Governo do Estado inicia diálogos para fortalecer a Apicultura e a Meliponicultura nas Escolas Famílias Agrícolas

14 de outubro de 2020, 16:05

(Foto: Reprodução)

(Da Assessoria) – A Superintendência de Agricultura Familiar (SUAF), unidade da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), juntamente com representantes da Associação das Escolas das Comunidades e Famílias Agrícolas da Bahia (Aecofaba) e a Rede das Escolas Famílias Agrícolas Integradas do Semiárido (Refaisa) iniciaram a construção de um projeto piloto para o fortalecimento da Apicultura e da Meliponicultura em Escolas Famílias Agrícolas (EFAs) da Bahia.

O projeto tem objetivo de equipar as EFAs com estruturas e equipamentos para produção e beneficiamento do mel. Esses equipamentos serão utilizados em atividades de formação dos estudantes, dotando-os de conhecimento técnico, além de promoverem a geração de renda para as EFAs e famílias do estudante.

O projeto-piloto prevê a aquisição de kits de produção e de beneficiamento apícola e meliponícola, para atender as EFAs, contribuindo com a formação técnica dos estudantes vinculados às redes Aecofaba e Refaisa.

“As Escolas Famílias Agrícolas destacam-se como importantes instituições formadoras de técnicos qualificados para atuarem no rural, e para além disso, formam cidadãos. O nosso objetivo é contribuir com a qualificação da formação técnica de estudantes, bem como construir caminhos para a autonomia financeira das escolas e a geração de renda para as famílias destes estudantes”, afirma Vinícios Videira, superintendente da Suaf/SDR.

Para Tiago Pereira da Costa, diretor-presidente da Refaisa, o apoio do Governo da Bahia a projetos que estimulam a melhoria técnica e a geração de emprego e renda no meio rural tem mudado a história do rural baiano, principalmente das EFAs: “O que temos percebido é que a juventude, sem oportunidade de trabalho e renda, e com esses projetos proporcionados pelo Governo do Estado, passa a ter uma perspectiva  para um trabalho técnico educativo importantíssimo, que assegura também o pilar da geração do trabalho e da renda, e é esse o principal  anseio das Escolas Famílias Agrícolas que, há cinquenta anos, conseguem fazer, de forma tão bem feita, uma educação a partir da pedagogia da alternância e da educação contextualizada”, ressaltou Tiago.

Na mesma linha, segue José Nivaldo Costa, secretário executivo da Associação Aecofaba. Para ele, o projeto de fortalecimento da Apicultura e da Meliponicultura nas EFAs beneficiará a população das comunidades envolvidas, principalmente alunos e seus familiares.

“É um projeto, sem dúvida nenhuma, que irá contribuir com o nosso trabalho, contemplando não só os alunos, mas seus os pais e todas as famílias envolvidas. Esta parceria com a Suaf tem ajudado, e muito, os nossos trabalhos, que são voltados para o fortalecimento da agricultura familiar, fazendo essa ligação teoria e prática. Com uma educação voltada para as melhorias do meio rural, iremos contribuir para a mudança para melhor dos indivíduos inseridos neste contexto. Com certeza, seremos mais uma vez contemplados com políticas públicas voltadas para a educação, alunos e o homem e a mulhere do campo”, salientou José Nivaldo.

Os 7 alimentos que são ladrões de energia

Você provavelmente já ouviu falar e leu bastante sobre alimentos e suplementos que aumentam sua disposição e te deixam mais animado para encarar um treino ou até mesmo as tarefas do dia a dia. Mas também existe o outro lado dessa moeda. Não faltam vilões neste mundo na nutrição: os alimentos que são ladrões de energia e podem atrapalhar bastante sua rotina na corrida ou até mesmo se tornar um obstáculo numa prova.

Esses “ladrões” de energia atuam de diferentes maneiras no organismo. Em alguns casos, oferecem tanto açúcar que, num primeiro momento, essa elevada taxa de glicose resulta em mais disposição, mas, logo em seguida, a insulina liberada para normalizar essa glicose faz justamente o caminho contrário. E aí o cansaço chega com tudo.

