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Como divórcio teria levado Nasa a investigar denúncia do primeiro crime no espaço

25 de agosto de 2019, 09:22

Foto: Reprodução

O divórcio entre uma astronauta americana e sua mulher teve uma consequência inusitada. O processo teria levado a agência espacial americana, a Nasa, a investigar a denúncia do que seria o primeiro crime cometido no espaço.

A astronauta Anne McClain acessou a conta bancária de Summer Worden, de quem está separada, enquanto estava na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), de acordo com uma reportagem do jornal americano The New York Times.

Worden, uma oficial de inteligência da Força Aérea, diz ter feito uma queixa contra McClain à Federal Trade Comission, uma agência do governo americano responsável pela proteção ao consumidor, entre outros temas. Ela acusa McClain de furto de identidade e acesso indevido a registros financeiros privados.

Outra denúncia teria sido feita pela família de McClain ao Escritório do Inspetor-Geral da Nasa, e investigadores do orgão teriam entrado em contato com ambas sobre a alegação, publicou o The New York Times. Funcionários da Nasa disseram ao jornal, no entanto, que não estavam cientes de nenhum crime cometido na estação espacial.

McClain, desde então, voltou para a Terra. A astronauta reconhece ter feito o acesso, mas nega que tenha cometido alguma irregularidade.

Ela disse ao The New York Times por meio de um advogado que estava apenas se certificando de que as finanças da família estavam em ordem e que havia dinheiro suficiente para pagar contas e cuidar do filho de Worden – que elas estavam criando juntos antes da separação.

“Ela nega veementemente que fez algo impróprio”, disse o advogado Rusty Hardin, acrescentando que McClain está “cooperando totalmente”.

Como tudo começou

McClain se formou na renomada academia militar West Point e voou mais de 800 horas em combate no Iraque como piloto do Exército. Ela treinou então para ser piloto de testes e foi escolhida para voar pela Nasa em 2013.

Ela passou seis meses a bordo da ISS e deveria integrar a primeira caminhada espacial exclusivamente realizada por mulheres, mas sua participação foi de última hora devido a um problema que, segundo a Nasa, se deveu à indisponibilidade de traje do tamanho correto e não teve nada a ver com as alegações contra a astronauta.

McClain e Worden se casaram em 2014, e Worden pediu o divórcio em 2018, e o processo vem se desenrolando ao longo do último ano. Em meio a isso, Worden teria notado que McClain ainda sabia detalhes sobre seus gastos pessoais.

Existem cinco agências espaciais nacionais ou internacionais envolvidas na ISS

Ao pedir ao banco a localização dos computadores que haviam acessado recentemente sua conta, ela descobriu que um dos acessos havia ocorrido por meio da rede de computadores da Nasa.

Após a denúncia, McClain passou por uma entrevista com o inspetor geral da agência e argumentou que estava apenas fazendo o que sempre fez – a supervisão financeira da família – e com a permissão de Worden. Ela teria usado a mesma senha de antes e afirma nunca ter sido informada pela ex-mulher que ela não poderia mais acessar a conta.

Como a lei funciona no espaço?

Existem cinco agências espaciais nacionais ou internacionais envolvidas na ISS – dos Estados Unidos, Canadá, Japão, Rússia e vários países europeus – e uma estrutura legal estabelece que a lei nacional se aplica a qualquer pessoa e posses no espaço.

Portanto, se um cidadão canadense cometesse um crime no espaço, estaria sujeito à lei canadense, e um cidadão russo, à lei russa.

A lei também estabelece normas para a extradição na Terra, caso uma nação decida querer processar um cidadão de outra nação por má conduta no espaço.

Como o turismo espacial vem se tornando uma realidade, também pode haver a necessidade de processar crimes espaciais, mas, por enquanto, a estrutura legal ainda não foi testada.

