Igreja evangélica monta presépio com Jesus ‘enjaulado’ como refugiado

09 de dezembro de 2019, 22:14

Presépio de igreja na Califórnia promoveu ação de conscientização sobre refugiados (Foto: Reprodução)

O que você pensaria se visse Jesus, Maria e José separados por jaulas? Esta foi a questão que a Igreja Metodista de Claremont, na Califórnia, Estados Unidos, quis levantar, com o intuito de gerar um debate sobre as políticas do governo de Donald Trump na fronteira sul do país. Um presépio montado na entrada do templo mostra as figuras da Sagrada Família separadas e enjauladas, como é feito pela polícia norte-americana com os imigrantes que chegam à fronteira com o México. Um texto publicado no site oficial da igreja levanta diversos questionamentos. “E se esta família procurasse refúgio no nosso país hoje?”, dizia um trecho da nota. “No tempo em nosso país, quando as famílias de refugiados procuram asilo nas nossas fronteiras e são separadas umas das outras, nós lembramos a família de refugiados mais conhecida do mundo: Jesus, Maria e José, a Sagrada Família”. A narrativa ainda afirma que “a Sagrada Família ocupa o lugar das milhares de famílias sem nome separadas nas nossas fronteiras”. “Imagine José e Maria barrados na fronteira e Jesus, com menos de dois anos, tirado de sua mãe e colocado atrás das grades de um centro de detenção da patrulha de fronteira, como foi feito com mais de 5.500 crianças nos últimos três anos”. Confira o vídeo abaixo e a nota na íntegra: Stefan Simanowitz   ✔@StefSimanowitz     A church in California has created a nativity scene putting Jesus, Mary & Joseph - the most well-known refugee family in the world - in separate cages.It is intended to make us ask ourselves: “What if this family sought refuge in our countries today?”     6.105 08:51 - 9 de dez de 2019 Informações e privacidade no Twitter Ads     Leia o texto na íntegra (em tradução livre) No tempo em nosso país quando as famílias de refugiados procuram asilo nas nossas fronteiras e são separadas umas das outras nós lembramos a família de refugiados mais conhecida do mundo: Jesus, Maria e José, a Sagrada Família. Logo após o nascimento de Jesus, José e Maria foram obrigados a fugir com seu jovem filho de Nazaré para o Egito para escapar do rei Herodes, um tirano. Eles temiam perseguição e morte. E se esta família procurasse refúgio no nosso país hoje? Imagine José e Maria barrados na fronteira e Jesus, com menos de dois anos, tirado de sua mãe e colocado atrás das grades de um centro de detenção da patrulha de fronteira, como foi feito com mais de 5.500 crianças nos últimos três anos. Jesus cresceu para nos ensinar bondade e misericórdia e a acolhida de todas as pessoas. Ele disse: “Eu estava com fome e você me deu comida, eu estava com sede e você me deu algo para beber, eu era um estranho e você me acolheu.” Mateus 25:35 No presépio da Igreja metodista de Claremont, neste Natal, a Sagrada Família ocupa o lugar das milhares de famílias sem nome separadas nas nossas fronteiras. Dentro da igreja, você verá esta mesma Sagrada Família reunida em um presépio que se une aos anjos em cantar “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens de boa vontade” Lucas 2:14

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Fachin autoriza transferência de Geddel para presídio em Salvador

09 de dezembro de 2019, 22:09

(Foto: Reprodução)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Edson Fachin autorizou nesta segunda-feira (9) a transferência do ex-ministro Geddel Vieira Lima do presídio da Papuda, em Brasília, para uma penitenciária em Salvador. Fachin atendeu pedido feito pela defesa para que o ex-ministro fique preso na cidade em que residem seus familiares. Em outubro, o ex-ministro foi condenado pela Segunda Turma do STF a 14 anos e dez meses de prisão pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa na ação penal do caso relacionado aos R$ 51 milhões em espécie encontrados pela Polícia Federal (PF) em um apartamento há dois anos, quando Geddel foi preso preventivamente. Conforme a decisão, Geddel ficará preso no Centro de Observação Penal (COP) na capital da Bahia.

