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Álcool gel caseiro não é eficaz contra o coronavírus

19 de março de 2020, 11:59

Foto: Reprodução

A preocupação com a pandemia do coronavírus não pode ser considerada um exagero. É preciso tomar cuidados com a higiene para se precaver contra o vírus que tem feito vítimas no mundo todo. Lavar bem as mãos e utilizar álcool gel são as principais medidas de prevenção. Com a inflação e até a falta de álcool gel nos supermercados, muitas receitas caseiras do produto começam a ser difundidas nas redes sociais e no Whatsapp. No entanto, a eficácia não é comprovada, alerta o químico Marcos Halazs e também o Conselho Federal de Química (CFQ).

“O único produto eficaz no combate e que de fato tem ação efetiva é o álcool 70%. Ele é comprovadamente eficaz e tem ação rápida, tanto nas fórmulas líquida quanto gel. As soluções caseiras são perigosas, pois as pessoas acreditam estar se protegendo quando, na verdade, não. Vinagre e outros produtos também não tem comprovação alguma”, declarou Halazs ao jornal A Gazeta, do Espírito Santo.

O CFQ orienta que a população siga as orientações dos órgãos de saúde, que é lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool em gel quando não for possível higienizá-las em uma torneira. “Aqueles que não são profissionais e não tem pleno conhecimento dos potenciais riscos envolvidos, não recomendamos realizar receitas caseiras”, recomenda o CFQ, enfatizando que muitos acidentes ocorrem com a manipulação de álcool, produto inflamável.

Além de lavar as mãos, é importante que as pessoas evitem coçar olhos e colocar a mão na boca, além de manterem distanciamento social para diminuir o risco de contaminação. Em vídeo, o Conselho explica como o etanol age na higienização e combate ao Covid-19.

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Análise: desastre econômico atual é como 3 bombas atômicas lançadas em nós

19 de março de 2020, 11:53

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A Reserva Federal dos EUA (Fed) tem tentado deter o pânico dos investidores com suas ações emergenciais, mas aparentemente em vão, segundo especialista.

Na opinião do analista Tobin Smith, presidente-executivo da Transformity Research, essas medidas são como disparar “uma pistola d’água” quando se precisa de “uma bazuca”.

Para o especialista, o verdadeiro problema está no mercado de dívida dos EUA, já que esse saldo é quatro vezes maior do que em 2008-2009.

“Isto é como um desastre financeiro, como um desastre de saúde, como um desastre econômico – é como se tivéssemos três bombas de nêutrons lançadas em nós”, advertiu Smith ao canal russo RT.

Smith comenta que esses fatores têm efeitos de ondulação iguais em todo o sistema financeiro e já mergulharam o país em uma recessão.

Washington precisa agora entregar outra “bomba de nêutrons que compensa a bomba de nêutrons que explodiu em nosso sistema”, conclui o analista.

“Primeiro temos obviamente o coronavírus e a pandemia, depois temos a pandemia de petróleo […] e depois a terceira bomba é o governo sentado de bobeira, tomando metade de medidas, enquanto temos basicamente um ataque econômico virtual.”

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Fevereiro não teve seca extrema pela primeira vez desde 2015

19 de março de 2020, 11:07

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Omês de fevereiro não teve seca extrema pela primeira vez desde 2015. Foi o que identificou o projeto Monitor da Seca, da Agência Nacional de Águas (ANA). As chuvas do mês passado em diversos estados contribuíram para este resultado, reduzindo as áreas em que a seca extrema normalmente se manifesta. O mês foi marcado por enchentes em diversos estados, como Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro e São Paulo.

Em relação a janeiro, houve diminuição de regiões de seca nos estados da Bahia, Ceará, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais, Piauí e Rio Grande do Norte. Nesses mesmos estados, a seca mudou qualitativamente, ficando menos grave. Esse fenômeno ocorreu também em Pernambuco, Paraíba, Sergipe e Tocantins. O estado de Alagoas, contudo, continuou com seca extrema também em fevereiro.

