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Desemprego cresce no Norte e Nordeste após redução do auxílio emergencial

16 de outubro de 2020, 15:50

Foto: Reprodução

O número de brasileiros sem trabalho em busca de uma vaga aumentou em 700 mil entre a terceira e quarta semanas de setembro, totalizando 14 milhões de desempregados no país.

Esse aumento coincide com o período em que teve início a redução do auxílio emergencial de R$ 600 para R$ 300 e foi puxada pelas regiões Norte e Nordeste, justamente onde há um maior número de beneficiários do auxílio. Os dados são da Pnad Covid e foram divulgados nesta sexta-feira (16).

Somadas, houve um aumento de 12,3% no contingente de desempregados nessas regiões Norte e Nordeste – quase sete vezes mais que o observado no Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No conjunto, essas três regiões registraram um aumento de 1,8% na taxa de desemprego. No total a taxa de desemprego atingiu o patamar de 14%.

Apesar de o número ser o maior contingente da série histórica da pesquisa, iniciada em maio deste ano para monitorar o mercado na pandemia da Covid-19, técnicos do IBGE consideram que houve uma “estabilidade” na comparação com a semana anterior, que tinha 13,3 milhões de desocupados, com taxa de desemprego em 13,7%.

Segundo a coordenadora da pesquisa, Maria Lucia Vieira, os dados apenas sugerem que mais pessoas estejam pressionando o mercado em busca de trabalho, em meio à flexibilização das medidas de distanciamento social e à retomada das atividades econômicas, mas sem grande impacto no resultado final.

“Vínhamos observando, nas últimas quatro semanas, variações positivas, embora não significativas da população ocupada. Na quarta semana de setembro a variação foi negativa, mas sem qualquer efeito na taxa de desocupação”, disse Maria Lucia Vieira.

Rodolpho Tobler, economista do Ibre (FGV), explica que o aumento de 700 mil no número de desempregados é considerado estável pelo caráter semanal da pesquisa do IBGE, que trabalha com uma margem de erro. Mesmo assim, ele apontou que o crescimento vem sendo uma tendência, principalmente nas regiões mais beneficiadas pelo auxílio.

“Na região Norte, o IBGE considera um aumento, mesmo com a margem de erro. Essa tendência também vem sendo percebida na região Nordeste”, disse o economista.

Ele avalia que as flexibilizações da quarentena também contribuem para as pessoas voltarem a circular e procurar emprego – e, assim, serem consideradas desempregadas, na metodologia do IBGE-, mas que em setembro o impulso na taxa de desocupação se deve em grande parte à redução do auxílio pela metade.

“Faz sentido essas duas regiões puxarem o resultado, pois grande parte das pessoas dessas regiões recebeu auxílio, e sem ele o orçamento aperta. Os R$ 600 podem parecer pouco para alguns, mas ajuda outros a pagarem as contas no dia a dia, e o corte traz a necessidade de as pessoas buscarem emprego”, explicou Tobler.

Segundo ele, antes, os brasileiros que receberam auxílio integral tinham subsídio que os permitia ficar em casa, sem necessidade emergencial de procurar emprego. “Quando o benefício cai pela metade, as pessoas voltam a buscar trabalho, isso deve ser uma tendência nos próximos meses”.Porém, mesmo com o retorno gradativo das pessoas à busca por uma ocupação, essa procura não deve ser convertida em empregos, uma vez que o setor de serviços, um dos que mais emprega, ainda tem dificuldades para retomar ao patamar pré-crise.

“Voltar não é simples. As empresas ainda não conseguem absorver essas pessoas. A volta não tem sido fácil, principalmente aos informais. As pessoas vão procurar emprego e não necessariamente conseguir nesse primeiro momento”, apontou o economista do FGV-Ibre.

O pagamento da sexta parcela do auxílio emergencial (a primeira com a redução para R$ 300) começou em 17 de setembro para beneficiários do Bolsa Família. Mães responsáveis pelo sustento da casa continuam com o direito à cota dobrada, agora de R$ 600 – antes, chegava a R$ 1.200.

Dos 16 estados do Norte e Nordeste, em nove têm 60% dos domicílios na lista beneficiários do auxílio emergencial. Nos sete estados restantes, mais de 50% dos lares recebem o benefício.

Esse nível de comprometimento da renda em relação ao auxílio não ocorre em outra regiões. Para efeito de comparação, na região Sul esses percentuais caem para menos de 30% (caso de Santa Catarina e Rio Grande do Sul) e 36,2% (Paraná).

Em números absolutos, os desempregados no Norte passaram de 974 mil na terceira semana de setembro para 1,3 milhão na seguinte. Nas semanas anteriores, o cenário era de estabilidade ou até mesmo queda.

No Nordeste, o aumento foi de 300 mil – de 3,6 milhões para 3,9 milhões -, uma elevação considerada estável pelo IBGE.

