NEGÓCIOS

Referência em moda e calçados, Top Fashion se consolida em Jacobina com produtos originais e crediário facilitado

30 de julho de 2026, 13:41

Foto: Gervásio Lima

Loja aposta em quatro pilares fundamentais para oferecer a melhor experiência de compra para toda a família.

Encontrar em um único lugar variedade, alta qualidade, preço justo e um atendimento que faz a diferença é o desejo de todo consumidor. Em Jacobina, a loja Top Fashion, Calçados e Confecções transformou essa exigência em realidade, consolidando-se como um dos principais nomes do comércio local.

O sucesso da marca não é por acaso. A empresa opera sob pilares rígidos de compromisso com o cliente, garantindo um catálogo que atende desde o público infantil até o adulto (masculino e feminino). O grande diferencial está na procedência: a Top Fashion trabalha exclusivamente com produtos originais das marcas mais renomadas de tênis, sapatos e vestuário do mercado nacional e internacional.

Além da excelência nos produtos, a loja se destaca pelas condições imperdíveis de pagamento, pensadas para o bolso do consumidor baiano. Na Top Fashion, os clientes podem parcelar suas compras em até dez vezes, com opções de pagamento no cartão de crédito ou por meio do crediário próprio da loja, que oferece aprovação rápida e sem burocracia.

Para quem busca renovar o guarda-roupa ou presentear alguém especial com a certeza de durabilidade, estilo e economia, a Top Fashion se mantém como a escolha certa em Jacobina.

Serviço:

A Top Fashion está de portas abertas na Rua Coronel Teixeira, no Calçadão, bem no coração de Jacobina. Venha conhecer as novidades e aproveitar as facilidades exclusivas de parcelamento.

Leia mais...

Chocolat Bahia em Ilhéus atraiu 90 mil pessoas e movimentou R$ 25 milhões em negócios

29 de julho de 2026, 06:58

Foto: Nadson Carvalho

Encerrou neste domingo (26) a 17ª edição do Chocolat Bahia, evento que foi sediado no Centro de Convenções de Ilhéus, no Sul do estado, e movimentou toda a cadeia produtiva do cacau e chocolate. Ao longo de quatro dias, a feira – considerada a maior da América Latina – reuniu agentes do setor e promoveu uma programação diversa e gratuita para todos os públicos.

Com mais de oito mil metros quadrados de feira, os visitantes puderam conhecer, apreciar e comprar dezenas de produtos derivados do cacau, como o chocolate de origem, mel, manteiga, nibs, e bebidas, fortalecendo o agronegócio, o empreendedorismo rural e a produção artesanal baiana. Outras atividades também aconteceram no interior do Centro de Convenções, como Cozinha Show, Cozinha Kids, Atelier do Chocolate, ações sociais com mulheres e estudantes da rede pública de ensino, atrações culturais, rodadas de negócios, visitas à fazendas de cacau e uma programação técnica voltada para especialistas.

Chocolat Bahia em números

Fundado em 2009 em Ilhéus, o Chocolat Festival chegou a marca de 49 edições, com sedes em outras cidades brasileiras e no exterior, como Altamira, Belém, Brasília, Salvador e Portugal. Na terra de Jorge Amado, o evento acumula 17 edições.

Em 2026, o Chocolat Bahia superou a expectativa de público de 90 mil pessoas em quatro dias no Centro de Convenções de Ilhéus. Foram mais de 180 expositores de diversas regiões da Bahia, Pará e outros estados, mais de 200 marcas de chocolates bean to bar (do grão à barra) e tree to ba (da árvore à barra), e uma média de R$25 milhões em negócios diretos e futuros.

De acordo com Marco Lessa, criador do evento, o Chocolat deixa um legado econômico e cultural para a região. “O Chocolat Bahia movimenta toda a cadeia produtiva do cacau do estado e o turismo. Durante o evento, chegamos a uma ocupação hoteleira de quase 100%, além da visibilidade para os expositores, com uma estimativa de R$25 milhões em negócios. Então, o impacto é altamente positivo: fortalece a imagem de Ilhéus como a Capital do Cacau, estimula os pequenos empreendedores, a agricultura familiar e todos os setores relacionados”, disse.

Já a programação gastronômica contou com mais de 20 horas de Cozinha Show, com chefs e chocolatiers renomados como Dani Façanha, Carlos Ribeiro, Carlos Motta, Deia Lopes, Elma Cunha e Núbia da Hora, além da Cozinha Kids, comandada pela chef Karla Leal.

O auditório do Centro de Convenções foi palco de discussões sobre inovações e o futuro do cacau e chocolate brasileiro. Especialistas, autoridades, empresários e estudantes se reuniram em painéis de debates no Cacau Summit e ChocoDay, em palestras que duraram cerca de 10 horas.

Arte, música e cultura não faltou no Chocolat Bahia, foram horas ininterruptas de apresentações no Palco Cabruca, Pavilhão Cultural e corredores durante todo o evento, com show ao vivo de cantores e bandas locais, encenações teatrais, lançamento de livros e animação infantil.

Carmen Miranda de Chocolate

O espaço Atelier chamou atenção de quem passou com uma escultura feita 100% de chocolate construída em tempo real. A musa inspiradora da obra foi a cantora e atriz luso-brasileira Carmen Miranda, ícone dos anos 1930 a 1950 e uma das responsáveis por exportar a cultura baiana para o mundo através da arte e da música, com figurinos típicos e o clássico “O Que É que a Baiana Tem?”, de Dorival Caymmi.

