POLÍTICA

PF planeja utilizar atiradores de elite para proteger campanha de Lula

21 de julho de 2022, 16:22

Foto: RICARDO STUCKERT

Em um esquema inédito em campanhas, a Polícia Federal planeja usar atiradores de elite, agentes infiltrados, coletes à prova de balas, carros blindados e equipe formada por pelo menos 50 policiais para proteger o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o período eleitoral.

Em uma escala de risco de 1 a 5 , foi definido que o petista está submetido ao maior nível de vulnerabilidade.

O plano de segurança foi montado levando em conta o cenário político do país, de acirramento da polarização e do aumento da violência política.

Episódios recentes, como a morte do petista Marcelo Arruda em Foz do Iguaçu durante sua festa de aniversário por um policial penal bolsonarista e ataques em atos da pré-campanha petista, como arremesso de material tóxico por drone em Uberlândia (MG) e uso de bomba caseira no Rio de Janeiro, também foram levados em conta.

A estratégia de proteção ao pré-candidato levará em conta as características de cada evento que Lula irá participar, tendo o modelo de segurança adaptado aos locais. Se for num teatro ou em numa casa de shows, por exemplo, terá um modo de atuação. Outra estratégia será empregada para ato em uma praça, uma área aberta ou uma caminhada de rua, como a que Lula fez em Salvador no início do mês.

É neste tipo de evento que a PF terá à disposição atiradores de elite. Os chamados snipers estarão posicionados em locais estratégicos para neutralizar eventuais alvos que investirem contra o candidato.

Atos públicos de Lula também terão agentes infiltrados da polícia, um clássico do trabalho de inteligência para monitorar pessoas com atitude suspeita. Lula também será orientado a usa colete à prova de balas, como já fez em evento na Cinelândia, no Rio de Janeiro. 

Antes mesmo de a equipe da PF passar a atuar integralmente, o petista tem utilizado carros blindados, escolta e a campanha passou a adotar revista com detector de metal nos atos públicos.

Policiais que trabalharam com a segurança da campanha de Dilma Rousseff em 2010 também contribuirão com a equipe de Lula, sugerindo dinâmicas adotadas na época. Entre elas a de que o contato direto com Lula seja feito sempre pelo mesmo grupo de policiais. 

Outro método usado em grandes eventos, como Copa do Mundo e Olimpíada, e deverá ser replicado agora é o de integração com as polícias. As superintendências da PF serão demandadas em todas as viagens e será solicitado às secretarias de segurança dos estados apoio das polícias militares, civis, Corpo de Bombeiros e de guardas de trânsito.

Os agentes também têm estudado episódios recentes de violência política fora do país, como o assassinato do ex-primeiro-ministro japonês Shinzo Abe, baleado enquanto fazia um discurso na rua. Ao estudar as imagens, os federais buscaram entender a dinâmica do crime e extrair aprendizados da ocorrência. 

Entre os profissionais que atuarão na operação, no entanto, há consenso de que o clima político entre 2010 e 2022 é incomparável. Na primeira eleição de Dilma, argumentam, havia uma disputa política tradicional, sem o contexto atual de violência motivada pela política.

A operação será chefiada pelo delegado Andrei Augusto Passos Rodrigues, responsável pela segurança de Dilma Rousseff na campanha de 2010. No governo da petista, Rodrigues foi secretário Extraordinário de Grandes Eventos e atuou na segurança da Copa do Mundo e da Olimpíada do Rio. O núcleo duro da equipe ficará em São Paulo, residência do candidato, e outra parte terá base em Brasília.

A segurança estará com Lula 24 horas por dia e o acompanhará em casa, nos hotéis e nas viagens de jatinho. A PF não irá interferir na agenda do candidato mas dará pitacos sobre trajetos de chegada, saída e percursos, apontando alternativas mais seguras e providenciando, por exemplo, cobertura de segurança com estacionamento onde não houver.

Uma equipe precursora irá vistoriar antecipadamente todos os locais por onde Lula passar, observando aspectos logísticos e de segurança. Também caberá a eles a interlocução com policiais dos estados que serão destacados para a segurança do candidato, com o objetivo de evitar vazamentos de detalhes sensíveis da agenda.

Todo esse planejamento é pensado para evitar que a campanha de 2022 repita episódios como a facada dada em Jair Bolsonaro, em setembro de 2018 em Juiz de Fora. No mesmo ano, a caravana de Lula sofreu ataque a tiros no Paraná.

