Cura para Alzheimer pode estar nas células de gordura do corpo humano

21 de setembro de 2019, 11:03

(Foto: Alzheimer)

Um estudo com dez participaram, com uma média de 76 anos e a viver há cerca de seis anos com a doença foram administradas entre uma a oito doses de células estaminais do tecido adiposo autólogo (do próprio).

Os resultados de um ensaio clínico recente, realizado nos EUA, indicam que a administração de células do tecido adiposo em doentes com Alzheimer é capaz de atrasar o declínio nas capacidades cognitivas, característico desta doença.

No estudo participaram dez doentes, com uma média de 76 anos e a viver há cerca de seis anos com a doença, aos quais foram administradas entre uma a oito doses de células estaminais do tecido adiposo autólogo (do próprio), obtidas através de lipoaspiração.

Em vez da progressiva deterioração cognitiva que tipicamente se observa na doença de Alzheimer, os investigadores observaram, em oito doentes, uma estabilização ou mesmo melhoria nas capacidades cognitivas. Em três dos doentes notou-se, ainda, uma melhoria da performance nos testes de memória e nos níveis de proteína tau (uma das proteínas com papel fundamental na doença de Alzheimer). Para além disso, em dois doentes observou-se o aumento do volume do hipocampo – zona do cérebro relacionada com a memória – o que indica que houve crescimento da massa cerebral nesta região. Apenas dois doentes apresentaram complicações, que foram rapidamente resolvidas.

Estes resultados estão em concordância com um estudo anteriormente realizado em modelo animal, onde se demonstraram melhorias na capacidade de aprendizagem e memória nos ratinhos tratados com células estaminais do tecido adiposo, comparativamente aos não tratados, diminuição da proteína beta amiloide acumulada no cérebro e um aumento da formação de novos neurónios no hipocampo.

Agora, os investigadores planeiam avançar com um ensaio clínico de fase II, de forma a demonstrar, com maior robustez, a eficácia das células estaminais do tecido adiposo no tratamento da doença de Alzheimer.

Segundo Bruna Moreira, Investigadora no Departamento de I&D da Crioestaminal, “com o aumento da população em idade avançada, é cada vez mais importante a realização de estudos que permitam desenvolver terapias inovadoras para o tratamento da doença de Alzheimer”.

“Há, no entanto, um longo caminho a percorrer até que este tipo de terapia possa ser disponibilizado de forma abrangente, incluindo a realização de ensaios clínicos com maior número de doentes.”, acrescenta a investigadora.

A doença de Alzheimer é a principal causa de demência a nível mundial, estimando-se que haja mais de 28 milhões de pessoas a viver com esta doençaEm Portugal, pensa-se que atinja mais de 120 mil pessoas, número que poderá ascender a 200 mil já em 2037. A doença de Alzheimer é causada pela acumulação das proteínas tau e beta amiloide no cérebro, resultando na morte de células cerebrais e, consequentemente, em declínio cognitivo progressivo, atualmente irreversível. Os sintomas incluem perda de memória e alterações na capacidade de concentração e aprendizagem. Atualmente, os tratamentos disponíveis para gerir a doença são incapazes de impedir a sua progressão, visando fundamentalmente melhorar os sintomas. Desta forma, é de extrema importância encontrar soluções terapêuticas capazes de prevenir e tratar a doença de Alzheimer.

Como aumentar a imunidade rapidamente 

Para aumentar a imunidade rapidamente deixando o corpo mais forte no combate aos agentes agressores deve-se:

Adotar bons hábitos de saúde, realizando atividade física, dormindo adequadamente e evitando situações de estresse;

Evitar o cigarro ou estar exposto ao cigarro;

Expor-se ao sol diariamente, de preferência até as 10 horas da manhã e depois das 16 horas, sem protetor solar, para aumentar a produção de vitamina D no organismo;

Consumir alimentos saudáveis e manter uma dieta equilibrada, que inclua o consumo de frutas, verduras e legumes, de preferência orgânicos ou produzidos em casa sem agrotóxicos;

Evitar ao máximo fast food e alimentos industrializados e comidas congeladas como pizzas e lasanhas, por exemplo, pois contém substâncias que promovem a inflamação do organismo;

Evitar tomar remédios sem orientação médica;

Beber cerca de 2 litros de água mineral ou filtrada todos os dias. 

Além disso, caso tenha alguma doença causada por vírus, como gripe, por exemplo, é importante evitar frequentar lugares públicos fechados, como shopping, teatros e cinemas, além de ser importante lavar as mãos frequentemente com água e sabão, assim como evitar tocar os olhos, nariz e a boca com as mãos sujas. Dessa forma, é possível reduzir o risco de adquirir a doença e de haver o desenvolvimento de complicações, principalmente no caso da pessoa possuir o sistema imunológico mais fraco.

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