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Brasil tem o iPhone mais caro do mundo

25 de agosto de 2019, 08:31

Pesquisa revela que iPhone XS pode custar 64% mais aqui do que nos Estados Unidos – 

OBrasil tem o iPhone mais caro do mundo, é o que mostra uma pesquisa realizada pelo banco alemão Deutsche Bank. Segundo o levantamento, o iPhone XS custa 58% mais no Brasil do que nos Estados Unidos. Com a conversão do dólar e inclusão de taxas a diferença pode ser de 64%.

Ainda, de acordo com a pesquisa, no Brasil o smartphone custa, em média, 2.050 dólares – na conversão para reais esse valor chega a R$ 6.850. Já nos EUA o aparelho pode ser comprado por 1.300 dólares. Analisando os dados do ranking vemos que fica mais barato comprar três iPhones XS no mercado americano do que dois em solo brasileiro. No entanto, para quem deseja driblar o “iPhone mais caro do mundo” uma alternativa é apostar no compartilhamento de bagagens.

O aplicativo Grabr, por exemplo, conecta compradores a viajantes ao redor do mundo. Com a tecnologia, é possível solicitar que um viajante traga o aparelho pelo valor real do produto direto dos Estados Unidos.

Funciona assim: para gerar um pedido no app é necessário inserir alguns dados do iPhone, como a descrição e link de onde ele pode ser comprado. Com isso, o viajante pode trazer o smartphone, com uma taxa de recompensa – o valor da comissão só é liberado para o viajante após a entrega ser efetuada, garantindo a segurança do acordo. Em caso de problemas com o pedido e entrega da compra, o aplicativo reembolsa os valores pagos, garantindo a segurança das transações.

O comprador além de economizar, não precisa pagar altas taxas de frete nem esperar meses para receber o produto. 

Confira o ranking:

Países com iPhone XS mais caro do mundo:

Brasil: 2.050 dólares

Turquia: 1.880 dólares

Argentina: 1.776 dólares

Índia: 1.635 dólares

Grécia: 1.591 dólares

Países com o iPhone XS mais barato do mundo:

Nigéria: 1.178 dólares

Estados Unidos: 1.251 dólares

Japão: 1.256 dólares

Hong Kong: 1.262 dólares

Austrália: 1.317 dólares

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Medina, Mineirinho e Filipinho avançam na abertura da etapa do Taiti

25 de agosto de 2019, 07:56

Foto: Pedro Nunes/Reuters

Medina teve desempenho discreto em sua estreia, mas conseguiu avançar uma etapa – 

Após três dias de poucas ondas e condições desfavoráveis, a etapa do Taiti do Circuito Mundial de Surfe teve início neste sábado. E os brasileiros não decepcionaram em Teahupo’o. Gabriel Medina, Filipe Toledo e Adriano de Souza, o Mineirinho, avançaram direto à terceira fase da sétima etapa da temporada.

Bicampeão mundial, Medina teve desempenho discreto em sua estreia, logo na bateria de abertura da competição. Com 6,13, ele foi superado pelo australiano Soli Bailey (9,50), mas bateu o compatriota Peterson Crisanto (0,77). Assim, não teve problemas para avançar neste início de etapa, nas ondas abaixo do esperado deste sábado.

Melhor brasileiro no ranking da temporada, Filipinho também ficou em segundo lugar em sua bateria. Foi batido pelo francês Joan Duru (9,37), mas, com 8,70, o segundo colocado do ranking superou o havaiano Tyler Newton (3,54).

Também na briga pelas primeiras posições do campeonato, Italo Ferreira foi o único brasileiro a vencer uma bateria neste sábado. Com 12,16, deixou para trás o francês Kauli Vaast (7,07) e o havaiano Sebastian Zietz (1,20). Ele ocupa atualmente o quarto lugar na temporada.

