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Brasil confirma 1º caso de gato infectado por coronavírus

19 de outubro de 2020, 10:58

Foto: Reprodução

Uma gata de Cuiabá, no Mato Grosso, foi o 1º animal de estimação a ter teste positivo para covid-19 no Brasil. Ela não tem sintomas e contraiu a doença dos seus tutores. A possível infecção de outro gato e de 1 cachorro está sendo investigada. A informação foi divulgada pelo jornal O Globo nesta 2ª feira (19.out.2020).

A pesquisadora Valéria Dutra, professora da Faculdade de Medicina Veterinária da UFMT (Universidade Federal do Mato Grosso), em Cuiabá, fez o exame molecular de PCR no animal. Segundo ela, a gata foi infectada por ter contanto com os tutores infectados no período de isolamento deles. Os donos contraíram o vírus em setembro, em uma festa de família, depois de receberem lembrancinhas de uma pessoa, que sem saber, estava com covid-19.

Dutra diz que as pessoas infectadas devem ficar longe dos animais. “Minha preocupação é que os animais infectados levem o coronavírus para mais animais e pessoas. No caso do gato, é ainda mais complexo do que no do cão porque gatos que moram em casas muitas vezes saem de seu domicílio livremente”, disse Valéria Dutra ao O Globo.

No mundo, há menos de 20 cães e gatos comprovadamente infectados e relatados em literatura científica.

Alexander Biondo, do Departamento de Medicina Veterinária da UFPR (Universidade Federal do Paraná), é 1 dos poucos cientistas brasileiros a investigar a covid-19 em animais domésticos. Segundo ele, pelo que se viu até agora, os gatos são mais suscetíveis à covid-19 do que os cães.

Biondo é coordenador do maior estudo sobre coronavírus em cães e gatos no Brasil e 1 dos autores principais da mais completa revisão internacional sobre o Sars-CoV-2 em animais, aceita para publicação pela “Frontiers in Veterinary Science”.

A amostra colhida na gata de Cuiabá foi enviada para análise diagnóstica pelo laboratório coordenado por Biondo. Também serão realizados exames com anticorpos.

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Influencer que não acreditava na Covid-19 morreu vítima da doença

19 de outubro de 2020, 10:38

Foto: Reprodução

Dmitry Stuzhuk, um influencer ucraniano de 34 anos, morreu na última sexta-feira (16), vítima da Covid-19.

O homem, que chegou a afirmar nas redes sociais que não acreditava na existência desta doença, foi infectado após uma viagem à Turquia.

“Como todos já sabem, tenho Covid-19. Quero avisar de uma forma convincente: pensei que a Covid-19 não existia e que tudo era relativo … Até que adoeci “, escreveu Stuzhuk.

influencer, que havia informado que já se encontrava melhor, estava em casa a se recuperar. Mas acabou não resistindo.

O seu estado de saúde piorou e Dmitry foi novamente internado. O homem sofria de problemas cardíacos e teria sido o coração a falhar na luta contra o novo coronavírus mortal. A esposa do influencer foi quem compartilhou nas redes sociais a notícia de sua morte.

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Estudo aponta que milícias dominam 57% da área do Rio

19 de outubro de 2020, 09:42

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Os grupos milicianos já controlam 57% do território da capital fluminense. Enquanto isso, as três facções do tráfico têm, somadas, o domínio de 15%. E um a cada três moradores, ou 2,2 milhões de pessoas, vivem em áreas controladas por milícias.

Os dados estão no estudo Mapa dos Grupos Armados do Rio de Janeiro, feito em parceria entre o Grupo de Estudos dos Novos Ilegalismos da UFF, o Núcleo de Estudos da Violência da USP, o Disque-Denúncia e as plataformas Fogo Cruzado e Pista News. O poderio mensurado pela pesquisa joga luz sobre a rápida expansão dos milicianos, que não se limita à capital. Eles se espalham cada vez mais pela região metropolitana, especialmente Baixada. Foi contra eles que a Polícia Civil fez duas operações na semana passada, com a morte de 17 suspeitos.

