NEGÓCIOS
Acesso ao crédito fortalece agroindústrias familiares da Bahia e impulsiona cooperativismo
18 de março de 2025, 09:01

Foto: André Frutuôso
O acesso ao crédito foi um dos destaques do Salão de Negócios do evento MOVE – Agroindústria Familiar da Bahia, conectando cooperativas e associações a diversas instituições financeiras e possibilitando novos investimentos no setor. Durante o evento, realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), foram assinados contratos de financiamento que irão impulsionar a produção e garantir mais segurança financeira para as cooperativas da agricultura familiar baiana.
O diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, ressaltou a importância estratégica do crédito para o desenvolvimento das agroindústrias familiares. “Uma das pautas centrais do evento MOVE foi a questão do crédito. Realizamos um alinhamento com diversas instituições financeiras – Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Caixa Econômica, Desenbahia, BNDES e cooperativas de crédito – para que o evento fosse o ponto culminante dessa estratégia. Reunimos 400 agroindústrias para a assinatura de contratos de financiamento. Foi um sucesso, confirmando que essa aproximação entre cooperativas, assistência técnica e crédito é o caminho certo para fortalecer a agroindústria familiar da Bahia”, afirmou.
Crédito para fortalecer o cooperativismo
Durante o evento, o COGEFUR (Cooperativa de Gestão de Fundos Rotativos) consolidou operações do COOPERGIRO, linha de crédito voltada ao capital de giro das cooperativas. O gerente administrativo da COGEFUR, Gelvane Santiago, celebrou os avanços:”Já liberamos mais de R$ 10 milhões em crédito, beneficiando mais de 30 cooperativas, e seguimos com inadimplência zero. Assinamos novos contratos, totalizando R$ 2,5 milhões, beneficiando a Coopag, Cooap, Coopafbasul, Unicafes Bahia e Cooperlad. Além disso, temos uma demanda de mais de R$ 5 milhões para análise e liberação até o final de março. Nosso objetivo é garantir mais de R$ 7 milhões em novos investimentos no primeiro trimestre de 2025, fortalecendo o cooperativismo e a produção agroindustrial”.
O diretor financeiro da Cooperlad, Cristóvão Roma, ressaltou o impacto positivo do financiamento para os cooperados. “Estamos assinando um contrato de R$ 150 mil com o COOPERGIRO que será fundamental para a compra de insumos e a produção de polpa de frutas. Com esse recurso, conseguiremos pagar nossos agricultores à vista, garantindo mais segurança e eficiência na comercialização dos produtos. Esse tipo de crédito impulsiona a qualidade de vida dos cooperados, melhora a gestão financeira da cooperativa e fortalece todo o nosso movimento”.
O Salão de Negócios do MOVE se consolidou como um espaço essencial para a aproximação entre instituições financeiras e as agroindústrias familiares. Além das linhas de financiamento, os participantes tiveram acesso a orientações sobre planejamento financeiro e crédito cooperativo, garantindo suporte para o crescimento sustentável das cooperativas.
O evento foi realizado de 11 a 14 de março, no Centro de Convenções de Feira de Santana, e teve um papel estratégico na formação dos 480 profissionais contratados, a partir de recursos da CAR, via edital, que atuarão diretamente no suporte às agroindústrias nos municípios baianos. O MOVE – Agroindústria Familiar da Bahia reuniu mil participantes, promoveu capacitações, em 11 salas simultâneas, conectou agricultores(as) familiares e instituições financeiras no Salão de Negócios e consolidou um movimento que transforma a economia rural baiana.
Ascom/SDR
MOVE transforma Feira de Santana no centro de debates sobre o futuro das agroindústrias familiares
13 de março de 2025, 10:31

Foto: Marcílio Cerqueira
O MOVE – Agroindústria Familiar da Bahia teve início nesta terça-feira (12/03), no Centro de Convenções de Feira de Santana, e segue até esta sexta-feira (14/03). Focado em inovação, sustentabilidade e ampliação de mercados para as agroindústrias familiares do estado, o evento, realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), conta com uma programação que inclui mais de 20 oficinas temáticas, painéis de discussão e o Salão de Negócios, criando um ambiente de parcerias e troca de experiências entre cooperativas, associações e instituições.
A cerimônia de abertura contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues, do secretário da SDR, Osni Cardoso, do diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, além de lideranças do cooperativismo, representantes de instituições financeiras e outras autoridades. O evento trouxe apresentações culturais, como o Samba de Roda da Quixabeira da Matinha e o Coral Canto da Terra, formado por colaboradores da CAR, e marcou a abertura oficial do calendário de eventos do Centro de Convenções de Feira de Santana, inaugurado pelo Governo da Bahia.