A obra do chef Léo Vilela totalizou 120kg de chocolate e mais de 2 metros de altura, e foi doada para instituição filantrópica local.

Arrecadação de alimentos

Em parceria com o Lions Clube Ilhéus Pontal, o Chocolat Bahia arrecadou mais de três toneladas de alimentos não perecíveis em quatro dias. A campanha solidária mobilizou o público que foi incentivado a entregar a doação no portal de entrada do evento.

Foram contempladas quatro instituições de integração, apoio e solidariedade de Ilhéus, são elas: Paróquia São Paulo Apóstolo, Casa da Criança Daniel Rebouças, Escola Dom Bosco, Associação de Apoio e Portadores com Câncer. Para Luciene Mendes, coordenadora de extensão do Lions, a iniciativa beneficia diversos grupos.

“Os clubes de serviço da Lions se uniram nessa ação em prol de um propósito comum, quem é a campanha de alívio à fome. As doações foram entregues às organizações cadastradas e vão beneficiar crianças, idosos, pessoas com deficiência e com doenças degenerativas e pacientes com câncer”, disse.

Concurso do Melhor Chocolate Artesanal do Chocolat Bahia 2026

O Chocolat Bahia 2026 reconheceu e premiou as melhores produções de chocolate artesanais. Organizado pelo CIC – Centro de Inovação do Cacau, o concurso contemplou quase 200 expositores da Feira de Chocolate, que entregaram suas amostras a uma banca técnica formada por especialistas, chefs e jornalistas para avaliação às cegas do sabor, aroma e intensidade.

Nas categorias Chocolate Intenso 70% e Chocolate ao Leite, o primeiro lugar foi para a Mission Chocolat, que levou R$1000 e um estande no Salon du Chocolat Brasil, em Salvador. O pódio completo nas duas categorias foi formado pela Ju Arléo Chocolates, Tombador Cacau, Corumbau Cacau e Cacau dos Anjos, que também foram premiados.

Realização

Realizado pela MVU Empreendimentos, o projeto tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do fundo de cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia, conta com parcerias do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Turismo (SETUR), Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Companhia de Desenvolvimento Social Ação Regional (CAR), Instituto Biográfica da Bahia, assim como o Governo do Estado do Pará, através da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (SEDAP) e Prefeitura Municipal de Ilhéus. O Festival conta ainda com o patrocínio do SEBRAE Banco do Nordeste e APEXBRASIL, tendo apoio da UNICAFES BAHIA, CEPLAC e Associação dos Produtores de Cacau (APC).

Leia mais...

Feira de negócios, Cozinha Show, escultura de chocolate e atrações culturais: Chocolat Bahia inaugura edição histórica em Ilhéus

24 de julho de 2026, 10:56

Foto: Nadson Carvalho

Os principais agentes da cacauicultura e chocolateria nacional se encontraram em Ilhéus nesta quinta-feira (23) durante a inauguração da 17ª edição do Chocolat Bahia. A solenidade de abertura lotou o Centro de Convenções – espaço que vai sediar o evento até domingo (26) – e atraiu autoridades, produtores rurais de todo o estado, especialistas do agronegócio e profissionais da gastronomia.

Da passagem pelo túnel sensorial que simula uma plantação de cacau sob o sistema cabruca até os estandes e espaços culturais, consumidores, apaixonados por chocolate, munícipes e turistas foram atraídos pelas cores, aromas e sabores de uma diversidade de produtos derivados do cacau, especialmente o chocolate artesanal. De acordo com Marco Lessa, criador do evento, o Chocolat deixa um legado econômico e cultural para a região.

“O Chocolat Bahia movimenta a região, toda a cadeia produtiva do cacau do estado e o turismo. Estamos com uma ocupação hoteleira de quase 100%, além da visibilidade durante e após o evento para os expositores, com uma estimativa de R$25 milhões em negócios. Então, o impacto é altamente positivo: fortalece a imagem de Ilhéus como a capital do cacau, estimula os pequenos empreendedores, a agricultura familiar e todos os setores relacionados”, disse.

Fundado em 2009, em Ilhéus, e com 49 edições no Brasil e no exterior, o Chocolat Festival se transformou no maior evento do setor da América Latina, tendo o sul do estado – uma das principais regiões cacaueiras do país – como a principal vitrine. Para o prefeito da cidade, Valderico Júnior, o evento retoma a autoestima da região perante o mundo.

“Ilhéus é a capital nacional do cacau e chocolate e ficamos animados com as oportunidades geradas por esse evento que nasceu e cresceu aqui. Toda essa movimentação ajuda não só no consumo interno, mas, principalmente, mostrar o que temos de melhor, levar a nossa cultura e a qualidade do nosso chocolate para a Bahia, Brasil e pro mundo”, afirmou.

Para o Secretário de Turismo da Bahia, Maurício Bacelar, o evento reforça o potencial turístico da região. “Foi um trabalho em conjunto do Governo do Estado com os produtores que nós tornamos Ilhéus em uma referência mundial na produção de amêndoa de cacau de qualidade e do chocolate. Hoje nós temos a Estrada do Chocolate, em que o visitante tem a oportunidade de conhecer a cultura sustentável do cacau e a transformação desse fruto num dos melhores chocolates do mundo. Isso amplia o fluxo turístico, aumenta o tempo do turista na região e gera mais emprego e renda”.