Policiais que já conversaram com o ex-presidente sobre a complexidade do esquema de segurança afirmam que o petista, além de conhecer a dinâmica de segurança de dignitários, está consciente da gravidade do momento e da necessidade da adoção de cuidados, o que deve ajudar o trabalho dos agentes. 

Há consenso, no entanto, de que uma campanha presidencial não se faz sem contato com o público. O desafio dos agentes será controlar o ambiente e identificar todos os eleitores e militantes que chegarem ao perímetro mais próximo do ex-presidente.

A área de inteligência da PF tem mapeado locais que possam oferecer mais risco a determinado presidenciável. A equipe de Lula, no entanto, aponta que irá trabalhar com preocupação permanente, não descartando possibilidade de ataques inclusive nos estados onde o ex-presidente tem mais aprovação.

Agência O Globo

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Caém: Vereador acusado de agredir ex-esposa falta, e não justifica, à primeira sessão ordinária após denúncia

14 de julho de 2022, 15:17

Foto: Notícia Limpa

A Câmara de Caém realizou na manhã desta quinta-feira (14), a primeira sessão ordinária do segundo semestre. A volta aos trabalhos foi antecipada depois de um pedido da Comissão Especial de Ética, Disciplina e Decoro Parlamentar formada para investigar as denúncias contra o vereador Joelson Silva Santos, o Jó de Mô, acusado de agredir fisicamente sua ex-esposa na madrugada do último dia 25 de junho. (Veja aqui)

O presidente da Câmara, Pablo Piahuy, justificou a antecipação do retorno do exercício parlamentar apresentando trechos do Regimento Interno e do Código de Ética do Legislativo Municipal.

Pablo criticou a ausência de Jó de Mô à sessão, mesmo tendo sido informado com antecedência, e um ofício enviado pelo mesmo questionando o encerramento do recesso parlamentar. Segundo Pablo, não é justo, nem correto, nem só com a vítima, mas com toda a sociedade caenense a falta de um pronunciamento por parte do acusado.

“Nossa obrigação é voltar aos trabalhos e apurar os fatos. Não é justo estarmos de férias, de recesso, enquando a sociedade caenense, a Bahia e o Brasil, busca respostas. Que tipo de representantes seríamos, se itvésemos em nossas casas e sem atuar, esperando até o mês de agosto, diante de um fato de tão grande repercussão e comoção? É nossa obrigação voltar aos trabalhos. Questionar o retorno e não está presente na sessão, até mesmo para dar início a sua defesa, não é uma atitude digna de um representante do povo”, disse Pablo,

Na sessão de hoje foi oficializada a Comissão de Ética que irá acompanhar e analisar a conduta de Jó de Mô. Ficando assim composta: Gildo de Jesus (presidente), Ronilton Matos (relator) e Maria Ana dos Reis (membro).

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Jerônimo, Geraldo e Otto cumprem agenda em Jacobina neste fim de semana; veja programação

09 de julho de 2022, 11:39

Foto: Divulgação

O pré-candidato ao Governo do Estado pelo PT, Jerônimo Rodrigues, desembarca na cidade de Jacobina, no Piemonte da Diamantina, neste sábado (9), para encontros e reuniões do time de Lula na Bahia. O petista chegará ao município acompanhado do pré-candidato a vice-governador, Geraldo Júnior (MDB), e ambos participam, às 17h deste sábado, da plenária da Educação, na Associação Comercial de Jacobina, localizada na Rua JJ Seabra, no bairro Estações. A atividade faz parte dos encontros do Programa de Governo Participativo (PGP), que está sendo elaborado de forma colaborativa nos 27 territórios de identidade da Bahia.

Ainda neste sábado, às 19h, o time de Lula na Bahia, que também tem o apoio do governador Rui Costa e do senador Jaques Wagner, participa de um jantar com prefeitos, vice-prefeitos, ex-prefeitos, vereadores, deputados e lideranças políticas da região. O encontro será no Rancho Catarinense, na Avenida Lomanto Júnior, no centro da cidade.

Domingo
No domingo (10), às 7h30, no Fiesta Park Hotel, no bairro Catuaba, a chapa promove um café da manhã com empresários do Piemonte da Diamantina. No local, Jerônimo e Geraldo vão conceder entrevista à imprensa da região para falar sobre as atividades de pré-campanha e o apoio de Lula ao grupo, que tem o apoio de cerca de 300 prefeitos nas eleições deste ano. Após o café da manhã, às 9h, Jerônimo, Geraldo e o pré-candidato ao Senado, Otto Alencar (PSD), participam da grande plenária territorial do PGP, na Associação Filarmônica 2 de Janeiro, na avenida Orlando Oliveira Pires, no centro de Jacobina.