No Mapa dos Grupos Armados também chama a atenção o porcentual superlativo de territórios em disputa: 25% da capital. Apenas 2% da área do Rio não estaria passando por nenhum domínio criminoso ou conflito entre grupos. Os pesquisadores observaram uma nítida mudança no cenário do crime. Se antes o tráfico disputava entre si os territórios, hoje a milícia é quem desponta como principal adversária do Comando Vermelho, enquanto as demais facções têm poderio reduzido. Isso desconstrói a ideia de paz que a milícia historicamente tenta vender ao ocupar locais antes pertencentes ao tráfico.

“Segundo o mapa, as milícias entram em disputas territoriais violentas e atuam em territórios cada vez mais extensos, onde controlam esses bairros ilegalmente, cobrando taxas extorsivas sobre os mercados de serviços essenciais como água, luz, gás, TV a cabo, transporte e segurança, além do mercado imobiliário”, aponta o pesquisador Daniel Hirata, da UFF.

Considerada atualmente “empreendedora”, a milícia já não se limita a atividades como a venda ilegal de gás e o chamado “gatonet”, por exemplo. Os grupos realizam atividades como grilagem e construção de prédios em áreas irregulares. Foi o que ocorreu na Muzema, zona oeste da cidade, em abril do ano passado, quando 24 pessoas morreram após uma dessas construções desabar.

Cores

As cores designadas para cada facção pintam o mapa da seguinte forma: o azul da milícia é predominante em quase toda a zona oeste e no oeste metropolitano, enquanto a Baixada vivencia forte divisão com o Comando Vermelho – que, por sua vez, ainda tem controle da maior parte da zona norte e do leste metropolitano. O grupo mais conhecido do tráfico ainda tem algumas fortalezas na área de maior domínio da milícia, principalmente a Cidade de Deus, cercada por comunidades dominadas por milicianos em Jacarepaguá. O trabalho cartográfico também mostra alguns focos da milícia indo além da região metropolitana. Há registros na Região dos Lagos e na Região Serrana.

Ao apresentar o estudo, os pesquisadores ressaltaram a velocidade com que a milícia conseguiu chegar ao que é hoje. Enquanto esses grupos – formados, na maior parte, por policiais – cresceram nos anos 2000, o tráfico tem um histórico de atuação que remete ao fim dos anos 1970, quando surgiu o Comando Vermelho. “As disputas entre esses quatro principais grupos não impediram o avanço das milícias, o que nos permite afirmar que essa expansão é o fenômeno mais notável dos últimos anos”, apontam.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Caçador de OVNIs: ‘melhor close-up que já vi’ de disco voador (foto, vídeo)

18 de outubro de 2020, 12:33

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Um vídeo publicado no Youtube na quinta-feira (15) começou a ganhar bastante visibilidade após o blogueiro espacial Scott C. Waring ter compartilhado as imagens, que supostamente mostram uma nave espacial estacionada no topo de uma montanha no México.

A imagem borrada foi compartilhada pelo canal IvanHator TV, que não adicionou nenhuma informação da descrição do vídeo, como a data da filmagem, por exemplo. No vídeo, é possível ouvir dois homens falando espanhol enquanto apontam a câmera para a montanha através de um telescópio.

“Tenho de admitir, no começo eu pensei que isso era falso, mas não é […] Isso é real. Isso é absolutamente incrível e eu gostaria que tivéssemos mais filmagens disso”, comenta Waring em seu blog na sexta-feira (16).

O caçador de OVNIs recorda que já relatou outros avistamentos no México, mas nenhum com imagens tão próximas.

​Disco metálico visto estacionado no topo de uma montanha no México, outubro de 2020, vídeo, notícias de avistamento de OVNIs.

