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Morra quem morrer, o Brasil mostra que não está nem aí para o coronavírus

04 de julho de 2020, 09:43

Foto: Gomez

por Carlos Alexandre de Souza

Acabou. O Brasil decidiu mostrar a cara, sem proteção alguma, ao inimigo que matou 63 mil pessoas em pouco mais de três meses. Essas vidas perdidas para o novo coronavírus já superam em muito o total de brasileiros vítimas de mortes violentas por ano — em torno de 41 mil, segundo estudos mais recentes. De nada adiantou o sofrimento das famílias e amigos que perderam pessoas queridas e nem puderam se despedir. Tornou-se inglória a luta constante dos profissionais de saúde, que põem a vida em risco, enfrentam jornadas extenuantes, muitas vezes em condições dificílimas, para atender a doentes que exigem tratamento por horas, dias, semanas a fio. Caíram no vazio os alertas do ministro Mandetta; o “fique em casa”, recomendação seguida em todas as partes do mundo; ficaram na memória as entrevistas coletivas, diárias e transparentes, nas quais assistíamos a um esforço de conscientizar a população sobre os riscos da pandemia; perdeu serventia a agilidade do Governo do Distrito Federal, que antecipou as medidas preventivas ainda no mês de março, antes de se perder em um labirinto de contradições.

Máscara, álcool em gel, distanciamento, home office, grupos de risco, atenção aos idosos, aos vulneráveis… Tudo isso fica desprovido de sentido no momento em que nós — sim, nós — decidimos abraçar o novo coronavírus. Vamos lotar as ruas do Leblon, promover uma live proibida, descobrir um restaurante clandestino. Afinal, somos livres. Precisamos espairecer, ninguém aguenta mais essa história de mortos e infectados todos os dias. Vamos tomar vermífugo e outros remédios de maneira preventiva, mesmo que inexistam provas, estudos, recomendações oficiais sobre um medicamento confiável contra o vírus. Vamos esquecer essa conversa fiada de serviços essenciais e liberar todo mundo para trabalhar. Afinal, é a economia que precisamos preservar. Pouco importa se as pessoas ficarem doentes; se morrerem. A morte, a miséria e a desigualdade sempre estiveram presentes no cotidiano brasileiro, muito antes da chegada da covid-19. Não será uma mera gripe que nos despertará o senso de coletivo, que nos aproximará, que encurtará o distanciamento social da realidade brasileira. Há anos, estamos afastados uns dos outros, defendemos os nossos interesses particulares em detrimento do bem comum.

O Brasil de hoje é um país que escolheu os piores caminhos para enfrentar a pandemia. Fracassamos no desafio de agir como nação. Mostramo-nos incapazes de enxergar um propósito coletivo a ser alcançado, que precisa da colaboração de todos. Em vez de se buscar a cooperação, insistimos em alimentar rivalidades. Ficamos restritos à nossa mesquinhez, ao nosso obscurantismo, à nossa arrogância de achar que só têm razão aqueles que pensam como nós. Perdemos um tempo precioso — perdemos vidas — com discussões inúteis sobre remédios mirabolantes, com questionamento de autoridades sanitárias, teorias conspiratórias abjetas, desrespeito explícito das recomendações para usar máscara e evitar aglomerações, politização sobre uma doença que afeta a todos — dos 38 milhões de “invisíveis” aos ilustres ocupantes dos mais altos cargos da República.

Entre os nossos erros de origem, reside o fato de termos escolhido o enfoque inadequado para lidar com o problema. Tentou-se, em primeiro lugar, preservar a economia, como se a economia não dependesse de pessoas vivas para se manter. Em seguida, vieram as sucessivas crises políticas, algumas decorrentes da própria pandemia, outras fabricadas sobre temas diversos, a fim de distrair a opinião pública e deixar de lado o assunto verdadeiramente de interesse nacional. Enquanto isso, a saúde pública, aquela que deveria ser prioridade absoluta, aquela que é nossa defesa indispensável para atravessarmos a pandemia com o menor número possível de vítimas, ficou em segundo plano. A necessidade imperiosa de coordenar, da melhor forma possível, estratégias de combate em uma guerra sanitária sem precedentes foi desviada para um debate político nefasto, no qual declarações sobre a doença passaram a ser vistas como posicionamento político. O alerta das autoridades e da imprensa é tachado de fatalismo; temas antes restritos a cientistas e médicos se vulgarizaram em conversa rasteira de palpiteiros; o negacionismo alcançou níveis assustadores.