Ao mesmo tempo, cresceu a taxa de participação na força de trabalho em ambas as regiões, sinalizando que as pessoas voltam a procurar trabalho. No Norte, o percentual foi de 54,5% a 55,2%. No Nordeste, de 48,1% a 49%. Houve também um aumento marginal no Centro-Oeste. No entanto, no Sudeste e Sul o que se viu foi uma retração.

O auxílio emergencial, inicialmente, teria três parcelas de R$ 600, pagas a partir de abril. No final de junho, o governo anunciou a prorrogação por mais dois pagamentos, totalizando cinco cotas de R$ 600. No início de setembro, foi confirmada mais uma prorrogação, dessa vez por mais quatro parcelas até o final do ano, totalizando nove pagamentos.

A MP (Medida Provisória) nº 1.000/2020 também reduziu o valor mensal do benefício, de R$ 600 para R$ 300, e criou regras mais duras para a permanência dos beneficiários (com exceção daqueles que recebem Bolsa Família).

A Pnad Covid foi criada para calcular os efeitos da pandemia no mercado de trabalho e não pode ser estatisticamente comparável à Pnad Contínua, que calcula os dados oficiais do emprego no país. Na última divulgação, do trimestre encerrado em julho, a taxa de desocupação bateu recorde e chegou a 13,8%, com 13,1 milhões na fila por um trabalho.

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SDR divulga as organizações produtivas que participarão da edição da Feira Baiana da Agricultura Familiar 2020

15 de outubro de 2020, 16:44

Foto: Divulgação

Foi divulgada nesta quarta-feira (14), a relação das 27 organizações produtivas da agricultura familiar e economia solidária que irão participar da 11ª Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária (Febafes) e representar mais de 2.700 produtos de empreendimentos dos 27 Territórios de Identidade da Bahia. A seleção foi feita por meio de edital. O evento será realizado, pela primeira vez de modo virtual, no período de 05 a 13 de dezembro de 2020.

A feira é uma realização da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) e da União das Cooperativas da Agricultura Familiar (Unicafes), sendo organizada por meio da Superintendência de Agricultura Familiar (Suaf) e da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR). A ação integra a estratégia do Governo do Estado de promover espaços de comercialização dos produtos da agricultura familiar. Entre as próximas etapas que antecederão a realização do evento está o cadastro dos produtos escolhidos para representar cada Território.

O superintendente da Suaf, Vinícios Videira, destacou a importância da integração e do empenho na construção e divulgação do evento, tanto das unidades da SDR, entre elas a Suaf e a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), quanto da Coordenação Estadual dos Territórios e da Unicafes, entre outros parceiros: “A nossa 11ª FEBAFES manterá a tradição de sucesso conquistada ano após ano, pois acreditamos e nos empenhamos para o sucesso da agricultura familiar e dos povos e comunidades tradicionais do nosso estado”.

Videira salientou que a Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária é tradição na Bahia e traz consigo o jeito, o cheiro e o sabor da agricultura familiar e dos povos e comunidades tradicionais.

A versão virtual da Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária vai reunir maior número de produtos dos diferentes sistemas produtivos. Os internautas que acessarem a feira virtual contarão com uma Vila do Artesanato e Praça Virtual de Povos e Comunidades Tradicionais, com produtos para comercialização, além de uma inovação, o Espaço de Trilhas e Rotas Produtivas Virtuais, que apresentará a riqueza e diversidade do rural baiano.

Confira o nome das organizações produtivas que irão participar da 11ª edição da Feira Baiana da Agricultura Familiar e Economia Solidária:

Cooperativa Agroindustrial de Pintadas;

Associação do Semiárido da Microrregião de Livramento;

Central das Associações de Agricultores Familiares de Santana;

Cooperativa Mista dos Agricultores Familiares;

Cooperativa da Agricultura Familiar e Economia Solidária Central Mata Atlântica;

Cooperativa dos Produtores Rurais da Chapada Diamantina;

Associação dos Pescadores Artesanais da Região do Baixo Jequitinhonha do Município de Itapebi;

Codeter Extremo Sul;

Cooperativa Agropecuária Mista da Região de Irecê;

Assessoria de Gestão em Estudos da Natureza Desenvolvimento Humano e Agroecologia;

Cooperativa Agropecuária Mista da Região de Alagoinhas;

Instituto Ecobahia;

Associação dos Produtores do Braço Pequeno;

Cooperativa dos Agricultores Familiares do Território Médio Sudoeste da Bahia;

Cooperativa Central da Agricultura Familiar, Reforma Agrária, de Trabalho, e de Economia Solidária Urbana e Rural da Bahia;

Cooperativa de Produção Agropecuária da Região do Giló;

Cooperativa Nacional de Agroindustrialização;

Central das Associações da Agricultura Familiar do Território Piemonte Norte do Itapicuru;