Dono de um título mundial, Mineirinho ficou em segundo lugar em sua disputa, sendo superado pelo japonês Kanoa Igarashi (8,83). Com 5,50, o brasileiro ganhou do compatriota Caio Ibelli (3,70), que precisará passar pela repescagem neste domingo, assim como Crisanto, Michael Rodrigues e Jessé Mendes.

Jadson Andre, Yago Dora, Deivid Silva e Willian Cardoso também avançaram em suas baterias. Eles devem cair na água neste domingo a partir das 14 horas (horário de Brasília), na próxima chamada da competição.

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Governo estuda aumentar alíquota da ‘nova CPMF’ após implementação

24 de agosto de 2019, 09:38

Foto: Reprodução

O plano discutido atualmente é partir de uma alíquota mais baixa, entre 0,2% e 0,22%, e aumentar a cobrança ao longo dos anos seguintes – 

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – A equipe econômica estuda um aumento gradual no imposto sobre pagamentos (a “nova CPMF”) após sua implementação. A ideia é usá-lo para substituir paulatinamente a tributação sobre a folha de pagamentos, considerada pelo Ministério da Economia como um entrave para a geração de empregos do país. 

O plano discutido atualmente é partir de uma alíquota mais baixa, entre 0,2% e 0,22%, e aumentar a cobrança ao longo dos anos seguintes. O patamar começou a ser discutido recentemente, depois de o percentual visto como ideal pelo governo ter sido alterado mais de uma vez.

O secretário especial da Receita Federal, Marcos Cintra, calculava a necessidade de uma alíquota maior do imposto sobre pagamentos em seu modelo de reforma tributária. Os percentuais em análise variavam entre 0,3% e 0,5% para cada lado da transação (pagador e recebedor). Ou seja, uma operação de R$ 5.000 recolheria até R$ 50 de imposto.  O ministro da Economia, Paulo Guedes, chegou a falar nesta semana que se o imposto sobre pagamentos tiver uma alíquota pequena, “não machuca”, além de ajudar a repor dinheiro rapidamente ao caixa do governo.

O projeto de criação de um imposto único semelhante a CPMF tem enfrentado resistências. Recentemente, o presidente Jair Bolsonaro (PSL) mudou o discurso sobre o assunto. No início do mês, disse que a proposta do governo não envolveria a recriação do imposto. 

Nesta quinta, no entanto, admitiu estar disposto a conversar com Guedes sobre uma nova CPMF. “Vou ouvir a opinião dele [Guedes]. Se desburocratizar muita coisa, diminuir esse cipoal de impostos, essa burocracia enorme, eu estou disposto a conversar”, disse. Logo em seguida, porém, voltou atrás.”Não pretendo, falei que não pretendo recriar a CPMF”, disse ao deixar o Palácio da Alvorada. 

“O que ele complementou? A sociedade que tome decisão a esse respeito. Ele pode falar vou botar 0,10% na CPMF e em consequência acabo com tais e tais impostos. Não sei. Por isso que eu evito falar com vocês, vocês falam que eu recuo”, disse o presidente. 

No Congresso, o imposto pode ter vida curta. Recentemente, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), reforçou a oposição à criação da CPMF. Maia vem dando declarações públicas de que a proposta não passa na Casa. 

Para vencer a resistência, o governo trabalha nos bastidores para tentar convencer os parlamentares sobre a importância do novo tributo para reforçar as contas públicas. 

Líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO) diz que as conversas já estão ocorrendo, inclusive para tentar diferenciar a CPMF do passado do que seria o projeto atual do governo.”No passado, a CPMF foi mais um imposto em geral.A proposta do governo pode ser, dentro da ideia de simplificar, substituir impostos.”

A desoneração da folha de pagamento seria uma solução natural dentro da política liberal do governo, por reduzir o custo Brasil. “O nosso sistema tributário hoje é muito complexo, não só em relação aos tributos que existem, impostos, taxas, contribuições, mas também em relação às obrigações acessórias. O custo Brasil, o custo para se pagar um imposto hoje, para se declarar, as empresas gastam muito com isso.” 