A responsabilidade pelo estágio calamitoso da covid no Brasil não recai apenas sobre os ombros das autoridades lenientes com a tragédia sanitária. A indiferença não está apenas entre aqueles que dizem que tudo não passa de uma gripezinha, que é preciso reabrir o comércio, “morra quem morrer”. A negligência, o egoísmo, o individualismo, a falta de empatia, a ausência de civilidade acometem o cidadão comum, também. Nesta semana, o Ministério da Saúde anunciou a possibilidade de o país ter alcançado a estabilização na quantidade de mortes. Vejam a que ponto chegamos: estamos aliviados porque completamos uma semana com a média acima de mil mortes a cada 24 horas. É como se, todos os dias, ocorressem ao menos cinco acidentes como o da TAM, que ceifou 199 vidas.

Sejamos honestos. Morra quem morrer, o Brasil não está nem aí para o coronavírus.

Fonte: Correio Braziliense 

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Distribuição de máscaras com nome e foto de prefeito revolta a população de cidade baiana

04 de julho de 2020, 08:32

Foto: Reprodução

Causou indignação na população de Itaju do Colônia a confecção e distribuição de máscaras de proteção com o nome e a foto oficial do prefeito.

O município de Itaju, tem cerca de 30 casos detectados da COVID-19 e o comentário na cidade é que tanto o prefeito Djalma quanto a Secretária de saúde, a sua filha Caliane Duarte, foram bastante permissivos nas ações de combate e só tomaram providências depois da pandemia já alastrada na cidade. Djalma também deverá responder, por dois crimes eleitorais, o de promoção pessoal e o de propaganda eleitoral antecipada.

Um empresário da cidade ouvido pelo blog comentou, “isso não existe ele pensa e só pensa nas eleições é um absurdo, ainda bem que já denunciaram no Ministério Público”.

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JMC doa kits infantis para as comunidades de Jaboticaba e Itapicuru

03 de julho de 2020, 14:50

Foto: JMC

Nessa semana, a Jacobina Mineração e Comércio (JMC) realizou ação em prol da população do entorno da empresa. Dessa vez, as crianças das comunidades de Jaboticaba e Itapicuru foram as beneficiadas. O objetivo da ação promovida pela JMC é auxiliar as famílias no período da pandemia da Covid-19.

Foram distribuídos 60 kits infantis contemplando crianças de cinco a dez anos contendo brinquedos educativos, livro para colorir, livro de história infantil, cartilha infantil de combate ao coronavírus com uma linguagem especial e de fácil compreensão, massinha de modelar, lápis de cor em madeira e cera e máscara de proteção.

“Gostaria de agradecer à Yamana por todo o carinho que eles tiveram através das doações dos kits para as crianças da comunidade. Eu tenho dois filhos e eles adoraram os presentes, pois vieram jogos, livros para leitura, livro para colorir, massinha de modelar, lápis de cor, etc. Estão brincando muito e passando o tempo se divertindo com os jogos. Gostamos muito do livro informando sobre o coronavírus de uma forma que as crianças conseguem entender. Todo o material recebido foi muito importante pra eles, por isso agradeço muito pela atenção e cuidado com as nossas crianças”, declara Claudemária Queiroz Nascimento, mãe de duas crianças que receberam o kit.

Segundo Edvaldo Amaral, gerente-geral da JMC, com essa ação a empresa pôde beneficiar diversas famílias como um todo, pois levar educação e entretenimento às crianças auxiliam tanto elas quanto os pais. “Acreditamos que conhecimento e diversão podem também ajudar as pessoas nesse momento delicado pelo qual estamos passando”, completa.

A JMC segue investindo em diversas medidas de combate à Covid-19, doando equipamentos para a área da saúde, máscaras, alimentos e diversos outros itens à população, além de providenciar materiais de conscientização e proteção para a comunidade.

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Jacobina: município bate recorde de positivados do coronavírus em 3 dias

03 de julho de 2020, 14:15

Foto: Notícia Limpa

Jacobina bate recorde em números de casos em 3 dias. Conforme o Informativo Epidemiológico da Secretaria de Saúde o município registrou 33 casos confirmados do novo coronavírus de quarta (1º) até esta sexta-feira (3); agora já são 148 pessoas que foram infectadas.

Além da notícia que o número de positivados está aumentado de forma acelerada, a confirmação da segunda morte ocasionada pela Covid-19 deixa a população apreensiva já que ao contrário de outras cidades, Jacobina mantém todos os serviços funcionando, sem medidas restritivas que visem conter o avanço da doença.

