POLÍTICA

PDT anuncia apoio a Lula no 2º turno das eleições: ‘Decisão unânime’

04 de outubro de 2022, 13:31

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O presidente do PDT , Carlos Lupi, anunciou que o partido vai apoiar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no  segundo turno das eleições 2022 contra o atual mandatário, Jair Bolsonaro (PL). 

Em pronunciamento no início da tarde desta terça-feira (4), Lupi disse que decisão entre os membros da legenda foi “unânime”.

“Os presidentes estaduais, os deputados federais de mandato, senadores… Entramos em uma decisão unânime, sem nenhum voto contrário — eu repeti isso três vezes, porque se tivesse voto contrário, está gravado — a decisão de apoiar o mais próximo da gente, que é a candidatura do Lula”, disse em entrevista a jornalistas.

Ainda no último dia 2, após os resultados das urnas serem divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o candidato do PDT à presidência, Ciro Gomes, lamentou a derrota nas eleições deste ano e abriu uma porta para apoiar Lula (PT) ou se manter neutro no segundo turno .

Em um  pronunciamento de aproximadamente um minuto, Ciro se limitou a dizer que está preocupado com o futuro do país. Ele ainda pediu um tempo para se reunir com correligionários para definir um apoio no segundo turno, que acontece no próximo dia 30 de outubro .

“Eu quero agradecer aos brasileiros e brasileiras que deram a mim o seu voto. Quero dizer que estou profundamente preocupado com o que estou assistindo acontecer no Brasil”, disse.

“Como vocês sabem, vou inteirar 65 anos de vida e 42 anos dedicados ao meu amor e minha paixão ao Brasil. Eu nunca vi uma situação tão complexa, tão desafiadora e tão potencialmente ameaçadora sob a nossa sorte como nação. Por isso peço algumas horas para conversar com meu partido para que a gente possa achar o melhor caminho para servir à nação brasileira.”

Ciro ficou na quarta colocação entre os candidatos ao Planalto, com pouco mais de 3% dos votos . Ele ficou atrás de Lula, Bolsonaro e Simone Tebet (MDB).

Lula recebeu ataques de Ciro Gomes ao longo da campanha, mas sempre deixou claro que não iria revidar e gostava muito do pedetista. O ex-presidente pediu que aliados conversassem com o ex-governador  para que ele estivesse ao seu lado no segundo turno contra Bolsonaro.

Lideranças do PDT também conversaram com o Ciro Gomes  para que ele mudasse de opinião e estivesse com o PT até o dia 30 de outubro.

“Ciro precisa falar a verdade. Ele se surpreendeu com a força de Bolsonaro e sabe que a reeleição dele representa um perigo para democracia. É algo concreto e não mais um achismo ou bravata da oposição”,  disse um aliado do ex-governador ao iG .

Hoje mais cedo, o governador reeleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo),  disse que vai apoiar Bolsonaro no segundo turno e descartou qualquer possibilidade de se juntar a Lula no pleito . 

Ainda no dia do primeiro turno, o PCB formalizou apoio ao petista . MDB, PSDB, Cidadania e União Brasil ainda negociam o apoio e devem anunciar a decisão em breve.

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Maioria dos eleitores baianos comemoram o desempenho do candidato a governador Jerônimo Rodrigues

04 de outubro de 2022, 10:37

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Os resultado das eleições de domingo (2), foram marcados de surpresas para alguns eleitores e de confirmações para outros. A quase vitória no primeiro turno do candidato a governador Jerônimo Rodrigues, do Partido dos Trabalhadores (PT) na Bahia é um dos exemplos do cenário pós eleição, já que para a maioria dos institutos de pesquisas o vencedor do pleito no Estado seria ACM Neto (União Brasil), que chegou a aparecer com 58% dos votos válidos.

O que seria uma virada histórica para uns e resultado esperado para outros na verdade foi fruto do trabalho de uma militância aguerrida coordenada pelo governador mais bem avaliado do país, Rui Costa, pelo ex-governador Jaques Wagner e pelo senador, agora reeleito, Otto Alencar (PSD).