Casa Nova
A partir das 17h deste domingo, Jerônimo estará na cidade de Casa Nova, no Sertão do São Francisco, para participar da 31ª Festa do Interior, no Pátio de Eventos do Município, acompanhado do prefeito Wilker e lideranças políticas da região.

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Jerônimo vai a Jequié e Jacobina para encontros do Programa de Governo Participativo

07 de julho de 2022, 09:31

Foto: Reprodução

Embalado pela forte adesão registrada nos últimos encontros do Programa de Governo Participativo (PGP), o pré-candidato a governador do Estado do Time de Lula na Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), se reúne com lideranças políticas, movimentos sociais e simpatizantes à continuidade do projeto que tem transformado a vida dos baianos em Jequié e Jacobina neste fim de semana.

No sábado (9), em Jequié, Jerônimo, Geraldo Júnior e Otto realizam a Plenária do PGP do Médio Rio de Contas, no espaço Jequié Tênis Clube, às 9h, que também contará com a presença do governador Rui Costa. O pré-postulante petista desembarca na cidade um dia antes, sexta (8), para participar da Plenária da Educação, às 17h também no Jequié Tênis Clube, e de um encontro com prefeitos, prefeitas, vereadores e lideranças políticas de toda a região.

No domingo (10), a Caravana Mais Bahia realiza, em Jacobina, às 9h, na Associação Filarmônica 2 de Janeiro, a Plenária do PGP do Piemonte da Diamantina. Ele chegará à cidade na véspera, no sábado , onde às 17h, se reúne com educadores, gestores municipais e lideranças políticas das cidades que formam o território de identidade, na Associação Comercial de Jacobina. Esses encontros têm o objetivo de discutir as ações de governo do Estado, a partir de janeiro de 2023.

Nesta quinta-feira (7), o Time de Lula na Bahia vai a Simões Filho, na Região Metropolitana de Salvador (RMS), para mais uma edição do Esquenta PGP, às 18h, no Espaço Cidade Criança, na Avenida Elmo Serejo Farias, no bairro do CIA 1.

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Câmara de Caém instala comissão para investigar o vereador Jó de Mô, acusado de agredir sua ex-esposa

06 de julho de 2022, 15:23

Foto: Print do YouTube

Em sessão extraordinária realizada na manhã desta quarta-feira (6), na Câmara de Vereadores de Caém, foi aprovada por unanimidade a criação da Comissão Especial de Ética, Disciplina e Decoro Parlamentar objetivando acompanhar e analisar a conduta parlamentar do vereador Joelson Silva Santos – Jó de Mô (PSD), acusado de agredir sua ex-esposa com socos e chutes, usando inclusive uma arma de fogo, na frente do filho do casal de 6 anos.

Conforme Boletim de Ocorrência registrado na Delegacia Territorial de Jacobina, o fato aconteceu na madrugada do último dia 24 de junho, no povoado de Piabas, em Caém. O vereador teria invadido a residência da vítima (veja matéria aqui). A ocorrência teve grande repercussão estadual.

A reunião para instalação da Comissão está marcada para acontecer nessa quinta-feira (7), quando será decidido se Jó de Mô será afastado das funções. A Comissão tem um prazo de 15 dias, podendo ser prorrogado por mais 15, para investigar as denuncias e apresentar parecer.

O presidente do Partido Social Democrático (PSD), na Bahia, o senador Otto Alencar, determinou ao Conselho de Ética Partidária da agremiação efetuar a expulsão do vereador Jó de Mô. Conforme documento encaminhado para a Mesa diretora da Câmara de Caém, Otto Alencar destaca que tomou conhecimento do ato de violência doméstica praticada pelo vereador pela imprensa e que “a conduta praticada pelo parlamentar fere a ética, a urbanidade e ao decoro defendido pelas diretrizes da agremiação, o que torna inviável sua permanência no quadro de filiados do PSD/Bahia”. O documento salienta ainda que “em sua missão de proteção aos direitos fundamentais não pode se calar e nem compactuar com nenhum tipo de violência, ainda mais contra a mulher, por esse motivo, repudia e rechaça todo tipo de violência contra as mulheres”.

