Com o avanço de um frente fria e a chuva no Sul do Brasil, a nuvem de gafanhotos deve permanecer na Argentina. O governo do Rio Grande do Sul tem monitorado o avanço dos animais desde terça-feira (23) quando o país argentino emitiu um alerta de que a nuvem estava próximo à fronteira com o Brasil.
A nuvem de gafanhotos veio do Paraguai e seu deslocamento é influenciado pela direção dos ventos e a ocorrência de altas temperaturas. Ao G1, o chefe da divisão sanitária do governo gaúcho Ricardo Felicetti informou que o monitoramento por parte do governo é feito com troca de informações constantes com a Argentina.
De acordo com o último boletim divulgado pelo governo argentino, a localização da nuvem era imprecisa devido ao tempo nublado. Até o momento, nenhum produtor avistou o inseto na Fronteira Oeste.
Nesta quinta-feira (25), a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, decretou estado de emergência fitossanitária no Rio Grande do Sul e Santa Catarina. O decreto permite aos governos mais agilidade na hora de adotar medidas contra uma situação de anormalidade deste tipo. Entre as medidas de defesa estão o uso de produtos químicos e agrotóxicos no controle da praga.
Odiretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, disse hoje prever que haja uma vacina para a covid-19 disponível “dentro de um ano” ou menos, notando que já existe um ensaio em “fase avançada”. “De acordo com as estimativas de que dispomos, haverá uma vacina disponível dentro de um ano”, afirmou Tedros Ghebreyesus, falando por videoconferência num debate na comissão de Saúde Pública do Parlamento Europeu sobre a resposta mundial ao novo coronavírus.
Segundo o responsável, “se o processo for acelerado, poderá ser menos do que isso, mas em apenas alguns meses”.
“É difícil prever quando possamos ter uma vacina [porque] nunca houve nenhuma vacina para o coronavírus, e, quando descoberta, será a primeira”, ressalvou Tedros Ghebreyesus.
Ainda assim, o diretor-geral da OMS destacou que “muitos cientistas estão trabalhando nisto e já existem mais de 100 vacinas candidatas, [das quais] uma em particular que já está numa fase avançada”.
Questionado sobre o acesso a esta vacina, Tedros Ghebreyesus referiu que “o ideal” era que este tratamento estivesse, assim que possível, disponível para todos, mas notou que o mais provável é que seja dada prioridade “às pessoas mais suscetíveis a nível mundial”.
“Tem de ser um bem público e mundial, de acesso equitativo, e terá de haver consenso em todo o mundo”, pelo que é preciso “compromisso político”, frisou o responsável.
Já questionado sobre a utilização da cloroquina como um possível tratamento da covid-19, Tedros Ghebreyesus afirmou que “não são notícias falsas” as que dão conta de possíveis impactos no risco de morte na utilização deste tratamento, que foram entretanto suspensos.
Depois destas “medidas preventivas”, de interrupção da utilização da cloroquina, os ensaios foram retomados, tendo sido verificado que “a cloroquina não é boa o suficiente para tratar” doentes com o novo coronavírus, explicou o diretor-geral da OMS.
E, por essa razão, “estamos terminando estes tratamentos”, anunciou Tedros Ghebreyesus, perante os eurodeputados.
Recentemente, a revista médica britânica The Lancet divulgou um estudo que concluiu que os antimaláricos cloroquina e hidroxicloroquina, que se revelaram promissores para o novo coronavírus em testes laboratoriais, podem aumentar o risco de morte de doentes com covid-19, mas estas conclusões foram questionadas pela comunidade científica e posteriormente pela própria Lancet.
A pandemia de covid-19 já provocou quase 482 mil mortos e infectou mais de 9,45 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo o balanço mais recente.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.
Seres humanos dificilmente poderiam viver na Lua ou em Marte dado o alto nível de radiação e irradiações galácticas presentes na superfície destes locais, disse o pesquisador da Academia de Ciências da Rússia Vyacheslav Shurshakov.
“Do ponto de vista da radiação presente no Sistema Solar, tirando a Terra, não há nenhum outro lugar habitável para o homem. A Terra é nossa nave espacial”, disse Shurshakov. “Temos a atmosfera e o campo magnético que nos protege das erupções solares e irradiações galácticas.”