“Eu tenho ouvido por décadas sobre os OVNIs mexicanos e até mesmo relatei mais de 50 relatos diferentes sobre eles na última década, mas este é o melhor close-up que eu já vi. Esta é uma forma de disco clássica […] Isto prova 100% a existência de uma espécie inteligente ancestral que vivia no México. Provavelmente esperando que o solo se abra para que possa ir para uma base subterrânea [de] quatro a seis quilômetros abaixo da superfície”, acrescenta Waring.

O tabloide Express, todavia, diz que não há nenhuma evidência real para apoiar essa afirmação de Waring e que as circunstâncias da publicação do vídeo levantam questões sobre sua validade.

O vídeo foi compartilhado no YouTube por um canal nas Filipinas, que parece compartilhar conteúdo aleatório projetado para gerar visualizações de vídeo. E, de acordo com o popular desmistificador de boatos sobre OVNIs, Scott Brando, citado pelo tabloide, avistamentos de OVNIs como esse são frequentemente forjados em uma tentativa de gera receita online.

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Eleitor se informa mais sobre candidatos em conversas com amigos do que pela TV

18 de outubro de 2020, 10:02

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Levantamento do PoderData revela que 39% da população brasileira se informa sobre os candidatos que concorrerão às eleições deste ano por meio de conversas com família e amigos. Outros 23% dizem que preferem assistir à TV, e 15% se informam pelas redes sociais. São 12% os que dizem optar por jornais e revistas e 11% não souberam responder.

A pesquisa foi realizada pelo PoderData, divisão de estudos estatísticos do Poder360. A divulgação do levantamento é feita em parceria editorial com o Grupo Bandeirantes.

Os dados foram coletados de 12 a 14 de outubro, por meio de ligações para celulares e telefones fixos. Foram 2.500 entrevistas em 503 municípios, nas 27 unidades da Federação. A margem de erro é de 2 pontos percentuais.

HIGHLIGHTS DEMOGRÁFICOS

O levantamento mostra que os grupos que majoritariamente se baseiam nas conversas com familiares e amigos para se informar são: quem tem de 16 a 24 anos (54%); moradores do Sul (53%); e moradores do Nordeste (48%). No recorte por nível de escolaridade, o maior percentual de eleitores que dizem se informar por meio dessas conversas está entre aqueles que estudaram até o ensino fundamental (46%).

Dentre aqueles que preferem se informar pela TV, os maiores percentuais estão entre aqueles que: moram no Centro-Oeste (34%); têm 60 anos ou mais (31%); recebem mais de 10 salários mínimos (29%); estudaram até o ensino médio (28%).

As redes sociais têm mais abrangência entre: os que recebem mais de 10 salários mínimos (33%); quem tem ensino superior (33%); os que recebem de 2 a 10 salários mínimos (28%); e os moradores do Norte (26%).

Os tradicionais jornais e revistas são mais utilizados por quem mora no Norte (41%); quem ganha de 5 a 10 salários mínimos e de quem tem de 25 a 44 anos (19%).

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Estudo mostra mudança de hábitos alimentares durante a pandemia

18 de outubro de 2020, 09:40

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As primeiras análises de um dos maiores estudos em alimentação e saúde do país mostraram um aumento generalizado na frequência de consumo de frutas, hortaliças e feijão (de 40,2% para 44,6%) durante a pandemia da covid-19. Ao mesmo tempo, indicou que nas regiões Norte e Nordeste e entre pessoas de escolaridade mais baixa houve aumento no consumo de alimentos ultraprocessados, produtos industrializados que contêm adição de muitos ingredientes, como açúcares, sais, adoçantes, corantes, aromatizantes e conservantes.

Para os pesquisadores do NutriNet Brasil, o estudo feito pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo (USP), que envolveu os primeiros 10 mil participantes da pesquisa, os resultados sugerem desigualdades sociais na resposta do comportamento alimentar à pandemia. Esses resultados são o recorte do estudo que começou em janeiro de 2020 e pretendem conhecer o impacto da pandemia da covid-19 sobre o comportamento alimentar da população no período da pandemia.

