NEGÓCIOS
Coreto da Agricultura Familiar em Jacobina celebra conquistas após um ano de inauguração
27 de janeiro de 2026, 16:37

Foto: Acervo Coomafs
Após pouco mais de um ano de funcionamento, o Coreto da Agricultura Familiar, instalado no antigo Solar da Missão, na Praça da Missão, em Jacobina, consolidou-se como um importante espaço de comercialização de produtos da agricultura familiar. O local reúne itens produzidos em comunidades rurais dos territórios de identidade Piemonte da Diamantina e Bacia do Jacuípe, onde atuam grupos produtivos de mulheres e jovens ligados à Rede Semiárido Forte e à Cooperativa Agropecuária de Mulheres e Jovens do Semiárido (Coomafs).
Além de fortalecer a geração de renda, o Coreto também se tornou palco para manifestações das riquezas culturais da região, valorizando saberes, sabores e modos de vida do Semiárido baiano.
A iniciativa contou com o apoio do Governo do Estado da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). A CAR também apoiou os grupos produtivos ligados à Coomafs com a implantação de quintais produtivos, cozinhas comunitárias e investimentos em sistemas produtivos como caprinocultura, avicultura e mandiocultura, além do incentivo à produção de orgânicos. O projeto contou ainda com o apoio da Prefeitura de Jacobina.
“O Coreto da Agricultura Familiar nasceu do sonho de muitas pessoas, com a perspectiva de ser uma vitrine dos produtos dos grupos produtivos e dar visibilidade ao trabalho dessas mulheres. Hoje, vemos mulheres empoderadas, potentes, que saíram da extrema pobreza por meio desses grupos, e jovens que estão se formando e retornando às suas comunidades para trabalhar, muitos deles como agentes de negócio”, destaca Aline Silva, representante da Coomafs.
Políticas públicas que transformam
Segundo Aline Silva, os investimentos do Governo do Estado têm sido fundamentais para transformar a realidade das mulheres e dos jovens do Semiárido, a partir da escuta das comunidades e do fortalecimento das ações já existentes nas organizações produtivas locais.
“Hoje podemos dizer que estamos alcançando objetivos sonhados lá atrás. Mulheres negras, sem terra, que, por meio do Governo da Bahia, participaram de missões técnicas na Bélgica e em Portugal, representando tantas outras mulheres do campo. O objetivo é dar visibilidade a essas mulheres que viviam em situação de violência e extrema pobreza e que hoje conquistaram autonomia, dignidade e qualidade de vida”, celebra Aline.
Espaço de sabores, cultura e geração de renda
O Coreto da Agricultura Familiar funciona de quarta a domingo, das 16h às 23h, e se consolidou como um ponto de referência dos sabores, da cultura regional e dos modos de vida do Semiárido. No espaço, são realizadas apresentações artísticas, rodas de conversa, visitações guiadas, exposições e oficinas sobre temas variados.
Para a agricultora familiar Maria Lúcia, que atua no Coreto, as ações da CAR foram fundamentais para dar visibilidade às mulheres do campo, especialmente às mulheres quilombolas, que antes não conseguiam comercializar sua produção. “A CAR enxergou a necessidade dessas mulheres, que eram invisibilizadas, e nos deu a oportunidade de nos transformarmos em mulheres potentes, guerreiras e trabalhadoras. Hoje temos a nossa loja da agricultura familiar, linda. É a realização do sonho de muitas mulheres”, afirma.
Sobre a Coomafs
A Coomafs nasceu da necessidade de comercialização dos produtos de grupos produtivos de mulheres e jovens comunidades rurais de municípios dos territórios Piemonte da Diamantina e Bacia do Jacuípe, grupos e formamos coletivos de produção. Atualmente, a cooperativa conta com 270 mulheres e trabalha com mais de 30 grupos produtivos de nove municípios dos dois territórios.
Ascom CAR
Fábrica de Torres Eólicas de Jacobina será reativada; anuncia governador Jerônimo
27 de janeiro de 2026, 13:37

Foto: Amanda Ercília/GOVBA
O setor de energias renováveis da Bahia ganha um importante reforço com o anúncio do contrato firmado entre a EDF Renewables e a Goldwind, acordo que consolida o estado como um dos principais polos da cadeia eólica no Brasil. A solenidade que oficializou a parceria para a reativação da Fábrica de Torres de Aço, no município de Jacobina, contou com a presença do governador Jerônimo Rodrigues e foi realizada na sede da Goldwind, em Camaçari, nesta terça-feira (27). A iniciativa reforça o compromisso com a geração de empregos, o desenvolvimento industrial e a transição energética da Bahia.