De acordo com o cientista, a dose de radiação que uma pessoa receberia na superfície lunar seria 400 vezes superior àquela que recebe na Terra.
“Em Marte, a dose de radiação seria 1,5 vezes menor que na Lua. Mas, tanto em Marte quanto na Lua, existem irradiações galácticas, que têm efeito deletério na saúde humana”, notou.
Quando perguntado sobre planetas fora do Sistema Solar nos quais os seres humanos poderiam habitar, Shurshakov disse que, em primeiro lugar, devemos investigar se há campo magnético nesses locais.
“A magnetosfera cria um escudo protetor. Caso ele não esteja presente, a atmosfera será esvaziada pela estrela mais próxima, com todas as consequências negativas resultantes para os organismos vivos” disse.
Um garimpeiro da Tanzânia tornou-se milionário após vender ao governo duas das maiores peças de tanzanita, uma pedra preciosa.
Saniniu Kuryan Laizer, de 52 anos, descobriu as duas pedras, que pesam 9,27 e 5,1 kg, nas montanhas de Mererani (norte), em uma área que o presidente da Tanzânia, John Magufuli, cercou com um muro em 2018 para controlar a produção e combater as exportações ilegais de tanzanita.
O garimpeiro as vendeu ao governo por 7,7 bilhões de xelins (cerca de 2,9 milhões de euros e 3,3 milhões de dólares).
A tanzanita, pedra preciosa de cor entre azul e púrpura que é exportada principalmente para a Índia, é encontrada apenas nas montanhas de Mererani, perto do monte Kilimanjaro.
Em uma recepção organizada na quarta-feira na cidade de Manyara para comemorar a descoberta, o ministro da Mineração da Tanzânia, Doto Biteko, afirmou que essas pedras são as maiores já descobertas no país.
“Passamos de uma situação em que os mineradores independentes traficavam a tanzanita para uma em que respeitam os processos, e pagam as taxas governamentais”, declarou.
Laizer disse que planeja usar esse dinheiro para ajudar sua comunidade. “Planejo construir um centro comercial em Arusha e uma escola perto da minha casa”, disse.
O governo anunciou no Twitter que as duas peças serão guardadas no museu nacional.
Em 2018, quando o exército começou a construir um muro de 24,4 km em volta das minas de Mererani, o presidente Magufuli estimou que 40% da produção nacional da tanzanita era perdida com o contrabando.
As autoridades policiais do Brasil está lançando uma série de alertas aos pais de crianças e adolescentes para a existência de uma personagem nas redes sociais que estaria motivando os mais novos a cometer o suicídio.
O personagem em causa é conhecido pelo nome de Jonatan Galindo e usa em seu perfil nas redes sociais uma imagem que faz lembrar o Pateta, da Disney.
Segundo o site Metrópoles, vários perfis têm sido criados para se aproximar de jovens no Facebook e, por meio de mensagens perturbadoras, tentam induzir ao suicídio.
Vale lembrar que esta não é a primeira vez que situação semelhante acontece. Em 2017, nasceu na Rússia, o desafio da Baleia Azul, que incentivava os mais novos a automutilarem-se e a cometer o suicídio.
O primeiro perfil do ‘Homem Pateta’ foi criado na Europa, em 2017, com posts em espanhol. “Este perfil faz o desafio para que o interessado envie uma mensagem privada e, em resposta, passa a enviar vídeos, textos, áudios e até a fazer videochamadas. Essas mensagens causam desconforto, medo, terror e podem até induzir ao suicídio”, explica a delegada de Polícia Civil Fernanda Lima, num vídeo na sua conta no Instagram.
Ana Maria Braga, 71, compartilhou uma receita de acarajé, prato tradicional baiano, em seu Twitter nesta terça-feira (23) que acabou não agradando alguns internautas e seguidores.
Isso porque a apresentadora do Mais Você, que agora participa do programa matinal Encontro com Fátima Bernardes na Globo, alterou os ingredientes do prato típico feito com feijão fradinho e azeite de dendê. Na receita de Ana Maria a base do acarajé era milho.
