A produção de queijos artesanais da Bahia conquistou o reconhecimento nacional no Prêmio Queijo Brasil 2025, realizado nesta semana em Blumenau (SC). A Capribéee Laticínios, com sede nos municípios de Jaguarari e Curaçá, foi destaque na premiação ao conquistar quatro medalhas na categoria de queijos de cabra — incluindo dois ouros para os queijos Cablanca e Meia Cura.
O concurso reuniu mais de 2.291 amostras de queijos de diversas regiões do país, avaliadas por especialistas a partir de critérios como aparência, textura, aroma, sabor e adequação ao estilo proposto.
A diretora-presidente e gerente de marketing da Capribéee Laticínios, Eugênia Ribeiro, celebrou o reconhecimento nacional. “Estamos muito felizes com esse resultado, porque sair do Semiárido Baiano e alcançar prêmios dessa magnitude é algo grandioso. Essa conquista valoriza nossos produtos, amplia a comercialização e fortalece a caprinocultura na região. Nossa expectativa agora é crescer ainda mais, gerando renda para os nossos 45 cooperados”, afirmou.
Além das medalhas de ouro, a Capribéee também garantiu duas pratas com os queijos Crevrotin e Lajinha, este último uma criação autoral da cooperativa. A empresa ainda foi reconhecida como a melhor queijaria da Bahia, reforçando sua liderança na produção artesanal de queijos caprinos.
Investimentos fortalecem a produção O destaque da Capribéee é resultado de investimentos contínuos do Governo do Estado da Bahia, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), direcionados à estruturação das agroindústrias familiares. A cooperativa recebeu recursos para aquisição de equipamentos como dois pasteurizadores rápidos, uma envasadora de iogurte, um veículo usado para logística de entrega, além da instalação de painéis solares fotovoltaicos para geração de energia limpa nos laticínios.
Festival do Queijo Artesanal da Bahia Para comemorar o crescimento do setor e se aproximar da produção artesanal do consumidor público, a capital baiana receberá, em setembro, a 2ª edição do Festival do Queijo Artesanal da Bahia, no Mercado do Rio Vermelho, em Salvador.
Sucesso em sua estreia, o festival retorna ao calendário gastronômico da Bahia com queijos premiados nacionalmente, como os da Capribéee Laticínios, que beneficiam entre os destaques do evento. A programação contará com degustações, workshops, palestras e comercialização direta, valorizando a cultura queijeira e o trabalho das agroindústrias familiares da Bahia.
Um dos mais importantes patrimônios históricos do município de Piritiba, o complexo ferroviário do distrito do França, onde abrigava a antiga estação do trem, a casa dos ferroviários, a oficina de locomotivas e vagões e um pontilhão está abandonado, com suas construções em ruinas; em estado de total abandono e esquecimento pelo poder público. O NOTÍCIA LIMPA esteve visitando o local nesta quinta-feira (10).
A estação é datada de 1923. Ela foi inaugurada 11 anos antes da estação da sede da cidade e os trens de passageiros funcionaram até 1976.
O França fazia parte do trecho ferroviário que se iniciava na cidade de Senhor do Bonfim, na estrada de ferro chamada de São Francisco, passando por Pindobaçu, Caém, Jacobina e outras cidades do centro-norte da Bahia, até Iaçú, onde se encontrava com a estrada de ferro Central da Bahia, promovendo a ligação entre as duas mais importantes ferrovias do estado naquele momento. O ‘trem da Grota’, como era chamada a linha férrea teve seu primeiro trecho aberto ao tráfego em 1917.
O que antes era o símbolo máximo do progresso hoje é uma demonstração de descaso com a história regional, mas principalmente local.
Os moradores do França lamentam a negligência dos que poderiam cuidar de um dos mais antigos patrimônios do município. Diante do cenário de abandono chamam a atenção da Prefeitura para aproveitar a estrutura para projetos sociais e culturais.
“Esse local tem um valor histórico. Seria maravilhoso ver a estação se transformar em um espaço realmente útil”, disse um morador que pediu o anonimato, seguido pelo pessimismo de uma professora, que também não quis ser identificada: “já não acreditamos mais que alguma coisa será feita de verdade, pois há vários anos ouvimos falar de um projeto e as coisas só degradam e pioram”, comenta uma ex-moradora de Florestal. Um outro afirma: “A estação do trem do França é um marco e faz parte da nossa história. É triste lembrar como era e ver como está. A gente sonha com uma restauração”.