A retomada da unidade industrial em Jacobina representa um impacto direto na economia regional, com a reativação da cadeia produtiva ligada à fabricação de componentes eólicos e a ampliação de oportunidades de trabalho. A iniciativa integra um conjunto de investimentos estruturantes que posicionam a Bahia como referência nacional na produção de energia limpa.
Durante o anúncio, o governador destacou a relevância dos investimentos para o futuro energético do estado. Segundo ele, a atração de grandes projetos no setor de renováveis fortalece a economia baiana, promove a geração de empregos qualificados e contribui de forma decisiva para a agenda de transição energética e desenvolvimento sustentável. “Agora precisamos garantir que essa energia produzida no nosso semiárido, possa ser usada pela indústria no próprio semiárido. A geração de energia renovável, de energia limpa do sol e do vento, garante que a Bahia seja produtora de hidrogênio verde”, enfatizou Jerônimo, acompanhado pelo vice-governador Geraldo Júnior.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, Ângelo Almeida, ressaltou que a reativação da fábrica de torres e a ampliação dos investimentos no setor eólico demonstram a capacidade da Bahia de atrair projetos estruturantes, com efeitos positivos sobre a indústria, a inovação e a competitividade regional. “Esta cadeia que interage agora, mostra pra o mundo que aqui nós temos um bom ambiente, um bom ecossistema para atrair esses investimentos, nos mais diversos segmentos, desde datacenter até fábrica de baterias”, apontou Ângelo.
O projeto conta com incentivos fiscais formalizados em protocolo de intenções assinado entre a Goldwind e o Governo da Bahia em março de 2023 e inclui ainda a implantação de um parque de fornecedores de componentes eólicos, com pelo menos seis empresas do setor, entre elas a Sinoma, já instalada no estado.
Além do avanço industrial, o acordo também marca um novo capítulo em inovação tecnológica. A Goldwind anunciou parceria com o SENAI Cimatec para a implantação do primeiro projeto de Sistema de Armazenamento de Energia em Baterias (BESS) integrado a um aerogerador da empresa. A iniciativa será instalada no município baiano de Tanque Novo e representa um marco para o setor elétrico ao associar geração e armazenamento de energia renovável em um mesmo sistema. “A reativação dessa fábrica, com o produto de alta tecnologia, que compõem os maiores aerogeradores fabricados no hemisfério sul é motivo de alegria para toda comunidade científica, é uma parceria extremamente importante”, disse o diretor de Tecnologia e Inovação do SENAI Cimatec, Luis Breda.
Para o diretor-presidnete da BahiaInvest, Paulo Guimarães, a parceria com o SENAI Cimatec tem um significado especial. “Isso é muito importante porque significa que nós estamos internalizando na Bahia esta tecnologia. Então, não seremos simplesmente fabricantes diversos ou utilizadores diversos, mas desenvolvedores de tecnologia”, pontuou Guimarães.
Unidade Camaçari
Em agosto de 2024 a Goldwind inaugurou em Camaçari sua fábrica de aerogeradores para produção de energia eólica — a primeira unidade da companhia fora da China. A Bahia foi escolhida após vencer uma disputa com o Ceará, em razão das melhores condições oferecidas para a instalação do empreendimento.
Com investimento de R$ 150 milhões, a unidade tem capacidade de produção de até 150 aerogeradores por ano, com potência entre 6,2 e 8,3 MW, patamar superior ao dos equipamentos atualmente produzidos no país. A expectativa é que a fábrica alcance participação de 25% a 30% no mercado brasileiro de turbinas eólicas, gerando cerca de 250 empregos diretos e 750 indiretos.
