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Há 156 barragens em situação crítica no País

08 de setembro de 2020, 08:18

Foto: Reuters

Com 259 mortos e 11 desaparecidos até agora, a tragédia de Brumadinho, em 25 de janeiro de 2019, continua responsável pela revelação de dados alarmantes sobre a segurança das represas no País. O aumento da fiscalização nas estruturas, ocorrido após o rompimento e considerando reservatórios de geração de energia e de água, acusou a existência de 156 estruturas em condições críticas em 22 Estados em 2019, ante 68 no ano anterior, alta de 129,5%.

O levantamento indica presença de problemas estruturais. Não há risco só em Sergipe, Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso e Distrito Federal. Do total, 49 são de mineração e parte tem grande poder de destruição no caso de ruptura. Os dados sobre as barragens constam do relatório de Segurança de Barragens do ano passado da Agência Nacional de Águas (ANA).

A tragédia em Brumadinho foi a segunda de grandes proporções em três anos. Em 5 de novembro de 2015, a barragem da Samarco se rompeu em Mariana, matando 19. O distrito de Bento Rodrigues foi destruído. A lama que desceu chegou ao Rio Doce e ao Espírito Santo.

O relatório da ANA, feito no ano de Brumadinho, acusa aumento de 135%, na comparação com 2018, nas fiscalizações. O número de inspeções no local cresceu de 920 para 2.168. O relatório mostra também que, das 156 barragens em estado crítico, mais da metade, 80, está em Minas Gerais. Houve ainda recorde no número de registros de acidentes e incidentes envolvendo barragens, 12 e 58, respectivamente, em 15 Estados.

O Brasil tem 19.388 estruturas de mineração, geração de energia e armazenamento de água. O relatório da ANA afirma não haver informações completas de 11.826, ou 61%. Não houve avanço: em 2018, a quantidade nessa situação era de 11.767. A ausência de informações, como dimensões das barragens e volume do que guardam, têm como consequência a impossibilidade de se prever os impactos contra a vida humana e o meio ambiente e o enquadramento na Política Nacional de Segurança de Barragens (PNSB).

A própria ANA classifica a situação como fundamental para a segurança da população. “Isso mostra que ainda há um enorme passivo de informações básicas, o que se torna um desafio que deve ser enfrentado pela maioria dos órgãos fiscalizadores, notadamente os de barragens de acumulação de água”, informa seu relatório. A PNSB determina as regras para administração da segurança. Segundo a agência, “a definição se a barragem se submete ou não à PNSB é fundamental (…) para que a sociedade conheça qual o universo de barragens que geram algum tipo de preocupação em caso de eventual rompimento, permitindo a cobrança e a fiscalização de seus empreendedores”. Essa política completou dez anos na sexta-feira.

A coordenadora de Regulação de Serviços Públicos e de Segurança de Barragens da ANA, Fernanda Laus, afirma que nem todas as barragens em condições críticas correm risco de ruir. A técnica diz que o relatório pode não significar uma piora. “O que aconteceu é que as informações passaram a chegar. As pessoas foram mais a campo”, diz. Os dados são repassados à agência por um conjunto de 33 entidades fiscalizadoras. “O que desenvolvemos é um trabalho de conscientização. Ajudamos com ferramentas para que os responsáveis pela fiscalização atuem”, comenta. A ANA oferece, por exemplo, cursos pela internet com orientações nesse sentido.

Mineração

O diretor da Agência Nacional de Mineração (ANM), Eduardo Leão, afirma que a tragédia de Brumadinho foi responsável pela impulsão no número de fiscalizações. “Passamos o ano inteiro correndo atrás”, afirma. Conforme o diretor, algumas estruturas chegaram a passar por sete inspeções em 2019. Leão diz ainda que o fato de o órgão, que era antes Departamento Nacional de Pesquisa Mineral (DNPM), ter virado agência, em 2018, contribuiu para mais fiscalizações.

