CULTURA

Apresentações musicais marcam o Dia de Santo Reis da comunidade de Coqueiro, em Mirangaba

06 de janeiro de 2026, 10:06

A comunidade quilombola de Coqueiro de Mirangaba realiza nesta terça-feira (6), a tradicional Festa de Santo Reis, um evento que marca o encerramento do ciclo natalino católico e reforça as tradições culturais e a identidade da comunidade. A celebração reúne manifestações de fé, reverência e festa, destacando a importância da data para os moradores local. 

A festividade, que tem origem na tradição cristã da visita dos Três Reis Magos ao menino Jesus, é um dos momentos mais importantes do ano para os quilombolas. A festa não é apenas um momento de folclore, mas uma expressão viva da resistência cultural e da preservação da memória coletiva, sendo um elemento agregador para o sentimento de pertencimento dos quilombos.

O evento, que deve se estender por todo o dia e noite, contará com a participação de moradores e visitantes, que poderão vivenciar de perto essa manifestação cultural tão rica e significativa na região. A Festa de Santo Reis na comunidade de Coqueiro é um exemplo de como essas práticas festivas são fundamentais para a manutenção das tradições e identidades locais na Bahia.

Além da parte religiosa, fazem parte da programação cultural, as apresentações do grupo de sambadores Pedro da Viola, Zé Beté e Valdir, durante a tarde e dos cantores Túlio Rocha, Brankinho e Rafinha – O bom de verdade, à noite.

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Jacobina reafirma protagonismo cultural no lançamento da ‘Antologia Poética Bardos Baianos – Piemonte da Diamantina’

21 de dezembro de 2025, 16:32

Foto: Reprodução

Lançamento virtual da Antologia Poética Bardos Baianos reúne 50 autores do Piemonte da Diamantina e celebra a força da poesia, da cultura e das belezas naturais do território.

Jacobina, cidade polo do Território de Identidade Piemonte da Diamantina, voltou a se afirmar como um dos grandes celeiros da poesia, da arte e da cultura baiana com o lançamento da ‘Antologia Poética Bardos Baianos – Piemonte da Diamantina’, realizado na noite deste sábado (20), em transmissão ao vivo pelo canal da Cogito Editora, no YouTube.

A obra reúne 50 poetas dos municípios do território e revela a riqueza da produção literária regional. Em meio à diversidade de vozes, estilos e linguagens, Jacobina se destaca não apenas pelo número de autores presentes na coletânea, mas, sobretudo, por sua trajetória histórica como referência cultural, artística e formadora de poetas.

Ao longo de toda a obra, a poesia também se apresenta como canto de exaltação às belezas naturais dos municípios do Piemonte da Diamantina, como Caém, Saúde, Miguel Calmon, Umburanas, Ourolândia, Várzea Nova, Mirangaba e Serrolândia. As serras, cachoeiras e paisagens que marcam a identidade da região atravessam os versos como símbolos de pertencimento, memória e ancestralidade, reforçando a relação profunda entre território e criação poética. Essa valorização do patrimônio natural já se anuncia desde a capa do livro, que traz uma imagem do fotógrafo Levi Santana.

Durante a live de lançamento, versos e prosa sensíveis se alternaram com poesias de cunho social e reivindicatório, compondo um mosaico poético que traduz as múltiplas realidades, belezas e desafios regional.

A noite foi abrilhantada com participação do cantor jacobinense Joa Sodré, estabelecendo um diálogo entre poesia e canção e ampliando a experiência estética do lançamento.

Um dos momentos mais emocionantes do evento foi a homenagem à poetisa jacobinense Minita Montenegro (in memoriam) cuja obra e trajetória deixaram marcas profundas na cena cultural local. A poetisa Cléo Medeiros declamou um poema em sua homenagem, seguida de falas emocionadas dos filhos da escritora, Edson, Nara Rúbia e Fabiano Montenegro, que compartilharam memórias sobre a relação da mãe com as pessoas, com a natureza e a ancestralidade indígena que permeava sua escrita, além de destacarem suas qualidades humanas e sensibilidade artística.

A antologia também presta homenagem à poetisa jacobinense Doracy Araújo Lemos, reafirmando o legado feminino na literatura local. A escritora Vera Jacobina, autora do texto alusivo à homenageada desta edição, integra esse conjunto de vozes que fortalecem a memória literária do Piemonte da Diamantina.