Com mais de oito mil metros quadrados de feira e quase 200 expositores, o Chocolat Bahia reúne uma programação diversa que envolve Cozinha Show, Atelier do Chocolate, atrações culturais, música, rodadas de negócios e uma vasta programação técnica com painéis de debates no Cacau Summit e o ChocoDay.

Atrações artísticas, culturais e musicais

Muito além de uma Feira de Chocolate, o evento promove uma vasta programação artística, cultural e musical durante quatro dias. Mais de 20 atrações locais irão passar pelo Centro de Convenções de Ilhéus em apresentações simultâneas em três espaços: Pavilhão Cultural, Palco Cabruca e Corredores. A grade começou nesta nesta quinta-feira (23) com receptivo do Grupo Afro Batukajeje, além dos shows do cantor Pedro Morais, que trouxe um repertório dedicado à Cartola em “As rosas não falam”, o grupo feminino Mulheres em Domínio Público e artes cênicas, interações, e contações de histórias com o Grupo Teatro Circo Maktub com personagens Jorgeamadianos e Fada Dália.

Experiências, inclusão e capacitação na Cozinha Show

A Cozinha Show é um dos momentos mais emblemáticos do Chocolat Bahia. Nela, renomados chefs do estado e do Brasil se reúnem em preparação de pratos ao vivo, trazendo o cacau e o chocolate como protagonistas no sabor. Nesta edição, foram escalados chefs de Ilhéus, Serra Grande e São Paulo para compartilhar técnicas, vivências e degustações para o público geral. A aula inaugural desta quinta-feira (23) foi com o chef André Cabral, com o tema “À Sombra do Cacaueiro”. Já a chef Karla Leal comandou a Cozinha Kids, com interação e receitas adaptadas para crianças de 4 a 9 anos.

A programação da Cozinha Show segue até o domingo (26) gratuitamente. No espaço, ainda vão passar os chefs Dani Façanha, Carlos Ribeiro, Patrícia Veiga, Deia Lopes, Elma Cunha, Marcone Calazans, Léo Vilela, Franklin e Cristina Maia, Karla Leal, Carlos Motta, Núbia da Hora e Olívia Fernandes. As atividades da Cozinha Kids ficam abertas até o final do evento, com aulas de hora em hora com a chef Karla Leal.

O Chocolat Bahia 2026 promove ainda uma oficina social na Cozinha Show para mulheres moradoras de comunidades e distritos rurais de Ilhéus. Além da troca de conhecimento, o objetivo da ação é oferecer capacitação profissional através da gastronomia, geração de renda e educação nutricional. A aula será ministrada pela chef Laryssa Lavinscky neste sábado (25), das 9h às 12h, restrita a 20 participantes.

40 alunos da rede municipal de ensino também serão incluídos no Chocolat Bahia por meio de um projeto social. A iniciativa será realizada nesta sexta-feira (24), a partir das 15h, com presença dos estudantes das escolas Juerana e Manoel Malaquias Reis, que vão conhecer as instalações do evento no Centro de Convenções e participar de um formato especial da Cozinha Kids, vivenciando a magia da culinária, da imaginação e aprendizado.

Carmen Miranda de Chocolate

O espaço Atelier do Chocolate chama atenção de quem passa pelo Centro de Convenções com uma construção em andamento de uma escultura feita inteiramente do doce. A musa inspiradora da obra é a cantora e atriz luso-brasileira Carmen Miranda, ícone dos anos 1930 a 1950 e uma das responsáveis por exportar a cultura baiana para o mundo através da arte e da música, com figurinos típicos e o clássico “O Que É que a Baiana Tem?”, de Dorival Caymmi. De acordo com o chef Léo Vilela, criador do trabalho, a escultura terá 120kg de chocolate e 2 metros de altura e traz elementos que mantém a essência da versão original, mas com um toque especial: o cacau.

“A obra homenageia um dos maiores símbolos da cultura brasileira e faz uma releitura de sua imagem mais icônica: no lugar das tradicionais frutas em sua cabeça, surgem frutos de cacau, celebrando a Bahia, Ilhéus e a terra do chocolate. A inspiração também faz referência ao clássico “O que é que a baiana tem?”. Nesta versão, a resposta é clara: a baiana tem cacau, tem chocolate e tem arte”, disse.

Ao longo dos quatro dias de evento, os visitantes poderão acompanhar cada etapa da escultura sendo construída ao vivo, em uma experiência que une arte, cultura e a tradição cacaueira da região em uma homenagem única ao Brasil.

Concurso do Melhor Chocolate Artesanal do Chocolat Bahia 2026

O Chocolat Bahia 2026 vai reconhecer e premiar as melhores produções de chocolate bean to bar (do grão à barra). O concurso vai contemplar quase 200 expositores da Feira de Chocolate, que entregaram suas amostras a uma banca técnica para avaliação às cegas do sabor, aroma e intensidade. Os produtores vão competir nas categorias Chocolate Intenso 70% e Chocolate ao Leite. O resultado será anunciado no domingo (26), com troféu, certificado e selos oficiais para os três primeiros colocados. A marca campeã vai levar R$1000 e um estande no Salon du Chocolat Brasil, em Salvador. O concurso é organizado pelo CIC – Centro de Inovação do Cacau.

