Artista restaura cor de brasileiros fotografados às vésperas da abolição

23 de setembro de 2019, 10:27

Nada se sabe sobre o homem de cabelos grisalhos e olhar triste na foto acima, retratado pelo fotógrafo alemão Alberto Henschel no Brasil por volta de 1869, alguns anos antes da Lei Áurea. A legenda do retrato original, à esquerda, diz apenas "tipos negros". (Foto: Marina Amaral)

O retrato à direita foi restaurado e colorido pela artista brasileira Marina Amaral e é uma das 22 fotografias que a artista está recuperando para sua série "Escravidão no Brasil". "Quando a gente olha para os números e para a escala enorme do que foi a escravidão, fica tudo meio abstrato. Mas quando consegue olhar para as pessoas... Ver cada rosto deixa tudo menos abstrato, cria uma conexão", disse à BBC News Brasil. A mineira de 25 anos é artista digital especializada em colorir fotos antigas em preto e branco – ficou conhecida mundialmente por dar cor a fotos das vítimas dos campos de concentração de Auschwitz. Ela diz que sempre teve vontade de criar um projeto sobre história do Brasil, mas tinha dificuldade de encontrar um arquivo que tivesse fotos em alta resolução. "Até descobrir esses 22 retratos através de uma biblioteca de Berlim", diz ela à BBC News Brasil. Encontrar fotografias de escravos do século 19 é algo raro. Nas poucas vezes em que eram retratatos, era como parte da propriedade de algum grande senhor de escravos. Pelas roupas e adereços desta moça retratada, e possível que ela fosse livre Mesmo sobre o ensaio de Alberto Henschel não há muitas informações. "O que se sabe é que elas chamaram muita atenção na época porque ele tentou retratá-los com um certo nível de dignidade que não era comum", diz Marina. Henschel era um fotógrafo profissional alemão que se tornou um dos pioneiros da fotografia no Brasil no século 19 e chegou a retratar a a monarquia brasileira, incluindo o imperador Dom Pedro 2º e sua família. Seus primeiros estúdios foram em Recife e em Salvador. A partir de 1870, ele passou a atuar também no Rio de Janeiro e em São Paulo. É possível que entre os negros retratados por Henschel também houvesse homens e mulheres livres — sua luta por liberdade era constante e muitos conseguiram conquistar sua própria liberdade antes das leis que foram progressivamente abolindo a escravidão, até o seu fim definitivo com a Lei Aurea, em 1888. O processo de colorir Para Marina, colorir as fotos ajuda a trazer o observador para mais perto das pessoas retratadas. "Aplicar cores a esses fotos permite que as pessoas criem uma empatia maior, humaniza as vítimas. Fotos monocromáticas parecem uma coisa quase irreal, parece que aconteceu há tanto tempo, que não foi de verdade", afirma. Este retrato foi o primeiro colorido por Marina Amaral para sua série sobre escravidão no Brasil "Mas, com cor, ainda mais em um mundo tão cheio de estímulos, é mais fácil de entender, aproxima. Eles passam a ser pessoas como a gente, e não só personagens de livros." Marina passa cerca de três a cinco horas colorindo cada foto - caso os originais estejam em bom estado. As que estão mais danificadas e precisam de restauração antes demoram muito mais. "A segunda foto da série (veja abaixo) demorou entre 10 e 12 horas, porque tive que limpar as partes danificadas." Marina explica que o processo de descobrir as cores em fotos antigas é uma mistura de pesquisa histórica com escolhas artísticas. Para retratar o tom de pele de cada um, ela faz uma interpretação a partir da escala de cinza das fotos originais. Esta é a segunda foto da série e foi tirada em Recife "Como não temos muitas informações sobre as pessoas, é uma interpretação mais artística", diz ela. "No caso da roupa dos escravos, sei que eles jamais poderiam usar tons muito chamativos. Usavam muito branco e creme. Uso como referência pinturas históricas e desenhos que foram feitos na época", explica. "Olhando para as fotos também é possível saber onde as roupas estavam mais desgastadas e sujas." Ampliação "Foi a primeira que eu fiz algo relacionado à história do Brasil que gerou um impacto tão grande", diz Marina, sobre a reação positiva que os dois primeiros trabalhos da série tiveram nas redes sociais. Inicialmente, ela ia apenas postar as fotos em sua rede, mas quando viu a reação decidiu fazer algo maior. "Resolvi convidar alguns professores e autores brasileiros parar dar um contexto para as fotos. A idéia principal é apresentar a história do Brasil para os meus seguidores de fora, já que a maior parte do meu público é da Europa e dos Estados Unidos", diz ela. As legendas são publicadas em inglês e português. "E também que falem dos impactos desse período nos dias de hoje, porque vivemos as consequências da escravidão todos os dias."