O lançamento da obra foi conduzido por Ivan de Almeida, editor da Cogito Editora e idealizador do projeto Bardos Baianos, ao lado da coordenadora territorial Lucilene Maciel e das articuladoras Anne Girassol e Vera Diórgenes. A mediação destacou o caráter coletivo da obra e a importância de valorizar os artistas do território a partir de suas próprias narrativas.

A coordenadora e poetisa Lucilene Maciel, destacou o caráter coletivo da obra e a importância da iniciativa para a valorização da poesia produzida no interior da Bahia.

“Foi uma noite memorável e de muita celebração, resultado de muita dedicação e de importantes parcerias. Coordenar um projeto como o Bardos Baianos é gratificante, porque ele mapeia e revela a diversidade poética da Bahia e amplia a divulgação da arte literária produzida nos territórios. Para mim, também foi um abrir de horizontes, pois foi nesse projeto que também fiz minha primeira publicação. Me encorajou, assim como os poetas que hoje integram essa antologia. Só tenho a parabenizar cada participante e agradecer a todos que colaboraram para que este lançamento acontecesse”, afirmou.

Entre os nomes presentes na antologia estão poetas já consagrados como João Bosco, Carlos Joel e Maicon Douglas e o cordelista Ismael Guedes, além de artistas que transitam entre diferentes linguagens, a exemplo de Aurivone Ferreira, cantora de coco e sambadeira, do artista plástico Cícero Matos e do próprio Joan Sodré. Uma diversidade que reafirma Jacobina como um polo cultural onde a poesia dialoga com a música, as artes visuais e as tradições populares.

“Mais do que um lançamento editorial, a Antologia Poética Bardos Baianos Piemonte da Diamantina representa um gesto político e cultural de valorização da arte produzida no interior da Bahia. Ao integrar a Coleção Bardos Baianos, que já reúne 800 poetas publicados em todo o estado, o território Piemonte da Diamantina reafirma sua potência criativa”, ressalta Anne Girassol.

Link da Live de lançamento: https://www.youtube.com/live/ZyrfNf0-Cw8

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Centenário de Frantz Fanon é celebrado em Salvador com presença de sua filha, Mireille Fanon Mendès-France

14 de novembro de 2025, 11:50

Foto: Divulgação

No mês de novembro, o Brasil receberá um ciclo de eventos em comemoração aos 100 anos de nascimento do intelectual e ativista Frantz Fanon. As celebrações ocorrerão no Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre, com a presença de Mireille Fanon Mendès-France, presidenta da Fundação Frantz Fanon e filha do homenageado. Ela estará acompanhada de Samia El Khalfaoui, fundadora da organização francesa SAVE (Stop aux Violences d’État / Acabe com as Violências de Estado) e integrante da coordenação da Marcha Nacional Francesa contra a Islamofobia.

Na capital baiana, duas principais atividades marcam a presença de Mireille Fanon. No dia 20 de novembro, Dia da Consciência Negra, ela participará da Marcha da Consciência Negra, que este ano homenageia os 100 anos de Frantz Fanon e os 90 anos de Lélia Gonzalez. A concentração está prevista para as 14h, no Campo Grande, em frente ao Teatro Castro Alves.

No dia 21, a partir das 12h, acontece o ato “Conferência Baiana de Celebração do Centenário de Frantz Fanon”, no Salão Nobre da Reitoria da UFBA, no bairro do Canela. O evento reunirá entidades do movimento negro e de direitos humanos, além de pesquisadores e acadêmicos que estudam o pensamento de Fanon, a decolonialidade e o panafricanismo.

A palestra magna será proferida por Mireille Fanon Mendès-France. A iniciativa é promovida por organizações, movimentos sociais e universidades, entre elas a Coordenação de Entidades Negras (Conen), Vida Brasil, Associação Brasileira de ONGs (ABONG), CAMP, Instituto de Direitos Humanos Econômicos e Sociais (IDHES), UFBA, UFRRJ e UFRGS, com apoio da Festa Literária das Periferias (FLUP) e da Secretaria de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais do Estado da Bahia (Sepromi). No dia 22, Mireille Fanon e Samia El Khalfaoui participarão de encontros com organizações da sociedade civil baiana e representantes do Governo do Estado da Bahia.