Jeandro Ribeiro, diretor-presidente da CAR, ressaltou o papel estratégico das agroindústrias no desenvolvimento rural baiano. “O MOVE marca um novo momento para a agricultura familiar, agregando valor à produção e conquistando mercados cada vez mais exigentes. Este evento foi planejado para oferecer capacitação, tecnologia e acesso a crédito, conectando produtores e instituições para fortalecer ainda mais o setor. Nosso objetivo é que as equipes técnicas, que atuam nas agroindústrias, saiam daqui mais preparadas para fazê-las crescer e se tornar referência em sua área”, destacou Jeandro.
A agroindustrialização tem se destacado como uma das principais ações do Governo da Bahia para fortalecer a produção e a geração de renda para os agricultores familiares. Mais de 400 agroindústrias foram implantadas ou requalificadas, ampliando a capacidade dos agricultores e agricultoras de agregar valor à produção, gerar novos produtos e acessar mercados mais exigentes.
Para ampliar esse modelo produtivo sustentável, a CAR lançou a ação Agroindústria Familiar da Bahia, que oferece apoio técnico, infraestrutura e soluções para gestão, produção e comercialização das agroindústrias. O evento será também um importante espaço para discutir temas como certificação orgânica, rastreabilidade, estratégias fiscais e como aumentar a competitividade das agroindústrias familiares.
A presidente da Cooperativa Feminina da Agricultura Familiar e Economia Solidária de Valença (Coomafes), Maria Joselita Santos, conhecida como Branca, destacou a importância do MOVE para o fortalecimento do cooperativismo e a valorização do trabalho das mulheres na agroindústria. “Esse evento é um marco para nós, que trabalhamos diariamente para fortalecer nossas cooperativas e garantir mais oportunidades para os agricultores familiares, especialmente as mulheres. Aqui, temos a chance de trocar experiências, acessar novas tecnologias e fortalecer as parcerias que nos ajudam a crescer e alcançar novos mercados. A agricultura familiar é o nosso presente e o nosso futuro”, afirmou.
O secretário de Desenvolvimento Rural, Osni Cardoso, também ressaltou o simbolismo do evento como o primeiro a ser realizado no Centro de Convenções de Feira de Santana. “Estamos começando esse novo espaço com um evento que traz inovação e fortalecimento para quem realmente move a economia do nosso estado: os agricultores familiares”, afirmou.
Salão de Negócios
Uma das grandes novidades do MOVE é o Salão de Negócios, que traz empresas, qur apresentam tecnologias, equipamentos, serviços financeiros e soluções em contabilidade, com a participação de 10 empresas. Além disso, órgãos do Governo do Estado, como a Secretaria de Educação (SEC), a Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secti) e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), também estão presentes, oferecendo informações sobre alimentação escolar, inovações tecnológicas e incentivos fiscais.
O Senai/Cimatec, o Sebrae e os Correios também participam, oferecendo soluções para fortalecer as agroindústrias e viabilizar a logística de comercialização dos produtos da agricultura familiar.
O representante da Cooperativa de Cafés Especiais e Agropecuária de Piatã (Coopiatã), Rodolfo Moreno, ressalta a experiência e o reconhecimento de participar de eventos como o MOVE. “É uma grande experiência acumulada. O que precisamos agora é criar esse ecossistema cooperativista, estreitar o diálogo, trabalhar ombro a ombro. É importante visitar, expandir e, mais do que isso, conhecer os pacotes tecnológicos e os serviços disponíveis aqui, e outros dispositivos que estão sendo criados para superar as dificuldades do dia a dia e, assim, conquistar o mundo. Vejo esse momento de encontro e troca de saberes com ótimos olhos”, completou.
O MOVE se configura como uma grande oportunidade para fortalecer a competitividade e a sustentabilidade das agroindústrias familiares da Bahia, criando um ambiente favorável à inovação e à expansão dos negócios no setor.
Entenda novas regras para aumentar segurança no uso do PIX
09 de março de 2025, 10:59

Foto: Notícia Limpa
Anunciadas na última quinta-feira (6) pelo Banco Central (BC), as novas medidas para elevar a segurança do Pix estão sendo alvo de fake news. Entre as mentiras difundidas, estão a de que quem deve impostos ou está com o nome sujo terá a chave bloqueada. Na verdade, as mudanças abrangem poucos usuários e buscam evitar golpes financeiros.

