A Polícia Civil de Itapeva, no interior de São Paulo, recebeu denúncia contra três alunos de Veterinária que divulgaram um vídeo em que aparecem cometendo maus-tratos a uma galinha, na terça, 19.
No vídeo, os jovens aparecem dentro de um carro. Um deles segura a ave para fora da janela. Em seguida, enfia a cabeça da ave sob as asas e a sacode no ar.
Itapeva, com 95 mil habitantes, fica a 200 quilômetros de São Paulo.
A delegacia seccional da Polícia Civil informou que a ONG AAIPA (Associação dos Amigos Itapevenses Protetores dos Animais) Itapeva fez a denúncia.
“A autoria (dos maus-tratos) está sendo determinada para, então, abrir uma investigação”, disse um policial.
Por meio de nota, a Faculdade Itapeva informou que os jovens são alunos do curso de Veterinária e que não tiveram a intenção de maltratar a galinha.
“As medidas punitivas foram tomadas pela imagem publicada que levaram a essa interpretação.”
Após a repercussão negativa do gesto, os três jovens gravaram outro vídeo em que pedem desculpas públicas. Ainda no novo vídeo, eles mostram a ave e dizem que ela passa bem. Ao final, a galinha é solta.
Os estudantes afirmam que não tinham a intenção de causar “nenhum dano” e afirmam que a ave não sofreu nenhuma lesão.
Com a inovação dos meios de transporte pelas cidades – como bicicleta e patinetes elétricas -, indivíduos buscam alterar a forma de locomoção, fugindo do trânsito e emitindo menos poluentes na atmosfera. Com a popularização de veículos movidos à eletricidade, a Xaomi, empresa chinesa que desenvolve celulares e produtos eletrônicos em geral, resolveu desenvolver uma bicicleta elétrica que é capaz de caber em uma mochila de tamanho comum.
O produto, chamado Himo H1, tem como objetivo facilitar os pequenos trajetos que indivíduos precisam realizar pela cidade. A bicicleta é capaz de ser dobrada e acaba se tornando do tamanho de uma folha A3 – para isso, a bicicleta foi produzida com rodas menores do que as tradicionais e sem pedais.
Sendo assim, ela é mais parecida com uma pequena scooter.
Confira, abaixo, um vídeo de apresentação da bicicleta, que teve suas cores inspiradas em alguns robôs da saga Transformes:
https://youtu.be/dkn5JXL4blI
Quando dobrada, a bicicleta chega a ter 45 centímetros de altura e 23 centímetros de largura. É inteiramente feita de alumínio, permitindo que seja leve – ela pesa cerca de 13 quilogramas. Seu preço fora da China ainda não foi divulgado, assim como sua data de lançamento no exterior, mas, se feita a conversão direta do preço, é esperado que o produto custe cerca de 1.800 reais em moeda brasileira.
Com um motor de 180 Watts, a bicicleta pode alcançar a velocidade de até 18 quilômetros por hora e sua bateria de íons-lítio tem autonomia para cerca de 30 quilômetros. A recarga pode ser realizada em menos de 6 horas, e a bateria pode ser removida da bicicleta no processo, assim, viabilizando o uso de baterias adicionais.
O professor universitário Juarez Xavier, docente do curso de Jornalismo da Universidade Estadual Paulista(Unesp), foi agredido com um canivete após ser vítima de ofensa racista nesta quarta-feira, 20, em Bauru, interior de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, ele teve ferimentos superficiais, passou por atendimento médico e já teve alta. O agressor foi detido.
O caso foi relatado pela própria vítima em sua página no Facebook, na tarde desta quarta. “Fui chamado de macaco. Reagi, fui esfaqueado!”, escreveu Xavier.
Fui chamado de macaco. Reagi, fui esfaqueado! Mas antes, ele sentiu a fúria negra! Laroye!
De acordo com o tenente da PM José Eduardo Trevisan, comandante do policiamento da área onde o crime ocorreu, Xavier estava caminhando na Avenida Nações Unidas quando um homem passou e chamou o professor de “macaco”.
A vítima, então, teria questionado a ofensa quando foi derrubado no chão e agredido com um canivete. “Ele teve duas perfurações, uma no ombro e outra no tórax”, contou o tenente.
Pessoas que passavam pelo local detiveram o agressor, que foi preso pela PM. Xavier foi levado a uma Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da cidade, onde teve os ferimentos suturados, sendo liberado em seguida.
De acordo com Trevisan, o agressor seguia detido na delegacia da cidade até as 20 horas desta quarta e poderá ser indiciado por injúria racial e lesão corporal.