Quem foi Frantz Fanon

Frantz Fanon (1925–1961) foi um dos mais influentes pensadores do século XX. Nascido na Martinica, então colônia francesa no Caribe, Fanon destacou-se como psiquiatra, escritor e ativista anticolonial, tornando-se uma das principais referências do pensamento decolonial e panafricanista.

Sua primeira obra, “Pele Negra, Máscaras Brancas” (1952), analisa as complexas construções da identidade e da negritude nas sociedades coloniais. Já em “Os Condenados da Terra” (1961), Fanon aborda as dinâmicas da opressão colonial, defendendo a luta pela libertação dos povos subjugados.

Além de seu trabalho intelectual, Fanon atuou diretamente na luta pela independência da Argélia, tornando-se um símbolo da resistência anticolonial. Sua obra segue inspirando gerações em campos como a psicologia, a sociologia e os estudos pós-coloniais.

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Baiano da cidade de Jacobina coordena um dos maiores festivais internacionais de capoeira da Europa

13 de outubro de 2025, 13:26

Foto: Divulgação

O Grupo Internacional de Capoeira Jacobina Arte realizará mais uma edição de um dos maiores eventos afro-brasileiros realizado na Europa, o já tradicional Festival Internacional de Capoeira que será realizado entre os dias 6 e 9 de novembro, no Centro Esportivo da cidade de Thessaloniki, na Grécia, e contará com participações de capoeiristas brasileiros e de outros países como França, Alemanha, Croácia Budapeste, Viena, Hungria, África, Suíça, Holanda e Turquia.

Serão cinco dias de valorização da cultura afro-brasileira em comemoração ao aniversário de 25 anos do Grupo Internacional de Capoeira Jacobina Arte na Grécia. O evento cultural irá contar ainda com apresentações de sambas de roda, maculelê e forró.

O Jacobina Arte é um dos primeiros grupos brasileiros a ensinar a arte e a dança da capoeira na Europa. Atuando há 25 anos na Grécia, tem contribuido com a transformação e inclusão social com foco no fortalecimento da cultura negra por meio da prática da capoeira, levando a arte para o mundo.

Segundo o fundador do Jacobina Arte, o baiano da cidade que deu nome ao grupo, Marcos Paulo Almeida Brandão, o mestre Pitbull, o evento tem o objetivo de promover a cultura brasileira, fortalecer o intercâmbio cultural, divulgar a capoeira e seu papel social globalmente. “A realização do Festival Internacional de Capoeira é fundamental para que possamos aumentar os laços culturais entre Brasil e Grécia, sendo importante também na divulgação e no fortalecimento das raízes da capoeira, um patrimônio cultural do Brasil e tornando do mundo”, ressaltou o mestre Pitbull.

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Projeto “Formação para o Futuro da Cultura” oferece curso gratuito para artistas e agentes culturais de Jacobina e região

07 de outubro de 2025, 08:32

Foto: Divulgação

O projeto “Formação para o Futuro da Cultura”, produzido por Jeane Lemos e a Produtora Som & Arte, aprovado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura – PNAB (Lei nº 14.399/2022), do Ministério da Cultura | Governo Federal, vai oferecer formações gratuitas em gestão e produção cultural voltadas para artistas, produtores e agentes culturais de Jacobina e de todo o Território Piemonte da Diamantina.

A iniciativa tem como objetivo fortalecer a política cultural local por meio da capacitação técnica e prática na elaboração de projetos, gestão de recursos e prestação de contas, ampliando o acesso de fazedores de cultura aos mecanismos públicos de fomento.

Formação gratuita com turmas presenciais e online

O curso possui carga horária de 16 horas por turma, com atividades teóricas e práticas. Serão realizadas quatro turmas presenciais em Jacobina e três turmas online, garantindo o acesso de participantes de diferentes localidades.

As oficinas presenciais acontecerão, em Jacobina (BA), conforme o cronograma:

• 1ª Turma: 09, 10 e 11 de outubro Sesc Jacobina;

• 2ª Turma: 14, 15 e 16 de outubro no Auditório da Praça do CEU;

• 3ª Turma: 23, 24 e 25 de outubro  no Auditório da Praça do CEU;

• 4ª Turma: 06, 07 e 08 de novembro no Auditório da Praça do CEU.

As turmas online serão ofertadas entre  os dias 10, 11, 12 e 13 de Novembro com acesso gratuito mediante inscrição.

