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Cientistas fazem revelação sobre tecido que teria coberto corpo de Jesus Cristo

25 de julho de 2019, 10:30

Foto: reprodução

Uma equipe de investigadores italianos a franceses encontrou evidências sensacionais de que as conclusões anteriores da análise do famoso Santo Sudário de Turim, feita em 1988, estão erradas.

Os investigadores voltaram a verificar as informações obtidas em 1988, quando os cientistas conseguiram obter acesso pela primeira vez ao Sudário de Turim, ou Santo Sudário, uma peça de linho que teria coberto o corpo de Jesus Cristo após a crucificação.

Os resultados da primeira análise permitiram datar o tecido. Concluiu-se que este pertence ao período entre os anos 1260 e 1390. Estes dados são considerados prova de que o famoso Sudário não pôde ter sido usado durante a época  de Cristo, de acordo com o portal Phys.org.

Agora, a Nova equipe de investigadores solicitou um pedido à Universidade de Oxford, que tinha participado na primeira análise, e por isso dispunha de dados. Foi necessário mais dois anos para realizar uma nova análise.

Descobriu-se que as conclusões tiradas em 1988 não estavam certas. A primeira investigação não fez a análise de todo o sudário, mas só de algumas das partes das suas bordas.

Acredita-se que, na Idade Média, as freiras consertavam algumas partes do tecido para emendar os danos causado pelo tempo.

De acordo o chefe da investigação, Tristan Casabianka, as amostras usadas em 1988 não eram uniformes, o que invalida automaticamente os resultados obtidos.

Os cientistas pensam que todo o tecido deve ser completamente submetido a uma nova análise. Somente isso permitirá estabelecer a idade exata. Porém para que isso aconteça, o Vaticano deve conceder acesso dos investigadores à relíquia cristã.

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O espaço tem cheiro — e ele não é muito agradável

24 de julho de 2019, 14:09

Foto: NASA

As representações visuais do espaço são, geralmente, deslumbrantes. Não importa se estamos assistindo a um filme de ficção científica ou vendo imagens reais de agências espaciais: somos impactados com a beleza inóspita de planetas, sistemas estelares, cinturões de asteróides, luas — sejam esses corpos celestes imaginados por um diretor de cinema ou não. Mas isso costuma limitar nossa percepção do espaço ao sentido da visão, apenas. Já parou para pensar qual é a temperatura no espaço e nos mais diversos planetas? Será que as matérias dos corpos celestes têm um sabor? E o cheiro? Qual é o cheiro do espaço?

Temos boas pistas para sabermos como é o odor lá fora. Mas antes de pensar em respostas, lembre-se: o espaço não é um vácuo completo e absoluto. Aliás, tudo depende da região. Por exemplo, se estivermos no espaço exterior (área não ocupada por corpos celestes), teremos vácuo parcial, mas ainda com a presença de plasma de hidrogênio e hélio, radiação eletromagnética, neutrinos e poeira interestelar.

Temos ainda o que é conhecido como espaço interplanetário, que é a região em volta do Sol e dos planetas do nosso sistema, e o espaço interestelar, que vai além da área de influência das estrelas. No espaço interplanetário, apesar do vácuo parcial, há presença de raios cósmicos, partículas subatômicas, gases, plasma e poeira interplanetária na forma de nuvem. E é de se esperar que, em meio a essa matéria, mesmo fora da superfície dos planetas e luas, haja algum odor. E tal odor não parece ser muito agradável.

Qual seria então o cheiro do espaço?

De acordo com astronautas enviados a missões espaciais, o cheiro do espaço ao redor da Terra e da Lua se parece com pólvora queimada. Um dos relatos sobre o cheiro do espaço é de Gene Cernan, astronauta da missão Apollo 17, a sexta e última missão tripulada do Programa Apollo, da NASA, rumo à Lua. Foi ele quem descreveu o odor da poeira da superfície lunar como “cheiro de pólvora queimada”, de acordo com os artigos Crônicas da Apollo, da agência espacial.