Associação dos Pequenos Produtores de Feira de Santana;

Associação de Pequenos Agricultores das Comunidades Sapucaia e Tabocal;

Cooperativa da Cajucultura Familiar do Nordeste da Bahia;

Central de Comercialização das Cooperativas da Caatinga;

Cooperativa de Trabalho, Assessoria Técnica e Educacional da Agricultura Familiar;

Central das Cooperativas de Comercialização da Agricultura Familiar e Economia Solidária;

Cooperativa Mista de Produção e Comercialização Camponesa da Bahia;

Cooperativa dos Trabalhadores na Agricultura Familiar, Economia Solidária e Sustentável do Vale do Jiquiriçá e Baixo Sul da Bahia;

Cooperativa Agropecuária dos Agricultores do Médio São Francisco.

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Jacaré com mais de 2 metros é resgatado em praia de Salvador

15 de outubro de 2020, 11:30

Foto: Divulgação/Guarda Civil

No início  da manhã desta quinta-feira (15), uma equipe do Grupo Especial de Proteção Ambiental da Guarda Civil Municipal (GEPA/GCM) resgatou um Jacaré da espécie Coroa, na praia de Jaguaribe, próximo a terceira ponte. Medindo cerca de 2 metros e aproximadamente 30kg, o animal foi encaminhado ao Centro de Triagem para Animais Silvestres do IBAMA.

A ação aconteceu quando os agentes trafegavam na região de orla, sendo acionados por populares que informaram a presença do Jacaré. “É fundamental que as pessoas não se aproximem de qualquer animal silvestre, pois para se proteger eles podem atacar”, ressaltou o Supervisor Interino do GEPA, André Ferreira, que orientou em caso de visualizar um animal silvestre, o cidadão deve entrar em contato com a Guarda Civil Municipal, através do 3202-5312.

Desde 2014, o órgão já resgatou mais de 5.400 animais silvestres, sendo 949, até agora em 2020.

Fonte: Salvador Notícia

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Cestas da alimentação escolar com produtos da agricultura familiar não estão chegando às crianças e adolescentes do Semiárido

15 de outubro de 2020, 10:27

Foto: Reprodução


(Da assessoria) – Levantamento da ASA e FBBSAN também identificou que em 37% dos municípios pesquisados não há entrega de cestas para as famílias dos/as estudantes nesta pandemia

Nos dias em que se celebra a semana mundial da alimentação, a Articulação Semiárido (ASA) e o Fórum Brasileiro de Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (FBSSAN) revelam dados que mostram a falta de compromisso de governantes com a alimentação dos escolares e a renda dos agricultores familiares no nordeste e semiárido brasileiro.

Durante os meses de agosto e setembro passados, ASA e FBSSAN ouviram 168 grupos produtivos de agricultores familiares e pescadores artesanais fornecedores de alimentos para as escolas públicas, que estão presentes em 108 municípios da região Nordeste e/ou no Semiárido brasileiro. Os dados coletados neste levantamento confirmam suspeitas preocupantes com relação à execução do Programa Nacional de Alimentos (PNAE) durante a pandemia do coronavírus.

Segundo relato dos produtores, em 40 (37%) dos 108 municípios pesquisados não aconteceu a distribuição de cestas de alimentos aos escolares, o que foi autorizado pelo Fundo Nacional de Desenvolvimento Escolar (FNDE/MEC) logo após a suspensão das aulas. Outro dado alarmante é que 74 (44%) dos 168 grupos produtivos (cooperativas e grupos informais) que até 2019 vendiam alimentos saudáveis e diversificados ao PNAE, não o fizeram em 2020.

“O PNAE é o principal instrumento que temos para enfrentar a insegurança alimentar das crianças e adolescentes durante a pandemia. Por isso a omissão dos governantes em relação à distribuição das cestas da alimentação escolar é muito grave. Perdem as crianças, muitas das quais têm na alimentação escolar a principal refeição do dia. E, com a interrupção das compras, perdem os agricultores familiares que dependem deste canal de comercialização para seu sustento”, destaca Mariana Santarelli, do Fórum Brasileiro de Segurança e Soberania Alimentar (FBSSAN) e relatora da Plataforma de Direitos Humanos Dhesca Brasil, uma rede formada por 40 organizações e articulações da sociedade civil, que desenvolve ações de promoção e defesa dos direitos humanos.

Para além da perda na quantidade e qualidade da alimentação das crianças e adolescentes das escolas públicas, agricultores e agricultoras deixam de entregar seus produtos na escola, o que acarreta na perda da renda e no desperdício de alimentos, justamente em um momento em que cresce a pobreza e fome, aumentando a vulnerabilidade social nas regiões mais pobres do país, como é o caso do Semiárido.

