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Salvador escravista: As descobertas do mapa da escravidão baiana

19 de abril de 2022, 09:31

Foto: Reprodução

Primeira capital do Brasil, Salvador é um centro cultural de imensa importância histórica. Para revisitar esse passado e dar uma voz à população negra, pesquisadores criaram o Salvador Escravista, site que pretende ampliar a compreensão do papel de diferentes indivíduos no desenvolvimento de uma sociedade marcada por desigualdade e racismo.

Desta maneira, os historiadores envolvidos com a iniciativa pretendem mapear a cidade atrás de homenagens controversas, homenagens reparadoras e lugares esquecidos da história local, onde episódios importantes para a população negra ocorreram e não recebem devida atenção.

Em entrevista à BBC News Brasil, Felipe Azevedo e Souza, integrante do Programa de Pós-Graduação em História da UFBA e um dos idealizadores do projeto, afirmou que a Salvador Escravista não quer somente sugerir a mudança de nomes de ruas. “O que queremos é um debate maior sobre políticas públicas voltadas à memória da cidade, que sejam mais democráticas e plurais”, pontuou. Conheça algumas das histórias levantadas pela iniciativa.

O traficante de escravos que originou culto do Senhor do Bonfim

Nascido em Portugal, Teodósio Rodrigues de Faria foi capitão de navio mercante. Estabeleceu-se em Salvador até 1757, ano de sua morte. Nada se conhece sobre sua vida anterior a 1735, ano que chegou ao Brasil, e o que se sabe possui relação com sua devoção ao Senhor do Bonfim, de quem levou para a capital baiana uma imagem.

Sua devoção e o dinheiro que investiu na igreja lhe renderam destaque na irmandade do Senhor do Bonfim. Foi enterrado dentro da igreja, um dos principais cartões postais da cidade. Ele também dá nome à praça em frente da igreja e a uma rua nas proximidades. Mas a pesquisa da Salvador Escravista mostrou foi que Teodósio atuou intensamente no tráfico de africanos, detalhe geralmente omitido sobre ele.

Elevador Lacerda foi erguido com dinheiro do comércio ilegal de africanos

Outro importante ponto turístico da capital, o Elevador Lacerda foi inaugurado em 1873, com o objetivo de ligar as partes alta e baixa da capital da Bahia. Construído com o nome de Elevador Hidráulico da Conceição, mudou de nome em 1896, para homenagear seu idealizador.

De acordo com os historiadores do Salvador Escravista, a obra não teria sido realizada sem a riqueza acumulada pelo pai de Lacerda no tráfico ilegal de africanos, inclusiva após a proibição por lei.

De acordo com a historiadora Silvana Andrade dos Santos, em entrevista à BBC, Lacerda Pai era sócio em embarcações utilizadas em fretamentos para viagens negreiras à África no final da década de 1830, portanto, depois da proibição definida em 1831. O lucro obtido foi utilizado em muitas obras no estado, além da educação dos filhos.

Barão de Cotegipe foi opositor à abolição

Conhecido como figura relevante em todo o país, nome de ruas em cidades de vários estados e até marca de erva mate, João Maurício Wanderley, o Barão de Cotegipe, foi um dos principais antagonistas da princesa Isabel na questão da abolição.

Segundo a Salvador Escravista, o barão foi o escravocrata mais poderoso do período final do Império, tomando medidas em prol da perpetuação da escravidão. Entre as medidas defendidas por Cotegipe, propôs a lei dos Sexagenários e foi contra o fim da pena de açoite aos escravizados.

Durante a regência da princesa Isabel, tornou-se presidente do Conselho de Ministros, uma espécie de primeiro-ministro, e comandou a forte e violenta repressão às manifestações pela abolição. Pressionado, chegou a renunciar a seu cargo, mas voltou ao Senado para votar contra a lei Áurea, em 1888.

Mega Curioso

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Desmatamento em terras indígenas foi de apenas 1% em 30 anos

19 de abril de 2022, 08:53

Foto: Reprodução

Levantamento do projeto MapBiomas mostra a extensão da proteção da natureza proporcionada pelos indígenas brasileiros. Nas últimas três décadas, enquanto a perda de vegetação nativa em áreas privadas foi de 20,6%, nas terras indígenas (TIs) esse número foi de apenas 1%. A pressão sobre essas áreas, porém, está crescendo.