Para essa análise, o NutriNet Brasil aplicou o mesmo questionário alimentar em dois momentos: entre 26 de janeiro e 15 de fevereiro (antes da pandemia) e entre 10 e 19 de maio (durante a pandemia). Foi questionado o consumo de uma série de alimentos no dia anterior ao preenchimento do formulário. A amostra é representada, em sua maioria, por jovens adultos, de 18 a 39 anos (51,1%), mulheres (78%), residentes da região Sudeste do Brasil (61%) e com nível de escolaridade superior a 12 anos de estudo (85,1%).

O coordenador do NutriNet Brasil, o professor Carlos Monteiro, ressaltou que o aumento do consumo dos ultraprocessados pode ser resultado da intensificação da publicidade neste período, e que esse tipo de produto favorece doenças crônicas que aumentam a letalidade da covid-19. Já o consumo de alimentos in natura ou minimamente processados fortalece os mecanismos de defesa do organismo.

“A mudança positiva no comportamento alimentar poderia ser explicada por alguns fatores. As novas configurações causadas pela pandemia na rotina das pessoas podem ter as estimulado a cozinharem mais e a consumirem mais refeições dentro de casa. Além disso, uma eventual preocupação em melhorar a alimentação e, consequentemente, as defesas imunológicas do organismo poderiam ser consideradas”, disse o professor. 

Segundo a professora Renata Bertazzi Levy, do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da USP e pesquisadora do estudo, no segundo período de coleta de dados, grande parte do país havia mudado completamente a rotina no meio da pandemia e o aumento do consumo de ultraprocessados é uma diferente resposta das pessoas à pandemia em extratos menos ou mais favoráveis.

“Esses alimentos são preocupantes porque estão associados a vários desfechos em saúde já constatados, como obesidade diabetes, aumento da pressão cardiovascular que são doenças que agravam o quadro de covid, então precisamos ficar atentos para reverter essa situação São sabemos o motivo da alteração da alimentação mas acreditamos que, no caso da melhoria, isso ocorreu porque as pessoas começaram a comer mais dentro de casa, então as pessoas começaram a cozinhar mais dentro de casa e menos expostos aos ultraprocessados e a busca da melhor imunidade para defesa contra

o vírus”, disse.

Renata reforçou ainda que a pesquisa tem duração de dez anos com o acompanhamento de 200 mil voluntários. Até o momento são 80 mil participantes. Para ser voluntário basta acessar o site do NutriNet Brasil e preencher o formulário de participação. O objetivo geral do estudo objetivo investigar a relação entre padrões de alimentação e o desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis no Brasil.

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Em Salvador, a disputa paralela pelo ‘axé-jingle’ nas eleições 2020

18 de outubro de 2020, 09:23

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Uma disputa paralela ocorre na eleição em Salvador: a dos jingles com potencial para virarem hit e, quem sabe, até se tornar um “clássico”. Na propaganda eleitoral de rádio e TV, os preferidos são em ritmo de pagode, reggae e axé, com coreografias para “grudar” nome e número de candidatos na cabeça do eleitor.

Ritmo, letra e escolha do intérprete pesam na peleja. Não é à toa que cantores famosos como Leo Santana e outros que fazem sucesso nos “guetos” da capital, como A Dama do Pagode, Bambam King e Dennes Caffé foram contratados por campanhas de boa parte dos candidatos para interpretar jingles.

O publicitário João Dude, marqueteiro da campanha da Major Denice (PT) e um dos autores do jingle da candidata, disse que, em Salvador, o componente musical de uma campanha tem importância grande. “Em Salvador, a musicalidade é aflorada demais. Nosso povo é musical e gosta, se engaja, dança. Aí vira torcida. As pessoas gostam de tocar, curtir e dançar a música e abrir o fundo do carro, colocar no paredão. É cultural da nossa cidade ter essa disputa dos jingles”, afirmou.