Segundo ele, o governo ainda não tomou uma decisão final sobre o assunto, mas qualquer projeto terá o cuidado de não onerar mais a população.

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Getúlio Vargas: pai dos pobres ou simples ditador?

24 de agosto de 2019, 09:33

Foto: Reprodução

Há 65 anos, Getúlio Vargas deixava a vida para entrar na história. Uma das figuras mais importantes do Brasil no século XX, o legado do ex-presidente é discutido até hoje.

Aos 72 anos e acuado pela oposição, Getúlio tirou a própria vida em 24 de agosto de 1954 no Palácio do Catete. O então presidente enfrentava uma campanha que defendia sua renúncia e as críticas ferozes de corrupção feitas por Carlos de Lacerda.

“Lutei contra a espoliação do Brasil. Lutei contra a espoliação do povo. Tenho lutado de peito aberto. O ódio, as infâmias, a calúnia não abateram meu ânimo. Eu vos dei a minha vida. Agora ofereço a minha morte. Nada receio. Serenamente dou o primeiro passo no caminho da eternidade e saio da vida para entrar na história”, afirma a carta-testamento de Getúlio.

O professor Luciano Aronne de Abreu, da PUCRS, é especialista em história política do Brasil e afirma que o suicídio criou um “varguismo sem Vargas” ao reverter uma associação que era feita entre o presidente e o autoritarismo, que abriu espaço para uma maior ligação de Vargas com sua política trabalhista.

Autor dos livros “Getúlio Vargas: a construção do mito” e “Um Olhar Regional sobre o Estado Novo”, o historiador destaca que o velório de Getúlio foi acompanhado milhares de pessoas e que sua carta-testamento serviu como bandeira para João Goulart e Leonel Brizola.

Abreu também relembra que Fernando Henrique Cardoso, durante sua presidência nos anos 1990, declarou ter como objetivo encerrar a Era Vargas, enquanto Lula se colocou como uma espécie de “herdeiro do varguismo”. Para o professor da PUCRS, estes pontos demonstram como o ex-presidente de São Borja segue como um elemento importante para entender a política nacional.

Sobre Getúlio ao mesmo tempo ser lembrado como “pai dos pobres” por seu papel na criação e consolidação das leis trabalhistas e ter governo o Brasil como ditador, Abreu afirma:

“Todos somos complexos e contraditórios, o problema é que muitas vezes queremos ver determinado personagem a partir de um viés e de outro. Getúlio marcou seu legado pela legislação trabalhista, que eu acho ser seu principal legado, mas marcou também pelo autoritarismo, marcou também pelas suas relações mais ou menos próximas com o fascismo, essas coisas não são excludentes.”

O quarto no Palácio do Catete onde Getúlio morreu pode ser visitado no Museu da República, na zona sul do Rio de Janeiro. Responsável por encerrar o revezamento de paulistas e mineiros na Presidência, Getúlio também foi deputado federal, senador e ministro da Fazenda, tudo antes de atirar em seu próprio peito com um revólver na manhã de 24 de agosto de 1954.

O “pai dos pobres” é responsável pela criação da Petrobras e implementou o monopólio estatal na exploração de petróleo, idealizou a criação da Companhia Siderúrgica Nacional e criou a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Getúlio também deu um golpe de Estado em 1937 utilizando como pretexto uma teoria da conspiração anticomunista, o Plano Cohen. 

Morte trágica ocorreu em meio a isolamento político

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‘Tudo muito estranho’: Preso com 39kg de cocaína em avião da FAB caiu em armadilha, diz defesa

24 de agosto de 2019, 09:12

Foto: Reprodução

A prisão do sargento da FAB, Manoel Silva Rodrigues, na Espanha, transportando drogas em comitiva que acompanhava o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, causou grande constrangimento. Para a defesa, foi tudo uma armadilha.