O relatório preparado para ser divulgado hoje, Dia do Índio, mostra que o desmate nesse período foi de 69 milhões de hectares, sendo que somente 1,1 milhão ocorreu nas terras indígenas (TIs). Outros 47,2 milhões de hectares foram desmatados em áreas privadas, e o restante da supressão vegetal ocorreu em outros tipos de terras, como florestas públicas ou unidades de conservação.

“As TIs estão sendo barreiras e escudos contra o desmatamento na Amazônia. São esses territórios que estão mantendo e protegendo a floresta no contexto atual de falta de fiscalização e investimentos em políticas publicas para combater e prevenir o desmate ilegal”, diz Julia Shimbo, Coordenadora Científica do MapBiomas e pesquisadora do Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam), que coordenou o projeto.

“O contexto atual tem favorecido atividades ilegais como grilagem de terra, garimpo, exploração madeireira e desmate por agentes externos dentro dos territórios indígenas”, diz. “Os povos indígenas dependem dos recursos da floresta e os utilizam, por isso têm interesse em manter floresta em pé”.

O novo levantamento do MapBiomas, projeto que mapeia a ocupação fundiária no Brasil, mostra que as terras indígenas ocupam 13,9% do território nacional e possuem 109,7 milhões de hectares de vegetação nativa, o que corresponde a 19,5% da vegetação nativa do país.

Apesar de mostrar a importância das TIs na conservação de florestas, os cientistas do projeto apontam uma mudança de tendência apontada pelo projeto Deter, do Inpe, que monitora o desmate em tempo real.

“Nos últimos anos, o desmatamento detectado pelo Deter na Amazônia se acelerou em TIs, tendo se multiplicado por 1,7 na média dos três últimos anos quando comparado com a média de 2016 a 2018”, aponta o MapBiomas, destacando que essa mudança ocorreu no governo Bolsonaro.

Garimpo ilegal

Uma preocupação especial nas terras indígenas é o garimpo. Apesar de a área ocupada ainda ser relativamente pequena, cresceu cinco vezes de 2010 a 2020.

“As maiores áreas de garimpo em terras indígenas estão em território Kayapó (7602 hecares) e Munduruku (1592 ha), no Pará, e Ianomâmi (414 ha), no Amazonas e Roraima”, relatam os pesquisadores.

Não é uma coincidência que muitas áreas cobiçadas para mineração estejam em terras indígenas. Como historicamente o processo de colonização expulsou essa população de planícies cultiváveis para áreas de relevo mais irregular, foi natural que muitos povos acabassem encontrando refúgio ao longo dos últimos cinco séculos em áreas mais montanhosas, onde se concentram os minérios.

O garimpo em terra indígena é hoje ilegal, mas pode ser liberado no caso de aprovação do projeto de lei 191/2020, que tramita no Congresso com apoio do Planalto.

Demarcação

Um posicionamento do governo Bolsonaro que pode comprometer a capacidade de proteção florestal é a promessa de não demarcar mais terras indígenas.

Segundo Shimbo, os números mais recentes indicam a importância de se avançar na demarcação e homologação de terras indígenas como forma de frear a atividade especulativa que alimenta a ilegalidade.

“Vários estudos do Ipam mostram a importância e a necessidade de avançar no processo de homologação porque essa indefinição favorece a grilagem de terras e atividades ilegais, em razão da insegurança jurídica que gera”, diz a pesquisadora.

A coincidência entre proteção de vegetação nativa e sua localização em terras indígenas não é restrita à Amazônia. Essa correlação foi vista também em outros biomas, como o Cerrado e a Mata Atlântica.

Como a maior parte da das grandes TIs está na Amazônia, porém, em termos de área e de biomassa o efeito da proteção nessa região é mais relevante. É na Amazônia que está a maior parte do carbono estocado em árvores, que se for emitido resulta em gases do efeito estufa.