Segundo o próprio Banco Central, criador e administrador do sistema Pix, o principal objetivo da mudança é evitar que fraudadores insiram um nome diferente numa chave Pix do nome registrado na base de dados da Receita Federal. Essa situação, que ocorre por erro das instituições financeiras, tem sido usada por criminosos para dificultar o rastreamento.
A mudança, que entra em vigor em julho, afetará apenas 1% das chaves Pix cadastradas. Código identificador de uma conta, a chave Pix permite registrar a origem e a destinação no sistema de transferências instantâneas. Ela pode estar vinculada a um CPF, CNPJ, número de telefone, e-mail ou um código aleatório composto por letras e números.
Tire as principais dúvidas sobre as novas regras do Pix:
De quem foi a decisão? Da Receita Federal ou do Banco Central?
O reforço na segurança do Pix foi decidido pelo Banco Central, que criou e administra o sistema de transferências instantâneas.
Quem terá a chave excluída?
Entre as pessoas físicas, as chaves CPF na seguinte situação (1% do total):
4,5 milhões: grafia inconsistente
3,5 milhões: falecidos
30 mil: CPF suspenso (cadastro com informações incorretas ou incompletas)
20 mil: CPF cancelado (CPF suspenso há mais de cinco anos, com duplicidade de inscrição ou cancelado por decisão administrativa da Receita ou decisão judicial)
100: CPF nulo (com fraude ou erro grave no cadastro).
Entre as pessoas jurídicas, as chaves CNPJ na seguinte situação
984.981 com CNPJ inapto (empresa que não apresentou demonstração financeira e contábil por dois anos)
651.023 com CNPJ baixado (empresa oficialmente encerrada)
33.386 com CNPJ suspenso (empresa punida por descumprir obrigações legais)
Banco Central não informou a quantidade de CNPJ nulos (sem validade)
Quando as chaves serão excluídas?
Segundo o BC, a exclusão está prevista a partir de julho.
Como se dará a exclusão?
As instituições financeiras e de pagamento deverão verificar o cadastro sempre que houver um procedimento relacionado a chaves Pix, como registro, mudança de informações, pedido de portabilidade ou reivindicação de posse. Caso seja constatada alguma das irregularidades acima, a chave deverá ser excluída.
Quem deve impostos terá chave excluída?
Não. O BC esclareceu que a inconformidade nossa dados cadastrais de CPF e de CNPJ não tem relação com o pagamento de tributos, apenas com a identificação cadastral do titular do registro na Receita Federal.
Quem está com o nome sujo deixará de fazer Pix?
Não. Esta é uma fake news que passou a ser espalhada nos últimos dias. As medidas só abrangem quem tem problemas cadastrais na Receita Federal.
O que mudará nas chaves aleatórias?
Pessoas e empresas que usam chaves aleatórias (combinação de letras e números) não poderão mais alterar informações vinculadas a essa chave. Agora, o usuário precisará excluir a chave aleatória e criar uma nova, com as informações atualizadas.
O que mudará nas chaves vinculadas a e-mails?
A partir de abril, a chave do tipo e-mail não poderá mais mudar de titular. Não será mais possível migrar a chave de um dono para outro.
Haverá mudanças nas chaves vinculadas a número de celular?
Não. As chaves do tipo celular poderão mudar de titular e de conta. Segundo o BC, a possibilidade de alteração foi mantida por causa da troca frequente de números de telefone, principalmente de donos de linhas pré-pagas.
Qual o principal objetivo das medidas?
Aumentar a segurança no Pix, ao inibir o uso de chaves com nomes diferentes da base de dados da Receita Federal, no caso do CPF e do CNPJ e impedir a transferência de chaves para terceiros, no caso de chaves aleatórias e de e-mails.
Haverá limite para devolução de qualquer valor dos dispositivos não cadastrados?
Desde novembro de 2024, caso uma conta transferisse para uma outra conta existente sem chave Pix criada, a devolução seria limitada a R$ 200. BC retornou a norma antiga e retirou o limite para esse tipo de transação.
É possível verificar se o CPF está em situação regular?
Sim. A consulta pode ser feita na página da Receita Federal, na aba “Comprovante de situação cadastral”.
É possível regularizar o CPF?
Sim, mas apenas por quem está com o CPF suspenso. A regularização pode ser feita na página da Receita Federal, preenchendo um formulário. A Agência Brasil publicou um passo a passo para consultar e resolver pendências no CPF.