O Monitor das Secas não verifica todo o território brasileiro. O projeto acompanha a situação de toda a Região Nordeste, além de Tocantins, Minas Gerais e Espírito Santo. Ainda neste ano, a previsão é que Goiás e Rio de Janeiro passem a ser monitorados também.

Com informações da Agência Brasil

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Grupo sanguíneo aumenta o risco de contrair e morrer de Covid-19

19 de março de 2020, 11:04

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Cientistas afirmam que indivíduos com tipo de sangue A apresentam uma probabilidade significativamente mais elevada de contrair Covid-19. 

A pesquisa realizada em Wuhan – cidade onde o vírus teria começado – também apurou que quem pertence ao grupo sanguíneo A corre ainda um maior risco de morrer da doença. 

O estudo chinês detectou que entre os pacientes infectados com o novo coronavírus, 25% tinham sangue tipo O, enquanto 41% enquadravam-se no grupo A. 

Pessoas com tipo de sangue O – que perfazem 32% dos habitantes em Wuhan – contabilizaram um quarto (25%) das mortes registradas na pesquisa. 

Apesar dos dados apurados, os investigadores ainda não conseguiram discernir como o risco e gravidade de infeção da Covid-19 varia de acordo com o grupo sanguíneo. 

Para efeitos desta pesquisa, os investigadores examinaram os casos de 2,173 pessoas diagnosticadas com a Covid-19, incluindo 206 que morreram após apanharem o vírus, internadas em três hospitais na província de Hubei. 

Entretanto, os cientistas alertam para a necessidade de realizar um estudo mais vasto de modo a validar a informação apurada e torná-la mais confiável. 

No artigo, que ainda não foi revisto por uma comunidade dos seus pares, publicado online no periódico medrxiv, os investigadores afirmaram: “o tipo de sangue O está associado a um risco menor de morte, comparativamente a outros grupos sanguíneos. Já o tipo A apresenta uma maior chance de mortalidade”. 

E acrescentaram: “consideramos assim [e sem querermos generalizar ou alarmar] que pacientes infectados com o novo coronavírus e que pertençam ao grupo sanguíneo A devem ser sujeitos a um acompanhamento mais exaustivo e a terapias mais agressivas”.

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Jacobina: Durante coletiva com a imprensa, prefeito anuncia medidas contra a disseminação do Coronavírus

18 de março de 2020, 14:33

Foto: Notícia Limpa

O prefeito Luciano Pinheiro assinou, nesta quarta-feira (16), o decreto 126/2020, que estabelece as medidas de enfrentamento à pandemia do coronavírus no município de Jacobina. A assinatura ocorreu durante coletiva de imprensa, em seu gabinete, ao lado dos secretários da Saúde, Educação, Assistente Social e Administração. Antes, Luciano e sua equipe participaram de reunião para discutir o tema.

Além da suspensão de eventos públicos, com o intuito de evitar aglomerações, entre outras determinações, o prefeito anunciou a paralisação por um período de 15 dias as aulas escolares e a proibição e a suspensão por 90 dias dos grandes eventos. A Caminhada da Luz, evento ecumênico realizada durante a Semana Santa e a tradicional Micareta da cidade estão canceladas neste ano.

Conforme Luciano, é importante que as pessoas saibam que a pandemia é um evento sério e está acontecendo em uma velocidade muito grande, por isso a população precisa seguir à risca as recomendações. O prefeito não descartou alterações no atual Decreto, segundo ele vai depender como as coisas irão acontecer nos próximos dias. “É possível que depois possamos fazer outro decreto complementando o que estamos apresentando hoje. Vai depender da situação. Tenho certeza que com estes cuidados, conseguiremos passar por este momento difícil”, disse.