Na área da mineração, segundo dados da ANM, há 441 barragens, de um total de 841, inseridas na PNSB. Ou seja, não existem informações completas sobre 400. Leão afirma que as estruturas provavelmente não oferecem risco, mas que não há garantia de que problemas não venham a ocorrer. “Toda barragem é um ser vivo.

Pode haver o impacto de uma chuva, por exemplo”, avalia. “Quanto mais informações, melhor para se fazer a gestão.” Segundo o diretor, a agência ainda passa por dificuldades como número reduzido de fiscais, são 30 para todo o País, e uso de sistema de computadores ultrapassados.

O professor do Departamento de Engenharia de Minas da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Roberto Galéry, diz que a tendência continua a ser a extinção de reservatórios de rejeitos, como os que ruíram em Mariana e Brumadinho. “Ficou provado que essas barragens não são seguras.” O especialista defende ainda maior atenção à desativação dessas estruturas. “É preciso tomar atitudes para que acidentes não ocorram mais. As barragens que estão em estado crítico têm de ter as atividades suspensas”, defende. “Depois de Brumadinho, que foi uma reincidência no Brasil, foi atingido um nível de gravidade maior.”

Galéry aponta que o sistema de segurança de barragens no Brasil, que prevê a responsabilidade para o dono da estrutura, e a fiscalização ao poder público, é o ideal, mas pode apresentar falhas. “Não há pessoal suficiente para fiscalizar. Por outro lado, empresas grandes costumam se preocupar mais com a operação, que gera receita, e descuidar da parte da segurança, que apenas cria despesa.”

O presidente do Conselho Diretor do Instituto Brasileiro de Mineração (Ibram), Wilson Brumer, afirma que as rupturas de barragens já provocaram mudanças no comportamento das empresas dentro e fora do País. “O que aconteceu em Brumadinho e Mariana serviu de grande alerta para o setor como um todo, até no exterior. Empresas que não sentiam que podiam ter problemas pararam para pensar: ‘Aconteceu lá, poderia acontecer aqui também’.” Serviu de alerta, então.

Conforme Brumer, as companhias do setor passaram a buscar mais transparência e segurança. “Há mais comunicação e empenho para que a ANM seja fortalecida. O clima dentro do setor é de mudança”, afirma. O presidente do Ibram indica, no entanto, que o setor poderá encontrar dificuldades exatamente no descomissionamento das barragens.

“Não é algo simples de se fazer. Cada uma tem de ser avaliada dentro de seu perfil. Se fechar de forma inadequada, pode acontecer um acidente.”

Pandemia

Os números deste ano talvez sejam diferentes. O diretor da ANM adiantou que a pandemia do novo coronavírus atrapalhou as fiscalizações ao longo de 2020, sobretudo em relação à contração de serviços e equipamentos para o trabalho. “Não paramos, mas tivemos problemas, por exemplo, para locação de veículos para o deslocamento das equipes.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Terraplanistas ficam perdidos em alto-mar ao tentar atingir ‘borda do mundo’

07 de setembro de 2020, 14:40

Foto: Reprodução

Que a Terra é redonda, a ciência já provou, mas para um grupo que insiste em questionar o fato, esse corpo celeste onde habitamos é plano. E foi na busca de alcançar a borda deste planeta em suposto formato de disco que um casal de terraplanistas italianose perdeu em alto-mar e precisou ser resgatado.

A história, no mínimo curiosa, foi publicada pelo jornal argentino Clarín.

De acordo com a publicação, os dois partiram do porto da ilha de Lampedusa (entre a Sicília, na Itália, e o Norte de África) oceano adentro com a missão ancorar no limite do fim da Terra e o espaço.

Só que plano foi abortado, quando o casal se perdeu no Mar Mediterrâneo. O barco deles foi encontrado por um funcionário do Ministério da Saúde da Itália, chamado Salvatore Zichichi, que os ajudou a usar uma bússola para navegar de volta para o porto.
 
“O engraçado nisso é que eles usaram uma bússola que funciona de acordo com o magnetismo da Terra, um conceito que, como pessoas que acreditam na Terra plana, eles deveriam rejeitar”, declarou Zichichi.
 