No França é possível encontrar ainda diversos casarios centenários
“Forró pra mim tem que ter saudade, tem que ter chamego, tem que ter amor, forró pra mim tem que ter alegria, uma sanfona vadia no peito do tocador…” Este trecho de uma das suas composições demonstra o estilo e o que pensa um dos forrozeiros mais autênticos da Bahia, Jonilson Cerqueira, o ‘Truvão Sanfoneiro’.
Nascido na Fazenda Sítio, no município de Piritiba há sessenta e sete anos, o músico conterrâneo do saudoso cantor e compositor Wilson Aragão, que teve uma das suas músicas imortalizadas por Raul Seixas (Capim Guiné); recebeu a reportagem do Notícia Limpa em sua casa e em um bate papo descontraído falou da sua carreira e de suas inquietações com o atual cenário musical do país, principalmente do Nordeste.
Homem simples, de comportamento peculiar do nordestino que não esconde sua origem e que se orgulha das histórias do povo que tem como a labuta e suas tradições como meio de vida, Truvão conta que a sua orientação musical partiu da sua família materna há mais de quatro décadas e tem a música como guia dos caminhos que escolheu seguir. Formado em Administração de Empresas, foi gestor de projetos do Sebrae/Bahia e tem como sua segunda paixão, segundo o mesmo, a caprinovinocultura, a criação de bode; motivo inclusive para o seu também segundo apelido, ‘Bodeiro”.
O sanfoneiro não esconde a sua tristeza em ver o que chama de desconstrução musical, ao se referir aos novos ritmos que estão surgindo com a denominação de forró. Para ele a industrialização de artistas ‘pré-fabricados’, que surgem por temporada tem contaminado e ameaçado o verdadeiro estilo cantado por artistas consagrados como Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Jakson do Pandeiro, Trio Nordestino, Sivuca, Marinês, entre outros, deseducando as crianças, destruindo a juventude e desrespeitando as famílias.
“Tudo que foi criado com muito carinho e muita competência está sendo destruído. A cultura está sendo mal interpretada. Muitos artistas sem arte têm surgido sem a mínima preocupação com a construção de valores e com a disseminação da verdadeira arte”, lamenta Truvão.
Outro assunto abordado pelo artista é a discrepância entre os valores pagos ao que chama de ‘modismo imediato’, com cachês que fogem da realidade.
Com relação ao gosto musical dos jovens, Truvão defende que o forró raiz pode dialogar com a juventude, mostrando que, como em outros estilos musicais, mas com um pouco mais de verdade, sutileza e empatia, é possível se identificar. “Cantamos a nossa fauna, a flora, a culinária, nossos saberes, nossas belezas, nossas dores, nossos amores. É preciso que a turma mais nova seja provocada a conhecer isso. A partir daí, a juventude entenderá que o forró é o pai do São João, a sanfona é a mãe e o sanfoneiro é o guardião da cultura nordestina, e acabará abraçando esses valores”, disse.
Emocionado, em um dos momentos da conversa, Truvão cantou a música de Wilson Aragão, ‘Saudade do meu São João’, como forma de homenageá-lo e agradecer a expressiva contribuição cultural do mesmo para a Bahia. E com exclusividade, apresentou a composição ‘A Pesadeira’, em parceria com Wilson.
A novidade foi divulgada pelo Folhapress, a Bahia ganhará a a primeira escola pública de forró tradicional, ou pé-de-serra. A escola funcionará no Pelourinho e irá se chamará Casa do Forró, onde funcionará também a sede da Associação Cultural Asa Branca dos Forrozeiros da Bahia.
A abertura está marcada para o dia 14 de julho.
A escola vai oferecer aulas práticas de sanfona, zabumba, triângulo e pandeiro, divididos entre turmas de acordeon e percussão. As aulas serão conduzidas por quatro professores, com foco na valorização do forró de raiz.
Apesar da gratuidade, a associação estimula que os alunos se tornem sócios e contribuam com uma mensalidade simbólica, usada para ajudar na manutenção do espaço.
A criação da escola foi viabilizada por uma emenda da deputada estadual Fátima Nunes (PT), também forrozeira e sertaneja. Os R$ 200 mil foram repassados via Secretaria Estadual de Cultura da Bahia e usados na compra de instrumentos, remuneração dos professores e contratação de pessoal para o funcionamento da sede.
A Associação Asa Branca foi criada em 2007, em Simões Filho, por um grupo de forrozeiros que temia ver o ritmo perder espaço.
Um abalo sísmico de magnitude 3,2 na escala Richter (mR) atingiu uma área onde funciona uma mineração de cobre, próxima ao distrito de Pilar, no município de Jaguarari, no norte da Bahia.