Repórter: Laís Nascimento/GOVBA
Anvisa proíbe venda de azeite e suspende doce de leite e sal grosso
23 de janeiro de 2026, 15:35

Foto: Ministério da Agricultura e Pecuária/Divulgação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a comercialização, distribuição, fabricação e consumo do azeite de oliva extravirgem da marca Terra das Oliveiras. De acordo com a Anvisa, o produto foi proibido por ter origem desconhecida, sendo vendido pela loja online Shopee. Além disso, explicou a agência, a empresa JJ-Comercial de Alimentos, que aparece no rótulo do produto como sua importadora, foi extinta. A medida foi publicada no Diário Oficial da União (DOU).

Doce de leite e sal grosso
A agência impôs restrições de comercializações do sal grosso da marca Marfim e do doce de leite da São Benedito.
Fabricado pela empresa M Gomes Praxedes, o lote 901124 do sal grosso Marfim foi suspenso por ter reprovado no teste de teor de iodo, que foi considerado insatisfatório. De acordo com a Anvisa, o lote deve ser recolhido. A determinação foi publicada no Diário Oficial da União.
Já o doce de leite em pedaços da marca São Benedito, da empresa JF Indústria Comercio de Doces e Laticínios, com data de fabricação de 25 de junho de 2025, não poderá ser comercializado, distribuído e nem consumido. De acordo com a Anvisa, o lote desse produto não estava identificado. Além disso, foi reprovado no teste de ácido sórbico, conforme publicado no DOU. O ácido sórbico é um conservante que tem o propósito de evitar que microrganismos causem deterioração dos alimentos.
Procurada pela Agência Brasil, a São Benedito informou que, assim que foi notificada, colaborou com os órgãos competentes e ajustou processos internos “para garantir que cada pote que chegue à sua mesa esteja 100% dentro dos padrões”, afirmou em nota.
A empresa disse ainda que “preza pela tradição” e destacou que “o uso do conservante serve justamente para evitar microrganismos e garantir um alimento seguro”.
A Agência Brasil também procurou a Marfim, mas não obteve retorno. Já a empresa responsável pela marca Terra das Oliveiras não foi encontrada.
*texto ampliado às 15h08 para incluir posicionamento da São Benedito
Agência Brasil
Mais de 1.600 produtos de origem animal, de agroindústrias familiares, ampliam o acesso ao mercado com apoio do Estado
20 de janeiro de 2026, 09:19

Foto: Geraldo Carvalho
A parceria inovadora do Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com os consórcios públicos intermunicipais, garantiu a certificação de mais de 1.600 produtos de origem animal, pelo Serviço de Inspeção Municipal (SIM), instalado em centenas de municípios baianos.
A ação, que abrange 399 municípios baianos, qualificou a produção de agroindústrias familiares e viabilizou o acesso aos mercados de produtos como mel, carnes, ovos, frango, leite e queijo, dentre outros. No total, 277 municípios já contam com Lei e Decreto regulamentados vigentes, e 259 agroindústrias já foram certificadas pelo SIM em todo o estado.
A partir da implantação do SIM, serviço público responsável pela inspeção e fiscalização sanitária e industrial da produção de alimentos de origem animal, os empreendimentos certificados passaram a acessar os mercados locais para seus produtos, sendo essa abrangência ampliada com a adesão ao Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (SUSAF-BA).
Com a adesão e certificação pelo SUSAF-BA, os empreendimentos passam a comercializar seus produtos em todo o estado da Bahia, ampliando mercados, fortalecendo a economia rural e garantindo mais segurança e qualidade aos consumidores. Já estão certificados pelo SUSAF-BA produtos em 18 municípios baianos.
É o que aconteceu com os produtos ‘Apis Várzea da Madeira’, da Associação de Meliponicultores, Apicultores e Agricultores Familiares de Tanque Novo, composta por 40 famílias, que, no ano de 2025, ganhou também o reforço de um agente de negócios, contratado com recursos do edital da CAR voltado ao apoio à gestão de agroindústrias familiares. Eles têm como diferencial a produção de mel de abelhas da espécie nativa Mandaguari, sem ferrão.
“Após a certificação dos nossos produtos, conseguimos acesso aos mercados. Isso nos permitiu fornecer produtos para a alimentação escolar, participar de feiras e eventos e, consequentemente, aumentar significativamente as vendas”, ressalta Erenildo de Magalhães, presidente da associação.
