NEGÓCIOS

EUA pedem mais informações sobre carne bovina do Brasil e mantêm veto ao produto

05 de novembro de 2019, 06:15

Foto: Reteurs

(Reuters) – Os Estados Unidos solicitaram informações adicionais ao governo brasileiro sobre a carne bovina do Brasil e estabeleceram que uma nova inspeção à indústria terá que ser realizada, antes de eventual liberação de embarques do produto in natura aos norte-americanos, segundo informações do Ministério da Agricultura nesta segunda-feira.

Um relatório do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) foi disponibilizado ao governo brasileiro na última quinta-feira, mas as informações frustraram representantes do governo de Jair Bolsonaro.

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, afirmou a jornalistas que o governo não esperava a manutenção de veto dos EUA.

Para tentar convencer o governo dos EUA a liberar o produto do Brasil, maior exportador global de carne bovina, a ministra Tereza Cristina marcou uma viagem para o próximo dia 17, quando deverá se encontrar com o secretário de Agricultura norte-americano, Sonny Perdue.

A ministra pretende tratar da questão e “acredita que os dois países têm bom relacionamento e chegarão a um entendimento”, segundo a assessoria de imprensa do Ministério da Agricultura.

Os EUA suspenderam as importações de carne bovina in natura do Brasil em meados de 2017, após a detecção de inconformidades nas importações, na esteira de um escândalo de fiscalização sanitária, que envolveu pagamento de propinas por empresas a fiscais.

Em meio às negociações para voltar a exportar carne bovina in natura, o Brasil já concordou em conceder uma cota de 750 mil toneladas em importações de trigo isenta de tarifas para todos os países, incluindo os EUA, normalmente os principais fornecedores dos brasileiros fora do Mercosul.

A cota, contudo, ainda não foi regulamentada.

Além disso, em outro aceno aos EUA, o Brasil elevou em setembro para 750 milhões de litros, ante 600 milhões anteriormente, uma cota para importações anuais de etanol sem tarifa.

Os EUA são os principais exportadores de etanol para o Brasil.

(Por Roberto Samora, com reportagem adicional de Maria Carolina Marcello em Brasília)

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Há 5 milhões de pessoas superendividadas no Brasil

04 de novembro de 2019, 07:35

Foto: Reprodução

Os pesadelos e a visita incômoda de cobradores acabaram quando Lindaura procurou a Justiça para forçar a renegociação das dívidas que tinha junto a dois dos maiores bancos privados do país.

 

Em oito meses minha dívida com eles cresceu mais de cinco vezes. Eles chegaram a bater na minha casa, criando constrangimento. Tinha noites que eu não dormia achando que eles iam penhorar e leiloar o meu imóvel.” O depoimento é da bancária aposentada Lindaura Luz (nome fictício) que, nos últimos anos, acumulou dívidas de empréstimos consignados, cheque especial e cartão de crédito com dois dos maiores bancos privados do país, após perder parte de sua renda mensal, com o término do aluguel de uma loja na avenida W3 Sul, em Brasília, que herdou após a morte do marido.

Os pesadelos e a visita incômoda de cobradores acabaram quando Lindaura procurou a Justiça para forçar a renegociação das dívidas que tinha junto a dois dos maiores bancos privados do país. O Centro Judiciário de Solução de Conflitos e de Cidadania Superendividados (Cejusc) do Tribunal de Justiça do DF e Territórios mediou reuniões entre credores e a ex-bancária. As dívidas foram amortizadas e reparceladas. Parte foi quitada e parte está com pagamento em dia.

A história de Lindaura Luz é ilustrativa dos casos de superendividamento no Brasil. Segundo levantamento, ainda em finalização, do Banco Central (BC), há cerca de cinco milhões de pessoas superendividadas em um universo de 83 milhões de tomadores de empréstimo (6% do total).

De acordo com apresentação feita por técnicos do Bacen em evento do Cejusc, em Brasília (31/10), e em simpósio da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), no Rio (10/10), o risco de superendividamento é maior quando o mutuário acumula mais de uma modalidade de crédito.

De acordo com apresentação feita por técnicos do BC o risco de superendividamento é maior quando o mutuário acumula mais de uma modalidade de crédito. Em junho de 2019, conforme dados expostos pelo BC, 10 milhões de tomadores de crédito estavam em atraso com seus compromissos. Mais de 9 milhões de pessoas tinham pelo menos mais de uma modalidade de dívida. Dessas, a situação de superendividamento atingia, então, mais da metade (55%) dos endividados.

