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Por que, apesar do desconforto, gostamos tanto de comidas com pimenta?

15 de dezembro de 2019, 10:53

Foto: Getty Images / BBC News Brasil

No ano passado, médicos do pronto-socorro de um hospital dos EUA se apressaram para descobrir o que havia de errado com um homem que chegou ao local com náusea, fortes dores na cabeça e no pescoço.

Após realizar uma bateria de exames — incluindo uma tomografia computadorizada —, eles chegaram à conclusão de que o paciente, de 34 anos, não havia sido envenenado ou contaminado por uma doença misteriosa.

Na verdade, ele tinha consumido uma das pimentas mais ardidas do mundo: a notória Carolina Reaper, 275 vezes mais forte que a jalapeño.

A ingestão da pimenta, durante uma competição, provocou o estreitamento de várias artérias em seu cérebro.

Mas, para sua sorte, a condição era reversível — e ele se recuperou completamente.

A pimenta Carolina Reaper, cultivada na Carolina do Sul, detém o recorde de ‘mais ardida’ do mundo – Foto: PuckerButt Pepper Company / BBC News Brasil

Esse pode ser um exemplo extremo, mas milhões — ou talvez bilhões — de pessoas ao redor do mundo consomem regularmente comida apimentada, o que pode causar uma sensação de queimação na língua, nos deixar morrendo de sede ou com dor de estômago. Mas por quê?

É um caso de amor que existe há milhares de anos e se mantém forte até hoje. Não é à toa que a produção global de pimenta malagueta verde saltou de 27 milhões para 37 milhões de toneladas entre 2007 e 2018.

Instinto evolutivo

Esses dados, da empresa de análise de mercado IndexBox, indicam que, em média, cada um de nós consumiu quase 5 kg de pimenta no ano passado. Como uma pimenta vermelha típica pesa cerca de 20 g, isso significa ter devorado 250 delas.

Alguns países têm mais apetite por comidas picantes do que outros.

Na Turquia , as pessoas consomem em média 86,5 gramas por dia — é a média mais alta do mundo, bem à frente do segundo colocado, o México (com 51,0 gramas), famoso pela gastronomia apimentada.

Mas por que gostamos tanto de comida picante?

É uma história complicada que envolve nossa busca psicológica por fortes emoções e uma batalha contra os instintos evolutivos.

A produção global de pimenta malagueta verde atingiu 37 milhões de toneladas em 2018

Segredo da natureza

Até o processo evolutivo pelo qual as pimentas desenvolveram a capsaicina, o componente responsável pela ardência, gera debate.

Os cientistas sabem que as espécies se tornaram ardidas ao longo do tempo e criaram esse sabor picante para tentar impedir que fossem devoradas por mamíferos e insetos.

Mas os pássaros parecem não ter problema com isso.

Diferentemente de mamíferos e insetos, os pássaros não têm problema em comer pimenta

Pesquisadores da Universidade do Arizona, nos EUA, descobriram o por quê dessa estratégia.

Os sistemas digestivos dos mamíferos quebram suas sementes e impedem que germinem.

Mas esse não é o caso dos pássaros: as sementes passam ilesas pelo sistema digestivo deles e são evacuadas prontas para germinar novas plantas.

Mas, se as pimentas desenvolveram sua ardência para impedir os mamíferos de comerem os frutos da planta, por que isso não funciona com os seres humanos?

Competições de ingestão de pimenta, como esta na cidade chinesa de Hanghzou, são cada vez mais populares

É especialmente surpreendente, dado que os seres humanos também costumam associar gostos amargos a venenos — e isso faz parte do nosso mecanismo evolutivo de sobrevivência.

Mas o comportamento dos nossos ancestrais pode dar pistas de por que consumimos deliberadamente comida apimentada.

Os únicos outros mamíferos além de nós a fazê-lo são os musaranhos chineses.

Conservação

Uma das teorias é que os seres humanos gostam de alimentos apimentados por causa de suas propriedades antifúngicas e antibacterianas.

