Municípios

Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade

23 de agosto de 2018, 11:43

Por Gervásio Lima  –  

A demora por tomadas de decisões afeta consideravelmente governos que possuem todas as prerrogativas para serem considerados de excelência. Já criar expectativa para outrem é uma falta séria de compromisso com a dignidade e o sentimento alheio. Não se promete o que não pode ser cumprido, isto é fato e, infelizmente, uma prerrogativa usada por poucos.

O Brasil que os brasileiros querem é utópico por conta do comportamento dos próprios brasileiros. Corruptores criticam corruptos e o que deveria ser uma obrigação é caracterizado de virtude, com a moral e a ética não sendo mais valores intrínsecos, passando a serem ‘princípios em extinção’.

Não basta apenas achar que o erro se encontra no outro sem antes se auto avaliar. Ao descobrir e corrigir suas falhas inevitavelmente mudará suas, até então, atitudes equivocadas. Enquanto isso não acontecer não será possível cobrar o que não contribuiu para se tornar realidade. É bom sempre lembrar que o bem é fruto de um conjunto de ações positivas e do envolvimento de todos que almejam o mesmo objetivo.

Nas gestões públicas a palavra ‘errar’ não deve se quer ser pronunciada, até porque, parafraseando o ditado popular, ‘errar é para humanos’. Conforme Paulo Daniel Barreto Lima, especialista em gestão pública, em seu livro “Gestão é a capacidade de fazer o que precisa ser feito” (2006), em uma gestão pública não se pode esquecer a capacidade de se atentar e permanecer no posicionamento da organização planejada, para que assim, a missão possa ser cumprida, que neste caso primordial é o desenvolvimento da cidade em benefício ao povo que nela reside. Lima ainda acredita que uma boa organização na gestão pública está relacionada à uma alta capacidade de gestão, que por sua vez, relaciona-se com a melhor relação entre recurso, ação e resultado”.

Em uma infeliz, mas real e cotidiana, inversão de valores, a crítica sobrepõe o elogio ao correto, principalmente quando se refere à política e aos políticos, assuntos na moda atualmente. Nunca na história deste país o provérbio, ‘o sujo falando do mal lavado’ esteve tão presente, sendo inclusive a frase mais coerente para o momento. É fácil condenar o outro pelos erros que também se comete.

Hipocrisias e falsos moralismos andam de mãos dadas e, o pior, são seguidos por uma legião que torce pelo quanto pior melhor. A mentira não é mais antagônica da verdade. Já dizia Joseph Goebbels, que foi ministro da Propaganda de Adolf Hitler na Alemanha Nazista, exercendo severo controle sobre as instituições educacionais e os meios de comunicação: “Uma mentira repetida mil vezes torna-se verdade”.

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Vereador é preso por naturalizar eleitores em troca de votos

29 de maio de 2018, 11:52

Para atrair os eleitores, ele teria oferecido lotes em um condomínio de Araçariguama

O vereador de Araçariguama Genivaldo Vidal dos Santos (PSB), atual vice-presidente da Câmara Municipal, foi preso pela Polícia Civil nesta segunda-feira (28). O político conhecido como “Tubaína” deve cumprir oito anos de prisão por corrupção eleitoral. Ele foi condenado após “naturalizar” eleitores de outras cidades para ganhar votos nas urnas.

Conforme relata o G1, o caso começou a ser investigado quando a polícia percebeu que o número de eleitores de Araçariguama era maior que o de moradores do município.

Genivaldo foi apontado como um dos chefes do esquema em torno da falsificação de documentos para a “naturalização” de moradores de outras cidades, a fim de transferirem os seus votos para Araçariguama. Para atrair os eleitores, ele teria oferecido lotes em um condomínio daquele município.

O vereador já havia sido preso em 2016, junto com outros dois assessores, mas vinha respondendo ao processo em liberdade. Naquele mesmo ano, ele conseguiu se reeleger no primeiro turno, com 347 votos.

Em 2016, Genivaldo chegou a ser preso junto com outros dois assessores, mas foi solto para responder ao processo em liberdade. No mesmo ano, se candidatou e foi reeleito com 347 votos no primeiro turno. A Prefeitura e a Câmara de Vereadores ainda não se manifestaram sobre o caso.

