NEGÓCIOS
ESSE POVO TEM ARTE VIU: Artesãs jacobinenses estão se fortalecendo ao compartilhar saberes e empreenderem juntas
08 de junho de 2026, 15:43

Foto: Gervásio Lima
Com o lema ‘Arteiras de Jacobina: empreendedorismo feminino que transforma vidas’, mulheres de todos os cantos do município decidiram se unir e de forma coletiva comercializar os produtos que produzem.
A ideia era antiga, mas somente em 2024 as amigas, Monny Santos e Elicássia Guedes, tomaram a iniciativa de formar um grupo de artesãs com o propósito de emponderamento, principalmente econômico, uma forma de promover autonomia financeira para as participantes.
O grupo mantém como base a força da coletividade, o companheirismo e a garra das mulheres que constroem diariamente o projeto que se consolida como uma iniciativa de economia solidária que promove a inclusão produtiva.
As ‘Arteiras de Jacobina’ evidenciam a criatividade e o talento de mulheres do Território Piemonte da Diamantina, que transformam elementos da cultura local em arte, geração de renda e fortalecimento cultural.
A união das fazedoras de arte vai muito além do financeiro, representa a oportunidade recíproca de uma vivência coletiva, com trocas de experiências e momentos de descontração, que conta histórias de quem apostou na aliança feminina como caminho para empreender e encontrou nessa sororidade uma forma de enfrentar desafios e ampliar possibilidades.
O espaço das arteiras, onde são comercializadas as artes, está inserido num contexto de economia criativa, onde são priorizados produtos e experiências únicos em vez de produções em massa. A criatividade é o principal ingrediente para as arteiras transformar conhecimentos, técnicas artesanais e experiências pessoais em fonte de renda.
Para Sirlene Alves Bruno, conhecida como ‘Si Bruno’, de 74 anos de idade, a troca de saberes, as habilidades e técnicas são compartilhadas naturalmente entre as componentes do grupo e que os encontros com as amigas têm proporcionado alegria e leveza à rotina e reduzido o isolamento, além de proporcionar o crescimento conjunto, com o sucesso de uma inspirando o avanço das demais
“A importância do artesanato na minha vida, como na vida de todas as mulheres que fazem parte do grupo das arteiras, vai além da renda dentro de casa, é um motivo de saúde, de saúde mental, enquanto ocupamos nossa mente. O artesanato tem o poder de cura. Aqui somos uma família de arteiras que fazem arte com as mãos, que faz artes acolhendo as pessoas, salienta Si Bruno, que trabalha com reciclagem, produção de feltro sem costura, quadros na Prata Boliviana e pinturas em panos de prato.
Até então ‘CLT’, ao se referir ao trabalho formal com carteira de trabalho que, a artesã Silvana Barberino (59), conta que encontrou na arte uma válvula de escape para enfrentar o isolamento da pandemia de Covid. A prática com argila passou a dar origem a peças únicas de cerâmica, o que despertou nela um espírito empreendedor. Silvana logo percebeu que era possível transformar a atividade, até então um hobby, em um negócio. O desafio era conseguir bancar a ideia: os custos para manter uma loja com portas abertas eram altos demais. A solução surgiu da percepção de que outras artesãs enfrentavam o mesmo problema.
Silvana denomina o grupo das arteiras de Jacobina de ‘empreendedorismo coletivo’, que eleva também o setor cultural e transforma o fazer artístico em uma jornada de acolhimento e crescimento mútuo. Segundo a artesã, o trabalho ganha mais visibilidade e impacto quando feito em conjunto. Me descobri artesã depois de ter passado 35 anos de CLT, mas o artesanato nunca saiu de mim. Com a chegada da pandemia, quando parou tudo, o mundo parou, percebi que o artesanato era uma espécie de válvula de escape que passou a me fazer bem em todos os aspectos”, disse.
Silvana trabalha com o que ela chama de ‘customização de barro’, tendo como carro mestre a produção de fachadas em miniaturas de igrejas históricas de Jacobina e outros souvenires, como bateias de garimpeiros em forma de imã de geladeira.
Atualmente as Arteiras contam com uma lojinha colaborativa localizada ao lado do Mercado Velho, no centro de Jacobina. No local é possível encontrar os mais diversos tipos de artesanatos e souvenires. Entre os produtos comercializados na Lojinha das Arteiras de Jacobina estão: roupas e saídas de praia, biscuit, pesos de porta, laços e acessórios, bolsas, cerâmicas, brinquedos, bonecas, macramés e outros.
