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Cabelo frisado? Resolva o problema com ingredientes caseiros

29 de março de 2020, 12:15

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As máscaras são verdadeiras aliadas dos cuidados capilares e não precisa de ir comprar os produtos mais caros, mesmo se o seu cabelo tiver tendência para ficar frisado. A solução pode estar nos ingredientes mais inesperados que estão guardados nos armários da casa.

O Lifestyle ao Minuto apresenta-lhe, assim, a receita de uma máscara caseira contra os cabelos frisados. Ora veja: 

Comece por juntar, num processador de alimentos, uma banana cortada às rodelas com duas colheres de sopa de iogurte e uma colher de sopa de mel.

Depois, aplique a mistura homogênea por por todo o cabelo e coloque uma touca. Deixe atuar durante 30 minutos. 

Lave o cabelo com shampoo e condicionador.

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Coronavírus: denúncias de violência doméstica aumentam e expõem impacto social da quarentena

29 de março de 2020, 11:12

Foto: Reprodução

À medida em que a população tem acatado a quarentena, na tentativa de achatar a curva de afetados pela Covid-19, um outro (velho) desafio aponta no contexto de isolamento social. Indicadores de violência de alguns estados, sobretudo a doméstica, aumentaram logo após terem sido estabelecidas restrições de deslocamento a espaços públicos e privados por causa da pandemia.

Somente no Paraná, por exemplo, houve um aumento de 15% nos registros de violência doméstica atendidos pela Polícia Militar no primeiro fim de semana de isolamento. No Rio de Janeiro, a incidência foi ainda mais expressiva: os números cresceram em 50%.

ONGs chinesas de proteção à mulher notaram, além disso, procura maior por ajuda durante a pandemia do novo coronavírus. No Brasil, a Ouvidoria Nacional dos Direitos Humanos (ONDH) anunciou aumento de 9% das denúncias atendidas pelo Ligue 180.

A violência doméstica é, no entanto, apenas parte da esteira do contexto atual que envolve, entre outras coisas, o aumento de denúncias de violação de direitos humanos, por exemplo. Segundo o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH), foram registradas 1,3 mil queixas dessa natureza de 14 a 24 de março.

Por violência doméstica, compreende-se qualquer tipo de violência ocorrida dentro do âmbito familiar. Mulheres, homens, idosos, crianças e funcionários podem ser vítimas.

“O isolamento social imposto recentemente é, na verdade, um fenômeno comum e que frequentemente está ligado a situações de violência doméstica”, explica a professora doutora Valéria Ghisi, coordenadora do Projeto Vidora (Violência Doméstica e Relacionamentos Abusivos) do curso de Psicologia da Universidade Positivo (UP). “O agressor tende a isolar socialmente a vítima, e a casa onde isso ocorre é tida por muitos como um espaço onde os olhos dos outros não chegam. O coronavírus apenas potencializou a questão”.

O apontamento da especialista é corroborado por dados de segurança pública, que dão conta de que a incidência de violência doméstica é ainda maior nos fins de semana, quando, em grande parte, famílias permanecem em casa.

Medidas eficazes

O fenômeno conhecido como ciclo da violência, de característica gradativa, dificilmente começa pela violência física. Fatores como o confinamento e o estresse são agravantes.

“Aumentar os níveis de estresse – em uma situação na qual a violência já é o modo de funcionamento da dinâmica familiar – é a mesma coisa que deixar o fogo perto do barril de pólvora”, afirma Valéria. “Vai explodir”.

Os impasses familiares, em muitos dos casos, escalam para questões mais graves. Dado o diagnóstico, medidas voltadas à prevenção seriam as mais eficazes – especialmente em contextos nos quais as possibilidades de resolução rápida são escassas, como explica o especialista em Políticas Públicas para a Família pela Universidade Internacional da Catalunha (UIC) e diretor-executivo da ONG Family Talks, Rodolfo Canônico.

“Várias lições serão tomadas depois dessa crise, e reforçamos a de se pensar em ações preventivas, que serão sempre mais efetivas e mais baratas do que as de correção”, afirma o especialista. “Estudos revelam a conveniência de se adotar, por exemplo, ações da linha de orientação familiar, a fim de que profissionais capacitados ajudem essas famílias a ter relações saudáveis, que não cheguem ao ponto de degenerar laços como acontece nos casos de violência”.

