NEGÓCIOS

Festival do Queijo da Bacia do Jacuípe movimenta Capim Grosso e já é sucesso de público e vendas

24 de abril de 2026, 16:03

Foto: Marta Medeiros

O queijo artesanal, especialmente os produzidos pela agricultura familiar, é o grande protagonista do 1º Festival de Queijo do Território da Bacia do Jacuípe. O evento reúne, até este sábado (25/04), no município de Capim Grosso, uma diversidade de produtos derivados do leite, além do melhor da produção, cultura e gastronomia do território em um só lugar. A programação inclui bebidas, pratos típicos, cafés, chocolates, geleias e doces variados.

A abertura do festival ocorreu na noite desta quinta-feira (23/04) e contou com a participação do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e do diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Jeandro Ribeiro. O evento conta com o apoio do Governo do Estado, por meio da CAR, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

“O festival, realizado pelo Consórcio Bacia do Jacuípe, com o apoio da CAR, evidencia os resultados dos investimentos do Estado em políticas públicas voltadas à bovinocultura de leite e a outros sistemas produtivos. Essas ações promovem dignidade no campo, a partir da melhoria das condições de trabalho, da agregação de valor, do aumento da produção e, consequentemente, da geração de renda para famílias produtoras de toda a Bahia”, destacou Jeandro Ribeiro, diretor-presidente da CAR.

Produtor da comunidade de Barreiros, em Riachão do Jacuípe, Eduardo Emídio levou ao festival produtos da Queijaria Produzir Preservar, incluindo queijos de leite caprino e bovino, requeijão, iogurte, manteiga e doces. Para ele, o evento é uma oportunidade estratégica. “O festival fomenta a economia territorial e aproxima ainda mais as queijarias artesanais do consumidor”, afirmou.

Já William, produtor de Baixa Grande, da Queijaria Delícias da Fazenda São João, comemorou o sucesso nas vendas logo no primeiro dia. “Trouxe produtos para os três dias, mas já vendi tudo. É um evento muito importante e me sinto motivado a participar de outros festivais”, relatou.

Programação

A programação inclui oficinas, degustações e encontros técnicos, com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do leite, promover a comercialização de queijos e derivados, valorizar os produtores locais e gerar renda para as famílias agricultoras.

De acordo com Thaylla Almeida, médica veterinária e coordenadora do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) do Consórcio Público de Desenvolvimento Sustentável do Território Bacia do Jacuípe, o festival também promove a troca de experiências entre produtores e amplia oportunidades de mercado. “O evento fortalece a cadeia produtiva, aproxima produtores e consumidores e incentiva a melhoria da qualidade dos produtos, além de estimular a regularização das agroindústrias”, destacou.

Thaylla também ressaltou o papel institucional da iniciativa. “Com o apoio da CAR e do Governo do Estado, o festival representa um importante incentivo aos produtores de derivados do leite, impulsionando o crescimento da produção, valorizando a identidade regional e contribuindo diretamente para o desenvolvimento econômico e social do território”, completou.

A produtora Tania Maria, do Laticínio Carmesita, de Pé de Serra, também destacou a importância da participação. “É uma oportunidade de apresentar nossos produtos. Capim Grosso é um mercado em que queremos estar inseridos futuramente, e o festival nos permite essa visibilidade”, afirmou.

Feira da Agricultura Familiar e Economia Solidária

Paralelamente ao festival, acontece a Feira da Agricultura Familiar e Economia Solidária, que oferece aos visitantes alimentos frescos provenientes da produção de agricultores e agricultoras familiares, além de artesanato, plantas e diversos produtos regionais.

Fonte: AscomCAR

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Privatização da BR prejudica consumidor em momento de crise

15 de março de 2026, 09:35

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Especialistas e entidades do setor de petróleo apontam que os aumentos abusivos nos preços dos combustíveis pelas distribuidoras – em São Paulo, há relatos de postos vendendo o litro de gasolina a R$ 9 – não se devem apenas à instabilidade no cenário internacional.

Para analistas, a privatização da BR Distribuidora eliminou o controle estratégico do Estado sobre a cadeia de fornecimento, deixando o mercado à mercê de reajustes abusivos que ignoram os valores praticados nas refinarias. Sem a estrutura verticalizada que ia “do poço ao posto”, o Brasil perdeu a ferramenta institucional necessária para frear a especulação em momentos de crise, avaliam especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

O alerta da venda de gasolina a R$ 9 “mesmo sem reajustes equivalentes nas refinarias” partiu de Ticiana Alvares, diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). Segundo nota publicada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), postos em São Paulo estão elevando preços de forma desproporcional, mesmo sem  aumentos por parte da Petrobras.