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09 de dezembro de 2019, 22:04

O partido decidiu expulsar Feliciano por “incompatibilidade programática e comportamento incondizente com as diretrizes” do Podemos (Foto: Reprodução)

O Podemos expulsou o deputado Marco Feliciano (SP) do partido. A decisão foi tomada nesta segunda-feira, 9, pelo comando da legenda em São Paulo por oito votos unânimes e deve ser comunicada pelo presidente estadual da sigla, Mario Covas Neto, nesta terça-feira, 8. Se quiser reverter a decisão, o parlamentar poderá recorrer à executiva nacional do partido. A expectativa entre dirigentes da sigla, no entanto, é que ele aceite sair da legenda. Como foi expulso do partido, Feliciano não perde o mandato, a menos que haja uma ação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que não deve acontecer. A denúncia que originou a expulsão de Feliciano cita uma série de acusações ao deputado. Entre elas, estão os gastos de R$ 57 m8l referentes a um tratamento odontológico reembolsados pela Câmara, caso revelado pelo Estado. Além disso, o apoio irrestrito ao presidente Jair Bolsonaro, acusações de assédio sexual no gabinete, recebimento de propina, pagamento a supostos funcionários fantasmas e até comentários sobre o cantor Caetano Veloso.  O partido decidiu expulsar Feliciano por “incompatibilidade programática e comportamento incondizente com as diretrizes” do Podemos. A saída forçada de Feliciano ocorre dentro da estratégia do Podemos de se afastar do “bolsonarismo” e se firmar como a sigla da Lava Jato. O partido tem atraído parlamentares da centro-direita descontentes com o governo e, só no Senado, passou de cinco para dez parlamentares nos últimos meses – a segunda maior bancada. Dirigentes do Podemos querem desvincular a imagem do partido à de Feliciano. Alguns deputados e senadores, citam as fontes nos bastidores, condicionam a negociação de migração para a legenda à saída do deputado dos quadros do Podemos. Procurado pela reportagem para comentar a decisão do partido, Marco Feliciano não respondeu. No início do mês, quando perguntado sobre o assunto, o parlamentar afirmou que iria respeitar a decisão da legenda. “Para mim, o que acontecer está bom. Que o eleitor julgue o caso. Um partido expulsa um deputado por apoiar um presidente da República. Aí, não tem mais o que fazer”, afirmou, na ocasião.

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Cerveja engorda? Pelo contrário, novo estudo diz que não

09 de dezembro de 2019, 10:47

Para quem está tentando perder peso — ou apenas mantê-lo –, exagerar na dose pode prejudicar os benefícios da dieta e da prática de exercício físico, certo? Talvez não (Foto: Reprodução)

Uma nova pesquisa realizada na Espanha revela que o consumo regular de cerveja não influencia os resultados da composição corporal daqueles que realizam exercícios do tipo HIIT (treinos intercalados de alta intensidade). O estudo, publicado no periódico científico Nutrients, acompanhou 72 pessoas ao longo de 10 semanas. Os participantes foram divididos em dois grupos: sedentários e os que praticavam HIIT. Enquanto os participantes do grupo de sedentários tiveram que consumir álcool, aqueles que estavam no do HIIT puderam escolher se queriam ou não. Os que escolheram beber receberam cerveja (com teor alcóolico de 5,4%) ou água com gás misturada com vodka. Aqueles que optaram por não beber receberam cerveja não alcoólica ou água com gás comum. Durante cinco dias por semana, os homens do grupo de treino HIIT beberam aproximadamente 325 ml (ou de cerveja ou de água com vodka) ao almoço e jantar. Já as mulheres ingeriram essa mesma quantidade apenas ao jantar. As sessões de HIIT foram realizadas dois dias por semana (um total de 40 a 65 minutos cada aula) a uma taxa de esforço percebido (EPR) de oito ou mais em uma escala de um a 10 — ou seja de intensidade extremamente difícil.  Os investigadores mediram a composição corporal de todos os participantes (massa corporal, circunferência da cintura, razão cintura/quadril, gordura abdominal e densidade óssea) no início e no final do período de estudo de 10 semanas. Cerveja engorda ou atrapalha os resultados? Nenhum dos grupos experimentou alterações negativas na composição corporal. Além disso, todas as pessoas do grupo de treino HIIT — mesmo as que beberam álcool — perderam gordura corporal e ganharam massa muscular magra. “Não é de surpreender que o treino HIIT tenha desencadeado essas mudanças no corpo. Pesquisas anteriores são bastante claras de que o treino pode ajudar a estimular a queima de gordura e a desenvolver músculos”, disse Cristina Molina-Hidalgo, da Universidade de Granada. “Mas por que o álcool não alterou a perda de peso? Tudo se resume a quantas calorias ingerimos versus quantas queimamos”, explica Amy Goodson, especialista em dietética esportiva. “As mudanças na composição corporal geralmente ocorrem com a melhoria dos padrões alimentares e um treino regular. O álcool pode fazer parte de um padrão alimentar saudável. Mas deve estar dentro das necessidades totais de calorias da pessoa”, disse. “Muitas vezes, quando os indivíduos consomem álcool — com ou sem exercício — e não levam em consideração as calorias adicionais, o ganho de peso ocorre, levando a efeitos negativos na composição corporal geral”. O estudo não analisou como os participantes comeram durante esse período. Frequentemente, quando as pessoas iniciam um novo programa de exercício físico, também tendem a começar alimentar-se de maneira mais saudável, explica Amy. Se esse for o caso dos participantes, isso poderia ter um papel importante na melhoria da composição corporal. Comer de maneira mais saudável teria-lhes um pouco mais de espaço para adicionar algo mais calórico no cardápio. Como beber cerveja, mas sem exagerar nas calorias — o contrário pode levar ao ganho de peso. 