Em requerimento encaminhado também à Mesa diretora, o Diretório Municipal do Partido dos Trabalhadores (PT), solicitou o afastamento e a cassação do acusado de agressão, defendendo a aplicabilidade das penas estabelecidas no Código de Postura do Legislativo local, pelo ‘flagrante violação do decoro parlamentar’.

O presidente do Legislativo de Caém, Pablo Piahuy, ressaltou que a comissão não é para acusar ou defender e que a mesma não tem direito de tirar mandato, mas que de forma democrática irá ouvir a vítima, as testemunhas e acusados, acompanhados pelos seus advogados, para depois emitir um parecer. Pablo ressalta ainda que caso seja provada falta de coro por parte de Jó de Mô, ele poderá sofrer sanções que vão desde a suspensão temporária do mandato a sua cassação. “Nossa responsabilidade e nosso dever é dar uma resposta à população e principalmente, para que as pessoas se sintam respondidas pelas acusações que saíram na mídia contra um vereador que faz parte desta casa legislativa”, disse .

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‘Defendo o direito à defesa’, diz Lula sobre prisão de Milton Ribeiro

23 de junho de 2022, 11:42

Foto: Reprodução

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reprovou nesta quinta-feira a prisão do ex-ministro da Educação de Jair Bolsonaro, Milton Ribeiro, em razão de suspeitas de corrupção no ministério . A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Difusora de Manaus (AM).

Além de Ribeiro, os pastores lobistas Gilmar Santos e Arilton Moura também foram presos numa operação da Polícia Federal, na quarta-feira, que apura suspeitas de crimes na liberação de recursos do MEC para prefeituras. Em março, o ministério foi parar no centro de um escândalo após denúncias envolvendo atuação dos pastores como lobistas da pasta. Os religiosos prometiam a prefeitos facilitar a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE) mediante pagamento de propina.

“A prisão depende de apuração, de prova. Você não pode prender porque vai prender. Não. Você tem prova contra o cidadão? Está provado que ele roubou? Você faz um processo e aí a Justiça decide se vai prender ou não. Eu defendo o direito à defesa para todo mundo. O direito à defesa é um valor monumental da democracia neste país. Eu não sei se (ele) já foi investigado, se tem uma autorização da Justiça para prender. Mas que ele foi um mal ministro da Educação, ele foi”, declarou Lula ao ser questionado sobre o que achava da prisão de Ribeiro.

Voltado para uma audiência local, o ex-presidente discorreu sobre temas como a Zona Franca de Manaus, que prometeu não alterar se for eleito em outubro, disse que “faria novamente a usina Belo Monte”, obra questionada por ambientalistas, e criticou especialmente o desmonte da Fundação Nacional do Índio (Funai) e a gestão de Bolsonaro na região amazônica.

Para Lula, Bolsonaro deveria ter visitado familiares do indigenista Bruno Pereira, assassinado no Vale do Javari junto do jornalista britânico Dom Phillips, e visitado a região, em vez de promover um passeio de moto durante visita a Manaus.

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À PF, Ribeiro disse em março que apenas cumpria ordens de Bolsonaro

22 de junho de 2022, 11:10

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O  ex-ministro da Educação Milton Ribeiro foi preso na manhã desta quarta-feira (22) em uma operação da Polícia Federal por suspeitas de crimes na liberação de recursos da pasta a prefeituras. Em março deste ano, durante depoimento à PF, Ribeiro disse que apenas obedecia às ordens do presidente Jair Bolsonaro (PL).

À época, o ex-ministro disse que Bolsonaro pedia que o Ministério repassasse as verbas para os municípios indicados pelos pastores Gilmar Silva e Arilton Moura, que aparecem no centro do escândalo e que  também foram alvo da operação de hoje.

No total, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão e cinco prisões preventivas nos estados de Goiás, São Paulo, Pará e Distrito Federal, além de medidas cautelares como a proibição do contato entre os investigados.

Ribeiro deixou o cargo em março deste ano . O ex-ministro estava sendo pressionado por evangélicos para deixar o posto após o suposto favorecimento de pastores na distribuição de verbas do ministério . A pressão também vinha do Centrão, que alegava que a permanência dele à frente da pasta seria prejudicial ao governo Bolsonaro.

O mandatário, no entanto, adiou a ideia pelo tempo que pôde e lamentou a demissão do ex-ministro à época, dizendo que ele “infelizmente” deixou o governo, mas que isso seria apenas de forma “temporária”.