Para a FUP, o conflito no Oriente Médio — intensificado no final de fevereiro — tem servido de pretexto para que distribuidoras e revendedoras apliquem margens de lucro excessivas.

“As distribuidoras e revendedoras aumentaram os preços dos combustíveis. [O valor] chega na bomba para o consumidor final com acréscimo em torno de 40%”, calcula o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, em entrevista à Agência Brasil.

Política de preços diferenciada

Segundo Bacelar, a majoração de preços – que prejudica os consumidores e pode impactar na inflação – ocorre porque foram privatizadas as subsidiárias da Petrobras que atuavam na distribuição de combustíveis (BR Distribuidora e a Liquigás).

“Nós tínhamos uma Petrobras que era bem mais integrada e verticalizada do que é hoje. Era a antiga empresa do poço ao posto,” afirmou o sindicalista.

“Uma companhia petrolífera que faz exploração e produção de petróleo, e também transporte, refino, distribuição e comercialização dos derivados desse petróleo, consegue praticar política de preços diferenciada”, compara Bacelar – favorável à verticalização na Petrobras de todas etapas de fornecimento de petróleo.

A análise é compartilhada pela academia. Para Geraldo de Souza Ferreira, professor de Engenharia de Petróleo da Universidade Federal Fluminense (UFF), a retirada de uma empresa pública de um setor tão vital retira do Estado suas “ferramentas institucionais” de intervenção. “Quando se retira uma empresa pública de determinado setor da cadeia produtiva, o Estado deixa de ter ferramentas institucionais para fazer algum tipo de intervenção.”

Para Souza Ferreira, a atuação estatal no setor de petróleo é estratégica.

“O petróleo e seus derivados são importantes para segurança energética do país e para manutenção de várias outras atividades. Esses produtos são fundamentais para a sociedade. Então, tem que ter um certo nível de controle.”

O especialista ainda assinala que “uma empresa pública é orientada por sua função social. Já as empresas privadas são orientadas para o lucro, para o retorno financeiro.”

Na última quarta-feira (11), a empresa Vibra Energia S.A que comprou a BR Distribuidora anunciou lucro líquido de R$ 679 milhões em 2024. “Nossos resultados financeiros e operacionais comprovam a robustez e a capacidade de execução da companhia. Tivemos crescimento consistente de margens a cada trimestre do ano”, destacou Ernesto Pousada, CEO da Vibra, em comunicado da empresa.

Sem consulta ao Congresso

A Petrobras perdeu o controle da BR Distribuidora em julho de 2019, quando iniciou a privatização da antiga subsidiária. A privatização total foi concluída dois anos depois. Naquele período, sob o governo do então presidente Jair Bolsonaro, a diretoria da Petrobras defendia que a empresa deveria focar na produção e exploração de óleo e gás, e abrir mão da distribuição de combustível.

A venda das empresas subsidiárias da Petrobras foi feita sem consulta ao Congresso Nacional, de acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5624.

Conforme decisão da Corte, em caráter liminar de junho de 2019, “a alienação do controle acionário de empresas públicas e sociedades de economia mista exige autorização legislativa e licitação”, mas “a exigência de autorização legislativa, todavia, não se aplica à alienação do controle de suas subsidiárias e controladas. Nesse caso, a operação pode ser realizada sem a necessidade de licitação, desde que siga procedimentos que observem os princípios da administração pública inscritos no Artigo 37 da Constituição, respeitada, sempre, a exigência de necessária competitividade.”

Corte de tributos e pagamento de subvenções

Para conter aumento no preço dos combustíveis, o governo zerou as alíquotas de Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) sobre o diesel, e reduzindo o preço em cerca de R$ 0,32 por litro e editou a Medida Provisória nº 1.340 que autoriza a concessão de mais R$ 0,32 por litro como subvenção econômica para a comercialização de óleo diesel.

No total, são R$ 0,64 por litro cobrados a menos para diminuir o impacto no bolso do consumidor da variação do preço do petróleo no mercado.