O candidato Jerônimo Rodrigues venceu em 351 dos 417 municípios baianos (84,17%), no primeiro turno das eleições 2022 e vai disputar o segundo turno da eleição para governo da Bahia no próximo dia 30.

Além dos eleitores comuns, muitos prefeitos da base de apoio do Governo da Bahia comemoram o bom desempenho do candidato Jerônimo e a eleição dos seus representantes nos legislativos estadual e federal.

Um dos gestores municipais que está radiante com os resultados das urnas é o prefeito de Caém, Arnaldo Oliveira (Arnaldinho – PSB). Os eleitores do seu município deram uma votação expressiva para os candidatos que apoiou. O presidente Lula obteve mais de 80% dos votos dos caenenses (4.810) e Jerônimo Rodrigues ficou com 62% (3.578), enquanto a deputada federal Lídice da Mata passou dos 30 por cento (1.918 votos) e o deputado estadual Ângelo Almeida ultrapassou os 28%, com 1.645 votos.

“A votação que nossos conterrâneos deu aos candidatos apoiados pelo nosso grupo é em reconhecimento pela atenção que sempre tivemos do governador Rui Costa e dos deputados Lídice e Ângelo Almeida. Demonstramos gratidão por ações como a pavimentação asfáltica entre o distrito de Gonçalo e a BR 324, a reforma do Estádio Municipal, a construção da Creche de Várzea Queimada, as construções de quatro praças e calçamentos em Piabas, entre outros benefícios”, disse o prefeito, convocando a população para ampliar a votação para os candidatos a governador Jerônimo Rodrigues e Lula para presidente do Brasil, no segundo turno: “Buscaremos ampliar a votação que conseguimos para nosso governador Jerônimo e para o nosso presidente Lula. Não temos dúvidas que nossa população reconhecerá tudo o que já foi feito até aqui em nosso município”.

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Padre Kelmon recebe somente um voto na seção onde votou

03 de outubro de 2022, 16:24

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O candidato à Presidência da República derrotado Padre Kelmon (PTB) recebeu apenas um voto na seção eleitoral em que votou, localizada em Salvador. O boletim de urna do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aponta que dentre os 345 registrados, apenas um foi para o padre.

O candidato do PTB ficou em sétimo lugar no primeiro turno das eleições 2022, com 0.07% dos votos válidos. Foram 81.127 confirmações na urna. 

Padre Kelman se tornou o terceiro mais rejeitado entre os candidatos que compareceram ao debate da Globo na última quinta-feira (29), de acordo com o Datafolha divulgado às vésperas da eleição. O presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), ocupa a primeira posição no índice de rejeição.

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Posso votar de bermuda, chinelo, sunga ou boné no dia da eleição?

30 de setembro de 2022, 11:32

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No próximo domingo (2), os brasileiros vão às urnas votar em seus candidatos a presidente, deputados (estadual e federal), senador e governador. Faltando apenas seis dias, diversas dúvidas começam a surgir entre os eleitores.

Uma das mais comuns está relacionada a quais roupas pode ou não usar na hora de votar. Afinal, é permitido ir com o tradicional look do brasileiro – bermuda, chinelo e regata

Existe uma série de regras previstas pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que devem ser cumpridas na hora da votação. Esse conjunto de normas inclui permissões e proibições sobre o tipo de vestimenta que deve ser usada por mesários e fiscais e, claro, também pelos eleitores em geral.

Pode usar bermuda pra votar?

A resposta é: sim! O eleitor pode ir até a sua sessão eleitoral usando bermuda, assim como chinelo, camiseta regata e boné. Segundo o TSE, não existe um “dress code” específico para usar no dia da votação e o look tradicional do brasileiro é totalmente liberado na hora de votar. Apenas os mesários terão de usar roupas mais comportadas.

