapa Muda PT = 640

Leia mais...

O que a foto “altamente confidencial” do Irã tuitada por Trump revela sobre o poder de espionagem dos EUA

08 de setembro de 2019, 11:04

Foto: TWITTER @DONALDTRUMP

Uma imagem de satélite publicada no Twitter se tornou mais uma fonte de polêmicas envolvendo o presidente americano Donald Trump.

Para especialistas em inteligência militar, a fotografia pode esconder informações secretas que não aparecem de forma explícita na imagem.

Supostamente registrada por um satélite espião de Washington, a foto mostra, segundo Trump, uma plataforma de lançamento espacial iraniana. Mas seu alto nível de detalhes sugere que a imagem seria, na verdade, um arquivo classificado como “altamente confidencial”, segundo a avaliação de especialistas militares e em proliferação de armas nucleares.

Afinal, qual seria a intenção do presidente dos EUA ao publicar a foto? Trata-se de um erro de estratégia ou é possível interpretá-la como uma mensagem de poder para o resto do mundo?

A origem da polêmica

A imagem polêmica foi publicada em 30 de agosto. Na véspera, a imprensa dos EUA havia divulgado reportagens sobre uma explosão ouvida no Irã durante o lançamento do satélite Nahid 1, após tentativas fracassadas de disparo no início do ano.

Imagem de satélite registrada pela Maxar Technologies em 29 de agosto mostra momentos seguintes a uma explosão no Centro Espacial Nacional Imán Jomeini, ao sul de Teerã

Mas antes que o Irã se pronunciasse sobre o caso, o presidente americano se adiantou em confirmar o suposto lançamento, ao mesmo tempo em que descartava sua participação no processo.

“Os EUA não estiveram ligados ao catastrófico acidente durante os preparativos finais para o lançamento do Safir SLV no Centro 1 de lançamentos de Semnán, no Irã”, tuitou Trump.

“Desejo ao Irã boa sorte para descobrir o que aconteceu no Centro 1”, prosseguiu o americano, junto à imagem que supostamente mostra uma explosão em uma plataforma de lançamento espacial iraniana.

Horas depois, no entanto, o Irã negou a informação e mostrou imagens de seu satélite, ainda em terra firme, no seu Centro de Pesquisas Espaciais.

“Eu e Nahid 1 agora mesmo. Bom dia, Donald Trump”, tuitou com ironia o ministro iraniano de Comunicações, Mohamad Yavad Azarí Yahromí, com uma selfie junto ao satélite.

O ministro disse “não ter ideia” da origem das declarações de Trump e assegurou que o Nahid 1 seria colocado em órbita durante o mês de setembro.

Os EUA afirmam que por trás destes lançamentos se esconde um plano de Teerã para desenvolver mísseis balísticos com capacidade de carregar ogivas nucleares. O Irã nega e insiste que seus projetos são civís, não militares.

Alta resolução

Mas o mais novo atrito entre falas de Washington e Teerã não foi a principal notícia neste caso.

O alto grau de detalhe da foto publicada por Trump supreendeu especialistas, que concluem que a origem da imagem não poderia corresponder a um satélite comercial, mas sim a um documento de informação militar classificada.

“É tão nítida e tem resolução tão alta que não creio que possa ter vindo de um satélite”, disse a subdiretora da Rede Nuclear Aberta de Viena, Melissa Hanham, à rádio americana NPR.

Muitos analistas destacam que desconheciam o nível de precisão que o exército dos EUA é capaz de captar desde o espaço, dado que imagens deste tipo que foram desclassificadas por presidentes no passado sempre foram pixeladas para evitar revelar além do necessário.

Nunca antes um presidente americano havia mostrado uma imagem de satélite de informação classificada do governo com tantos detalhes e nitidez, como fez Trump pelo Twitter

Mas com seu tuíte, Trump também parecia querer enviar uma mensagem clara ao Irã (e ao mundo) sobre o poder extremo de vigilância que seu país tem sobre os segredos dos demais.

“Está dizendo que estamos vigiando atentamente e que estamos atuando com moderação, mas que se quiséssemos fazer mais, poderíamos”, disse à NPR Rebeccah Heinrich, especialista em segurança do Instituto Hudson da Pensilvania.

Outro especialista com experiência ampla em satélites consultado pela rádio concorda que a foto traga uma advertência velada de Trump.

“Sim, há claramente mais detalhes, mas não muita informação útil além das que estão nas melhores imagens comeciais”, disse a fonte, que preferiu não ser identificada.