Claro, os astronautas não tiravam seus capacetes na Lua para sentir o cheiro lunar. Acontece que todos aqueles que tiveram contato direto com a superfície lunar tiveram seus trajes impregnados com a poeira que, segundo os relatos, era “incrivelmente pegajosa”. Assim, com toda aquela matéria grudada nos equipamentos, puderam conferir o cheiro do nosso satélite natural ao removerem o capacete dentro da nave espacial — e era um fedor desagradável.

Já de acordo com Buzz Aldrir, da Apollo 11, missão da NASA que completou 50 anos este mês, a poeira lunar tinha cheiro “como carvão queimado ou as cinzas de uma chaminé”. “Sobretudo se você derramar um pouco de água sobre ela”, completou. E o piloto da Apollo 16, Charlie Duke, contou que é “um cheiro muito forte; tem gosto e cheiro de pólvora”. Pois é, eles também ousaram provar a poeira pegajosa no paladar. Tudo pelo bem da ciência, certo?

Além da órbita da Terra e da Lua

E não pense que o fedor do espaço se limita à Lua. Afinal, no Sistema Solar há alguns planetas gasosos com potencial de emitir um cheiro nada agradável. Urano, por exemplo, parece cheirar a flatulências. Pois é. Embora seja impossível irmos ao planeta conferir isso aí (e se fôssemos, não sobreviveríamos), Mark Hofstadter, cientista planetário do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA, afirma que em Urano há “nuvens fedorentas” graças principalmente ao sulfeto de hidrogênio e à amônia, que podem se condensar em nuvens na atmosfera do planeta.

Para se ter uma ideia do caos odorífico de Urano, pense que o sulfeto de hidrogênio é o gás que dá o fedor aos peidos. A amônia, por sua vez, se estiver muito concentrada, terá cheiro de urina humana. Então, dependendo da concentração desses gases na atmosfera, talvez Urano possa cheirar tão mal quanto um banheiro público ao final de um festival de música gratuito no centro da cidade.

Mas há um detalhe que não podemos deixar escapar: nós conhecemos os odores desses gases e substâncias apenas quando estamos na Terra, onde essas partículas são afetadas pelas complexas condições atmosféricas terrestres. É possível que, se pudéssemos visitar a Lua ou Urano sem capacetes, sentiríamos diferentes manifestações desses odores.

Donald Pettit, engenheiro químico e astronauta que esteve por bastante tempo na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), explicou que o cheiro de pólvora da poeira lunar que os astronautas sentiram provavelmente foi resultado da interação desse pó com o ar do módulo espacial. Já Gary Lofgren, do Laboratório de Amostras Lunares do Centro Espacial Johnson da NASA, atribui o cheiro à combinação da poeira lunar com íons emitidos pelo Sol, que chegam ao satélite e se misturam dentro da cabine “produzindo quem sabe que odores”.

A solução para esse impasse é analisar a matéria lunar em sua própria superfície. Quem sabe a ambição da SpaceX de explorar Marte nos revele também o cheiro do Planeta Vermelho?

Fonte: Canaltech

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Anderson Silva se naturaliza americano: ‘Acho que este é meu país agora’

24 de julho de 2019, 13:55

Foto: © Getty

Anderson Silva tornou-se cidadão norte-americano junto com milhares de outras pessoas em uma cerimônia de naturalização em massa na terça-feira em Los Angeles, nos Estados Unidos.

O ex-campeão do UFC fez seu juramento de cidadania junto com seu filho Kalyl, de 20 anos, e a filha Kaory, de 23. O Serviço de Cidadania e Imigração dos EUA recebeu cerca de 8 mil novos cidadãos no total, a maioria com origem em México, Filipinas e China.