Só não é permitido que o eleitor entre em seu local de votação sem camisa ou com roupa de banho, como biquíni, maiô e sunga. Além disso, se na hora de ir votar você tiver um problema com seu sapato, não precisa voltar em casa para buscar outro calçado. O TSE autoriza que os eleitores entrem na sessão de votação descalços.

O TSE também permite que o eleitor use broches, adesivos, camisetas de partidos ou candidatos, mas tudo de maneira individual e silenciosa, para não caracterizar propaganda ou boca de urna, considerado crime eleitoral. Vale ressaltar, no entanto, que não é permitido entrar na cabine de votação com dispositivos eletrônicos como telefone celular, tablets e câmeras, por exemplo. A medida visa garantir o sigilo do voto.

Veja o que é permitido e o que é proibido no dia da eleição:

Permitido

Vestir bermuda, camiseta, regata, chinelo e até mesmo descalço; Usar broche, adesivos e camisas de candidatos ou partidos políticos; Usar o celular para mostrar o e-Título, depois, o aparelho deverá ser entregue ao mesário.

Proibido

Fazer aglomeração com pessoas uniformizadas; Distribuir brindes ou camisetas nas escolas eleitorais, ou nos arredores; Entrar com aparelho celular ou outros equipamentos eletrônicos na sala de votação.

UOL

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Eleitores não podem ser presos a partir de hoje

27 de setembro de 2022, 09:40

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A partir desta terça-feira (27) e até 48 horas depois do primeiro turno de votação, no próximo domingo (2), nenhum eleitor poderá ser preso por qualquer autoridade, a não ser que seja pego em flagrante delito ou condenado por crime inafiançável.

A outra exceção é se a pessoa impedir o salvo conduto (direito de transitar) de outro cidadão, prejudicando assim o livre exercício do voto. Quem for pego praticando o delito poderá ser preso pela autoridade policial.

A regra e as exceções constam no Artigo 236 do Código Eleitoral (Lei 4.737/1965). A lógica do dispositivo, herdado de normas eleitorais antigas, é impedir que alguma autoridade utilize seu poder de prisão para interferir no resultado das eleições. O artigo é o mesmo que veda a prisão de candidatos, fiscais eleitorais, mesários e delegados de partidos nos 15 dias que antecedem o pleito. 

A regra e as exceções constam no Artigo 236 do Código Eleitoral (Lei 4.737/1965). A lógica do dispositivo, herdado de normas eleitorais antigas, é impedir que alguma autoridade utilize seu poder de prisão para interferir no resultado das eleições. O artigo é o mesmo que veda a prisão de candidatos, fiscais eleitorais, mesários e delegados de partidos nos 15 dias que antecedem o pleito. 

Neste ano, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu proibir a presença de armas de fogo num raio de 100 metros de qualquer seção eleitoral. As poucas exceções incluem apenas agentes de segurança. A regra vale mesmo para quem possui permissão para o porte e vigora nas 48 horas que antecedem o pleito até as 24 horas que o sucedem.

A polícia também não está impedida de prender quem já tenha sido condenado por crime hediondo – por exemplo, tráfico, homicídio qualificado, estupro, roubo a mão armada, entre outros (Lei 8.072/1990). A proibição de prisões também só atinge quem for eleitor, ou seja, quem tiver gozo do direito político de votar.

No caso de qualquer prisão, a partir desta terça-feira (26) a previsão é que o detido seja levado à presença de um juiz para que seja verificada a legalidade do ato. Caso seja constatada alguma ilegalidade, o responsável pela prisão pode ser responsabilizado. A pena prevista é de quatro anos de reclusão.  

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ACM Neto se declara pardo e sofre desgaste na Bahia; candidatura do PT avança

22 de setembro de 2022, 09:21

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O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) puniu a coligação de ACM Neto suspendendo quase 10 mil segundos do tempo da propaganda do rádio e TV dando pareceres favoráveis às reclamações do adversário petista

Na reta final da campanha, a corrida eleitoral para o governo da Bahia, que até então transcorria sem obstáculos para o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) começou a mudar de clima, apesar de o candidato ainda manter liderança folgada nas pesquisas contra o seu principal adversário, Jerônimo Rodrigues (PT).