Informação para outros países

Um grupo independente de observadores de satélites afirma que conseguiu descobrir quem é o responsável por captar a imagem.

Eles teriam chegado à resposta combinando a inclinação da plataforma de lançamento na imagem tuitada por Trump e analisando a posição das sombras na foto, junto a outros elementos.

Segundo os analistas, trata-se do USA 224, um dos satélites espiões de reconhecimento ótico de alta confidencialidade mais avançados dos EUA, sobre o qual há poucas informações públicas.

“É basicamente um telescópio muito grande, não muito diferente do Hubble. Mas em vez de apontar para estrelas, este mira a superfície da Terra para criar imagens ultradetalhadas”, explicou ao MPR News o astrônomo Marco Langbroek, um dos responsáveis pela pesquisa.

Especialistas concordam que este grupo de observadores não deverá ser o único a usar a foto de Trump para aprender mais sobre o USA 224 e os sistemas de espionagem satelital de Washington.

“Nossos adversários, Rússia, China, Coreia do Norte, Irã, Síria e outros analisarão o mesmo para entender quão boas são as nossas capacidades”, disse à NPR Bruce Klingner, ex-membro da CIA e colaborador da conservadora Fundação Heritage de Washington.

Para o correspondente de Assuntos Diplomáticos da BBC, Jonathan Marcus, “é assombroso que um presidente dos EUA ofereça a todos os inimigos de Washington uma visão tão pública de suas extraordinárias capacidades de captação de informação”.

As tensões entre EUA e Irã tem aumentado nos últimos meses

Por isso, analistas destacam que a suposta advertência que Trump desejaria enviar ao Irã com seu tuíte não compensaria no fim das contas a quantidade de informações militares confidenciais que o mandatário pode ter exposto.

“Num paralelo com o xadrêz, Trump sacrificou um bispo por um peão ou menos”, comparou Steven Aftergood, da Federação de Cientistas dos EUA.

Trump cometeu um delito?

Outra das perguntas mais repetidas após o tuíte é se, com a publicação da imagem, Trump estaria revelando segedos de segurança de alto nível – o que é considerado crime nos EUA.

O certo é que o presidente do país é a única pessoa com autorização para divulgar informações confidenciais quando achar conveniente.

“O sistema de classificação para informações de segurança nacional não se baseia em uma lei. Ele vem da própria condição do presidente como comandante principal das Forças Armadas”, disse Aftergood à NPR.

“Portanto, ele tem a autoridade de decidir unilateralmente o que se revelará, o que será desclassificado e o que não será”, continuou.

Outros líderes dos EUA usaram essa faca de dois gumes no passado ao desclassificar material sensível de forma deliberada para alertar adversários sobre seu poderio militar.

O ex-presidente Bill Clinton fez isso com imagens de satélite durante a guerra dos Balcãs nos anos 1990. Em 2003, o ex-secretário de Estado Colin Powell desclassificou imagens aéreas do Iraque após o início do confronto.

Em nenhum destes casos, no entanto, foram divulgadas imagens com o grau de nitidez e detalhe das tuitadas por Trump na semana passada.

“Desejo o melhor ao Irã. Eles tiveram um problema bem grande. Nós tínhamos uma foto e a divulguei, tenho o direito de fazê-lo. Já veremos o que acontece”, disse Trump em meio à polêmica.

Leia mais...

Novo secretário de cultura é economista e nunca atuou no setor cultural

07 de setembro de 2019, 09:18

Foto: Reprodução

Formado em economia e com MBA em Finanças Corporativas, Ricardo Braga fez carreira no mercado financeiro, em bancos e corretoras.

O novo secretário especial da cultura do Ministério da Cidadania, Ricardo Braga, 50, é um economista paulistano que nunca atuou no setor cultural. Ele foi nomeado pelo presidente Jair Bolsonaro nesta quarta-feira (4).

Formado em economia e com MBA em Finanças Corporativas, Braga fez carreira no mercado financeiro, em bancos e corretoras. Foi superintendente de operações do Banco Votorantim e deixou o cargo de diretor de investimentos do Andbank Brasil, um banco de investimentos europeu que opera no país desde 2011, para assumir o posto na secretaria.Segundo interlocutores que acompanham o caso relataram à reportagem, Braga foi indicado diretamente por Bolsonaro, sem consulta ao ministério comandado por Osmar Terra. Sua nomeação foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União. 

Em nota, na noite desta quinta-feira (5), Terra afirmou que a indicação de Braga “corresponde às necessidades da pasta em imprimir um maior dinamismo e eficiência” aos projetos da secretaria, “conforme também desejava o presidente da República, Jair Bolsonaro”.