O caso, que aconteceu durante viagem de Bolsonaro ao G20, em junho, cgamou atenção de todo o Brasil, quando 39 kg de cocaína foram encontrados com o sargento no voo da FAB.

Na sexta-feira (23) se esgotou o prazo para conclusão do inquérito. Até agora, poucas informações adicionais foram reveladas sobre o caso que conatrangeu o governo dentro e fora do Brasil.

A Sputnik Brasil entrevistou o advogado de defesa do sargento, Carlos Alexandre Klomfahs, que relatou a situação atual do processo.

Segundo o advogado, o sargento responde no Brasil a dois processos. Um inquérito policial militar busca provas de que o sargento cometeu o crime de tráfico em serviço. Já a Polícia Federal investiga suspeitas de crime organizado.

“Nós estamos mais preocupados com a parte militar porque só de a gente provar que foi uma armadilha feita para ele, por alguma razão desconhecida, esse é o principal”, explica o advogado à Sputnik Brasil. Ele acredita que a inocência na investigação militar impediria o processo da Polícia Federal.

Na Espanha, a situação é diferente, porém de certa forma curiosa, conforme afirma Klomfahs.

“É uma situação bem sui generis, bem específica e diferente, porque lá ele está respondendo pelo mesmo crime que aqui, em tese. Para nós, para a defesa, o crime é um só”, aponta.

Na Espanha o argento é acusado de tráfico internacional de entorpecentes e crime contra a saúde pública. Klomfahs explica que foi requerida a transferência do sargento, que segue detido na Espanha, para o Brasil. Porém o pedido foi negado.

Na Espanha, o advogado aponta que o sargento segue sob cuidado da Defensoria Pública local. A defesa afirma que tentou contato através de uma carta solicitando que ele apresentasse uma defesa prévia no Brasil. No entanto, a carta, postada há cerca de três semanas, ainda não recebeu resposta.

“Acreditamos que ele esteja em uma situação de respeito à sua liberdade concessional, não só aqui no Brasil, mas também previsto na Convenção Europeia de Direitos Humanos”, aponta o advogado, que tem defendido o sargento sem contrapartida financeira.

Segundo Klomfahs, ainda há certa nebulosidade em relação ao código penal espanhol e também às possibilidades de que ele possa atuar ao lado da Defensoria Pública espanhola. O advogado tem tentado viabilizar financeiramente sua ida à Espanha.

As teses da defesa do sargento

O advogado Carlos Alexandre Klomfahs, conta que a defesa trabalha com algumas possibilidades que explicariam a mala com cocaína no avião da FAB.

“A defesa tem algumas, digamos assim, teses para explorar no processo. Uma delas […] é que a gente não sabe se há um interesse internacional, de alguma organização, de algum Estado, de prejudicar a imagem do Brasil no exterior”, conta.

Além dessa, há pelo menos outras duas possibilidades com que a defesa trabalha.

“Segunda, não se sabe se há uma retaliação dentro do governo, algumas áreas insatisfeitas com a atuação do presidente. Por exemplo, a área de inteligência, os militares…”, cogita.

Por último, Klomfahs afirma que também é possível que ação tenha partido do próprio governo.

“Talvez possa ser um ato de contra-informação do próprio governo. Ou seja, no sentido de criar o fato, desviando a atenção de outros fatos, talvez mais graves”, diz.

Sem antecedentes, sargento realizava sonho, diz família

O advogado afirma que o sargento mantinha conduta honesta e não tem histórico de envolvimento com atividades ilícitas.

“Documentos, parece que emitidos pela aeronáutica, dão conta de que não havia nenhuma conduta que desabonasse o sargento”, conta.

Klomfahs também cita que a família do sargento aponta que ele vivia um sonho na aeronáutica.