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Mais de 2.000 radares estão desligados nas BRs — e acidentes cresceram

23 de setembro de 2019, 08:01

(Foto: Reprodução)

Governo não renovou nem substituiu contratos para 2.811 radares fixos nas rodovias, segundo dados oficiais obtidos pelo jornal O Globo. As rodovias federais brasileiras estão operando parcialmente sem radares desde março deste ano. A informação vem de dados obtidos pelo jornal O Globo por meio da Lei de Acesso à Informação. Quase todos os equipamentos que estavam operando em janeiro nas vias foram desativados a partir de março deste ano, uma promessa do presidente Jair Bolsonaro, que afirmava com frequência que desejava acabar com o que chama de “indústria da multa”. O governo não renovou nem substituiu contratos para 2.811 radares fixos nas rodovias federais. Ainda segundo as informações obtidas pelo Globo, sobraram somente 439 equipamentos permanentes nas estradas geridas pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). As estradas do Dnit representam 90% da malha rodoviária federal. Em agosto, também foram suspensos o uso de 299 radares portáteis da Polícia Rodoviária Federal, por ordem de despachos do presidente Jair Bolsonaro. Acidentes aumentam Com radares desligados, os acidentes considerados graves, isto é, com mortos ou feridos, tiveram alta de 2% entre janeiro e julho deste ano. Enquanto isso, o número de acidentes no geral caiu 8% na comparação com o mesmo período de 2018, segundo levantamento do programa SOS Estradas com base em dados da Polícia Rodoviária Federal. Especialistas em segurança no trânsito alertam que, sem os radares, acidentes por excesso de velocidade podem aumentar. A alta em acidentes graves é a primeira desde 2011. Na ocasião, o Brasil se comprometeu com a Organização das Nações Unidas a adotar as metas da entidade para tornar o trânsito mais seguro.  

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Guarani morto ao defender território pode ser primeiro santo indígena brasileiro

23 de setembro de 2019, 07:43

(Foto: Reprodução)

Reportagem de Paula Sperb na Folha de S. Pauloa informa que a frase “Esta terra tem dono” é atribuída ao guarani Sepé Tiaraju (1723-1756) durante a batalha em que tentava proteger 30 mil índios de uma remoção forçada pelo exército unificado dos reinos de Portugal e Espanha. Ele e outros 1.500 índios morreram no conflito que ocorreu na região da atual cidade de São Gabriel, no Rio Grande do Sul. De acordo com a publicação, herói oficial registrado no Panteão da Pátria ao lado de figuras como Getúlio Vargas e Leonel Brizola, Sepé agora pode ser o primeiro santo indígena do país. O Vaticano autorizou em 2017 o início de seu processo de canonização. Desde então, ele já é considerado como “servo de Deus”. O processo pode durar anos, sem previsão de término. O indígena ainda terá de ser venerável, beato e, finalmente, santo. Nesse período, a relação com os fiéis é fortalecida e uma oração já foi escrita (leia mais abaixo). “A canonização confirmará o que já é realidade junto ao povo. Sepé Tiaraju foi santificado praticamente desde a sua morte e há muitos anos já é chamado de São Sepé pelas pessoas. Tem cidade chamada São Sepé, rua, mercado…”, diz o padre Alex Kloppenburg, 65, da paróquia de dom Pedrito, cidade da região das Missões Jesuíticas, onde o indígena viveu —as ruínas das Missões são tombadas como patrimônio da humanidade pela Unesco. O fato de o papa Francisco ser tanto argentino como jesuíta pode trazer simpatia à causa brasileira no Vaticano, mas dificilmente irá acelerar o processo de canonização. Sepé deve ser transformado em santo não por operar graças e milagres, mas por ser considerado um mártir. Para o padre Kloppenburg, Sepé morreu também por sua fé —ele compunha a terceira geração de guaranis missioneiros, ou seja, católico de nascimento, sem ter sido catequizado. Mas o conceito de mártir da Igreja Católica foi ampliado, explica o teólogo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), frei Luiz Carlos Susin, completa a Folha.

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Primavera começa nesta 2ª feira, com previsão de pouca chuva e temperaturas acima da média

23 de setembro de 2019, 07:22

Primavera terá pouca chuva e temperaturas acima da média (Foto: Reprodução)

"Apesar do fenômeno El Niñom ter se desconfigurado e a estação ser marcada pela neutralidade climática, estamos longe de caminharmos para a regularização das chuvas", disse Graziela Gonçalves, meteorologista da Climatempo. Durante os meses de setembro e outubro, as chuvas mais significativas ficarão concentradas no Sul do País. Em outubro, a temperatura na maior parte do País ficará acima da média, mas sem apresentar longos períodos com extremos. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a temperatura ficará de 0,5ºC a 1,5ºC mais alta em Estados do Nordeste.  "Muitas áreas ficam com chuva abaixo da média climatológica, e as regiões que têm previsão de chuva também sofrem com as pancadas irregulares", reforçou a meteorologista. Em novembro, a situação de irregularidade de chuvas persiste, porém já será normal uma maior entrada de umidade. O calor também deve prevalecer. Em dezembro, por enquanto ainda não há perspectiva para grandes mudanças. As temperaturas ficam altas na maior parte das regiões, mais uma vez acima da média. Apenas no sul do Brasil, devido a maior frequência de chuvas, a temperatura ficará abaixo da média. A primavera vai até o dia 22 de dezembro, quando começa o verão (1h19 - horário de Brasília).

