Brasil deve abandonar força de paz no Líbano

23 de agosto de 2019, 14:39

(Foto: Reprodução / Unifil)

Segundo membros do governo, o corte orçamentário na Defesa pesou para a decisão de abandonar a Unifil – 

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O Brasil deve abandonar sua participação na Unifil (Força Interina das Nações Unidas no Líbano), encerrando sua presença no comando da força-tarefa marítima da missão de paz da ONU.

A informação foi confirmada à reportagem por interlocutores no governo que acompanham o tema. Eles não disseram quando a retirada deve ocorrer, mas afirmaram que a decisão já está tomada.

O Brasil comanda a força-tarefa marítima da Unifil desde 2011. A missão de paz da ONU no Líbano foi criada em 1978, na esteira da invasão israelense no sul do país árabe.

Pesou para a decisão de abandonar a Unifil, segundo membros do governo ouvidos pela reportagem sob condição de anonimato, o cenário de cortes orçamentários na Defesa.

Além disso, interlocutores que acompanham o tema avaliam que a presença brasileira no comando na missão ficaria prejudicada com a decisão do presidente Jair Bolsonaro (PSL) de declarar o Hizbullah uma organização terrorista.

Embora tenha um braço que atue como milícia, o Hizbullah é um importante partido político e organização social no Líbano, sendo parte da coalizão de governo do país árabe.

Segundo uma pessoa que acompanha o caso, o Brasil era visto como um mediador de confiança pelo governo libanês, justamente por não tomar lado no histórico conflito árabe-israelense.

Com a nova postura do governo Bolsonaro de aproximação com Israel e com a decisão de Bolsonaro de listar o Hizbullah como um grupo terrorista, a situação mudou.

O Ministério da Defesa disse que o navio brasileiro no Líbano “continua operando normalmente, como capitânia da força-tarefa marítima da Unifil”.

Referindo-se a uma reportagem publicada pelo site especializado Defesanet, que afirma que a retirada do Brasil da força de paz do Líbano responde a uma solicitação de Israel, o Ministério da Defesa disse que não houve pedido de Tel-Aviv.

Segundo informações da pasta, o Brasil mantém um navio e uma aeronave na costa libanesa, com o objetivo “de impedir a entrada de armas ilegais e contrabandos naquele país, além de contribuir para o treinamento da marinha” do país árabe. A força naval comandada pelo Brasil inclui embarcações de diferentes nacionalidades.

Principais sintomas físicos e mentais da abstinência de nicotina

A síndrome de abstinência de nicotina provoca inúmeros sintomas nos ex-fumantes. Contudo, explica um artigo publicado no portal Melhor Com Saúde, esses efeitos colaterais variam em intensidade dependendo da pessoa. 

O fato da nicotina ser uma droga muito viciante faz com que o hormônio conhecido como dopamina seja liberado no cérebro – este hormônio é responsável por aumentar a sensação de prazer e bem-estar. E como tal, o organismo reage negativa e violentamente à ausência da droga.

Ainda assim, a síndrome de abstinência de nicotina não representa qualquer risco para a saúde. Estima-se que os sintomas associados à condição afetam até 85% dos ex-fumantes. 

Os sintomas desta síndrome variam, mas, sem dúvida alguma, o mais comum é a vontade de fumar que pode surgir na presença de múltiplos estímulos, como por exemplo ver outra pessoa fumar, ou inclusive sem uma causa aparente.

Os principais sintomas da síndrome de abstinência da nicotina são os seguintes, de acordo com o portal Melhor Com Saúde:

Sintomas físicos

Aumento do apetite
Tosse
Boca seca
Dor de cabeça
Tontura
Fadiga
Coriza (inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo)
Dor de garganta, na língua ou gengivas
Sensação de aperto no peito
Ganho de peso
Frequência cardíaca mais lenta ou bradicardia
Obstipação
Hipotensão

Sintomas mentais

Ansiedade, inquietação e irritabilidade
Dificuldade em se concentrar
Insônia e dificuldade para dormir bem
Raiva e frustração
Depressão
Desânimo
Mau humor

Os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina normalmente duram de 4 a 12 semanas e surgem nas primeiras 12 a 24 horas após parar de fumar. 

Os especialistas explicam que a fase mais critica são as primeiras duas a três semanas de cessação tabágica. Sendo que os sintomas começam gradualmente a desaparecer e, com o tempo o indivíduo aprende a controlar o desejo de fumar. 

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