Com relação à capacidade do município em atender algum caso confirmado, Luciano Pinheiro garantiu que as unidades de saúde da cidade estão aptas para o atendimento. O chefe do Executivo Municipal disse que Jacobina irá cumprir o papel de cidade mãe da região e para isso está se estruturando com o apoio dos governos federal e estadual. O prefeito informou ainda que uma das solicitações seriam as implantações de leitos de UTIs (Unidade de Tratamento Intensivo) no Hospital Regional Vicentina Goulart. “Acredito que entre oito a dez dias já tenhamos recebido algumas solicitações. Estamos nos preparando para, no pior das hipóteses, ocorrendo algum caso, possamos dar este primeiro atendimento. Vamos. Pedi a Deus que não precise”, ressaltou, ratificando a necessidade de conscientização e maturidade da população.

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A preocupação com a disseminação do novo coronavírus tem mudado o comportamento de cidades de todo o mundo

18 de março de 2020, 11:54

Foto: reuters

A preocupação com a disseminação do novo Coronavírus (Covid-19) tem mudado o comportamento de cidades de todo o mundo. O medo da contaminação tem esvaziado estabelecimentos públicos, instituições de ensino, restaurantes, supermercados, museus, cinemas, zoológicos e outros locais. Apesar de ser considerado menos letal que outros vírus da mesma família, o novo coronavírus assusta pela rapidez da sua transmissão. Enquanto o vírus da Síndrome Respiratória Aguda Grave (Sars), que causou um surto de pneumonia entre 2002 e 2003, demorou três meses para infectar pessoas fora da China (país onde começou), o novo coronavírus alcançou o feito em apenas um mês.

Já passa de 300 o número de casos confirmados de coronavírus no Brasil, de acordo com levantamento na base de dados das secretarias de Saúde de 17 estados e do Distrito Federal. A última atualização de boletim, emitido pelo Ministério da Saúde, confirma 291 casos. De acordo com o último boletim da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), desta terça-feira (18), a Bahia registra 18 casos confirmados de infecções pelo Covid-19 nos municípios de Salvador, Feira de Santana, Porto Seguro e Prado. No mundo todo existem mais de 113 mil casos ativos, pouco mais de 80 mil recuperados e cerca de 8 mil 300 mortes.

Na tentativa de evitar a disseminação da doença entre a população, o Governo da Bahia, em acordo com os mais diversos órgãos competentes, definiu a suspensão de alguns serviços, que impactam diretamente na rotina do baiano. Entre as medidas que constam nos decretos publicados pelo Estado para o enfrentamento ao novo coronavírus (Covid-19) na Bahia. fechamento de colégios e escolas, estaduais e particulares, suspensãol do recadastramento de servidores inativos e pensionistas que fazem aniversário nos meses de março, abril e maio. E a suspensão de eventos desportivos, religiosos, shows, feiras, circos, eventos científicos, passeatas e afins, bem como aulas em academias de dança e ginástica nas cidades onde existem casos confirmados da pandemia.

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Na contramão da prevenção contra o coronavírus, serviços do SAC continuam sendo oferecidos em toda a Bahia

18 de março de 2020, 11:44

Foto: Noticia Limpa

Na contramão da prevenção contra o coronavírus, serviços do SAC continuam sendo oferecidos em toda a Bahia. Nos últimos dias diversas medidas foram tomadas pelo Governo da Bahia para conter a contaminação entre a população, com suspensão de diversos serviços, mas o que tem chamado a atenção é o fato de o atendimento nas unidades do Serviço de Apoio ao Cidadão da Bahia continuar funcionando normalmente, como se nada estivesse acontecendo.

O clima entre os servidores do órgão que aglutina diversos públicos, como emissão de documentos como Carteira de Identidade, Carteira de Trabalho, antecedentes criminais e outros, é de apreensão já que, além da aglomeração de pessoas que buscam os serviços em alguns casos, como na área de emissão de Identidade o contato é direto pois é necessário colher os dados biométricos.

O Notícia Limpa esteve na unidade do SAC/Jacobina na manhã desta quarta-feira (18), em busca de informações junto a gerência local. Procurada pela reportagem, a gerente da unidade Ozivalda Sodré evitou comentar sobre o assunto, pois segundo a mesma não dispõe de autorização por parte da Secretaria de Administração do Estado (Saeb), para dar entrevistas.