O “pagodão” é o ritmo predominante dos jingles de cinco concorrentes, entre eles o de Bruno Reis (DEM), candidato do prefeito ACM Neto (DEM). O jingle interpretado por Leo Santana diz: “Neto aprovou / O povo curtiu / Bora que embalou / Bora que pegou pressão / Bora nessa levada / Bora com Bruno / Não para não”.

O jingle de Major Denice mistura pagode com outros ritmos. “Quem nasce no gueto / Não esquece os irmãos / Major Denice na missão / Quem cuida de gente / É quem tem vocação / Major Denice na missão / Mulher no comando / Botando pressão / Major Denice na missão.”

Em seu jingle-pagode, o candidato Pastor Sargento Isidório (Avante) assume seu lado “doido” e é ele mesmo quem interpreta a música. “70, 70, é o doido, é o povo / 70, 70, o povo e o doido / 70, 70, é agora, vamos lá / Tá na hora, Isidório, pra Salvador melhorar”. A letra, segundo o candidato, foi composta por seu filho.

Olívia Santana (PCdoB) e Bacelar (Pode) também entram na disputa com pagoladas. Ambos interpretados pelo vocalista Bambam King. O pagode de Olívia, ativista do movimento negro, começa com uma espécie de rap para seguir com o pagode.

A letra difunde a ideia de que a cidade está boa somente para quem mora nos bairros da orla. E o refrão é para ‘quebrar’: “Salvador é uma só / pro povo viver melhor / Olívia vem aê / Vem aê / Olívia vem aê / pra trabalhar, para construir / pra trabalhar sem excluir / Olívia vem aê”.

No mesmo estilo é o jingle de Bacelar: “Comunidade, tá colado com a gente / Trabalhador, tá colado com a gente / Periferia, tá colado com a gente / A juventude, tá colado com a gente / 19 Bacelar, Salvador diferente”.

Já o candidato Rodrigo Pereira, do PCO, fora dessa disputa “paralela”, disse que não grava jingle porque “despolitiza o debate”.

Os jingles que caem no gosto do povo nem sempre têm efeito na urna, mas pode ajudar o candidato a se tornar conhecido do público. O candidato do PSOL à prefeitura, Hilton Coelho, o Hilton 50, usa o mesmo jingle desde 2008, quando também tentou ser prefeito. Seu jingle, um reggae cujo refrão “Eu quero Hilton 50 / na capital da resistência / Salvador” grudou na cabeça dos eleitores de um modo geral e tocava até em festa.

O candidato Cezar Leite (PRTB) apostou em um axé estilo anos 1990 dizendo que “28 é o voto do amor / Cezar Leite é o prefeito da gente / É o melhor para Salvador”. Celsinho Cotrim (PROS) escolheu o pagodeiro Dennes Caffé, que interpreta um jingle meio eletrônico que lembra o galope à la Chiclete com Banana: “Celsinho Cotrim /agora é ele sim / Porque o povo acordou / É pedra 90/ E nos representa / Pra lutar por Salvador”.

Histórico

Alguns jingles para a disputa ao governo da Bahia se transformaram em clássicos populares. Um dos mais renomados na área, o compositor Walter Queiroz criou “A Bahia vai mudar”, que ajudou a eleger Waldir Pires (então PMDB) em uma eleição disputadíssima contra Josaphat Marinho (então PFL, de ACM), em 1986, após a redemocratização. O jingle é um animado frevo carnavalesco.

Outro que ficou na história e memória dos baianos é “ACM, meu amor”, um reggae sofisticado dos compositores Gerônimo e Vevé Calazans, criado para a candidatura vitoriosa de Antônio Carlos Magalhães (então PFL) ao governo do Estado em 1990 contra o ex-governador Roberto Santos (então PMDB). Tamanho foi o impacto do jingle, que ACM Neto voltaria a usá-lo em peça de campanha anos após, o que rendeu até ação na Justiça pelos compositores, que venceram e foram indenizados em 2013.