Gestores e técnicos de 400 agroindústrias familiares se reúnem em Feira de Santana para consolidar estratégias para o setor
07 de março de 2025, 08:12

Foto: André Frutuôso
De 12 a 14 de março, o Centro de Convenções de Feira de Santana será o centro das discussões sobre inovação, sustentabilidade e mercado para as agroindústrias familiares da Bahia com a realização do MOVE – Agroindústria Familiar da Bahia. O evento, promovido pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), reunirá autoridades, gestores e técnicos de agroindústrias apoiadas pela CAR. O objetivo é debater os desafios e as oportunidades do setor, visando consolidar essas agroindústrias como uma importante estratégia de desenvolvimento econômico e social baiano.
Nos últimos anos, a agroindustrialização tem se destacado como uma das principais estratégias do Governo do Estado para fortalecer a produção e a geração de renda de agricultores e agricultoras familiares da Bahia. Já foram implantadas ou requalificadas mais de 400 agroindústrias, proporcionando aos produtores a capacidade de agregar valor à produção, gerar novos produtos e acessar mercados mais exigentes.
Com o objetivo de ampliar ainda mais esse modelo produtivo sustentável, a CAR lançou a ação Agroindústria Familiar da Bahia, que oferece infraestrutura, serviços, soluções e suporte técnico de apoio à gestão, produção e comercialização das agroindústrias. Inicialmente, 480 profissionais foram contratados para atuar nos 27 territórios de identidade do estado, prestando apoio às agroindústrias, com o desenvolvimento de planos de negócios, estratégias de mercado e inovações tecnológicas.
Programação diversificada: capacitação e inovação
O MOVE contará com mais de 20 oficinas temáticas, painéis de discussão e o Salão de Negócios, com a participação de instituições e soluções voltadas ao fortalecimento das agroindústrias familiares. O evento se configura como um espaço de troca de experiências e fortalecimento de parcerias entre cooperativas, associações, instituições financeiras e entidades de apoio à gestão de empreendimentos familiares.
Jeandro Ribeiro, diretor-presidente da CAR, destaca a importância do evento: “O MOVE é um espaço essencial para discutirmos soluções inovadoras, impulsionarmos a produção e conectarmos as agroindústrias aos mercados institucionais e privados. A Bahia já é referência no Brasil, quando falamos em agricultura familiar, e queremos avançar, ainda mais. Convidamos as cooperativas apoiadas pela CAR a participarem desse momento de aprendizado e crescimento coletivo”.
Temas centrais para o fortalecimento do setor
A programação inclui oficinas sobre certificação orgânica, ferramentas de gestão para agroindústrias, acesso ao mercado externo e o papel da rastreabilidade na garantia da qualidade dos produtos. Também serão discutidos o acesso aos Serviços de Inspeção Municipal (SIM), mercados curtos e questões fiscais, estratégias que agregam valor e aumentam a competitividade das agroindústrias familiares.
Salão de Negócios: novas oportunidades para o setor
Uma das grandes novidades do MOVE será o Salão de Negócios, espaço dedicado à oferta de serviços, tecnologia e inovação para as agroindústrias. O salão, além da oferta de serviços, soluções e acesso ao crédito, contará com a participação de 10 empresas, que apresentarão máquinas, equipamentos, soluções financeiras, e serviços de gestão e contabilidade, como os oferecidos pela União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes/BA).
Além disso, o evento contará com a presença de diversos órgãos do Governo do Estado, como a Secretaria de Educação (SEC), que abordará o fornecimento de produtos para a alimentação escolar; a Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secti), com inovações tecnológicas para o setor; e a Secretaria de Desenvolvimento Econômico (SDE), com informações sobre incentivos fiscais e créditos de ICMS para aquisição de equipamentos. O Senai/Cimatec, o Sebrae e os Correios também estarão presentes, oferecendo soluções para fortalecer as agroindústrias e viabilizar a logística de comercialização dos produtos da agricultura familiar.
O MOVE se configura como uma importante iniciativa para fortalecer a competitividade e a sustentabilidade das agroindústrias familiares da Bahia, criando um ambiente favorável à inovação, capacitação e expansão dos negócios no setor.
Ascom CAR
Agricultoras de Antônio Gonçalves celebram aumento da comercialização do licuri
25 de fevereiro de 2025, 07:47

Foto: Carlos Eduardo/Idesa
A venda do licuri em comunidades rurais do município de Antônio Gonçalves tem animado as agricultoras e agricultores extrativistas, neste início de ano de 2025. Isso, porque, com a recente parceria comercial com a Cooperativa de Produção da Região do Piemonte da Diamantina (Coopes), está sendo possível comercializar a amêndoa a um preço bem mais vantajoso do que o que é ofertado em mercados e feiras convencionais.