Também tem aqueles alimentos que dão tanto trabalho para o sistema digestivo que muitos nutrientes são desviados para ajudar nesse processo, fazendo com que eles faltem na produção de energia em outras funções do organismo. Resultado: o corpo logo sente essa queda de disposição.

Para te ajudar a evitar esse cansaço causado pela má alimentação, acionamos três especialistas para fazer uma lista dos maiores ladrões de energia, suas principais armas e como combatê-las. Confira!

Os ladrões de energia 

Carboidratos simples

Alimentos com farinhas brancas vão roubar energia se consumidos em excesso. “Em um pré-treino, por exemplo, são aliados, mas viram vilões se não houver uma atividade física depois”, pondera Mayara Ferrari, nutricionista funcional esportiva. “Isso acontece porque a quantidade de açúcar no sangue fica muito elevada e o pâncreas libera mais insulina para quebrar todos esses carboidratos. Isso pode causar uma grande redução de açúcar no sangue, resultando em fadiga e falta de energia.”

Sal

Aquele sal extra para dar mais gosto à comida pode te deixar mais cansado. Em quantidade exagerada, o sal aumenta a pressão arterial e deixa o organismo mais desidratado porque mais água é necessária para compensar. “Ele prejudica o funcionamento adequado do organismo, que ficará a todo momento buscando esse equilíbrio. Isso dará uma sensação de cansaço e fadiga. Esporadicamente um pouco de sal não tem problema, mas abusar dele diariamente ou usar em grande quantidade é bastante prejudicial”, adverte Mayara.

Alimentos gordurosos e frituras

A gordura em excesso dificulta a digestão e atrapalha a chegada dos nutrientes à corrente sanguínea. “Como possuem uma digestão mais
lenta, eles fazem com que a circulação se concentre na região abdominal por mais tempo. Isso causa uma sensação de letargia e sonolência durante a digestão, que pode passar de três horas. E isso não é bom para quem vai se exercitar, pois precisará de boa circulação nos membros”, alerta a nutricionista Lara Natacci.

Doces

A lógica nesse caso é parecida à dos carboidratos simples: como eles são ricos em açúcar, dão um pico de energia no primeiro momento porque aumentam a quantidade de glicose no sangue, mas se a pessoa não for praticar uma atividade física logo em seguida, essa disposição logo pode virar cansaço. “O organismo vai aumentar a secreção de insulina para normalizar a glicemia, que é a quantidade de glicose no sangue. Por isso, a sensação de aumento de energia deve durar pouco e dar lugar à fadiga”, reforça Lara Natacci.

Café

O café, um dos estimulantes mais populares, também pode roubar sua energia. Ele realmente gera mais disposição num primeiro momento, mas sua ação no sistema nervoso tem como um dos efeitos a fadiga. “A cafeína, no cérebro, obstrui os efeitos da adenosina, substância que ajuda na transferência de energia e na promoção do sono, dando o efeito estimulante”, explica André Lemos, médico nutrólogo. “Por outro lado, também inibe a degradação da acetilcolina, que aumenta o estímulo muscular. E a consequência disso são o cansaço e a debilidade”, completa.

Corantes e conservantes

Presentes em muitos produtos industrializados, como nuggets, embutidos (salame, presunto, mortadela, peito de peru) e salsichas, eles
modificam o funcionamento adequado do organismo, que tenta repor o que os corantes “tiram” no processo de digestão. “Eles causam uma cascata de processos inflamatórios e oxidantes. Para reverter essa situação, disponibilizamos muitas vitaminas e minerais, fazendo com que o restante do organismo não funcione adequadamente”, destaca Mayara.

Refrigerante

O refrigerante é um dos “ladrões de energia” mais temidos. Alguns maratonistas e ultramaratonistas o utilizam durante provas quando já estão acostumados a seus efeitos, inclusive psicológicos, mas, para o organismo, eles não têm nada de “bonzinhos”. Isso porque o refrigerante, em geral, tem tudo em excesso: açúcar, sódio e corantes. Assim, desencadeia todos os processos já descritos de uma só vez. Além disso, estudos apontam que o refrigerante ainda pode atrapalhar o padrão de sono, prejudicando o descanso e interferindo na disposição.

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