Quase quarentão, Barão Vermelho rompe o silêncio com disco inédito

23 de agosto de 2019, 08:53

(Foto: Reprodução/Facebook)

O lançamento do disco Viva é o primeiro registro da formação atual, que tem no vocal Rodrigo Suricato – 

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) – O novo disco do Barão Vermelho, “VIVA”, parece usar as letras maiúsculas do nome para destacar um verdadeiro renascimento da banda. O último disco de inéditas do grupo saiu há 15 anos. “Foi quase como quebrar uma maldição”, diz o baterista Guto Goffi, um dos fundadores do quarteto, que daqui a dois anos fará 40 anos de estrada.

O lançamento também é o primeiro registro da formação atual, que tem outro fundador, o tecladista Maurício Barros. Completam a escalação o guitarrista Fernando Magalhães e, no vocal, Rodrigo Suricato. Este cumpre animado a missão de ocupar o lugar que foi de Cazuza, no início dos anos 1980, e de Frejat, até 2004.

Há dois anos, o quarteto roda a turnê “Barão pra Sempre”. Segundo eles, o momento é de “uma banda feliz no palco, com um repertório consagrado”.

Suricato parece duplamente feliz. Multi-instrumentista, ele está lançando seu terceiro álbum, “Na Mão as Flores”. Neste sábado (24), o Barão apresenta em São Paulo o novo repertório, na Casa Natura.

No dia 29, Suricato mostra seu show solo, no Theatro Net.Os dois discos contam só com composições recentes. “Letras e músicas resolvidas nessa panela, com os quatro integrantes”, diz Goffi. “Para deixar claro que não é uma volta oportunista. Queremos seguir.”

Na reorganização da banda, foi essencial o retorno integral de Maurício Barros. “Fundamos isso. Um é o pai do Barão. O outro é a mãe”, brinca Goffi. Foi Barros o responsável pelo convite ao novo vocalista. “Não conhecia pessoalmente o Suricato, mas o considerava a maior revelação do rock brasileiro dos últimos tempos. Ouvia e pensava: ‘Esse cara tem um borogodó a mais'”, conta Goffi.

O álbum “VIVA” tem o DNA inegável das raízes do grupo. “Tudo por Nós 2” é rock acelerado e empolgante, enquanto “Eu Nunca Estou Só” é verdadeiro blues estradeiro. Esses dois pilares que sustentam o som do Barão se cruzam em “A Solidão te Engole Vivo”, talvez a mais poderosa do repertório.

Em sua jornada dupla, Suricato levou ao pé da letra a proposta de carreira solo. No novo álbum, ele fez tudo: escreveu, tocou, cantou, produziu. Diz que não foi intencional. Pretendia gravar esse terceiro álbum ainda acompanhado de outros músicos, mas ficou tão mergulhado no estúdio que não conseguiu evitar. “Escrevi 30 músicas, dessas saíram as dez do álbum. Tinha inveja da maneira como eu tocava nos discos dos outros. Gravei com Fito Paz, Moska, Ana Carolina. Quis contratar esse Rodrigo instrumentista para trabalhar para mim”, brinca.

“Na Mão as Flores” tem rock, mas surge mais forte um lado folk, baladeiro, com letras celebrando coisas boas. “Acho que devo ser posto na prateleira das ‘good vibes’. Tenho um direcionamento positivo. O Barão tem uma potência sonora ligada ao rock, e a linguagem no meu trabalho me dá liberdade de ser mais pop. O Barão flerta com o pop. “Na turnê solo, Suricato entra sozinho no palco.

Ele se diz apaixonado pela estética dos músicos de rua – aqueles que tocam vários instrumentos ao mesmo tempo. “Violão nas mãos, gaita na boca, pedal de bumbo no pé, isso tem uma linguagem meio circense, né? “Nos últimos quatro anos, ele pesquisou para passar dessa estética rudimentar a uma performance apurada. “Subo no palco sozinho, toco quase tudo na hora, só me permito algumas programações digitais”, diz o artista “fominha”.

Os 7 alimentos que são ladrões de energia

Você provavelmente já ouviu falar e leu bastante sobre alimentos e suplementos que aumentam sua disposição e te deixam mais animado para encarar um treino ou até mesmo as tarefas do dia a dia. Mas também existe o outro lado dessa moeda. Não faltam vilões neste mundo na nutrição: os alimentos que são ladrões de energia e podem atrapalhar bastante sua rotina na corrida ou até mesmo se tornar um obstáculo numa prova.