Braga deve ter sua primeira reunião com o ministro nesta segunda-feira (9). Ele substituirá Henrique Pires, que deixou o cargo no final de agosto por não admitir que o governo imponha “filtros” na cultura (desde então, José Paulo Soares Martins estava no posto como interino).

A decisão de Pires de sair da secretaria ocorreu pouco depois da suspensão de um edital com projetos LGBT para TVs públicas.Na ocasião, ele disse à reportagem que aquele era apenas a “gota d’água” de uma série de tentativas do governo de impor censura a atividades culturais, e que há há oito meses vinha tentando contornar diversas tentativas de cerceamento à liberdade de expressão.

Segundo o agora ex-secretário, esses filtros estão se propagando pelo governo e as pessoas estão chamando censura “por outro nome”.  “Ficou muito claro que eu estou desafinado com ele [Terra] e com o presidente sobre liberdade de expressão”, disse o então secretário. “Eu não admito que a cultura possa ter filtros, então, como estou desafinado, saio eu”, afirmou Pires, à época.

Leia mais...

DNA sugere que ‘monstro’ do Lago Ness pode ser enguia gigante

07 de setembro de 2019, 09:12

Foto: Reprodução

Um cientista decidiu provar que a famosa lenda dos Estados Unidos pode ser apenas um equívoco.

Um cientista que coletou amostras de água do Lago Ness, na Escócia, para fazer testes de DNA sugere que o lendário monstro do lago pode ser uma enguia gigante. Durante uma entrevista coletiva nesta quinta-feira, 5, Neil Gemmell, líder da investigação, disse que o projeto iniciado no ano passado encontrou uma quantidade surpreendentemente alta de DNA de enguia na água.

O pesquisador da Universidade de Otago, na Nova Zelândia, alertou que não está claro se isso indica uma enguia gigantesca ou apenas muitas pequenas. No entanto, ele afirmou que a ideia de uma enguia gigante é pelo menos plausível.

Nas amostras de DNA analisadas não foram encontradas evidências que amparem a ideia de que o monstro é um réptil antigo de pescoço comprido chamado plesiossauro.

No ano passado, antes de iniciar o projeto, Gemmell disse que não acredita no monstro do Lago Ness, mas queria levar as pessoas a uma aventura e contribuir para a ciência ao longo desse processo. “Eu penso que é improvável que haja um monstro, mas eu quero testar essa hipótese”, disse. “O que teremos é uma pesquisa muito legal da biodiversidade do Lago Ness”. O cientista disse que, mesmo que eles não encontrassem nenhum DNA de monstro, isso não deteria quem acredita na lenda. (Fonte: Associated Press).

Leia mais...

O caso da menina morta por mãe e padrasto após fazer xixi na cama que chocou o México

06 de setembro de 2019, 17:19

Foto: Frida Guerrera

Irritados porque foram acordados com o choro da menina de 4 anos, a mãe e o padrasto a espancaram até a morte.

O corpo de Lupita foi abandonado na avenida Bordo de Xochiaca, em Nezahualcóyotl, no México. Ela foi encontrada enrolada em um cobertor, vestida apenas com uma camiseta verde e meias vermelhas.

O caso da menina de “meias vermelhas”, como ficou conhecido na imprensa local, chocou o país em março de 2017.

Nesta semana, a mãe da criança, Yadira N., e o namorado dela, Pablo N., foram condenados a 88 anos de prisão por feminicídio.

A sentença, de acordo com os jornais locais, diz que o casal “foi considerado culpado pela morte da menina de 4 anos”, cujo corpo apresentava sinais de abuso, “várias lesões e não foi reivindicado por ninguém”.

O juiz também ordenou que a menina fosse registrada como Guadalupe Medina Pichardo, uma vez que aos 4 anos não tinha certidão de nascimento. Era chamada apenas de Lupita pela família.

Além disso, seus três irmãos receberão bolsas de estudo para que possam continuar estudando.

O trabalho da ativista de direitos humanos Frida Guerrera foi essencial para desvendar o crime.

Ao saber do ocorrido, ela se empenhou em identificar a vítima, que já havia sido sepultada, uma vez que o corpo não havia sido reivindicado por ninguém.

Meses depois, o corpo de Lupita foi identificado por suas tias Marina e Luz María, informou o site mexicano Animal Político.

Yadira e Pablo foram presos em 24 de dezembro de 2017.