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Rússia é banida de competições e está fora de Olimpíadas e Copa

09 de dezembro de 2019, 10:40

A Rússia ficará fora dos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, e a Copa do Mundo de Futebol em 2022 (Foto: Reprodução)

A Agência Mundial Antidoping (Wada, na sigla em inglês) decidiu nesta segunda-feira (9) banir a Rússia de competições oficiais por quatro anos por causa dos escândalos de doping envolvendo atletas do país. Com a punição, a Rússia ficará fora dos Jogos Olímpicos de 2020, em Tóquio, e campeonatos mundiais que sigam regras da Wada como a Copa do Mundo de Futebol em 2022, no Qatar. Também não poderá participar dos Jogos Olímpicos de Inverno de 2022, em Pequim, nem organizar ou sediar eventos esportivos oficiais. A Rússia tem 21 dias para recorrer da decisão ao Tribunal Arbitral do Esporte (TAS). Caso entre com o recurso, as sanções aplicadas pela Wada ficam suspensas até que o TAS as confirme ou rejeite. Por unanimidade, o comitê da Wada aprovou as sanções porque a Agência Antidoping Russa (Rusada) teria falsificado dados dos controles antidoping entregues à entidade no início do ano. Atletas russos que não foram envolvidos nas supostas fraudes em testes de doping poderão participar de competições oficiais como atletas independentes ou por outros países. A entrega de milhares de dados brutos de controle antidoping, armazenados nos servidores do antigo laboratório de Moscou, sob a supervisão do Comitê de Investigação da Rússia, era uma condição imposta pela Wada para retirar, no final de 2018, a suspensão anterior da Rusada. O órgão antidoping mundial esperava, assim, trazer à luz os controles positivos que não tiveram consequências, abrir processos disciplinares contra atletas e encerrar o caso uma vez por todas. Mas especialistas enviados pela Wada descobriram que "centenas" de resultados suspeitos foram apagados, alguns entre dezembro de 2018 e janeiro de 2019, pouco antes da entrega dos dados.

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Morte de menino em MG relembra perigo sobre usar celular enquanto carrega

09 de dezembro de 2019, 10:32

Wender Santos Bezerra, de 13 anos, teria sido vítima de choque de carregador de celular (Foto: Reprodução)

Um menino de 13 anos morreu em Montes Claros (MG) na noite de sexta-feira (6), segundo a família contou à Polícia Militar, por conta de um choque elétrico ao carregar um telefone celular. Wender Santos Bezerra chegou a ser socorrido por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de de Urgência e Emergência (Samu), mas não resistiu aos ferimentos. O menino teria colocado o celular com o carregador ligado à tomada, ao mesmo tempo em que ouvia música com o fone no ouvido sentado a uma cadeira. Ele caiu no chão e foi visto pelo irmão mais novo, que chamou os pais. O caso agora será investigado pela Polícia Civil de Minas Gerais para solucionar as causas da morte. O corpo de Wendel vai ser velado na manhã deste sábado (7). Ainda não há informações sobre a marca e o modelo do celular e do carregador. O laudo preliminar do IML (Instituto Médico Legal) foi emitido com "causa indeterminada", sem haver sinal de causa violenta no corpo. O laudo final da necrópsia deve sair em 30 dias. A morte de Wender é mais uma dentre recentes envolvendo celulares ligados a carregadores. Uma mulher de 26 anos morreu em setembro na Rússia após seu celular, que estava carregando, cair na banheira. Na Tailândia, um homem de 40 anos foi encontrado morto em novembro, supostamente eletrocutado enquanto usava o celular deitado na cama. As recomendações dos especialistas para evitar ser mais uma vítima são: Evitar ao máximo mexer nos aparelhos durante a recarga da bateria. E isso vale para todos os dispositivos eletrônicos Evitar usar carregadores piratas Evitar usar o celular conectado na tomada durante o banho ou em algum ambiente perto de água ou vapor Evitar usar o celular quando ele estiver esquentando demais Evitar carregar o celular em extensões elétricas de má qualidade Cuidar da rede elétrica do local onde você costuma carregar o celular