A iniciativa foi facilitada pelo trabalho de assessoramento técnico ofertado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), em conjunto com o Instituto de Desenvolvimento Social e Agrário do Semiárido (Idesa).
Iranilde Santos Silva, que mora na comunidade quilombola Caldeirão do Mulato, é uma das extrativistas que comercializa o licuri para a Coopes. Ela comemora as vendas que estão acima do estimado. “Essa parceria com o Idesa e a CAR foi uma benção. A venda do licuri foi mais do que o esperado pra gente, porque a gente vendia o quilo de licuri a R$ 3,00 ou R$ 2,50, mas agora multiplicou, porque a gente está vendendo o quilo do licuri a R$ 8,00”.
Na última quinzena foram comercializados 885 quilos de amêndoas de licuri secas inteiras, 120 quilos de amêndoas em banda, 406 quilos de amêndoas cozidas e 950 quilos de licuri na casca. A próxima venda deve ocorrer na primeira semana de março e as famílias já estão estocando a produção.
O técnico do Idesa, Carlos Eduardo Teles, que acompanha as famílias, por meio da execução do Projeto Pró-Semiárido, da CAR, explicita que as vendas continuarão enquanto houver oferta do licuri, que costuma ter duas safras por ano. “Normalmente, um pé de licuri produz entre 9 e 20 buzas (cachos), anualmente. Então, tem duas produções ao ano. Começou agora no fim de janeiro e vai até o fim de março. Em junho, começa a florar novamente. Enquanto houver produção tem mercado”, enfatizou Carlos Eduardo.
Outros investimentos
Além dos investimentos com assessoria técnica e infraestrutura para fomentar a produção de milhares de agricultores familiares, a CAR, por meio do Pró-Semiárido investiu cerca de R$ 400 mil na implantação da loja da Coopes, no município de Capim Grosso.
O Projeto de Desenvolvimento Rural e Combate à Fome (Pró-Semiárido) é uma iniciativa do Governo da Bahia, executado pela CAR, empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida).
Ascom/CAR
Matrícula 2025 na rede estadual: vagas são garantidas com um clique
13 de janeiro de 2025, 09:03

Foto: Mateus PereiraGOVBA
Nesta segunda-feira (13), a Secretaria da Educação da Bahia (SEC) abre o período de matrículas para o ano letivo de 2025. O processo, que vai até 21 de janeiro, é totalmente on-line, garantindo praticidade e acessibilidade para os estudantes e responsáveis. Com o cadastro prévio já realizado, basta acessar o site ou o aplicativo ba.gov.br e solicitar a matrícula para a unidade escolar com disponibilidade de vaga para a série e o turno desejados, seguindo o cronograma escalonado que organiza as inscrições por perfis específicos.
A secretária da Educação do Estado, Rowenna Brito, reforçou a garantia de vagas para todos que buscarem a Rede Pública de Ensino. “As famílias podem ficar tranquilas. Tem vaga em todas as escolas da Rede Estadual. O investimento que o Governo do Estado vem fazendo em infraestrutura é para dar conta de acolher, de cuidar e de educar todos os estudantes da Bahia”, ressaltou.
O primeiro dia é exclusivo para Pessoas com Deficiência (PcD), assegurando prioridade às vagas em escolas preparadas para oferecer Atendimento Educacional Especializado. Estudantes com deficiências físicas e intelectuais ou Transtornos do Espectro Autista (TEA) poderão iniciar o processo de forma simplificada. Após a solicitação on-line, é necessário comparecer à escola, em até cinco dias úteis, com os documentos obrigatórios, como RG, CPF, Histórico Escolar e comprovante de residência.
O cronograma segue com outras datas importantes: 14 de janeiro será destinado para a transferências entre escolas da rede estadual; em 15 e 16, deverão ser realizadas as solicitações de vagas para os alunos que concluíram o 5º ano do Ensino Fundamental em escola municipal e vão se matricular no 6º ano em escola estadual ou concluíram o 9º ano do Ensino Fundamental em escola da rede municipal em 2024 e buscam vaga no 1º ano do Ensino Médio; o dia 17 será para matrículas no Ensino Fundamental; e 20 e 2, para todas as ofertas do Ensino Médio. A SEC reforça que respeitar os prazos é fundamental para garantir a vaga na unidade e no turno desejados, além do acesso a programas sociais da rede.
Calendário Escolar 2025 – Além da matrícula, a SEC já divulgou o Calendário Escolar 2025 para estudantes e professores organizarem seu ano letivo, que traz 200 dias de aprendizado. As aulas começam em 10 de fevereiro e vão até 19 de dezembro, com datas fixadas para os recessos: Carnaval, de 27 de fevereiro a 5 de março, e São João, de 19 de junho a 2 de julho. A primeira unidade termina em 16 de maio; a segunda, em 29 de agosto, e a última se estende até 12 de dezembro.