Esse tipo de atuação cabe ao Sistema de Assistência Social, cuja lei orgânica estabelece em seu artigo IV, inclusive, que as ações de proteção social básica tem como objetivo “prevenir situações de risco por meio do […] fortalecimento de vínculos familiares e comunitários”.

“A família é a base da sociedade e é de interesse público que elas estejam funcionando bem”, afirma Canônico. “São necessárias ações efetivas de apoio a essas famílias de modo que elas tenham relações cada vez mais harmônicas, que beneficiem a todas as pessoas envolvidas no núcleo familiar, para evitar degenerações ao ponto da violência”.

A prevenção à violência é um dos pilares para se alcançar os 17 objetivos de Desenvolvimento Sustentável previstos na agenda da Organização das Nações Unidas (ONU). “Os esforços de prevenção precisam estar voltados às condições prévias que facilitam a violência”, sugere uma análise dos objetivos elaborada pelo Unicef junto à Federação Internacional para o Desenvolvimento da Família (IFFD). “[É preciso] continuar o investimento nos programas de prevenção à violência doméstica avaliados como eficazes – como intervenções comunitárias focadas na família”.

Além do amparo do Estado, na outra ponta, profissionais de psicologia podem contribuir. “Muitas vezes, o psicólogo é procurado apenas diante de um surto. Mas esse é um trabalho que pode, no sentido de colaborar na tomada de decisões, facilitar o diálogo entre a família e ajudar a manter um quadro no qual não se derrape para a violência”, sugere Valéria.

“Quando comparamos dados de família, observando o que se entende por diálogo, vemos um padrão inverso. Onde a violência impera, vemos que não existe a eficiência de diálogo. Nestes casos, os profissionais de psicologia podem ajudar”, afirma.

Canais

A utilização dos canais habituais de denúncia, embora essencialmente úteis, como o Disque 180, podem não ser de fácil utilização nesse contexto, uma vez que vítima e agressor estão juntos em casa.

“O monitoramento [por parte do agressor à vítima] já é frequente, o hipercontrole é uma das principais características. E, agora, o coronavírus dá de mão beijada essa possibilidade. Neste caso, não existe solução definitiva”, diz Valéria. “Mas romper com o isolamento social, quando não se consegue ligar ou mandar mensagem pelos canais de denúncia, muitas vezes, é bater na parede do vizinho, deixar um bilhete, fazer barulho”.

O Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos recomendou aos organismos governamentais de políticas para mulheres que não suspendam os serviços. Além disso, pediu a “implementação de comitês de enfrentamento à violência contra mulheres durante a pandemia nos estados, Distrito Federal e municípios; realização de campanhas sobre importância de se denunciar a violência doméstica e familiar contra as mulheres com divulgação dos canais de denúncia; entre outras medidas”.

Procuradas, as secretarias de estado de Segurança Pública de São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul e do Distrito Federal afirmaram que ainda não contabilizaram as denúncias de violência doméstica do mês de março. Os números devem ser divulgados em abril.

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Bahia registra primeira morte pelo novo coronavírus

29 de março de 2020, 10:40

Foto: Reprodução

O governo da Bahia confirmou neste domingo (29) a primeira morte por Covid-19 no estado.

A Secretaria de Saúde informou que o primeiro óbito pelo novo coronavírus na Bahia foi de um homem de 74 anos que estava internado em um hospital privado de Salvador.

A vítima esteve entubada e em diálise contínua, mas não resistiu à doença. A Bahia somava 127 casos de Covid-19 até este sábado (28).

Boletim

Os novos casos divulgados no último boletim são em Itagibá (1) e Salvador (3). Não há detalhes sobre os perfis dos pacientes, como gênero, idade e forma de contaminação. De acordo com a secretaria, 1.380 suspeitas foram descartadas. O órgão também divulgou que 2.702 casos estão em investigação.

A Secretaria de Saúde informou também que, do total de infectados, 17 pessoas já estão curadas e outras 14 hospitalizadas. O restante dos infectados está em isolamento domiciliar.