Para a pesquisa, a escolha pelo Nordeste, região que tem 72% de sua área caracterizada como semiárida, não foi em vão. A região, historicamente, concentra um grande número de pessoas em situação de pobreza e miséria do país. A pesquisa Síntese de Indicadores Sociais (SIS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em dezembro de 2018, aponta que o Nordeste concentra 44% das pessoas em situação de pobreza do Brasil, o equivalente a 24,5 milhões de pessoas. No Brasil todo, foram contabilizadas 54,8 milhões de pessoas em situação de pobreza no país, o que representa cerca de um quarto da população do Brasil (26,5%).

De mãos dadas com a pobreza e a miséria, vemos a fome. Outra pesquisa também do IBGE, a de Orçamentos Familiares (POF), divulgada em setembro passado, afirma que, em 2017, dos 3,1 milhões de domicílios com insegurança alimentar grave no Brasil, 1,3 milhão estava no Nordeste. Ou seja: a região concentra quase 42% das pessoas em situação de fome de todo o país.

Dada a gravidade desta situação, no próximo dia 4 de novembro, FBSSAN, ASA, e Plataforma DHESCA realizarão uma Audiência Popular pela internet para ampliar a mobilização social e política e reforçar a pressão para que as gestões públicas municipais e estaduais voltem a comprar alimentos das famílias agricultoras, mesmo durante a pandemia. Por todo o país, há exemplos bem sucedidos que mostram que é possível estabelecer o abastecimento popular de alimentos saudáveis para o PNAE, é o que relatam algumas cooperativas que compõem a ASA.

O Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) na pandemia

O PNAE é responsável pela oferta de alimentação escolar a todos os estudantes da educação básica pública. Considerado uma das mais relevantes políticas voltadas à garantia do Direito Humano à Alimentação e a Nutrição Adequadas (DHANA), o programa atende cerca de 41 milhões de estudantes, com repasses financeiros aos 27 estados e 5.570 municípios, da ordem de R$ 4 bilhões anuais. Para muitos destes estudantes, é na escola que se faz a única ou principal refeição do dia. Por lei, as prefeituras e estados têm a obrigação de adquirir no mínimo, 30% dos recursos previstos para a alimentação escolar na compra alimentos da agricultura familiar.

Com estes 30%, que representa R$ 1,2 bilhão, é que se assegura boa parte dos alimentos frescos e minimamente processados para a comunidade escolar. No levantamento feito pela ASA e FBSSAN, 61% dos grupos produtivos entrevistados fornecem frutas, legumes e verduras frescos, 36% alimentos minimamente processados, como polpas, sucos e pães, 20% fornecem carnes e ovos. “São circuitos virtuosos de produção e consumo, que valorizam a produção e a cultura alimentar local”, diz Naidison Baptista, da coordenação executiva nacional da ASA pelo estado da Bahia.

A legislação federal aprovada para atender a situação de emergência de calamidade pública devido à pandemia de Covid-19 prevê que os recursos do PNAE continuem sendo repassados aos entes federados e sejam utilizados para a compra e distribuição de alimentos aos estudantes.
O que está acontecendo onde não há distribuição das cestas e são interrompidas as compras da agricultura familiar?

As situações mais graves são relatadas por grupos produtivos que atuam nos 40 municípios que até setembro não haviam feito nenhum tipo de distribuição de cestas de alimentos. Nestes municípios, em 2019, um total de 1.667 agricultores, organizados em 53 cooperativas e grupos informais, venderam ao PNAE um total de R$ 12,5 milhões. Até setembro deste ano, os mesmos coletivos venderam o equivalente a apenas R$ 900 mil, o que corresponde a vendas feitas antes das medidas de isolamento social.

“O que os dados indicam é que os recursos anualmente destinados pelo FNDE aos governos estaduais e prefeituras para a alimentação escolar não estão sendo utilizados, enquanto famílias passam fome”, afirma Mariana.

Dentre estes 53 grupos, 27 (51%) acessavam este mercado institucional há mais de cinco anos; 39 (75%) dos coletivos tiveram colheitas comprometidas e precisaram replanejar sua produção; e 28 (53%) disseram que houve desperdício de alimentos que seriam destinados ao PNAE.

Através de iniciativas de solidariedade e doação de alimentos, e também como forma de evitar o desperdício, 28 (53%) destes coletivos se engajaram em iniciativas de doação de alimentos.

Refletindo os dados acima, Naidison afirma: “Nota-se a queda violenta de ingressos das famílias agricultoras de um ano para outro, com repercussões negativas nas próprias instituições. Há muitos casos de pequenos grupos, formados por mulheres, que dependem do PNAE, uma política fundamental para a segurança alimentar e nutricional. Para o Semiárido, esta política é imprescindível para a produção de alimentos e a convivência com a região”.