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Prato feito pesa mais no bolso do brasileiro

08 de dezembro de 2019, 12:56

O sinal de alerta de que se alimentar ficou mais caro soou quando o preço da carne vermelha disparou (Foto: Reprodução)

Otradicional prato feito do brasileiro - arroz, feijão, bife, batata e ovo - está pesando mais no bolso do consumidor. A alta de preços de quase todos alimentos básicos acumulada nos últimos 12 meses até novembro supera a inflação geral do País, de 3,27% para o período. A inflação deve fechar este ano com folga abaixo do centro da meta de 4,25% fixada pelo governo. "Essas pressões não comprometem a meta de inflação, mas o bolso da população", afirma André Braz, coordenador do IPC do FGV/ IBRE. Ele destaca que, pelo fato de serem alimentos básicos, a alta do preço da comida castiga mais os mais pobres, especialmente a grande massa de desempregados e subempregados. Nestes casos, a renda do trabalho encolheu ou sumiu. O sinal de alerta de que se alimentar ficou mais caro soou quando o preço da carne vermelha disparou, puxada pela alta de preço do boi no campo. No final do mês passado, a cotação da arroba bateu o recorde de R$ 231, de acordo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Com isso, segundo relatos, alguns cortes da carne bovina chegaram a subir quase 50% nos açougues. Na média nacional, a carne vendida ao consumidor aumentou 14,43% nos últimos doze meses e mais da metade só em novembro, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Analistas consideram que ocorre uma tempestade perfeita no mercado de carne bovina. O aumento de 10% das exportações em volume neste ano, puxada pela China que enfrenta problemas na oferta de proteína animal, atraiu os exportadores que recebem em dólar pelo produto. Somado a isso, o consumo doméstico, que normalmente cresce nesta época do ano por causa da injeção do 13.º salário, ganhou vigor com o dinheiro extra do FGTS. Do lado da oferta, Wander Fernandes de Sousa, analista de carnes da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), lembra que hoje há escassez de bois para abate por causa da entressafra, quando os animais ficam magros. Nos últimos anos, por causa de preços defasados da arroba, houve abate de matrizes. Isso também reduz a disponibilidade de produto hoje. Os supermercados dizem que não têm como evitar o repasse de preço ao consumidor porque os produtos são perecíveis e os estoques normalmente são enxutos. "Não temos como absorver essa alta de custos", diz Ronaldo dos Santos, presidente da Associação Paulista de Supermercados (Apas), admitindo que as negociações com os fornecedores ficaram mais tensas nas últimas semanas, especialmente num mercado com concorrência muito acirrada. A reação imediata desse cabo de guerra entre indústria e comércio é que o consumidor colocou o pé no freio nas compras. Na carne bovina houve uma redução de 10% a 15% nos volumes vendidos, conta Santos. Já no frango e nos ovos, ele notou aumento de 10% nas vendas no período. Nos bares e restaurantes, essa ginástica não é tão fácil. Paulo Solmucci, presidente da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel), que representa um milhão de estabelecimentos no País, diz que, na maioria das vezes a substituição de ingredientes não agrada aos clientes. "Há esforço para trocar a carne por frango ou peixe, mas isso esbarra no hábito alimentar." A saída encontrada pelos bares e restaurantes, segundo Solmucci, tem sido aumentar em cerca de 15% o preço do prato feito ou manter a carne, mas em versões mais em conta. Há restaurantes de Belo Horizonte (MG), por exemplo, que trocaram o tradicional bife do prato feito por carne moída: "A carne moída ocupa mais espaço e é mais em conta." Pressões a caminho Além das pressões nos preços dos alimentos do prato feito, Braz, da FGV, lembra que a forte desvalorização cambial que houve no início de novembro, que fez o dólar passar de R$ 4,20, poderá contaminar os preços em dólar de commodities. O milho e soja, usados na ração de frango e suínos, e o trigo, boa parte importado e que entra no preparo do pão francês das massas, poderão ficar mais caros. Consumidores tentam driblar os aumentos Cada um do seu modo, os brasileiros estão se virando para tentar manter o prato feito na mesa. Trocar o bife caro pelo frango ou ovo, que são mais baratos, ir mais vezes ao supermercado à caça de ofertas e até mudar horário da feira são as alternativas usadas pelos consumidores para driblar a alta de preços dos alimentos básicos. Desempregada desde que nasceu a filha, de cinco meses, Ana Daniela Andriani Oliveira, de 26 anos, conta que, antes da disparada de preço, cozinhava carne diariamente para as duas filhas pequenas e o marido. Nas últimas semanas, ela substituiu a carne pelo ovo e conseguiu reduzir parcialmente o aumento de despesa. "O preço do ovo subiu também, eles aproveitam", reclama. Diante da forte alta de preços de alimentos básicos, o advogado Damião Márcio Pedro, de 58 anos, decidiu cozinhar mais em casa para economizar. "Antes de ir comer fora, agora penso bem", conta Pedro. No passado recente, ao menos uma vez por semana ele ia ao restaurante. "Hoje, é uma vez a cada 15 dias e olhe lá." O advogado diz que está indo mais vezes às compras para aproveitar as promoções. E também, nos últimos tempos, está mais atento aos preços. A aposentada Marisa Lima, de 62 anos, também acha que a inflação está controlada, mas apenas na renda. "No resto, está nada, o salário está congeladíssimo, defasado", afirma. Apesar de não comer carne, o marido e os filhos consomem o alimento. "Acho o aumento da carne um absurdo. Carne agora é de vez em quando e reforço as refeições com legumes", diz. Feijão, no entanto, é obrigatório nas refeições da família e, na sua opinião, não tem como substituí-lo. Uma alternativa para minimizar a alta na despesa em geral com alimentação foi mudar o horário de ir à feira. Nos últimos tempos ela tem idos mais perto do fim da feira, a chamada "hora da xepa", para gastar menos. A diretora de teatro Simone Pompeo, de 59 anos, divorciada e com dois filhos, adotou a mesma estratégia de Marisa. "Antes, ia à feira às 8h para ficar livre, agora é só às 13h, quando os preços caem", diz ela, que consegue uma economia de 50% indo mais tarde. Ela também optou por cozinhar em casa para reduzir gastos e comer melhor. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Vacina da gripe será dada a partir de 55 anos; criança terá reforço para febre amarela aos 4