O programa será conduzido por uma equipe de profissionais com ampla experiência na área cultural:

• Jeane Lemos – coordenadora geral do projeto, produtora cultural e assistente social

Inscrições gratuitas

As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas pelo perfil oficial do projeto no Instagram: @futurodacultura

Realização: Jeane Lemos/ Produtora Som& Arte

Execução: com recursos do Ministério da Cultura | Governo Federal, por meio da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura – PNAB.

Apoio: Prefeitura Municipal de Jacobina

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Lula anuncia construção da Casa da Igualdade Racial da Bahia durante conferência nacional

16 de setembro de 2025, 10:37

Foto: Ricardo Stuckert / PR

O governo federal vai construir a Casa da Igualdade Racial da Bahia. O anúncio foi feito pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na noite de segunda-feira (15), durante a solenidade de abertura da V Conferência Nacional de Promoção da Igualdade Racial, que acontece até sexta-feira (19), em Brasília. O evento reúne representantes de todo o país que, ao longo da semana, vão debater a definição de políticas públicas para o setor.

A cerimônia de abertura contou com a presença das ministras da Igualdade Racial, Anielle Franco, e da Cultura, Margareth Menezes. Presente ao ato, a secretária estadual de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais, Ângela Guimarães, destacou a relevância histórica da conquista.

“A instalação da Casa da Igualdade Racial na Bahia é uma conquista muito importante e simboliza o compromisso do Governo Federal com o enfrentamento ao racismo e a promoção da equidade. Além disso, a retomada das conferências nacionais fortalece a participação social e abre espaço para que possamos avançar na construção de políticas públicas transformadoras para o nosso povo”, afirmou a secretária.

A proposta da Casa da Igualdade Racial é ser um espaço de convívio comunitário e de apoio especializado para a população negra, em sua diversidade, e para comunidades tradicionais, com o objetivo de promover a valorização da cultura afro-brasileira e o fortalecimento das relações sociais.

Além da Sepromi, a Bahia está representada na V Conapir por 116 delegados e delegadas, eleitos durante a IV Conferência Estadual de Promoção da Igualdade Racial, realizada em Salvador, entre os dias 20 e 22 de agosto.

Na cerimônia de abertura, a ministra Anielle Franco assinou protocolos de intenção para adesão ao Sinapir com Fortaleza (CE), Itabira (MG), Contagem (MG) e Pelotas (RS), além de anunciar Casas da Igualdade Racial nos estados do Ceará, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul.

“Queremos viver e viver sem medo da morte, apenas pensar na garantia de direitos. Queremos a vida. Essas vozes que estão aqui hoje precisam ser ouvidas e consideradas na hora de orientar as políticas desse país”, afirmou Marina Duarte, vice-presidenta do Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial (CNPIR).

Também participaram da solenidade a primeira-dama, Janja Lula da Silva; as ministras dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo; das Mulheres, Márcia Lopes; da Cultura, Margareth Menezes; do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva; e os ministros da Educação, Camilo Santana; do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho; da Secretaria-Geral da Presidência da República, Márcio Macêdo; do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira; e da Previdência Social, Wolney Queiroz.

Secom/BA

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Filme O Agente Secreto será o representante brasileiro no Oscar 2026

15 de setembro de 2025, 13:55

Foto: Victor Jucá/Divulgação

A Academia Brasileira de Cinema anunciou nesta segunda-feira (15) que o filme O Agente Secreto, de Kléber Mendonça Filho, será o representante brasileiro no Oscar 2026, na categoria Melhor Filme Internacional.  

Protagonizado pelo ator Wagner Moura, o filme é ambientado em 1977, durante a ditadura militar. O longa acompanha Marcelo, um professor de tecnologia que tenta recomeçar a vida no Recife, mas acaba mergulhado em um universo de espionagem e paranoia. 

O Agente Secreto, que ainda não estreou em circuito nacional, já levou vários prêmios internacionais, entre eles, o de Melhor Diretor, para Kleber Mendonça Filho, e de Melhor Ator, para Wagner Moura, no Festival de Cannes, uma das mais importantes premiações do cinema mundial. 

Passo a passo da disputa 

Ter sido escolhido como o representante brasileiro ao Oscar não significa que o filme já terá garantida uma indicação ao prêmio. 

Cada país indica um filme como seu representante para a disputa. A partir dessas indicações, o Oscar faz uma seleção dos filmes que, de fato, vão concorrer ao prêmio mais famoso do cinema mundial. A cerimônia que entregará as estatuetas do Oscar está marcada para acontecer somente no dia 15 de março de 2026. 