O preço do diesel é formado pelo custo do produto junto à Petrobras (45,5% do preço médio na bomba do posto); tributo estadual (19%); custo de distribuição e revenda (17,2%); adição de biodiesel (13%). O peso da tributação da PIS/Cofins era de 5,2%.

Tendo em perspectiva o comportamento do mercado internacional de petróleo, o governo federal criou uma sala de monitoramento para acompanhar as condições do de comercialização de combustíveis fora e dentro do Brasil.

Na quinta-feira (12), o governo federal se reuniu com as empresas distribuidoras de combustível que sugeriram que a Petrobras amplie a importação de diesel para garantir abastecimento e estabilidade de preços no país.

Agência Brasil

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Agricultura familiar da Bahia amplia presença em estabelecimentos comerciais de Salvador

04 de março de 2026, 09:34

Foto: Ascom/CAR

Os produtos da agricultura familiar baiana estão cada vez mais presentes na mesa dos soteropolitanos. Supermercados, empórios, lojas especializadas e plataformas digitais já comercializam uma ampla variedade de alimentos produzidos por cooperativas e associações apoiadas pelo Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

Esse crescimento é resultado de um trabalho estruturado que começa na base da produção, passa pelo apoio à agroindustrialização e chega ao acesso ao mercado. A CAR tem investido em equipamentos, assistência técnica, implantação de agroindústrias, certificações sanitárias e estratégias de comercialização, garantindo que os produtos da agricultura familiar cheguem às prateleiras com qualidade, regularidade e valor agregado.

Em Salvador, um dos pilares dessa expansão é o Centro de Distribuição da Agricultura Familiar, localizado em Itapuã e instalado pela CAR. O espaço organiza a logística e facilita a chegada dos produtos das cooperativas do interior até a capital, fortalecendo a presença nas grandes redes varejistas e ampliando a competitividade no mercado.

Hoje, é possível encontrar produtos da agricultura familiar em redes como Atakarejo, GBarbosa, Hiperideal, Rede Mix, Atacadão e nas lojas da Cesta do Povo, que comercializam itens de diversas cooperativas baianas. Além disso, estabelecimentos como Nutrimaster e Armazém Pepe ampliam a oferta para o público da capital.

Para o gerente comercial da Unicafes Bahia, Josivaldo Dias, esse avanço é fruto de uma política pública consistente. “O que estamos vivendo hoje é resultado de um investimento estruturado, que começa no apoio ao agricultor e chega até a organização da comercialização. O Centro de Distribuição em Salvador fortalece a logística e permite que os produtos das cooperativas baianas ocupem espaços cada vez maiores no mercado. Isso gera renda no campo e leva qualidade para a mesa do consumidor”, destacou.

Empório da Agricultura Familiar

Outro ponto de destaque é o Empório da Agricultura Familiar, localizado na Ceasinha, no Mercado do Rio Vermelho. O espaço reúne produtos de toda a Bahia, cultivados de forma agroecológica e sustentável. O empório funciona como loja boutique e também como bar e restaurante, tornando-se referência tanto para a alta gastronomia quanto para os frequentadores do mercado.

Os produtos também podem ser adquiridos online por meio da Plataforma Digital Mercaf (mercaf.com.br) que realiza entregas em Salvador e na Região Metropolitana, ampliando ainda mais o alcance das cooperativas.

Entre os itens que já conquistaram espaço nas gôndolas estão carne de cordeiro, iogurtes, queijos, manteiga, balinha de licuri com banana, bolacha de licuri, café premium gourmet, chocolates, doce de leite de cabra sabor café, licuri caramelizado, macarrão penne, mel, palmito, entre outros produtos que carregam identidade, qualidade e origem.

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ESSE POVO TEM ARTE VIU: Artesãs jacobinenses estão se fortalecendo ao compartilhar saberes e comercializar juntas

26 de fevereiro de 2026, 08:58

Foto: Gervásio Lima

Com o lema ‘Arteiras de Jacobina: empreendedorismo feminino que transforma vidas’, mulheres de todos os cantos do município decidiram se unir e de forma coletiva comercializar os produtos que produzem.

A ideia era antiga, mas somente em 2024 as amigas, Monny e Elicássia Guedes, tomaram a iniciativa de formar um grupo de artesãs com o propósito de emponderamento, principalmente econômico, uma forma de promover autonomia financeira para as participantes.