08 de dezembro de 2019, 09:07

Vacina contra a gripe é oferecida pelo Ministério da Saúde a grupos prioritários (Foto: Reprodução)

O Ministério da Saúde anunciou para 2020 mudanças nas indicações de duas vacinas do calendário nacional. A partir do ano que vem, a vacinação contra febre amarela será estendida a todos os municípios brasileiros e uma dose de reforço será dada a crianças de quatro anos. Além disso, a vacina contra a gripe passará a ser oferecida a partir dos 55 anos (até 2019, ela era dada para idosos a partir dos 60). As novas diretrizes estão em ofício enviado pelo Ministério da Saúde no final de novembro a representantes das secretarias estaduais e municipais de Saúde. No documento, a pasta detalha três campanhas de vacinação que serão feitas ao longo do ano que vem, com as datas das ações e os públicos-alvo. O ofício anuncia ainda alterações na estratégia contra a febre amarela. Todo o País passará a ser considerado área de recomendação para a vacina. Com isso, parte dos Estados do Nordeste que ainda não tinham essa recomendação também deverão ter sua população vacinada. Isso inclui 1.101 municípios de sete estados nordestinos: Sergipe, Alagoas, Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte, Ceará e Piauí. De acordo com o ofício do ministério, a mudança foi definida “em virtude da situação epidemiológica no País e a necessidade de proteger esta população contra a doença”. A outra mudança na indicação dessa vacina é direcionada a crianças de quatro anos, que, mesmo já vacinadas, precisarão tomar uma dose de reforço nessa idade. Segundo A Organização Mundial da Saúde, uma única dose desse imunizante é capaz de proteger a pessoa por toda a vida. No entanto, estudos indicam que quando a vacina é dada a crianças muito novas, a eficácia pode ser menor, como explica o presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Juarez Cunha. “Isso (eficácia menor) acontece principalmente em crianças vacinadas antes dos dois anos. Nessa idade, o sistema imunológico ainda é imaturo e há uma interferência dos anticorpos passados pela mãe”, explica o especialista. Gripe No caso da vacina contra a gripe, foram mantidos os públicos-alvo já conhecidos, como crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, idosos, portadores de doenças crônicas, mas foi adicionada ao grupo prioritário a população de 55 a 59 anos, que até agora não tinha direito à vacina na rede pública. “Visando ampliar o acesso à vacinação dos grupos mais vulneráveis, neste ano os adultos de 55 a 59 anos de idade também serão vacinados. O público-alvo, portanto, representará aproximadamente 67,7 milhões de pessoas. A meta é vacinar, pelo menos, 90% dos grupos prioritários para a vacinação”, diz trecho do documento do ministério. A campanha será realizada de 13 de abril a 15 de maio. Cunha elogiou a decisão do ministério de ampliar o público-alvo da vacina contra a gripe. “Nós, das sociedades científicas, preconizamos que o maior número possível de pessoas deva ser vacinada, mas sabemos que os recursos são limitados e a capacidade dos laboratórios produtores também. A ampliação da faixa etária é uma notícia muito boa porque a vacina é considerada a forma mais eficaz de prevenção da gripe e de suas complicações”, destaca. Além das ações contra gripe e febre amarela, o ministério fará duas campanhas de vacinação contra o sarampo para públicos não contemplados em 2019: em fevereiro e março, para crianças e jovens de 5 a 19 anos, e em agosto, para adultos de 30 a 59 anos. A pasta planeja ainda, para setembro, uma campanha contra a poliomielite e multivacinação para atualização da caderneta de vacinação da criança e do adolescente. Veja detalhes das campanhas Campanha nacional de vacinação contra o sarampo Primeira etapa: 10 de