Último Segundo IG

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94 ex-alunos de uma mesma escola desenvolvem tumor no cérebro

19 de abril de 2022, 08:43

Foto: Reprodução

O cientista ambiental Al Lupiano está entre os ex-alunos e funcionários da Colonia High School que foram diagnosticados ao tumor. Ele recebeu seu diagnóstico no final dos anos 90, quando tinha 27 anos, mas o que chamou sua atenção foi que, no ano passado, sua esposa e irmã – também ex-alunos da escola – também desenvolveram tumores cerebrais.

A irmã de Lupiano morreu em fevereiro aos 44 anos. Ele começou a se perguntar por que ele, sua esposa e sua irmã tinham esses tumores raros, então, criou um grupo no Facebook para ver se algum outro ex-aluno da escola havia desenvolvido tumores ou doenças relacionadas.

“Comecei a fazer algumas pesquisas e os três se tornaram cinco, os cinco se tornaram sete, os sete se tornaram 15”, disse Lupiano. No total, ele coletou os nomes de 94 ex-alunos e funcionários que desenvolveram tumores cerebrais, de acordo com o New York Post.

A suspeita é que os casos de tumores tenham alguma relação com questões ambientais, como radiação ionizante. “Não é água contaminada. Não é ar. Não é algo no solo”, disse Lupiano.

Os órgãos ambientais estaduais estão pesquisando as possíveis causas para orientar quaisquer ações que ajudem na avaliação na implementação de estudos de impacto ambiental.

Tumor extremamente raro

O tipo de tumor diagnosticado nos frequentadores da escola é o glioblastoma. De acordo com a  Associação Americana de Cirurgiões Neurológicos, o glioblastoma ocorre em apenas 3,21 por 100.000 pessoas.

O glioblastoma é um tumor maligno primário do Sistema Nervoso Central. Pode ocorrer no cérebro ou na medula espinhal e é altamente invasivo. Forma-se a partir de células chamadas astrócitos, que sustentam e nutrem as células nervosas (neurônios) do cérebro.

MSN

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Cooperativa de pescados comercializa 14,2 toneladas de peixes com o apoio do Governo do Estado

18 de abril de 2022, 15:16

Foto: SDR/CAR

A Cooperativa de Produção e Comercialização dos Derivados de Peixes de Sobradinho (COOPES) comercializou 14,2 toneladas de tilápia durante esta Semana Santa. O volume de vendas é o dobro do que a cooperativa comercializou no mesmo período em 2021. Os números são resultado do apoio do Governo do Estado, por meio de projetos como o Pró-Semiárido, que tem disponibilizado a assessoria especializada de uma engenheira de pesca, para apoiar na gestão, manejo e comercialização da produção. 

As entregas foram feitas para os municípios de Monte Santo, Caldeirão Grande e Uauá e contou com a parceria da Cooperativa Regional de Agricultores/as Familiares e Extrativistas da Economia Popular e Solidária (Coopersabor), Bahia Pesca e Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá  (Coopercuc), para o processo de logística e refrigeração do pescado, para a realização das ofertas. Vale ressaltar, que este é o segundo ano em que a Coopes faz a entrega de peixes para a Prefeitura Municipal de Uauá.  

O montante de R$ 197 mil, comercializados, beneficiou diretamente 88 famílias de pescadoras e pescadores artesanais e é um marco para a Coopes, cooperativa gerida e formada, em sua maioria, por mulheres. Para a engenheira de pesca do Pró-Semiárido, Josiane Araújo, esta ação foi de suma importância para o fortalecimento e autonomia do grupo. 

“Essas vendas realizadas na Semana Santa foram muito importantes. Primeiro, porque fortalece a relação de trabalho e confiança da base produtiva, que são das/os piscicultoras/es com a cooperativa, sem falar que o volume financeiro comercializado vai ajudar não só cooperados/as envolvidos/as, mas a própria cooperativa, na resolução de situações envolvendo a própria comercialização”, avalia Josiane. 