Ele conta ainda que a certificação da produção, obtida com a parceria do Consórcio Público de Desenvolvimento Sustentável Alto Sertão, incentivou as famílias a investirem na criação de abelhas e na produção do mel e de outros produtos, como própolis, que passaram a ter o escoamento garantido. “Sem essa certificação, continuaríamos vendendo nossos produtos a atravessadores e não teríamos a força e a união que ganhamos com o passar do tempo, o que está gerando renda para as nossas famílias e promovendo o desenvolvimento dessa atividade sustentável”, afirma Erenildo.
Sérgio Porto, do Laticínio Recanto do Queijo, no município de Vereda, no Extremo Sul, destaca a felicidade de fazer parte da primeira agroindústria familiar a receber o SUSAF-BA. “A certificação do SUSAF-BA tem nos ajudado muito. A gente consegue agregar valor aos nossos produtos e já conseguimos participar de eventos em Salvador e em feiras, que deram uma boa alavancada nas nossas vendas. Creio que, em 2026, a gente vai estar tentando entrar em todo o estado com os nossos produtos. Hoje, Salvador tem aderido muito ao queijo artesanal”.
Os queijos da Queijaria Recanto do Queijo, que teve o apoio do Estado, por meio da CAR, também na agroindústria, já participaram de vários concursos nacionais, internacionais e estaduais. “O último concurso de que a gente participou foi no Festival do Queijo, que aconteceu em Salvador, e ganhamos 12 medalhas. Estou muito feliz. Agradecemos muito à CAR e ao Governo do Estado por nos incentivar. Tem sido muito importante. Hoje, a gente cresceu muito no setor do artesanal por causa desse apoio do Governo, via CAR”, ressaltou Sérgio.
Sobre o SIM/SUSAF-BA
A certificação SIM/SUSAF-BA garante padrões sanitários rigorosos, promove a saúde pública, assegura a segurança alimentar e amplia a confiança nos produtos da agricultura familiar, valorizando o trabalho das famílias do campo. Ao adquirir produtos com certificação, os consumidores contribuem para o fortalecimento da economia local e para a permanência das famílias na atividade rural.
Ascom/CAR
Balanças de pesagem móveis iniciam as operações em 10 municípios nesta quinta-feira (15)
14 de janeiro de 2026, 17:35

Foto: Crédito: Divulgação / Seinfra
As ações serão realizadas em caráter educativo nos primeiros 30 dias
Nesta quinta-feira (15), as operações com as balanças de pesagem móveis para veículos de carga, como caminhões e carretas, serão retomadas nas rodovias baianas. Na fase inicial, os trabalhos sob a responsabilidade do Governo da Bahia, através da Secretaria de Infraestrutura do Estado (Seinfra), serão feitos em caráter educativo durante o prazo de 30 dias com o objetivo de divulgar o inicio das operações em 2026 e também alertar aos usuários das rodovias. São 10 equipes de trabalho que irão atuar em rodovias dos municípios de Feira de Santana, Jaguarari, Uruçuca, Cícero Dantas, Teixeira de Freitas, Barreiras, Ibotirama, Planaltino, Morro do Chapéu e Vitória da Conquista.
O propósito da operação com as balanças de pesagem móveis nas rodovias é contribuir na conservação para o aumento da vida útil do pavimento. “Em 2026, estamos dobrando a quantidade de equipes de 5 para 10 em comparação com a ano passado. Os locais previamente determinados para as operações foram selecionados em decorrência dos canais de tráfego e por serem rodovias estaduais com maior fluxo de veículos de cargas” destaca Saulo Pontes, secretário de Infraestrutura, concluindo que essa ação é importante para a segurança viária no estado.
Segue relação de rodovias onde haverá balanças de pesagem móveis com operação em caráter educativo:
Feira de Santana: BA-502: Acesso à São Gonçalo dos Campos – Entroncamento da BA-501 (Feira de Santana).
Jaguarari: BA-210: Entroncamento da BA-316 (Concha) – Entroncamento da BR-235/BR-423 (Juazeiro).
Uruçuca: BA-262: Entroncamento da BA-655 – Entroncamento da BR-101.
Cícero Dantas: BA-220: Entroncamento da BA-389 (Paripiranga) – Entroncamento da BA-084 (Em direção à Adustina).
Teixeira de Freitas: BA-290: Fim da travessia urbana de Teixeira de Freitas – Entroncamento da BA-126 (Em direção à Nova Lídice).