fevereiro a 13 de março de 2020 Público-alvo: população de 5 a 19 anos Segunda etapa: 3 a 31 de agosto de 2020 Público-alvo: população de 30 a 59 anos Campanha nacional de vacinação contra a influenza (gripe) Data: 13 de abril a 15 de maio de 2020 Público-alvo: Idosos com 60 anos ou mais População entre 55 e 59 anos Crianças de 6 meses a 5 anos de idade (5 anos, 11 meses e 29 dias) Gestantes Puérperas (até 45 dias após o parto) Trabalhadores da saúde Professores das escolas públicas e privadas Povos indígenas Portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais Forças de segurança e salvamento Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas População privada de liberdade e os funcionários do sistema prisional Campanha nacional de vacinação contra a poliomielite e multivacinação Data: 9 a 30 de setembro de 2020 Público-alvo: atualização da caderneta de vacinação de crianças e adolescentes menores de 15 anos de idade e busca de crianças menores de 5 anos não vacinadas contra a poliomielite.

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Simples Nacional propõe revogar exclusão de profissões do MEI

08 de dezembro de 2019, 08:58

A secretaria informou que encaminhará proposta de ampla revisão da lista das 500 atividades que podem atuar como MEI (Foto: Reprodução)

Em nota divulgada hoje (7), a Secretaria Executiva do Simples Nacional informa que encaminhará ao Comitê Gestor do programa proposta de revogação da medida que excluiu 14 ocupações da lista das atividades que podem atuar como microempreendedores individuais (MEI). A secretaria informa ainda que encaminhará proposta de ampla revisão da lista das 500 atividades que podem atuar como MEI.   A resolução com a lista dos profissionais excluídos foi publicada na edição dessa sexta-feira (6) do Diário Oficial da União. Na lista estão astrólogo, canto/músico, disc jockey (DJ) ou video-jockey (VJ), esteticista, humorista e contador de histórias, instrutor de arte e cultura, instrutor de artes cênicas, instrutor de cursos gerenciais, instrutor de cursos preparatórios, instrutor de idiomas, instrutor de informática, instrutor de música, professor particular e proprietário de bar, com entretenimento. Todo ano, o Comitê Gestor do Simples Nacional, formado por quatro representantes da Secretaria da Receita Federal, dois dos estados e do Distrito Federal e dois dos municípios, revisa as atividades enquadradas como MEI. Os profissionais autônomos só podem ser enquadrados como MEI se a ocupação estiver na lista definida pelo Comitê Gestor. Há ainda limite de faturamento de até R$ 81 mil por ano, o microempreendedor não pode ser sócio, administrador ou titular de outra empresa e é permitido contratar no máximo um empregado. Os microempreendedores individuais são enquadrados no Simples Nacional e ficam isentos dos tributos federais (Imposto de Renda, PIS, Cofins, IPI e CSLL), têm cobertura da Previdência Social e valor fixo de recolhimento de tributos (INSS, ISS ou ICMS). Ao ser desenquadrado, o empreendedor poderá ser considerado microempresa ou empresa de pequeno porte. Antes da proposta de revogação da medida, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou, no Twitter, ser contra a resolução. “Sou contra essa resolução do Conselho Gestor do Simples Nacional. A cultura - e todos que trabalham com ela - é um patrimônio do país. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, me ligou de Madri e me avisou que vai pautar na terça [10] o decreto legislativo. A Câmara seguirá o Senado e votará no dia seguinte. Essa é uma decisão que não faz sentido. A cultura é a alma da nossa democracia”. Alcolumbre está em Madri, na Espanha, onde participa da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP-25. Com informações da Agência Brasil