Quando se olha para os 168 grupos produtivos, chama a atenção a falta de diálogo e de negociação do poder público com os agricultores e agricultoras. Apesar de 70% dos grupos produtivos estarem representados em conselhos municipais e/ou estaduais – como Conselhos de Desenvolvimento Local, Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) e Conselhos de Alimentação Escolar (CAE) – dos 123 grupos que tinham contrato vigente para fornecimento de alimentos às escolas em 2020, apenas 50 (41%) foram chamados para renegociações.

Um caso grave e que será relatado na missão da Plataforma DHESCA é o do município de Remanso (https://www.asabrasil.org.br/noticias?artigo_id=11050&start=30), na Bahia. A prefeitura não tem adquirido os alimentos da agricultura familiar, mesmo com os contratos do PNAE vigentes em 2020. Com isso, a renda dos 13 grupos produtivos do município que participaram do levantamento, sendo a maioria com até 30 famílias integrantes, saíram de uma receita de R$ 630 mil em 2019 para zero em 2020.

Boas experiências

Apesar de toda este quadro de violação do direito humano à alimentação, há registros de municípios e estados no semiárido em que a gestão pública sustenta o compromisso moral com as famílias mais pobres.

É o caso do governo do estado do Rio Grande do Norte (saiba mais sobre a execução do PNAE no RN: https://midianinja.org/news/pnae-alimentacao-escolar-como-proposta-essencial-de-combate-a-fome/) e das cidades de Remígio, no semiárido paraibano, e de Morros, no semiárido maranhense. “Estas experiências mostram que é possível seguir fornecendo a alimentação saudável para as crianças e adolescentes a partir dos produtos da agricultura familiar. O que diferencia estes casos dos demais é só a vontade política”, pontua Mariana.

Fonte: Articulação Semiárido (ASA)

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Na Turquia, mais de 40 pessoas morreram após consumirem álcool adulterado

15 de outubro de 2020, 08:50

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De acordo com o jornal local Hürriyet, pelo menos 44 pessoas morreram e outras 50 foram internadas nos últimos quatro dias na Turquia, devido ao consumo de bebidas alcóolica adulteradas com desinfetantes e outros produtos de limpeza.

A província de Esmirna, na costa do mar Egeu, foi a mais afetada, com o registro de 18 mortes, além de várias hospitalizações. Istambul e diversas áreas do mar Negro também são locais afetados no país.

As autoridades locais já detiveram 58 pessoas nos últimos quatro dias, sob as acusações de produção e venda de bebidas misturadas com álcool etílico e metílico.

Nos últimos anos, o consumo de bebidas alcoólicas caseiras e contrabandeadas tem aumentado na Turquia. O motivo é o aumento dos impostos que incidem sobre o álcool. A taxação sobre a cerveja foi elevada em 360% nos últimos dez anos, enquanto uma bebida local, conhecida como raki, teve alta de 440%.

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Corpo de padre desaparecido é encontrado carbonizado em MG

15 de outubro de 2020, 08:37

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O corpo do padre que estava desaparecido desde essa terça-feira (13), foi encontrado carbonizado e com marcadas de facadas, em Manhumirim (MG).

Segundo a Polícia Militar, Adriano da Silva Barros teria ido visitar a mãe, que está doente, em Martins Soares (MG), e retornaria para Simonésia (MG), onde é vigário, para celebrar uma missa na paróquia.

O religioso foi visto por último deixando a irmã em Reduto (MG), por volta das 13h. Ela foi a última pessoa que teve contato com ele.

No início da noite desta quarta-feira (14), a polícia foi acionada por um morador do Córrego Pirapetinga, em Manhumirim, ao perceber que havia um fogo no seu terreno e, ao chegar para apagar, encontrou o corpo carbonizado.

No local, a perícia constatou que havia ferimentos no corpo do padre provocados, provavelmente, por facas. A Polícia Civil suspeita que ele tenha sido vítima de latrocínio, já que o veículo em que ele estava foi visto no estado do Rio de Janeiro.

A autoria do crime ainda é investigada pela polícia. Dois suspeitos, que foram vistos por testemunhas próximo ao local onde o corpo foi encontrado, foram detidos pela Polícia Militar. Ainda não há confirmação de que eles tenham participação no crime.

O veículo utilizado pelo padre ainda não foi localizado. A Polícia Rodoviária Federal informou que ele foi visto passando por Teresópolis (RJ), por volta de 5h da manhã.

‘Amigo do povo’

O padre Júlio César que também é pároco em Simonésia, divulgou um vídeo com o objetivo de encontrar Adriano, que estava desaparecido.

Segundo ele, o religioso não tinha problemas com ninguém e era amigo de todos. “É um padre jovem, 36 anos de idade, dinâmico, amigo do povo. Um padre que tem uma boa reflexão, uma boa comunicação”, afirmou.