Em 2015, o professor Juarez Xavier foi vítima de racismo dentro da própria universidade. Pichações encontradas em um banheiro da instituição o chamavam de “macaco” e ofendiam também alunas negras.
Relatório de entidades ligadas à Organização das Nações Unidas (ONU), divulgado hoje (29), alerta que o uso excessivo de medicamentos e os consequentes casos de resistência antimicrobiana podem causar a morte de até 10 milhões de pessoas todos os anos até 2050.
O prejuízo à economia global, segundo o documento, pode ser tão catastrófico quanto a crise financeira que assolou o mundo entre 2008 e 2009. A estimativa é que, até 2030, a resistência antimicrobiana leve cerca de 24 milhões de pessoas à extrema pobreza.
Atualmente, pelo menos 700 mil pessoas morrem todos os anos devido a doenças resistentes a medicamentos – incluindo 230 mil por causa da chamada tuberculose multirresistente.
“Mais e mais doenças comuns, incluindo infecções do trato respiratório, infecções sexualmente transmissíveis e infecções do trato urinário estão se tornando intratáveis”, destacou a Organização Mundial da Saúde (OMS) por meio de comunicado.
“O mundo já está sentindo as consequências econômicas e na saúde à medida em que medicamentos cruciais se tornam ineficazes. Sem o investimento dos países em todas as faixas de renda, as futuras gerações terão de enfrentar impactos desastrosos da resistência antimicrobiana descontrolada”, completou a entidade.
O relatório recomenda, entre outras medidas, priorizar planos de ação nacionais para ampliar os esforços de financiamento e capacitação; implementar sistemas regulatórios mais fortes e de apoio a programas de conscientização para o uso responsável de antimicrobianos e investir em pesquisa e no desenvolvimento de novas tecnologia,s para combater a resistência antimicrobiana.
O Major PM Flailton Frankles e o secretário de Educação e Cultura de Jacobina, Roberval Henrique Ferreira, que esteve acompanhado do gestor de projetos ambientais Glériston Macedo e da coordenadora pedagógica Emanuela Cunha, discutiram a intencionalidade da Prefeitura de Jacobina de implementar o projeto de Gestão Compartilhada com a Polícia Militar no Colégio Municipal Luís Alberto Dourado de Carvalho (CMLAC), no bairro Jacobina 3.
Conforme o secretário Roberval, tal proposta parte do olhar atencioso do prefeito Luciano Pinheiro, para com a situação de vulnerabilidade da população, especialmente dos estudantes da localidade onde o colégio está situado, bem como em seu entorno.
Durante o encontro, que aconteceu na sede da 24ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), o comandante da corporação, Major Flailton, elogiou a iniciativa do Poder Público Municipal e se comprometeu na agilidade para os trâmites burocráticos intrínsecos ao processo.
“Esse é um dos projetos que estamos buscando implementar desde meados do mês de julho, quando experienciamos, in loco, a rotina pedagógica e administrativa de uma escola na cidade de Campo Formoso. Certamente, esse projeto irá reverberar numa melhoria na qualidade do ensino do colégio, fruto da parceria entre a Secretaria Municipal da Educação e da ação humanizada da Polícia Militar presente em nossa cidade”, disse o secretário Roberval, durante socialização do que aconteceu na reunião com os gestores do Luís Alberto.
Segundo Roberval, a partir deste momento, a Secretaria da Educação seguirá em diálogo com outros setores e órgãos ligados à educação municipal, bem como com demais segmentos da sociedade, através de diversas estratégias, entre elas uma audiência pública para análise e ajustes na proposta.
A mudança de sede da final da Libertadores obriga a Conmebol a correr com a preparação do estádio. O Monumental Universitario está longe de estar pronto a três dias da decisão entre Flamengo e River Plate: faltam desde faixas com as marcas da competição e de patrocinadores até cadeiras que ainda estão sendo colocadas. O clima no local é de obras de última hora.
A Conmebol tinha investido em uma pequena reforma no Estádio Nacional de Santiago, que receberia o jogo. Por isso a resistência em trocar de local. Enfim, no início de novembro, uma reunião selou alteração para Lima, após semanas de convulsão social no Chile.
Por conta dos preparativos de última hora, a Conmebol não deixou veículos entrarem no estádio ontem (terça-feira), sendo exceção os donos de direitos da competição como Fox Sports e Globo. A instrução era clara de que o Monumental ainda não deveria ser mostrado enquanto não estivesse pronto.
Na área externa, ainda havia acessos de entrada sendo instalados, placas com as marcas da Libertadores encostadas nas grades e operários dando mão de tinta na pintura marrom clara da arquibancada. Patrocinadores do Universitario ainda tinham suas marcas exibidas, sem ainda presença dos parceiros comerciais da Conmebol.