A condição de superendividamento não tem necessariamente relação com as taxas inadimplência (dívida em aberto há mais de 90 dias). Conforme a página de estatísticas monetárias do site do Banco Central, naquele mês a taxa de inadimplência do crédito consignado era de 3,6% e da aquisição de veículo, 3,3%. O não pagamento em dia do crédito pessoal atingia 7,4%; do cheque especial, 14%; e do rotativo do cartão de crédito, 33,5%.

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Em crise, estados atrasam salários e pensam em recursos para pagar 13º

02 de novembro de 2019, 16:40

Foto: Reprodução

Em meio a uma crise financeira que já se arrasta há anos, ao menos seis Estados brasileiros, que juntos empregam 1,3 milhão de servidores, enfrentam dificuldades para pagar seus funcionários atualmente. Os pagamentos têm sido feitos de forma parcelada. E, com a chegada do fim do ano, cinco deles agora ainda terão de recorrer a operações extraordinárias na tentativa de quitar o 13.º salário dentro do prazo legal, até 20 de dezembro.

Com dificuldade de arrecadação, Mato Grosso, Minas Gerais, Piauí, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Sergipe já vêm escalonando o pagamento dos salários – normalmente, em até três vezes. Nos primeiros dias do mês, recebem apenas os trabalhadores com remunerações mais baixas. Na metade do mês, os que têm salários intermediários e, só depois, os que recebem mais.

No Rio Grande do Sul, além de o pagamento ser escalonado desde 2015, também está atrasado. A prática de retardar o pagamento se tornou constante em fevereiro de 2016 e atingiu seu nível mais grave em agosto deste ano, quando o Estado quitou a folha com 41 dias de atraso.

Um dos compromissos de campanha do governador Eduardo Leite (PSDB) era pôr o salário do funcionalismo em dia ainda no primeiro ano de gestão. Passados dez meses da posse, porém, ainda não há sinais de que isso será possível no curto prazo.

O secretário da Fazenda do Estado, Marco Aurélio Cardoso, diz não saber como será feito o pagamento do 13.º salário este ano. No Rio Grande do Sul, as contas para dezembro são longas: além do salário e do 13.º, também é preciso quitar a última parcela do 13.º de 2018. Nos últimos três anos, o salário extra de fim de ano do Executivo foi parcelado em 12 vezes.

Assim como o governo do Rio Grande do Sul, o de Sergipe disse ainda não ter uma estratégia para levantar recursos para o 13.º Nos últimos anos, o Estado, que escalona o pagamento mensal em dois grupos, recorreu a uma linha de crédito.

Em Mato Grosso, mais um Estado onde há escalonamento desde 2015, o governo promete acabar com a prática ainda neste ano e afirma que o 13.º será quitado no prazo. O de 2018 foi pago apenas em abril. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria da Fazenda, um contingenciamento e negociações com grandes devedores estão em curso para garantir a receita do salário extra deste ano.

No Piauí, o escalonamento dos pagamentos de salários também ocorre desde 2015. Mas o governo informou que, para o 13.º, tem sido feito um contingenciamento ao longo do ano e o montante suficiente para o pagamento já estaria garantido. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Empresa de toldos jacobinense se destaca pela excelência dos serviços prestados

26 de outubro de 2019, 11:38

Foto: Notícia Limpa

Os toldos são ótimas opções para cobertura de áreas e superfícies, trazendo praticidade, ótimo design e durabilidade. Eles vêm sendo cada vez mais procurados no mercado, pois além de todos os pontos positivos conhecidos, podem trazer uma versatilidade ao ambiente.

E nesta área, a empresa jacobinense Nado Toldos, especializada no fornecimento de toldos, banheiros químicos, palco, disciplinadores para fechamentos e geradores de energia está sempre antenada e alinhada com as expectativas e necessidades do mercado, levando sempre inovação, bom atendimento e produtos de qualidade.

 Há mais de 20 anos no mercado, a empresa Nado Toldos vem ganhando cada vez mais visibilidade através da qualidade dos serviços prestados aos seus clientes.