De acordo com o Animal Político, nas primeiras declarações, ambos disseram que repreenderam a menina por fazer xixi na cama sem antes dizer a eles que precisava ir ao banheiro e porque continuava chorando, e teria sido Pablo quem a espancou até a morte. A Promotoria mexicana afirma ainda que ele estuprou a menina.

“‘Meias vermelhas’, você representa as crianças mexicanas com quem ninguém se importa, nem seus próprios pais, tampouco o governo ou a sociedade, que seguem te usando para satisfazer seu instinto de poder e maldade”, escreveu Frida Guerrera em seu blog após a sentença.

‘Ela não soube defender a filha’

Marina Pichardo, uma das tias da menina por parte de mãe, também atuou para manter o caso aberto.

“É uma sentença boa, mas não repara o que eles fizeram”, diz Marina à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.

“Fizeram justiça. Mas dói muito que minha irmã não tenha sabido defender a filha do parceiro, que era um homem muito violento”, acrescenta.

Ela conta que quando Lupita tinha 4 meses, sua mãe foi presa por roubo.

Naquela época, Marina cuidou da sobrinha. Mas quando Yadira saiu da prisão, a garota voltou para a casa da mãe.

“Eu disse que, se ela não conseguisse lidar com a menina, para deixá-la comigo e que ela poderia visitá-la. Mas ela me disse que iria mudar, que se comportaria direito, e a levou.”

Outras famílias também se ofereceram para cuidar da garota, mas ela não permitiu.

“Ele merece essa condenação. Ela também por não dizer nada, por não nos pedir ajuda”, avalia Marina.

O rosto e a voz de Lupita ficaram conhecidos em todo o país por causa de um vídeo gravado em dezembro de 2016, que foi divulgado após sua morte.

Nas imagens, ela aparece chegando sozinha na casa de estranhos e diz a eles que não comeu.

 

Leia mais...

Mulher de 74 anos dá à luz duas meninas gêmeas

06 de setembro de 2019, 14:47

Foto: Reprodução

Erramatti Mangayamma se tornou a mulher mais velha a dar à luz na história.

Aindiana Erramatti Mangayamma esperou quase 60 anos para ter um filho com marido. Agora, aos 74 anos, realizou o sonho e teve duas meninas gêmeas saudáveis, após uma fertilização in vitro.

O parto aconteceu esta quinta-feira, dia 5 de setembro. As bebês têm 2 kg cada uma e estão bem de saúde, assim como a mãe.

Com este feito, ela se tornou a mulher mais velha a dar à luz no mundo.

Até agora quem detinha este recorde era Daljinder Kaur, também natural da Índia que foi mãe em 2016, aos 70 anos.

Leia mais...

Jacobina: Após irregularidades, prefeitura assina TAC para proteger patrimônio histórico

06 de setembro de 2019, 10:30

Foto: Reprodução

A Prefeitura de Jacobina assinou dois Termos de Compromisso de Ajustamento de Conduta (TAC) proposto pelo Ministério Público da Bahia (MP-BA) com o objetivo de implementar uma política municipal de proteção ao patrimônio histórico e cultural.

De acordo com o Termo, a prefeitura se comprometeu a retirar, em 60 dias, um letreiro com o nome da cidade no entorno da Igreja da Missão, tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e combater a poluição visual por propagandas e publicidades ilegais por toda a cidade. 

“Organizadores de eventos e festas têm promovido publicidades indiscriminadas em vias públicas, em muros, e até mesmo em placas de sinalização de trânsito e turísticas, o que deve ser coibido, inclusive com a possível cassação de eventual alvará concedido ao evento”, disse o promotor de Justiça Pablo Almeida, autor do TAC.

Segundo o MP, o Município ainda se comprometeu, no prazo de 90 dias, a adotar as medidas necessárias para deflagrar processo legislativo através de apresentação de projeto de lei que contemple os diversos instrumentos e órgãos de defesa e promoção do patrimônio cultural, tais como registros, inventários, livro de tombo e gestão documental, entre outros. 

Também deverá ser instituída força-tarefa que será integrada pelas secretarias de Meio Ambiente e Tributos, no prazo de 90 dias, para o início de ações continuadas de fiscalização de todas as publicidades nas vias e logradouros e em locais expostos ao público; e adotadas todas as medidas administrativas para prevenir impactos aos núcleos históricos tombados ou não, que gozem de especial proteção, bem como no entorno de bens culturais protegidos, especialmente durante as festas.

Com informações da Ascom do MP-BA.

Leia mais...