A segunda vítima da Covid-19 no município foi Godofredo Moreira Gomes, de 73 anos, que era morador do distrito de Novo Paraíso. Ele estava internado em um hospital de Salvador. O local e o horário do seu sepultamento não foram informados.

Com os dados informados hoje, o total de casos confirmados desde o início da pandemia nos bairros mais centralizados tem aumentado, com destaque para o Peru com 19 infectados, o Leader com 17 e o Félix Tomaz com 15. Ainda existem 4 casos suspeitos aguardando resultado do Laboratório Central da Bahia (Lacen). Conforme o Informativo da Prefeitura, 58 pessoas já estão curadas.

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A criatividade do nordestino se transforma em iniciativas louváveis

03 de julho de 2020, 12:15

Foto: Notícia Limpa

Que o brasileiro é criativo por natureza todo o mundo sabe. Sua criatividade é capaz de superar situações adversas, seja em momentos de dor, tristeza…, mas principalmente comemorar conquistas e externar sentimentos de alegria, felicidade, agrado, empatia, entre outros.

Mas quando o assunto é criatividade o povo nordestino se sobressai. A região Nordeste do Brasil é um verdadeiro celeiro de talentos e de culturas, seja na música, na escrita, no teatro, na televisão, no rádio e agora na internet com os mais diversos tipos de atrações. As tradições do Nordeste dispensam comentários, o São João, o Carnaval, as festas religiosas e os festejos regionais como as micaretas, cavalgadas e vaquejadas.

Quem não se entrega ao canto de reis, a uma chula ou um samba de rodas?

Além da questão cultural o nordestino também se destaca na prática das boas iniciativas. Com atitudes sociais, usando muitas vezes do seu humor natural realiza ações para chamar a atenção para problemas cotidianos. E neste momento de pandemia do novo coronavírus, maior crise sanitária dos últimos cem anos, a irmandade e solidariedade nordestina têm sido aflorida.

Em Jacobina, no norte da Bahia, uma criatividade se transformou em uma excelente iniciativa. Um dos principais monumentos do município, a estátua de um garimpeiro, localizada na Praça Aníbal Augusto, amanheceu com uma máscara de pano para chamar atenção para a necessidade do uso deste importante item como medida de proteção contra o coronavírus.

O monumento que já era famoso por simbolizar a principal fonte econômica no período da formação da cidade, o garimpo de ouro, metal extraído industrialmente nos tempos atuais, passou a ser novamente uma atração.

Por Gervásio Lima

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Brasil teria seis vezes mais infectados que o notificado

03 de julho de 2020, 10:00

Foto: Reprodução

O estudo, divulgado nesta quinta-feira (02/07), sugere haver um alto índice de subnotificação de casos da doença no Brasil, cujos dados oficiais colocam o país como o segundo no mundo em óbitos (61.884) e infectados (1.496.858).

De acordo com o Ministério da Saúde, este foi o maior estudo feito até agora no país sobre a pandemia. A pesquisa entrevistou quase 90 mil pessoas em 133 cidades em todos os estados e no Distrito Federal – as chamadas “sentinelas”, que são os maiores municípios das divisões demográficas do país, segundo critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

De forma aleatória, os entrevistados fizeram um teste rápido para identificar a presença de anticorpos no organismo: 2.064 testaram positivo. Deles, 91% apresentaram sintomas e somente 9% não tiveram sintoma algum. Esses números diferem de outras pesquisas, que mostram uma percentagem de infectados assintomáticos mais alta.

Das pessoas testadas como positivo, mais de 62,9% tiveram alteração de olfato e paladar, 62,2% tiveram dor de cabeça, 56,2% relataram febre, 53,1% tiveram tosse e 52,3% informaram dores no corpo.

“De modo geral, a diferença entre o número de pessoas infectadas é seis vezes maior do que o número de casos notificados. Trata-se de algo esperado, quando a maior parcela dos casos é leve ou assintomática, o que deve ser ainda confrontado com outros estudos disponíveis visto que outras estimativas apontaram um número maior para essa chamada subnotificação”, ressaltou o secretário-executivo do Ministério da Saúde, Elcio Franco.

De acordo com o estudo, 3,8% das pessoas examinadas entre 21 e 24 de junho tinham anticorpos para a covid-19, ou seja, estavam infectadas ou já tinham estado em contato com o vírus que transmite a doença.