Uma confluência de eventos nas duas últimas semanas acendeu o alerta para o ex-prefeito da capital e levou otimismo aos petistas: a oscilação do resultado de pesquisa eleitoral, a punição da Justiça Eleitoral à coligação de ACM Neto, que suspendeu tempo de rádio e TV, e até uma polêmica envolvendo sua autodeclaração como “pardo” no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A começar pela terceira rodada da pesquisa Datafolha, divulgada nesta quarta-feira, 21, que mostrou ACM Neto com 48% das intenções de votos e Jerônimo com 31%. Na primeira rodada, em 24 de agosto, o ex-prefeito tinha 54% e, na semana passada, 49%. Já Jerônimo começou com 16% e passou a 28% e agora cresceu 3 pontos porcentuais. Antes desconhecido da população, o petista passou a ser o “candidato de Lula” e se beneficiou com a sua capacidade de transferir votos – avaliam as mesmas fontes.

ustiça Eleitoral retira 10 mil segundos da propaganda de ACM Neto

O Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA) puniu a coligação de ACM Neto suspendendo quase 10 mil segundos do tempo da propaganda do rádio e TV dando pareceres favoráveis às reclamações do adversário petista.

A campanha de ACM Neto diz que a inflexão na última pesquisa do Datafolha já seria reflexo da suspensão que avalia como “injusta” do tempo no rádio e TV do candidato. O TRE-BA entendeu que houve irregularidade pelo candidato ao invadir os horários destinados às candidaturas para os cargos proporcionais.

Reclamações idênticas contra a campanha de Jerônimo ainda não foram apreciadas pela Corte, alegam os advogados de ACM Neto. O jurídico da campanha do candidato recorreu ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que manteve o entendimento do TRE-BA em decisão na última sexta-feira, 16.

ACM Neto chegou a gravar um vídeo pedindo “isonomia” de parte da Justiça Eleitoral. “Estou passando aqui para fazer uma cobrança: que a Justiça Eleitoral dê tratamento isonômico. Nós não queremos nenhuma vantagem. Mas também não vamos aceitar ser prejudicados. Queremos a mesma celeridade e o mesmo tipo de julgamento para a nossa coligação e para a coligação dos nossos adversários”, disse ele.

Autodeclaração de ACM Neto como ‘pardo’ causa polêmica

O fato de ACM Neto ter se autodeclarado como pardo no TSE começou a gerar polêmica em um Estado no qual quase 80% da população se autodeclara negro. Para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população negra no Brasil é formada por todos os que se autodeclaram pretos e pardos.

A polêmica alcançou seu ápice quando em entrevista ao jornal da TV Bahia, afiliada da Rede Globo no Estado, no último dia 12, foi questionado sobre sua autodeclaração como pardo. ACM Neto, que estava muito bronzeado, perguntou ao repórter quem o considerava socialmente branco, ao que o repórter respondeu: “Toda a sociedade”. “Eu me considero pardo. Você pode me colocar ao lado de uma pessoa branca, há uma diferença bem grande. Negro não, jamais diria isso.”. Ao ser explicado que pardos compõem a população negra segundo o IBGE, o candidato reagiu: “Então o erro é do IBGE, não é meu. Simplesmente isso”.

Ele disse, ainda, que o governador Rui Costa (PT) e o candidato a vice na chapa petista, Geraldo Junior (MDB) têm a mesma cor de pele dele e se declaram pardos. “O político que se diz de esquerda pode se declara pardo e outro não? Isso é preconceito”, disse ACM Neto. Dias depois a sua vice, Ana Coelho, alterou no TSE a cor de parda para branca.