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Poluição sonora em grandes cidades pode causar surdez

08 de dezembro de 2019, 08:53

Na capital paulista, moradores estão instalando janelas acústicas para amenizar o barulho, que passa dos 92 decibéis em algumas regiões (Foto: Reprodução)

Toda metrópole do mundo é barulhenta. Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) indicam que a poluição sonora é a segunda maior causa de poluição do planeta. E os ruídos estão por toda a parte. Segundo especialistas, a overdose de barulho a que estamos sujeitos diariamente, seja nas ruas, no trabalho, em boates e até mesmo em casa, traz diversos prejuízos à saúde, como dor de cabeça, estresse, alterações no sono e perda de audição. "Pessoas que frequentam ou trabalham em ambientes barulhentos podem sofrer danos auditivos cada vez mais severos, dependendo do tempo e da intensidade do som. A perda auditiva induzida por ruído é cumulativa e os efeitos raramente são sentidos de imediato. Por isso, muitas pessoas não têm consciência do problema", explica a fonoaudióloga Marcella Vidal, da Telex Soluções Auditivas. Em São Paulo, por exemplo, a legislação estabelece limites de volume de acordo com a região da cidade, justamente para tentar minimizar os efeitos da poluição sonora. Em zonas mistas, onde há comércios e residências, o limite de ruído durante o dia é de 60 decibéis e, de madrugada, de 50 decibéis. Os limites mais altos estão em áreas industriais e de desenvolvimento econômico – 65 decibéis durante o dia e 55 à noite. O Mapa do Ruído de São Paulo – uma iniciativa da ProAcústica (Associação Brasileira para a Qualidade Acústica) –, mostrou que na região do bairro do Brás, por exemplo, o barulho passa dos 92 decibéis, volume considerado altíssimo e a que não se deve ficar exposto por muito tempo. "Com ruídos de mais de 90 decibéis, há riscos de dano auditivo caso a permanência seja prolongada nesses locais. No entanto, existem pessoas mais suscetíveis aos altos ruídos do que outras, dependendo do fator genético. Recomendo o uso de protetores auriculares em ambientes barulhentos porque eles diminuem o volume de som que entra pelos ouvidos. Além disso, sugiro que todas as pessoas, a partir dos 40 anos, façam um exame chamado audiometria para detectar se já têm perda auditiva e obtenham orientações para prevenir ou impedir o agravamento da deficiência", explica Vidal, que é especialista em audiologia. Moradores de ruas e regiões barulhentas da capital paulista já estão apostando na instalação de janelas acústicas, na tentativa de fugir do ruído provocado por carros, ônibus, motos, obras, bares e restaurantes. A fonoaudióloga da Telex alerta, porém, que os cuidados com a audição devem ir além das janelas acústicas. Precisam ser diários e redobrados. "Esta iniciativa é positiva porque estamos falando de prevenção. No entanto, sabemos que apenas isso não é suficiente. Os cuidados têm que ser no dia a dia, mudando hábitos já arraigados, muitas vezes, como por exemplo, o de assistir TV em alto volume e aumentar o som da música no carro; sem falar no volume com que se escuta música nos fones de ouvido", lembra a fonoaudióloga da Telex. TABELA DE INTENSIDADE SONORA • próximo ao silêncio total - 0 dB • um sussurro - 15 dB • conversa normal - 60 dB • voz humana alta - 75 dB • máquina de cortar grama - 90 dB • ruído do metrô - 90 dB • buzina de automóvel - 110 dB • trovão forte - 120 dB • show de rock - 120 dB • tiro ou rojão - 140 dB • avião a jato na pista - 140 dB