Segundo informações do órgão, 58,3% dos casos confirmados são mulheres e 41,7% são homens. A faixa de idade em que mais foram registrados casos foi entre 30 e 39 anos, representando 25,58% do total.

Porém, o coeficiente de incidência por 100.000 habitantes foi maior na faixa de 70 a 79 anos, seguida da faixa de 80 e mais, indicando o maior risco de adoecer entre os idosos.

Os municípios com casos positivos são: Alagoinhas (01); Barreiras (01); Brumado (01); Camaçari (01); Canarana (01); Conceição do Jacuípe (01); Conde (01); Feira de Santana (09); Ilhéus (02); Ipiaú (01); Itabuna (02); Itagibá (01); Jequié (01); Juazeiro (02); Lauro de Freitas (07); Porto Seguro (10); Prado (03); Salvador (81 casos, sendo 60 residentes na capital, 1 residente em Mossoró RN, 1 São Paulo e 1 Miami); São Domingos (01); Teixeira de Freitas (01); e 4 em investigação epidemiológica.

 

Os números representam notificações oficiais compiladas pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde da Bahia (Cievs-BA) em conjunto com os Cievs municipais.

A Sesab ressalta que os números são dinâmicos e, na medida em que as investigações clínicas e epidemiológicas avançam, os casos são reavaliados, sendo passíveis de reenquadramento na sua classificação.

O diagnóstico positivo para o novo coronavírus pode cursar com grau leve, moderado ou grave. A depender da situação clínica, pode ser atendido em unidades primárias de atenção básica, unidades secundárias ou precisar de internação. Mesmo definindo unidades de referência, não significa que ele só pode ser atendido em hospital.

Os casos graves devem ser encaminhados a um hospital de referência para isolamento e tratamento. Os casos leves devem ser acompanhados pela Atenção Primária em Saúde (APS) e instituídas medidas de precaução domiciliar.

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Comércio jacobinense volta a funcionar a partir desta segunda-feira, dia 30, dividindo opiniões (Fotos)

28 de março de 2020, 15:46

Foto: Notícia Limpa

A decisão da Prefeitura de Jacobina de não prorrogar o decreto que determinava o fechamento do comércio local tem divido a opinião do jacobinense. Como medida preventiva, no primeiro momento, após decisão tomada com a anuência dos órgãos que representam os estabelecimentos comerciais da cidade, todas as lojas em funcionamento no município, com exceção de serviços considerados essenciais como farmácias, supermercados, lanchonetes, restaurantes e panificadoras estavam proibidos de funcionar. O Decreto datado do último dia 23, tornará sem valor a partir desta segunda-feira, dia 30.

Nesta sexta-feira (27), durante entrevista à uma emissoras de rádio o prefeito Luciano Pinheiro anunciou que não iria renovar o Decreto, por tanto, o funcionamento de todo o comércio está autorizado em Jacobina. A decisão agradou empresários e uma grande parte de vendedores ambulantes da cidade, mas contrariou também muita gente, inclusive moradores e gestores de municípios vizinhos.

Um áudio que circula nas redes sociais, atribuído a Ricardo Requião (Caca), prefeito de Miguel Calmon, uma das 9 cidades pertencentes ao Território de Identidade Piemonte da Diamantina, o qual Jacobina é sede, o vizinho gestor reclama da decisão da abertura do comércio. Segundo o áudio, a cidade de Jacobina não estaria sendo justa com as demais em seu entorno, pois enquanto a maioria permanecerá em quarentena a maior aglomeração urbana da região estaria com suas lojas abertas, o que provocará uma circulação perigosa de pessoas neste momento de prevenção contra a disseminação do Covid-19 (novo coronavírus). O áudio solicita que o prefeito de Jacobina reveja a decisão de autorizar a abertura do seu comércio.

Mesmo com o apelo de comerciantes local, Caca decidiu manter o fechamento do comércio calmonense através de decreto.

Feira livre – Com movimento reduzido, muitos feirantes evitaram abrir seus estabelecimentos e montar suas ‘barracas’. A agitação da área destinada à venda de bebidas e comidas conhecida como ‘Corredor da Morte’, pela primeira vez em sua história não funcionou. Estava, autorizadas apenas as vendas de produtos considerados essenciais.