Muitos acenaram bandeiras dos EUA depois de repetir o juramento de cidadania e encheram a sala de aplausos. Anderson Silva, ao lado da família, cantou o hino nacional, recitando cada palavra com a mão sobre o coração.

O lutador buscou a cidadania por uma década. “Eu me sinto muito feliz. Você sabe, é um ótimo momento para mim e minha família”, disse.

Silva passou os últimos 10 anos morando em Los Angeles, e seus filhos, os últimos sete. “Tudo o que os EUA deram para nós, é hora de retribuir”, afirmou.

O lutador teve o reinado mais longo de um campeão com o título dos médios do UFC, com 16 vitórias consecutivas de 2006 a 2013. Ele é atualmente o 15º no ranking da categoria do UFC.

Silva nasceu em São Paulo, mas cresceu em Curitiba com a tia e o tio, que era oficial da polícia de Curitiba. Ele disse que respeita o Brasil, mas sente que é americano.

“Tenho minha família no Brasil. Tenho minha mãe e meus irmãos no Brasil. Mas acho que este é meu país agora”, afirmou, dizendo ser capaz de fornecer mais oportunidades para sua família nos EUA.

“Ficamos muito empolgados, especialmente com o aprendizado da língua, e estou indo para a faculdade”, disse Kaory.

Também participaram da cerimônia a esposa de Silva, Dayane, e seus outros filhos, João, 14, Gabriel, 22, e Kauana, 18. Eles ainda estão passando pelo processo de naturalização

 
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Barco do tempo de Cristóvão Colombo é encontrado no mar Báltico em perfeitas condições

24 de julho de 2019, 11:52

Foto: Reprodução

A origem da embarcação de 500 anos de idade encontrada no mar Báltico é de momento desconhecida.

Uma equipe de cientistas internacional descobriu um barco de 500 anos, em estado de conservação surpreendente, nas águas gélidas do mar Báltico, de acordo com uma publicação realizada na passada sexta-feira (19) pela Universidade de Southampton (Reino Unido), que participou da investigação. O barco foi batizado pelos pesquisadores de Okant Skepp, o que significa em sueco ‘barco desconhecido’.

O estudo arqueológico indica que o barco poderia ter naufragado entre finais do século XV e começo do século XVI. A embarcação, “contemporânea dos tempos de Cristóvão Colombo e Leonardo Da Vinci”, apresenta “um nível de conservação notável, após permanecer 500 anos no fundo do mar, graças às águas frias e salobras do mar Báltico”, disse o doutor Pacheco-Ruiz.

No início deste ano, uma câmara robótica, que estava fazendo explorações para traçar a rota submarina de um gasoduto, se deparou com o naufrágio.

Por fim, no passado mês de março, uma equipe de cientistas internacional enviou dois robôs subaquáticos para explorar e documentar a embarcação.

Objetos incomuns 

No navio, que mede entre 16 e 18 metros, se pode observar alguns objetos incomuns, entre eles uma bomba de esgoto de madeira (projetada para eliminar água da embarcação), um cabrestante utilizado para enrolar cabos, armas giratórias no convés e a âncora da embarcação que ajudou a datar o naufrágio, afirmou Pacheco-Ruiz em entrevista ao The New York Times.

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Quatro partes do corpo que não deve lavar com muita frequência

24 de julho de 2019, 08:38

Foto: Reprodução

A higiene não é sinônimo de quantas vezes toma banho. Tudo o que é em excesso faz mal e a limpeza diária não é exceção!

Está entre aqueles que toma dois ou mais banhos por dia? Então este artigo é para você! Para ter uma boa higiene pessoal, não é necessário ‘viver’ no chuveiro. Há algumas partes do corpo, que têm propriedades de autolimpeza e não necessitam de ser lavadas com tanta frequência para serem saudáveis. 

A publicação especializada Medical Daily, revela quatro áreas do corpo que deve ter atenção:

Vagina

A limpeza excessiva dos genitais femininos pode resultar em infecções como a vaginose bacteriana, que podem provocar odores extremamente desagradáveis. Normalmente, é suficiente limpar a vulva com água e se usar sabonete opte por um produto neutro. 