“A família dele falava que ele foi realizar um sonho em Brasília. Ele está, parece que há 20 anos em Brasília, fez um concurso, entrou na aeronáutica”, conta, acrescentando que o grupo o qual o sargento integrava é seleto e leva em conta a conduta do militar para a seleção.

O advogado acrescenta ainda que o sargento levava uma vida simples, era dono de um carro popular e pagava as parcelas de um apartamento. Para Klomfahs, o próprio fato de a investigação não ter quebrado o sigilo bancário do sargento mostra que ele não tinha cifras a esconder.

“É tudo muito estanho!”, aponta.

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Motivo financeiro causou morte de marido de Flordelis, diz jornal

23 de agosto de 2019, 15:31

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O vereador de São Gonçalo Wagner Pimenta, conhecido como Misael, um dos filhos da deputada Flordelis (PSD), disse que ela foi “mentora intelectual” da morte do marido, o pastor Anderson do Carmo. De acordo com informações do jornal O Globo, que teve acesso ao inquérito, a deputada manipulou os filhos para que cometessem o assassinato por motivações financeiras.

Flávio dos Santos Rodrigues, filho biológico de Flordelis, foi detido durante o enterro de Anderson. Ele seria o autor dos disparos que mataram o pastor. Lucas Cézar dos Santos, filho adotivo, também foi preso, suspeito de ter comprado a pistola usada no assassinato.

Em depoimento prestado em 24 de junho, Misael disse que durante uma visita a Flordelis, a mãe escreveu num pedaço de papel: “Nós quebramos o celular do Niel (apelido de Anderson) e jogamos na Ponte Rio-Niterói. O papel foi visto pela mulher dele, Luana, e por um de seus irmãos, Daniel dos Santos. O telefone também teria passado pelas mãos de Márcio da Costa Paulo, motorista de Flordelis.

Misael e outros filhos também disseram que Anderson estava sendo medicado a mando de Flordelis, com o objetivo de envenená-lo. Segundo o jornal, cinco registros de atendimentos ao pastor em hospitais no ano passado foram anexados ao inquérito.

Diferença entre filhos biológicos e adotivos

De acordo com a reportagem, três filhos adotivos de Flordelis contaram que não eram tratados da mesma forma que os biológicos. Luan Santos declarou que nem todos os filhos “tinham as mesmas regalias”.

Roberta Santos disse que os filhos biológicos eram os que mais passeavam e ganhavam presentes da mãe. Já Anderson, diz ela, era um “paizão e sempre tratou todos os filhos muito bem”.

Kelly dos Santos também ressaltou que Flordelis sempre “tratou os filhos adotivos de modo diferenciado em relação aos biológicos”. Segundo ela, os biológicos ganhavam sempre os melhores presentes e os adotivos, quando ganhavam, era algo usado ou de qualidade inferior.

Outro lado

Flordelis sempre negou envolvimento no assassinato. Por nota, segundo o jornal, ela disse: “O que ganhei com a morte do meu marido? Eu só perdi”, afirmando que Anderson cuidava de sua carreira política e contratos artísticos da carreira como cantora gospel.

Ela acusou Misael de ter apagado o conteúdo do celular de Anderson no dia do sepultamento. Segundo ela, em 2018, Anderson não deixou que Misael fosse candidato a deputado estadual.

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Brasil deve abandonar força de paz no Líbano

23 de agosto de 2019, 14:39

Foto: Reprodução / Unifil

Segundo membros do governo, o corte orçamentário na Defesa pesou para a decisão de abandonar a Unifil – 

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Brasil deve abandonar sua participação na Unifil (Força Interina das Nações Unidas no Líbano), encerrando sua presença no comando da força-tarefa marítima da missão de paz da ONU.

A informação foi confirmada à reportagem por interlocutores no governo que acompanham o tema. Eles não disseram quando a retirada deve ocorrer, mas afirmaram que a decisão já está tomada.

O Brasil comanda a força-tarefa marítima da Unifil desde 2011. A missão de paz da ONU no Líbano foi criada em 1978, na esteira da invasão israelense no sul do país árabe.