TRE/BA -Por determinação do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TER), o atendimento ao público de todos os seus serviços está suspenso, inclusive nos postos que funcionam nas unidades dos SACs. “Enquanto a emissão do título de eleitor está suspensa, a carteira de identidade continua sendo emitida, sendo que os serviços são oferecidos no mesmo local, isto é um contrassenso”, disparou um servidor.

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TikTok esconde vídeos de utilizadores feios ou pobres, diz investigação

18 de março de 2020, 09:18

Foto: Reprodução

A empresa responsável pela TikTok, a ByteDance, incentiva os moderadores do app de vídeo a esconderem publicações de pessoas que considerem feias, pobres ou que tenham alguma deficiência.

O site the intercept informou que teve acesso a documentos internos da empresa com as diretrizes a serem seguidas pelos moderadores. Da mesma forma que se decide quais os tipos de vídeos mais populares, a app também tem indicações para censurar discurso político.

Em reação à investigação, um porta-voz da TikTok admite a existência das diretrizes mas adianta que “não estão em uso e, em alguns casos, parecem nunca ter sido usadas”. O representante do app indica ainda que as diretrizes “representam uma tentativa inicial de prevenir bullying”.

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Porque é que acordo cansado mesmo após dormir muitas horas?

18 de março de 2020, 09:13

Foto: Reprodução

Dorme entre sete a oito horas por noite e ainda assim acorda constantemente cansado? Infelizmente, esta situação é bastante comum. De acordo com os especialistas, e conforme reporta a revista Galileu, existem diversos hábitos e rotinas do cotidiano que podem estar interferindo negativamente com o seu processo de descanso.  

Segundo um vídeo do AsapSCIENCE, um dos fatores fundamentais para ter energia é praticar exercício. Estudos salientam que a prática de atividade física moderada pelo menos três vezes por semana já contribui para melhorar a qualidade do sono, o que por sua vez melhora o humor na manhã e dia seguinte.

Adicionalmente, a quantidade de cafeína ingerida diariamente também impactam negativamente no descanso. Várias pesquisas alertam que ingerir cafeína – desde café a chá preto ou verde – até seis horas antes de ir dormir prejudica o sono, podendo inclusive provocar insônias. A cafeína é uma substância que bloqueia a adenosina, um neurotransmissor que se acumula no cérebro ao longo do dia, deixando-nos sonolentos à noite.

Nem tudo depende de você…

Pessoas que sofrem de doenças mentais, como transtornos de ansiedade, estão associados à fadiga e causam índices elevados de stress e preocupação. A depressão também impacta na qualidade do sono, sendo que alguns casos provoca insônias e em outros hipersônia. 

Problemas físicos podem igualmente explicar a sensação de exaustão, desde condições como a anemia que se caracterizam pela falta de ferro no organismo, problemas de tiróide e diabetes. 

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Casos de coronavírus podem chegar a 5 mil nos próximos dez dias, aponta estudo

18 de março de 2020, 08:58

Foto: Getty

Até o próximo dia 26, o número de casos do novo coronavírus  no Brasil poderá subir até 25 vezes, ou 2.400%. Com isso, os registros chegariam a 5 mil, a maioria em São Paulo. A previsão está na primeira nota técnica do Núcleo de Operações e Inteligência em Saúde (Nois), formado por cientistas da PUC-RJ, Fiocruz e Instituto D’or. O grupo vai monitorar sistematicamente a curva de crescimento do número de casos no País para municiar autoridades de saúde para o enfrentamento da epidemia.

No melhor cenário estimado pelos pesquisadores, o País teria, em 26 de março, 2.314 casos; na hipótese mediana, 3.750. Em São Paulo, onde se concentram 68% dos casos do Covid-19 no Brasil, a previsão é de que o número de doentes seja, no cenário mediano, de 2.550 (podendo variar entre 1.573 e 3.380). No Rio, seriam 450 casos confirmados dentro de dez dias (variando de 278 a 596).