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Em entrevista polêmica, Milton Nascimento declara que “música brasileira está uma merda”

23 de setembro de 2019, 03:22

Músico de 76 anos declarou ainda a jornal que anda triste demais com a vida para compor, mas que segue disposto a cantar (Foto: Nathalia Pacheco / Divulgação)

Após repercussão, conta oficial do cantor no Instagram amenizou declaração e citou jovens talentos. O cantor e compositor Milton Nascimento, 76 anos, fez algumas declarações fortes em  entrevista publicada neste domingo (22) no jornal Folha de São Paulo pela colunista Monica Bergamo. Suas críticas foram à qualidade da música atual produzida no país. — A música brasileira tá uma merda. As letras, então. Meu Deus do céu. Uma porcaria – opinou Milton. Emendando: — Não sei se o pessoal ficou mais burro, se não tem vontade (de cantar) sobre amizade ou algo que seja. Só sabem falar de bebida e a namorada que traiu. Ou do namorado que traiu. Sempre traição. Milton, todavia, cita à colunista os nomes de Maria Gadu, Tiago Iorc e Criolo como músicos de que gosta na atual geração. A entrevista repercutiu neste domingo em redes sociais, mas sem contestações veementes. Milton Nascimento era o 19º assunto mais debatido no Twitter no Brasil no final de tarde de domingo (22). Cinco horas depois de publicar uma foto da entrevista em seu perfil oficial no Instagram (@miltonbitucanascimento), a conta do músico fez uma segunda postagem amenizando o título da entrevista e citando outros nomes admiráveis, porém, na sua visão, fora do "mainstream do mercado nacional". Por isso não foram citados. Diz o texto:  "Fora do contexto, o título de uma reportagem pode levar o leitor a conclusões equivocadas. A frase escolhida para a manchete da entrevista que Milton Nascimento deu à jornalista Monica Bergamo se refere exclusivamente à música feita no mainstream do mercado nacional, consumida pela massa. E só a ela. Justamente por isso, os únicos citados por ele como contra-exemplo foram Maria Gadú e Tiago Iorc, dois dos raros artistas talentosos que transitam nesse universo industrial. Bituca jamais se referiu à nova geração brasileira que, à parte do mainstream musical, tem construído a melhor música desse novo tempo." Confira o post do músico, em que marca diversos artistas e manda "um salve" a eles: https://www.instagram.com/p/B2uSBSXBZPA/?utm_source=ig_embed&ig_mid=XMDbQgABAAH7g3a7eU4ZcXUWEnuv Prestes a receber um prêmio da União Brasileira dos Compositores, Milton comenta ainda que não anda "com muita vontade de compor" por estar "meio triste com a vida": — Não com a minha vida, mas com o geral. Quero acreditar, mas não acredito muito no mundo. Principalmente na burrice, na política. Para compor não tenho tido inspiração, não — disse Milton à colunista. O músico conta ainda que foi incentivado a não deixar de cantar pelo ex-presidente uruguaio, José Mujica. — Uma hora ele perguntou para mim: 'Como está a política no Brasil?' Eu falei: 'Tá uma merda. Dá vontade até de parar de tocar'. Ele respondeu: 'Não. Nunca pare de cantar. Porque a música é a coisa que pode salvar o mundo' — contou.

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Partida na Itália é paralisada por racismo contra jogador brasileiro

22 de setembro de 2019, 19:33

Lateral-esquerdo brasileiro Dalbert Henrique. (Foto: Reprodução/Instagram)