Com a assessoria do Pró-Semiárido na Gestão, a Coopes conseguiu esse feito inédito. E tão importante quanto o volume de pescado comercializado foram as parcerias firmadas. Na preparação das 3,2 toneladas para Caldeirão Grande, o peixe saiu da base produtiva da Coopes e na logística de entrega contou com a parceria da Bahia Pesca. Nessa entrega, foi feito o acompanhamento da equipe em três municípios, para garantir que os beneficiados recebessem o peixe com qualidade. 

A última entrega foi para a Prefeitura de Uauá, das três toneladas de pescado, que teve a parceria da Coopercuc, que disponibilizou o caminhão refrigerado por seis dias, o que assegurou uma entrega de ótima qualidade.  

O Pró-Semiárido é um projeto executado pela Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), empresa pública vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), com cofinanciamento do Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida). 

Assessoria de Comunicação SDR/CAR 

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Jovem desmaia e morre ao encenar a crucificação em peça da faculdade

18 de abril de 2022, 13:37

Foto: Reprodução

Um jovem de 25 anos desmaiou durante uma encenação para o fim de semana de Páscoa de uma peça bíblica da faculdade e morreu enquanto fazia uma performance da reconstituição da crucificação de Jesus Cristo na Sexta-Feira Santa (15).

Suel Ambrose, de 25 anos, estudava filosofia na Clariantian University, em Nekede, na  Nigéria , e tinha o sonho de se tornar padre. O estudante interpretava o discípulo Pedro e, em uma das cenas, acabou desmaiando no palco.

As pessoas, no entanto, pensaram que o colapso fazia parte da encenação, e “só perceberam que era sério quando ele não conseguia se levantar”, disse uma testemunha ao jornal Vanguard .

Depois que ele caiu, Ambrose começou a sangrar e foi isolado.

O jovem foi levado ao hospital, mas não resistiu e morreu. A causa do óbito ainda não foi identificada.

“Todo mundo se juntou e levou o jovem às pressas para um hospital-escola e, quando o caso se agravou, ele foi levado para um Centro Médico Federal próximo”, acrescentou.

“Foi a partir daí que ouvimos que ele não poderia sobreviver.”

Último Segundo

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Zoológico adota medidas após gorila ficar ‘viciado’ em celular

18 de abril de 2022, 13:26

Foto: Reprodução

Um gorila do zoológico de Lincoln Park, em Chicago , nos Estados Unidos, ficou ‘viciado’ em celular após frequentadores do estabelecimento mostrarem fotos e vídeos a ele através do vidro que separa o animal dos visitantes.

O ‘vício’ de Amare foi tão grande que ele nem percebeu quando outro gorila o atacou.

Para evitar que os visitantes mostrassem a tela dos celulares aos animais, a equipe do zoológico precisou colocar uma corda para manter as pessoas afastadas do vidro. Além disso, o local colocou funcionários para monitorar caso alguém tentasse mostrar vídeos ou fotos aos gorilas.

De acordo com eles, Amare está se distraindo com as telas dos smartphones e o zoológico está tentando fazer com que ele reduza o acesso aos celulares.

“Estamos cada vez mais preocupados com o fato de que muito do seu tempo é gasto olhando as fotos das pessoas, nós realmente preferimos que ele passe muito mais tempo com seus companheiros, aprendendo a ser um gorila”, disse Stephen Ross, diretor do zoológico Lester E. Fisher Center for the Study and Conservation of Apes, ao Chicago-Sun Times .

Amare tem 16 anos e vive com outros três gorilas adolescentes ‘solteiros’. Eles são mantidos separados de um macho adulto dominante em outro recinto.

De acordo com o jornal, a distração dele com as telas ficou ainda mais preocupante após o ataque surpresa de outro primata, já que, durante o desenvolvimento, os gorilas machos geralmente ficam agressivos uns com os outros e brigam para estabelecer domínio e hierarquia.

Os especialistas explicaram que, caso ele se distraia demais com as pessoas e os aparelhos, pode perder essa interação e ter uma posição social mais baixa entre o grupo, podendo gerar em “graves consequências para o desenvolvimento”.

Último Segundo

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Para OMS, não é hora de baixar guarda do controle da pandemia de Covid

18 de abril de 2022, 09:20

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A Covid-19 continua sendo um grande perigo para a saúde pública e não é hora de os países baixarem a guarda na vigilância, na testagem, nas medidas sanitárias e, muito menos, na vacinação de suas populações.