De volta à Itália, o casal teve de passar por várias semanas de quarentena por causa da pandemia de COVID-19.
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‘Pra dar ao povo’: em ato do MDB no Piauí, ex-prefeito diz que roubou menos que o atual

07 de setembro de 2020, 14:28

Foto: Reprodução

Ex-prefeito da cidade de Cocal, no Piauí, José Maria Monção comparou-se ao atual detentor do cargo, Rubens Vieira (PSDB), e disse ter roubado menos que ele. A afirmação foi feita durante convenção do MDB neste domingo (6) para oficializar a candidatura do médico Cristiano Brito para a prefeitura local.

“Temos que mudar o Cocal. Não é que o Cocal seja o fim do mundo, mas com essa administração todos padecem. Fui prefeito três vezes, sei do sofrimento, mas também não roubei o tanto que esse aí roubou, não. Esse é descarado, tá afundando o Cocal”, disse Monção, segundo a coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo.

Os presentes reagiram ao depoimento com risadas e palmas. O evento contou com a presença do senador Ciro Nogueira, presidente nacional do PP.

“Posso até ter tirado alguma coisa, dado para os pobres. Na verdade, ninguém pode ser tão sincero. Se eu tivesse feito tudo direito não tinha ido preso, né? Se eu fui preso tem algum motivo”, disse Monção.

“Mas político que rouba, rouba para dar para o povo. Difícil roubar para si. Agora esse aí [Rubens Vieira] roubou para ele. A maior mansão de Cocal é a dele”, completou.

Em 2009, Monção foi preso durante Operação Harpia da Polícia Federal, acusado de participação no desvio de R$ 2,6 milhões do Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação).

Fonte: Bahia.ba

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Após juíza proibir Globo de exibir caso Queiroz, ABI compara decisão à ditadura

05 de setembro de 2020, 21:43

Foto: reprodução

AAssociação Brasileira de Imprensa soltou nota neste sábado, 5, para repudiar a decisão da juíza Cristina Serra Feijó, da 33ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, que proibiu a TV Globo de veicular documentos da investigação contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ). O filho ’01’ do presidente Jair Bolsonaro está prestes a ser denunciado no âmbito do processo sobre as chamadas ‘rachadinhas’ de quando era deputado estadual.

“Parece estar se tornando praxe no país a censura à imprensa, tal como existia no tempo da ditadura militar e do AI-5”, diz a ABI. “É mais um atropelo à liberdade de expressão. É urgente que o STF restabeleça o império de lei.”

A associação, cuja sede é no Rio, aproveitou para endossar a pergunta que viralizou nas redes sociais depois que Bolsonaro atacou um repórter que lhe perguntou sobre os cheques de Fabrício Queiroz, suposto operador do esquema de Flávio. A nota é assinada pelo presidente da ABI, Paulo Jeronimo.

“A propósito, sabe-se que os recursos da chamada ‘rachadinha’ alimentaram vultosos depósitos na conta da primeira-dama. Por isso, cabe mais uma vez a pergunta, ainda não respondida pelo presidente da República: Afinal, por que Fabrício Queiroz depositou R$ 89 mil na conta bancária de Michele Bolsonaro?”

A decisão já havia sido criticada pela Associação Nacional de Jornais (ANJ) na noite de ontejm. “Qualquer tipo de censura é terminantemente vedada pela Constituição e, além de atentar contra a liberdade de imprensa, cerceia o direito da sociedade de ser livremente informada. Isso é ainda mais grave quando se tratam de informações de evidente interesse público”, apontou a entidade.

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Pré-candidata do PT em Jacobina afirma desconhecer diálogo com PCdoB sobre frente única

04 de setembro de 2020, 16:47

Foto: Reprodução

A pré-candidata à prefeitura de Jacobina, Mariana Oliveira (PT), disse ao bahia.ba nesta sexta-feira (4) que desconhece a fala do também concorrente ao Executivo municipal, Tiago Dias (PCdoB), onde os dois partidos estariam dialogando dialogando nos bastidores  para montar uma frente única nas eleições de novembro.