Após ouvir insultos racistas da torcida da Atalanta, Dalbert avisou ao árbitro Daniele Orsato, que parou o jogo brevemente. Apartida entre Atalanta e Fiorentina, pela quarta rodada do Campeonato Italiano, teve uma breve paralisação neste domingo em razão de cânticos racistas vindo de torcedores do time da casa em direção ao lateral-esquerdo brasileiro Dalbert Henrique. Após ouvir insultos racistas da torcida da Atalanta, Dalbert avisou ao árbitro Daniele Orsato, que parou o jogo brevemente. A partida foi interrompida aos 31 minutos do primeiro tempo e o sistema de som do estádio Ennio Tardini, em Parma, comunicou a proibição de cânticos racistas e preconceituosos no local. Após cerca de três minutos, o árbitro apitou o recomeço da disputa, que terminou em 2 a 2. Dalbert ficou em campo até os 40 minutos da etapa final, quando foi substituído por Lorenzo Venuti. O centroavante Pedro, ex-Fluminense, é o outro brasileiro no elenco da Fiorentina, que também conta com o veterano francês Franck Ribery, autor do segundo gol da equipe de Florença na partida. Revelado nas categorias de base do Barra Mansa, clube do Rio de Janeiro, Dalbert não jogou profissionalmente no futebol brasileiro. Ele passou pela base do Fluminense e deixou o País para jogar em Portugal, onde atuou pelo Acadêmico de Viseu e pelo Vitória de Guimarães até ser comparado pelo Nice, da França, em 2016. No ano seguinte, a Inter de Milão adquiriu o jogador por 20 milhões de euros (cerca de R$ 91 milhões). Dalbert, no entanto, atuou pouco pelo time de Milão e foi emprestado para a Fiorentina nesta temporada. Este não é o primeiro caso de racismo em partidas na Itália. O belga Romelu Lukaku, recém-contratado pela Inter de Milão, e o marfinense Franck Kessie, meia do Milan, também foram alvos de insultos racistas nesta temporada. Apesar da interrupção da partida neste domingo, nenhum clube recebeu qualquer tipo de punição até aqui.  

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Jacobina – Barraca do Flávio é reaberta em novo endereço

22 de setembro de 2019, 14:02

A nova Barraca do Flávio funciona na Praça Getúlio Vargas, na área do Mercado Municipal (Foto: Notícia Limpa)

No dia 4 de setembro deste ano, após cerca de 60 anos no mesmo local, a Banca de Revistas 2 Lauras, que passou a se chamar Barraca do Flávio, foi demolida pela Prefeitura de Jacobina. O estabelecimento comercial que funcionava próximo à cabeceira da Ponte Francisco Rocha Pires, na avenida Orlando Oliveira Pires, teve seu alvará de funcionamento cassado depois de uma batalha judicial entre o município e o seu proprietário, Flávio Santana. Mas para a alegria dos amigos, clientes e familiares, depois de um acordo com o Executivo Municipal, a Barraca do Flávio passa a funcionar em novo endereço, a praça Getúlio Vargas, na rua que margeia o Rio Itapicuru, na área do Mercado Municipal, conhecido também como ‘Mercado Velho’ e ‘Orla’. Dezoito dias depois da demolição, na manhã deste domingo (22), uma feijoada marcou a reabertura das atividades da nova Barraca do Flávio, que passa a ser o primeiro empreendimento construído no local onde será implantada a ‘Praça de Alimentação’ da cidade. Flávio e sua esposa Maria Ivoneide (Nega), comemoram a reabertura do estabelecimento “Estamos felizes por termos conseguido reerguer nossa barraca. Agradeço a todos os amigos e amigas pelo apoio e solidariedade. Com fé em Deus estaremos trabalhando para manter o sustento de nossa família e proporcionando aos amigos um ambiente de lazer e alegria”, comemora Flávio. A antiga barraca foi demolida pela Prefeitura Municipal

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Gastrite: Quatro causas e seis sintomas. Esteja atento

22 de setembro de 2019, 06:50

Dependendo da causa, os sintomas podem surgir de repente ou vão se agravando gradualmente

Agastrite ocorre quando o revestimento do estômago está inflamado devido ao consumo excessivo de álcool, uso de anti-inflamatórios, altos níveis de ansiedade, stress ou qualquer outra causa que afete o bom funcionamento do estômago. Dependendo da causa, os sintomas podem surgir de repente ou vão se agravando gradualmente.  Eis os sintomas mais comuns que deve ter em atenção: - Dor de estômago constante e em forma de pontada; - Barriga inchada e dolorida; - Sensação de enjoo ou de estômago enfartado; - Digestão lenta e arrotos frequentes; - Perda de apetite, vômitos ou ânsia de vômito; - Dor de cabeça e mal estar generalizado.  Os sintomas da gastrite podem ser leves e surgir ao comer algo picante, gorduroso ou após a ingestão de bebidas alcoólicas, enquanto que os sintomas da gastrite nervosa surgem sempre que o indivíduo está ansioso ou estressado. O que causa a gastrite Existem vários fatores que podem levar ao desenvolvimento de uma inflamação no revestimento da parede do estômago. As causas mais comuns incluem: - Infecção por H. pylori: é um tipo de bactéria que se fixa no estômago, causando inflamação e destruição do revestimento do estômago; - Uso frequente de anti-inflamatórios, como Ibuprofeno ou Naproxeno: este tipo de remédios reduzem uma substância que ajuda a proteger as paredes do efeito irritante do estômago do ácido gástrico; - Consumo excessivo de bebidas alcoólicas: o álcool causa irritação da parede do estômago e também deixa esse órgão desprotegido da ação dos sucos gástricos; - Níveis elevados de estress: o estress crônico altera o funcionamento gástrico, facilitando a inflamação da parede do estômago. Adicionalmente, pessoas com doenças autoimunes, como SIDA, também apresentam maior risco de ter uma gastrite. Embora seja fácil de tratar, quando o tratamento não é feito adequadamente, a gastrite pode resultar em complicações como úlceras ou hemorragias gástricas.   