Fonte: UOL

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ABI critica censura de juíza que determinou retirada de matéria da IstoÉ do ar

17 de outubro de 2020, 07:54

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Por decisão da juíza Soraya Hassan Baz Láuar, da 1ª Vara Cível de Belo Horizonte, a IstoÉ retirou do ar uma reportagem publicada nas versões impressa e digital sobre Alexandre Kalil (PSD), atual prefeito e candidato à reeleição em Belo Horizonte. A Associação Brasileira de Imprensa (ABI) criticou a decisão.

De acordo com a juíza, a reportagem atribui “falsamente a prática de graves crimes na gestão do Município de Belo Horizonte, fato que lhe causou danos à honra”.

Em nota, a ABI repudiou o que chamou de censura à revista e ao site. “Quase todos os dias, um juiz resolve censurar um jornalista ou um veículo de comunicação, esquecendo-se que a Constituição Federal proíbe a censura, e o STF já se manifestou várias vezes nesse sentido. O que aconteceu agora em Belo Horizonte com a revista IstoÉ é o mesmo que vem acontecendo rotineiramente no país”, diz a nota assinada pelo presidente da entidade, Paulo Jerônimo.

Na decisão, a juíza determinou: “Defiro a tutela de urgência e determino à primeira ré que proceda à exclusão, do site ‘http://istoe.com.br’, da matéria ‘O líder das falcatruas’, publicada na Edição nº 2641, no dia 21/08/2020, até julgamento definitivo desta ação, sob pena de multa de R$ 5.000,00 (cinco mil reais) por dia de descumprimento, limitada a R$ 100.000,00 (cem mil reais).”

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Desemprego cresce no Norte e Nordeste após redução do auxílio emergencial

16 de outubro de 2020, 15:50

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O número de brasileiros sem trabalho em busca de uma vaga aumentou em 700 mil entre a terceira e quarta semanas de setembro, totalizando 14 milhões de desempregados no país.

Esse aumento coincide com o período em que teve início a redução do auxílio emergencial de R$ 600 para R$ 300 e foi puxada pelas regiões Norte e Nordeste, justamente onde há um maior número de beneficiários do auxílio. Os dados são da Pnad Covid e foram divulgados nesta sexta-feira (16).

Somadas, houve um aumento de 12,3% no contingente de desempregados nessas regiões Norte e Nordeste – quase sete vezes mais que o observado no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No conjunto, essas três regiões registraram um aumento de 1,8% na taxa de desemprego. No total a taxa de desemprego atingiu o patamar de 14%.

Apesar de o número ser o maior contingente da série histórica da pesquisa, iniciada em maio deste ano para monitorar o mercado na pandemia da Covid-19, técnicos do IBGE consideram que houve uma “estabilidade” na comparação com a semana anterior, que tinha 13,3 milhões de desocupados, com taxa de desemprego em 13,7%.

Segundo a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira, os dados apenas sugerem que mais pessoas estejam pressionando o mercado em busca de trabalho, em meio à flexibilização das medidas de distanciamento social e à retomada das atividades econômicas, mas sem grande impacto no resultado final.

“Vínhamos observando, nas últimas quatro semanas, variações positivas, embora não significativas da população ocupada. Na quarta semana de setembro a variação foi negativa, mas sem qualquer efeito na taxa de desocupação”, disse Maria Lucia Vieira.

Rodolpho Tobler, economista do Ibre (FGV), explica que o aumento de 700 mil no número de desempregados é considerado estável pelo caráter semanal da pesquisa do IBGE, que trabalha com uma margem de erro. Mesmo assim, ele apontou que o crescimento vem sendo uma tendência, principalmente nas regiões mais beneficiadas pelo auxílio.

“Na região Norte, o IBGE considera um aumento, mesmo com a margem de erro. Essa tendência também vem sendo percebida na região Nordeste”, disse o economista.