Agricultura familiar do Norte do Itapicuru ganha empório e laticínio para ampliar produção, comercialização e geração de renda
07 de junho de 2026, 08:18

Foto: Geraldo Carvalho
O Território Norte do Itapicuru celebra a chegada do Empório da Agricultura Familiar e da Unidade de Beneficiamento de Derivados do Leite, inaugurados nesta sexta-feira (5), em Senhor do Bonfim, pelo Governo do Estado da Bahia.
Os empreendimentos foram viabilizados por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), e irão fortalecer a base produtiva e ampliar a comercialização dos produtos da agricultura familiar da região.
A Unidade de Beneficiamento de Derivados do Leite foi totalmente reformada para atender à legislação sanitária e equipada para o processamento de produtos como queijos, iogurtes e manteigas. A obra foi executada por meio de convênio com a Cooperativa Mista Agropecuária de Senhor do Bonfim (Coomasb).
“O produtor de leite de Senhor do Bonfim só tem a agradecer ao Governo do Estado por essa iniciativa. Hoje já estamos beneficiando 3 mil litros de leite por dia e, agora, é avançar ainda mais e gerar renda para mais famílias”, destacou o presidente da Coomasb, Márcio Correia.
O Empório da Agricultura Familiar foi instalado no Centro de Senhor do Bonfim e conta com loja de conveniência, restaurante, cafeteria, estandes para comercialização de artesanato e, na área externa, um espaço destinado à realização de feiras de produtos orgânicos e eventos sociais.
“O Empório representa muito para os nossos agricultores e agricultoras, que hoje estão com a felicidade estampada no rosto diante dessa conquista tão sonhada. Agora temos a nossa casa, localizada no Centro de Senhor do Bonfim”, comemorou Carla Santana, coordenadora da Central das Associações da Agricultura Familiar de Senhor do Bonfim (CAAFTIPNI). A entidade reúne 48 associações comunitárias da região, conta com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Senhor do Bonfim e será responsável pela gestão do empreendimento.
A implantação do Empório integra a estratégia do Governo da Bahia de fortalecer a produção e a comercialização de produtos da agricultura familiar, incluindo derivados da mandioca (beijus de fécula e recheados, bolachinhas de goma), do umbu, do licuri, do leite, da cana-de-açúcar, de frutas e do milho, além de produtos in natura, como carnes, peixes, aves, hortaliças, frutas nativas e grãos.
“Este espaço grandioso é uma grande conquista para os homens e mulheres do campo da região de Senhor do Bonfim. É um local que nos acolhe e nos dá a oportunidade de comercializar produtos saudáveis, feitos com muito carinho, que saem da roça para chegar à mesa dos consumidores da cidade”, comemorou a agricultora Daiana Santana.
Entrega de máquinas e equipamentos
Durante a agenda no território, também foram entregues carros-pipa, tratores, máquinas forrageiras, motocicletas e tablets, adquiridos por meio de emendas parlamentares e de convênio com o Consórcio Público de Desenvolvimento Sustentável do Norte do Itapicuru.
As Arteiras de Jacobina apresentam a força da cultura popular durante evento com o governador Jerônimo Rodrigues
19 de maio de 2026, 16:16

Foto: Reprodução
O movimento ‘As Arteiras de Jacobina’ marcou presença em mais um importante momento institucional do Território Piemonte da Diamantina, o Programa de Governo Participativo (PGP), realizado no último sábado (16), em Jacobina. Na ocasião, As Arteira apresentou aos participantes não apenas peças artesanais, mas também a força da cultura popular, da economia solidária e da organização das mulheres artesãs do município.
Integrante Codeter (Colegiado de Desenvolvimento Territorial) e ligada outros movimentos sociais, Elicássia Guedes destacou o momento como uma importante das mulheres artesãs e dos coletivos femininos do território nos espaços institucionais e de diálogo político.
Durante o encontro, Elicássia presenteou o governador Jerônimo Rodrigues, o vice-governador Geraldo Júnior, o senador Jaques Wagner e o ministro Rui Costa com Souvenirs produzidos por membros do movimento.
O governador recebeu uma peça simbólica e representativa da região, confeccionada com conca de licuri, cinzal e palha do milho, produzida pelo artesão Pastor Vitalmiro, do distrito de Novo Paraíso. A peça destaca elementos naturais típicos do território e valoriza os saberes tradicionais do artesanato regional.