Mulheres negras realizam primeira oficina de Rotas de Quilombolas da Chapada Norte

06 de setembro de 2019, 10:19

Foto: Ascom/RQCN

Ao som de vozes que ecoavam antigas canções, do toque do berimbau, do atabaque, do pandeiro, da ginga da capoeira e da energia das crianças, aconteceu no último domingo (01), no Quilombo Barra II, no município de Morro do Chapéu, a primeira oficina do projeto Rotas Quilombolas de Mulheres Negras da Chapada Norte. O evento promoveu o intercâmbio de experiências, a troca de saberes e o resgate de tradições culturais.

Os participantes foram recebidos com a benção e o abraço caloroso de Dona Maria Souza, matriarca do quilombo, que deu as boas vindas servindo um café da manhã recheado de sabores da culinária local.

Depois da acolhida aconteceu a oficina formativa, iniciando com uma reflexão sobre identidade, auto-afirmação e resistência das mulheres negras, por meio de apresentações e dinâmicas, mediadas por Camila Oliveira e Valber da Gama.

Partindo de um olhar interior, questionadas sobre como se veem, se reconhecem, e suas próprias histórias, sonhos e objetivos, as mulheres ajudaram a traçar uma rota pela história da humanidade, na perspectiva de reconhecer a participação das mulheres negrase o legado dos povos afros, que a história eurocêntrica oficial não registrou e da qual muitas vezes se apropria culturalmente.

Foram contadas histórias de mulheres negras regionais, anônimas, e outras conhecidas, mas pouco lembradas, que se destacaram em diversas áreas (na música, na política e na literatura) no Brasil e no mundo, que contribuíram e continuam na luta por direitos e resistência negra, dentre elas Carolina Maria de Jesus, Chiquinha Gonzaga, Sueli Carneiro, entre outras.

“Aqui aprendemos outra parte da história do nosso povo, muita coisa não nos contaram. Por que os livros da escola não destacam sobre os heróis e heroínas negras e sua cultura? Muito de nossa história foi alterada e esquecida”, disse a jovem Manuela Silva, quilombola de Barra II.

O encontro contou ainda com apresentação do grupo de Capoeira Raízes Baianas de Morro do Chapéu, oficina prática de dança afro com a professora de axé Edna Moreira, samba de roda com Mestre Badu do Quilombo Erê e Milton do Pandeiro do Barra II, declamação de poesia e hip hop com as crianças, dentre outras.

Para Dona Maria Dalva, vice-presidente da RQCN, a oficina foi um momento de trocas de conhecimento, empoderamento das mulheres, celebração e retorno a ancestralidade, importante para o fortalecimento das comunidades. “Agradecemos a comunidade que nos recebeu tão bem, aos que estiveram presentes e também aos que acompanharam pelas redes sociais. Vamos continuar nessa união, nessa luta por reconhecimento de nossos direitos e nossa história e se preparem para a segunda oficina que acontecerá no próximo dia 15 de setembro, no Quilombo de Coqueiros em Mirangaba”, convidou.

O projeto

Rotas Quilombolas de Mulheres Negras da Chapada Norte é um projeto promovido pela Secretaria de Igualdade Racial (Sepromi), do Governo da Bahia parceria com a Rede Quilombola Chapada Norte (RQCN), e apoio das entidades parceiras e tem como objetivo promover o protagonismo político e socioeconômico de mulheres negras, fortalecendo a rede solidária entre as comunidades tradicionais dos territórios de identidade do Estado..

 

Com informações da Ascom/RQCN

Leia mais...

Justiça anula operação de 2018 que teve Jaques Wagner como um dos alvos

06 de setembro de 2019, 08:34

Foto: Reprodução

Jaques Wagner foi alvo de uma investigação sobre a obra da Arena Fonte Nova, em Salvador.

O TRF-1 (Tribunal Regional Federal da 1ª Região) decidiu que a investigação sobre a obra da Arena Fonte Nova, em Salvador, não é competência da Justiça Federal, onde tramitava o caso.

Com isso, foram anuladas as ações da Operação Cartão Vermelho, que teve entre os alvos o hoje senador Jaques Wagner (PT-BA).

Após amplo debate, os desembargadores reconheceram que os recursos para a reforma do estádio vieram do estado da Bahia e não da União.

Por isso, o MPF (Ministério Público Federal) e a Polícia Federal teriam competência para conduzir o inquérito.

Na época, a PF apontou que o ex-governador da Bahia teria recebido R$ 82 milhões das empreiteiras OAS e Odebrecht pelo superfaturamento do contrato de reconstrução e gestão do estádio.

Leia mais...

Publicidade

VÍDEOS