Os outros filmes que estavam na lista dos pré-selecionados eram Baby, de Marcelo Caetano; Kasa Branca, de Luciano Vidigal; Manas, de Marianna Brennand; O Último Azul, de Gabriel Mascaro e Oeste Outra Vez, de Erico Rassi. 

No início deste ano, o Brasil conquistou seu primeiro Oscar, com o filme Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, na categoria de Melhor Filme Internacional. 

Agência Brasil

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Lula sanciona leis de valorização do carnaval carioca e do Axé-Music

07 de agosto de 2025, 08:17

Foto: Reprodução TV Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta quarta-feira (6) dois projetos de lei que buscam valorizar festas e músicas brasileiras. O PL 1.730/2024 reconhece o carnaval do Rio de Janeiro como manifestação da cultura nacional. O PL 4.187/2024 institui 17 de fevereiro como Dia Nacional da Axé-Music, gênero musical nascido na Bahia.

Brasília (DF), 30/04/2025  - Reunião das comissões de Cultura e de Fiscalização Financeira e Controle,  da Câmara, para ouvir a ministra da Cultura, Margareth Menezes. Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Ministra da Cultura, Margareth Menezes. Foto – Lula Marques/Agência Brasil

“A cultura brasileira se destaca no mundo inteiro, é uma das culturas que mais influenciam outras culturas no mundo. E o carnaval tem esse lugar, esse momento de exposição de tudo isso. Para quem vive realmente de arte, de cultura, ele condensa todas as expressões, todas as profissões”, disse a ministra da Cultura, Margareth Menezes.

“Por isso é preciso garantir os orçamentos. Porque o orçamento que a gente recebe é menos de 1% do todo e o que se devolve é 3,11% do Produto Interno Bruto.”

A solenidade também contou com a presença da ministra de Secretaria de Relações Institucionais do Brasil Gleisi Hoffmann, do ministro do Turismo Celso Sabino, da ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, e da ministra de Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo. Parlamentares, prefeitos, artistas e representantes de blocos e escolas de samba também participaram do ato.

As origens do carnaval carioca remontam ao século XIX e tem como base histórica culturas afro-brasileiras. A relatora do projeto, a deputada federal Laura Carneiro (PSD/RJ), destacou o peso econômico da festa e a possibilidade de captação de mais recursos.

“É um projeto muito simples, mas todos nós sabemos da importância do carnaval do Rio. Não é só um espetáculo maravilhoso. É um ciclo da economia criativa, que funciona durante todo o ano”, disse a deputada. “Quando essa proteção legal é definida, estamos tratando de apoio institucional. De recursos e de fomento. Esse projeto é para dizer que agora o carnaval do Rio é uma manifestação cultural nacional. E, portanto, nós aguardamos ansiosos muitos recursos para a cidade.”

O Axé Music nasceu na Bahia nos anos 1980, fruto da fusão de ritmos como ijexá, samba, frevo, reggae e lambada. O gênero está presente em blocos afro e circuito de trios elétricos do carnaval baiano. A escolha do dia 17 de fevereiro como data oficial faz referência ao lançamento da música Fricote, de Luiz Caldas, considerada o marco inicial do gênero.

A deputada federal Lídice da Mata (PSB/BA), relatora do projeto sobre o Axé-Music, reforçou a diversidade cultural e musical que o gênero reúne. E também lembrou de como ele movimenta economicamente o país.

“O Axé se tornou um gênero, vem de um processo que traz influência de vários ritmos latino americanos. Tem o frevo, o maracatu, o samba-reggae, os batuques, e as vozes que transformaram esse carnaval em um símbolo do brasil”, disse a deputada.

“Carnaval é o momento em que cidade incorpora uma cadeia produtiva infinita. E é isso que esse dia vai trazer para o Brasil. É um grande vetor de desenvolvimento, com sustentabilidade ambiental e soluções inovadoras.”

Agência Brasil

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Truvão Sanfoneiro defende o resgate do verdadeiro forró e o diálogo do estilo com a juventude

09 de julho de 2025, 12:44

Foto: Gervásio Lima

“Forró pra mim tem que ter saudade, tem que ter chamego, tem que ter amor, forró pra mim tem que ter alegria, uma sanfona vadia no peito do tocador…” Este trecho de uma das suas composições demonstra o estilo e o que pensa um dos forrozeiros mais autênticos da Bahia, Jonilson Cerqueira, o ‘Truvão Sanfoneiro’.