A tese é a de que as pessoas começaram a perceber que alimentos com sabor apimentado eram menos propensos a apodrecer — a ardência era um sinal de que a comida não tinha estragado.

Essa hipótese foi apresentada em 1998 pelos biólogos Jennifer Billing e Paul W. Sherman, da Universidade Cornell, nos Estados Unidos.

Eles analisaram milhares de receitas tradicionais de 36 países com dietas à base de carne e descobriram que as especiarias eram usadas com mais frequência em regiões com clima mais quente, onde havia um risco maior de os alimentos apodrecerem.

Será que nosso amor pela pimenta começou como uma medida de segurança contra a intoxicação alimentar?

“Nos países quentes, quase todas as receitas à base de carne exigem pelo menos um tempero, e a maioria inclui muitas especiarias, especialmente temperos fortes, enquanto nos países mais frios, quantidades substanciais de pratos são preparados com pouco ou nada de tempero”, concluíram.

Países como Tailândia, Filipinas, Índia e Malásia estão no topo do ranking de uso de especiarias, enquanto Suécia, Finlândia e Noruega estão no pé da lista.

“Acredito que as receitas são um registro da história da corrida coevolutiva entre nós e nossos parasitas. Os micróbios estão competindo conosco pelo mesmo alimento”, diz Sherman.

“Tudo o que fazemos com os alimentos — secar, cozinhar, defumar, salgar ou adicionar temperos — é uma tentativa de impedir que sejamos envenenados por nossos concorrentes microscópicos.”

Um antídoto para comida sem graça?

Kaori O’Connor, antropóloga da alimentação, acrescenta outra pista.

Ela explica que, assim como a cana-de-açúcar e as batatas, as pimentas permaneceram desconhecidas na Europa por séculos. Mas depois que os exploradores europeus chegaram às Américas e começaram a abrir rotas comerciais, elas se espalharam pelo mundo.

“Elas (as pimentas) se espalharam por causa dos exploradores europeus”, diz O’Connor.

Seu sabor surpreendente foi rapidamente adotado na culinária de todo o mundo, incluindo na Índia, China e Tailândia.

“Temos de imaginar que a comida na Europa era muito sem graça na época. Mas as pimentas logo aprimorariam seu sabor, em um processo semelhante à chegada do açúcar.”

Será que comemos pimenta em busca de fortes emoções? — Foto: Getty Images/BBC

Emoções e frio na barriga

No entanto, existe uma teoria concorrente para explicar nosso amor pela pimenta: o relacionamento do homem com a comida picante seria resultado do chamado “risco restrito”.

Os cientistas acreditam que as pimentas desenvolveram sua ‘ardência’ para afastar mamíferos e insetos

Ela sugere que começamos a comer pimenta por causa do mesmo impulso de buscar fortes emoções que atualmente nos faz andar de montanha-russa ou saltar de paraquedas.

Teste de ardência

Esse conceito foi desenvolvido por Paul Rozin, professor de psicologia da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, que se viu instigado pelo fato de que a grande maioria dos mamíferos não come pimenta.

Em um experimento, ele ofereceu aos participantes pimentas cada vez mais fortes até eles não conseguirem suportar mais a ardência.

As pessoas foram questionadas, em entrevistas, sobre o tipo de pimenta que mais gostavam. E escolheram o grau mais alto que poderiam suportar.

“Os homens são os únicos animais que desfrutam de eventos que são negativos por natureza”, explica Rozin.

“Nossas mentes aprenderam a ter consciência de que não estamos em perigo, mesmo que nossos corpos reajam da maneira oposta.”

Tudo indica que gostamos de comer pimenta ardida pela mesma razão que gostamos de assistir a filmes de terror assustadores.

Imagem e gênero

A ciência também está interessada em entender por que algumas pessoas gostam mais de pimenta do que outras.

Nadia Byrnes, cientista de alimentos, decidiu analisar a possibilidade de o gênero também desempenhar um papel no consumo de comida picante.

Ela descobriu que os homens tendem a ser mais motivados por fatores externos, como mostrar a outras pessoas que são capazes de suportar pimentas fortes; enquanto as mulheres se interessam mais pela sensação de ardência em si.