Realização

Realizado pela MVU Empreendimentos, o projeto tem apoio financeiro do Governo do Estado, através do fundo de cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia, conta com parcerias do Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria de Turismo (SETUR), Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Companhia de Desenvolvimento Social Ação Regional (CAR), Instituto Biográfica da Bahia, assim como o Governo do Estado do Pará, através da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário e da Pesca (SEDAP) e Prefeitura Municipal de Ilhéus. O Festival conta ainda com o patrocínio do SEBRAE, Banco do Nordeste e APEXBRASIL, tendo apoio da UNICAFES BAHIA, CEPLAC e Associação dos Produtores de Cacau (APC).

Leia mais...

Chocolat Bahia em Ilhéus reúne 180 expositores e marcas premiadas de chocolates de origem

22 de julho de 2026, 15:16

Foto: Reprodução

Ilhéus volta a ser, a partir desta quinta-feira (23), o principal ponto de encontro da cadeia produtiva do cacau e do chocolate no país. Até o próximo domingo (26), o Centro de Convenções recebe a 17ª edição do Chocolat Bahia, evento que nasceu no município e se consolidou como o maior do segmento na América Latina.

Com entrada gratuita, a programação reúne produtores, fabricantes, chefs, especialistas, cooperativas, pesquisadores e visitantes de diversas regiões do Brasil. A expectativa da organização é superar a marca de 90 mil pessoas durante os quatro dias de evento, movimentando mais de R$ 25 milhões em negócios e impactos diretos na economia regional.

A Feira do Chocolate será um dos principais atrativos da programação, reunindo cerca de 180 expositores e mais de 100 marcas nacionais e internacionais. Além dos tradicionais chocolates finos e premiados, o público poderá conhecer e adquirir produtos derivados do cacau, como mel, manteiga, polpas, geleias, nibs e cacau em pó.

A gastronomia também terá espaço de destaque com a Cozinha Show, que contará com apresentações de chefs e chocolatiers como Dani Façanha, Carlos Ribeiro, Déia Lopes e Franklin Maia. Os convidados irão explorar receitas doces e salgadas valorizando ingredientes da Costa do Cacau e destacando o chocolate como protagonista da culinária regional.

Voltada ao público infantil, a Cozinha Kids oferecerá oficinas conduzidas pela chef Karla Leal, enquanto o Atelier do Chocolate chega com um formato renovado. Nesta edição, o espaço prestará homenagem à cantora Carmen Miranda por meio de uma escultura produzida com mais de 120 quilos de chocolate, criada ao vivo pelo chef Léo Vilela durante o festival.

Além da programação aberta ao público, o Chocolat Bahia mantém seu foco na qualificação e no fortalecimento do setor produtivo. O Cacau Summit reunirá especialistas para discutir os desafios e perspectivas da cadeia cacaueira sob o tema “O Futuro da Cadeia do Cacau: Inovação, Sustentabilidade e Mercado”. Já o ChocoDay abordará a crescente presença do chocolate brasileiro no mercado internacional, enquanto rodadas de negócios e encontros empresariais aproximarão produtores, investidores e compradores.

Realizado pela MVU Empreendimentos, do empreendedor Marco Lessa, o Chocolat Bahia conta com apoio do Governo da Bahia, Prefeitura de Ilhéus, Sebrae, Banco do Nordeste, ApexBrasil e diversas instituições ligadas ao desenvolvimento da agricultura, do turismo e da cadeia produtiva do cacau.

Leia mais...

ESSE POVO TEM ARTE VIU: Artesãs jacobinenses estão se fortalecendo ao compartilhar saberes e empreenderem juntas

08 de junho de 2026, 15:43

Foto: Gervásio Lima

Com o lema ‘Arteiras de Jacobina: empreendedorismo feminino que transforma vidas’, mulheres de todos os cantos do município decidiram se unir e de forma coletiva comercializar os produtos que produzem.

A ideia era antiga, mas somente em 2024 as amigas, Monny Santos e Elicássia Guedes, tomaram a iniciativa de formar um grupo de artesãs com o propósito de emponderamento, principalmente econômico, uma forma de promover autonomia financeira para as participantes.

O grupo mantém como base a força da coletividade, o companheirismo e a garra das mulheres que constroem diariamente o projeto que se consolida como uma iniciativa de economia solidária que promove a inclusão produtiva.

As ‘Arteiras de Jacobina’ evidenciam a criatividade e o talento de mulheres do Território Piemonte da Diamantina, que transformam elementos da cultura local em arte, geração de renda e fortalecimento cultural.

A união das fazedoras de arte vai muito além do financeiro, representa a oportunidade recíproca de uma vivência coletiva, com trocas de experiências e momentos de descontração, que conta histórias de quem apostou na aliança feminina como caminho para empreender e encontrou nessa sororidade uma forma de enfrentar desafios e ampliar possibilidades.

O espaço das arteiras, onde são comercializadas as artes, está inserido num contexto de economia criativa, onde são priorizados produtos e experiências únicos em vez de produções em massa. A criatividade é o principal ingrediente para as arteiras transformar conhecimentos, técnicas artesanais e experiências pessoais em fonte de renda.