Projetando essa percentagem, os cientistas calculam que se 3,8% dos 211 milhões de brasileiros têm anticorpos para o vírus, pelo menos oito milhões já teriam sido infectados em algum momento nos últimos quatro meses.

Ritmo menor de infecção

O estudo foi realizado em três etapas (segunda quinzena de maio, primeira quinzena de junho e segunda quinzena de junho) e mostrou que o número de pessoas infectadas aumentou 23% entre a segunda e a terceira etapas, bem abaixo do aumento de 53% registado entre a primeira e a segunda.

“É um excelente resultado, porque medimos um aumento de 53% entre a primeira e a segunda fase, que é um salto gigantesco, e esse crescimento já diminuiu. Idealmente, deveria ser menor, mas já se trata de uma vitória”, afirmou o reitor da Universidade Federal de Pelotas, Pedro Hallal, durante entrevista coletiva.

Enquanto na primeira etapa a percentagem de pessoas com anticorpos foi de 1,9% dos analisados (cuja projeção indicaria que o Brasil tem quatro milhões de casos), esse valor duplicou para 3,8% na terceira fase (oito milhões, pela projeção).

Na primeira etapa do estudo, o número de pessoas com anticorpos detectados era sete vezes superior ao número de casos confirmados oficialmente na ocasião. Na segunda, essa proporção diminuiu para seis e, na última etapa, caiu para cinco.

Além do alto grau de subnotificação da doença no país, o estudo também mostrou que o contágio está crescendo mais entre os pobres, negros e indígenas, que apresentam taxas de contágio três vezes superiores às de brancos e ricos.

“A tendência é que o número de pessoas com anticorpos aumente conforme diminui o nível socioeconômico. Entre os 20% mais ricos, a percentagem de infectados era de 1,8% e entre os 20% mais pobres, era de 4,1%”, indicou o estudo.

Outro ponto de destaque é que as maiores proporções de pessoas infectadas são encontradas em negros e pardos, (5,6%) e indígenas (5,4%), enquanto a taxa entre brancos é de 1,1%.

“Também foi possível observar que o recente relaxamento das medidas de distanciamento social em vários municípios fez com que a curva de contágio não entrasse em fase descendente, ao contrário do que ocorreu nas cidades que apenas levantaram a quarentena após uma queda consistente no número de novas infeções”, disse Hallal.

O reitor afirmou ainda que chamou a atenção de sua equipe o fato de que as “cidades que seguiram as recomendações e só relaxaram o isolamento quando a curva já estava descendo, como Manaus, é possível ver que a curva não voltou a subir. As cidades que decidiram relaxar com a curva em ascensão cometeram um erro. E várias cidades estão cometendo esse erro”, acrescentou.

A investigação foi patrocinada pelo Ministério da Saúde, que pagou a contratação dos profissionais que trabalharam no estudo e forneceu os testes sorológicos rápidos usados.

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Famílias agricultoras da zona rural de Juazeiro montam feira comunitária para escoar produção e enfrentar a pandemia

03 de julho de 2020, 09:51

Foto: SDR

Agricultores e agricultoras das comunidades rurais de Passagem do Sargento, Assentamento Maria Simões, em Sobradinho e Gangorra II-Salitre, em Juazeiro, no território Sertão do São Francisco, se juntaram para comercializar os produtos que excedem dos seus quintais. A iniciativa partiu da necessidade de escoar as hortaliças, frutas, verduras, ovos e outros produtos oriundos da produção familiar, além de beneficiados e artesanatos, como mais uma alternativa de geração de renda para as famílias, sobretudo neste período de pandemia.

As famílias são beneficiárias do projeto Pró-Semiárido, executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA).

Nessas localidades, as famílias contam com estruturas de canteiros econômicos telados, galinheiros e outras tecnologias implantadas pelo Pró-Semiárido, que têm garantido um incremento na produção e diversificação de culturas. As famílias ainda recebem Assessoramento Técnico Continuo (ATC), por meio da parceria com o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (Irpaa).

Atualmente, o projeto adotou a estratégia de ATC remota para assegurar o isolamento social e conter a disseminação da Covid-19. Para tanto, técnicos e técnicas estão mantendo contato com as famílias por meio de aplicativos como o Whatsapp, ferramenta que tem propiciado a troca de informações entre agricultores/as e técnicos/as.