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Oito décadas depois, novas descobertas reacendem debate sobre como morreu Lampião

22 de setembro de 2019, 06:10

Lampião é um dos personagens mais famosos da história brasileira do século passado (Foto: Bijamin Abrahão/MS)

O jornalista e historiador João Marcos Carvalho, que produziu documentário sobre os últimos dias do cangaceiro, pediu análise das peças que Lampião usava ao morrer.   Mais de oito décadas se passaram, e a história ainda não chegou à conclusão de como Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião, foi morto. O debate ainda rende entre pesquisadores do cangaço e segue longe de um consenso sobre como se deram os últimos suspiros de Lampião. Há até mesmo quem duvide de sua morte. Uma novidade trouxe mais elementos a um debate que parece não ter fim. Trata-se de uma perícia feita nas roupas e objetos que estavam com Lampião no dia da emboscada policial na grota do Angico, sertão de Sergipe, em 27 de julho de 1938. Após as mortes, as cabeças de Lampião, sua esposa Maria Bonita e outros cangaceiros foram cortadas e expostas ao público como troféu no Recife. As peças estavam guardadas intocáveis até então no Instituto Histórico e Geográfico de Alagoas - como a operação que caçou o cangaceiro na caatinga foi feita pela Polícia Militar do Estado, Alagoas herdou o material e o guarda como relíquia até hoje. A análise foi feita pelo perito Victor Portela, do Instituto de Criminalística de Alagoas. A BBC News Brasil teve acesso ao documento inédito, datado de 19 de julho de 2019, que atesta que Lampião teria recebido três tiros. Mas a morte do rei do cangaço apresenta teses e mais teses. Uma delas é que Lampião e o bando foram envenenados antes do tiroteio, e que a polícia disparou contra o grupo já morto. Há quem defenda que o rei do cangaço não morreu em Angico, mas, sim, um sósia - o verdadeiro cangaceiro teria morrido com 100 anos em Minas Gerais. Segundo perícia, tiro acertou o punhal usado por Lampião e foi desviado para a região umbilical Foto: Ingryd Alves / BBC News Brasil   "Se quiser, conto as duas mil teses que existem sobre a morte", brinca o historiador e jornalista João Marcos Carvalho, autor do documentário ainda inédito Os Últimos Dias do Rei do Cangaço. Foi ele quem pediu ao perito alagoano uma análise das peças, que deve reabrir um debate que parecia ter encontrado seu fim no ano passado, quando o escritor Frederico Pernambucano de Mello publicou livro Apagando Lampião. Na publicação, o pesquisador do cangaço afirma que Lampião morreu com um único tiro disparado a oito metros de distância pelo cabo Sebastião Vieira Sandes. A versão ainda diz que o tiro certeiro foi dado de fuzil, conforme relatado pelo próprio policial alagoano autor do disparo - que o procurou quando estava com doença terminal em 2003 para revelar o que seria o maior segredo. Debate Para Carvalho, a tese de Frederico está errada. Ele diz que Lampião foi morto pela polícia em uma emboscada e estava com outros integrantes do grupo quando foi surpreendido. Em busca de mais detalhes sobre o enigma da morte do cangaceiro, Carvalho pediu um laudo ao perito alagoano. "Procurei o perito Victor Portela e solicitei a análise daqueles objetos que estavam guardados e nunca tinham sido mexidos", explicou. À BBC News Brasil, o perito disse que de imediato aceitou a missão. Ainda em 2018, ele iniciou a análise no punhal, nas cartucheiras e nos bornais (tipo de bolsas usadas pelo cangaço) de Lampião. Segundo ele, foram percebidos pontos de impacto e perfurações nos materiais utilizados. Perito Victor Portela, que fez análise das roupas e objetos que lampião estava usando na hora de sua morte Foto: Ingryd Alves / BBC News Brasil   O laudo de Portela diz que foram três tiros. O primeiro deles acertou o punhal, e a bala acabou desviada para a região umbilical; outro atravessou a cartucheira - que era utilizada no ombro - e atingiu o coração; e o terceiro atingiu cabeça. Para o perito, é impossível saber qual dos tiros - ou se a combinação deles - matou Lampião. Mas ele destaca que sua experiência como perito aponta um dado controverso das teorias até então: os disparos no peito e na barriga não matariam o cangaceiro instantaneamente. "Ele poderia morrer alguns minutos depois pelo sangramento. Só o tiro na cabeça o mataria rápido, mas não temos como dizer a cronologia dos disparos", explicou. Um dos pontos novos apresentados no laudo veio da análise dos bornais feitos por Dadá (famosa cangaceira do grupo), que tinham duas marcas de tiros. João Marcos crê que Lampião não teve tempo de vesti-los no momento do tiroteio. "Quando o bando chegou à grota, o local não estava em um silêncio de catedral. Lampião estava vestindo a cartucheira, o punhal e tomou os tiros ali. Não deu tempo de ele vestir os bornais", explicou. Perícia também analisou bornais (bolsas usadas pelo cangaço) de Lampião Foto: Ingryd Alves / BBC News Brasil Neta rechaça ideia de um tiro Vera Ferreira, neta de Lampião, disse à BBC News Brasil acreditar que a perícia recente sustenta a teoria mais correta a respeito da morte do avô. Ferreira não acredita na versão de tiro único, nem de envenenamento, muito menos de que seu avô sobreviveu e morreu em Minas Gerais. "Quando o corpo do meu avô foi periciado, apontou-se três tiros", disse. Questionada sobre a versão de que o cabo Sandes ter matado o avô, Vera afirmou que não é possível saber quem matou Lampião. "Quem deu o tiro de misericórdia? Imagine várias pessoas atirando ao mesmo tempo, o mesmo alvo, ninguém sabe", completou. O 'julgamento' de Lampião Além da polêmica da forma da morte, a história de Lampião também levanta o questionamento: herói ou bandido? Matar Lampião era um desejo das autoridades brasileiras desde a segunda metade da década de 1930. A ordem foi dada pelo então presidente Getúlio Vargas. Atendendo a pedidos de políticos nordestinos, ele impôs uma longa caçada ao bando. Neta de Lampião, Vera Ferreira rebate tese de que cangaceiro morreu com apenas um tiro Foto: Ingryd Alves / BBC News Brasil   Um seminário marcado para 2020, em Piranhas, sertão de Alagoas, vai levar as teses da morte e "julgar" se Lampião era herói ou bandido. "Existem aqueles que defendem que Lampião era bandido, mas alguns dizem que o cangaceiro era uma vítima da sociedade. Vamos analisar isso". O júri será composto por promotores, juízes, advogados e os historiadores, aos quais serão apresentadas as versões, casos e opiniões. O perito Victor Portela também contou que na ocasião será apresentado o laudo. "Vamos utilizar a perícia para excluir teorias que não são compatíveis com os fatos que foram levantados. Vamos filtrar e excluir teorias que realmente não batem", disse. "Além do julgamento queremos posteriormente fazer uma análise no local com reprodução simulada para ver os pontos de impacto no local", disse.    