Ele avalia que as flexibilizações da quarentena também contribuem para as pessoas voltarem a circular e procurar emprego – e, assim, serem consideradas desempregadas, na metodologia do IBGE-, mas que em setembro o impulso na taxa de desocupação se deve em grande parte à redução do auxílio pela metade.

“Faz sentido essas duas regiões puxarem o resultado, pois grande parte das pessoas dessas regiões recebeu auxílio, e sem ele o orçamento aperta. Os R$ 600 podem parecer pouco para alguns, mas ajuda outros a pagarem as contas no dia a dia, e o corte traz a necessidade de as pessoas buscarem emprego”, explicou Tobler.

Segundo ele, antes, os brasileiros que receberam auxílio integral tinham subsídio que os permitia ficar em casa, sem necessidade emergencial de procurar emprego. “Quando o benefício cai pela metade, as pessoas voltam a buscar trabalho, isso deve ser uma tendência nos próximos meses”.Porém, mesmo com o retorno gradativo das pessoas à busca por uma ocupação, essa procura não deve ser convertida em empregos, uma vez que o setor de serviços, um dos que mais emprega, ainda tem dificuldades para retomar ao patamar pré-crise.

“Voltar não é simples. As empresas ainda não conseguem absorver essas pessoas. A volta não tem sido fácil, principalmente aos informais. As pessoas vão procurar emprego e não necessariamente conseguir nesse primeiro momento”, apontou o economista do FGV-Ibre.

O pagamento da sexta parcela do auxílio emergencial (a primeira com a redução para R$ 300) começou em 17 de setembro para beneficiários do Bolsa Família. Mães responsáveis pelo sustento da casa continuam com o direito à cota dobrada, agora de R$ 600 – antes, chegava a R$ 1.200.

Dos 16 estados do Norte e Nordeste, em nove têm 60% dos domicílios na lista beneficiários do auxílio emergencial. Nos sete estados restantes, mais de 50% dos lares recebem o benefício.

Esse nível de comprometimento da renda em relação ao auxílio não ocorre em outra regiões. Para efeito de comparação, na região Sul esses percentuais caem para menos de 30% (caso de Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e 36,2% (Paraná).

Em números absolutos, os desempregados no Norte passaram de 974 mil na terceira semana de setembro para 1,3 milhão na seguinte. Nas semanas anteriores, o cenário era de estabilidade ou até mesmo queda.

No Nordeste, o aumento foi de 300 mil – de 3,6 milhões para 3,9 milhões -, uma elevação considerada estável pelo IBGE.

Ao mesmo tempo, cresceu a taxa de participação na força de trabalho em ambas as regiões, sinalizando que as pessoas voltam a procurar trabalho. No Norte, o percentual foi de 54,5% a 55,2%. No Nordeste, de 48,1% a 49%. Houve também um aumento marginal no Centro-Oeste. No entanto, no Sudeste e Sul o que se viu foi uma retração.

O auxílio emergencial, inicialmente, teria três parcelas de R$ 600, pagas a partir de abril. No final de junho, o governo anunciou a prorrogação por mais dois pagamentos, totalizando cinco cotas de R$ 600. No início de setembro, foi confirmada mais uma prorrogação, dessa vez por mais quatro parcelas até o final do ano, totalizando nove pagamentos.

A MP (Medida Provisória) nº 1.000/2020 também reduziu o valor mensal do benefício, de R$ 600 para R$ 300, e criou regras mais duras para a permanência dos beneficiários (com exceção daqueles que recebem Bolsa Família).

A Pnad Covid foi criada para calcular os efeitos da pandemia no mercado de trabalho e não pode ser estatisticamente comparável à Pnad Contínua, que calcula os dados oficiais do emprego no país. Na última divulgação, do trimestre encerrado em julho, a taxa de desocupação bateu recorde e chegou a 13,8%, com 13,1 milhões na fila por um trabalho.