Já os demais artesanatos entregues às autoridades foram produzidos pelas artesãs Silvana Barberino e Nea biscut, as duas são Arteiras e, evidenciaram a criatividade e o talento das mulheres de todo o território, que transformam elementos da cultura local em arte, geração de renda e fortalecimento cultural, com biscuit e artesanatos únicos feitos em argila e pintados à mão, retratando algumas das igrejas mais belas e tradicionais de Jacobina.
Para Elicássi, a participação do grupo No PGP simbolizou a valorização da economia solidária, da cultura popular e do protagonismo feminino nos espaços institucionais e sociais do território. “Mais do que presentes, as artesãs levaram ao Governo da Bahia a representação viva da cultura jacobinense e da força das mulheres organizadas através do artesanato”, disse.
As artesãs de Jacobina mantêm uma loja colaborativa na cidade, localizada na Praça Getúlio Vargas, próximo ao Mercado Velho, no centro da cidade. O espaço reúne produtos produzidos por mulheres artesãs da região e se tornou um importante ponto de valorização da cultura local, do artesanato regional e da economia solidária, atraindo turistas que querem levar lembranças das memorias culturais do território.
Para conhecer mais sobre o trabalho das artesãs e os produtos comercializados, acompanhe o Instagram oficial da loja: https://www.instagram.com/arteirasdejacobina?igsh=dXB2ZDRmYnM3M3Zp.
Timenow amplia operações em Jacobina e abre vagas ligadas a projetos estratégicos do setor de mineração
08 de maio de 2026, 12:57

Foto: Reprodução
O município de Jacobina está entre os principais destaques da nova expansão da Timenow, considerada uma das maiores empresas de engenharia consultiva, planejamento e gestão de projetos industriais do Brasil. A companhia abriu novas oportunidades de emprego voltadas a um projeto estratégico ligado ao setor de mineração de ouro na cidade, consolidando Jacobina como um dos polos mais relevantes da mineração nacional e ampliando a oferta de vagas qualificadas no interior baiano.
Ao todo, oito vagas presenciais foram disponibilizadas para atuação direta em projetos industriais no município. As oportunidades são destinadas a profissionais de nível técnico e superior, que irão atuar em áreas ligadas à gestão de projetos, engenharia, planejamento, suprimentos, comissionamento e governança. Segundo a empresa, os selecionados terão participação estratégica na execução de projetos de capital, garantindo suporte técnico, acompanhamento de cronogramas e cumprimento de padrões de qualidade e segurança.
A movimentação reforça o protagonismo de Jacobina no setor mineral da Bahia, especialmente no segmento de mineração de ouro, que vem atraindo investimentos constantes em inovação, tecnologia e ampliação produtiva. O município se consolidou nos últimos anos como uma referência nacional em produtividade mineral, cenário que também impulsiona a geração de empregos especializados e fortalece a economia regional.
De acordo com Márcia Fontes, diretora de Pessoas, Cultura e Transformação da Timenow, a operação desenvolvida em Jacobina é reconhecida pelo compromisso com segurança, sustentabilidade e inovação. Ela destaca que a empresa busca profissionais alinhados a um ambiente colaborativo e orientado à excelência. “Nosso compromisso é atrair profissionais que queiram construir impacto real. Buscamos pessoas que se identifiquem com um ambiente inovador, onde cada talento tenha espaço para crescer”, afirma.
Para os profissionais de Jacobina e região, a abertura das vagas representa uma oportunidade importante de inserção e crescimento em um dos setores mais estratégicos da economia baiana. Além da experiência em grandes projetos industriais, os contratados terão contato com processos voltados à inovação, governança e gestão de empreendimentos de alta complexidade, fortalecendo a qualificação técnica e a competitividade profissional no mercado.
Benefícios e expansão nacional
Os profissionais contratados terão acesso a benefícios como plano de saúde, plano odontológico, seguro de vida, transporte, alimentação, convênio com academias e descontos em instituições de ensino. A empresa destaca que o pacote busca fortalecer o bem-estar e incentivar o desenvolvimento contínuo das equipes.
A abertura das vagas acontece em um momento de expansão da Timenow, que atualmente conta com cerca de 2,5 mil colaboradores e ocupa posição de destaque no setor de engenharia consultiva no país. Ao todo, são 120 vagas abertas em diferentes estados brasileiros, com destaque para Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Santa Catarina. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas diretamente no site oficial da empresa (https://timenow.com.br/noticia/mineracao-no-brasil-desafios-e-transformacoes-no-setor/), onde também estão disponíveis informações detalhadas sobre os cargos e requisitos das oportunidades.
As informações são de assessoria.