Segundo a petista, o partido se disponibilizou a apoiar a pré-candidatura de Tiago quando houve a retirada do interesse do ex-deputado federal, Amauri Teixeira (PT), em concorrer ao pleito pela terceira vez.

“Fiquei surpresa ontem ao ler a matéria porque desconheço os diálogos de bastidores que estão acontecendo. Fizemos todas as conversas necessárias e, na época, em meados de abril e maio deste ano, eles tinham pressa em divulgar a união dos dois partidos. Mas quando acertamos o apoio e o nosso partido solicitou ampla divulgação para o mês de junho, quando já estávamos em pré-campanha oficial, houve recusa do próprio Tiago e do grupo que o acompanha”, explicou.

Mariana disse ainda que o PT decidiu que, caso não conseguisse um acordo para ser a vice de Tiago na chapa, que lançaria sua própria candidatura ao pleito municipal.

“Essa informação foi passada para o PCdoB em todas as conversas que tivemos. Desse modo, no dia 28 de maio, o encontro do PT decidiu pela nossa pré-candidatura, meu nome foi lançado e desde então, temos tido uma ótima receptividade, percebendo que a população quer mudança de verdade na cidade e que há um desejo forte de que o município seja governado por uma mulher”, revelou.

Mariana lembrou também que, mesmo ouvindo rumores de que Tiago já havia fechado acordo com outra pessoa, estipulou um prazo para dar uma resposta a ele sobre ser vice em sua chapa até 30 de agosto.

“De maio até hoje, houve apenas uma tentativa de diálogo, quando me procuraram para perguntar se havia ainda possibilidade de união. Eu disse que responderia até dia 30 de agosto, pois teria que reunir as instâncias decisórias do partido. A executiva do PT decidiu que, se houvesse de fato interesse do PCdoB em compor, que eles fizessem um convite formal”, disse.

Como o convite não chegou até o final do prazo, ela manteve sua candidatura e aguarda a convenção do partido, que será no dia 13 de setembro, para anunciar seu vice, que segundo ela, já está quase fechada.

“A pré-candidatura está firme e forte. Nosso vice muito provavelmente será do nosso partido mesmo, estamos trabalhando para fechar. Nossa convenção está marcada para o dia 13 e não estamos tendo conversas de bastidores, nem com PCdoB e nem com o Podemos. Não fui procurada e, portanto, não houve nenhum diálogo formal para buscar unidade. Nossa intenção nunca foi o isolamento. O meu nome foi disponibilizado para  pré-candidatura a prefeita de Jacobina e assim está mantida a situação”, completou.

Fonte: Bahia.ba

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WhatsApp confirmou existência de seis vulnerabilidades no aplicativo

04 de setembro de 2020, 13:48

Foto: Reprodução

OFacebook anunciou esta sexta-feira, dia 4, que o WhatsApp apresentava seis vulnerabilidades de segurança, as quais foram reportadas a partir de um site dedicado criado pela própria empresa.

Não se sabe como as vulnerabilidades foram descobertas, sendo que o WhatsApp está inscrito numa iniciativa que atribui recompensas a investigadores que consigam detectar estas falhas. Por outro lado, o WhatsApp também tem sistemas automatizados capazes de encontrarem determinados erros.

O WhatsApp informou que cinco das vulnerabilidades encontradas foram corrigdas no próprio dia em que foram descobertas, com a última a ter demorado um pouco mais a solucionar. Entretanto todas encontram-se corrigidas e não há qualquer indicação de que tenham sido aproveitadas por ‘hackers’ ou pessoas mal intencionadas.

 

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Caçador é morto por chifrada de cervo que feriu no dia anterior

03 de setembro de 2020, 22:27

Foto: Reprodução

Mark David morreu no último domingo (30) após ser atingido por uma chifrada de um cervo. De acordo com a polícia, o caçador foi morto pelo mesmo animal que havia ferido com um tiro no dia anterior em Oregon, nos Estados Unidos.