Confira o cronograma completo da matrícula 2025:
13 de janeiro: matrícula para Pessoa com Deficiência – PcD
14 de janeiro: transferência de estudantes da rede estadual
15 e 16 de janeiro: matrícula de concluintes do 5º ou 9º ano do Ensino Fundamental em escola municipal para o 6º ano do Ensino Fundamental ou 1º ano do Ensino Médio em escola estadual
17 de janeiro: matrícula para estudantes de todas as rede de ensino em todas as ofertas do Ensino Fundamental
20 e 21 de janeiro: matrícula para estudantes de todas as redes em todas as ofertas do Ensino Médio
Fonte: Ascom/SEC
Gastos com material escolar impactam orçamento de 85% das famílias
02 de janeiro de 2025, 09:54

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
As famílias brasileiras gastaram R$ 49,3 bilhões com materiais escolares em 2024, o que representou um aumento de 43,7% ao longo dos últimos quatro anos. O valor é uma estimativa de pesquisa inédita do Instituto Locomotiva e QuestionPro. O levantamento mostra que essas compras impactam o orçamento de 85% das famílias brasileiras com filhos em idade escolar e que um a cada três compradores pretende parcelar para poder dar conta das despesas para o ano letivo de 2025.

Ao todo, foram realizadas 1.461 entrevistas com homens e mulheres com mais de 18 anos em todo o país. Os questionários foram aplicados entre 2 e 4 de dezembro.
O estudo mostra que a maioria dos pais e responsáveis de estudantes tanto da rede pública quanto da rede privada disseram que comprará materiais escolares para o ano letivo de 2025: 90% daqueles com filhos em escolas públicas e 96% daqueles com filhos em estabelecimentos privados.
A maior parte das famílias precisará comprar materiais escolares solicitados pelas escolas (87%), seguido de uniformes (72%) e livros didáticos (71%).
Os pesquisadores estimam que os valores gastos com materiais escolares aumentaram ao longo dos últimos anos, passando de um montante nacional de R$ 34,3 bilhões em 2021 para os atuais R$ 49,3 bilhões.
“É um gasto que vem crescendo e vem aumentando também o seu peso no orçamento dos famílias com filhos”, destaca o diretor de Pesquisa do Instituto Locomotiva, João Paulo Cunha.
Cunha ressalta que esse impacto ocorre tanto para famílias com filhos em escolas públicas e também nas privadas. “Muita gente acha que pais que estão com filhos em escolas públicas, por, teoricamente, ganharem o uniforme, o material, não têm nenhum gasto. Mas a realidade é muito diferente. Praticamente todos os pais que têm filhos em escolas públicas acabam tendo que, pelo menos, complementar parte do material escolar, parte do uniforme, e acabam também tendo um peso no orçamento doméstico por conta disso.”
A estimativa é que a maior parte dos gastos se concentre na classe B, R$ 20,3 bilhões; e na classe C, R$ 17,3 bilhões. Juntas, elas são responsáveis por 76% dos gastos nacionais. A Região Sudeste concentra a maior porcentagem dos gastos, 46%, seguida pelo Nordeste, 28%. O menor percentual está na Região Norte, 5%.
Esses valores impactam os orçamentos de 85% das famílias com filhos em idade escolar. O impacto é maior para as famílias de classe C, em que 95% disseram que os materiais impactam o orçamento familiar. Entre todos os entrevistados, 38% disseram que têm muito impacto no orçamento e 47%, que têm algum impacto. Apenas para 15% as compras de volta às aulas não têm impacto.
“Isso acaba tendo que sair de outros lugares. Cada família vai ter um arranjo diferente para conseguir ter esse tipo de gasto. Alguns vão ter que recorrer ao crédito, outros vão ter que tirar do guardado, mas o fato é que a maioria relata o peso e o impacto no orçamento doméstico”, enfatiza Cunha.
Diante dessa situação, 35% disseram que irão recorrer ao parcelamento nas compras para o ano letivo de 2025. Entre as famílias da classe C, essa porcentagem sobe para 39%. A maioria, no entanto, 65%, pretende pagar à vista. Entre as classes A e B, essa porcentagem é ainda maior, 71%.