O Pró-Semiárido

Para o agricultor Diego Santos de Souza, da comunidade Passagem do Sargento, essas ações foram grandes incentivadoras para os produtores e produtoras da localidade: “O Projeto veio incentivar os pequenos agricultores do alto Salitre a terem uma renda extra com a produção de verduras. Por isso, a comunidade teve a ideia de organizar uma feirinha da agricultura familiar onde estão sendo expostos produtos como o alface, abobrinha, coentro, maxixe, não só esses produtos, como também outros que os agricultores têm em suas roças, como laranja, melão, tomate, abóbora e coco”.

Diego fez também uma reflexão sobre a iniciativa e seu impacto: “Fazendo avaliação da primeira feirinha, foi de uma aceitação tremenda e deu um incentivo a nós para que mais pessoas participem da feira e fez com que os moradores tenham uma renda extra e melhoria da qualidade de vida”. O agricultor é um dos incentivadores da feira.

A exposição dos produtos é feita, todos os sábados, de forma criativa, em uma palhoça com palets e caixas de madeira. Desde a primeira feira, realizada no dia 10 de junho, as famílias reúnem a produção de um dia antes da feira, e uma pessoa fica responsável pelas vendas na barraca. A estratégia, além de evitar aglomeração, assegura uma boa disponibilidade de variados produtos. Mas, a ideia é que em breve possam ter mais barracas.

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Rodovia atribuída à gestão de Bolsonaro é de 2013 (Fotos)

03 de julho de 2020, 09:40

Foto: Reprodução

Nesta sexta-feira (3), circula nas redes sociais uma postagem que compara fotos supostamente tiradas na BR-163, que é a rodovia que liga o Rio Grande do Sul ao Pará, passando por quatro estados: Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso.

A imagem de cima, com um atoleiro, é referente ao período do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A debaixo, com uma estrada pavimentada e sinalizada, é atribuída ao governo do presidente Jair Bolsonaro.

A montagem foi publicada originalmente pelo deputado federal Coronel Armando

A montagem das duas imagens foi publicada originalmente pelo deputado federal Coronel Armando (PSL-SC). “BR-163: Lula, antes. BR-163: Bolsonaro, depois”, diz a legenda da postagem.

A informação é falsa. A foto que supõe ser de um trecho da BR-163 depois de o presidente  Bolsonaro assumir o governo, na realidade, mostra a rodovia SP-351. A imagem está disponível na internet desde 7 de maio de 2013 e não tem relação com a atual gestão.

De acordo com a página oficial do governo de São Paulo no Flickr, a foto foi tirada em Nuporanga, cerca de 340 quilômetros da capital paulista, pelo fotógrafo Guilherme Lara Campos.

A foto já foi utilizada em outra peça de desinformação

As Obras para a pavimentação e duplicação entre no Mato Grosso e no Pará, estão sendo realizadas desde 2013. A estrada possui mais de 3 mil quilômetros de extensão, ligando Tenente Portela (RS) a Santarém (PA). Ademais, uma estrada entre Flexal (distrito de Óbidos, PA) e Oriximiná (PA), localizada na margem norte do rio Amazonas, também é considerada parte da BR-163.

A foto sinalizada como sendo de um trecho da BR-163, na verdade, mostra a rodovia SP-351

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Em 48 horas Jacobina registra 23 novos casos de coronavírus, uma média de 11,5 contaminados por dia

02 de julho de 2020, 15:31

Foto: Notícia Limpa

Se a preocupação do jacobinense já era grande quando o município atingiu uma média de pouco mais de 2,5 infectados pelo coronavírus por dia, com a divulgação dos novos números de contaminados nas últimas 48 horas preocupa muito mais. De terça-feira, dia 30 de junho, até esta quinta-feira (2) a quantidade de casos confirmados passou de 115 para 138, uma média de 11,5 infectados por dia.

Enquanto os números aumentam em Jacobina, ao contrário de outras cidades da região, a vida prossegue na normalidade, com praticamente todos os serviços considerados essenciais e não essenciais funcionando. Todo o comércio está de portas abertas. Com destaque para as agências bancárias, lotéricas e agentes bancários, as aglomerações são vistas em vários pontos da cidade, ao contrário da presença da vigilância sanitária ou profissionais da saúde municipais para orientar e, ou, disponibilizar itens de proteção individual como máscaras e álcool gel para a população, principalmente na feira livre.

De acordo o último Informativo Epidemiológico da Secretaria de Saúde, além dos novos 13 casos de coronavírus, 58 contaminados já estão curados da Covid-19, 66 pessoas estão com o vírus ativo (64 em monitoramento residencial e 2 em internamento) e 3 exames aguardam resultados do Laboratório Central da Bahia (Lacen). Os bairros com os maiores índices de infectados são: Leader (17 casos), Peru (15) e o Mundo Novo (10).