David conseguiu acerta o animal em uma propriedade privada, mas não achou o corpo do cervo antes do fim do dia. Com isso, ele e o dono do local iniciaram a procura do animal no dia seguinte.

Ao se deparar com o cervídeo, o caçador tentou matar o animal que estava ferido. No entanto, o cervo desferiu uma chifrada no pescoço de Mark.

“O proprietário tentou ajudar David, mas ele sofreu ferimentos fatais e morreu”, disse a polícia ao canal Fox News. Não foi informado se o dono da propriedade foi ferido ou como o animal foi morto depois de atacar o caçador. A corporação só informou que a carne do cervo foi doada para ser consumida na prisão do condado de Tillamook.

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Equipes de resgate detectam batimentos cardíacos nos escombros de Beirute

03 de setembro de 2020, 15:25

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Equipes de resgate, entre elas uma equipe chilena, escavavam nesta quinta-feira (3) em busca de sobreviventes entre os escombros em um bairro da capital libanesa destruído pela explosão de um mês atrás no porto adjacente, depois que seus scanneres detectaram um batimento cardíaco.

Um cão farejador utilizado pelos socorristas chilenos na noite de quarta-feira respondeu a um rastro procedente do local onde um prédio desabou no bairro de Gemmayzeh, explicou o governador da cidade de Marwan Abboud à imprensa.

“Pode haver sobreviventes”, disse, acrescentando que os scanners haviam detectado um batimento cardíaco, apesar de serem mínimas as esperanças de encontrar alguém com vida mais de quatro semanas depois da explosão.

Michel al Mur, do departamento de bombeiros de Beirute, afirmou igualmente que haviam detectado um batimento a cerca de dois metros abaixo dos destroços.

“Uma pessoa, de acordo com a câmera [térmica], ainda tem pulsação”, acrescentou.

O prédio desabou completamente devido à explosão que matou 191 pessoas, feriu mais de 6.500 e destruiu áreas inteiras de Beirute.

Sete pessoas continuam desaparecidas, segundo o exército libanês.

Os socorristas chilenos, as equipes de defesa civil libanesas e os bombeiros de Beirute continuam escavando a área.

Em declarações ao canal local LBCI, um socorrista disse que os scanners reconheceram uma frequência respiratória de “19 respirações por minuto”.

Na sexta-feira, fará um mês da explosão que, segundo as autoridades, foi causada por toneladas de nitrato de amônio armazenadas há anos no porto de Beirute.

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Eleições 2020: campanha oficial começa em 27 de setembro, 49 dias antes do voto

03 de setembro de 2020, 10:55

Foto: Reprodução

Passam a ser autorizados comícios e publicidade eleitoral em sites e jornais; pandemia aumenta relevância da internet e da TV
 
Em eleições municipais anteriores a 2016, o início das campanhas eleitorais era marcado por eventos de rua, comícios e carreatas. Os vereadores, que têm atuação regionalizada e eleitorado em áreas específicas da cidade, levavam os candidatos a prefeito para seus redutos. “Boa parte do convencimento era feito corpo a corpo, com cabos eleitorais. Isso fica comprometido – vai acontecer ainda, mas em escala menor”, aposta o marqueteiro André Gomes.
 
Especialistas ouvidos pelo Estadão acreditam que a pandemia da covid-19 – que causou o adiamento de todo o calendário eleitoral no Brasil e motivou autoridades do mundo inteiro a emitir ordens de quarentena – tem o potencial de coroar a já acelerada tendência de se fazer uma campanha cada vez mais digital.
 
“Acho muito difícil criar aquele ‘esquenta’ que em que os candidatos saem pelos bairros”, afirmou Gomes. “Muda a intensidade e o conteúdo da campanha: se você não tem uma presença no dia a dia que normalmente se tinha, precisa pensar em uma campanha digital e em um conteúdo que consiga disputar a atenção das pessoas na internet”, acrescentou.
 