Internamente, uma questão é que, quando o estádio foi escolhido, havia vários assentos quebrados que tiveram de ser substituídos, o que ainda está ocorrendo no início desta semana. Os assentos são do tipo que era usado em estádio mais antigos no Brasil, sem encosto.
A administração do Monumental informou que alugou o estádio e, a partir daí, tudo tem corrido por conta da Conmebol. Não havia uma renovação no local desde a sua construção, há 20 anos. Embora seja um estádio novo, o Monumental tem uma aparência envelhecida, talvez fruto da sua arquitetura mais antiga e dessa falta de manutenção. As grades externas têm arames farpados no topo, algo também já abolido em equipamentos mais modernos.
A escolha de Lima ocorreu por ter sido uma opção de emergência com falta de alternativas, pelo Monumental ser um estádio de grande capacidade (receberá 60 mil pessoas) e pelo melhor acesso da capital peruana. Lima, de fato, tem boa estrutura para receber os turistas.
O acesso ao estádio, no entanto, é bem complicado. Há uma pista com apenas duas vidas na avenida conhecida por engarrafamentos na cidade. A chegada em jogos grandes costuma ser caótica, segundo moradores locais.
Aprovação da Lei Áurea em 13 de maio de 1888 contou com discurso de senadores que evocavam o medo de uma revolta negra e de uma reforma agrária no país.
“De um traço de pena se legisla que não existe mais tal propriedade [o escravo] (…) enfim senhores, decreta-se que neste país não há propriedade, que tudo pode ser destruído por meio de uma lei, sem atenção nem a direitos adquiridos, nem a inconvenientes futuros!”. Com estas palavras inflamadas João Mauricio Wanderley, o Barão de Cotegipe, líder da bancada escravagista no Senado, criticou a Lei Áurea em 12 de maio de 1888, às vésperas de sua aprovação. O parlamentar baiano aproveitou a sessão que discutia a abolição para lançar mão de um discurso de medo, associando a libertação dos escravos a uma temida reforma agrária. “Sabeis quais as consequências? Não é segredo: daqui a pouco se pedirá a divisão das terras, do que há exemplo em diversas nações, desses latifúndios, seja de graça ou por preço mínimo, e o Estado poderá decretar a expropriação sem indenização!”.
A sessão do Senado que aprovou a Lei Áurea.ARQUIVO SENADO
À época a causa abolicionista contava com grande apoio em diversos setores urbanos da sociedade — inclusive por parte da princesa Isabel de Orleans e Bragança, responsável pela sanção final da Lei e que ocupava o trono durante a ausência do imperador dom Pedro II. Isso não impediu que um grupo de parlamentares ligados ao agronegócio sustentado pela mão de obra escrava tentasse barrar o texto: seis senadores, dentre eles Cotegipe, e nove deputados foram voto vencido na questão em 1888, de acordo com os arquivos do Senado. As transcrições das sessões constam nos arquivos da Casa, e podem ser acessados livremente. À época o Senado contava com 71 integrantes (10 a menos do que a composição atual), que se dividiam entre o partido liberal e o conservador. Todos eram escolhidos pelo Imperador à partir de uma lista tríplice enviada pelas províncias. A tramitação da Lei Áurea foi breve, sendo finalizada nas duas casas em cinco dias – incluindo sábado e domingo, dias nos quais o parlamento se encontra às moscas em 2019.
O Barão de Cotegipe traçou na tribuna do Senado um quadro de grave crise social e econômica caso a Lei fosse aprovada. “Tenho conhecimento das circunstâncias da nossa lavoura, especialmente das províncias de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia, e afianço que a crise será medonha. A verdade é que há de haver uma perturbação enorme na paz durante muitos anos”, disse. Durante a sessão que antecedeu a aprovação da abolição da escravidão, Cotegipe leu um panfleto que supostamente estava sendo distribuído por liberais no campo e na cidade: “Os ventos nos trazem as ideias vivificadoras da nossa reabilitação; a liberdade religiosa; a regularização da legislação em todos os seus ramos; a difusão de ensino; a universalidade do voto; a desenfeudalização da propriedade [o fim do latifúndio]”. Após a leitura deste trecho, o barão concluiu, em tom sombrio “eis aqui, senhores, o que nos espera. Preparemo-nos para esses novos combates”.