Para Sirlene Alves Bruno, conhecida como ‘Si Bruno’, de 74 anos de idade, a troca de saberes, as habilidades e técnicas são compartilhadas naturalmente entre as componentes do grupo e que os encontros com as amigas têm proporcionado alegria e leveza à rotina e reduzido o isolamento, além de proporcionar o crescimento conjunto, com o sucesso de uma inspirando o avanço das demais

“A importância do artesanato na minha vida, como na vida de todas as mulheres que fazem parte do grupo das arteiras, vai além da renda dentro de casa, é um motivo de saúde, de saúde mental, enquanto ocupamos nossa mente. O artesanato tem o poder de cura. Aqui somos uma família de arteiras que fazem arte com as mãos, que faz artes acolhendo as pessoas, salienta Si Bruno, que trabalha com reciclagem, produção de feltro sem costura, quadros na Prata Boliviana e pinturas em panos de prato.

Até então ‘CLT’, ao se referir ao trabalho formal com carteira de trabalho que, a artesã Silvana Barberino (59), conta que encontrou na arte uma válvula de escape para enfrentar o isolamento da pandemia de Covid. A prática com argila passou a dar origem a peças únicas de cerâmica, o que despertou nela um espírito empreendedor. Silvana logo percebeu que era possível transformar a atividade, até então um hobby, em um negócio. O desafio era conseguir bancar a ideia: os custos para manter uma loja com portas abertas eram altos demais. A solução surgiu da percepção de que outras artesãs enfrentavam o mesmo problema.

Silvana denomina o grupo das arteiras de Jacobina de ‘empreendedorismo coletivo’, que eleva também o setor cultural e transforma o fazer artístico em uma jornada de acolhimento e crescimento mútuo. Segundo a artesã, o trabalho ganha mais visibilidade e impacto quando feito em conjunto.  Me descobri artesã depois de ter passado 35 anos de CLT, mas o artesanato nunca saiu de mim. Com a chegada da pandemia, quando parou tudo, o mundo parou, percebi que o artesanato era uma espécie de válvula de escape que passou a me fazer bem em todos os aspectos”, disse.

Silvana trabalha com o que ela chama de ‘customização de barro’, tendo como carro mestre a produção de fachadas em miniaturas de igrejas históricas de Jacobina e outros souvenires, como bateias de garimpeiros em forma de imã de geladeira.

Atualmente as Arteiras contam com uma lojinha colaborativa localizada ao lado do Mercado Velho, no centro de Jacobina. No local é possível encontrar os mais diversos tipos de artesanatos e souvenires. Entre os produtos comercializados na Lojinha das Arteiras de Jacobina estão: roupas e saídas de praia, biscuit, pesos de porta, laços e acessórios, bolsas, cerâmicas, brinquedos, bonecas, macramés e outros.

Leia mais...

Agricultura familiar do Norte do Itapicuru ganha empório e laticínio para ampliar produção, comercialização e geração de renda

07 de junho de 2026, 08:18

Foto: Geraldo Carvalho

O Território Norte do Itapicuru celebra a chegada do Empório da Agricultura Familiar e da Unidade de Beneficiamento de Derivados do Leite, inaugurados nesta sexta-feira (5), em Senhor do Bonfim, pelo Governo do Estado da Bahia.

Os empreendimentos foram viabilizados por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), e irão fortalecer a base produtiva e ampliar a comercialização dos produtos da agricultura familiar da região.

A Unidade de Beneficiamento de Derivados do Leite foi totalmente reformada para atender à legislação sanitária e equipada para o processamento de produtos como queijos, iogurtes e manteigas. A obra foi executada por meio de convênio com a Cooperativa Mista Agropecuária de Senhor do Bonfim (Coomasb).

“O produtor de leite de Senhor do Bonfim só tem a agradecer ao Governo do Estado por essa iniciativa. Hoje já estamos beneficiando 3 mil litros de leite por dia e, agora, é avançar ainda mais e gerar renda para mais famílias”, destacou o presidente da Coomasb, Márcio Correia.

O Empório da Agricultura Familiar foi instalado no Centro de Senhor do Bonfim e conta com loja de conveniência, restaurante, cafeteria, estandes para comercialização de artesanato e, na área externa, um espaço destinado à realização de feiras de produtos orgânicos e eventos sociais.

“O Empório representa muito para os nossos agricultores e agricultoras, que hoje estão com a felicidade estampada no rosto diante dessa conquista tão sonhada. Agora temos a nossa casa, localizada no Centro de Senhor do Bonfim”, comemorou Carla Santana, coordenadora da Central das Associações da Agricultura Familiar de Senhor do Bonfim (CAAFTIPNI). A entidade reúne 48 associações comunitárias da região, conta com o apoio do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Senhor do Bonfim e será responsável pela gestão do empreendimento.

A implantação do Empório integra a estratégia do Governo da Bahia de fortalecer a produção e a comercialização de produtos da agricultura familiar, incluindo derivados da mandioca (beijus de fécula e recheados, bolachinhas de goma), do umbu, do licuri, do leite, da cana-de-açúcar, de frutas e do milho, além de produtos in natura, como carnes, peixes, aves, hortaliças, frutas nativas e grãos.

“Este espaço grandioso é uma grande conquista para os homens e mulheres do campo da região de Senhor do Bonfim. É um local que nos acolhe e nos dá a oportunidade de comercializar produtos saudáveis, feitos com muito carinho, que saem da roça para chegar à mesa dos consumidores da cidade”, comemorou a agricultora Daiana Santana.