Coordenado por Elicássia, o grupo mantém como base a força da coletividade, o companheirismo e a garra das mulheres que constroem diariamente o projeto que se consolida como uma iniciativa de economia solidária que promove a inclusão produtiva.

Conforme Elicássia, mais de oitenta mulheres participam de eventos coordenados pelo coletivo Arteiras, como feiras, exposições, oficinas, entre outros e que estão sendo realizado também um curso de associativismo e cooperativismo para formalizar a futura Associação das Arteiras.

Atualmente as Arteiras contam com uma loja física localizada ao lado do Mercado Velho. No local é possível encontrar os mais diversos tipos de artesanatos e souvenirs produzidos por 28 artesãs que integram oficialmente o grupo.

“De todos os cantos do nosso município, mulheres de força e talento se uniram. O que antes era apenas um fazer manual, hoje se transforma em arte, segurança financeira e, acima de tudo, em liberdade. Produzindo e comercializando artesanato, essas mulheres estão costurando um novo futuro para suas famílias e comunidades. Mais do que produtos, elas vendem histórias, tradição e a prova de que, unidas, a nossa força é incalculável. Apoie o artesanato local, valorize a mulher empreendedora”, enuncia Elicássia.

Entre os produtos comercializados na Lojinha das Arteiras de Jacobina estão: roupas e saídas de praia, biscuit, pesos de porta, laços e acessórios, bolsas, cerâmicas, brinquedos, bonecas, macramés e outros.

As arteiras contam com apoios e parcerias da sociedade, de forma individual, empresarial e do poder público.

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Governo do Estado avalia estadualização de hospital em Senhor do Bonfim

09 de fevereiro de 2026, 19:11

Foto: Ascom/Serin

O Governo do Estado avalia a possibilidade de estadualizar o Hospital Dom Antônio Monteiro, em Senhor do Bonfim. O assunto foi tema de encontro realizado na tarde desta segunda-feira (09), na Câmara de Vereadores da cidade. O secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, e a secretária de Saúde, Roberta Santana, foram os responsáveis pela condução do diálogo com gestores municipais do território Piemonte Norte do Itapicuru.

Com a estadualização, a unidade deve receber obras de reforma e ampliação, além da aquisição de equipamentos, com previsão de aporte total de R$ 21,4 milhões. Além disso, existe a possibilidade de ampliação da capacidade assistencial, com aumento de 32% no número de leitos, passando de 87 para 115, o que consolidaria o hospital como referência regional. Estudos técnicos e administrativos sobre a estadualização seguem em andamento, e novas reuniões serão realizadas para aprofundar as análises e dar continuidade ao diálogo com os municípios envolvidos.

“Esse diálogo não impacta apenas Senhor do Bonfim, mas toda a região. Falamos sobre o fortalecimento da regionalização da saúde e da importância deste hospital como um instrumento fundamental para salvar vidas em toda a região do Piemonte Norte do Itapicuru. Dessa forma, garantimos mais segurança e qualidade de vida da população, ampliando o acesso e melhorando a qualidade dos serviços de saúde ofertados a todos”, ressaltou Loyola.

Para a secretária Roberta Santana, a visita ao município e ao hospital Dom Antônio Monteiro é fundamental para preparar a rede para ampliar o cuidado regional. “Hoje cumprimos uma agenda de diálogo, planejamento e compromisso para a saúde do município. Olhar de perto a realidade das unidades, ouvir quem faz a saúde acontecer e alinhar caminhos é o que fortalece o SUS e prepara a rede para ampliar o cuidado regional”, disse.

Além dos secretários de Estado e do prefeito de Senhor do Bonfim, Laércio Júnior, também estiveram presentes os prefeitos de Jaguarari (Antônio Nascimento); Campo Formoso (Elmo); Cansanção (Vilma Gomes); Filadélfia (Dr. André); Pindobaçu (Dr. Davi); Antônio Gonçalves (Dudu); além de presidentes de Câmaras, lideranças políticas da região, e os deputados estaduais Niltinho, Júnior Nascimento e Bobô.

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Banco do Nordeste suspende Pix após sofrer ataque hacker

28 de janeiro de 2026, 08:27

Foto: Banco do Nordeste/Divulgação

O Banco do Nordeste (BNB) suspendeu temporariamente as transações via Pix após identificar um ataque hacker em sua infraestrutura. A medida foi adotada de forma preventiva enquanto equipes técnicas analisam a extensão do ataque cibernético e trabalham na retomada segura do serviço.