Calçadão – A Rua Coronel Teixeira, conhecida também como ‘Calçadão’, chegou no sexto dia do decreto que determinou o fechamento com a circulação somente de moradores que residem em suas proximidades. Nenhuma loja se encontrava aberta.

Na manhã deste sábado (28), a Praça Rio Branco estava totalmente vazia

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Prefeito do PT morre por coronavírus no Piauí

28 de março de 2020, 12:50

Foto: Reprodução

O Estado do Piauí registrou na sexta-feira, 27, a primeira morte por coronavírus. Trata-se do prefeito de São José do Divino, Antônio Nonato Lima Gomes, conhecido como Antônio Felícia (PT).

A Secretaria de Estado da Saúde informou neste sábado, 28, que a morte do prefeito foi causada pela covid-19.

O laboratório público estadual realizou dois exames para confirmar a presença do vírus. “Na manhã deste sábado, 28 de março, os exames do prefeito testaram positivo para o novo coronavírus”, informou o governo.

O prefeito, de 57 anos, chegou a ser atendido no Hospital Dr. José Brito Magalhães, no município de Piracuruca, mas não resistiu.

“Ele tinha histórico de diabetes e teve uma evolução rápida da doença”, completa o governo do Estado do Piauí.

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Artigo | A responsabilidade legal pelo fim da quarentena

28 de março de 2020, 10:22

A pandemia conhecida como Peste Negra, que surgiu na segunda metade do século XIV, causada pelo bacilo Yersinia pestis, e que provocava enormes manchas enegrecidas na pele, inchaços nas regiões ganglionares do sistema linfático, como a virilha e as axilas, e comprometimentos respiratórios, foi um desses surtos pandêmicos de forte impacto não só demográfico –  pois dizimou um terço da população europeia em menos de 6 anos (1348-1350), alcançando 50% na Inglaterra –, mas também cultural, pois está associada historicamente à Guerra dos Cem Anos, tendo aterrorizado a Europa até muitos anos depois de seu surgimento, com avanço para além dos anos 1700.

A transmissão da doença ocorreu inicialmente por causa de ratos pretos e pulgas. Estas infestavam as cidades europeias às voltas com precaríssimas condições sanitárias, o que deu lugar ao contágio através do contato interpessoal por espirros e tosses. Operava-se então um círculo vicioso nessa relação rato-pulga: a pulga infectada picava o rato urbano que, infectado, se tornava abrigo de outras pulgas que através dele também se infectavam. Quando esse rato morria vitimado pela infecção, as pulgas que ele abrigava buscavam um novo hospedeiro.

Atribui-se a disseminação da Peste Negra aos mongóis que haviam conquistado a China, tendo a transmissão se propagado através das caravanas da chamada Rota da Seda, constituída por rotas do comércio desse tecido entre Oriente e Europa, já que nos seus aprestos se escondiam os ratos negros.  Segundo alguns estudiosos, um dos fatores que contribuíram para sua exponenciação teria sido a drástica diminuição, na Europa,  de gatos, predadores naturais dos ratos, exterminados sistematicamente durante séculos por uma crença mística de que seriam associados ao Diabo, o que, apesar de isso ser controverso, parece ter origem na distorção do sentido da Bula Vox in Rama, do Papa Gregório IX, de 1.233, que condenava cultos ditos satânicos que se utilizariam de representações com animais, inclusive felinos.

Embora o extermínio dos gatos possa não ser considerado a causação central da expansão epidêmica da Peste Negra, ela põe em evidência como as crendices fazem mais mal do que bem em horas de grave problemas de saúde pública, capazes de originar tumulto social de difícil contenção.

Não é inoportuno lembrar que à medida que foi crescendo o destaque do chamado Método Científico, idealizado por René Descartes, as crendices místicas foram decrescendo em relação inversamente proporcional.  Todavia, quando se pensava que elas estavam mortas, ressuscitam no discurso de um Presidente que produz alegorias sem pé nem cabeça, como a de vincular uma suposta imunização do brasileiro ao contato que ele tem no esgoto. Mesmo se sabendo que esse Presidente tem uma frágil formação intelectual, seria pelo menos exigível que ele atuasse com a prudência própria do ocupante do cargo. Muito mais grave, entretanto, é assistir a um deputado federal e médico como Osmar Terra afirmar, como fez horas atrás, que 99,6% das pessoas infectadas pelo Covid-19 nada sentirão.