Entrega de máquinas e equipamentos

Durante a agenda no território, também foram entregues carros-pipa, tratores, máquinas forrageiras, motocicletas e tablets, adquiridos por meio de emendas parlamentares e de convênio com o Consórcio Público de Desenvolvimento Sustentável do Norte do Itapicuru.

Leia mais...

As Arteiras de Jacobina apresentam a força da cultura popular durante evento com o governador Jerônimo Rodrigues

19 de maio de 2026, 16:16

Foto: Reprodução

O movimento ‘As Arteiras de Jacobina’ marcou presença em mais um importante momento institucional do Território Piemonte da Diamantina, o Programa de Governo Participativo (PGP), realizado no último sábado (16), em Jacobina. Na ocasião, As Arteira apresentou aos participantes não apenas peças artesanais, mas também a força da cultura popular, da economia solidária e da organização das mulheres artesãs do município.

Integrante Codeter (Colegiado de Desenvolvimento Territorial) e ligada outros movimentos sociais, Elicássia Guedes destacou o momento como uma importante das mulheres artesãs e dos coletivos femininos do território nos espaços institucionais e de diálogo político.

Durante o encontro, Elicássia presenteou o governador Jerônimo Rodrigues, o vice-governador Geraldo Júnior, o senador Jaques Wagner e o ministro Rui Costa com Souvenirs produzidos por membros do movimento.

O governador recebeu uma peça simbólica e representativa da região, confeccionada com conca de licuri, cinzal e palha do milho, produzida pelo artesão Pastor Vitalmiro, do distrito de Novo Paraíso. A peça destaca elementos naturais típicos do território e valoriza os saberes tradicionais do artesanato regional.

Já os demais artesanatos entregues às autoridades foram produzidos pelas artesãs Silvana Barberino e Nea biscut, as duas são Arteiras e, evidenciaram a criatividade e o talento das mulheres de todo o território, que transformam elementos da cultura local em arte, geração de renda e fortalecimento cultural, com biscuit e artesanatos únicos feitos em argila e pintados à mão, retratando algumas das igrejas mais belas e tradicionais de Jacobina.

Para Elicássi, a participação do grupo No PGP simbolizou a valorização da economia solidária, da cultura popular e do protagonismo feminino nos espaços institucionais e sociais do território. “Mais do que presentes, as artesãs levaram ao Governo da Bahia a representação viva da cultura jacobinense e da força das mulheres organizadas através do artesanato”, disse.

As artesãs de Jacobina mantêm uma loja colaborativa na cidade, localizada na Praça Getúlio Vargas, próximo ao Mercado Velho, no centro da cidade. O espaço reúne produtos produzidos por mulheres artesãs da região e se tornou um importante ponto de valorização da cultura local, do artesanato regional e da economia solidária, atraindo  turistas que querem levar lembranças das memorias culturais do território.

Para conhecer mais sobre o trabalho das artesãs e os produtos comercializados, acompanhe o Instagram oficial da loja: https://www.instagram.com/arteirasdejacobina?igsh=dXB2ZDRmYnM3M3Zp.

O governador recebeu uma peça simbólica e representativa da região, confeccionada com conca de licuri

 
Representantes das Arteiras estiveram com a Secretária de Políticas para as Mulheres da Bahia (SPM-BA) Camilla Lima (vestido verde) e a prefeita de Jacobina, Valdice Castro
Leia mais...

Timenow amplia operações em Jacobina e abre vagas ligadas a projetos estratégicos do setor de mineração

08 de maio de 2026, 12:57

Foto: Reprodução

O município de Jacobina está entre os principais destaques da nova expansão da Timenow, considerada uma das maiores empresas de engenharia consultiva, planejamento e gestão de projetos industriais do Brasil. A companhia abriu novas oportunidades de emprego voltadas a um projeto estratégico ligado ao setor de mineração de ouro na cidade, consolidando Jacobina como um dos polos mais relevantes da mineração nacional e ampliando a oferta de vagas qualificadas no interior baiano.

Ao todo, oito vagas presenciais foram disponibilizadas para atuação direta em projetos industriais no município. As oportunidades são destinadas a profissionais de nível técnico e superior, que irão atuar em áreas ligadas à gestão de projetos, engenharia, planejamento, suprimentos, comissionamento e governança. Segundo a empresa, os selecionados terão participação estratégica na execução de projetos de capital, garantindo suporte técnico, acompanhamento de cronogramas e cumprimento de padrões de qualidade e segurança.

A movimentação reforça o protagonismo de Jacobina no setor mineral da Bahia, especialmente no segmento de mineração de ouro, que vem atraindo investimentos constantes em inovação, tecnologia e ampliação produtiva. O município se consolidou nos últimos anos como uma referência nacional em produtividade mineral, cenário que também impulsiona a geração de empregos especializados e fortalece a economia regional.

De acordo com Márcia Fontes, diretora de Pessoas, Cultura e Transformação da Timenow, a operação desenvolvida em Jacobina é reconhecida pelo compromisso com segurança, sustentabilidade e inovação. Ela destaca que a empresa busca profissionais alinhados a um ambiente colaborativo e orientado à excelência. “Nosso compromisso é atrair profissionais que queiram construir impacto real. Buscamos pessoas que se identifiquem com um ambiente inovador, onde cada talento tenha espaço para crescer”, afirma.