Em fato relevante divulgado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o banco informou que o incidente foi detectado nesta terça-feira (27) e que, imediatamente, ativou seus protocolos de segurança. Segundo a instituição, não há, até o momento, indícios de vazamento de dados nem de prejuízo às contas de clientes.

O ataque ocorreu na conta-bolsão de uma empresa terceirizada. As contas-bolsão são um instrumento que reúne recursos de vários usuários em uma única conta, sem identificação individualizada dos titulares.

“Para uma análise mais detalhada das causas do evento e seus impactos, o serviço Pix está suspenso temporariamente”, informou o BNB, acrescentando que mantém comunicação constante com o Banco Central (BC) para acompanhar o caso.

Empresa terceirizada

De acordo com informações preliminares, o ataque explorou uma vulnerabilidade em um prestador de serviços de tecnologia da informação que atua como intermediário nas operações do banco. A ação teria envolvido recursos movimentados a partir de uma chamada “conta bolsão” vinculada à empresa terceirizada. O valor eventualmente desviado ainda está sendo contabilizado pela área técnica.

O Banco do Nordeste afirmou que está focado na retomada das transações Pix “o mais breve possível” e reforçou seu compromisso com a segurança da informação e a transparência, prometendo atualizar o mercado sobre novos desdobramentos.

O Banco Central, responsável por monitorar o funcionamento do sistema Pix, ainda não se manifestou oficialmente sobre o episódio. Segundo dados da autoridade monetária, esta é a primeira ocorrência envolvendo o Banco do Nordeste desde a criação do sistema. Ao fim de 2025, o BNB contava com pouco mais de 11 milhões de clientes.

Elo vulnerável

Desde o ano passado, ataques a prestadores de serviços terceirizados têm se tornado mais frequentes no sistema financeiro, por representarem um elo potencialmente mais vulnerável da cadeia tecnológica. Esse tipo de estratégia permite aos criminosos contornar camadas robustas de proteção dos grandes bancos ao explorar falhas em sistemas integrados.

O episódio ocorre em um contexto de aumento dos investimentos em cibersegurança por parte das instituições financeiras, impulsionado tanto pela digitalização dos serviços quanto pelo crescimento do Pix como principal meio de pagamento do país. No ano passado, o BC suspendeu do sistema Pix diversas empresas que atendiam a bancos e endureceu as regras de segurança para instituições de pagamento.

Ainda não há previsão oficial para a normalização completa do serviço no Banco do Nordeste. A retomada das operações dependerá da conclusão das análises técnicas e da validação dos sistemas afetados, em coordenação com o Banco Central, para garantir que as transações ocorram sem riscos adicionais aos clientes e ao sistema financeiro.

Agência Brasil

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Coreto da Agricultura Familiar em Jacobina celebra conquistas após um ano de inauguração

27 de janeiro de 2026, 16:37

Foto: Acervo Coomafs

Após pouco mais de um ano de funcionamento, o Coreto da Agricultura Familiar, instalado no antigo Solar da Missão, na Praça da Missão, em Jacobina, consolidou-se como um importante espaço de comercialização de produtos da agricultura familiar. O local reúne itens produzidos em comunidades rurais dos territórios de identidade Piemonte da Diamantina e Bacia do Jacuípe, onde atuam grupos produtivos de mulheres e jovens ligados à Rede Semiárido Forte e à Cooperativa Agropecuária de Mulheres e Jovens do Semiárido (Coomafs).

Além de fortalecer a geração de renda, o Coreto também se tornou palco para manifestações das riquezas culturais da região, valorizando saberes, sabores e modos de vida do Semiárido baiano.

A iniciativa contou com o apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). A CAR também apoiou os grupos produtivos ligados à Coomafs com a implantação de quintais produtivos, cozinhas comunitárias e investimentos em sistemas produtivos como caprinocultura, avicultura e mandiocultura, além do incentivo à produção de orgânicos. O projeto contou ainda com o apoio da Prefeitura de Jacobina.