Festival do Queijo da Bacia do Jacuípe movimenta Capim Grosso e já é sucesso de público e vendas
24 de abril de 2026, 16:03

Foto: Marta Medeiros
O queijo artesanal, especialmente os produzidos pela agricultura familiar, é o grande protagonista do 1º Festival de Queijo do Território da Bacia do Jacuípe. O evento reúne, até este sábado (25/04), no município de Capim Grosso, uma diversidade de produtos derivados do leite, além do melhor da produção, cultura e gastronomia do território em um só lugar. A programação inclui bebidas, pratos típicos, cafés, chocolates, geleias e doces variados.
A abertura do festival ocorreu na noite desta quinta-feira (23/04) e contou com a participação do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e do diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Jeandro Ribeiro. O evento conta com o apoio do Governo do Estado, por meio da CAR, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).
“O festival, realizado pelo Consórcio Bacia do Jacuípe, com o apoio da CAR, evidencia os resultados dos investimentos do Estado em políticas públicas voltadas à bovinocultura de leite e a outros sistemas produtivos. Essas ações promovem dignidade no campo, a partir da melhoria das condições de trabalho, da agregação de valor, do aumento da produção e, consequentemente, da geração de renda para famílias produtoras de toda a Bahia”, destacou Jeandro Ribeiro, diretor-presidente da CAR.
Produtor da comunidade de Barreiros, em Riachão do Jacuípe, Eduardo Emídio levou ao festival produtos da Queijaria Produzir Preservar, incluindo queijos de leite caprino e bovino, requeijão, iogurte, manteiga e doces. Para ele, o evento é uma oportunidade estratégica. “O festival fomenta a economia territorial e aproxima ainda mais as queijarias artesanais do consumidor”, afirmou.
Já William, produtor de Baixa Grande, da Queijaria Delícias da Fazenda São João, comemorou o sucesso nas vendas logo no primeiro dia. “Trouxe produtos para os três dias, mas já vendi tudo. É um evento muito importante e me sinto motivado a participar de outros festivais”, relatou.
Programação
A programação inclui oficinas, degustações e encontros técnicos, com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do leite, promover a comercialização de queijos e derivados, valorizar os produtores locais e gerar renda para as famílias agricultoras.
De acordo com Thaylla Almeida, médica veterinária e coordenadora do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) do Consórcio Público de Desenvolvimento Sustentável do Território Bacia do Jacuípe, o festival também promove a troca de experiências entre produtores e amplia oportunidades de mercado. “O evento fortalece a cadeia produtiva, aproxima produtores e consumidores e incentiva a melhoria da qualidade dos produtos, além de estimular a regularização das agroindústrias”, destacou.
Thaylla também ressaltou o papel institucional da iniciativa. “Com o apoio da CAR e do Governo do Estado, o festival representa um importante incentivo aos produtores de derivados do leite, impulsionando o crescimento da produção, valorizando a identidade regional e contribuindo diretamente para o desenvolvimento econômico e social do território”, completou.
A produtora Tania Maria, do Laticínio Carmesita, de Pé de Serra, também destacou a importância da participação. “É uma oportunidade de apresentar nossos produtos. Capim Grosso é um mercado em que queremos estar inseridos futuramente, e o festival nos permite essa visibilidade”, afirmou.
Feira da Agricultura Familiar e Economia Solidária
Paralelamente ao festival, acontece a Feira da Agricultura Familiar e Economia Solidária, que oferece aos visitantes alimentos frescos provenientes da produção de agricultores e agricultoras familiares, além de artesanato, plantas e diversos produtos regionais.
Fonte: AscomCAR
Privatização da BR prejudica consumidor em momento de crise
15 de março de 2026, 09:35

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil
Especialistas e entidades do setor de petróleo apontam que os aumentos abusivos nos preços dos combustíveis pelas distribuidoras – em São Paulo, há relatos de postos vendendo o litro de gasolina a R$ 9 – não se devem apenas à instabilidade no cenário internacional.

Para analistas, a privatização da BR Distribuidora eliminou o controle estratégico do Estado sobre a cadeia de fornecimento, deixando o mercado à mercê de reajustes abusivos que ignoram os valores praticados nas refinarias. Sem a estrutura verticalizada que ia “do poço ao posto”, o Brasil perdeu a ferramenta institucional necessária para frear a especulação em momentos de crise, avaliam especialistas ouvidos pela Agência Brasil.