Para os profissionais de Jacobina e região, a abertura das vagas representa uma oportunidade importante de inserção e crescimento em um dos setores mais estratégicos da economia baiana. Além da experiência em grandes projetos industriais, os contratados terão contato com processos voltados à inovação, governança e gestão de empreendimentos de alta complexidade, fortalecendo a qualificação técnica e a competitividade profissional no mercado.

Benefícios e expansão nacional

Os profissionais contratados terão acesso a benefícios como plano de saúde, plano odontológico, seguro de vida, transporte, alimentação, convênio com academias e descontos em instituições de ensino. A empresa destaca que o pacote busca fortalecer o bem-estar e incentivar o desenvolvimento contínuo das equipes.

A abertura das vagas acontece em um momento de expansão da Timenow, que atualmente conta com cerca de 2,5 mil colaboradores e ocupa posição de destaque no setor de engenharia consultiva no país. Ao todo, são 120 vagas abertas em diferentes estados brasileiros, com destaque para Bahia, São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Goiás e Santa Catarina. As inscrições já estão abertas e podem ser realizadas diretamente no site oficial da empresa (https://timenow.com.br/noticia/mineracao-no-brasil-desafios-e-transformacoes-no-setor/), onde também estão disponíveis informações detalhadas sobre os cargos e requisitos das oportunidades.

 As informações são de assessoria.

Leia mais...

Festival do Queijo da Bacia do Jacuípe movimenta Capim Grosso e já é sucesso de público e vendas

24 de abril de 2026, 16:03

Foto: Marta Medeiros

O queijo artesanal, especialmente os produzidos pela agricultura familiar, é o grande protagonista do 1º Festival de Queijo do Território da Bacia do Jacuípe. O evento reúne, até este sábado (25/04), no município de Capim Grosso, uma diversidade de produtos derivados do leite, além do melhor da produção, cultura e gastronomia do território em um só lugar. A programação inclui bebidas, pratos típicos, cafés, chocolates, geleias e doces variados.

A abertura do festival ocorreu na noite desta quinta-feira (23/04) e contou com a participação do governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues, e do diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), Jeandro Ribeiro. O evento conta com o apoio do Governo do Estado, por meio da CAR, vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR).

“O festival, realizado pelo Consórcio Bacia do Jacuípe, com o apoio da CAR, evidencia os resultados dos investimentos do Estado em políticas públicas voltadas à bovinocultura de leite e a outros sistemas produtivos. Essas ações promovem dignidade no campo, a partir da melhoria das condições de trabalho, da agregação de valor, do aumento da produção e, consequentemente, da geração de renda para famílias produtoras de toda a Bahia”, destacou Jeandro Ribeiro, diretor-presidente da CAR.

Produtor da comunidade de Barreiros, em Riachão do Jacuípe, Eduardo Emídio levou ao festival produtos da Queijaria Produzir Preservar, incluindo queijos de leite caprino e bovino, requeijão, iogurte, manteiga e doces. Para ele, o evento é uma oportunidade estratégica. “O festival fomenta a economia territorial e aproxima ainda mais as queijarias artesanais do consumidor”, afirmou.

Já William, produtor de Baixa Grande, da Queijaria Delícias da Fazenda São João, comemorou o sucesso nas vendas logo no primeiro dia. “Trouxe produtos para os três dias, mas já vendi tudo. É um evento muito importante e me sinto motivado a participar de outros festivais”, relatou.

Programação

A programação inclui oficinas, degustações e encontros técnicos, com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva do leite, promover a comercialização de queijos e derivados, valorizar os produtores locais e gerar renda para as famílias agricultoras.

De acordo com Thaylla Almeida, médica veterinária e coordenadora do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) do Consórcio Público de Desenvolvimento Sustentável do Território Bacia do Jacuípe, o festival também promove a troca de experiências entre produtores e amplia oportunidades de mercado. “O evento fortalece a cadeia produtiva, aproxima produtores e consumidores e incentiva a melhoria da qualidade dos produtos, além de estimular a regularização das agroindústrias”, destacou.

Thaylla também ressaltou o papel institucional da iniciativa. “Com o apoio da CAR e do Governo do Estado, o festival representa um importante incentivo aos produtores de derivados do leite, impulsionando o crescimento da produção, valorizando a identidade regional e contribuindo diretamente para o desenvolvimento econômico e social do território”, completou.

A produtora Tania Maria, do Laticínio Carmesita, de Pé de Serra, também destacou a importância da participação. “É uma oportunidade de apresentar nossos produtos. Capim Grosso é um mercado em que queremos estar inseridos futuramente, e o festival nos permite essa visibilidade”, afirmou.

Feira da Agricultura Familiar e Economia Solidária

Paralelamente ao festival, acontece a Feira da Agricultura Familiar e Economia Solidária, que oferece aos visitantes alimentos frescos provenientes da produção de agricultores e agricultoras familiares, além de artesanato, plantas e diversos produtos regionais.

Fonte: AscomCAR

Leia mais...

Privatização da BR prejudica consumidor em momento de crise

15 de março de 2026, 09:35

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil

Especialistas e entidades do setor de petróleo apontam que os aumentos abusivos nos preços dos combustíveis pelas distribuidoras – em São Paulo, há relatos de postos vendendo o litro de gasolina a R$ 9 – não se devem apenas à instabilidade no cenário internacional.