Neste final de semana a Nado Toldos esta presente na décima edição da exposição de trabalhos desenvolvidos pelos alunos dos cursos técnicos do CETEC (Centro de Especialização Técnica de Jacobina), que acontece na Praça Castro Alves, próximo à Igreja da Matriz.

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Garrafa rara de whisky é vendida por cerca de R$ 7 milhões e bate recorde

25 de outubro de 2019, 12:40

Foto: Divulgação

Os apaixonados pelo tradicional scotch já têm uma nova garrafa para cobiçar. A garrafa do The Macallan 1926 single-malt 60 anos proveniente do icônico lote 263 foi vendida a 1,5 milhão de libras (cerca de R$ 7 milhões) em um leilão da Sotheby’s de Londres na noite desta quinta (24). A estimativa do leilão do que é considerado o “santo graal” do whisky era de valores entre 350 mil e 450 mil libras – R$ 1,8 milhão e R$ 2,3 milhões, respectivamente -, e a identidade do comprador que desembolsou a surpreendente quantia não foi revelada.

Com isso, foi batido o recorde de novembro de 2018 da venda de outra garrafa do mesmo barril por 1,2 milhões de libras (cerca de R$ 6,1 milhões).

Rara e cara

O whisky em questão foi destilado em 1926 e engarrafado em 1986 em somente 40 embalagens. A garrafa-recorde faz parte de uma coleção raríssima de bebidas da casa de leilões, que conta com 467 garrafas.

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BNDES aprova financiamento de R$1,26 bi para complexo eólico da Engie em Umburanas, na Bahia

24 de outubro de 2019, 07:26

O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou financiamento no valor de R$ 1,26 bilhão ao grupo Engie Brasil para implantação de  18 parques eólicos, com potência instalada total de 360 MW, e seus respectivos sistemas de transmissão de energia do complexo eólico Umburanas, localizados nos municípios baianos de Sento Sé e Umburanas. Os recursos do BNDES representam 78,8% do investimento total do projeto, que é de R$ 1,6 bilhão.

O projeto envolve sobretudo a aquisição de aerogeradores, obras civis e sistema de conexão. Toda a energia produzida será escoada por uma linha de transmissão por cerca de 50 quilômetros até a subestação de Ourolândia II, também na Bahia, e ali haverá a integração ao Sistema Interligado Nacional.

Aspectos como contratos de comercialização de energia, implantação dos parques, estudos dos ventos, análise de impactos socioambientais, aquisição de licenças ambientais e conformidade arqueológica junto ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) foram levados em consideração pelo BNDES para concessão do financiamento.

De acordo com a empresa, foram gerados cerca de 2.400 empregos durante as obras, e outras 120 vagas após a conclusão do projeto, com a entrada em operação dos parques eólicos.

Engie Brasil

Pertencente ao grupo francês Engie, a Engie Brasil Energia (EBE) possui 61 usinas com capacidade instalada total de 10,4 GW, dos quais cerca de 90% proveniente de fontes renováveis e com baixas emissões de gases do efeito estufa, como usinas hidrelétricas, eólicas, solares e biomassa.

 

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Fecularia em Vitória da Conquista viabiliza escoamento da produção de mandioca de agricultores familiares do Sudoeste Baiano

22 de outubro de 2019, 07:52

Foto: Reprodução/Ascom - SDR

Com uma média diária de processamento de 100 toneladas de mandioca, para a produção de fécula, a Fecularia Conquista, localizada no município de Vitória da Conquista, volta a funcionar, no início do mês de outubro de 2019, depois de cerca de seis anos parada.

Para conhecer as instalações da Fecularia Conquista, que está adquirindo 9a produção de mandioca de aproximadamente mil agricultores familiares da região, dirigentes e técnicos da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) visitaram, na última semana, o complexo agroindustrial, administrado pela Cooperativa Mista Agropecuária de Pequenos Agricultores do Sudoeste da Bahia (Coopasub), em parceria com um grupo de empresários que atua na agregação de valor da fécula, a exemplo da fabricação de derivados.

A unidade está produzindo diariamente de 25 a 27 toneladas de fécula, comercializada, atualmente, na região de Vitória da Conquista, estratégica na oferta da matéria-prima, a mandioca.