Essas declarações que procuram desmerecer as medidas que o mundo inteiro está tomando para evitar o aumento da infecção pelo novo Coronavírus jogaram o povo brasileiro, nos últimos dias, numa sensação de que o mal não é tão grande. Claro que o motor causal disso é de natureza econômica, afinal tudo aquilo que afeta o bolso termina sendo elevado comumente a preocupação central de nossas vidas, negligenciando-se que é nessas horas que o Estado deve intervir em favor de uma população historicamente escorchada com encargos financeiros.

Ansiosos, então, para restaurarem a normalidade da vida social e econômica, alguns governantes municipais estão começando a afrouxar a quarentena e com isso podem se tornar responsáveis por notas trágicas nos resultados da pandemia. Por óbvio que nenhuma atuação como essa vem desacompanhada de contramedidas escondidas nas dobras do discurso. Uma delas é a subnotificação, prática voluntária ou não que consiste em notificar menos do que seria devido. A China está sendo neste momento acusada de ocultar o aumento de testes positivos. Os Estados Unidos, que a ultrapassaram em número de casos, pressionados pela opinião pública sobre essa nova quantificação, atribuem sua própria escalada, segundo as palavras de Donaldo Trump ditas horas atrás, ao mérito de terem aumentado os testes (“it’s a tribute to our testing”).

No Brasil, não se vê movimentação do governo federal alguma para dar visibilidade aos casos. A manobra que talvez seja usada doravante para quem vai abolir a quarentena será camuflá-los com a máscara de que as infecções que derem entradas nos hospitais possam ser anunciadas como patologias com sintomas respiratórios similares, o que não será difícil fazer, já que não estão sendo disponibilizados testes com suficiência nacional para o Covid-19.

Se isso acontecer e o crescimento pandêmico se tornar alarmante, talvez os governantes devam saber que serão responsabilizados criminalmente e por improbidade administrativa, o que não tem nada a ver com o dever indenizatório que o Presidente quer lhes imputar. As leis são tão claras nesse sentido que os serviços de assessoria jurídica nem deveriam ser acionados para esclarecimento.

Em vez de esses gestores seguirem a onda desinformacional do atabalhoado Presidente que macaqueia muito mal tudo que seu desastroso colega americano faz, deveriam promover discussões comunitárias mediadas por epidemiologistas, infectologistas e estatísticos, como alguns poucos lugares estão fazendo, em vez de simplesmente desatarem os nós da contenção e permitirem que as pessoas possam livremente circular em lugares comercialmente públicos, pois foi isso que produziu o quadro alarmante nos Estados Unidos e Reino Unido, levando-os a recuar nas razões meramente economicistas ao anteverem os efeitos nefastos da propagação. Como disse o primeiro ministro britânico Boris Johnson, que revelou há pouco ter sido infectado pelo novo Coronavírus, trata-se da pior ameaça em décadas da Europa.

Nunca, nos tempos modernos, a tentação de pôr o dinheiro à frente de qualquer resultado de miséria social pode ser tão trágica como agora.

Vitória da Conquista, 27 de março de 2.020, 12h20min.

Retirado do Blog: www.blogdegiorlandolima.com

https://blogdegiorlandolima.com/2020/03/27/artigo-a-responsabilidade-legal-pelo-fim-da-quarentena/

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‘Cloroquina não evita a doença’, diz Ministério

28 de março de 2020, 10:17

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O Ministério da Saúde fez um alerta nesta sexta-feira, 27, sobre o uso do medicamento cloroquina no combate ao novo coronavírus. O remédio sumiu de muitas farmácias desde que o presidente Jair Bolsonaro passou a divulgar informações de que o País estaria no caminho de encontrar uma medicação de combate ao vírus.

O secretário nacional de Vigilância em Saúde, Wanderson de Oliveira, disse que o uso da cloroquina pela população pode, na realidade, ter efeitos nocivos sobre a saúde. “A cloroquina é um medicamento indicado em condições específicas, mas ele tem contraindicações. Pode ser tóxico em médio e longo prazo”, afirmou à imprensa ontem.