O alerta da venda de gasolina a R$ 9 “mesmo sem reajustes equivalentes nas refinarias” partiu de Ticiana Alvares, diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). Segundo nota publicada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), postos em São Paulo estão elevando preços de forma desproporcional, mesmo sem aumentos por parte da Petrobras.
Para a FUP, o conflito no Oriente Médio — intensificado no final de fevereiro — tem servido de pretexto para que distribuidoras e revendedoras apliquem margens de lucro excessivas.
“As distribuidoras e revendedoras aumentaram os preços dos combustíveis. [O valor] chega na bomba para o consumidor final com acréscimo em torno de 40%”, calcula o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, em entrevista à Agência Brasil.
Política de preços diferenciada
Segundo Bacelar, a majoração de preços – que prejudica os consumidores e pode impactar na inflação – ocorre porque foram privatizadas as subsidiárias da Petrobras que atuavam na distribuição de combustíveis (BR Distribuidora e a Liquigás).
“Nós tínhamos uma Petrobras que era bem mais integrada e verticalizada do que é hoje. Era a antiga empresa do poço ao posto,” afirmou o sindicalista.
“Uma companhia petrolífera que faz exploração e produção de petróleo, e também transporte, refino, distribuição e comercialização dos derivados desse petróleo, consegue praticar política de preços diferenciada”, compara Bacelar – favorável à verticalização na Petrobras de todas etapas de fornecimento de petróleo.
A análise é compartilhada pela academia. Para Geraldo de Souza Ferreira, professor de Engenharia de Petróleo da Universidade Federal Fluminense (UFF), a retirada de uma empresa pública de um setor tão vital retira do Estado suas “ferramentas institucionais” de intervenção. “Quando se retira uma empresa pública de determinado setor da cadeia produtiva, o Estado deixa de ter ferramentas institucionais para fazer algum tipo de intervenção.”
Para Souza Ferreira, a atuação estatal no setor de petróleo é estratégica.
“O petróleo e seus derivados são importantes para segurança energética do país e para manutenção de várias outras atividades. Esses produtos são fundamentais para a sociedade. Então, tem que ter um certo nível de controle.”
O especialista ainda assinala que “uma empresa pública é orientada por sua função social. Já as empresas privadas são orientadas para o lucro, para o retorno financeiro.”
Na última quarta-feira (11), a empresa Vibra Energia S.A que comprou a BR Distribuidora anunciou lucro líquido de R$ 679 milhões em 2024. “Nossos resultados financeiros e operacionais comprovam a robustez e a capacidade de execução da companhia. Tivemos crescimento consistente de margens a cada trimestre do ano”, destacou Ernesto Pousada, CEO da Vibra, em comunicado da empresa.
Sem consulta ao Congresso
A Petrobras perdeu o controle da BR Distribuidora em julho de 2019, quando iniciou a privatização da antiga subsidiária. A privatização total foi concluída dois anos depois. Naquele período, sob o governo do então presidente Jair Bolsonaro, a diretoria da Petrobras defendia que a empresa deveria focar na produção e exploração de óleo e gás, e abrir mão da distribuição de combustível.
A venda das empresas subsidiárias da Petrobras foi feita sem consulta ao Congresso Nacional, de acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5624.
Conforme decisão da Corte, em caráter liminar de junho de 2019, “a alienação do controle acionário de empresas públicas e sociedades de economia mista exige autorização legislativa e licitação”, mas “a exigência de autorização legislativa, todavia, não se aplica à alienação do controle de suas subsidiárias e controladas. Nesse caso, a operação pode ser realizada sem a necessidade de licitação, desde que siga procedimentos que observem os princípios da administração pública inscritos no Artigo 37 da Constituição, respeitada, sempre, a exigência de necessária competitividade.”
Corte de tributos e pagamento de subvenções
Para conter aumento no preço dos combustíveis, o governo zerou as alíquotas de Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) sobre o diesel, e reduzindo o preço em cerca de R$ 0,32 por litro e editou a Medida Provisória nº 1.340 que autoriza a concessão de mais R$ 0,32 por litro como subvenção econômica para a comercialização de óleo diesel.
No total, são R$ 0,64 por litro cobrados a menos para diminuir o impacto no bolso do consumidor da variação do preço do petróleo no mercado.
O preço do diesel é formado pelo custo do produto junto à Petrobras (45,5% do preço médio na bomba do posto); tributo estadual (19%); custo de distribuição e revenda (17,2%); adição de biodiesel (13%). O peso da tributação da PIS/Cofins era de 5,2%.