Para o secretário estadual de Desenvolvimento Rural, Josias Gomes, os agricultores familiares produtores de mandioca têm na fecularia uma garantia para escoarem sua produção, a um valor que poderá aumentar de acordo com o nível de amido presente na mandioca. Outro diferencial é a agregação de valor possibilitada pelo grupo de empresários, que viabiliza a comercialização de diversos produtos derivados: “Ao invés de vender a fécula, o grupo compra parte da produção e fabrica diversos tipos de biscoitos, comercializados para consumidores das classes D e E, um mercado considerado potencial e com possibilidade de expansão”.

O titular da SDR ressaltou ainda a importância da relação entre cooperativa e grupo de empresários, que possibilita, a partir de um acordo, que os cooperados direcionem maior atenção à base produtiva, enquanto os empresários gerenciam a indústria.

“A retomada da fecularia no Sudoeste Baiano é uma oportunidade para milhares de agricultores familiares terem uma garantia de entrega da sua produção, além de ser um estímulo à ampliação da produção e da produtividade, para a obtenção de renda com a cultura da mandioca, que se destaca nesse cenário regional”, destacou o diretor-presidente da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR/SDR), Wilson Dias.

O presidente da Coopasub, Jean Carlos Batista, contou que, atualmente, a cooperativa possui com 2.232 filiados, de 18 municípios do Território Sudoeste Baiano, comsendo cerca de mil cooperados dos municípios de Vitória da Conquista, Belo Campo e Tremedal, fornecendo a mandioca para a fecularia: “A expectativa tanto para a cooperativa, quanto para o setor empresarial é que aumente a produção a cada dia. E estamos readequando a fecularia para que ela possa processar até 200 toneladas por dia, enquanto os agricultores estão se adaptando a plantar variedades de mandioca com maior teor de amido”.

Mandiocultura no Sudoeste

O Sudoeste baiano é considerado uma das regiões do estado com maior volume de produção de mandioca. No Brasil, cerca de 89% da produção de farinha vem de agricultores familiares. A fécula, produzida a partir do amido presente na composição da mandioca, é base para a produção de diversos outros subprodutos, que dão origem a diversos tipos de bolos, beijus e biscoitos.

O agricultor familiar Jocimar Silva, da comunidade de Cercadinho, em Vitória da Conquista, explica que na sua propriedade estão plantados cerca de 20 hectares de mandioca, sua principal atividade. Ele conta que a colheita, que necessita da mão de obra de terceiros, acontece entre um e meio e dois anos do plantio, com comercialização certa na fecularia: “Está todo mundo contente. Se não fosse a fecularia, poderíamos perder parte da produção”.

Investimentos do Governo do Estado

No Território de Identidade Sudoeste Baiano estão sendo executados 11 projetos voltados para a mandiocultura, com intervenções na base produtiva, assistência técnica e extensão rural (Ater) e aquisição de insumos, e na implantação de agroindústrias de beneficiamento da mandioca, de pequeno porte, que irão agregar valor à produção com o processamento da raíz.

De acordo com André Lordelo, engenheiro agrônomo e gestor responsável pelos projetos de apoio à cadeia produtiva da mandioca, do Bahia Produtiva, projeto executado pela CAR/SDR, a fecularia já está ajustada, mas ainda existem alguns desafios: “Ainda há um trabalho a fazer no apoio à gestão da base de produção dos cooperados, a exemplo de ajustes no manejo do solo e na produção de mandioca; introdução de variedades de mandioca específicas para o processamento industrial, com alto teor de amido; e mecanização nos processos de produção, objetivando redução de custos e aumento de produtividade por área plantada, o que irá gerar um incremento na receita do produtor”.

O complexo industrial foi inaugurado em 2011, com financiamento da Fundação Banco do Brasil, em parceria com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Prefeitura Municipal de Vitória da Conquista, e contou, inicialmente, com o apoio de instituições como Sebrae, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Universidade Estadual do Sudoeste Baiano (UESB), e Governo do Estado. Entre os objetivos estavam o de assegurar que o fomento da cadeia produtiva fosse por completo, desde a pesquisa para o melhoramento de manivas até o descarte e reaproveitamento da manipueira (resíduo produzido a partir da fabricação da fécula).

