Criada bateria que faz celular funcionar por cinco dias seguidos

07 de janeiro de 2020, 10:59

A nova bateria tem potencial para alimentar um smartphone por cinco dias consecutivos ou permitir que um veículo elétrico percorra mais de 1.000 km sem precisar de reabastecimento. (Foto: Reprodução)

Pesquisadores da Universidade Monash (Austrália) estão perto de comercializar a bateria de lítio-enxofre (Li-S) mais eficiente do mundo, que pode superar as atuais líderes de mercado em mais de quatro vezes e alimentar a Austrália e outros mercados globais no futuro. O estudo sobre a novidade foi publicado na revista “Science Advances” no início deste ano.

Mahdokht Shaibani, do Departamento de Engenharia Mecânica e Aeroespacial da Universidade Monash, liderou uma equipe de pesquisa internacional que desenvolveu uma bateria Li-S de capacidade ultra-alta, com melhor desempenho e menos impacto ambiental do que os atuais produtos de íons de lítio.

A nova bateria tem potencial para alimentar um smartphone por cinco dias consecutivos ou permitir que um veículo elétrico percorra mais de 1.000 km sem precisar de reabastecimento.

Os pesquisadores têm uma patente registrada aprovada para seu processo de fabricação, e as células protótipo foram fabricadas com sucesso pelos parceiros alemães de pesquisa e desenvolvimento do Fraunhofer Institute for Material and Beam Technology.

Desenho reconfigurado

Alguns dos maiores fabricantes mundiais de baterias de lítio na China e na Europa manifestaram interesse em aumentar a produção, com mais testes a serem realizados na Austrália no início deste ano.

Usando os mesmos materiais em baterias de íon-lítio padrão, os pesquisadores reconfiguraram o desenho dos cátodos de enxofre para que pudessem acomodar cargas de tensão mais altas sem uma queda na capacidade ou no desempenho geral.

Inspirada na arquitetura de ponte exclusiva registrada pela primeira vez no processamento de detergente em pó nos anos 1970, a equipe projetou um método que criava ligações entre partículas para acomodar cargas de estresse mais altas e fornecer um nível de estabilidade nunca visto em nenhuma bateria até o momento.

O desempenho atraente, junto com os custos de fabricação mais baixos, o suprimento abundante de material (a Austrália tem grandes reservas de lítio), a facilidade de processamento e a pegada ambiental reduzida tornam esse novo desenho de bateria atraente para futuras aplicações do mundo real, de acordo com o professor associado Matthew Hill.

“Essa abordagem não apenas favorece métricas de alto desempenho e longa vida útil, mas também é simples e extremamente barata de fabricar, usando processos à base de água, e pode levar a reduções significativas de resíduos ambientalmente perigosos”, avaliou Hill.

Principais sintomas físicos e mentais da abstinência de nicotina

A síndrome de abstinência de nicotina provoca inúmeros sintomas nos ex-fumantes. Contudo, explica um artigo publicado no portal Melhor Com Saúde, esses efeitos colaterais variam em intensidade dependendo da pessoa. 

O fato da nicotina ser uma droga muito viciante faz com que o hormônio conhecido como dopamina seja liberado no cérebro – este hormônio é responsável por aumentar a sensação de prazer e bem-estar. E como tal, o organismo reage negativa e violentamente à ausência da droga.

Ainda assim, a síndrome de abstinência de nicotina não representa qualquer risco para a saúde. Estima-se que os sintomas associados à condição afetam até 85% dos ex-fumantes. 

Os sintomas desta síndrome variam, mas, sem dúvida alguma, o mais comum é a vontade de fumar que pode surgir na presença de múltiplos estímulos, como por exemplo ver outra pessoa fumar, ou inclusive sem uma causa aparente.

Os principais sintomas da síndrome de abstinência da nicotina são os seguintes, de acordo com o portal Melhor Com Saúde:

Sintomas físicos

Aumento do apetite
Tosse
Boca seca
Dor de cabeça
Tontura
Fadiga
Coriza (inflamação da mucosa das fossas nasais; rinite, defluxo)
Dor de garganta, na língua ou gengivas
Sensação de aperto no peito
Ganho de peso
Frequência cardíaca mais lenta ou bradicardia
Obstipação
Hipotensão

Sintomas mentais

Ansiedade, inquietação e irritabilidade
Dificuldade em se concentrar
Insônia e dificuldade para dormir bem
Raiva e frustração
Depressão
Desânimo
Mau humor

Os sintomas da síndrome de abstinência da nicotina normalmente duram de 4 a 12 semanas e surgem nas primeiras 12 a 24 horas após parar de fumar. 

Os especialistas explicam que a fase mais critica são as primeiras duas a três semanas de cessação tabágica. Sendo que os sintomas começam gradualmente a desaparecer e, com o tempo o indivíduo aprende a controlar o desejo de fumar. 

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