Barreiras: BA-459: Entroncamento da BA-454 (Em direção à Formosa do Rio Preto) – Entroncamento da BR-020 (KM 235,4) / BR-242(KM 863,4).
Ibotirama: BA-160: Entroncamento da BR-242 (Ibotirama) – Entroncamento das BAs 245 e 470 (Paratinga).
Planaltino: BA-026: Nova Itarana – Entroncamento da BA-553 (Nova Itaípe).
Morro do Chapéu: BA-144: Entroncamento das BRs 122 e 324 (Laje do Batata) – Várzea Nova.
Vitória da Conquista: BA-263: Entroncamento da BA-639 (Em direção à Inhobim) – Entroncamento da BR-116 (Semianel Viário Leste de Vitória da Conquista).
Ascom / Seinfra
Entenda os direitos do consumidor para trocas de presentes de Natal
26 de dezembro de 2025, 09:51

Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil
O primeiro dia útil após o Natal é tradicionalmente conhecido como o “dia das trocas”, mas nem sempre os consumidores sabem quais são, de fato, os seus direitos. O Procon Estadual do Rio de Janeiro esclarece o que determina o Código de Defesa do Consumidor (CDC) sobre a troca de presentes e destaca que as regras variam conforme o tipo de compra realizada.

Nas compras feitas em lojas físicas, o CDC não obriga o estabelecimento a trocar produtos por motivo de gosto pessoal, tamanho, cor ou modelo. Nesses casos, a troca é considerada uma prerrogativa da loja. Muitas empresas permitem a troca como estratégia de fidelização, mas podem estabelecer regras próprias, como prazo, apresentação da nota fiscal e manutenção da etiqueta no produto. Essas condições devem ser informadas de forma clara e ostensiva ao consumidor no momento da compra.
Já nas compras realizadas fora do estabelecimento comercial, como pela internet ou por telefone, o consumidor tem garantido o direito de arrependimento. O CDC assegura o prazo de até sete dias, contados a partir da data da compra ou do recebimento do produto, para desistir da aquisição, independentemente do motivo. Nessa situação, o fornecedor é responsável por arcar com os custos do frete da devolução.
Quando o presente apresenta defeito, as regras são as mesmas tanto para lojas físicas quanto para compras online. O consumidor pode reclamar do vício em até 90 dias no caso de produtos duráveis, como eletrodomésticos, roupas e celulares, e em até 30 dias para produtos não duráveis, como alimentos. Após a reclamação, o fornecedor tem o prazo de até 30 dias para solucionar o problema.
Caso o defeito não seja resolvido dentro desse prazo, o consumidor pode escolher entre a troca do produto por outro equivalente, a devolução do valor pago, com correção monetária, ou o abatimento proporcional do preço. Para produtos considerados essenciais, como geladeiras, o Procon destaca que não é necessário aguardar os 30 dias para conserto, sendo possível optar imediatamente por uma das alternativas previstas em lei.
O órgão também orienta que, em qualquer situação de troca ou reparo, os custos de envio ou postagem do produto devem ser assumidos pelo fornecedor. Para garantir seus direitos, o consumidor deve sempre guardar a nota fiscal, recibos, termos de garantia e manter a etiqueta do produto intacta.
O Procon reforça ainda que produtos importados comprados em lojas ou sites brasileiros seguem as mesmas regras dos produtos nacionais, devendo apresentar todas as informações obrigatórias em língua portuguesa.
Agência Brasil
Rodada de negócios impulsiona a entrada de produtos da agricultura familiar em redes de supermercados da Bahia
16 de dezembro de 2025, 14:43

Foto: André Frutuôso
Cooperativas e associações da agricultura familiar participaram, nesta terça-feira (16), de uma rodada de negócios com representantes de redes de supermercados com o objetivo de ampliar a comercialização de seus produtos. A iniciativa foi promovida pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), em parceria com a União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), e integra o termo de cooperação firmado entre o Governo da Bahia e a Associação Baiana de Supermercados (Abase), durante a última edição da Feira SuperBahia.