Materiais escolares
De acordo com a Associação Brasileira de Fabricantes e Importadores de Artigos Escolares (ABFIAE), os aumentos dos custos com materiais escolares se dão principalmente por conta de fatores como inflação anual e elevação nos custos de produção, além dos preços de frete marítimo, no caso dos importados, e alta do dólar. Para 2025, a entidade estima um aumento entre 5% e 9%.
Segundo o presidente Executivo da ABFIAE, Sidnei Bergamaschi, muitos itens que compõem as listas escolares são importados, como mochilas e estojos.
“Os itens que compõem a cesta, a lista escolar, vários deles são itens importados. E aí, obviamente, quando você pega um ano que tem uma taxa de dólar mais alta, quando você pega um período como, por exemplo, pós-pandemia, que o frete marítimo internacional explodiu, o mundo se tornou cinco vezes mais caro do que ele custava, tudo isso acaba tendo algum impacto de custo e que vai terminar lá sempre para o consumidor”, diz Bergamaschi.
A ABFIAE defende programas públicos para aquisição de material escolar, como o chamado Programa Material Escolar, implementado no Distrito Federal e nos municípios de São Paulo e Foz do Iguaçu, por meio do qual o poder público oferece crédito a estudantes de escolas públicas para a aquisição dos materiais.
“Isso tem permitido que alunos da rede pública possam acessar materiais diferentes e possam também comprar somente aquilo que ele precisa e aquilo que às vezes ele não tinha acesso”, diz o presidente da entidade.
A ABFIAE defende ainda a redução de impostos cobrados para esses produtos. Segundo a entidade, em alguns itens, os tributos chegam a representar 50% do valor do produto. “Nós fizemos esse pleito na reforma tributária, que ele fosse enquadrado junto com alguns itens que foram reduzidos, porque hoje você tem, normalmente, na faixa de 40%, até mais de 40% de impostos nos itens da lista escolar. Então, isso tem um peso grande no valor final”, ressalta.
Agência Brasil
Com presença de secretário de Estado, reforma do Mercado Municipal de Caém é entregue para a população (FOTOS)
01 de janeiro de 2025, 15:42

Foto: Ascom/PMC
As instalações do Mercado Municipal de Caém foi entregue à população totalmente reformado e ampliado. Principal ponto para comercialização de produtos oriundos principalmente da agricultura familiar, o equipamento é um dos mais modernos da região, garantindo conforto para feirantes e clientes.
O novo espaço conta com boxes destinados para os mais diversos tipos de produtos, desde os de origem animais e vegetais, área de alimentação com restaurantes e lanchonetes e novos sanitários.
A inauguração da reforma e ampliação aconteceu a manhã de segunda-feira (30) e contou com as presenças do secretário estadual de Desenvolvimento Rural (SDR), Osni Cardoso, o prefeito Arnaldinho Oliveira, secretários municipais, vereadores e a população em geral.
Para o secretário Osni, o novo Mercado Municipal de Caém dará mais dignidade para os feirantes que precisam de um local digno para expor e vender suas mercadorias. Segundo o secretário, a obra é uma das mais bem trabalhadas em todo o Estado, parabenizando a gestão do prefeito Arnaldinho pela aplicação exemplar do erário.
Já o prefeito, agradeceu a parceria entre o município e o governo estadual, destacando os resultados que vêm beneficiando a população caenense. “Firmamos um compromisso de melhorar a vida do nosso povo, e por não dispormos de recursos suficientes temos recorridos aos nossos representantes nos legislativos estadual e federal, principalmente o nosso deputado licenciado Ângelo Almeida, atual secretário de Desenvolvimento Econômico da Bahia e à Lídice da Mata que tem sido uma verdadeira mãe para nossa cidade”, disse.
Prefeitura de Caém discute a formalização de cooperativa mineral no município
18 de dezembro de 2024, 16:43

Foto: Ascom/PMC
O prefeito de Caém, Arnaldinho Oliveira, recebeu na manhã desta quarta-feira (18), empresários do setor de mineração para discutir a formalização de uma cooperativa mineral no município. A reunião que contou com as presenças de representantes de secretarias municipais e da Cooperativa de Crédito Sicoob Sertão, tratou também de garantias para garantir que as cooperativas possam operar com segurança jurídica e sustentabilidade.
O prefeito ressaltou a importância da criação de estratégias conjuntas para fomentar a cultura cooperativista na pequena mineração, mas frisou que a cooperativa deverá agir sempre dentro da legalidade e os cuidados necessários para não impactar negativamente o meio ambiente.
“Estamos à disposição para apoiar e criar meios para o bom funcionamento de investimentos em qualquer área em nosso município, mas não abriremos mão da formalização e legalização, como também com o cuidado com o meio ambiente para uma atuação mais segura e estável. ”, disse Arnaldinho.