A ocorrência foi confirmada pelo Laboratório de Sismologia da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) que monitora a atividade sísmica na regão. O órgão informou que diversos tremores de menor magnitude são registrados com frequência em Jaguarari e nos mais de três anos de monitoramento da região mais de 100 eventos foram registrados, sendo este último o de maior magnitude.
O tremor de terra foi sentido por moradores da localidade, deixando muitos assustados. Um áudio atribuído a uma funcionária da mineradora chama atenção pela expressão de medo (ouça abaixo desta matéria): “Boa noite família. Nesse momento estamos aqui na mina, teve um tremor bem forte agora às 23:50. Quebrou vidros de janela do laboratório, derrubou as coisas da prateleira. Nós estamos todos assustados Senhor, ninguém sabe o que aconteceu, se na subterrânea aconteceu alguma coisa. Estamos todos aqui fora do laboratório com medo, Jesus tenha misericórdia”.
A Mina de Cobre do distrito de Pilar é uma das principais operações de cobre no Brasil, com minas subterrâneas e a céu aberto. A mina é conhecida por ser uma das mais profundas do país, com profundidade que se aproxima de 1.400 metros.
O maior tremor já registrado na Bahia até então foi na região das cidades de Mutuípe, que fica no Vale do Jiquiriçá e Amargosa, no Recôncavo Baiano, ocorrido no dia 30 de agosto de 2020.
No Brasil, o maior abalo sísmico já registrado foi ano passado, com grau de gravidade de 6,6., em Ipixuna, no Amazonas. O epicentro foi a 614,5 quilômetros de profundidade, quase o dobro da distância entre Salvador e Jacobina. O único terremoto já registrado que provocou algum tipo de destruição ocorreu em João Câmara, município do Rio Grande do Norte, em 1980. Com uma escala de 5,1 graus na escala Richter, quatro mil casas foram destruídas. Nenhuma morte até hoje foi registrada em consequência de um tremor no Brasil.
OUÇA O ÁUDIO ATRIBUÍDO AO UMA FUNCIONÁRIA DA MINERADORA, LOCAL DO EPICENTRO DO TREMOR:
“Três dias magníficos, de muita alegria e diversão. Voltarei, com certeza, no próximo ano. Obrigada Caém pela maravilhosa festa. Parabéns para a população ordeira e simpática deste lugar”, disse a paulistana Karleane Amaral; resumindo o sentimento de quem participou da melhor festa de São Pedro da Bahia, o Arraiá do Papagaio 2025.
Foram três dias para ficar na história, com boas músicas, animação, tradição e muito forró e romantismo. O São Pedro de Caém, realizado neste final de semana (4, 5 e 6 de julho), atraiu milhares de visitantes de toda a região e cantos do país que tiveram a oportunidade de prestigiar uma festa marcada pelo brilho da ornamentação e o encanto junino.
O Camarote da Acessibilidade, local reservado para idosos e portadores de deficiências, foi uma das demonstrações de que o evento é também um espaço de inclusão, pensado em oferecer condições para participações de todos.
A escolha da grade musical foi outro destaque do Arraiá do Papagaio. As atrações agradaram todos os gostos, passando pelo forró tradicional de Targino Gondim e de Matheuzinho do Acordeon, o forró elétrico de Raí Saia Rodada, o romantismo da Banda Baú da Saudade, ao arrocha de Silvanno Salles e Devinho Novaes.
E o encerramento da festa não poderia ser diferente de como começou. O ‘tapete amarelo’ do Bloco das Viúvas passou nas portas daquelas e daqueles que inspiraram o seu nome, levando a mesma animação da praça. Momento também de muita emoção e alegria, ao som da prata da casa, Paulo dos Teclados e da banda de Elisson Castro e Forró Pega Leve.
Aconteceu tudo como era esperado; muita alegria, descontração e verdadeiros shows musicais. O melhor festa de São Pedro da Bahia atraiu milhares de pessoas em seu primeiro dia.
As apresentações de quadrilhas juninas e da dupla anfitriã Reurys e Lailza nas primeiras horas da noite já mostravam como seria a abertura oficial do festejo mais esperado e querido da região, o ‘Arraiá do Papagaio de Caém’.
O consagrado forrozeiro baiano Targino Godim, fez jus ao título de um dos melhores artistas da atualidade, fazendo os que estiveram na Praça Manoel Novaes (Praça do São Pedro) dançar o ‘forró raiz’.
O romantismo do cantor Silvanno Salles completou o sucesso da festa que teve ainda Matheuzinho do Acordeon finalizando a noite.