“Chamar essa comida de acarajé é uma afronta inclusive à tradição e aos rituais culturais e religiosos que envolvem a preparação do quitute. Por favor, altere o nome”, escreveu um internauta, mencionando a conta da apresentadora.
Logo Ana Maria Braga se retratou com seus seguidores dizendo que não tinha intuito de ofender e sim de homenagear o prato tradicional baiano.
“Peço desculpas. Percebi que minha tentativa de homenagem, na verdade ofendeu a cultura Baiana. Vou trocar o nome da receita de hoje por “falso acarajé de milho”. E deixar aqui uma seleção de receitas típicas (originais) baianas”, escreveu na publicação.
“Uma mulher elegante”, rebateu uma internauta ao tuíte da apresentadora. ” Você não ofende, você é rainha”, escreveu outro seguidor.
O pagamento da terceira parcela do auxílio emergencial, pago pelo Governo Federal durante a pandemia do novo coronavíris, depende apenas da sanção do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido).
Foi o que informou hoje o presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, em entrevista à CNN Brasil. Segundo Guimarães, já está tudo certo entre o banco e o Ministério da Cidadania para os pagamentos.
“Nós já fechamos com o Ministério da Cidadania. Precisa só da aprovação do presidente da República. Já temos a questão técnica (definida), com tranquilidade”, afirmou Guimarães.
“A terceira parcela, já estamos pagando a quem recebe o Bolsa Família, mais de 11 milhões de brasileiros já receberam. Em breve, vamos anunciar — é o Ministério da Cidadania que anuncia, mas há todo o alinhamento técnico entre ministério e a Caixa”, acrescentou.
A exemplo do que foi feito com as duas primeiras parcelas, os beneficiários receberão o valor de R$ 600 em conta, antes da possibilidade do saque em agências.
“Faremos primeiro o pagamento de forma digital, por mês de nascimento, sempre começando por janeiro. Vamos começar por janeiro e seguindo por esse calendário. Algum tempo depois, vamos permitir o saque”, reforçou Guimarães.
“Por que fizemos assim? Dois meses atrás, não tínhamos ainda essa base, tivemos uma semana com filas. Todo mundo reclamou, estavam certos”, reconheceu.
Ainda de acordo com o presidente da Caixa, a sanção presidencial “vai ser em breve”. “Vamos anunciar também a segunda parcela de quem não recebeu, para que tenhamos o pagamento de todos de uma vez”, prometeu.
(Da assessoria) – A pandemia do coronavírus vem causando inúmeros problemas para a economia global, e atinge também a agricultura familiar. Mas, os investimentos realizados pelo Governo do Estado, ao longo dos últimos cinco anos, promoveram sustentabilidade para muitos empreendimentos do rural baiano que, mesmo neste momento de crise, estão mantendo a produção e se superando nas vendas.
A Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan) é exemplo da importância desses investimentos. A Coopatan triplicou o faturamento na primeira quinzena do mês de junho, comparado ao mesmo período do ano passado. Entre os principais produtos que tiveram aumento de venda estão farinha, goma, doce de banana, banana chips e beiju.
De acordo com o presidente da Coopatan, Juscelino Macedo, esse aumento significativo foi graças aos investimentos do Governo do Estado, por meio do edital Alianças Produtivas, do projeto Bahia Produtiva, que destinou R$2,5 milhões à cooperativa. O investimento instrumentalizou e modernizou a base produtiva e a agroindústria, com a aquisição de equipamentos e apoio à logística, a construção de uma indústria de goma, além de ter preparado o empreendimento para um novo ciclo da maturidade empresarial, com a expansão de novos mercados.
Para Juscelino, o grande desafio das cooperativas da agricultura familiar é o medo que as grandes empresas contratantes têm de que hajam rupturas dos contratos: “A Coopatan está quebrando o paradigma e mostrando que estamos aqui para concorrer com grandes redes, mostrando a qualidade e a força da agricultura familiar. Mesmo em momento de crise, nós conseguimos manter nossas entregas e isso traz confiança para a rede varejista”.
Atualmente, a cooperativa fornece os produtos processados de mandioca e banana, e também in natura, para supermercados da capital e do interior como o Walmart, Gbarbosa, Atakarejo, Rede Fort, Cereais do Nico, Atacadão Centro Sul e outras redes estão em fase de cadastro.