“O acordo realizado na SuperBahia foi o de facilitar a entrada dos produtos da agricultura familiar em algumas redes de supermercados. A partir disso, iniciamos uma curadoria com as cooperativas para identificar produtos que já estivessem prontos e com capacidade de entrega, para que fossem apresentados. Chegamos a 58 itens, com a perspectiva de firmar contratos com condições diferenciadas para os produtos da agricultura familiar”, destacou Dailson Andrade, coordenador de Comercialização da CAR.
Além da apresentação dos produtos, o encontro também teve como objetivo proporcionar a degustação dos alimentos produzidos pelos empreendimentos. “Já estamos construindo uma relação sólida com o Governo do Estado, apoiando a agricultura familiar. Hoje realizamos um café da manhã com o time comercial e de marketing para degustação. Os produtos são incríveis e, com essas negociações, poderemos oferecer aos nossos clientes qualidade com preço acessível”, explicou Amanda Vasconcelos, presidente da Abase e diretora do Hiperideal.
Para Ícaro Rennê, diretor-presidente da Unicafes, o encontro representa uma oportunidade estratégica de ampliar a presença da agricultura familiar nas grandes redes varejistas. “É de grande importância para as cooperativas poderem comercializar seus produtos para o público das grandes redes e mostrar que somos capazes de oferecer qualidade com preços competitivos.”
Segundo Sheila Ramos, da Cooperativa Agrícola da Bahia (Coab), de Igrapiúna, a iniciativa contribui diretamente para o fortalecimento da agricultura familiar. “Participar desse café da manhã foi maravilhoso, pois mostrou aos compradores que temos produtos de qualidade e promoveu uma maior aproximação. Isso vai refletir no cliente final, que terá à sua disposição um produto diferenciado.”
Ascom/CAR
16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar movimenta Salvador e fortalece a economia dos 27 territórios da Bahia
13 de dezembro de 2025, 10:54

Foto: André Frutuôso
A 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária segue movimentando Salvador e fortalecendo a economia dos 27 Territórios de Identidade da Bahia. O evento, iniciado na quarta-feira (10), no Parque Costa Azul, segue até domingo (14), com entrada gratuita, e já atrai milhares de visitantes em busca de produtos da agricultura familiar, gastronomia regional, cultura e experiências imersivas inéditas.
Considerada a maior feira do segmento no país, a edição reúne mais de seis mil produtos de 600 empreendimentos da agricultura familiar e economia solidária, impulsionando vendas, geração de renda e prospecção de novos negócios para cooperativas e associações de todo o estado.
Nos 27 estandes territoriais, o público encontra a autenticidade da produção rural baiana expressa em alimentos, bebidas, artesanato, moda, flores, cosméticos e itens que representam identidade, ancestralidade e inovação. As duas praças gastronômicas também vêm aquecendo o evento e a economia local, com pratos tradicionais e novidades como o Fogo de Chão, além de opções como cuscuz com bode, galinha caipira, mariscos, tapioca, sorveteria, cachaçaria e choperia. Há ainda alternativas veganas, como o hambúrguer de carne de caju, e as tradicionais tendas Quilombola, Indígena e de Artesanato.
Para muitos empreendimentos, a Feira é a principal vitrine do ano. Eliton Félix, gerente administrativo da Cooperativa de Produção Agropecuária de Giló e Região (Coopag), celebra os resultados já registrados nos primeiros dias. “Na Coopag, transformamos leite em oportunidade de emprego, renda e novas perspectivas para a nossa região. A Feira é a chance de ampliarmos o faturamento com produtos como queijos, iogurtes de licuri, abacaxi e café, pão de queijo, manteiga e ricota, além de abrir portas para novos negócios”, destacou.
Da cozinha comunitária do povoado de Dona Maria, em Olindina, chegam produtos derivados da mandioca. “Trouxemos pizza, coxinha e panetone, entre outros itens que estamos vendendo na praça e no estande do Território Litoral Norte e Agreste Baiano. Isso representa muita coisa boa e uma renda a mais com nossas delícias produzidas pela agricultura familiar. Além disso, já temos propostas de encomendas de panetone e interessados em revender o produto, o que vai melhorar ainda mais a renda das mulheres”, afirma Marileuza Pereira dos Santos, secretária da Associação Dona Maria, que está em processo de migração para cooperativa.
Novidades da edição
Um dos atrativos mais visitados é o Caminho da Roça, novidade desta 16ª edição. O espaço imersivo aproxima o público de seis sistemas produtivos da agricultura familiar baiana café, cacau, mel, mandioca, ovinocaprinocultura e queijos artesanais, por meio de vivências, demonstrações e degustações.