“A cloroquina não é um medicamento para evitar a doença. Os estudos ainda estão sendo realizados. Estão seguindo um rito muito mais acelerado que o tradicional”, disse o secretário. A medicação, que é usada no combate à malária, vai ser produzida em larga escala e distribuída em hospitais de todo o País para ser testada em pacientes em situação grave. O Ministério da Saúde informou que serão liberadas 3,4 milhões para hospitais. Hoje, há 148 pessoas na UTI, em estado grave, com a covid-19.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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‘Pula no esgoto e nada acontece’: Brasil tem mais de 300 mil internações por ano por doenças causadas por falta de saneamento

27 de março de 2020, 16:05

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Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) contrariam a declaração do presidente Jair Bolsonaro de que o brasileiro seria resistente a infecções, já que “pula no esgoto e nada acontece”.

Em 2016, houve 166,8 internações hospitalares por 100 mil habitantes no Brasil devido a doenças relacionadas à falta de saneamento.

Considerando uma população de 207,7 milhões à época, foram 346,5 mil internações hospitalares por doenças causadas por “saneamento ambiental inadequado”.

Entre as doenças que levaram à internação estão diarreias, cólera, hepatite A e leptospirose (causada pela exposição à urina de animais, principalmente ratos).

Os dados de 2016 são os últimos disponibilizados pelo órgão e sinalizam uma queda no número de internações ao longo dos anos.

Em 2010, foram 309,1 internações por 100 mil habitantes, ou cerca de 610 mil internações no total, considerando a população de 197 milhões à época.

Cólera, hepatite A e leptospirose são algumas das principais doenças causadas pela falta de saneamento

Na quinta-feira (26/03), Bolsonaro disse que o brasileiro “tem que ser estudado”, pois pula “no esgoto e nada acontece com ele” ao comparar a situação do Brasil com a dos Estados Unidos no combate à pandemia do novo coronavírus.

“Eu acho que não, não vamos chegar a esse ponto [tantos casos quanto os Estados Unidos], até porque o brasileiro tem que ser estudado. O cara não pega nada. Eu vi um cara ali pulando no esgoto, sai, mergulha… Tá certo?! E não acontece nada com ele”, disse Bolsonaro durante entrevista realizada na porta do Palácio do Planalto, em Brasília.

Ele voltou a criticar governadores e prefeitos pela determinação da quarentena e do fechamento do comércio em várias cidades do país.

“Alguns prefeitos e governadores erraram na dose. Foi uma catástrofe. O turismo passou para zero. Ninguém faz mais turismo. A rede hoteleira está em 10% de sua capacidade. Olha a desgraça que está aí”, reclamou. “Agora não existe mais diarista, não existe mais manicure, Uber não funciona. Não dá para entender que essa onda é muito mais preocupante do que a doença?”, acrescentou.

Doenças

São várias as moléstias que podem ser transmitidas pelo que o IBGE chama de “doenças relacionadas ao saneamento ambiental inadequado”.

O órgão divide as doenças em cinco categorias: de transmissão feco-oral (por meio de fezes), transmitidas por inseto vetor, transmitidas através do contato com a água, relacionadas com a higiene, geo-helmintos e teníases.

Entre elas, estão diarreia, cólera, salmonelose, shigelose, febres entéricas, leishmanioses, malária, esquistossomose, leptospirose, doenças de pele, entre outras.

Quase a metade da população brasileira (48%) não tem coleta de esgoto, segundo o Instituto Trata Brasil, organização da sociedade civil formada por empresas com interesse nos avanços do saneamento básico e na proteção dos recursos hídricos do país.

De acordo com o “esgotômetro”, medidor de esgoto despejado na natureza, disponível no site da organização, cerca de 500 mil piscinas olímpicas de esgoto foram lançadas ao meio ambiente no Brasil desde 1º de janeiro deste ano.

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Covid-19: Bélgica regista contágio de um animal doméstico pelo dono

27 de março de 2020, 10:26

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Nesta quinta-feira (26), a Bélgica registrou o primeiro contágio de um animal com a covid-19, um gato contaminado pelo seu dono, mas as autoridades sublinham nada indicar que os animais domésticos sejam vetor de transmissão.