“No México, por exemplo, o consumo de pimenta está associado à força, ousadia e características da personalidade masculina”, observa Byrnes.

Independentemente de você comer pimenta porque gosta de fortes emoções, detesta pratos insossos ou está seguindo algum instinto ancestral para evitar alimentos estragados, uma coisa parece certa: com variedades de pimenta cada vez mais fortes sendo cultivadas, nunca vai faltar uma refeição apimentada.

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Médicos identificam tratamento que pode ajudar a curar a ansiedade

15 de dezembro de 2019, 10:31

Foto: Reprodução

Terapia que recorre a ‘sinais de segurança’ contribuiria para a melhoria dos sintomas de pacientes que não respondem bem a tratamentos convencionais ou à toma de medicação. Ser acompanhado por um psicólogo ou psiquiatra ou tomar fármacos não significa que o estado patológico de um indivíduo desapareça, pois há quem ainda assim possa continuar a sentir os sintomas do transtorno, como a aceleração dos batimentos cardíacos e a sensação de ‘nó’ na garganta. 

Pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, afirmam que identificaram uma resposta para ajudar esses pacientes: ‘sinais de segurança’, como uma música, uma fotografia de um ente querido ou amigo ou até um bichinho de pelúcia. 

Os especialistas notaram que observar as formas assustadoras juntamente com as agradáveis suprimia o sentimento mau. Analisando diversos estudos, identificaram que os ‘sinais de segurança’ (representados pelas imagens ‘boas’) afetam uma rede de neurônios numa região diferente da que é afetada durante os tratamentos convencionais. 

Tal ocorre porque as terapias, geralmente, são baseadas no extermínio de um medo específico. “Mesmo que uma memória segura seja formada durante a terapia, estará sempre em competição com outras memórias ameaçadoras que surgiram antes”, disse em comunicado Dylan Gee, líder da pesquisa. 

Segundo a especialista, o uso dos ‘sinais de segurança’ pode ajudar sobretudo aqueles que não são acompanhados por um psicólogo. “Tanto a terapia cognitiva comportamental, quanto o uso de antidepressivos podem ser muito eficientes, mas há uma parte substancial da população que não responde positivamente a esses métodos, ou os benefícios não duram a longo prazo”, comentou. 

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Bahia lança camisas desenhadas por torcedor com inspiração nos anos 80

14 de dezembro de 2019, 07:23

Foto: Divulgação

Clube vestido por marca própria, a Esquadrão, o Bahia lançou suas camisas 1 e 2 para a temporada 2020. Os desenhos foram criados por um torcedor e captados durante a ação “Manto do Esquadrão 2.0”, iniciada em julho. Os dois projetos são assinados pelo torcedor Michel Neuhaus.

Michel se inspirou nos anos 80 para criar os modelos. Seus desenhos levaram a melhor em votação aberta no site oficial do Bahia.

Uma camisa 3 vinda da ação ainda será lançada. O modelo vencedor em votação será revelado apenas em 2020.

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Ricardo Galvão é eleito uma das personalidades da ciência pela ‘Nature’

13 de dezembro de 2019, 14:54

Foto: Reprodução

Ofísico Ricardo Galvão, ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), que protagonizou o principal embate entre a ciência e o governo Jair Bolsonaro neste ano, foi escolhido pela revista Nature, uma das mais prestigiosas do mundo, uma das dez pessoas que foram mais importantes para a ciência neste ano.

 

A informação estava embargada até terça-feira, 17, quando será distribuída a revista, mas vazou mais cedo. Procurado pelo jornal O Estado de S. Paulo, Galvão confirmou a homenagem e se disse “surpreso”. “Fui procurado pela Nature há mais de três semanas para uma longa entrevista e fiquei surpreso com a escolha”, afirmou. “Essa lista geralmente é feita com personalidades que possuem publicações com resultados científicos importantes. Eu não tenho uma publicação, mas eles consideraram importante a minha posição de defesa da ciência perante a comunidade internacional em um momento de obscurantismo”, disse.