O desprezo de Cotegipe para com os escravos e sua iminente liberdade fica claro durante a sessão. Em dado momento, o senador Candido de Oliveira o interrompe durante a sessão para corrigir o termo usado pelo barão. “Não há mais libertos [ex-escravos, termo usado pelo Barão], são cidadãos brasileiros”, diz o abolicionista ao colega. Em meio a risos, Cotegipe responde: “São libertos; mas direi, se quiser, até que são ingleses”.
Os senadores brasileiros não estavam alheios ao que ocorria nas demais colônias onde a escravidão havia sido abolida. O parlamentar pernambucano João Alfredo Correia Oliveira, proprietário de terras, evocou a situação dos Estados Unidos. “Podem ser muito sedutoras as glórias de Lincoln [ex-presidente dos EUA que assinou a Proclamação de Emancipação dos Escravos] e seu partido, inundando de sangue o solo da pátria [a decisão de Lincoln levou à Guerra Civil no país], acumulando ruínas, destruindo brusca e violentamente a propriedade servil, de que o Estado tinha maior culpa que os particulares”.
Além do conflito que se desenrolou nos EUA, o senador temia que se repetisse aqui o que houve por lá, onde em algumas ocasiões o Governo “não admitiu indenização [aos ex-senhores de escravos], nem permitiu entre os antigos senhores e os libertos nenhuma condição de serviços temporários, e até confiscando as demais propriedades daqueles”. No Brasil não foram pagas indenizações aos ex-donos de escravos – e nem aos ex-escravos, como defendia a ala mais progressista do Senado. Por fim, Oliveira conclui: “Senhores, muito infeliz foi o Brasil, herdando esta instituição; porém, mais infeliz será se a sua extinção não for conseguida mediante sabias cautelas e previsões, de modo que não acarrete graves perturbações”.
Alguns parlamentares defensores da escravidão tentaram dar um verniz humanista ao seu posicionamento conservador. “A proposta que se vai votar é inconstitucional, antieconômica e desumana”, afirmou o senador Paulino de Souza, em 12 de maio. Para Souza, ele mesmo um proprietário rural, a Lei Áurea era desumana “porque deixa expostos à miséria e à morte os inválidos, os enfermos, os velhos, os órfãos e crianças abandonadas da raça que quer proteger”, que uma vez libertos não contariam mais com a proteção do seu senhor.
O senador lança mão de uma comparação com a Revolução Francesa, que pôs fim à monarquia no país europeu, e aproveita para alfinetar seus colegas conservadores que apoiam a Lei: “Esse governo revolucionário [da França] não se animou a praticar o que em plena tranquilidade e em uma época regular, vai-se em poucas horas, praticar no Brasil, não sob a direção, mas com a cumplicidade de homens políticos que se dizem conservadores”. De acordo com Souza, “o Governo regular do Brasil que, em contraposição àquele Governo revolucionário, faz decretar, de um dia para outro, a abolição imediata, pura e simples, sem uma garantia para os proprietários, espoliando-os da propriedade legal”.
Alguns deputados abolicionistas cometeram erros ao traçar um panorama do que viria com o fim do regime escravocrata no Brasil. Manoel Francisco Correia, do Paraná, tentou prever o que aconteceria após a abolição. Suas palavras, vistas à luz da situação de discriminação, racismo e violência que o negro ainda sofre no Brasil do século XXI, não poderiam soar mais equivocadas: “A escravidão será em poucos anos apenas uma sombra no passado, sem perturbar com desastres e ruínas as alegrias do futuro”.
A Yamana Gold foi premiada no 13º Encontro anual do programa Na Mão Certa, promovido pela Childhood Brasil que aconteceu ontem, 18 de novembro, em São Paulo.
Além de receber reconhecimento por ser signatária da iniciativa, a companhia foi considerada referência por conta do trabalho de combate à exploração sexual infantil que está realizando no município de Jacobina, na Bahia.
Ao longo do ano de 2019, a Yamana realizou diversas atividades com colaboradores, fornecedores e população de Jacobina e região sobre o tema “Violência sexual contra crianças e adolescentes “, entre elas blitz, palestras, cinema e rodas de conversa. Essas iniciativas reforçam o compromisso, assumido em sua Estratégia de Sustentabilidade, de contribuir para o desenvolvimento dos municípios onde está presente.
Isadora Cerqueira e Cassiana Queiroz, analista de comunidades e assistente de comunidades, respectivamente
Para Isadora Cerqueira, Analista de Comunidades da Yamana, a empresa investe no que acredita. “A Yamana acredita nessa causa e por isso investe em conscientização e capacitação de redes de proteção, que envolvem desde seus colaboradores, a fornecedores e líderes de associações comunitárias para que juntos possam proteger a crianças e adolescentes em situações de vulnerabilidade”.