“Um gato foi infectado pelo dono, em Liège (80 km a norte de Bruxelas), sendo um caso isolado e que deriva de um contato próximo com a pessoa doente, nada indica que os animais sejam um vetor de transmissão” da covid-19, disse, na conferência de imprensa diária das autoridades federais de saúde, o microbiologista Emmanuel André.

Hoje à tarde, o conselho de segurança nacional belga vai reunir-se para decidir uma eventual adaptação das medidas de combate à propagação do vírus.

Entre quarta e quinta-feira, a Bélgica registrou mais 1.049 testes positivos (para um total de 7.284, sendo que apenas há testes nos hospitais), mais 490 internamentos hospitalares (3,042), mais 183 altas hospitalares (858) e mais 69 mortes (289).

As autoridades de saúde alertam ainda para a sobrevivência do novo coronavírus em superfícies, que pode ser de dias, reforçando as recomendações para uma boa higiene das mãos e a limpeza de superfícies públicas muito tocadas, como maçanetas de portas.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infectou mais 505 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 23.000.

Dos casos de infecção, pelo menos 108.900 são considerados curados.

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Agricultura define serviços essenciais para assegurar abastecimento

27 de março de 2020, 10:23

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O Ministério da Agricultura definiu a lista dos serviços e atividades que considera essenciais para assegurar o abastecimento e a segurança alimentar da população brasileira enquanto perdurar o estado de calamidade pública decorrente da pandemia da covid-19. A Portaria com lista desses serviços está publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira, 27.

A medida visa assegurar o funcionamento desses serviços e atividades diante das medidas restritivas adotadas pela União, Estados e municípios e considera “inúmeros relatos de dificuldades enfrentadas em alguns elos da cadeia”. Entre os serviços considerados essenciais estão postos de gasolina, restaurantes, lojas de conveniência, locais para pouso e higiene, com infraestrutura para os caminhoneiros e tráfego de caminhões ao longo das estradas e rodovias do País.

São considerados essenciais à cadeia de alimentos, bebidas e insumos agropecuários os seguintes produtos, serviços e atividades: transporte coletivo ou individual de funcionários destinados às atividades acima destacadas, sendo realizado por empresas de transporte público ou privado; transporte e entrega de cargas em geral; produção, distribuição e comercialização de combustíveis e derivados; produção e distribuição de alimentos, bebidas e insumos agropecuários com especial atenção ao transporte e comercialização de produtos perecíveis; vigilância e certificações sanitárias e fitossanitárias; prevenção, controle e erradicação de pragas dos vegetais e de doença dos animais; inspeção de alimentos, produtos e derivados de origem animal e vegetal; vigilância agropecuária internacional; estabelecimentos de beneficiamento e processamento de produtos agropecuários; estabelecimentos para produção de insumos agropecuários, sendo eles fertilizantes, defensivos, sementes e mudas, suplementação e saúde animal, rações e suas matérias primas; estabelecimentos para fabricação e comercialização de máquinas, implementos agrícolas e peças de reposições; estabelecimentos de armazenagem e distribuição; comercialização de insumos agropecuários, medicamentos de uso veterinário, vacinas, material genético, suplementos, defensivos agrícolas, fertilizantes, sementes e mudas e produtos agropecuários; oficinas mecânicas e borracharias, em especial para o suporte de transporte de carga de serviços essenciais nas estradas e rodovias; materiais de construção; embalagens; portos, entrepostos, ferrovias e rodovias, municipais, estaduais e federais para escoamento e distribuição de alimentos, bebidas e insumos agropecuários; postos de gasolina, restaurantes, lojas de conveniência, locais para pouso e higiene, com infraestrutura mínima para caminhoneiros e para o tráfego de caminhões ao longo de estradas e rodovias de todo o País.

Há uma preocupação no governo federal para que algumas atividades da categoria dos caminhoneiros, por exemplo, não sejam interrompidas pela falta de uma rede de apoio nas estradas. O próprio Ministério da Infraestrutura já tinha negociado com secretários estaduais de Transporte para que os governos locais flexibilizassem as restrições impostas diante da pandemia para excluir do rol de atividades que devem ser suspensas esses locais de apoio aos caminhoneiros.

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