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Cura para Alzheimer pode estar nas células de gordura do corpo humano

21 de setembro de 2019, 11:03

(Foto: Alzheimer)

Um estudo com dez participaram, com uma média de 76 anos e a viver há cerca de seis anos com a doença foram administradas entre uma a oito doses de células estaminais do tecido adiposo autólogo (do próprio). Os resultados de um ensaio clínico recente, realizado nos EUA, indicam que a administração de células do tecido adiposo em doentes com Alzheimer é capaz de atrasar o declínio nas capacidades cognitivas, característico desta doença. No estudo participaram dez doentes, com uma média de 76 anos e a viver há cerca de seis anos com a doença, aos quais foram administradas entre uma a oito doses de células estaminais do tecido adiposo autólogo (do próprio), obtidas através de lipoaspiração. Em vez da progressiva deterioração cognitiva que tipicamente se observa na doença de Alzheimer, os investigadores observaram, em oito doentes, uma estabilização ou mesmo melhoria nas capacidades cognitivas. Em três dos doentes notou-se, ainda, uma melhoria da performance nos testes de memória e nos níveis de proteína tau (uma das proteínas com papel fundamental na doença de Alzheimer). Para além disso, em dois doentes observou-se o aumento do volume do hipocampo – zona do cérebro relacionada com a memória – o que indica que houve crescimento da massa cerebral nesta região. Apenas dois doentes apresentaram complicações, que foram rapidamente resolvidas. Estes resultados estão em concordância com um estudo anteriormente realizado em modelo animal, onde se demonstraram melhorias na capacidade de aprendizagem e memória nos ratinhos tratados com células estaminais do tecido adiposo, comparativamente aos não tratados, diminuição da proteína beta amiloide acumulada no cérebro e um aumento da formação de novos neurónios no hipocampo. Agora, os investigadores planeiam avançar com um ensaio clínico de fase II, de forma a demonstrar, com maior robustez, a eficácia das células estaminais do tecido adiposo no tratamento da doença de Alzheimer. Segundo Bruna Moreira, Investigadora no Departamento de I&D da Crioestaminal, “com o aumento da população em idade avançada, é cada vez mais importante a realização de estudos que permitam desenvolver terapias inovadoras para o tratamento da doença de Alzheimer”. “Há, no entanto, um longo caminho a percorrer até que este tipo de terapia possa ser disponibilizado de forma abrangente, incluindo a realização de ensaios clínicos com maior número de doentes.”, acrescenta a investigadora. A doença de Alzheimer é a principal causa de demência a nível mundial, estimando-se que haja mais de 28 milhões de pessoas a viver com esta doença. Em Portugal, pensa-se que atinja mais de 120 mil pessoas, número que poderá ascender a 200 mil já em 2037. A doença de Alzheimer é causada pela acumulação das proteínas tau e beta amiloide no cérebro, resultando na morte de células cerebrais e, consequentemente, em declínio cognitivo progressivo, atualmente irreversível. Os sintomas incluem perda de memória e alterações na capacidade de concentração e aprendizagem. Atualmente, os tratamentos disponíveis para gerir a doença são incapazes de impedir a sua progressão, visando fundamentalmente melhorar os sintomas. Desta forma, é de extrema importância encontrar soluções terapêuticas capazes de prevenir e tratar a doença de Alzheimer.