“O Coreto da Agricultura Familiar nasceu do sonho de muitas pessoas, com a perspectiva de ser uma vitrine dos produtos dos grupos produtivos e dar visibilidade ao trabalho dessas mulheres. Hoje, vemos mulheres empoderadas, potentes, que saíram da extrema pobreza por meio desses grupos, e jovens que estão se formando e retornando às suas comunidades para trabalhar, muitos deles como agentes de negócio”, destaca Aline Silva, representante da Coomafs.

Políticas públicas que transformam

Segundo Aline Silva, os investimentos do Governo do Estado têm sido fundamentais para transformar a realidade das mulheres e dos jovens do Semiárido, a partir da escuta das comunidades e do fortalecimento das ações já existentes nas organizações produtivas locais.

“Hoje podemos dizer que estamos alcançando objetivos sonhados lá atrás. Mulheres negras, sem terra, que, por meio do Governo da Bahia, participaram de missões técnicas na Bélgica e em Portugal, representando tantas outras mulheres do campo. O objetivo é dar visibilidade a essas mulheres que viviam em situação de violência e extrema pobreza e que hoje conquistaram autonomia, dignidade e qualidade de vida”, celebra Aline.

Espaço de sabores, cultura e geração de renda

O Coreto da Agricultura Familiar funciona de quarta a domingo, das 16h às 23h, e se consolidou como um ponto de referência dos sabores, da cultura regional e dos modos de vida do Semiárido. No espaço, são realizadas apresentações artísticas, rodas de conversa, visitações guiadas, exposições e oficinas sobre temas variados.

Para a agricultora familiar Maria Lúcia, que atua no Coreto, as ações da CAR foram fundamentais para dar visibilidade às mulheres do campo, especialmente às mulheres quilombolas, que antes não conseguiam comercializar sua produção. “A CAR enxergou a necessidade dessas mulheres, que eram invisibilizadas, e nos deu a oportunidade de nos transformarmos em mulheres potentes, guerreiras e trabalhadoras. Hoje temos a nossa loja da agricultura familiar, linda. É a realização do sonho de muitas mulheres”, afirma.

Sobre a Coomafs

A Coomafs nasceu da necessidade de comercialização dos produtos de grupos produtivos de mulheres e jovens comunidades rurais de municípios dos territórios Piemonte da Diamantina e Bacia do Jacuípe, grupos e formamos coletivos de produção. Atualmente, a cooperativa conta com 270 mulheres e trabalha com mais de 30 grupos produtivos de nove municípios dos dois territórios.

Ascom CAR

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Fábrica de Torres Eólicas de Jacobina será reativada; anuncia governador Jerônimo

27 de janeiro de 2026, 13:37

Foto: Amanda Ercília/GOVBA

O setor de energias renováveis da Bahia ganha um importante reforço com o anúncio do contrato firmado entre a EDF Renewables e a Goldwind, acordo que consolida o estado como um dos principais polos da cadeia eólica no Brasil. A solenidade que oficializou a parceria para a reativação da Fábrica de Torres de Aço, no município de Jacobina, contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e foi realizada na sede da Goldwind, em Camaçari, nesta terça-feira (27). A iniciativa reforça o compromisso com a geração de empregos, o desenvolvimento industrial e a transição energética da Bahia.

A retomada da unidade industrial em Jacobina representa um impacto direto na economia regional, com a reativação da cadeia produtiva ligada à fabricação de componentes eólicos e a ampliação de oportunidades de trabalho. A iniciativa integra um conjunto de investimentos estruturantes que posicionam a Bahia como referência nacional na produção de energia limpa.

Durante o anúncio, o governador destacou a relevância dos investimentos para o futuro energético do estado. Segundo ele, a atração de grandes projetos no setor de renováveis fortalece a economia baiana, promove a geração de empregos qualificados e contribui de forma decisiva para a agenda de transição energética e desenvolvimento sustentável. “Agora precisamos garantir que essa energia produzida no nosso semiárido, possa ser usada pela indústria no próprio semiárido. A geração de energia renovável, de energia limpa do sol e do vento, garante que a Bahia seja produtora de hidrogênio verde”, enfatizou Jerônimo, acompanhado pelo vice-governador Geraldo Júnior.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ângelo Almeida, ressaltou que a reativação da fábrica de torres e a ampliação dos investimentos no setor eólico demonstram a capacidade da Bahia de atrair projetos estruturantes, com efeitos positivos sobre a indústria, a inovação e a competitividade regional. “Esta cadeia que interage agora, mostra pra o mundo que aqui nós temos um bom ambiente, um bom ecossistema para atrair esses investimentos, nos mais diversos segmentos, desde datacenter até fábrica de baterias”, apontou Ângelo.