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Homem que quebrou coluna em pula-pula recebe alta após 10 meses

27 de fevereiro de 2018, 14:47

O vaqueiro de 44 anos ficou tetraplégico após quebrar a coluna durante aniversário de um ano da filha

Após dez meses internado, o vaqueiro Admilson Santana Santos, que fraturou a coluna em uma cama elástica enquanto festejava o aniversário de um ano da filha, em abril de 2017, recebeu alta nesa segunda-feira (26). Admilson, 44 anos, estava no Hospital Clériston Andrade, localizado em Feira de Santana, cidade a cerca de 211 km de Euclides da Cunha.
Segundo revela o G1, o vaqueiro ficou tetraplégico após quebrar a coluna e o quadro dele é irreversível, informou a assessoria de imprensa do Hospital Clériston Andrade.

Admilson sofreu 11 paradas cardíacas em dois meses e, ainda segundo a assessoria da unidade hospitalar, ele sofreu mais de 20 paradas cardiorrespiratórias durante esses 10 meses de internação.

A assessoria do hospital contou ainda que em alguns momentos Admilson respirou somente com a ajuda de aparelhos. Os médicos da unidade de saúde entendem que o propósito da desospitalização de pacientes como Admilson, que passam longa permanência no hospital, é permitir que eles voltem a conviver com as famílias e que não sejam moradores da unidade de saúde.

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Comerciantes e clientes reclamam das condições de funcionamento do Ceasa de Simões Filho

26 de fevereiro de 2018, 08:24

A mega feira de 4,6 mil metros quadrados e seus diversos galpões, possui problemas tão grandes quanto sua estrutura.

Prestes a completar 45 anos de construção (28 de março), o maior centro de abastecimento da Bahia, o popular Ceasa, localizado no município de Simões Filho, na rodovia CIA-Aeroporto (BA 526), não tem recebido atenção na mesma altura da sua importância. Construído com o objetivo de promover, desenvolver, regular, dinamizar e organizar a comercialização de produtos da hortifruticultura a nível de atacado para suprir a demanda de toda a região metropolitana, o equipamento carece da presença do Estado, que seria o responsável por sua manutenção e conservação.

A movimentação inicia na madrugada, mesmo com pouca iluminação
Apesar de enunciar publico e institucionalmente que o Ceasa tem o compromisso de manter “a garantia do fluxo contínuo, qualidade e condições higiênico-sanitárias dos produtos ofertados ao consumo, estruturando o mercado com informações de preços de hortifrútis praticados no atacado”, a Superintendência de Desenvolvimento Industrial e Comercial (Sudic), autarquia da Secretaria do Desenvolvimento Econômico do Estado (SDE), não demonstra na prática a preocupação de manter ou realizar o que se propõe.
Os problemas se arrastão há anos. A falta de organização e segurança no local, estão dando lugar para a sujeira e as constantes ocorrências de roubo e outros delitos. Várias são as reclamações dos comerciantes e clientes que iniciam suas atividades ainda no início da madrugada. No escuro, com ajuda do flash de um aparelho de celular, o vendedor de abacaxis anota alguns pedidos e reclama da falta de reciprocidade da administração do Ceasa junto aos comerciantes que pagam uma taxa pela permissão de comercialização e o condomínio. “Isso é uma falta de respeito. Nós comerciantes e nossos clientes não merecemos ser tratados desta forma Não dispomos de segurança, limpeza e outros apoios básicos como um controle de fluxo de veículos”, reclamou um comerciante que pediu para não ser identificado.

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Monumento que representa 1ª missa celebrada no Brasil será demolido

23 de fevereiro de 2018, 09:02

Foto: © Reprodução / TV Santa Cruz

Iphan diz que as esculturas foram construídas em Área de Preservação Permanente.

A Justiça determinou a demolição do monumento ue representa primeira missa celebrada no Brasil, localizado em Santa Cruz Cabrália. De acordo com o Iphan, as esculturas foram construídas em Área de Preservação Permanente. A Prefeitura irá recorrer da decisão.

O G1 destaca que o monumento é formado por três conjuntos de esculturas, feitas com cimento e cerâmica, esculpidas pela artista plástica Bernadete Varela, a pedido da prefeitura de Santa Cruz Cabrália.