Nascido na Fazenda Sítio, no município de Piritiba há sessenta e sete anos, o músico conterrâneo do saudoso cantor e compositor Wilson Aragão, que teve uma das suas músicas imortalizadas por Raul Seixas (Capim Guiné); recebeu a reportagem do Notícia Limpa em sua casa e em um bate papo descontraído falou da sua carreira e de suas inquietações com o atual cenário musical do país, principalmente do Nordeste.

Homem simples, de comportamento peculiar do nordestino que não esconde sua origem e que se orgulha das histórias do povo que tem como a labuta e suas tradições como meio de vida, Truvão conta que a sua orientação musical partiu da sua família materna há mais de quatro décadas e tem a música como guia dos caminhos que escolheu seguir. Formado em Administração de Empresas, foi gestor de projetos do Sebrae/Bahia e tem como sua segunda paixão, segundo o mesmo, a caprinovinocultura, a criação de bode; motivo inclusive para o seu também segundo apelido, ‘Bodeiro”.

O sanfoneiro não esconde a sua tristeza em ver o que chama de desconstrução musical, ao se referir aos novos ritmos que estão surgindo com a denominação de forró. Para ele a industrialização de artistas ‘pré-fabricados’, que surgem por temporada tem contaminado e ameaçado o verdadeiro estilo cantado por artistas consagrados como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Jakson do Pandeiro, Trio Nordestino, Sivuca, Marinês, entre outros, deseducando as crianças, destruindo a juventude e desrespeitando as famílias.

“Tudo que foi criado com muito carinho e muita competência está sendo destruído. A cultura está sendo mal interpretada. Muitos artistas sem arte têm surgido sem a mínima preocupação com a construção de valores e com a disseminação da verdadeira arte”, lamenta Truvão.

Outro assunto abordado pelo artista é a discrepância entre os valores pagos ao que chama de ‘modismo imediato’, com cachês que fogem da realidade.

Com relação ao gosto musical dos jovens, Truvão defende que o forró raiz pode dialogar com a juventude, mostrando que, como em outros estilos musicais, mas com um pouco mais de verdade, sutileza e empatia, é possível se identificar. “Cantamos a nossa fauna, a flora, a culinária, nossos saberes, nossas belezas, nossas dores, nossos amores. É preciso que a turma mais nova seja provocada a conhecer isso. A partir daí, a juventude entenderá que o forró é o pai do São João, a sanfona é a mãe e o sanfoneiro é o guardião da cultura nordestina, e acabará abraçando esses valores”, disse.

Emocionado, em um dos momentos da conversa, Truvão cantou a música de Wilson Aragão, ‘Saudade do meu São João’, como forma de homenageá-lo e agradecer a expressiva contribuição cultural do mesmo para a Bahia. E com exclusividade, apresentou a composição ‘A Pesadeira’, em parceria com Wilson.

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Escola gratuita para forrozeiros será inaugurada em Salvador

08 de julho de 2025, 13:44

Foto: IA Meta

A novidade foi divulgada pelo Folhapress, a Bahia ganhará a a primeira escola pública de forró tradicional, ou pé-de-serra. A escola funcionará no Pelourinho e irá se chamará Casa do Forró, onde funcionará também a sede da Associação Cultural Asa Branca dos Forrozeiros da Bahia.

A abertura está marcada para o dia 14 de julho.

A escola vai oferecer aulas práticas de sanfona, zabumba, triângulo e pandeiro, divididos entre turmas de acordeon e percussão. As aulas serão conduzidas por quatro professores, com foco na valorização do forró de raiz.

Apesar da gratuidade, a associação estimula que os alunos se tornem sócios e contribuam com uma mensalidade simbólica, usada para ajudar na manutenção do espaço.

A criação da escola foi viabilizada por uma emenda da deputada estadual Fátima Nunes (PT), também forrozeira e sertaneja. Os R$ 200 mil foram repassados via Secretaria Estadual de Cultura da Bahia e usados na compra de instrumentos, remuneração dos professores e contratação de pessoal para o funcionamento da sede.

A Associação Asa Branca foi criada em 2007, em Simões Filho, por um grupo de forrozeiros que temia ver o ritmo perder espaço.

Com informações do Folhapress/Notícias ao Minuto

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