O projeto conta com incentivos fiscais formalizados em protocolo de intenções assinado entre a Goldwind e o Governo da Bahia em março de 2023 e inclui ainda a implantação de um parque de fornecedores de componentes eólicos, com pelo menos seis empresas do setor, entre elas a Sinoma, já instalada no estado.

Além do avanço industrial, o acordo também marca um novo capítulo em inovação tecnológica. A Goldwind anunciou parceria com o SENAI Cimatec para a implantação do primeiro projeto de Sistema de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS) integrado a um aerogerador da empresa. A iniciativa será instalada no município baiano de Tanque Novo e representa um marco para o setor elétrico ao associar geração e armazenamento de energia renovável em um mesmo sistema. “A reativação dessa fábrica, com o produto de alta tecnologia, que compõem os maiores aerogeradores fabricados no hemisfério sul é motivo de alegria para toda comunidade científica, é uma parceria extremamente importante”, disse o diretor de Tecnologia e Inovação do SENAI Cimatec, Luis Breda.

Para o diretor-presidnete da BahiaInvest, Paulo Guimarães, a parceria com o SENAI Cimatec tem um significado especial. “Isso é muito importante porque significa que nós estamos internalizando na Bahia esta tecnologia. Então, não seremos simplesmente fabricantes diversos ou utilizadores diversos, mas desenvolvedores de tecnologia”, pontuou Guimarães.

Unidade Camaçari

Em agosto de 2024 a Goldwind inaugurou em Camaçari sua fábrica de aerogeradores para produção de energia eólica — a primeira unidade da companhia fora da China. A Bahia foi escolhida após vencer uma disputa com o Ceará, em razão das melhores condições oferecidas para a instalação do empreendimento.

Com investimento de R$ 150 milhões, a unidade tem capacidade de produção de até 150 aerogeradores por ano, com potência entre 6,2 e 8,3 MW, patamar superior ao dos equipamentos atualmente produzidos no país. A expectativa é que a fábrica alcance participação de 25% a 30% no mercado brasileiro de turbinas eólicas, gerando cerca de 250 empregos diretos e 750 indiretos.

Repórter: Laís Nascimento/GOVBA

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Anvisa proíbe venda de azeite e suspende doce de leite e sal grosso

23 de janeiro de 2026, 15:35

Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária/Divulgação

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, distribuição, fabricação e consumo do azeite de oliva extravirgem da marca Terra das Oliveiras. De acordo com a Anvisa, o produto foi proibido por ter origem desconhecida, sendo vendido pela loja online Shopee. Além disso, explicou a agência, a empresa JJ-Comercial de Alimentos, que aparece no rótulo do produto como sua importadora, foi extinta. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Doce de leite e sal grosso

A agência impôs restrições de comercializações do sal grosso da marca Marfim e do doce de leite da São Benedito. 

Fabricado pela empresa M Gomes Praxedes, o lote 901124 do sal grosso Marfim foi suspenso por ter reprovado no teste de teor de iodo, que foi considerado insatisfatório. De acordo com a Anvisa, o lote deve ser recolhido. A determinação foi publicada no Diário Oficial da União.

Já o doce de leite em pedaços da marca São Benedito, da empresa JF Indústria Comercio de Doces e Laticínios, com data de fabricação de 25 de junho de 2025, não poderá ser comercializado, distribuído e nem consumido. De acordo com a Anvisa,  o lote desse produto não estava identificado. Além disso, foi reprovado no teste de ácido sórbico, conforme publicado no DOU. O ácido sórbico é um conservante que tem o propósito de evitar que microrganismos causem deterioração dos alimentos.

Procurada pela Agência Brasil, a São Benedito informou que, assim que foi notificada, colaborou com os órgãos competentes e ajustou processos internos “para garantir que cada pote que chegue à sua mesa esteja 100% dentro dos padrões”, afirmou em nota.

A empresa disse ainda que “preza pela tradição” e destacou que “o uso do conservante serve justamente para evitar microrganismos e garantir um alimento seguro”. 

Agência Brasil também procurou a Marfim, mas não obteve retorno. Já a empresa responsável pela marca Terra das Oliveiras não foi encontrada.