Ex-prefeito de Salvador ainda aposta em desnacionalização da disputa na Bahia

A estratégia de desnacionalizar a campanha e manter-se longe da polarização nacional Lula-Bolsonaro supostamente beneficia ACM Neto com votos de eleitores de ambos os presidenciáveis no Estado, uma vez que o candidato reafirma que manterá bom diálogo com qualquer que seja o presidente eleito, em benefício da Bahia.

Essa vantagem, porém, também virou combustível para a campanha de Jerônimo, que o tem taxado de “candidato do tanto faz”. Praticamente todas as peças do PT e aliados tocam nessa questão. “A Bahia tem lado” ou “Sem essa de tanto faz, muda Brasil, avança Bahia”.

O candidato do presidente Bolsonaro, João Roma (PL), também toca no tema, de outra forma: exibe as imagens de ACM Neto em entrevista declarando que ele não defende o que governo Bolsonaro fez nos últimos 4 anos. “Tanto não que não estou fazendo campanha pra ele (Bolsonaro). Ele (Bolsonaro) tem outro candidato no estado”, disse ACM Neto. Roma finaliza: “Quem vota Bolsonaro, vota Roma na Bahia”.

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O que acontece se eu não votar nem justificar ou pagar multa?

20 de setembro de 2022, 15:59

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Todos os brasileiros obrigados a votar — ou seja, todos aqueles alfabetizados com idades entre 18 e 70 anos — devem dar uma justificativa à Justiça Eleitoral caso não compareçam para votar em uma eleição, uma vez que o voto no Brasil é obrigatório. O eleitor tem 60 dias para efetuar sua justificativa. Caso não o faça, ele deve procurar o cartório eleitoral para regularizar pendências e pagar uma multa. O valor é de R$ 3,51 por cada turno de votação que ele tenha faltado.

Mas, o que acontece se o eleitor deixa de votar, não justifica sua ausência nas urnas e também não paga a multa? Segundo o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), a atitude implica em uma série de restrições e impedimentos legais. A pessoa não poderá, por exemplo, inscrever-se em concurso público, obter empréstimo na Caixa Econômica Federal e emitir passaporte ou carteira de identidade.

Veja abaixo a lista completa de atos civis aos quais aqueles que não votam, não justificam e não pagam a multa ficam impedidos de realizar:

Inscrever-se em concurso ou prova para cargo ou função pública, investir-se ou empossar-se neles; 

Receber vencimentos, remuneração, salário ou proventos de função ou emprego público, autárquico ou paraestatal, bem como fundações governamentais, empresas, institutos e sociedades de qualquer natureza, mantidas ou subvencionadas pelo governo ou que exerçam serviço público delegado, correspondentes ao segundo mês subsequente ao da eleição; 

Participar de concorrência pública; 

Obter empréstimos nas autarquias, sociedades de economia mista, caixas econômicas federais ou estaduais, nos institutos e caixas de previdência social, bem como em qualquer estabelecimento de crédito mantido pelo governo, ou de cuja administração este participe, e com essas entidades celebrar contratos; 

Obter passaporte ou carteira de identidade (não se aplica à eleitora ou ao eleitor no exterior que requeira novo passaporte para identificação e retorno ao Brasil); 

Renovar matrícula em estabelecimento de ensino oficial ou fiscalizado pelo governo; 
praticar qualquer ato para o qual se exija quitação do serviço militar ou imposto de renda.

Ainda de acordo com o site do TSE, o eleitor que não votar, não justificar ou pagar a multa por três turnos consecutivos, terá o título eleitoral cancelado . É possível reverter a situação. Para tal, o cidadão precisa se dirigir a um cartório eleitoral e apresentar documento de identificação e comprovante de residência para solicitar a regularização do título. A normalização só será possível se não houver pendência do cidadão com a Justiça Eleitoral.