Rosto

“É aconselhável lavar o rosto duas vezes por dia. Porém, uma limpeza profunda não deve fazer parte da rotina diária”, alerta a dermatologista norte-americana Jody Levine. A esfoliação, por exemplo, é fundamental para a eliminação das células mortas, mas deve ser apenas realizada duas vezes por semana. 

Nariz

Poeira, muco, poluição da rua, espirros ou coceiras – sim, é extremamente tentador estar frequentemente limpando o nariz. Porém, há que ter em conta que quanto mais mexe no nariz maior é a probabilidade de sofrer de hemorragias e de surgirem feridas. Se sentir o nariz congestionado e sujo opte por utilizar soro fisiológico em um pouco de algodão para eliminar as impurezas.

Cabelo

Lava o cabelo todos os dias? Errado. Para os fios e o couro cabeludo se manterem saudáveis necessitam dos óleos que produzem naturalmente. Comece lavando o cabelo dia sim, dia não e depois de dois em dois dias – passado algum tempo nem vai notar a diferença!

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Casa de repouso cria ambiente retrô para pacientes com Alzheimer

23 de julho de 2019, 16:36

Foto: Reprodução

Um dos sintomas mais marcantes e tristes da Doença de Alzheimer é o fato de que, com o passar do tempo, a pessoa vai perdendo a memória, e isso também acontece com pacientes que desenvolvem outros tipos de demência. Nessas situações, é bastante comum que a pessoa se esqueça principalmente das situações mais recentes, mas se lembre do que viveu há décadas.

Foi pensando exatamente nisso que uma casa de repouso de Ohio, nos EUA, resolveu criar um espaço completamente retrô, com construções, decoração e um clima capaz de fazer com que as pessoas se sentissem nos anos de 1940.

A área da nostalgia foi construída para agradar aos moradores que hoje estão com na casa dos seus 90 anos de idade – nessa área, no entanto, eles têm a impressão de que voltaram realmente aos seus 20 anos de idade, época da qual têm muitas memórias.

As instalações contam com varandas típicas da época, cadeiras de balanço, postes de ferro e até mesmo alto-falantes que reproduzem o canto dos pássaros. Além disso, até mesmo as questões referentes à pintura foram pensadas de modo que não fossem apenas uma característica retrô, mas também terapêutica. Os pacientes contam, ainda, com um campo de golpe, um salão de beleza e até uma pequena cachoeira.

Todo esse trabalho foi planejado para que pacientes com a Doença de Alzheimer se sintam menos angustiados, já que frequentemente têm a sensação de que estão vivendo em um lugar errado, estranho, ainda que estejam em suas próprias casas. Infelizmente, cerca de 1,2 milhão de pessoas têm a doença apenas no Brasil – nos EUA, esse número sobe para 5,1 milhões.

Jean Makesh, terapeuta ocupacional e um dos responsáveis pelo projeto, afirma que a ideia era oferecer um cuidado extra a esses pacientes, com ainda mais atenção aos detalhes, para que a sensação de estranhamento que eles possam ter em relação a lugares novos seja diminuída e, dessa maneira, eles consigam ter mais tranquilidade. 


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Boxeador russo morre após sofrer lesões cerebrais em luta

23 de julho de 2019, 15:48

O russo Maxim Dadashev, de apenas 28 anos, faleceu nesta terça-feira por conta de lesões que sofreu na região do cérebro durante uma luta na última sexta-feira, segundo seu treinador Buddy McGirt e o responsável pelo seu condicionamento físico, Donatas Janusevicius.

 

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EUA não estão prontos para mobilização em caso de grande conflito, alerta mídia

23 de julho de 2019, 14:02

Foto: Sputnik

Nem a Estratégia de Defesa Nacional dos EUA, nem os planejadores americanos em geral, conseguem enfrentar os desafios da mobilização para um conflito com uma grande potência, refere a mídia.