Para analistas, a privatização da BR Distribuidora eliminou o controle estratégico do Estado sobre a cadeia de fornecimento, deixando o mercado à mercê de reajustes abusivos que ignoram os valores praticados nas refinarias. Sem a estrutura verticalizada que ia “do poço ao posto”, o Brasil perdeu a ferramenta institucional necessária para frear a especulação em momentos de crise, avaliam especialistas ouvidos pela Agência Brasil.

O alerta da venda de gasolina a R$ 9 “mesmo sem reajustes equivalentes nas refinarias” partiu de Ticiana Alvares, diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (Ineep). Segundo nota publicada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP), postos em São Paulo estão elevando preços de forma desproporcional, mesmo sem  aumentos por parte da Petrobras.

Para a FUP, o conflito no Oriente Médio — intensificado no final de fevereiro — tem servido de pretexto para que distribuidoras e revendedoras apliquem margens de lucro excessivas.

“As distribuidoras e revendedoras aumentaram os preços dos combustíveis. [O valor] chega na bomba para o consumidor final com acréscimo em torno de 40%”, calcula o coordenador-geral da FUP, Deyvid Bacelar, em entrevista à Agência Brasil.

Política de preços diferenciada

Segundo Bacelar, a majoração de preços – que prejudica os consumidores e pode impactar na inflação – ocorre porque foram privatizadas as subsidiárias da Petrobras que atuavam na distribuição de combustíveis (BR Distribuidora e a Liquigás).

“Nós tínhamos uma Petrobras que era bem mais integrada e verticalizada do que é hoje. Era a antiga empresa do poço ao posto,” afirmou o sindicalista.

“Uma companhia petrolífera que faz exploração e produção de petróleo, e também transporte, refino, distribuição e comercialização dos derivados desse petróleo, consegue praticar política de preços diferenciada”, compara Bacelar – favorável à verticalização na Petrobras de todas etapas de fornecimento de petróleo.

A análise é compartilhada pela academia. Para Geraldo de Souza Ferreira, professor de Engenharia de Petróleo da Universidade Federal Fluminense (UFF), a retirada de uma empresa pública de um setor tão vital retira do Estado suas “ferramentas institucionais” de intervenção. “Quando se retira uma empresa pública de determinado setor da cadeia produtiva, o Estado deixa de ter ferramentas institucionais para fazer algum tipo de intervenção.”

Para Souza Ferreira, a atuação estatal no setor de petróleo é estratégica.

“O petróleo e seus derivados são importantes para segurança energética do país e para manutenção de várias outras atividades. Esses produtos são fundamentais para a sociedade. Então, tem que ter um certo nível de controle.”

O especialista ainda assinala que “uma empresa pública é orientada por sua função social. Já as empresas privadas são orientadas para o lucro, para o retorno financeiro.”

Na última quarta-feira (11), a empresa Vibra Energia S.A que comprou a BR Distribuidora anunciou lucro líquido de R$ 679 milhões em 2024. “Nossos resultados financeiros e operacionais comprovam a robustez e a capacidade de execução da companhia. Tivemos crescimento consistente de margens a cada trimestre do ano”, destacou Ernesto Pousada, CEO da Vibra, em comunicado da empresa.

Sem consulta ao Congresso

A Petrobras perdeu o controle da BR Distribuidora em julho de 2019, quando iniciou a privatização da antiga subsidiária. A privatização total foi concluída dois anos depois. Naquele período, sob o governo do então presidente Jair Bolsonaro, a diretoria da Petrobras defendia que a empresa deveria focar na produção e exploração de óleo e gás, e abrir mão da distribuição de combustível.

A venda das empresas subsidiárias da Petrobras foi feita sem consulta ao Congresso Nacional, de acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF) no julgamento da Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) nº 5624.

Conforme decisão da Corte, em caráter liminar de junho de 2019, “a alienação do controle acionário de empresas públicas e sociedades de economia mista exige autorização legislativa e licitação”, mas “a exigência de autorização legislativa, todavia, não se aplica à alienação do controle de suas subsidiárias e controladas. Nesse caso, a operação pode ser realizada sem a necessidade de licitação, desde que siga procedimentos que observem os princípios da administração pública inscritos no Artigo 37 da Constituição, respeitada, sempre, a exigência de necessária competitividade.”

Corte de tributos e pagamento de subvenções

Para conter aumento no preço dos combustíveis, o governo zerou as alíquotas de Programa de Integração Social/Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) sobre o diesel, e reduzindo o preço em cerca de R$ 0,32 por litro e editou a Medida Provisória nº 1.340 que autoriza a concessão de mais R$ 0,32 por litro como subvenção econômica para a comercialização de óleo diesel.

No total, são R$ 0,64 por litro cobrados a menos para diminuir o impacto no bolso do consumidor da variação do preço do petróleo no mercado.

O preço do diesel é formado pelo custo do produto junto à Petrobras (45,5% do preço médio na bomba do posto); tributo estadual (19%); custo de distribuição e revenda (17,2%); adição de biodiesel (13%). O peso da tributação da PIS/Cofins era de 5,2%.

Tendo em perspectiva o comportamento do mercado internacional de petróleo, o governo federal criou uma sala de monitoramento para acompanhar as condições do de comercialização de combustíveis fora e dentro do Brasil.

Na quinta-feira (12), o governo federal se reuniu com as empresas distribuidoras de combustível que sugeriram que a Petrobras amplie a importação de diesel para garantir abastecimento e estabilidade de preços no país.

Agência Brasil

Leia mais...

Publicidade

VÍDEOS