Pesou para a decisão de abandonar a Unifil, segundo membros do governo ouvidos pela reportagem sob condição de anonimato, o cenário de cortes orçamentários na Defesa.

Além disso, interlocutores que acompanham o tema avaliam que a presença brasileira no comando na missão ficaria prejudicada com a decisão do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de declarar o Hizbullah uma organização terrorista.

Embora tenha um braço que atue como milícia, o Hizbullah é um importante partido político e organização social no Líbano, sendo parte da coalizão de governo do país árabe.

Segundo uma pessoa que acompanha o caso, o Brasil era visto como um mediador de confiança pelo governo libanês, justamente por não tomar lado no histórico conflito árabe-israelense.

Com a nova postura do governo Bolsonaro de aproximação com Israel e com a decisão de Bolsonaro de listar o Hizbullah como um grupo terrorista, a situação mudou.

O Ministério da Defesa disse que o navio brasileiro no Líbano “continua operando normalmente, como capitânia da força-tarefa marítima da Unifil”.

Referindo-se a uma reportagem publicada pelo site especializado Defesanet, que afirma que a retirada do Brasil da força de paz do Líbano responde a uma solicitação de Israel, o Ministério da Defesa disse que não houve pedido de Tel-Aviv.

Segundo informações da pasta, o Brasil mantém um navio e uma aeronave na costa libanesa, com o objetivo “de impedir a entrada de armas ilegais e contrabandos naquele país, além de contribuir para o treinamento da marinha” do país árabe. A força naval comandada pelo Brasil inclui embarcações de diferentes nacionalidades.

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Como realmente determinar a idade do seu cachorro em anos humanos

23 de agosto de 2019, 14:10

Foto: Reprodução

Entenda por que, de acordo com os veterinários, multiplicar por 7 não é uma boa – e o que você deve fazer para descobrir o estágio de vida do seu mascote.

As pessoas amam atribuir características humanas a animais. Os pets ganham (por abstração do dono, claro) preferências, sentimentos, pensamentos e até estados de espírito: “ah, ele tá magoado, deixa eu fazer carinho para consolar!”, “ele só gosta de dormir no ar condicionado!”, “ele é bipolar, às vezes bravo, às vezes uma gracinha!”.

É lógico que essa personificação não deixaria de fora uma das maiores preocupações humanas: a idade. Foi daí que surgiu a velha lenda: para saber a idade humana dos cães, basta multiplicar a idade dele por 7. Um dog de 3 anos teria 21 se fosse um homem, por exemplo.

Mas essa resposta não é tão simples assim. O veterinário Jesse Grady, do departamento de veterinária da Mississippi State University, nos EUA, resolveu esclarecer no site The Conversation o que é verdade e o que é fantasia de dono.

Para começar, a real sobre a regra dos 7 anos: segundo o especialista, esse mito nasceu do fato de que um cão de porte médio e saúde ideal vive, em média, um sétimo do tempo de vida de seu dono. Faz um certo sentido: enquanto um ser humano saudável pode chegar aos 80 anos, um dog médio nas mesmas condições chega facilmente aos 12.

Isso tudo, no entanto, é uma aproximação um tanto grosseira. Nem todo cão é de porte médio, e o veterinário esclarece que cachorros (e gatos) envelhecem de forma diferente não só das pessoas, mas também uns dos outros, dependendo da raça.

Levando em conta que os cães são uma das espécies de mamíferos mais diversa do planeta, podendo variar drasticamente em tipos de corpo, pelo e peso (de 3 kg a 90 kg na idade adulta), não faria sentido colocar todos no mesmo pacote. “É só comparar um chihuahua e um dogue alemão”, exemplifica o veterinário.