Esses “ladrões” de energia atuam de diferentes maneiras no organismo. Em alguns casos, oferecem tanto açúcar que, num primeiro momento, essa elevada taxa de glicose resulta em mais disposição, mas, logo em seguida, a insulina liberada para normalizar essa glicose faz justamente o caminho contrário. E aí o cansaço chega com tudo.

Também tem aqueles alimentos que dão tanto trabalho para o sistema digestivo que muitos nutrientes são desviados para ajudar nesse processo, fazendo com que eles faltem na produção de energia em outras funções do organismo. Resultado: o corpo logo sente essa queda de disposição.

Para te ajudar a evitar esse cansaço causado pela má alimentação, acionamos três especialistas para fazer uma lista dos maiores ladrões de energia, suas principais armas e como combatê-las. Confira!

Os ladrões de energia 

Carboidratos simples

Alimentos com farinhas brancas vão roubar energia se consumidos em excesso. “Em um pré-treino, por exemplo, são aliados, mas viram vilões se não houver uma atividade física depois”, pondera Mayara Ferrari, nutricionista funcional esportiva. “Isso acontece porque a quantidade de açúcar no sangue fica muito elevada e o pâncreas libera mais insulina para quebrar todos esses carboidratos. Isso pode causar uma grande redução de açúcar no sangue, resultando em fadiga e falta de energia.”

Sal

Aquele sal extra para dar mais gosto à comida pode te deixar mais cansado. Em quantidade exagerada, o sal aumenta a pressão arterial e deixa o organismo mais desidratado porque mais água é necessária para compensar. “Ele prejudica o funcionamento adequado do organismo, que ficará a todo momento buscando esse equilíbrio. Isso dará uma sensação de cansaço e fadiga. Esporadicamente um pouco de sal não tem problema, mas abusar dele diariamente ou usar em grande quantidade é bastante prejudicial”, adverte Mayara.

Alimentos gordurosos e frituras

A gordura em excesso dificulta a digestão e atrapalha a chegada dos nutrientes à corrente sanguínea. “Como possuem uma digestão mais
lenta, eles fazem com que a circulação se concentre na região abdominal por mais tempo. Isso causa uma sensação de letargia e sonolência durante a digestão, que pode passar de três horas. E isso não é bom para quem vai se exercitar, pois precisará de boa circulação nos membros”, alerta a nutricionista Lara Natacci.

Doces

A lógica nesse caso é parecida à dos carboidratos simples: como eles são ricos em açúcar, dão um pico de energia no primeiro momento porque aumentam a quantidade de glicose no sangue, mas se a pessoa não for praticar uma atividade física logo em seguida, essa disposição logo pode virar cansaço. “O organismo vai aumentar a secreção de insulina para normalizar a glicemia, que é a quantidade de glicose no sangue. Por isso, a sensação de aumento de energia deve durar pouco e dar lugar à fadiga”, reforça Lara Natacci.

Café

O café, um dos estimulantes mais populares, também pode roubar sua energia. Ele realmente gera mais disposição num primeiro momento, mas sua ação no sistema nervoso tem como um dos efeitos a fadiga. “A cafeína, no cérebro, obstrui os efeitos da adenosina, substância que ajuda na transferência de energia e na promoção do sono, dando o efeito estimulante”, explica André Lemos, médico nutrólogo. “Por outro lado, também inibe a degradação da acetilcolina, que aumenta o estímulo muscular. E a consequência disso são o cansaço e a debilidade”, completa.

Corantes e conservantes

Presentes em muitos produtos industrializados, como nuggets, embutidos (salame, presunto, mortadela, peito de peru) e salsichas, eles
modificam o funcionamento adequado do organismo, que tenta repor o que os corantes “tiram” no processo de digestão. “Eles causam uma cascata de processos inflamatórios e oxidantes. Para reverter essa situação, disponibilizamos muitas vitaminas e minerais, fazendo com que o restante do organismo não funcione adequadamente”, destaca Mayara.

Refrigerante

O refrigerante é um dos “ladrões de energia” mais temidos. Alguns maratonistas e ultramaratonistas o utilizam durante provas quando já estão acostumados a seus efeitos, inclusive psicológicos, mas, para o organismo, eles não têm nada de “bonzinhos”. Isso porque o refrigerante, em geral, tem tudo em excesso: açúcar, sódio e corantes. Assim, desencadeia todos os processos já descritos de uma só vez. Além disso, estudos apontam que o refrigerante ainda pode atrapalhar o padrão de sono, prejudicando o descanso e interferindo na disposição.

VÍDEOS