Hoje, Bolsonaro recuou e afirmou que “a PF está agindo” . Durante entrevista à rádio Itatiaia , o presidente ainda aproveitou a oportunidade para dizer que a prisão prova que ele [Bolsonaro] não interfere na Polícia Federal. “Vai botar a culpa em mim? (…) Se fez algo que responda pelos seus atos”, disse na ocasião.

Último Segundo

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MPF pede inquérito sobre suspeita de fraude em licitação do FNDE

17 de junho de 2022, 15:42

Foto: Reprodução

Órgão comandado pelo Centrão montou licitação para comprar até 370 vezes o número de mesas e cadeiras escolares a mais

O Ministério Público Federal solicitou à Polícia Federal a abertura de um inquérito para apurar suspeitas de irregularidades numa licitação do Fundo Nacional da Educação (FNDE) que potencial sobrepreço de R$ 1,6 bilhão. O edital previa a compra de até 370 vezes o número de mesas e cadeiras escolares a mais do que o necessário. O caso foi revelado pelo GLOBO no início deste mês.

No despacho proferido na última terça-feira, o MPF sugeriu que a PF obtenha a documentação completa do certame, assim com o a cópia do relatório em que a Controladoria-geral da União (CGU) detalhou a lista de falhas no processo de compra. O Ministério Público ressalta a necessidade de se apurar se houve crimes previstos na lei das licitações, dentre outros delitos. O MPF julga que algumas diligências deveriam ser feitas nesse caso pela PF. O inquérito ainda não foi instaurado. O caso foi enviado para responsabilidade da Superintendência da PF no Distrito Federal.

Considerado um dos pregões mais cobiçados no FNDE, a compra de mesas e cadeiras para escolas em diferentes municípios e estados foi orçada inicialmente pelo órgão em R$ 6,3 bilhões. Uma análise preventiva da CGU apontou falhas na elaboração do processo, que impactavam na quantidade e no preço de itens que seriam adquiridos. Com isso, o pregão foi suspenso pelo FNDE para a revisão dos termos do edital.

Quando o caso veio a público, o FNDE disse que o pregão “está suspenso por decisão do FNDE” e que “não há previsão de republicação do certame”. O Fundo ainda esclarece que “seguiu os preceitos” da instrução normativa do Ministério da Economia na cotação de preços.

O relatório elaborado pela CGU, que culminou no cancelamento do processo de compra, apontou problemas na metodologia adotada pelo Fundo, responsável por executar boa parte das ações do governo na educação.

O edital previa o fornecimento de um total dez milhões de conjuntos de mesas e cadeiras para a rede de ensino público de diferentes regiões do país. Auditores da CGU identificaram que as regras do pregão possibilitavam contar duas vezes a demanda de determinados itens, o que gerou um potencial prejuízo, e determinaram que os cálculos fossem refeitos. Após a reestimativa, a quantidade de carteiras que seriam compradas caiu à metade, para cinco milhões de unidades, gerando uma economia aos cofres públicos.

No caso mais extremo, após auditoria nos números, o montante de carteiras escolares previsto para uma determinada região caiu de 37 mil para apenas 100.

Procurado, o FNDE diz que o pregão “está suspenso” por sua própria decisão e que “não há previsão de republicação do certame”. “Ocorreu uma divergência de resultados decorrentes da busca por itens com especificações diferentes em um mesmo pregão. A CGU sugeriu um recorte diferente do que o que foi definido”, afirma o Fundo.

O edital dividia em grupos as unidades da federação que receberiam o material escolar. Os dados analisados revelam que alguns blocos de estados seriam mais beneficiados que outros devido ao erro no pregão do FNDE. O conjunto que unia Alagoas, Sergipe e Pernambuco seria o mais agraciado pelos cálculos do Fundo, que estimou inicialmente uma demanda de 1 milhão de carteiras, um volume 63% superior ao considerado correto pela CGU.

Durante o governo do presidente Jair Bolsonaro, o FNDE virou alvo de suspeitas de irregularidades. A CGU identificou, em 2019, uma licitação suspeita de R$ 3 bilhões que compraria equipamentos de informática para escolas de todo o país. Uma delas apresentou o pedido de 30.030 laptops, embora a unidade só tenha registrado o número de 255 estudantes. Após o relatório de auditoria, revelado pelo GLOBO, o FNDE refez o edital.