Fonte: G1

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Novo tipo de coronavírus encontrado em porcos pode infectar seres humanos

15 de outubro de 2020, 08:24

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Um novo tipo de coronavírus que devastou recentemente a indústria de suínos “tem o potencial de se espalhar para os seres humanos”, alerta um novo estudo.

O tipo, denominado de síndrome da diarreia aguda coronavírus (SADSCoV), surgiu inicialmente em 2016, e desde então tem prejudicado gravemente a indústria da carne de porco. Tal como o nome sugere, o vírus causa diarreia severa e vômitos, e é sobretudo letal para os leitões.

E agora, uma equipe de pesquisadores da University of North Carolina at Chapel Hill afirma que este agente viral poderá se disseminar entre os humanos. Durante a pesquisa, os cientistas testaram vários tipos de células humanas infectadas com uma forma sintética de (SADSCoV). Essas experiências revelaram que uma vasta gama de células humanas estava suscetível à infecção, incluindo células do fígado, do intestino e pulmões.

Caitlin Edwards, uma das investigadoras envolvida no estudo, explicou: “o SADSCoV deriva dos coronavírus encontrados nos morcegos conhecidos por HKU2, tratando-se de um grupo de vírus heterogêneos e distribuídos por todo o mundo”.

“É imprevisível saber se o vírus vai emergir de repente e infectar a população humana, como aconteceu com o SARSCoV-2″, acrescentou. “No entanto, a ampla gama de hospedeiros de SADSCoV, juntamente com uma forte capacidade de replicação nas células pulmonares humanas e entéricas, demonstra o potencial risco da sua emergência futura entre os seres humanos e outros animais”.

Entretanto, e perante os dados apurados, os investigadores já testaram o fármaco antiviral remdesivir nas células humanas infectadas. Felizmente, o medicamento conseguiu retardar a propagação do vírus.

Fonte: Notícias ao Minuto 

 

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Estudantes pobres de países ricos aprendem mais do que alunos de elite do Brasil

14 de outubro de 2020, 17:57

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O país onde você vive é mais importante para sua formação escolar do que a renda da sua família. Essa é a principal constatação de um estudo produzido por pesquisadores da Universidade de Harvard e do Centro para o Desenvolvimento Global, nos Estados Unidos.

A conclusão do levantamento pode ainda ser resumida da seguinte forma: alunos pobres de países ricos tendem a ter um desempenho escolar melhor que o de alunos ricos de países pobres.

O desempenho escolar de crianças e adolescentes é determinante para a produtividade de um país — e consequentemente, para o enriquecimento e desenvolvimento dessa nação. Por isso, a formação educacional deveria ser uma preocupação não só da família, como de toda a sociedade, alertam os responsáveis sobre o estudo.

Pode explicar melhor sobre a pesquisa? Fazer um comparativo do grau de instrução de crianças e jovens de diferentes países é uma tarefa desafiadora, pois muitas vezes os testes aplicados não são comparáveis. Aqui no Brasil, por exemplo, os alunos participam do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Estudantes), elaborado pela OCDE, a cada biênio. O teste avalia os conhecimentos em matemática, ciências e literatura de estudantes de 79 países.

O problema é que o Pisa avalia apenas alunos do ensino médio. Portanto, o teste não mede o nível de desenvolvimento da educação infantil. Outros exames internacionais, como o TIMSS (Trends in International Mathematics and Science Study), que avalia os conhecimentos em matemáticas e ciência, e o PIRLS (Progress in International Reading Literacy Study), que mede os conhecimentos em leitura e literatura, são aplicados para estudantes mais jovens, do 4º e 8º ano. A questão é que muitos países em desenvolvimento, inclusive o Brasil, não fazem parte do teste.

“Países ricos participam frequentemente de avaliações internacionais de ensino, como o PIRLS e o TIMSS, mas países mais pobres geralmente não participam. Na melhor das hipóteses, eles aplicam os próprios testes educacionais, que não são comparáveis em escala global”, observam Dev Patel e Justin Sandefur, autores do estudo.

O grande pulo do gato da pesquisa é justamente criar condições para que os testes aplicados localmente por países em desenvolvimento sejam comparáveis com os resultados dos exames internacionais adotados por países mais ricos. Para que isso seja possível, Patel e Sandefur criaram um método estatístico específico, chamado de “pedra de roseta”, que basicamente simula qual seria o desempenho de estudantes de países em desenvolvimento nos testes do TIMSS e PIRLS.

E qual foi o resultado dessa simulação? A pesquisa mostrou que o fator de maior peso para o seu desempenho escolar é o país onde você mora, com 46% de peso no resultado final, seguido pela renda familiar, com 32% de peso. O resultado é surpreendente, pois mostra que a renda familiar (que indica a capacidade de custeio de um estudo de melhor qualidade) é menos importante do que o sistema educacional instituído no país como um todo.