O site Defense One cita o documento intitulado Estratégia de Defesa Nacional, onde se diz que “a Força Conjunta plenamente mobilizada” será capaz de “derrotar a agressão de uma grande potência, deter a agressão oportunista fora do território e suprimir ameaças iminentes do terrorismo e de ADM”.

No entanto, a publicação relata que este documento não leva em conta fatores que podem ser decisivos em futuros conflitos com grandes potências.

“É provável que os conflitos de amanhã também comecem muito mais rapidamente do que as guerras do passado, dando pouco tempo para mudança de uma postura de paz para uma de tempo de guerra e, portanto, necessitando assim de maior preocupação com a mobilização competitiva”, diz o artigo.

Futuros conflitos 

De acordo com a mídia, os conflitos futuros poderiam começar rapidamente e sem aviso, com ataques de surpresa às redes de combate, satélites e apoio logístico dos EUA com o fim de minar as capacidades de C4ISR.

“Neste cenário, é improvável que o território dos EUA seja poupado. Ataques iniciados por um inimigo contra infraestruturas críticas dos EUA podem causar danos graves e perturbar o moral em geral, além de criar sérios obstáculos à mobilização.

Vulnerabilidade em caso de conflito

O artigo dá o exemplo de um conflito entre os EUA e a China resultante da tentativa da China de invadir Taiwan. De acordo com o artigo, os militares chineses operariam em estreita proximidade de seu território e seriam capazes de utilizar plenamente todos seus recursos militares e industriais, enquanto os EUA enfrentariam um problema significativo de projeção de força a distâncias muito maiores.

“Durante esse processo, as infraestruturas de apoio dos EUA para logística e transporte em larga escala, nomeadamente a TRANSCOM, permaneceriam incrivelmente vulneráveis a interrupções ou interferências.”

Por esta razão, o governo dos EUA deve melhorar seus preparativos em várias linhas de atuação. “Se um futuro conflito se arrastar, a China pode ter uma vantagem comparativa em continuar essa luta […] e a China também está trabalhando para apagar a vantagem militar dos EUA em capital humano”, conclui o artigo.

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Homem é preso por gastar fortuna arrecadada em campanha na web

23 de julho de 2019, 13:45

Foto: © iStock

Um homem de Conselheiro Lafaiete foi preso por suspeita de ter usado dinheiro arrecadado em campanha para o tratamento do filho – 

 

Um morador de Conselheiro Lafaiete, na região central de Minas Gerais, foi preso nesta segunda-feira, 22, em Salvador suspeito de gastar recursos arrecadados em campanha feita pelas redes sociais para o tratamento do filho de um ano e sete meses, que tem atrofia muscular espinhal (AME). A Polícia Civil afirma que a campanha resultou em montante próximo a R$ 1 milhão. O caso é investigado como estelionato.

A Polícia Civil, há cerca de uma semana, recebeu informações de que o pai da criança, Mateus Henrique Leroy Alves, de 37 anos, estava na capital baiana “gastando o dinheiro de maneira indevida”. A corporação diz ter confirmado que o filho de Alves realmente tem a doença. O suspeito deverá chegar em Belo Horizonte ainda nesta noite.

Segundo os pedidos por recursos feitos pela internet, o filho de Alves foi diagnosticado com a doença aos cinco meses de vida. A atrofia muscular espinhal é degenerativa. O tratamento é feito com o medicamento Spinraza – considerado um dos mais caros do mundo – com pelo menos seis doses por ano, inicialmente. Cada dose custa cerca de R$ 300 mil. Novas avaliações são necessárias para o volume do medicamento a ser ministrado na sequência.

Em abril deste ano, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, assinou portaria incluindo o Spinraza para fornecimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A expectativa, porém, é que o medicamento, que é importado, só esteja disponível na rede em outubro, conforme informado à época da assinatura da portaria, e confirmado nesta segunda pelo Ministério da Saúde.