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56% dos eleitores de Ciro e 50% de Simone podem mudar de voto, diz pesquisa

19 de setembro de 2022, 11:26

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Pesquisa do Instituto FSB para presidente da República encomendada pelo banco BTG Pactual, divulgada nesta segunda-feira, 19, aponta que 56% dos eleitores declarados de Ciro Gomes (PDT) e 50% dos de Simone Tebet (MDB) poderiam mudar de voto em menos de duas semanas para o primeiro turno. O desempenho dos dois candidatos contrasta com o dos líderes da pesquisa: apenas 10% dos eleitores de Jair Bolsonaro (PL) e 11% dos de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declararam que podem trocar o voto até 2 de outubro.

Entre os que disseram votar em Ciro e que podem mudá-lo, 43% escolheriam Lula como alternativa, 18% Bolsonaro e 14%, Simone.

Entre os que deixariam de votar na candidata do MDB, 34% escolheriam Ciro, 32% teriam Bolsonaro como opção e 15% migrariam para Lula.

Na pesquisa estimulada BTG/FSB, Lula tem 44% das intenções de voto, Bolsonaro (PL) 35%, Ciro 7% e Simone 5%.

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Ex-apoiador de Bolsonaro aposta R$ 1,5 mi na vitória de Lula

19 de setembro de 2022, 10:50

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Um empresário de Grajaú, no Maranhão, já apostou R$ 1,5 milhão na vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo Palácio do Planalto. A mais alta aposta de Artu Vieira de Oliveira Filho foi uma fazenda de 23 hectares avaliada em R$ 800 mil. O acordo foi feito com o também empresário Gildenberg de Sá, que apostou no triunfo do presidente Jair Bolsonaro (PL).

Artu votou em Bolsonaro em 2018, mas diz que escolherá o petista. “Bolsonaro me decepcionou em 4 anos de governo. Votei nele na última eleição, mas acho que, de lá para cá, o Brasil só piorou”, declarou ao portal UOL.

A ideia da disputa foi de Artu, no começo de setembro. “Sou apaixonado por política, já fui candidato duas vezes e faço apostas desde sempre. Nada que possa colocar o patrimônio da minha família em risco. Já fiz mais de 16 apostas sobre Lula porque acredito que ele vai ganhar, como teria ganho se tivesse conseguido disputar em 2018”, disse Artu.

O convite a Gildenberg foi feito por vídeo. Nas imagens, que circulam nas redes sociais, ele disse que apostaria sua chácara na vitória de Lula.

Gildenberg aceitou o desafio. “Eu sou Bolsonaro, você é Lula, está apostado”, disse também em vídeo. A aposta será desconsiderada caso nenhum dos 2 candidatos vença.

Segundo o contrato, também divulgado nas redes sociais, a aposta de Gildenberg foi feita por meio de sua empresa, a Bengesso Mineração Eurelli.  Foi acordado que ele daria 11.111 toneladas de pedras de gesso a Artu caso perca a aposta.

Segundo o Agregador de Pesquisas do Poder360, Lula está na frente na disputa à Presidência.

Pesquisa PoderData realizada de 11 a 13 de setembro de 2022 mostra que Lula lidera com 43%, enquanto Bolsonaro tem 37%. Em eventual 2º turno entre os 2, o petista venceria por 51% contra 42% do presidente.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, empresa do grupo Poder360 Jornalismo, com recursos próprios. Os resultados são divulgados em parceria editorial com a TV Cultura. Os dados foram coletados de 11 a 13 de setembro de 2022, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 3.500 entrevistas em 298 municípios nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. O intervalo de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-02955/2022.

MSN

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MP prende no RJ candidato que declarou R$ 5,1 milhões em dinheiro vivo

15 de setembro de 2022, 14:21

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Na manhã desta quinta-feira (15), o candidato a deputado federal Clébio Lopes Pereira, o Clébio Jacaré (União Brasil), que declarou ter um  patrimônio de R$ 5,1 milhões em espécie ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) , foi preso na terceira fase da operação Apanthropia.