Mais Goiás

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Eleições 2022: entenda o que candidatos podem fazer em pré-campanha

17 de maio de 2022, 08:39

Foto: Reprodução

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estipula o dia 16 de agosto como data de início da das campanhas eleitorais visando a votação de outubro. Movimentações feitas pelos candidatos, no entanto, deixam o eleitor em dúvida sobre o que é permitido – e o que não é – nesse período, o chamado período de “pré-campanha”.

As motociatas lideradas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL), são frequentemente apontadas como campanha antecipada, bem como a aparição da primeira-dama, Michelle Bolsonaro, na mensagem de dias das mães veiculada em pronunciamento oficial ao lado da ministra Cristiane Britto, que assumiu a pasta dos Direitos Humanos substituindo Damares Alves.

Do outro lado, no Lollapalooza, bolsonaristas afirmaram que manifestações de artistas e do público durante os shows configurariam campanha para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O que pode?

Segundo o especialista em direito eleitoral Francisco Emerenciano, fazer menção à pretensa candidatura e exaltar as qualidades pessoais dos pré-candidatos, pedir apoio político e divulgar a pré-candidatura estão entre os itens permitidos pela legislação.

Nas prévias partidárias, material informativo, encontros seminários e congressos custeados pelos partidos também são permitidos, desde que limitados ao que se chama de “ambiente intrapartidário”.

Atos parlamentares sem pedidos de votos e campanhas de arrecadação prévia de recursos na modalidade vaquinha virtual são permitidos, “desde que não faça pedido de voto e obedeça às demais regras relativas à propaganda eleitoral na internet”, alerta Emerenciano.

O que não pode?

Pedidos explícitos de votos e menções ao número com o qual o pré-candidato concorrerá não são permitidos pela legislação eleitoral, assim como a instalação de outdoors em prol do eventual candidato.

Os presidentes da Câmara dos Deputados, Senado Federal e Supremo Tribunal Federal (STF), além do próprio Presidente da República, não podem convocar as redes de radiofusão para divulgar atos que “denotem propaganda política ou ataques a partidos políticos e seus filiados ou instituições”, explica o especialista.

Os candidatos que ferirem as determinações podem ser punidos com multa de até R$ 25 mil imposta pela Justiça Eleitoral.

Último Segundo IG

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Fala racista: Bolsonaro volta a dizer que negro é pesado em arrobas

12 de maio de 2022, 16:25

Foto: Reprodução

O  presidente Jair Bolsonaro (PL), voltou a utilizar uma expressão racista ao se referir a negros. O episódio aconteceu na saída do Palácio da Alvorada, nesta quinta-feira (12), enquanto o chefe executivo conversava com simpatizantes.

O fala foi divulgada em vídeo publicado pelo canal Foco do Brasil no YouTube, que publica conteúdos relacionados à atividade do Presidente da República nas redes sociais.

Quando um apoiador negro revelou que quase foi levantado por uma multidão em um evento recente que contou com a presença do presidente, Bolsonaro perguntou ao rapaz quantas arrobas ele pesava. 

“Conseguiram te levantar, pô? Tu pesa o quê? Mais de sete arrobas, não é?”, disse Bolsonaro, que arrancou risos das pessoas que estavam presentes no local.

A pessoa a quem Bolsonaro proferiu a fala racista é o presidente da Câmara Municipal de Holambra (SP), Mauro Sérgio de Oliveira, mais conhecido como Serjão.

Em seguida, o candidato à releição pelo PL ironizou a fala, dizendo que já foi processado por ter dito algo parecido há alguns anos atrás. “Sabia que eu já fui processado por isso? Chamei um cara de oito arrobas.”

Em abril de 2017, durante uma palestra realizada no Clube Hebraica do Rio de Janeiro, Bolsonaro afirmou que, quando visitou uma comunidade quilombola, o negro mais leve do local pesava sete arrobas.

“Eu fui num quilombo. O afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas. Não fazem nada! Eu acho que nem pra procriador ele serve mais. Mais de 1 bilhão de reais por ano é ‘gastado’ com eles”, ressaltou na ocasião.

A Procuradoria Geral da República (PGR) denunciou o então pré-candidato à presidência e e a justiça de primeira instância condenou Jair pela fala. 

No entanto, em 2018 a decisão da PGR foi rejeitada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Os ministros, apesar de criticarem a conduta de Bolsonaro, entenderam que ele estava coberto pela imunidade parlamentar. Na ocasião, ele ocupava o cargo de deputado federal.

Último Segundo IG

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