*texto ampliado às 15h08 para incluir posicionamento da São Benedito

Agência Brasil

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Mais de 1.600 produtos de origem animal, de agroindústrias familiares, ampliam o acesso ao mercado com apoio do Estado

20 de janeiro de 2026, 09:19

Foto: Geraldo Carvalho

A parceria inovadora do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com os consórcios públicos intermunicipais, garantiu a certificação de mais de 1.600 produtos de origem animal, pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM), instalado em centenas de municípios baianos.

A ação, que abrange 399 municípios baianos, qualificou a produção de agroindústrias familiares e viabilizou o acesso aos mercados de produtos como mel, carnes, ovos, frango, leite e queijo, dentre outros. No total, 277 municípios já contam com Lei e Decreto regulamentados vigentes, e 259 agroindústrias já foram certificadas pelo SIM em todo o estado.

A partir da implantação do SIM, serviço público responsável pela inspeção e fiscalização sanitária e industrial da produção de alimentos de origem animal, os empreendimentos certificados passaram a acessar os mercados locais para seus produtos, sendo essa abrangência ampliada com a adesão ao Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (SUSAF-BA).

Com a adesão e certificação pelo SUSAF-BA, os empreendimentos passam a comercializar seus produtos em todo o estado da Bahia, ampliando mercados, fortalecendo a economia rural e garantindo mais segurança e qualidade aos consumidores. Já estão certificados pelo SUSAF-BA produtos em 18 municípios baianos.

É o que aconteceu com os produtos ‘Apis Várzea da Madeira’, da Associação de Meliponicultores, Apicultores e Agricultores Familiares de Tanque Novo, composta por 40 famílias, que, no ano de 2025, ganhou também o reforço de um agente de negócios, contratado com recursos do edital da CAR voltado ao apoio à gestão de agroindústrias familiares. Eles têm como diferencial a produção de mel de abelhas da espécie nativa Mandaguari, sem ferrão.

“Após a certificação dos nossos produtos, conseguimos acesso aos mercados. Isso nos permitiu fornecer produtos para a alimentação escolar, participar de feiras e eventos e, consequentemente, aumentar significativamente as vendas”, ressalta Erenildo de Magalhães, presidente da associação.

Ele conta ainda que a certificação da produção, obtida com a parceria do Consórcio Público de Desenvolvimento Sustentável Alto Sertão, incentivou as famílias a investirem na criação de abelhas e na produção do mel e de outros produtos, como própolis, que passaram a ter o escoamento garantido. “Sem essa certificação, continuaríamos vendendo nossos produtos a atravessadores e não teríamos a força e a união que ganhamos com o passar do tempo, o que está gerando renda para as nossas famílias e promovendo o desenvolvimento dessa atividade sustentável”, afirma Erenildo.

Sérgio Porto, do Laticínio Recanto do Queijo, no município de Vereda, no Extremo Sul, destaca a felicidade de fazer parte da primeira agroindústria familiar a receber o SUSAF-BA. “A certificação do SUSAF-BA tem nos ajudado muito. A gente consegue agregar valor aos nossos produtos e já conseguimos participar de eventos em Salvador e em feiras, que deram uma boa alavancada nas nossas vendas. Creio que, em 2026, a gente vai estar tentando entrar em todo o estado com os nossos produtos. Hoje, Salvador tem aderido muito ao queijo artesanal”.

Os queijos da Queijaria Recanto do Queijo, que teve o apoio do Estado, por meio da CAR, também na agroindústria, já participaram de vários concursos nacionais, internacionais e estaduais. “O último concurso de que a gente participou foi no Festival do Queijo, que aconteceu em Salvador, e ganhamos 12 medalhas. Estou muito feliz. Agradecemos muito à CAR e ao Governo do Estado por nos incentivar. Tem sido muito importante. Hoje, a gente cresceu muito no setor do artesanal por causa desse apoio do Governo, via CAR”, ressaltou Sérgio.

Sobre o SIM/SUSAF-BA

A certificação SIM/SUSAF-BA garante padrões sanitários rigorosos, promove a saúde pública, assegura a segurança alimentar e amplia a confiança nos produtos da agricultura familiar, valorizando o trabalho das famílias do campo. Ao adquirir produtos com certificação, os consumidores contribuem para o fortalecimento da economia local e para a permanência das famílias na atividade rural.

Ascom/CAR

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