15ª Feira Baiana da Agricultura Familiar foi sucesso de público, negócios e valorização da produção rural
17 de dezembro de 2024, 08:48

Foto: Fábio Marconi/Acqua
Mais de 50 mil pessoas passaram pela 15ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, nos cinco do evento, realizado no Parque Costa Azul, em Salvador. O evento reuniu mais de 600 expositores, que apresentaram cerca de seis mil produtos da agricultura familiar, gerando visibilidade, novos negócios e renda para agricultores e agricultoras familiares.
O diretor-presidente da CAR, Jeandro Ribeiro, destacou a dimensão do evento. “Foram cinco dias de felicidade, festa e celebração para os expositores que participaram. Milhares de visitantes passaram pela Feira, encontrando belos produtos e histórias marcantes, como as memórias de infância ao degustar, por exemplo, o sorvete de licuri. Tivemos o casamento perfeito entre a Bahia e os estados do Nordeste, na III Feira Nordestina, que reforçou a integração regional. A praça gastronômica, os shows e a entrada gratuita fizeram dessa edição um sucesso absoluto. Que venha 2025!”.
Resultados expressivos e produtos que fizeram história
Nos 27 Armazéns Territoriais, cerca de seis mil produtos foram comercializados, entre mel, iogurtes, biscoitos, cafés, queijos, temperos, geleias e castanhas. Os estandes foram espaços de valorização da produção regional e de grandes resultados para agricultores e agricultoras.
No estande Chocolates da Bahia, a Bahia Cacau, pioneira no Brasil em chocolates de origem da agricultura familiar, apresentou barras com formulações de 35% a 75% de cacau, bombons e outros produtos. Osaná Crisóstomo, presidente da Cooperativa de Agricultura Familiar e Economia Solidária da Bacia do Rio Salgado e Adjacências (Coopfesba), comemorou. “A Feira é essencial para mostrar a força da agricultura familiar e o nosso potencial de mercado. Nesta edição, aumentamos as vendas em 20%, um reflexo do crescente interesse pelos produtos do cacau ao chocolate”.
Já na praça gastronômica, o estande Tilápia do Velho Chico foi destaque. Rosália Vieira, presidente da Cooperativa de Produção e Comercialização dos Derivados de Peixes de Sobradinho (Coopes), ressaltou o sucesso do evento. “Essa foi uma das melhores edições para nós. Trouxemos 300 quilos de produtos como filé, bolinho e linguiça de tilápia e zeramos todo o estoque. Além disso, estabelecemos contatos importantes com comerciantes de Salvador interessados em vender nossos produtos”.
Outro grande sucesso foi o da sorveteria da Cooperativa de Agricultores e Agricultoras Familiares da Agricultura Familiar (Coopersabor), que conquistou o público com sabores únicos como umbu, licuri e maracujá da Caatinga. Teve ainda a cervejaria, com chopes e cervejas de licuri. “Levamos mil litros de chope, que esgotaram rapidamente, e comercializamos mais de 100 quilos de sorvetes. A Feira é sempre uma oportunidade única para expandir nossos mercados e fortalecer a nossa marca”, comemorou Charles Conceição, presidente da cooperativa.
Espaços que encantaram e geraram oportunidades
Além disso, a Feira promoveu empregos diretos e indiretos, movimentando a economia local, com as contratações para montagem, limpeza, estruturação do evento, além da participação de ambulantes.
Clarissa do Amaral, que participou vendendo brigadeiros, ressaltou a oportunidade de estar na Feira. “Foi uma experiência incrível. Aqui, a gente não só vende, mas também faz contatos e aprende muito. Participar desse evento trouxe um reconhecimento enorme para o meu trabalho, além de uma renda extra importante”.
Um evento que vai além dos números
A 15ª Feira Baiana da Agricultura Familiar reforçou o papel transformador da agricultura familiar na economia, na cultura e na gastronomia da Bahia. Muito mais do que um espaço de comercialização, o evento foi um palco para histórias de superação, inovação e valorização do rural baiano e nordestino.
Com recordes de público, vendas expressivas e visibilidade para agricultores familiares, o evento se consolida como um marco no calendário estadual, já deixando o público na expectativa pela próxima edição.
A 15ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária foi realizada pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), em parceria com a União das Cooperativas da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Estado da Bahia (Unicafes-BA). O evento contou com o apoio de parceiros importantes como o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), Fundação Luís Eduardo Magalhães (FLEM) e o patrocínio do Banco do Nordeste e Caixa Econômica Federal.
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