“Essa evidência vence aquela impressão inicial de que alunos ricos simplesmente têm desempenho melhor, pois indica que alunos com o mesmo nível de renda têm diferentes graus de conhecimento educacional, dependendo do país em que eles moram”, dizem os autores do estudo.

Apesar dessa constatação, os autores lembram que em países desiguais, como o Brasil, a renda tem um poder maior que a média sobre o desempenho individual dos alunos. Nos testes de matemática, por exemplo, um aluno que ocupa a base da pirâmide de renda (ou seja, que está entre os mais pobres) pode ter um desempenho até 100 pontos menor que o de um aluno que ocupa o topo da pirâmide de renda. A nota máxima do teste é de 650 pontos, e os alunos brasileiros pontuaram entre 370 e 475.

Ainda assim, o que é possível concluir a partir dos dados é que mesmo os estudantes brasileiros de famílias mais ricas, e que portanto chegaram aos melhores resultados no comparativo dos testes, têm um desempenho educacional inferior a alunos pobres de países como Rússia, Estados Unidos, Alemanha, Japão e Coreia do Sul.

Em um dos casos mais surpreendentes, o da Rússia, um aluno com renda familiar anual de US$ 2.000 tem um desempenho melhor em matemática do que um aluno brasileiro com renda familiar anual de US$ 15.000. Como cada país tem uma moeda e um custo de vida diferente, a renda foi padronizada de acordo com o critério do PPC (PIB por Paridade de Compra), para que os resultados sejam comparáveis.

Quais outros fatores influenciaram o resultado da pesquisa? O estudo mostrou que o gênero dos alunos reproduz um resultado desigual na educação até mesmo em países desenvolvidos. Meninos têm um desempenho melhor nos testes de matemática, enquanto as meninas se mostram melhores na leitura e literatura.

Em países pobres, a diferença de desempenho entre meninos e meninas se acentua, em razão de leis ou regras que excluem as garotas do ensino tradicional, ou até por fenômenos sociais, como o casamento e a gravidez precoce, que acabam afastando as estudantes da escola.

O modelo educacional é chave para entender as diferenças

A experiência da brasileira Andrezza Ricardo, de 31 anos, que mora há 10 anos nos Estados Unidos, é uma das muitas que comprovam o que a pesquisa demonstra, em números. Depois de nascer e morar por 8 anos na Flórida, Andrezza e a irmã-gêmea vieram para o Brasil, onde concluíram o ensino fundamental. No ensino médio, elas voltaram a morar nos Estados Unidos, mas ficaram lá por um breve período. Ambas retornaram ao Brasil e fizeram o segundo e terceiro ano do ensino médio em uma escola brasileira.

“Na Flórida, estudamos na chamada ‘escola semipública’. O ensino é custeado pelo Estado, mas os pais são obrigados a retribuir com serviços voluntários para a comunidade local. Apesar de ser gratuito, esse ensino é considerado superior nos Estados Unidos”, contou Andrezza.

Ela diz que ao retornarem para iniciar o ensino médio na Flórida, ela e a irmã sofreram um choque. “Há primeiro a questão da estrutura, que é muito diferente. Mesmo as escolas públicas daqui têm bibliotecas equipadas e computadores para que os alunos possam estudar. O conteúdo é diferente: a quantidade de matéria é muito maior do que no Brasil, e os alunos estudam muitas horas mais por dia”.

Agora mãe de uma menina de 3 anos, Andrezza conta que continua a perceber as diferenças entre o sistema educacional dos dois países. “Minha filha frequenta uma escola particular agora, mas eu e meu marido estamos decidindo se a matricularemos em uma escola pública, pois por mais que essas escolas sejam frequentadas por famílias norte-americanas de menor renda, a qualidade do ensino é muito boa”, conta.

Fonte; 6minutos UOL

 

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Governo do Estado inicia diálogos para fortalecer a Apicultura e a Meliponicultura nas Escolas Famílias Agrícolas

14 de outubro de 2020, 16:05

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(Da Assessoria) – A Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF), unidade da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), juntamente com representantes da Associação das Escolas das Comunidades e Famílias Agrícolas da Bahia (Aecofaba) e a Rede das Escolas Famílias Agrícolas Integradas do Semiárido (Refaisa) iniciaram a construção de um projeto piloto para o fortalecimento da Apicultura e da Meliponicultura em Escolas Famílias Agrícolas (EFAs) da Bahia.

O projeto tem objetivo de equipar as EFAs com estruturas e equipamentos para produção e beneficiamento do mel. Esses equipamentos serão utilizados em atividades de formação dos estudantes, dotando-os de conhecimento técnico, além de promoverem a geração de renda para as EFAs e famílias do estudante.

O projeto-piloto prevê a aquisição de kits de produção e de beneficiamento apícola e meliponícola, para atender as EFAs, contribuindo com a formação técnica dos estudantes vinculados às redes Aecofaba e Refaisa.