Jorge Cruz, que trabalha como guia turístico na região, explica as esculturas: “Aqui, temos a imagem do padre Anastácio, que é jesuíta, temos o duque Alorino Miguel. Temos o soldado fazendo sua proteção e, ao redor, os índios. Do lado, temos outro jesuíta, que está também fazendo a suas orações, nesse processo que era a primeira missa”.

O município instalou o monumento no local com o objetivo de fazer uma divisa entre a área indígena de Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália, e o município de Porto Seguro. “Existia uma polêmica da divisa entre os municípios. A prefeitura colocou um marco divisório, identificando o início da área indígena e, baseado naquele marco, o prefeito da época resolveu enfatizar isso e criar um monumento”, disse o atual secretário de Infraestrutura de Santa Cruz Cabrália, Geraldo Gordilho.

A decisão judicial surpreendeu a comunidade indígena da região, que não foi ouvida sobre o caso. “Aquilo é um patrimônio, uma história do povo pataxó daqui de Coroa Vermelha”, disse o cacique Pequi Pataxó.

Em entrevista ao G1, o procurador do município, Emmanuel Ferraz, afirmou que a retirada pode causar impacto na economia local e diz que vai tentar reverter a decisão. “Trata-se de uma área indígena. Há várias questões jurídicas envolvidas ali e a gente tem muita crença de que, no recurso, a gente possa reverter a decisão. Vamos levar até as últimas instâncias para defender esse patrimônio”, destaca.

O Denit disse que irá procurar detalhes sobre o processo para se posicionar. O Iphan reforçou que o monumento foi instalado sem a autorização do instituto e que, como a área onde as esculturas estão é de responsabilidade também no Denit e da Fundação Nacional do Índio (Funai), está tomando as providências administrativas.

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Passageiro morre dentro de avião após passar mal em aeroporto da BA

05 de fevereiro de 2018, 15:03

Segundo Anvisa, homem chegou a ser atendido por médicos da emergência do aeroporto de Porto Seguro, mas não resistiu

Um passageiro morreu dentro de um avião da companhia aérea Azul na manhã de domingo (4). A aeronave seguiria de Porto Seguro, no sul da Bahia, para Campinas, no interior de São Paulo.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) informou ao ‘G1’ que Damião Honorato dos Santos, que não teve idade divulgada, foi o último a entrar na aeronave. Segundo os comissários de bordo, ele já estava passando mal e com falta de ar quando embarcou.

O homem chegou a ser socorrido por médicos da emergência do aeroporto de Porto Seguro e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), mas não resistiu.

O corpo de Damião foi levado para o o Departamento de Polícia Técnica (DPT) da cidade. A causa da morte ainda não foi divulgada.

Em nota, a Azul informou que está prestando assistência aos familiares da vítima. A empresa não informou se o voo chegou a decolar.

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Comunidade quilombola recebe investimentos para fortalecer a produção de café no Sudoeste

27 de janeiro de 2018, 11:47

Em visita ao município de Vitória da Conquista, nesta sexta-feira (26), o governador Rui Costa autorizou a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) a firmar convênio com a Associação de Agricultores Familiares da Comunidade de Remanescentes de Quilombo da Lagoa de Melquiedes e Amancio, no valor de mais de R$ 430 mil, para fortalecer a cadeia produtiva do café no Território no Sudoeste Baiano.

O convênio integra os investimentos do edital de Fruticultura Café, do Bahia Produtiva, projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vincula à SDR.

Com o aporte financeiro, a Associação vai investir na implantação de uma unidade simplificada para secagem de café, e serviço de assistência técnica e extensão rural (ATER). Mais 30 famílias serão beneficiadas diretamente. SECOM/BA.

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Policlínica em Irecê ultrapassa marca de 2 mil pacientes atendidos

25 de janeiro de 2018, 09:42

Após pouco mais de um mês de funcionamento, a Policlínica do Consórcio Público Interfederativo de Saúde de Irecê, no centro norte da Bahia, já atendeu 2119 pacientes dos 22 municípios que integram o consórcio. Desde a inauguração, a unidade de saúde realizou 1066 consultas e 1053 exames. São ofertadas nove especialidades médicas, como cardiologia e neurologia, e exames de imagem, como tomografia, ressonância magnética e eletroencefalograma.