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Mudanças climáticas começam a ter impactos na saúde humana

21 de setembro de 2019, 07:47

(Foto: Reprodução)

As mudanças climáticas estão acentuando e agravando doenças, atingindo principalmente crianças, grávidas e idosos. Das doenças cardíacas às alergias, o impacto da crise já está sendo sentido em todas as especialidades da medicina. Um artigo publicado em agosto no New England Journal of Medicine apresenta diversos estudos para mostrar como a crise climática afeta cada área da saúde humana. A coautora do relatório e professora de medicina de emergência na Harvard Medical School Renee Salas, ressalta que "a crise climática está afetando não apenas a saúde de nossos pacientes, mas também a maneira como prestamos atendimento e nossa capacidade de realizar nosso trabalho. E isso está acontecendo hoje". Alergias À medida que as temperaturas aumentam, as plantas produzem mais pólen por períodos mais longos, intensificando as estações das alergias. O aumento da concentração de dióxido de carbono na atmosfera pode fazer as plantas crescerem mais e causar mais pólen de grama, causa de alergias em cerca de 20% das pessoas. O dióxido de carbono também pode aumentar os efeitos alérgicos do pólen. A especialista em ouvido, nariz e garganta da Faculdade de Medicina George Washington, em Washington DC, Neelu Tummala, afirma que atende muitos pacientes com rinite alérgica ou inflamação da cavidade nasal, congestão e gotejamento pós-nasal. "Antigamente, o pólen das árvores era apenas na primavera, as gramíneas eram apenas no verão, e a ambrósia era no outono. Mas isso está mudando". Grávidas e recém-nascidos As grávidas são mais vulneráveis ??ao calor e à poluição do ar, fatores que estão se agravando devido às mudanças climáticas. A ginecologista obstetra de San Diego, Bruce Bekkar, compilou 68 estudos feitos nos Estados Unidos sobre a associação entre calor, poluição e as partículas de poluição provenientes de combustíveis fósseis e como eles estão relacionados com os números de nascimentos prematuros, baixo peso ao nascer e natimortos. Fonte: Divulgação/Pixabay.  A pesquisadora afirmou que ela e sua equipe encontraram uma associação significativa em 58 dos 68 estudos, que abrangem, ao todo, 30 milhões de nascimentos nos EUA. "Estamos descobrindo que temos um número crescente de crianças nascidas em um estado enfraquecido devido ao calor e à poluição do ar. É um impacto muito mais difundido e contínuo do que pensar nas mudanças climáticas como a causa dos furacões na Flórida". Além disso, doenças transmitidas por insetos, como o vírus Zika, também são um risco para o desenvolvimento de fetos. Doenças cardíacas e pulmonares O aumento da poluição do ar acaba estressando o coração e os pulmões e está diretamente ligado ao aumento de hospitalizações e mortes por doenças cardiovasculares e outros problemas respiratórios, como os crescentes ataques de asma. Desidratação e problemas de rim Os dias muito mais quentes tornam mais difícil a hidratação, intensificando desequilíbrios eletrolíticos, pedras nos rins e insuficiência renal. Pacientes que precisam de diálise devido à problemas renais podem ter problemas para realizar tratamento durante eventos climáticos extremos. Doença de pele Temperaturas mais altas e o enfraquecimento da camada de ozônio aumentam o risco de câncer de pele. Os mesmos gases que danificam a camada de ozônio contribuem para as mudanças climáticas. Doenças infecciosas A mudança de temperatura e os padrões de precipitação permitem que alguns insetos se espalhem mais e transmitam doenças como a malária e a dengue. A cólera e a criptosporidiose transmitidas pela água aumentam com a seca e as inundações. Fonte: Divulgação/Pixabay.  Doenças digestivas O calor está associado a riscos mais altos de surtos de salmonela e campylobacter. Chuvas extremas podem contaminar a água potável. Microrganismos prejudiciais que prosperam em temperaturas mais altas também podem causar problemas gastrointestinais. Doenças mentais A American Psychological Association criou um guia de 69 páginas sobre como as mudanças climáticas podem induzir estresse, depressão e ansiedade. Pessoas expostas ou deslocadas por condições climáticas extremas, como furacões, correm um risco maior de enfrentar problemas de saúde mental. Calor extremo também pode piorar algumas doenças mentais. O Howard Center para Jornalismo Investigativo da Universidade de Maryland, nos Estados Unidos, descobriu que as chamadas de emergência relacionadas a condições psiquiátricas aumentaram cerca de 40% em Baltimore no verão de 2018, quando o índice de calor subiu acima de 39º C. Fonte: Divulgação/Pixabay. Doenças neurológicas A poluição por combustíveis fósseis pode aumentar o risco de acidente vascular cerebral. A combustão de carvão também produz mercúrio - uma neurotoxina que atinge fetos. Doenças transmitidas por mosquitos e carrapatos aumentam a chance de problemas neurológicos. Nutrição As emissões de dióxido de carbono estão diminuindo a densidade nutricional das culturas alimentares, reduzindo os níveis de proteína, zinco e ferro das plantas e levando a mais deficiências nutricionais. O suprimento de alimentos também é interrompido pela seca, instabilidade social e desigualdade ligadas às mudanças climáticas.