Galvão chamou a atenção de todo o mundo depois de responder às acusações sem prova do presidente Jair Bolsonaro, que disse que dados do Inpe que apontavam para um pico de desmatamento em julho eram mentirosos e acusou o cientista de estar “a serviço de alguma ONG” em um café da manhã com a imprensa estrangeira.

Galvão decidiu no dia seguinte se manifestar. Deu sua primeira entrevista ao Estado, quando afirmou a atitude do presidente tinha sido “pusilânime e covarde”.

Ricardo Galvão foi exonerado do cargo no começo de agosto. Em novembro, o sistema Prodes, que aponta a taxa oficial de desmatamento da Amazônia, confirmou que houve um aumento de quase 30% na perda da floresta entre agosto do ano passado e julho deste ano, na comparação com os 12 meses anteriores.

Ricardo Galvão estava no Inpe desde 1970. Ele, que dirigiu o órgão por três anos, desde 2016, teria um mandato à frente do órgão até 2020. Galvão fez doutorado em Física de Plasmas Aplicada pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e é livre-docente em Física Experimental na USP desde 1983. Depois de sair da direção do Inpe, voltou pra USP, para o Instituto de Estudos Avançados.

Após a exoneração, Galvão começou a dar palestras e participar de eventos no Brasil e no exterior. Em meados de agosto, ao voltar para a USP, Galvão deu um depoimento emocionado. “Sempre que a ciência for atacada temos de nos levantar. As autoridades sempre se incomodam quando escutam o que não querem”, disse. “Mas será que esse seria um momento de volta às trevas?”, questionou em referência à ditadura. Ele mesmo sentenciou: “Não. Porque a comunidade acadêmica e científica e o povo brasileiro não se calarão.”

Galvão, porém, rejeitou a ideia de ser herói. “Não usem a palavra herói ou mito. Não existe salvador da pátria”, disse. Em setembro, foi homenageado pela Academia Brasileira de Ciências (ABC).

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Ponte Salvador – Ilha de Itaparica será construída por consórcio chinês; Governador Rui Costa anuncia investimento de R$ 5,4 bilhões

13 de dezembro de 2019, 11:31

Foto: Reprodução

O leilão para construção da ponte Salvador – Ilha de Itaparica definiu o Consórcio Ponte Salvador Itaparica, integrado por três empresas chinesas, como o vencedor, nesta sexta-feira (13/12/2019), na Bolsa de Valores (B3), em São Paulo. A licitação foi acompanhada pelo governador Rui Costa, pelo vice-governador João Leão e pelos secretários de Infraestrutura, Marcus Cavalcanti e da Casa Civil, Bruno Dauster.

Formado pelas empresas China Railway 20 Bureau Group Corporation – CR20; CCCC South America Regional Company S.Á.R.L – CCCC SOUTH AMERICA e China Communications Construction Company Limited – CCCCLTD, o consórcio terá um ano para elaborar o projeto e outros quatro anos para construir o equipamento. A gestão e administração da ponte terá duração de 30 anos. O investimento será de R$ 5,4 bilhões e o aporte do Estado será de R$ 1,5 bilhão. A previsão é que sejam gerados sete mil empregos durante a obra nesta ponte que será a segunda maior da América Latina.

A ponte, com 12,3 quilômetros de extensão, está inclusa no Sistema Viário do Oeste, que também contempla a implantação dos acessos ao equipamento em Salvador, por túneis e viadutos, e em Vera Cruz, com a ligação à BA-001, junto com uma nova rodovia expressa, e a interligação com a Ponte do Funil, que também será revitalizada. A construção da ponte encurtará o tempo de deslocamento em cerca de 100 quilômetros, beneficiando de imediato 250 municípios e 10 milhões de pessoas das regiões oeste, sudoeste, sul e extremo sul.