A Coopatan vem atuando como agente de transformação financeira, social, econômica e solidária na região, além de garantir a oferta de produtos de qualidade. Atualmente, são 330 cooperados, que produzem frutas como a banana e mandioca, de uma forma diferenciada, com técnicas que estão garantindo alta produtividade, em uma área total de 370 hectares.
O Bahia Produtiva é um projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Banco Mundial.
O avanço rápido do número de casos confirmados de coronavírus em Jacobina é motivo de preocupação por grande parte da população. Como já era previsto, a quantidade de infectados na cidade depois da flexibilização do isolamento social com a abertura total do comércio local dobrou.
No dia 30 de maio, quando o decreto que determinava o funcionamento apenas de serviços essenciais foi revogado o município contabilizava 45 casos; nesta quarta-feira (24), vinte e cinco dias depois, a Secretaria de Saúde municipal anuncia a confirmação de 91 casos positivos, ou seja, 46 a mais de positivados.
A média de contaminação passa de dois casos por dia no município. Se continuar subindo, até o final deste mês de junho o número de infectados pelo novo coronavírus ultrapassará a caso dos 100.
Pimenta é uma planta de sabor ardido ou picante, que pode ser um fruto, semente ou condimento. Possui diversas espécies que variam em cada país. No Brasil, por exemplo, quando se fala em pimenta, em geral, se refere às espécies Capsicum e Piper (como a pimenta-do-reino), que possuem gosto “ardido”. Mas a pimenta biquinho e o pimentão também são considerados tipos de pimenta, só que mais adocicados.
A pimenta-do-reino, por exemplo, é nome de pequenos grãos da baga da pimenteira, uma planta proveniente da Ásia e que pode apresentar diversas colorações de acordo com o grau de maturação. Também existem as pimentas de cores: preta, branca, verde e vermelha, e a pimenta rosa, que é obtida a partir dos frutos secos da planta aroeita e tem sabor e aroma diferente das outras.
Pimenta-do-reino gruda no intestino e pode fazer mal à saúde?
De acordo com a médica nutróloga, Marcella Garcez, da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia), a ardência da maior parte das pimentas vem de componentes que causam essa sensação quando entram em contato com as células nervosas da boca e das mucosas. Eles são divididos em duas categorias:
A capsaicina, que está nas pimentas vermelhas (nas semestes) e provoca o estímulo e aceleração do metabolismo no local, dilatando vasos capilares e aumentando o fluxo sanguíneo;
E a piperina, presente na pimenta-do-reino e em outras pimentas hortícolas, que produz ardência por meio da ação causticante, que queima as células superficiais da mucosa atingida.
A pimenta é rica em vitaminas como, A, B1, B2, C, K, niacina e flavonoides, que conferem ao alimento propriedades antioxidantes, analgésicas, antibacterianas e anti-inflamatórias, devido à ação dos compostos como a violaxantina e a capsaicina, e trazer benefícios à saúde, como:
1. Alivia dor e inflamação (respiratórias e circulatórias)
As propriedades analgésicas apontadas na pesquisa da Faculdade de Medicina de Porto, em Portugal, auxiliam dores causadas por neuropatias com a liberação de endorfina e outros compostos. Podem auxiliar, também, inflamações, descongestão nasal, sintomas de rinite e problemas circulatórios.
2. Promove bem-estar
Por isso também que o seu consumo dá prazer para algumas pessoas. Quando a pimenta estimula os receptores sensíveis, existentes na língua e na boca, transmitindo essa informação ao cérebro, o metabolismo acelera e as endorfinas permanecem por mais tempo no organismo. Elas são liberadas com a intenção de minimizar a sensação causada, provocando a “sensação de bem-estar e ainda o aumento do fluxo sanguíneo, que propicia um substancial aumento do fluxo de nutrientes e de oxigênio, estimulando as ramificações nervosas, com melhora da capacidade dos sistemas imunológico e anti-inflamatório”, explica Garcez.