A própria Justiça Eleitoral, reconhecendo o potencial risco trazido pelos encontros presenciais, já informou que aceitará a validade de convenções partidárias virtuais para a confirmação dos candidatos. A decisão foi tomada em âmbito nacional pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que permitiu por meio da resolução 23.623 que foto ou vídeo de reunião virtual possa servir como ata da reunião exigida pela lei.
 
“Em caso de necessidade de divulgação do vídeo, (será difundida) somente a parte com a anuência dos convencionais, preservando questões internas dos partidos”, afirmou o ex-ministro do TSE Henrique Neves.
 
A maioria das agremiações, no entanto, ainda tem receio quanto ao novo formato. Em São Paulo, dos cinco partidos cujos diretórios municipais já têm data para a realização do evento oficial – PSDB, PC do B, PSD, Novo e Patriota – apenas os dois últimos cogitam uma convenção 100% virtual.
 
Fonte: Portal TERRA
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Projeto de desenvolvimento rural da Bahia é referência para Angola

02 de setembro de 2020, 18:29

Foto: SDR

O Bahia Produtiva vem se consolidando como referência em projeto de desenvolvimento rural em todo o mundo. Desta vez, representantes de Angola puderam conhecer as estratégias e o trabalho que vem sendo realizado em toda a Bahia, beneficiando 41.638 famílias de agricultores familiares.

Durante dois dias, representantes do Governo do Estado estiveram reunidos com gestores do Governo de Angola em um intercâmbio virtual, quando foram apresentadas as metodologias utilizadas pelo projeto, a exemplo da criação de áreas específicas como Monitoramento e Avaliação do Projeto, Assistência Técnica e Extensão Rural e Ação de Segurança Alimentar, Inteligência de Mercado e da Comunicação.

O Bahia Produtiva é executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR). Em Angola, está sendo desenvolvido o Projeto de Desenvolvimento da Agricultura Comercial (PDAC), do Ministério da Agricultura e Pesca (Minagrip). Ambos contam com o cofinanciamento do Banco Mundial.

O diretor-presidente da CAR, Wilson Dias, destacou que o Bahia Produtiva tem o grande desafio de implementar projetos tecnicamente e economicamente viáveis: “Procuramos um caminho que começa na manifestação de interesse por meio dos editais. Com isso, já dá a possibilidade de a comunidade interagir e mostrar que aquele projeto é viável. Para que o investimento seja consumado, analisamos, fazemos um plano de custeio, vemos o que o projeto precisa para ter um retorno financeiro, se tem sustentabilidade. Temos assim organizações bem estruturadas, com capacidade de se sustentar, e isso se deve a todos esses pontos que asseguram a viabilidade”.

A gerente do projeto PDAC e especialista Sênior em Desenvolvimento Rural do Banco do Mundial, Izabela Leão, avaliou o Bahia Produtiva como projeto que vem aplicando recursos de forma efetiva: “Nesse tipo de projeto, o Bahia Produtiva é o melhor projeto que eu já vi. Temos projetos semelhantes, mas o Bahia Produtiva é completo nas suas atividades, componentes e no capital humano, no compromisso pessoal e profissional com a agricultura familiar do Brasil”.

O coordenador do projeto PDAC, Pedro Dozi, se mostrou empolgado em replicar a experiência em Angola: “Foi muito importante termos contato com um projeto que já teve grandes avanços. A Bahia está realizando um projeto similar, mas como várias iniciativas peculiares. Com certeza teremos um contato permanente para aprender e executar melhor nosso projeto. Esse intercâmbio nos abriu os horizontes. Agradecemos ao Governo da Bahia pela disponibilidade em compartilhar a experiência”.

O Bahia Produtiva já investiu em R$540,7 milhões, em 1254 projetos com ações nos 27 Territórios de Identidade do estado voltadas para integrar a produção às agroindústrias, assim como para agregação de valor e acesso aos mercados. Entre os objetivos do projeto estão a inclusão produtiva e o acesso a mercados, segurança alimentar e nutricional, melhoria do acesso ao serviço de abastecimento de água e saneamento, infraestrutura básica necessária para apoiar a produção e a comercialização, entre outros.

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