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SDR divulga as organizações produtivas que participarão da edição da Feira Baiana da Agricultura Familiar 2020

15 de outubro de 2020, 16:44

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Foi divulgada nesta quarta-feira (14), a relação das 27 organizações produtivas da agricultura familiar e economia solidária que irão participar da 11ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Febafes) e representar mais de 2.700 produtos de empreendimentos dos 27 Territórios de Identidade da Bahia. A seleção foi feita por meio de edital. O evento será realizado, pela primeira vez de modo virtual, no período de 05 a 13 de dezembro de 2020.

A feira é uma realização da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da União das Cooperativas da Agricultura Familiar (Unicafes), sendo organizada por meio da Superintendência de Agricultura Familiar (Suaf) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR). A ação integra a estratégia do Governo do Estado de promover espaços de comercialização dos produtos da agricultura familiar. Entre as próximas etapas que antecederão a realização do evento está o cadastro dos produtos escolhidos para representar cada Território.

O superintendente da Suaf, Vinícios Videira, destacou a importância da integração e do empenho na construção e divulgação do evento, tanto das unidades da SDR, entre elas a Suaf e a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), quanto da Coordenação Estadual dos Territórios e da Unicafes, entre outros parceiros: “A nossa 11ª FEBAFES manterá a tradição de sucesso conquistada ano após ano, pois acreditamos e nos empenhamos para o sucesso da agricultura familiar e dos povos e comunidades tradicionais do nosso estado”.

Videira salientou que a Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária é tradição na Bahia e traz consigo o jeito, o cheiro e o sabor da agricultura familiar e dos povos e comunidades tradicionais.

A versão virtual da Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária vai reunir maior número de produtos dos diferentes sistemas produtivos. Os internautas que acessarem a feira virtual contarão com uma Vila do Artesanato e Praça Virtual de Povos e Comunidades Tradicionais, com produtos para comercialização, além de uma inovação, o Espaço de Trilhas e Rotas Produtivas Virtuais, que apresentará a riqueza e diversidade do rural baiano.

Confira o nome das organizações produtivas que irão participar da 11ª edição da Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária:

Cooperativa Agroindustrial de Pintadas;

Associação do Semiárido da Microrregião de Livramento;

Central das Associações de Agricultores Familiares de Santana;

Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares;

Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária Central Mata Atlântica;

Cooperativa dos Produtores Rurais da Chapada Diamantina;

Associação dos Pescadores Artesanais da Região do Baixo Jequitinhonha do Município de Itapebi;

Codeter Extremo Sul;

Cooperativa Agropecuária Mista da Região de Irecê;

Assessoria de Gestão em Estudos da Natureza Desenvolvimento Humano e Agroecologia;

Cooperativa Agropecuária Mista da Região de Alagoinhas;

Instituto Ecobahia;

Associação dos Produtores do Braço Pequeno;

Cooperativa dos Agricultores Familiares do Território Médio Sudoeste da Bahia;

Cooperativa Central da Agricultura Familiar, Reforma Agrária, de Trabalho, e de Economia Solidária Urbana e Rural da Bahia;

Cooperativa de Produção Agropecuária da Região do Giló;

Cooperativa Nacional de Agroindustrialização;

Central das Associações da Agricultura Familiar do Território Piemonte Norte do Itapicuru;

Associação dos Pequenos Produtores de Feira de Santana;

Associação de Pequenos Agricultores das Comunidades Sapucaia e Tabocal;

Cooperativa da Cajucultura Familiar do Nordeste da Bahia;

Central de Comercialização das Cooperativas da Caatinga;

Cooperativa de Trabalho, Assessoria Técnica e Educacional da Agricultura Familiar;

Central das Cooperativas de Comercialização da Agricultura Familiar e Economia Solidária;

Cooperativa Mista de Produção e Comercialização Camponesa da Bahia;

Cooperativa dos Trabalhadores na Agricultura Familiar, Economia Solidária e Sustentável do Vale do Jiquiriçá e Baixo Sul da Bahia;

Cooperativa Agropecuária dos Agricultores do Médio São Francisco.

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