Mesmo nos piores cenários, as previsões tendem a ser tímidas. Até agora as orientações no Brasil têm sido no sentido de que apenas os casos mais graves sejam testados para coronavírus. Não são submetidos a testes os casos mais brandos e assintomáticos. Eles podem ser contagiosos e respondem por cerca de 80% do total.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) tem recomendado testar o maior número possível de pessoas. O País, porém, não tem ainda estrutura hospitalar ou mesmo kits de diagnóstico em número suficiente para fazer esses testes. Tem priorizado os casos graves. O Ministério da Saúde já admitiu rever o procedimento, mas, por enquanto, é a que vale no Brasil.

De acordo com os especialistas envolvidos no levantamento, a decisão de fazer previsões de apenas dez dias tem por objetivo ser o mais preciso possível. Eles também querem oferecer aos gestores um horizonte próximo para dimensionar recursos e insumos.

“É muito difícil fazer previsões a médio e longo prazo nesses casos”, explicou o infectologista Fernando Bozza, chefe do Laboratório de Medicina Intensiva do Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, da Fiocruz, e coordenador de pesquisa do Instituto D´Or. “Em previsões de três meses ou mesmo de um mês, os números seriam muito díspares. Por isso, optamos por fazer previsões mais curtas, de dez dias, e em três cenários diferentes, para que sejam mais seguras.”

Os cientistas partiram do cenário em 15 de março, quando o Brasil tinha 200 casos confirmados. Para criar o modelo, eles se basearam na evolução da epidemia nos países que apresentavam as maiores séries históricas de dados: Irã, Itália, Espanha, França, Alemanha, Estados Unidos, China e Coreia do Sul. Para o melhor cenário, por exemplo, os especialistas fizeram a previsão do Brasil com base nos dados da Coreia do Sul. Para o pior cenário, a evolução da curva seria similar à de Irã e Itália.

“A gente separou os países em grupos com comportamentos semelhantes e reproduzimos o comportamento do Brasil para aqueles padrões”, explicou Bozza.

A adesão às medidas de distanciamento social já adotadas pelos estados será crucial para determinar a evolução da curva. O modelo matemático, criado pela equipe do Departamento de Engenharia Industrial da PUC-RIO, será adaptado também na medida em que a realidade de cada país se alterar.

Fernando Bozza explica que ainda estamos muito no começo da epidemia. Diz que ainda é difícil prever que caminho o País vai seguir.

“Temos que ver como será a evolução nos próximos dias para entender qual curva o Brasil vai adotar”, disse.

O grande risco gerado por um crescimento exponencial no número de casos, como aconteceu na Itália, é gerar um colapso do sistema de saúde. Em média, estima-se que cerca de 20% dos casos são de pacientes mais graves. No cenário mais pessimista, teríamos aproximadamente mil pessoas precisando de internação hospitalar.

“Nós temos uma capacidade hospitalar que não é desprezível, especialmente nos grandes centros”, disse o pesquisador da Fiocruz. “Logicamente, essa capacidade não está distribuída de forma equânime entre o setor público e o privado, mas temos uma boa capacidade instalada (de leitos de UTI). Agora, se a epidemia atinge proporções muito maiores, não há capacidade instalada em nenhum lugar do mundo.”

Para o especialista, as medidas preconizadas pelo Ministério da Saúde e as já adotadas em muitos estados são positivas e chegam num ponto ainda precoce da epidemia.

“A estratégia da testagem geral é muito boa, mas não é muito factível num país como o Brasil, que tem mais de 200 milhões de habitantes e limitações estruturais no sistema de saúde; em países menores é mais fácil”, constatou Bozza.

O pesquisador criticou, no entanto, a postura adotada pelo presidente Jair Bolsonaro, que classificou a reação mundial à pandemia de “histeria”.

“O ministro da Saúde (Henrique Mandetta) e os secretários têm sido muito enfáticos em sua mensagem”, afirmou. “Mas a sinalização do Planalto é ruim e dificulta uma mensagem mais clara para a população.”

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