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Cortes na saúde e educação vão bancar o fundo eleitoral do ano que vem

06 de dezembro de 2019, 11:32

O Congresso busca argumentos para justificar o astronômico aumento do Fundo Eleitoral para as campanhas municipais do ano que vem. (Foto: Reprodução)

Ovalor de R$ 3,8 bilhões — aprovado no relatório preliminar do Projeto de Lei Orçamentária de 2020, na Comissão Mista de Orçamento (CMO) — é 120% maior do que os recursos públicos usados nas eleições de 2018, quando os partidos receberam R$ 1,7 bilhão da União. O montante ainda será submetido a votação no relatório final da CMO e depois seguirá para plenário no próximo dia 17. Os recursos para bancar o fundo sairão de ministérios, em especial os da Saúde, da Educação e da Infraestrutura. O dinheiro será usado para reforçar candidaturas e é justificado por líderes de siglas como uma “necessidade absoluta”, por causa do número de candidatos nas eleições municipais. Domingos Neto é o relator da proposta que aumenta o fundo eleitoral, definido em acordo com quase todos os partidos da Câmara. A injeção de verba pública nas campanhas eleitorais de 2020 é apoiada pela maioria do PSL, ainda que o partido tenha votado contra a medida aprovada no relatório preliminar. O projeto também teve respaldo de PT, PP, PTB, MDB, PSD, PL, PSB, PSDB, PDT, DEM, Solidariedade e Republicanos. O governo tinha proposto que o Fundo Eleitoral ficasse em R$ 2 bilhões, mas a comissão do Congresso responsável pelo Orçamento decidiu que o valor do financiamento será bancado com dinheiro cortado de ministérios, especialmente o da Saúde, que teve redução de R$ 500 milhões na despesa; da Infraestrutura, que perdeu R$ 380 milhões; e da Educação, com corte de R$ 280 milhões. Obras de habitação e saneamento e o Fundo Nacional de Saúde (que oferece remédios gratuitos à população de baixa renda) terão menos dinheiro à disposição. “Se você deixa de dar o remédio para o cara que não tem dinheiro para comprar medicação, que economia é essa?”, pergunta Carlos Alberto Moura, analista político da HC7 Investimentos, O Fundo Eleitoral é alimentado com dinheiro do Tesouro e se destina ao financiamento das campanhas dos candidatos.   Fonte: MSN

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Alzheimer: Cientistas criam neurônios artificiais para atacar doença

06 de dezembro de 2019, 09:53

A nova tecnologia é capaz de imitar as respostas dos neurônios biológicos, podendo substituir os que foram danificados ou mortos por doenças neurodegenerativas. (Foto: Reprodução)

Pesquisadores britânicos criaram neurônios artificiais que podem ser implantados no cérebro para reparar os danos provocados por doenças neurodegenerativas, como Alzheimer. Segundo a equipe, as células eletrônicas – um tipo de chip de silício – é capaz de imitar as respostas dos neurônios biológicos quando ativadas pelo sistema nervoso. Os cientistas relataram ainda que o dispositivo pode ser capaz de reparar lesões na medula espinhal, onde a conexão neural foi totalmente cortada ou onde as células cerebrais morreram por completo. Outro possível uso para o chip seria para tratar a insuficiência cardíaca. Isso porque, além do cérebro, medula espinhal e sistema nervoso, é possível encontrar neurônios também ao redor do coração.  “Os neurônios fazem parte do cérebro, do sistema nervoso central e há doenças induzidas por esses neurônios que se decompõem, perdem a sua função ou não se regeneram. Por isso é importante ter biocircuitos que possam substituir esses neurônios defeituosos e restaurar a sua função vital”, disse Alain Nogaret, da Universidade de Bath, no Reino Unido, ao jornal The Telegraph.  A tecnologia foi criada utilizando modelagem computacional, através de equações que explicam como as células respondem ao receber sinais elétricos de nervos específicos para que o chip possa reproduzir essa reação. A equipe ainda não testou a eficiência do dispositivo em seres humanos, mas as experiências realizadas em camundongos conseguiram replicar a produção de neurônios na região cerebral do hipocampo e no sistema respiratório logo que o chip recebeu estímulos de diferentes nervos. Os resultados foram publicados esta semana na revista Natuere Communications.   

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