Tendo em perspectiva o comportamento do mercado internacional de petróleo, o governo federal criou uma sala de monitoramento para acompanhar as condições do de comercialização de combustíveis fora e dentro do Brasil.
Na quinta-feira (12), o governo federal se reuniu com as empresas distribuidoras de combustível que sugeriram que a Petrobras amplie a importação de diesel para garantir abastecimento e estabilidade de preços no país.
Agência Brasil
Agricultura familiar da Bahia amplia presença em estabelecimentos comerciais de Salvador
04 de março de 2026, 09:34

Foto: Ascom/CAR
Os produtos da agricultura familiar baiana estão cada vez mais presentes na mesa dos soteropolitanos. Supermercados, empórios, lojas especializadas e plataformas digitais já comercializam uma ampla variedade de alimentos produzidos por cooperativas e associações apoiadas pelo Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).
Esse crescimento é resultado de um trabalho estruturado que começa na base da produção, passa pelo apoio à agroindustrialização e chega ao acesso ao mercado. A CAR tem investido em equipamentos, assistência técnica, implantação de agroindústrias, certificações sanitárias e estratégias de comercialização, garantindo que os produtos da agricultura familiar cheguem às prateleiras com qualidade, regularidade e valor agregado.
Em Salvador, um dos pilares dessa expansão é o Centro de Distribuição da Agricultura Familiar, localizado em Itapuã e instalado pela CAR. O espaço organiza a logística e facilita a chegada dos produtos das cooperativas do interior até a capital, fortalecendo a presença nas grandes redes varejistas e ampliando a competitividade no mercado.
Hoje, é possível encontrar produtos da agricultura familiar em redes como Atakarejo, GBarbosa, Hiperideal, Rede Mix, Atacadão e nas lojas da Cesta do Povo, que comercializam itens de diversas cooperativas baianas. Além disso, estabelecimentos como Nutrimaster e Armazém Pepe ampliam a oferta para o público da capital.
Para o gerente comercial da Unicafes Bahia, Josivaldo Dias, esse avanço é fruto de uma política pública consistente. “O que estamos vivendo hoje é resultado de um investimento estruturado, que começa no apoio ao agricultor e chega até a organização da comercialização. O Centro de Distribuição em Salvador fortalece a logística e permite que os produtos das cooperativas baianas ocupem espaços cada vez maiores no mercado. Isso gera renda no campo e leva qualidade para a mesa do consumidor”, destacou.
Empório da Agricultura Familiar
Outro ponto de destaque é o Empório da Agricultura Familiar, localizado na Ceasinha, no Mercado do Rio Vermelho. O espaço reúne produtos de toda a Bahia, cultivados de forma agroecológica e sustentável. O empório funciona como loja boutique e também como bar e restaurante, tornando-se referência tanto para a alta gastronomia quanto para os frequentadores do mercado.
Os produtos também podem ser adquiridos online por meio da Plataforma Digital Mercaf (mercaf.com.br) que realiza entregas em Salvador e na Região Metropolitana, ampliando ainda mais o alcance das cooperativas.
Entre os itens que já conquistaram espaço nas gôndolas estão carne de cordeiro, iogurtes, queijos, manteiga, balinha de licuri com banana, bolacha de licuri, café premium gourmet, chocolates, doce de leite de cabra sabor café, licuri caramelizado, macarrão penne, mel, palmito, entre outros produtos que carregam identidade, qualidade e origem.
ESSAS MULHERES TÊM ARTE VIU: Artesãs jacobinenses estão se fortalecendo ao compartilhar saberes e empreenderem juntas
26 de fevereiro de 2026, 08:58

Foto: Gervásio Lima
Com o lema ‘Arteiras de Jacobina: empreendedorismo feminino que transforma vidas’, mulheres de todos os cantos do município decidiram se unir e de forma coletiva comercializar os produtos que produzem.
A ideia era antiga, mas somente em 2024 as amigas, Monny Santos e Elicássia Guedes, tomaram a iniciativa de formar um grupo de artesãs com o propósito de emponderamento, principalmente econômico, uma forma de promover autonomia financeira para as participantes.
O grupo mantém como base a força da coletividade, o companheirismo e a garra das mulheres que constroem diariamente o projeto que se consolida como uma iniciativa de economia solidária que promove a inclusão produtiva.
As ‘Arteiras de Jacobina’ evidenciam a criatividade e o talento de mulheres do Território Piemonte da Diamantina, que transformam elementos da cultura local em arte, geração de renda e fortalecimento cultural.