Uma das pacientes que utilizaram o serviço da policlínica foi Maria José Paz Araújo, moradora de João Dourado. Ela conta que teve uma consulta com um dermatologista e está com o problema de saúde sendo resolvido. “Eu já estava precisando desse especialista há um bom tempo, mas não encontrava aqui na região pelo Sistema Único de Saúde [SUS]. Fui encaminhada pelo posto de saúde e tive um ótimo atendimento”, afirma, destacando que ainda utilizou o ônibus oferecido pela policlínica.

Além dos atendimentos com médicos, os pacientes têm acesso a atendimento com outros profissionais. Já foram realizadas dez consultas de psicologia e nove com nutricionista. A policlínica oferece também trabalhos educativos e palestras com orientações de saúde.

Inaugurada no dia 8 de dezembro de 2017, a unidade recebeu um investimento de R$ 25 milhões, entre obras civis e aquisição de equipamentos. A manutenção mensal é dividida entre Estado, que arca com 40%, e municípios consorciados, que rateiam os 60% restantes. A policlínica promove a regionalização da prestação de serviço de alta qualidade em saúde, à medida que garante a cobertura de diversos os exames gratuitos solicitados pelo SUS no interior.
O diretor da policlínica, Fernando Luiz Failla, explica que o acesso ao serviço é a partir da Estratégia de Saúde da Família de cada município. “A população vai procurar o médico da atenção básica. Se o profissional identificar a necessidade por um especialista ou exame, fará o encaminhamento. Desta forma, o paciente já vai com o seu horário agendado”, explica o diretor.

Para a população que não reside em Irecê estão sendo disponibilizados micro-ônibus especiais que fazem o deslocamento dos pacientes dos municípios consorciados. Desde a inauguração, 127 viagens foram realizadas com os veículos do consórcio. SECOM/BA.

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Pontualidade de pagamento de micro e pequenas empresas sobe a 95,4%, diz Serasa

24 de janeiro de 2018, 13:40

O nível de pontualidade de pagamentos das micro e pequenas empresas subiu em 2017 na comparação com 2016. De acordo com a Serasa Experian, o porcentual de companhias que foram pontuais em quitar suas dívidas foi de 95,4% no ano passado, ante 95% em 2016. Ou seja, a cada mil pagamentos realizados em 2017, 954 foram quitados à vista ou com atraso máximo de sete dias.
A despeito do resultado ter ficado um pouco mais elevado do que o apurado em 2016, ficou abaixo dos verificados em 2013, 2014 e 2015.

Conforme os economistas da Serasa, o fim da recessão e as sucessivas reduções na taxa básica de juros, tornaram o custo do crédito menos caro, permitindo pequeno avanço da pontualidade de pagamentos das micro e pequenas empresas em 2017.
O segmento comercial foi o que teve o maior nível de pagamentos em dia no ano passado, atingindo 96,3%. Na indústria, esse porcentual alcançou 95,2% e chegou a 94% nas micro e pequenas empresas do setor de serviços em 2017.

O valor nominal médio dos pagamentos em dia subiu 0,8% no ano passado na comparação com 2016, chegando a R$ 1.938, de R$ 1.923. O montante mais elevado foi registrado pelos pagamentos pontuais das empresas comerciais (R$ 1.950), seguido pelas industriais (R$ 1.929) e pelas do setor de serviços (R$ 1.915).

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Negligência causou naufrágio que matou 19 em Salvador, diz Marinha

23 de janeiro de 2018, 13:44

Segundo a Marinha, o comandante do veículo foi imprudente ao “expor a embarcação à navegação em condições meteorológicas adversas”

O naufrágio da lancha Cavalo Marinho I, que afundou em setembro do ano passado deixando 19 mortos na Bahia, teve como principal causa a negligência e a imprudência dos responsáveis pela embarcação.
Esta foi a conclusão do inquérito sobre o acidente realizado pela Marinha do Brasil e apresentado na manhã desta terça-feira (23) em Salvador. O documento tem 1.200 páginas e demandou cinco meses de investigações.