3. Controla níveis de colesterol
Estudos como o publicado na revista Free Radical Research e outro conduzido na PUC-Rio (Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro) analisaram modelos experimentais e de observação, que indicam que a capsaicina também pode ajudar no controle os níveis de colesterol “ruim” (LDL). Isso parece ocorrer devido a ação anti-inflamatória e antioxidante da capsaicina.
4. Aumenta a saciedade durante a refeição
Além disso, a liberação de endorfina também é responsável por aumentar o nível de saciedade durante as refeições, como foi demonstrado em um estudo publicado no International Journal of Obesity. Ele demonstrou que o consumo de pimenta aumentava a saciedade em curto prazo, ajudando a reduzir o consumo de calorias e gorduras. Aparentemente esse é um benefício trazido pela capsaicina.
5. Ajuda no combate ao câncer
Uma pesquisa publicada no The Journal of Cancer Research dos Estados Unidos em 2006 apontou que a capsaicina é antioxidante e também pode prevenir a produção e induzir a apoptose (morte celular programada) em células do câncer de próstata e de outros tipos de câncer.
Tipos de pimenta
Os tipos de pimenta mais conhecidos são:
Pimenta-do-reino
Pimenta caiena
Pimenta rosa
Pimenta de cheiro
Pimenta dedo-de-moça
Pimenta-malagueta
Pimenta calabresa
Pimenta negra
Pimenta jalapeno
Pimenta carolina reaper
Pimenta scorpions
Pimenta preta
Pimenta cambuci
Pimenta mexicana
Pimenta cumari
Pimenta doce
Saiba mais sobre os principais:
Pimenta-do-reino
A pimenta-do-reino pode ter colorações diferentes, como preta, branca, vermelha ou verde e pode ser consumida seca, em grãos ou moída. A cor está relacionada com o nível de maturação e a técnica de processamento dos grãos. “Pode ser usada como condimento e na preservação da carne. A preta pode ser utilizada como tônico e estimulante também”, aponta a nutróloga Garcez. Devido aos seus compostos bioativos, auxilia no sistema digestivo e absorção dos nutrientes, evita a retenção de líquidos e é anti-bacteriana.
Pimenta caiena
A pimenta caiena é do gênero Capsicum, originária da Guiana Francesa. É um fruto que pode ser utilizado fresco ou seco e moído, como condimento picante. Tem altos níveis de capsaicina, portanto, é bem ardida e um pouco amarga. Costuma ser mais encontrada em forma de molho de pimenta e é rica em bioflavonóides (que ajudam na prevenção de diversos tipos de câncer), e em vitaminas e minerais.
Pimenta rosa
A pimenta rosa vem dos frutos secos da árvore aroeira e é pouco picante. Originária da América do Sul, mas também está presente na Ásia tropical. “Inteiras, vão bem em pratos quentes, da marinada ao cozimento. Já moídas, finalizam saladas”, indica a nutricionista Erica Fernanda, do Hospital 9 de Julho. Tem poder antioxidante e contém elementos como cálcio, ferro, caroteno, tiamina, niacina, riboflavina, além de grande concentração de vitamina C, vitamina A, B1, B2 e E.
Pimenta de cheiro
A pimenta de cheiro é do gênero Capscium chinense. Aromatiza a comida sem oferecer picância intensa. De comprimento alongado, ela é muito famosa na culinária nordestina. Possui vitamina A, B6, C, ferro, magnésio, potássio. Tem ação anti-inflamatório, é boa para imunidade, para o coração e, por possuir baixa caloria, é boa para perda de peso e aumento da taxa de digestão.
Pimenta dedo-de-moça
A pimenta dedo-de-moça é o nome popular da pimenta do gênero Capsicum baccatum. “Sem as sementes, ela fica mais suave e combina com pratos doces”, indica Fernanda. Boa para carnes, molhos e até sobremesas. Contém vitamina A, C, E, sendo antioxidante, que previne doenças crônicas e o envelhecimento precoce. Vai bem em pratos com frutos do mar, por exemplo (bobó, moquecas etc.). Dentre seus benefícios, estão alívio da congestão nasal, sua ação antioxidante e a liberação de hormônios no cérebro, responsáveis pela sensação de prazer e bem-estar.