A união das fazedoras de arte vai muito além do financeiro, representa a oportunidade recíproca de uma vivência coletiva, com trocas de experiências e momentos de descontração, que conta histórias de quem apostou na aliança feminina como caminho para empreender e encontrou nessa sororidade uma forma de enfrentar desafios e ampliar possibilidades.
O espaço das arteiras, onde são comercializadas as artes, está inserido num contexto de economia criativa, onde são priorizados produtos e experiências únicos em vez de produções em massa. A criatividade é o principal ingrediente para as arteiras transformar conhecimentos, técnicas artesanais e experiências pessoais em fonte de renda.
Para Cirlene Alves Bruno, conhecida como ‘Ci Bruno’, de 74 anos de idade, a troca de saberes, as habilidades e técnicas são compartilhadas naturalmente entre as componentes do grupo e que os encontros com as amigas têm proporcionado alegria e leveza à rotina e reduzido o isolamento, além de proporcionar o crescimento conjunto, com o sucesso de uma inspirando o avanço das demais
“A importância do artesanato na minha vida, como na vida de todas as mulheres que fazem parte do grupo das arteiras, vai além da renda dentro de casa, é um motivo de saúde, de saúde mental, enquanto ocupamos nossa mente. O artesanato tem o poder de cura. Aqui somos uma família de arteiras que fazem arte com as mãos, que faz artes acolhendo as pessoas, salienta Ci Bruno, que trabalha com reciclagem, produção de feltro sem costura, quadros na Prata Boliviana e pinturas em panos de prato.
Até então ‘CLT’, ao se referir ao trabalho formal com carteira de trabalho que, a artesã Silvana Barberino (59), conta que encontrou na arte uma válvula de escape para enfrentar o isolamento da pandemia de Covid. A prática com argila passou a dar origem a peças únicas de cerâmica, o que despertou nela um espírito empreendedor. Silvana logo percebeu que era possível transformar a atividade, até então um hobby, em um negócio. O desafio era conseguir bancar a ideia: os custos para manter uma loja com portas abertas eram altos demais. A solução surgiu da percepção de que outras artesãs enfrentavam o mesmo problema.
Silvana denomina o grupo das arteiras de Jacobina de ‘empreendedorismo coletivo’, que eleva também o setor cultural e transforma o fazer artístico em uma jornada de acolhimento e crescimento mútuo. Segundo a artesã, o trabalho ganha mais visibilidade e impacto quando feito em conjunto. Me descobri artesã depois de ter passado 35 anos de CLT, mas o artesanato nunca saiu de mim. Com a chegada da pandemia, quando parou tudo, o mundo parou, percebi que o artesanato era uma espécie de válvula de escape que passou a me fazer bem em todos os aspectos”, disse.
Silvana trabalha com o que ela chama de ‘customização de barro’, tendo como carro mestre a produção de fachadas em miniaturas de igrejas históricas de Jacobina e outros souvenires, como bateias de garimpeiros em forma de imã de geladeira.
Atualmente as Arteiras contam com uma lojinha colaborativa localizada ao lado do Mercado Velho, no centro de Jacobina. No local é possível encontrar os mais diversos tipos de artesanatos e souvenires. Entre os produtos comercializados na Lojinha das Arteiras de Jacobina estão: roupas e saídas de praia, biscuit, pesos de porta, laços e acessórios, bolsas, cerâmicas, brinquedos, bonecas, macramés e outros.
Governo do Estado avalia estadualização de hospital em Senhor do Bonfim
09 de fevereiro de 2026, 19:11

Foto: Ascom/Serin
O Governo do Estado avalia a possibilidade de estadualizar o Hospital Dom Antônio Monteiro, em Senhor do Bonfim. O assunto foi tema de encontro realizado na tarde desta segunda-feira (09), na Câmara de Vereadores da cidade. O secretário de Relações Institucionais, Adolpho Loyola, e a secretária de Saúde, Roberta Santana, foram os responsáveis pela condução do diálogo com gestores municipais do território Piemonte Norte do Itapicuru.
Com a estadualização, a unidade deve receber obras de reforma e ampliação, além da aquisição de equipamentos, com previsão de aporte total de R$ 21,4 milhões. Além disso, existe a possibilidade de ampliação da capacidade assistencial, com aumento de 32% no número de leitos, passando de 87 para 115, o que consolidaria o hospital como referência regional. Estudos técnicos e administrativos sobre a estadualização seguem em andamento, e novas reuniões serão realizadas para aprofundar as análises e dar continuidade ao diálogo com os municípios envolvidos.