“Bom demais. Festa linda e organizada, parabéns ao prefeito da cidade e todos os envolvidos. Quero voltar outras vezes”, elogiou a assistente administrativa Daniela Rocha, de Salvador.
Neste sábado, as principais atrações do ‘São Pedro de Caém’ são os cantores Raí Saia Rodada e Devinho Novaes.
Nesse domingo (6), o Patrimônio Cultural Bloco Visita ãs Viúvas deve contar com mais de 5 mil pessoas e encerra as principais atrações do festejo.
A festa de São Pedro de Caém é uma realização da Prefeitura de Caém, cidade. apoio do Governo da Bahia, através da Superintendência de Fomento ao Turismo (Sufotur).
Começa nesta sexta-feira (4) o Arraiá do Papagaio 2025, tradicional ‘Festa de São Pedro’ da cidade de Caém; um dos eventos mais aguardados da região.
As atrações deste ano prometem muita animação, confraternização, romantismo e bastante forró. A concentração principal do festejo é a Praça Manoel Novaes, mais conhecida como a ‘Praça do São Pedro’, onde um moderno palco de 35 metros foi montado.
Durante entrevistas à emissoras de rádio durante toda a semana, o prefeito de Caém, Arnaldinho Oliveira, abordou sobre algumas decisões da comissão organizadora para manter a organização e a segurança dos que irão curtir a festa, entre elas a proibição de entrada de objetos cortantes como garrafas de vidro e coolers. O prefeito informou que a segurança será feita pela Polícia Militar da Bahia, guardas civis municipais e privados e o Corpo de Bombeiros Militar.
O gestor informou ainda que uma equipe da Secretaria de Saúde e uma ambulância estarão disponíveis em um posto médico instalado no circuito e como forma de inclusão, o Camarote da Acessibilidade garantirá a participação de pessoas com deficiências e idosos.
“Vamos garantir que a nossa festa seja realizada com muita alegria e descontração, com atenção especial à segurança e à organização, para que todos possam aproveitar com tranquilidade”, disse Arnaldinho, destacando a importância de um evento bem estruturado e acessível.
CONFIRA ABAIXO O CARTAZ OFICIAL DO ‘ARRAIÁ DO PAPAGAIO’:
O município de Caém recebeu a primeira remessa de doses de vacinas que protegem contra a dengue. Inicialmente, estão disponíveis 160 doses do imunizante que vai garantir proteção para as crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, público aprovado nesse momento para serem os primeiros contemplados pelo Ministério da Saúde.
Os pais ou responsáveis pelo público alvo deverão procurar a sala de vacina mais próxima acompanhado de Cartão SUS e Caderneta de Vacinação para receber a primeira dose.
O esquema vacinal é composto por duas doses com intervalo de três meses entre elas. Caso a criança ou adolescente tenha sido diagnosticado com dengue, é necessário aguardar seis meses para iniciar o esquema vacinal. Havendo contaminação por dengue após a primeira dose, deve-se manter a data prevista para a segunda dose, desde que haja um intervalo de 30 dias entre a infecção e a segunda dose.
A dengue é um problema de saúde pública no Brasil, principalmente no verão. É uma doença infecciosa transmitida pelo mosquito Aedes Aegypti, que causa sintomas tanto leves quanto graves, e pode levar à morte. O mal-estar ocasionado pela doença pode durar até dez dias, mas dependendo do caso, permanece por semanas.
Conforme informações da Secretaria de Saúde, o município aguarda o recebimento de mais doses para que possa alcançar a totalidade do público alvo selecionado nesse momento.
Durante a 72ª Festa do Vaqueiro de Curaçá, que será realizada entre esta sexta-feira (4) e domingo (6), a Xirê Produções promove a Rural Elétrica, uma ação móvel que leva música e animação às ruas da cidade. Um carro cenografado e equipado com sistema de som potente circula em diferentes horários com artistas locais, criando encontros entre moradores, visitantes e a cultura vaqueira.
A Rural Elétrica percorre pontos estratégicos da cidade em três momentos distintos, mantendo o clima festivo ativo mesmo fora do palco principal. A proposta visa ampliar a presença cultural da festa e promover a circulação da arte popular em espaços urbanos.
Com apoio do Governo do Estado da Bahia e da Prefeitura de Curaçá, a iniciativa integra uma série de ações organizadas pela Xirê Produções para o evento. Outras atividades também serão realizadas no circuito principal e às margens do Rio São Francisco, incluindo apresentações de DJs e uma exibição de jet ski.