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Justiça libera livro de sobrinha sobre Trump, ‘homem mais perigoso’

02 de julho de 2020, 11:52

Foto: Reprodução

O juiz Alan Scheinkman, do tribunal de apelações de Nova York, suspendeu nesta quarta-feira (1º) a proibição temporária da publicação de um livro em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, é descrito por uma de suas sobrinhas, Mary Trump, como “o homem mais perigoso do mundo”.

Com a decisão, a editora Simon & Schuster poderá manter o lançamento de “Too Much and Never Enough: How My Family Created the World’s Most Dangerous Man” (demais e nunca o bastante: como minha família criou o homem mais perigoso do mundo), programado para 28 de julho.

No livro, Mary, uma psicóloga de 55 anos, relata suas experiências com uma “família tóxica” na casa de seus avós. Ela é filha do irmão mais velho do presidente americano, Fred Trump 2º, que morreu de alcoolismo em 1981, aos 42 anos.

Na terça (30), outro juiz havia emitido uma ordem de restrição temporária contra a publicação do livro até 10 de julho, quando será realizada uma audiência com a presença de Mary e de representantes da editora.

O pedido veio de um irmão do presidente, Robert Trump, segundo o qual a publicação violaria acordo de confidencialidade sobre a disputa pela herança de Fred Trump, pai do presidente e avô de Mary, morto em 1999.

Durante o litígio, Mary e seu irmão, Fred Trump 3º, moveram processo contra três tios -Donald, Robert e Maryanne Trump- por se considerarem roubados pelos novos termos do testamento do avô. A família acabou fazendo um acordo fora dos tribunais.

Na decisão desta quarta, o juiz Scheinkman entendeu que o acordo de confidencialidade não se aplica à editora Simon & Schuester e adiou o julgamento sobre uma eventual violação por parte de Mary Trump.

Para ele, o acordo firmado há duas décadas pode ter sido alterado quando Trump se tornou presidente.

“O interesse legítimo em preservar os segredos da família pode ser uma coisa para a família de um promotor imobiliário, não importa o quão bem-sucedido ele seja”, escreveu Scheinkman. “É outra questão para a família do presidente dos Estados Unidos.”

O juiz disse ainda que ele próprio pode ter que revisar o livro para decidir se sua publicação viola os termos de confidencialidade.

Theodore Boutrous, advogado da sobrinha do atual presidente, afirmou que a suspensão do bloqueio é “uma ótima notícia”.

“Esperamos poder explicar no tribunal por que o mesmo resultado deve ser aplicado para a senhora Trump, com base na Primeira Emenda e na lei básica sobre contratos”, disse.

Para Boutrous, o livro “aborda questões de grande interesse e importância pública sobre um presidente em exercício em um ano eleitoral” e “não deve ser censurado nem por um dia”.

De acordo com a descrição do livro na Amazon americana, Mary “descreve um pesadelo de traumas, relacionamentos destrutivos e uma combinação trágica de negligência e abuso”.

A editora afirma que a sobrinha de Trump “lança uma luz brilhante sobre a história sombria de sua família, a fim de explicar como seu tio se tornou o homem que agora ameaça a saúde, a segurança econômica e o tecido social do mundo”.

“Ela é a única Trump disposta a dizer a verdade sobre uma das famílias mais poderosas e disfuncionais do mundo.”

Mary deve detalhar uma história sobre a reação de Trump à disputa pelo espólio do pai: cortar a assistência médica do sobrinho neto, filho de Fred Trump 3º, que nascera 18 meses antes, com paralisia cerebral.

É esperado que a sobrinha do presidente também revele ter sido a principal fonte de uma série de reportagens do jornal americano The New York Times vencedora do prêmio Pulitzer.

Em um comunicado, a editora Simon & Schuster afirmou que existem precedentes jurídicos bem estabelecidos contra liminares e restrições prévias à publicação de livros.

Recentemente, a mesma editora ganhou na Justiça o direito de publicar o livro escrito pelo ex-assessor de Segurança Nacional da Casa Branca John Bolton.

“The Room Where It Happened: A White House Memoir” (a sala onde aconteceu: um livro de memórias da Casa Branca) denuncia movimentações do presidente americano para prejudicar seus adversários políticos e favorecer seus interesses pessoais -em especial, sua reeleição em novembro.

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