Segundo a Marinha, o comandante do veículo foi imprudente ao “expor a embarcação à navegação em condições meteorológicas adversas”. Ele seguiu viagem mesmo diante de ondas que chegavam a um metro de altura e não adotou uma postura de navegação defensiva ao passar por uma região de bancos de areia.

Já os donos da embarcação, que pertencia à empresa CL Transporte Marítimo, e o engenheiro técnico responsável pelo barca foram apontados como negligentes. Segundo a Marinha, a lancha “não cumpria os critérios de estabilidade exigidos por lei”.

Na perícia realizada na lancha que naufragou, a Marinha identificou a existência de placas de concreto colocadas de forma indevida dentro da embarcação que serviriam como “peso de lastro” para aumentar a capacidade de manobrar a lancha.

Esses lastros, cujo peso total chegava a 400 quilos, acabaram se soltando durante a travessia, fazendo com que a lancha inclinasse e submergisse. “A embarcação possuía lastros não autorizados e colocados de forma indevida que acabaram se soltando. Faltava fixá-los no local correto e medidas defensivas que poderiam ser adotadas”, explicou o Capitão de Mar e Guerra Leonardo Andrade Reis, da Capitania dos Portos da Bahia.

Ele explicou que a inserção dos pesos, em si, não é ilegal. Mas esta deveria ter sido feita mediante estudos de estabilização submetidos à Marinha. Os pesos foram colocados na lancha após a última vistoria da embarcação feita pela Capitania dos Portos, realizada em abril de 2017.

O relatório da Marinha servirá de base para o inquérito que está sendo tocado pela Polícia Civil da Bahia, que apontará os responsáveis pelo acidente, e para a denúncia que o Ministério Público do Estado da Bahia deve apresentar à Justiça.

O documento também será encaminhado para o tribunal marítimo militar, responsável por julgar administrativamente os acidentes da navegação.

Durante os cinco meses de investigação, a Marinha realizou perícias na lancha e interrogou 48 pessoas, entre tripulantes, passageiros e responsáveis pela embarcação.

O comandante, o engenheiro e os donos da embarcação, apontados como possíveis responsáveis pelo acidente, foram notificados pela Marinha e terão um prazo de dez dias para apresentar suas defesas prévias.

O ACIDENTE

O naufrágio da lancha Cavalo Marinho I – que completa cinco meses nesta quarta-feira (24) -foi o maior acidente com vítimas na baía de Todos-os-Santos registrado nos últimos 50 anos. Foram 19 mortos, sendo 13 mulheres, três homens e três crianças.

A travessia de 13 quilômetros liga a Ilha de Itaparica a Salvador. O sistema é formado por sete lanchas que transportam em média 5.000 pessoas por dia.

Reportagem da Folha de S.Paulo apontou que, mesmo após o naufrágio, a travessia opera com os mesmos barcos e nas mesmas condições de antes do acidente. Nenhuma medida foi tomada pelo Estado, responsável pela regulação do sistema de lanchas, nem pelas empresas do local para reforçar a segurança.

As viagens seguem sem controle da identidade dos usuários, sem obrigatoriedade de uso de coletes salva-vidas e com deficit de fiscalização, já que não há fiscais fixos no terminal de Vera Cruz.

A Folha de S.Paulo ainda apontou que o naufrágio foi precedido por erros de segurança e fiscalização das embarcações, além da falta de mecanismos para resposta rápida de equipes de resgate em casos de acidente. Com informações da Folhapress.

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Os 7 alimentos que são ladrões de energia

Você provavelmente já ouviu falar e leu bastante sobre alimentos e suplementos que aumentam sua disposição e te deixam mais animado para encarar um treino ou até mesmo as tarefas do dia a dia. Mas também existe o outro lado dessa moeda. Não faltam vilões neste mundo na nutrição: os alimentos que são ladrões de energia e podem atrapalhar bastante sua rotina na corrida ou até mesmo se tornar um obstáculo numa prova.

Esses “ladrões” de energia atuam de diferentes maneiras no organismo. Em alguns casos, oferecem tanto açúcar que, num primeiro momento, essa elevada taxa de glicose resulta em mais disposição, mas, logo em seguida, a insulina liberada para normalizar essa glicose faz justamente o caminho contrário. E aí o cansaço chega com tudo.