Programação musical
A Feira oferece ainda uma programação musical diversa, distribuída entre três palcos: Arena, Nordestino e Samba, com atrações que celebram a pluralidade cultural da Bahia ao longo dos cinco dias. A programação completa está disponível no Instagram @carbahia_
Sobre a Feira
A 16ª feira é realizada pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e a Unicafes Bahia.
🗓️ Funcionamento
📅 Até 14 de dezembro
🕒 Sexta a domingo: 10h às 22h
📍 Parque Costa Azul – Salvador
🎟️ Entrada gratuita
Começa hoje a 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar: gastronomia, música e mais de 6 mil produtos
10 de dezembro de 2025, 11:27

Foto: Davi Silva / @nossocostaazul
O Parque Costa Azul se transforma, a partir desta quarta-feira (10), no maior ponto de encontro do rural baiano com a abertura da 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, que segue até domingo (14), com entrada gratuita. Reconhecida como uma das maiores feiras do segmento no país, a edição 2025 chega ainda mais diversa e vibrante, reunindo gastronomia, cultura, experiências imersivas e mais de seis mil produtos da agricultura familiar.
A abertura oficial acontece às 17h, com a presença de autoridades, representantes de cooperativas e organizações do setor, marcando o início de cinco dias de celebração, negócios e intercâmbio cultural.
E a primeira noite promete reunir grande público. Às 20h, o cantor Jau sobe ao Palco Arena como atração principal, trazendo carisma e musicalidade para abrir a programação artística. Antes dele, a Orquestra Sanfônica da Bahia recebe o público no mesmo palco. No Palco Nordestino, quem se apresenta às 20h é a cantora Joyce França, reforçando a diversidade sonora que marca o evento.
A 16ª edição reúne 600 cooperativas e associações dos 27 Territórios de Identidade da Bahia, com mais de seis mil produtos entre alimentos, bebidas, artesanato, flores, cosméticos, moda e itens da economia solidária, uma vitrine ampla e democrática da produção rural baiana.
A Feira é realizada pelo Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), em parceria com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA) e a UNICAFES Bahia.
Caminho da Roça: a grande novidade de 2025
O evento estreia o Caminho da Roça, um percurso imersivo que apresenta seis sistemas produtivos da agricultura familiar baiana: café, chocolate, mel, mandioca, caprinovinocultura e queijos artesanais. O espaço oferece demonstrações ao vivo, degustações e vivências sensoriais que aproximam a cidade do campo.
Sabores únicos e lançamentos exclusivos
A gastronomia é outro grande destaque da Feira, com duas praças gastronômicas que reúnem pratos tradicionais, opções veganas, doces regionais, mariscos, bebidas artesanais, cachaças e cafés especiais. Entre as novidades deste ano, diversos lançamentos prometem atrair a atenção do público, como a carne moída de ovino, o milho de pipoca não transgênico, o penne de milho, o hambúrguer de fibra de caju, o iogurte artesanal com geleia de uva e o chopp de mandioca, entre outros produtos exclusivos desenvolvidos por cooperativas da agricultura familiar baiana.
Programação musical para todos os gostos
A programação cultural chega ainda mais robusta nesta edição, transformando a Feira em um grande palco aberto de celebração da cultura baiana. Serão mais de 25 atrações distribuídas entre o Palco do Samba, o Palco Nordestino e o Palco Concha, reunindo artistas consagrados e talentos regionais.
Ao longo dos cinco dias, passam pelos palcos nomes como Adelmário Coelho, Pedro Pondé, Samba Trator, Cicinho de Assis, Gereba, Jeanne Lima, Virgílio, Paulo Jequié e Fragmentos do Samba, entre muitos outros.
Além dos shows, a Feira mantém espaços tradicionais aguardados pelo público, como a Tenda Quilombola, a Tenda Indígena, a Tenda de Artesanato e a 3ª Feira Agroecológica da Bahia, ampliando a expressão criativa e ancestral da agricultura familiar.
Conteúdo técnico e compromisso ambiental
Com cerca de 30 atividades, entre encontros, oficinas, debates e rodas de diálogo, a Feira fortalece temas como inovação no campo, agregação de valor, acesso a crédito, mercados e políticas públicas.