Tramitação

O processo na Bolsa de Valores (B3) foi iniciado na última segunda-feira (9), com o recebimento da proposta das empresas interessadas em construir a ponte Salvador – Ilha de Itaparica. A comissão de licitação integrada por representantes das secretarias de Infraestrutura (Seinfra), de Desenvolvimento Urbano (Sedur) e Casa Civil recebeu o material que foi analisado pela B3, empresa especializada no mercado financeiro. Na ocasião, foram avaliadas as garantias das propostas, as propostas econômicas escritas e os documentos de qualificação.

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Morre criança que estava em avião que caiu em resort na Bahia

13 de dezembro de 2019, 11:08

Foto: Instagram/Reprodução

Eduardo Brandão Elias, de seis anos, morreu na tarde desta quinta-feira (12). Ele estava no jatinho que caiu em um resort no litoral baiano no último dia 14. A aeronave pegou fogo.

O pai dele, Eduardo Elias, 38 anos, continua internado em estado grave. O acidente matou três pessoas. A esposa de Elias, Marcela, foi a primeira das três  vítimas fatais. Além dela, morreram a relações públicas Maysa Mussolini, que era irmã de Marcela, é Tumá Rocha, ex-piloto de Stock CAR.

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Cuidados antes de um exame de sangue em jejum

13 de dezembro de 2019, 10:48

Foto: Reprodução

Há casos em que o jejum é obrigatório e essencial antes da colheita de uma amostra de sangue. É importante respeitar esse período de forma a obter resultados concretos e confiáveis em alguns exames. 

E que cuidados deve se ter antes de realizar os exames?

No dia anterior ao exame de sangue, evite fumar e beber bebidas alcoólicas. Estas duas situações também influenciam nos resultados da análise.

Além disso, deve evitar mastigar chicletes ou balas pois podem acelerar a digestão.

Outra coisa que não deve fazer no dia anterior e no dia do exame é o exercício físico. 

Atenção: alguns remédios, como antibióticos e anti-inflamatórios podem comprometer os resultados. Informe-se com o seu médico. 

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Ford pode investir R$ 1,4 bi na Bahia, afirma sindicato

13 de dezembro de 2019, 10:40

Foto: Reprodução

Trabalhadores da Ford de Camaçari (BA) realizaram na quinta-feira, 12, assembleia para discutir a proposta da empresa para reduzir custos de produção e, assim, atrair aportes para a produção de novos veículos. O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos local, Júlio Bonfim, disse que as negociações envolvem investimentos de R$ 1,4 bilhão.

Segundo Bonfim, o que o presidente da Ford América do Sul, Lylle Watters, pediu na semana passada, em reunião com os trabalhadores, “é a precarização da mão de obra”. Proposta aprovada pelos trabalhadores e entregue à empresa, diz ele, evitaria esse quadro e ainda poderia garantir a produção de três novos veículos na unidade, todos utilitários-esportivos, segmento que cresce no Brasil e é mais rentável.

Hoje a fábrica produz os modelos Ka e EcoSport. A Ford não comentou o assunto na quinta-feira. Na quarta-feira, Lylle informou que a empresa tem urgência em reduzir custos de produção na Bahia para garantir investimentos em novos produtos. A unidade passou a ser a única fábrica de carros do grupo no País após o fechamento, em novembro, da planta de São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

O executivo citou vários custos que, segundo ele, são maiores em Camaçari do que na média das demais empresas do setor. Um deles é o da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) que é 35% superior aos demais. Também afirmou que os custos das peças são mais altos pois grande parte dos fornecedores está na região Sudeste, assim como os gastos com transporte dos carros, por causa da distância dos polos de maior consumo, como São Paulo.

Neste ano, os cerca de 8,5 mil funcionários do complexo, incluindo os das autopeças, receberam R$ 19,6 mil de PLR. “A empresa quer pagar R$ 14 mil aos funcionários da Ford e R$ 4 mil aos das autopeças, mas não concordamos”, disse Bonfim.

A proposta da entidade é de R$ 15,5 mil em 2020, R$ 16,5 mil em 2021, R$ 17,5 mil no ano seguinte e R$ 18 mil em 2023, período em que os trabalhadores teriam estabilidade no emprego. O sindicalista disse ainda que a Ford quer congelar salários por quatro anos, outra medida que não é aceita.