Com informações da Ascom/SDR – BA

 

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Jacobina: Descobriu o dom em profissão em extinção depois dos 40 e abre seu primeiro negócio aos 63 anos de idade

16 de outubro de 2019, 15:03

Foto: Notícia Limpa

Filho de pecuarista, trabalhou ajudando o pai na comercialização de leite, atuou na área pública e somente após os 40 anos de idade descobriu um dom que não sabia que possuía, o de sapateiro. Esta é a história do saudense e naturalizado jacobinense Edson Teixeira Pereira Sobrinho, que trocou a correria da região metropolitana de Salvador onde morou por mais de vinte anos pelo sossego da sua cidade natal, de onde saiu como servidor público e retornou para atuar em uma das profissões consideradas em extinção no país.

Mesmo diante de uma situação difícil como é o desemprego, algumas pessoas conseguem inovar, identificando novas oportunidades de trabalho, que muitas vezes acabam por se transformar em nova fonte de renda. Situação parecida com o que viveu Edson, conforme contou durante a entrevista para esta reportagem. Segundo ele, inicialmente os trabalhos de reparação e pequenos consertos de calçados era apenas para se manter ativo, enquanto não achava uma outra ocupação. Em pouco tempo sua fama de bom ‘sapateiro’ se espalhou e ele começou a perceber que tinha descoberto uma nova profissão, e em fevereiro deste ano, realizou o sonho de abrir sua primeira sapataria e oficializar a profissão que exercia como ‘bico’.

“Devido à facilidade que eu tinha em trabalhar com as mãos, fui incentivado a abraçar a profissão. Comecei a pintar os sapatos da família, depois passei a realizar pequenos consertos e hoje a sapataria é minha principal fonte de renda”, comemora.

Conforme Edson, por conta da facilidade dos crediários das lojas de sapatos e os preços convidativos a procura por sapateiros havia caído, mas com a crise econômica que atinge o país, em todas as classes sociais, a procura pelos serviços desses profissionais voltou a crescer, daí “consertar e reformar passaram a ser o verbo da vez quando o assunto é economizar”. Por isso decidiu explorar esse nicho. “Mesmo que compre sapatos e bolsas baratos, acabam precisando da gente para consertá-los”, frisa.

Muitas profissões caminham para a extinção, conseqüência dos processos de globalização e revolução tecnológica e entre as profissões tradicionais com elevado risco de extinção, está a de sapateiro. Perguntado se essa informação não lhe incomodava, Edson foi enfático, “sapatos, sandálias e bolsas não entrarão em extinção”.

A Sapataria Tok Retok Serviços, realiza consertos, reformas e transformações em sapatos, bolsas, cintos e malas. O novo sapateiro jacobinense não perde a oportunidade para anunciar o seu negócio: “Na Tok Retok pequenos milagres’ acontecem e objetos que parecem destinados ao lixo voltam a ser artigos de luxo. Com uma recauchutagem completa deixam sapatos e sandálias com jeito de recém-saído da loja”.

Com o aumento da procura pelos serviços Edson anuncia que em breve estará adquirindo uma máquina de remendo, equipamento que não precisa desmanchar o produto a ser consertado para costurar e que facilita inclusive a troca de fecho-éclair.

A Sapataria Tok Retok fica localizada na Rua Deraldo Dias, 55, Matriz – Próximo ao Clube Aurora Jacobinense.

 

Alguns dos trabalhos realizados pelo sapateiro Edson Teixeira (antes e depois):

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Banco Pan, BMG e Bradesco lideram ranking de reclamações ao BC

15 de outubro de 2019, 14:31

Foto: Reprodução

O banco Pan ficou em primeiro lugar no ranking de reclamações contra instituições financeiras no terceiro trimestre, informou hoje (15), o Banco Central (BC). Foram consideradas as instituições com mais de 4 milhões de clientes.
 
No período, o BC recebeu 646 queixas consideradas procedentes contra o banco, sendo a maioria relacionada à “oferta ou prestação de informação a respeito de produtos e serviços de forma inadequada (125)”.
 
Para elaborar o ranking, as reclamações procedentes são divididas pelo número de clientes da instituição financeira que originou a demanda e multiplicadas por 1 milhão.
 
Assim, é gerado um índice, que representa o número de reclamações do banco para cada grupo de 1 milhão de clientes.
O resultado é, portanto, avaliado pela quantidade de clientes de cada instituição financeira. Com esse cálculo, o Pan ficou com índice 149,58.
 