Pela primeira vez, o evento implanta coleta seletiva de resíduos orgânicos para compostagem, além de ampliar a reciclagem de resíduos sólidos, todos destinados a cooperativas habilitadas.
Funcionamento
10 a 14 de dezembro
Quarta (10/12): abertura oficial às 17h
Quinta: 12h às 22h
Sexta a domingo: 10h às 22h
Parque Costa Azul – Salvador
Entrada gratuita
Ascom/CAR
16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar começa dia 10 com forte presença indígena e quilombola
03 de dezembro de 2025, 16:11

Foto: Ascom/CAR
A 16ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária, que acontece de 10 a 14 de dezembro de 2025 no Parque Costa Azul, em Salvador, reúne tradição, cultura e saberes ancestrais de povos indígenas e comunidades quilombolas de diversas regiões da Bahia.
Nas tendas Indígena e Quilombola, o público poderá conhecer e adquirir uma ampla variedade de artesanatos, como cestarias, cerâmicas, tapetes e outros artigos de decoração; biojoias; roupas com identidade étnica; e acessórios, como bolsas, brincos e colares.
Também estarão disponíveis elementos característicos da cultura indígena, como cocares, instrumentos musicais e bebidas tradicionais, além de uma variedade de ervas e outros produtos naturais. Os visitantes ainda poderão encontrar itens da caprinocultura e outros produtos sustentáveis, produzidos por comunidades de toda a Bahia.
Entre os destaques está a produção da Agroindústria Familiar dos povos Payayá, localizada em Utinga, na Chapada Diamantina, que beneficia frutos nativos e matéria-prima do território para a elaboração de doces artesanais, geleias, compotas, ervas e bebidas naturais produzidas a partir de flores, folhas e raízes tradicionais. A agroindústria também reúne produtos da caprinocultura, como doce de leite de cabra cremoso, queijo artesanal, ambrosia e doce de leite em pedaços, todos livres de aditivos químicos e conservantes.
“Estamos preparando produtos artesanais elaborados pelas mulheres da comunidade, feitos a partir de frutos coletados pelas famílias Payayá, sempre com forte vínculo com a espiritualidade, desde a coleta até o processamento. Esses frutos nativos são cuidadosamente selecionados e transformados em uma variedade de produtos que serão comercializados e apresentados na Feira”, destaca Otto Payayá, representante da etnia e guardião dos saberes do povo Payayá.
Ancestralidade
A Tenda Quilombola também trará ancestralidade, tradição, inovação e sustentabilidade das comunidades quilombolas da Bahia, a exemplo das biojoias produzidas com coco de piaçava, fruto do extrativismo sustentável. Leonildes dos Anjos, conhecida como Bilu, artesã da Associação Beneficente de Pesca e Agricultura de Ituberá (ABPAGI), no território Baixo Sul, fala sobre o que o público poderá encontrar no espaço.
“É com imensa alegria e orgulho que apresento o nosso trabalho artesanal de biojoias na Tenda Quilombola. Nossas peças são mais do que adornos, são a manifestação viva da nossa história e tradição, herdadas dos nossos ancestrais, e expressam o profundo respeito que temos pela natureza. Transformamos, de forma sustentável, a fibra e as sementes em verdadeiras obras de arte. Conseguimos extrair da matéria-prima local uma infinidade de criações que embelezam as pessoas e conferem um toque único e natural à decoração de casas e ambientes. Cada peça é um fragmento da nossa identidade e um convite à conexão com a força e a beleza da cultura quilombola”, enfatiza Bilu.
Sobre a Feira
Realizada pelo Governo do Estado, por meio da SDR e da CAR, e pelo Ministério do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), em parceria com a UNICAFES Bahia, a 16ª edição da Feira vai reunir milhares de visitantes e apresentar mais de seis mil produtos da agricultura familiar dos 27 Territórios de Identidade da Bahia, incluindo alimentos, bebidas, artesanato, cosméticos, moda, flores e itens da economia solidária. A programação conta ainda com a Tenda de Artesanato, a 3ª Feira Agroecológica da Bahia, duas grandes praças gastronômicas, atrações musicais e muito mais.
Ascom CAR
Publicidade
VÍDEOS