Também tem aqueles alimentos que dão tanto trabalho para o sistema digestivo que muitos nutrientes são desviados para ajudar nesse processo, fazendo com que eles faltem na produção de energia em outras funções do organismo. Resultado: o corpo logo sente essa queda de disposição.

Para te ajudar a evitar esse cansaço causado pela má alimentação, acionamos três especialistas para fazer uma lista dos maiores ladrões de energia, suas principais armas e como combatê-las. Confira!

Os ladrões de energia 

Carboidratos simples

Alimentos com farinhas brancas vão roubar energia se consumidos em excesso. “Em um pré-treino, por exemplo, são aliados, mas viram vilões se não houver uma atividade física depois”, pondera Mayara Ferrari, nutricionista funcional esportiva. “Isso acontece porque a quantidade de açúcar no sangue fica muito elevada e o pâncreas libera mais insulina para quebrar todos esses carboidratos. Isso pode causar uma grande redução de açúcar no sangue, resultando em fadiga e falta de energia.”

Sal

Aquele sal extra para dar mais gosto à comida pode te deixar mais cansado. Em quantidade exagerada, o sal aumenta a pressão arterial e deixa o organismo mais desidratado porque mais água é necessária para compensar. “Ele prejudica o funcionamento adequado do organismo, que ficará a todo momento buscando esse equilíbrio. Isso dará uma sensação de cansaço e fadiga. Esporadicamente um pouco de sal não tem problema, mas abusar dele diariamente ou usar em grande quantidade é bastante prejudicial”, adverte Mayara.

Alimentos gordurosos e frituras

A gordura em excesso dificulta a digestão e atrapalha a chegada dos nutrientes à corrente sanguínea. “Como possuem uma digestão mais
lenta, eles fazem com que a circulação se concentre na região abdominal por mais tempo. Isso causa uma sensação de letargia e sonolência durante a digestão, que pode passar de três horas. E isso não é bom para quem vai se exercitar, pois precisará de boa circulação nos membros”, alerta a nutricionista Lara Natacci.

Doces

A lógica nesse caso é parecida à dos carboidratos simples: como eles são ricos em açúcar, dão um pico de energia no primeiro momento porque aumentam a quantidade de glicose no sangue, mas se a pessoa não for praticar uma atividade física logo em seguida, essa disposição logo pode virar cansaço. “O organismo vai aumentar a secreção de insulina para normalizar a glicemia, que é a quantidade de glicose no sangue. Por isso, a sensação de aumento de energia deve durar pouco e dar lugar à fadiga”, reforça Lara Natacci.

Café

O café, um dos estimulantes mais populares, também pode roubar sua energia. Ele realmente gera mais disposição num primeiro momento, mas sua ação no sistema nervoso tem como um dos efeitos a fadiga. “A cafeína, no cérebro, obstrui os efeitos da adenosina, substância que ajuda na transferência de energia e na promoção do sono, dando o efeito estimulante”, explica André Lemos, médico nutrólogo. “Por outro lado, também inibe a degradação da acetilcolina, que aumenta o estímulo muscular. E a consequência disso são o cansaço e a debilidade”, completa.

Corantes e conservantes

Presentes em muitos produtos industrializados, como nuggets, embutidos (salame, presunto, mortadela, peito de peru) e salsichas, eles
modificam o funcionamento adequado do organismo, que tenta repor o que os corantes “tiram” no processo de digestão. “Eles causam uma cascata de processos inflamatórios e oxidantes. Para reverter essa situação, disponibilizamos muitas vitaminas e minerais, fazendo com que o restante do organismo não funcione adequadamente”, destaca Mayara.

Refrigerante

O refrigerante é um dos “ladrões de energia” mais temidos. Alguns maratonistas e ultramaratonistas o utilizam durante provas quando já estão acostumados a seus efeitos, inclusive psicológicos, mas, para o organismo, eles não têm nada de “bonzinhos”. Isso porque o refrigerante, em geral, tem tudo em excesso: açúcar, sódio e corantes. Assim, desencadeia todos os processos já descritos de uma só vez. Além disso, estudos apontam que o refrigerante ainda pode atrapalhar o padrão de sono, prejudicando o descanso e interferindo na disposição.

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