“Esse diálogo não impacta apenas Senhor do Bonfim, mas toda a região. Falamos sobre o fortalecimento da regionalização da saúde e da importância deste hospital como um instrumento fundamental para salvar vidas em toda a região do Piemonte Norte do Itapicuru. Dessa forma, garantimos mais segurança e qualidade de vida da população, ampliando o acesso e melhorando a qualidade dos serviços de saúde ofertados a todos”, ressaltou Loyola.
Para a secretária Roberta Santana, a visita ao município e ao hospital Dom Antônio Monteiro é fundamental para preparar a rede para ampliar o cuidado regional. “Hoje cumprimos uma agenda de diálogo, planejamento e compromisso para a saúde do município. Olhar de perto a realidade das unidades, ouvir quem faz a saúde acontecer e alinhar caminhos é o que fortalece o SUS e prepara a rede para ampliar o cuidado regional”, disse.
Além dos secretários de Estado e do prefeito de Senhor do Bonfim, Laércio Júnior, também estiveram presentes os prefeitos de Jaguarari (Antônio Nascimento); Campo Formoso (Elmo); Cansanção (Vilma Gomes); Filadélfia (Dr. André); Pindobaçu (Dr. Davi); Antônio Gonçalves (Dudu); além de presidentes de Câmaras, lideranças políticas da região, e os deputados estaduais Niltinho, Júnior Nascimento e Bobô.
Banco do Nordeste suspende Pix após sofrer ataque hacker
28 de janeiro de 2026, 08:27

Foto: Banco do Nordeste/Divulgação
O Banco do Nordeste (BNB) suspendeu temporariamente as transações via Pix após identificar um ataque hacker em sua infraestrutura. A medida foi adotada de forma preventiva enquanto equipes técnicas analisam a extensão do ataque cibernético e trabalham na retomada segura do serviço.

Em fato relevante divulgado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o banco informou que o incidente foi detectado nesta terça-feira (27) e que, imediatamente, ativou seus protocolos de segurança. Segundo a instituição, não há, até o momento, indícios de vazamento de dados nem de prejuízo às contas de clientes.
O ataque ocorreu na conta-bolsão de uma empresa terceirizada. As contas-bolsão são um instrumento que reúne recursos de vários usuários em uma única conta, sem identificação individualizada dos titulares.
“Para uma análise mais detalhada das causas do evento e seus impactos, o serviço Pix está suspenso temporariamente”, informou o BNB, acrescentando que mantém comunicação constante com o Banco Central (BC) para acompanhar o caso.
Empresa terceirizada
De acordo com informações preliminares, o ataque explorou uma vulnerabilidade em um prestador de serviços de tecnologia da informação que atua como intermediário nas operações do banco. A ação teria envolvido recursos movimentados a partir de uma chamada “conta bolsão” vinculada à empresa terceirizada. O valor eventualmente desviado ainda está sendo contabilizado pela área técnica.
O Banco do Nordeste afirmou que está focado na retomada das transações Pix “o mais breve possível” e reforçou seu compromisso com a segurança da informação e a transparência, prometendo atualizar o mercado sobre novos desdobramentos.
O Banco Central, responsável por monitorar o funcionamento do sistema Pix, ainda não se manifestou oficialmente sobre o episódio. Segundo dados da autoridade monetária, esta é a primeira ocorrência envolvendo o Banco do Nordeste desde a criação do sistema. Ao fim de 2025, o BNB contava com pouco mais de 11 milhões de clientes.
Elo vulnerável
Desde o ano passado, ataques a prestadores de serviços terceirizados têm se tornado mais frequentes no sistema financeiro, por representarem um elo potencialmente mais vulnerável da cadeia tecnológica. Esse tipo de estratégia permite aos criminosos contornar camadas robustas de proteção dos grandes bancos ao explorar falhas em sistemas integrados.
O episódio ocorre em um contexto de aumento dos investimentos em cibersegurança por parte das instituições financeiras, impulsionado tanto pela digitalização dos serviços quanto pelo crescimento do Pix como principal meio de pagamento do país. No ano passado, o BC suspendeu do sistema Pix diversas empresas que atendiam a bancos e endureceu as regras de segurança para instituições de pagamento.
Ainda não há previsão oficial para a normalização completa do serviço no Banco do Nordeste. A retomada das operações dependerá da conclusão das análises técnicas e da validação dos sistemas afetados, em coordenação com o Banco Central, para garantir que as transações ocorram sem riscos adicionais aos clientes e ao sistema financeiro.
Agência Brasil
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