“As Escolas Famílias Agrícolas destacam-se como importantes instituições formadoras de técnicos qualificados para atuarem no rural, e para além disso, formam cidadãos. O nosso objetivo é contribuir com a qualificação da formação técnica de estudantes, bem como construir caminhos para a autonomia financeira das escolas e a geração de renda para as famílias destes estudantes”, afirma Vinícios Videira, superintendente da Suaf/SDR.

Para Tiago Pereira da Costa, diretor-presidente da Refaisa, o apoio do Governo da Bahia a projetos que estimulam a melhoria técnica e a geração de emprego e renda no meio rural tem mudado a história do rural baiano, principalmente das EFAs: “O que temos percebido é que a juventude, sem oportunidade de trabalho e renda, e com esses projetos proporcionados pelo Governo do Estado, passa a ter uma perspectiva  para um trabalho técnico educativo importantíssimo, que assegura também o pilar da geração do trabalho e da renda, e é esse o principal  anseio das Escolas Famílias Agrícolas que, há cinquenta anos, conseguem fazer, de forma tão bem feita, uma educação a partir da pedagogia da alternância e da educação contextualizada”, ressaltou Tiago.

Na mesma linha, segue José Nivaldo Costa, secretário executivo da Associação Aecofaba. Para ele, o projeto de fortalecimento da Apicultura e da Meliponicultura nas EFAs beneficiará a população das comunidades envolvidas, principalmente alunos e seus familiares.

“É um projeto, sem dúvida nenhuma, que irá contribuir com o nosso trabalho, contemplando não só os alunos, mas seus os pais e todas as famílias envolvidas. Esta parceria com a Suaf tem ajudado, e muito, os nossos trabalhos, que são voltados para o fortalecimento da agricultura familiar, fazendo essa ligação teoria e prática. Com uma educação voltada para as melhorias do meio rural, iremos contribuir para a mudança para melhor dos indivíduos inseridos neste contexto. Com certeza, seremos mais uma vez contemplados com políticas públicas voltadas para a educação, alunos e o homem e a mulhere do campo”, salientou José Nivaldo.

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Rede pública estadual do Rio aprovará todos os alunos este ano

14 de outubro de 2020, 15:07

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Todos os estudantes de escolas públicas da rede estadual de educação do Rio de Janeiro serão aprovados em 2020. A decisão está em resolução publicada hoje (14) pela Secretaria de Estado de Educação no Diário Oficial. Pela resolução, independentemente do resultado obtido pelos estudantes, excepcionalmente este ano, não haverá reprovações.

O ano terá apenas um ciclo, que compreende o período de 10 de fevereiro a 22 de dezembro. Os estudantes serão, então, avaliados e receberão notas de zero a dez. A nota, no entanto, não poderá ser usada para reprovação.

Os estudantes poderão integrar um programa de correção de fluxo, para que tenham acesso a todas as competências e habilidades previstas no currículo. Eles não ficarão retidos caso não obtenham nota ou não tenham a frequência mínima. Seguirão para os próximos módulos com novas oportunidades de aprendizagem.

As aulas seguirão de forma remota em toda a rede no ano letivo de 2020 por causa da pandemia do novo coronavírus. Apenas o 3º ano do ensino médio e o 4ª módulo da Educação de Jovens e Adultos (EJA) retomarão as aulas presenciais para os alunos que desejarem. Esses estudantes, que concluirão este ano os estudos, poderão, no ano letivo de 2021, optar por atividades de reforço escolar.

As decisões já haviam sido antecipadas em entrevista coletiva do governador em exercício, Cláudio Castro, e do secretário de estadual de Educação, Comte Bittencourt, na última sexta-feira (9). Na ocasião, o governo do Rio informou também que vai fazer avaliações individuais dos estudantes, uma vez que o acesso aos conteúdos está sendo desigual. As aulas presenciais estão suspensas desde março. Cerca de 411 mil estudantes de um total de 706 mil matriculados na rede

não tiveram acesso a nenhuma atividade acadêmica no período de suspensão das aulas presenciais, de acordo com a Secretaria de Educação.

Conforme a resolução publicada nesta quarta-feira, cada escola deverá monitorar a participação dos estudantes no ensino remoto ou presencial e verificar aqueles que se encontram em situação de potencial abandono. Elas deverão tentar contatar os estudantes e as famílias e, caso não consigam, devem acionar a rede de proteção social.

Aqueles alunos que não participaram de nenhuma aula, seja presencial ou remota, serão considerados em situação de abandono. Eles permanecerão, em 2021, na mesma série em que estavam matriculados em 2020.

A secretaria vai definir, em normativa específica, como as unidades escolares devem fazer uma busca ativa de cada um desses estudantes para assegurar que eles tenham acesso a educação.

Com informação: Agência Brasil

 

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