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Quase quarentão, Barão Vermelho rompe o silêncio com disco inédito

23 de agosto de 2019, 08:53

Foto: Reprodução/Facebook

O lançamento do disco Viva é o primeiro registro da formação atual, que tem no vocal Rodrigo Suricato – 

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O novo disco do Barão Vermelho, “VIVA”, parece usar as letras maiúsculas do nome para destacar um verdadeiro renascimento da banda. O último disco de inéditas do grupo saiu há 15 anos. “Foi quase como quebrar uma maldição”, diz o baterista Guto Goffi, um dos fundadores do quarteto, que daqui a dois anos fará 40 anos de estrada.

O lançamento também é o primeiro registro da formação atual, que tem outro fundador, o tecladista Maurício Barros. Completam a escalação o guitarrista Fernando Magalhães e, no vocal, Rodrigo Suricato. Este cumpre animado a missão de ocupar o lugar que foi de Cazuza, no início dos anos 1980, e de Frejat, até 2004.

Há dois anos, o quarteto roda a turnê “Barão pra Sempre”. Segundo eles, o momento é de “uma banda feliz no palco, com um repertório consagrado”.

Suricato parece duplamente feliz. Multi-instrumentista, ele está lançando seu terceiro álbum, “Na Mão as Flores”. Neste sábado (24), o Barão apresenta em São Paulo o novo repertório, na Casa Natura.

No dia 29, Suricato mostra seu show solo, no Theatro Net.Os dois discos contam só com composições recentes. “Letras e músicas resolvidas nessa panela, com os quatro integrantes”, diz Goffi. “Para deixar claro que não é uma volta oportunista. Queremos seguir.”

Na reorganização da banda, foi essencial o retorno integral de Maurício Barros. “Fundamos isso. Um é o pai do Barão. O outro é a mãe”, brinca Goffi. Foi Barros o responsável pelo convite ao novo vocalista. “Não conhecia pessoalmente o Suricato, mas o considerava a maior revelação do rock brasileiro dos últimos tempos. Ouvia e pensava: ‘Esse cara tem um borogodó a mais'”, conta Goffi.

O álbum “VIVA” tem o DNA inegável das raízes do grupo. “Tudo por Nós 2” é rock acelerado e empolgante, enquanto “Eu Nunca Estou Só” é verdadeiro blues estradeiro. Esses dois pilares que sustentam o som do Barão se cruzam em “A Solidão te Engole Vivo”, talvez a mais poderosa do repertório.

Em sua jornada dupla, Suricato levou ao pé da letra a proposta de carreira solo. No novo álbum, ele fez tudo: escreveu, tocou, cantou, produziu. Diz que não foi intencional. Pretendia gravar esse terceiro álbum ainda acompanhado de outros músicos, mas ficou tão mergulhado no estúdio que não conseguiu evitar. “Escrevi 30 músicas, dessas saíram as dez do álbum. Tinha inveja da maneira como eu tocava nos discos dos outros. Gravei com Fito Paz, Moska, Ana Carolina. Quis contratar esse Rodrigo instrumentista para trabalhar para mim”, brinca.

“Na Mão as Flores” tem rock, mas surge mais forte um lado folk, baladeiro, com letras celebrando coisas boas. “Acho que devo ser posto na prateleira das ‘good vibes’. Tenho um direcionamento positivo. O Barão tem uma potência sonora ligada ao rock, e a linguagem no meu trabalho me dá liberdade de ser mais pop. O Barão flerta com o pop. “Na turnê solo, Suricato entra sozinho no palco.

Ele se diz apaixonado pela estética dos músicos de rua – aqueles que tocam vários instrumentos ao mesmo tempo. “Violão nas mãos, gaita na boca, pedal de bumbo no pé, isso tem uma linguagem meio circense, né? “Nos últimos quatro anos, ele pesquisou para passar dessa estética rudimentar a uma performance apurada. “Subo no palco sozinho, toco quase tudo na hora, só me permito algumas programações digitais”, diz o artista “fominha”.

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