Em segundo lugar nas queixas, vem a BMG, com índice 82,22 e 376 reclamações. E, em terceiro, o Bradesco, com índice 24,16 e 2.409 reclamações.
O banco Pan tem 4.318.631 clientes, o BMG, 4.566.863, e o Bradesco, 99.684.907.
 
Reclamações
 
No total, o Banco Central recebeu 12.837 reclamações contra todas as instituições financeiras.
 
A maioria das reclamações é relacionada com a oferta ou prestação de informação a respeito de produtos e serviços de forma inadequada (2.347) e irregularidades relativas à integridade, confiabilidade, segurança, sigilo ou legitimidade das operações e serviços relacionados a cartões de crédito (1.742).
 
Como reclamar
 
A insatisfação com serviços e produtos oferecidos por instituições financeiras pode ser registrada no BC e as reclamações ajudam na fiscalização e na regulação do Sistema Financeiro Nacional.
 
Quando a reclamação chega ao Banco Central, ela é encaminhada para a instituição financeira, que tem prazo de 10 dias úteis (descontados sábados, domingos e feriados) para dar uma resposta, com cópia para o BC.
 
Entretanto, o BC recomenda que a reclamação seja registrada, primeiramente, nos locais onde o atendimento foi prestado ou no serviço de atendimento ao consumidor (SAC) do banco.
 
Se o problema não for resolvido, o cliente pode recorrer à ouvidoria da instituição financeira, que terá prazo de até 10 dias úteis para apresentar resposta.
Os clientes bancários também podem buscar atendimento no Procon e recorrer à Justiça.
 
O banco Pan informou, em nota, que “tem se destacado na efetiva adoção de medidas concretas para a melhoria e modernização de produtos, processos e qualidade do atendimento ao consumidor, tendo sido pioneiro entre os bancos na criação do serviço “Não Me Ligue” e na mobilização do setor, que culminou na Convenção de Autorregulação do Crédito Consignado, implementada pela Febraban [Federação Brasileira de Bancos] e ABBC [Associação Brasileira de Bancos] para a adoção de medidas que visam à redução de reclamações de clientes”.
 
Procurados, BMG e Bradesco ainda não se pronunciaram sobre o assunto.
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Agricultores podem ter descontos de 95% em dívidas; renegociação vai até fim do ano

19 de setembro de 2019, 13:44

O instrumento beneficia produtores com dívidas contratadas até 2011, com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).

O Banco do Nordeste (BNB) está realizando campanha de renegociação para operações de crédito rural com o banco. No Ceará, já foram regularizadas 57,4 mil operações, que somam R$ 1,5 bilhão. Dessas, mais de 26,5 mil foram liquidadas e 52,6 mil atenderam o público de miniprodutores rurais e beneficiários do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Ao todo, mais de 334 mil operações de crédito rural com o BNB já foram regularizadas e os agricultores aproveitaram descontos de até 95% sobre o saldo devedor. O benefício é garantido por lei e está vigente até 31 de dezembro de 2019. O montante renegociado supera R$ 11,8 bilhões. 

Os débitos renegociados com o BNB podem ser estendidos até 2030, com pagamento das parcelas a partir de 2021. O instrumento beneficia produtores com dívidas contratadas até 2011, com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE).

Do total de operações regularizadas, 185 mil foram liquidadas e a maioria, mais de 308 mil, havia sido contratadas por miniprodutores rurais, incluindo os atendidos pelo Pronaf.

Atendimento

Os interessados em renegociar ou liquidar dívidas rurais em atraso podem procurar sua agência de relacionamento ou entrar em contato com o Banco do Nordeste pelo telefone 0800 728 3030.

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Os 7 alimentos que são ladrões de energia

Você provavelmente já ouviu falar e leu bastante sobre alimentos e suplementos que aumentam sua disposição e te deixam mais animado para encarar um treino ou até mesmo as tarefas do dia a dia. Mas também existe o outro lado dessa moeda. Não faltam vilões neste mundo na nutrição: os alimentos que são ladrões de energia e podem atrapalhar bastante sua rotina na corrida ou até mesmo se tornar um obstáculo numa prova.

Esses “ladrões” de energia atuam de diferentes maneiras no organismo. Em alguns casos, oferecem tanto açúcar que, num primeiro momento, essa elevada taxa de glicose resulta em mais disposição, mas, logo em seguida, a insulina liberada para normalizar essa glicose faz justamente o caminho contrário. E aí o cansaço chega com tudo.