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O Brasil está, literalmente, se envenenando

23 de julho de 2019, 11:59

Foto: Reprodução

*Por Gervásio Lima – 

Aprovações para uso de agrotóxicos no país atingem um número preocupante. Do mês de janeiro deste ano até o momento já são 290 liberações de substâncias venenosas. Só neste mês de julho foram 51. Conforme os especialistas, nunca houve um ritmo tão frenético de aprovação de agrotóxicos como agora. 

No Brasil, em seis meses, 239 venenos tiveram a comercialização autorizada, contra 229 da União Europeia em oito anos. Entre as substâncias novas liberadas está o sulfoxaflor, princípio ativo que controla insetos que atacam frutas e grãos e estaria relacionado à redução de abelhas polinizadoras, segundo estudos em andamento no exterior. Nos primeiros meses deste ano cerca de 500 milhões dessas abelhas teriam morrido no Brasil, vitimas dos venenos nas lavouras, segundo reportagem da Agência Pública e do Repórter Brasil, com base em relatos de apicultores do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Mato Grosso do Sul.

De acordo a André Burigo, pesquisador e professor da Escola Politécnica de Saúde Joaquim Venâncio (EPSJV/Fiocruz), no Rio de Janeiro, a profusão de relatos e pesquisas apontando para casos de contaminação no ser humano e meio ambiente serve para mostrar que é um mito o uso seguro de agrotóxicos. Ele lembra o fato ocorrido em 2007, quando um piloto se esqueceu de fechar o bico do avião e a cidade de Lucas do Rio Verde, em Goiás, foi contaminada. Na época as empresas culparam apenas o piloto. Como consequência, foram relatados casos de infecção de pele e má formação congênita em anfíbios. O lençol freático foi contaminado, resíduos foram encontrados no leite materno, na água da chuva e no ar.

Problemas de saúde podem ocorrer meses, anos ou até décadas após a exposição, manifestando-se em várias doenças, como cânceres, malformação congênita, distúrbios endócrinos, neurológicos e mentais. Está cientificamente comprovado que a utilização continuada de agrotóxicos na produção agrícola aumenta as chances de camponeses desenvolverem quadro depressivo e, com o desenvolvimento da doença, cometerem suicídio. Estudos dão conta que o número de suicídios muito elevado, atingindo especialmente trabalhadores rurais, está ligado ao uso de agrotóxicos. Nos últimos dez anos, mais de 12 mil pessoas tentaram suicídio com agrotóxicos em todo o Brasil. Dessas tentativas, 1.582 resultaram em mortes. Outras 231 tiveram cura, mas com sequelas.

Os efeitos do uso de agrotóxicos são refletidos também na qualidade dos alimentos. Lá em 2011, já se discutia o problema da contaminação dos alimentos com pesquisas específicas sobre o assunto. Naquele ano, quando substâncias venenosas de auto poder de intoxicação não eram utilizadas na lavoura, o Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos em Alimentos (PARA), da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pesquisou 1.628 amostras de alimentos; destes, 36% foram consideradas insatisfatórias. Alimentos como arroz, feijão e cenoura apresentaram amostras insatisfatórias em todos os produtos analisados.

Segundo um levantamento realizado em 2018, com base nos dados do Ministério da Saúde, cerca de 40 mil pessoas foram atendidas no Sistema Único de Saúde (SUS) após serem expostas a agrotóxicos nos últimos dez anos. Desse total, 26 mil pacientes (destes 1.484 foram crianças de até 9 anos) tiveram intoxicação confirmada por médicos, com sinais clínicos como náuseas, diarreias ou problemas respiratórios, ou mesmo alterações bioquímicas no sangue e urina detectadas por exames laboratoriais. A média equivale a sete pessoas intoxicadas por dia.

*Jornalista e historiador

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