A ação foi deflagrada em Itatiaia , município do Vale do Paraíba fluminense, pelo Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Rio de Janeiro (Gaeco/MP-RJ). A Justiça autorizou a prisão de Jacaré e de outras quatro pessoas, incluindo o vereador e ex-prefeito Silvano Rodrigues da Silva, o Vaninho.

O juiz Marcelo Rubioli, titular da 1ª Vara Criminal Especializada em Crime Organizado do Tribunal de Justiça, ordenou o afastamento de seis dos dez vereadores da Câmara Municipal de Itatiaia na decisão. Jacaré foi preso na casa em que mora na Barra da Tijuca e foi levado para a 16ªDP (Barra da Tijuca).

Os detidos são acusados de  peculato e de compor uma organização criminosa por assumir ilegalmente o controle da Prefeitura local, além de promover uma farra com os recursos públicos por intermédio de nomeação de funcionários fantasmas e de contratações fraudulentas.

A suspeita é que o mesmo grupo tenha dado esse  golpe em outras prefeituras fluminenses, arrendando-as dos líderes políticos locais.

Clébio Jacaré

Jacaré é apontado como um dos mais atuantes lobistas do Rio, com negócios suspeitos especialmente na área de Saúde.

Em 2020, o nome do candidato apareceu nas investigações da Operação Favorito — que, mais tarde, levaria à queda do governador Wilson Witzel — associado a dois empresários presos na ocasião por venderem máscaras ao estado a preços superfaturados. Um deles teria subcontratado uma empresa do grupo de Clébio para aplicar o golpe.

Além disso, no ranking dos candidatos mais ricos do Rio de Janeiro , Jacaré aparece em nono lugar, com um patrimônio total de R$ 15,9 milhões. Ele também é presidente da Doctor Vip Brasil, empresa que teria sido favorecida em negócios na área de saúde da Prefeitura do Rio (na gestão de Marcelo Crivella), de acordo com apuração do Tribunal de Contas do Município (TCM).

No pedido de prisão, o Gaeco afirmou que o esquema liderado por Jacaré arrenda informalmente prefeituras fluminenses, mediante pagamento de propina a prefeitos e vereadores e inicia uma série de negócios escusos.

As investigações apontam que Jacaré atuava como uma espécie de prefeito paralelo e oculto em Itatiaia, tendo indicado Fábio Alves Ramos, que seria um nome de confiança — também preso na operação — para ser o chefe de gabinete do prefeito Imberê Moreira Alves. Quando o negócio foi fechado, Jacaré e os parceiros teriam providenciado a exoneração de todo o secretariado e indicaram outros nomes para o lugar.

Segundo o Gaeco, a suspeita é que o mesmo esquema tenha ocorrido nos municípios de Japeri e em parte da administração de Belford Roxo.

No total, cinco pessoas foram presas na operação do MP:

Clébio Jacaré;

Júlio César da Silva Santiago, o Julinho;

Édnei da Conceição Cordeiro;

Fábio Alves Ramos;

Silvano Rodrigues da Silvia, o Vaninho.

Os desafios da investigação serão enfrentar o grupo em outras prefeituras do Rio e comprovar o pagamento de propina — motivo pelo qual os suspeitos de receber o dinheiro ainda não foram presos.

Em nota ao jornal O Globo , Clébio disse que sua prisão ocorre no momento em que sua candidatura a deputado federal vem crescendo em várias regiões do estado e que isso tem preocupado diferentes correntes políticas.

Ele também disse que não tem contratos em Itatiaia e, muito menos, é ligado a qualquer sociedade empresarial que tenha contratos com a prefeitura local. O candidato afirmou estar tranquilo, que confia na Justiça e que sua equipe seguirá tocando sua campanha eleitoral.

Mário Peixo, mencionado na operação Favorito, disse que não possui relação com as OSs investigadas na operação e que os verdadeiros responsáveis foram investigados por quatro anos e presos, na Operação Filhote de Cuco, do Gaeco- MPRJ.

Com informações de Agência O Globo

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