Pimenta-malagueta
A pimenta-malagueta é uma variedade de Capsicum frutescens, nativa das regiões tropicais das Américas. Se destaca pela alta concentração da capsaicina, portanto, ardida, mas com baixos teores de piperina. Segundo Fernanda, muito utilizada no molho da feijoada, no vatapá e no acarajé. Também pode ser usada em sobremesas e é famosa pelo seu poder antioxidante.
Pimenta jalapeno
A pimenta jalapeno é do gênero Capsicum annuum, originária do México. Possui bastante polpa, rende bem e é indicada para molhos –como o Chipotle. É doce, mas tem uma calorosa ardência e costuma ser consumida ainda verde. Pode ser usada em recheios, molhos, carnes ou até consumida crua. Favorece a cicatrização de feridas estomacais, aumenta a resistência física (indicada para quem pratica exercícios físicos). Por possuir muita polpa, rende bem para fazer molhos e combina com geleias.
Qual pimenta é mais ardida?
Existe, inclusive, uma escala que mede o nível de ardência das pimentas, a Escala de Scoville. Criada em 1912, o método diluiu as pimentas puras em uma solução de água com açúcar, até que a ardência não seja mais percebida pelos provadores. A escala foi, então, definida como: 1 xícara de pimenta equivale a mil xícaras de água, correspondende a mil.
“A pimenta mexicana habanero, por exemplo, chega a 300 mil unidades de calor (SHU). Já a savina-vermelha, chega a 577 mil. A pimenta mais ardida do mundo é a carolina reaper, com 2.200.00 unidades”, conta Fernanda. Veja algumas abaixo:
15.000.000 a 16.000.000 – Capsaicina pura
2.000.000 a 5.300.000 – Spray de pimenta
1.150.000 a 2.200.000 – Pimenta Carolina Reaper
350.000 a 577.000 – Pimenta habanero Red Savina
100.000 a 350.000 – Pimenta habanero
50.000 a 100.000 – Pimenta malagueta
30.000 a 50.000 – Pimenta caiena e pimenta cumari
5.000 a 15.000 – Pimenta dedo-de-moça
2.500 a 8.000 – Pimenta jalapeño
1.000 – Pimenta biquinho
Há ainda outro método de medir a concentração da capsaicina: a Cromatografia Líquida de Alta Pressão (HPLC). Nele, os frutos são secos e moídos. A água é filtrada por eles, extraindo os capsaicinoides, separados e medidos.
Além desses, ainda há outros compostos, como explica a nutricionista Maria Clara Pinheiro, nutricionista do IEDE (Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia): a violaxantina, que é o principal composto das pimentas amarelas e tem ação antioxidante; e a luteína, encontrada nas pimentas verdes, e é fonte de vitamina K, boa para a saúde dos olhos.
Pimenta pode fazer mal?
Quando consumida em excesso (não há uma quantia definida, o excesso varia de indivíduo para indivíduo), as pimentas podem trazer problemas como irritações na mucosa gástrica e também em todo o trato intestinal. Segundo a nutróloga Garces, pode provocar:
Feridas na boca;
Refluxo gastroesofágico;
Azia;
Agravamento de gastrites;
Esofagites;
Duodenites;
Úlceras;
Doenças proctológicas, como hemorroidas e fissuras;
Desconforto gastrointestinal;
Ardência;
Queimação;
Contraindicações
Portadores de doenças gástricas e intestinais devem evitar o consumo. Além disso, aqueles com hipertensão arterial descontrolada que não fazem uso de medicamentos também não devem consumir. Quem não tem contraindicação, pode consumir entre uma ou duas vezes por dia. Lembrando que a melhor maneira de se comer a pimenta é fresca, in natura. “Assim, todos os nutrientes dos frutos são mantidos”, aponta Garcez. As versões na forma de molho, conservas, geleia, páprica desidratada e dessecada também são opções, mas perdem vitaminas e outros nutrientes no processo. No caso das pimentas em grãos, moer apenas antes de consumir.
Fontes: Erica Fernanda, nutricionista do Hospital 9 de Julho; Marcella Garcez, médica nutróloga, diretora da Abran (Associação Brasileira de Nutrologia); Maria Clara Pinheiro, nutricionista do IEDE (Instituto Estadual de Diabetes e Endocrinologia).