Também tem aqueles alimentos que dão tanto trabalho para o sistema digestivo que muitos nutrientes são desviados para ajudar nesse processo, fazendo com que eles faltem na produção de energia em outras funções do organismo. Resultado: o corpo logo sente essa queda de disposição.

Para te ajudar a evitar esse cansaço causado pela má alimentação, acionamos três especialistas para fazer uma lista dos maiores ladrões de energia, suas principais armas e como combatê-las. Confira!

Os ladrões de energia 

Carboidratos simples

Alimentos com farinhas brancas vão roubar energia se consumidos em excesso. “Em um pré-treino, por exemplo, são aliados, mas viram vilões se não houver uma atividade física depois”, pondera Mayara Ferrari, nutricionista funcional esportiva. “Isso acontece porque a quantidade de açúcar no sangue fica muito elevada e o pâncreas libera mais insulina para quebrar todos esses carboidratos. Isso pode causar uma grande redução de açúcar no sangue, resultando em fadiga e falta de energia.”

Sal

Aquele sal extra para dar mais gosto à comida pode te deixar mais cansado. Em quantidade exagerada, o sal aumenta a pressão arterial e deixa o organismo mais desidratado porque mais água é necessária para compensar. “Ele prejudica o funcionamento adequado do organismo, que ficará a todo momento buscando esse equilíbrio. Isso dará uma sensação de cansaço e fadiga. Esporadicamente um pouco de sal não tem problema, mas abusar dele diariamente ou usar em grande quantidade é bastante prejudicial”, adverte Mayara.

Alimentos gordurosos e frituras

A gordura em excesso dificulta a digestão e atrapalha a chegada dos nutrientes à corrente sanguínea. “Como possuem uma digestão mais
lenta, eles fazem com que a circulação se concentre na região abdominal por mais tempo. Isso causa uma sensação de letargia e sonolência durante a digestão, que pode passar de três horas. E isso não é bom para quem vai se exercitar, pois precisará de boa circulação nos membros”, alerta a nutricionista Lara Natacci.

Doces

A lógica nesse caso é parecida à dos carboidratos simples: como eles são ricos em açúcar, dão um pico de energia no primeiro momento porque aumentam a quantidade de glicose no sangue, mas se a pessoa não for praticar uma atividade física logo em seguida, essa disposição logo pode virar cansaço. “O organismo vai aumentar a secreção de insulina para normalizar a glicemia, que é a quantidade de glicose no sangue. Por isso, a sensação de aumento de energia deve durar pouco e dar lugar à fadiga”, reforça Lara Natacci.

Café

O café, um dos estimulantes mais populares, também pode roubar sua energia. Ele realmente gera mais disposição num primeiro momento, mas sua ação no sistema nervoso tem como um dos efeitos a fadiga. “A cafeína, no cérebro, obstrui os efeitos da adenosina, substância que ajuda na transferência de energia e na promoção do sono, dando o efeito estimulante”, explica André Lemos, médico nutrólogo. “Por outro lado, também inibe a degradação da acetilcolina, que aumenta o estímulo muscular. E a consequência disso são o cansaço e a debilidade”, completa.

Corantes e conservantes

Presentes em muitos produtos industrializados, como nuggets, embutidos (salame, presunto, mortadela, peito de peru) e salsichas, eles
modificam o funcionamento adequado do organismo, que tenta repor o que os corantes “tiram” no processo de digestão. “Eles causam uma cascata de processos inflamatórios e oxidantes. Para reverter essa situação, disponibilizamos muitas vitaminas e minerais, fazendo com que o restante do organismo não funcione adequadamente”, destaca Mayara.

Refrigerante

O refrigerante é um dos “ladrões de energia” mais temidos. Alguns maratonistas e ultramaratonistas o utilizam durante provas quando já estão acostumados a seus efeitos, inclusive psicológicos, mas, para o organismo, eles não têm nada de “bonzinhos”. Isso porque o refrigerante, em geral, tem tudo em excesso: açúcar, sódio e corantes. Assim, desencadeia todos os processos já descritos de uma só vez. Além disso, estudos apontam que o refrigerante ainda pode atrapalhar o padrão de sono, prejudicando o descanso e interferindo na disposição.

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