Fábrica do ABC

Lylle também afirmou, na quarta-feira, que há outros grupos interessados na compra da fábrica do ABC, sem citar nomes. Há rumores no mercado de que a nova interessada seria a chinesa BYD, que produz ônibus elétricos em Campinas (SP), mas nenhum dos lados confirmou.

Após dez meses de negociações, Carlos Alberto de Oliveira Andrade, dono da brasileira Caoa, admitiu serem “remotas” as chances de fechar o negócio.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Ricos ganham 30,5 vezes mais que os pobres, diz Ipea

12 de dezembro de 2019, 14:02

Foto: Reprodução

A renda média da camada mais pobre da população foi de R$ 943,00 mensais de agosto a outubro de 2019. Já a média da camada mais abastada no mesmo período foi de 30,5 vezes o valor: R$ 28.763,00 mensais.

As informações são da pesquisa sobre o mercado de trabalho divulgada nesta 5ª feira (12.dez.2019) pelo Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada).

No acumulado do ano, a parcela mais rica da população teve 1 aumento de renda de 1,1%. Já o segmento da população que recebe menos teve redução de -0,87%. A elevação da desigualdade na renda domiciliar é uma tendência observada desde o 2º trimestre de 2016.

A classe média teve a melhor evolução de renda nos 2 últimos trimestres de 2019. A média mensal saiu de R$ 1.650,90 a R$ 5.339,90 no 3º trimestre de 2018, para R$ 1.710,20 a R$ 5.390,20 no mesmo período deste ano.

Todos os níveis de escolaridade apresentaram queda na renda no 3º trimestre de 2019 em relação ao mesmo período do ano anterior. A maior perda foi em trabalhadores com ensino fundamental incompleto (-2,2%).

Em relação à faixa etária, os trabalhadores mais velhos perderam mais (-6,6%). A parcela de 25 a 39 anos alcançou crescimento de 1,6% nos rendimentos.

Já a renda dos trabalhadores por conta própria subiu 2,2% no trimestre encerrado em outubro, com reversão da queda nos meses anteriores. Os empregados formais, entretanto, tiveram redução real de 0,5% nos rendimentos (com exclusão dos empregadores).

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Deputado de Goiás caçoa de Papai Noel com deficiência e é criticado

12 de dezembro de 2019, 11:08

Foto: Reprodução

O deputado estadual de Goiás, Alysson Lima (Republicanos), postou na última sexta-feira, 6, em sua conta no Facebook, o vídeo de um homem com deficiência física e mental vestido de Papai Noel com a frase, caçoando: “Crianças ingratas não aceitam qualquer Papai Noel” e emoticons de rostos rindo. Sua atitude foi criticada.

O Papai Noel em questão se chama César Adriany David, de 44 anos, e faz trabalho voluntário há quatro anos, entregando em escolas os presentes que arrecada ao longo do ano. A escola em que ele estava no vídeo fica em Garuva (SC). Logo que o homem entra na sala, uma criança começa a chorar e ele tenta acalmá-la.

Segundo o G1, a reportagem questionou a assessoria do deputado e o post foi apagado. O político disse que recebeu o vídeo por WhatsApp e acabou “publicando como se fosse uma brincadeira”.

Deputado estadual de Goiás Alysson Lima apagou post e pediu desculpasDeputado estadual de Goiás Alysson Lima apagou post e pediu desculpas

“Quero me retratar publicamente e pedir perdão à pessoa envolvida, a todos os seus familiares e às pessoas que se sentirem ofendidas em relação à minha publicação. Não estava em meu coração a intenção de tripudiar em cima de ninguém”, declarou.  Na quarta-feira, 11, até as 19h, o vídeo tinha 281 mil visualizações.

O irmão de César disse à reportagem que se revoltou quando soube da postagem e do preconceito do parlamentar na terça, 10. “Todo mundo [ele e os moradores de Guaruva] está estarrecido com a postura do deputado e o pior de tudo, os comentários das pessoas que vem embaixo. É duro ver aquilo ali”, contou.

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