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Trump impõe ao Irã “sanções mais severas jamais aplicadas a um país”

20 de setembro de 2019, 16:03

Segundo Trump, as novas sanções "dirigem-se diretamente ao mais alto nível"

OPresidente norte-americano, Donald Trump anunciou hoje novas sanções contra o sistema bancário iraniano, assegurando tratar-se das "mais severas jamais impostas a um país". "Acabamos de sancionar o banco nacional do Irã. Acabamos mesmo de o fazer", disse Trump a partir da Sala Oval da Casa Branca, após um encontro com o primeiro-ministro australiano, Scott Morrison. Segundo Trump, as novas sanções "dirigem-se diretamente ao mais alto nível" e explicou que essa entidade atua como banco central iraniano. As novas sanções surgem na sequência dos ataques de sábado com "drones" (veículos não tripulados) a um campo petrolífero da Arábia Saudita, em que Washington responsabilizou o Irã, o que é desmentido por Teerão. Os Estados Unidos já têm em curso uma série de sanções ao Irã desde que abandonaram o acordo nuclear, em novembro de 2018. Ao falar também aos jornalistas, o secretário do Tesouro norte-americano, Steven Mnuchin, considerou que as mais recentes sanções impostas ao Irã demonstram que os Estados Unidos estão a manter "pressão máxima" sobre Teerão. "Cortamos agora todos os fundos para o Irã", afirmou, explicando que, desta forma, ataca-se "a última fonte de rendimento do banco central iraniano e do Fundo Nacional de Desenvolvimento". "Isso significa que os fundos soberanos serão cortados do nosso sistema bancário, pelo que não seguirá mais dinheiro para os 'Guardas da Revolução' [exército de elite do poder iraniano] para financiar o terrorismo", acrescentou. Segundo o Tesouro norte-americano, o banco central iraniano e o Fundo Nacional de Desenvolvimento têm "financiado em milhões e milhões de dólares os 'Guardas da Revolução' e a sua 'Força Qods'", encarregada das operações exteriores, e ainda o "seu aliado terrorista, o Hezbollah" libanês. Os três grupos são considerados por Washington como "organizações terroristas". O banco central iraniano e grande parte das entidades financeiras iranianas estão já sob sanções norte-americanas desde novembro de 2018, após a retirada dos Estados Unidos do acordo nuclear. Por outro lado, o governador do banco central do Irã foi integrado em maio de 2018 na "lista negra" elaborada pelos Estados Unidos por "financiamento ao terrorismo". Na quarta-feira, o presidente norte-americano anunciou ter ordenado um "aumento substancial" das sanções contra o Irã, após a polêmica criada pelo ataque às refinarias sauditas. "Acabo de ordenar ao secretário do Tesouro que aumente substancialmente as sanções contra o Irã", escreveu então Trump na rede social Twitter. Trump prevê examinar hoje as várias opções militares contra o Irã, mas continua a autorizar uma intervenção de grande escala como retaliação aos ataques de sábado. Segundo o jornal The New York Times, vários membros da equipa de segurança nacional de Trump terão estado reunidos na quinta-feira para ultimar uma lista de possíveis objetivos no Irã que Washington poderia atacar. O secretário da Defesa norte-americano, Mark Esper, e o chefe do Estado Maior Conjunto, general Joseph Dunford, devem apresentar essas opções ainda hoje a Trump durante uma reunião do Conselho de Segurança Nacional da Casa Branca, acrescentou o mesmo jornal. O The New York Times, citando uma fonte oficial, refere ainda que, entre as opções que propõe o Pentágono, não está incluída a possibilidade de ataques em grande escala, centrando-se mais em "operações clandestinas" a locais de onde o Irã lança os "drones" e mísseis de cruzeiro, bem como aos paióis de munições.

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