O alerta veio de um comitê da OMS (Organização Mundial da Saúde) e foi divulgado na última quarta (13), em Genebra. Para a agência, a pandemia continua a afetar negativamente a saúde das populações em todo o mundo, e representa um risco contínuo de disseminação internacional.

O comitê reforçou que os números menores de casos e mortes por Covid-19 não significam necessariamente um “risco menor” da doença, uma vez que o vírus continua a evoluir é não é possível se dar ao luxo de ignorar essas mutações.

Na semana passada, houve o menor número de mortes por Covid-19 no mundo, desde os primeiros dias da pandemia. A queda nos casos de óbitos e infecções favoreceram o anúncio das novas medidas pelo governo brasileiro, divulgadas neste domingo (16).

No entanto, alguns países da Europa e da Ásia ainda enfrentam altos picos da doença, pressionando o seus hospitais. A Coreia do Sul lidera o mundo no número médio diário de novos casos, com mais de 182 mil novas infecções por dia.

Xangai vive o pior surto de Covid da China desde o início da pandemia. Países como França, Alemanha, Reino Unido e Bélgica também viram os números aumentarem.

Segundo Tedros Adhanom Ghebreyesus, diretor da OMS, a capacidade de monitorar tendências do comportamento da pandemia está comprometida porque a testagem foi significadamente reduzida em vários países.

Testagem e sequenciamento genéticos são vitais para que novas variantes sejam rastreadas e identificadas. Atualmente, a OMS acompanha várias sub-linhagens da ômicron, incluindo a BA.2, a BA.4 e a BA.5 e outra recombinante detectada composta por BA.1 e BA.2.

No Brasil, a subvariante BA.2 já é majoritária entre os casos de Covid no Brasil, representando quase 70% das amostras analisadas, segundo dados do ITPS (Instituto Todos pela Saúde).

As últimas sublinhagens BA.4. e BA.5 foram relatadas em vários países, incluindo a África do Sul e alguns países europeus. Até agora, porém, essas mutações não se traduziram em aumento de casos e de mortes.

Mas, para o diretor der emergência da OMS, Michael Ryan, à medida que o vírus continue a evoluir, o mundo “não pode simplesmente perdê-lo de vista”

“Seria muito míope neste momento supor que números mais baixos de casos significam riscos absolutamente mais baixos. Temos o prazer de ver mortes caindo, mas esse vírus já nos surpreendeu antes, já nos pegou desprevenidos antes.”

A principal cientista da OMS, Soumiya Swaminathan, alertou que sublinhagens e novas recombinantes continuarão a aparecer, e o mundo deve continuar investindo em ferramentas aprimoradas, como novas vacinas.

“Temos que estar preparados para a possibilidade de que esse vírus possa mudar tanto que possa escapar da imunidade existente”, destacou.

Tedros também enfatizou que o coronavírus continua mortal, especialmente para os desprotegidos e não vacinados que não têm acesso a cuidados de saúde e antivirais.

Um levantamento recente da OMS mostra que 21 países não vacinaram nem 10% de suas populações

Cerca 64,8% da população mundial receberam pelo menos uma dose de uma vacina contra Covid.

“A situação está longe de terminar no que diz respeito à pandemia de Covid-19. A circulação do vírus ainda é muito ativa, a mortalidade continua alta e o vírus está evoluindo de maneira imprevisível”, afirmou.

Para especialistas, a pandemia é um fenômeno mundial, portanto não cabe a um país isoladamente decretar seu fim. Assim, os protocolos sanitários devem continua sendo respeitados por todos.

Folhapress

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Cientistas criam forma de tratar diabetes sem medicamentos ou insulina

18 de abril de 2022, 09:08

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Uma equipe de cientistas desenvolveu um tratamento para a diabetes com ultrassom, descartando assim a necessidade de tomar medicamentos ou de injetar insulina como forma de controlar a doença crônica.

Os resultados foram divulgados na revista Nature Biomedical Engineering e citados pela revista Galileu. 

No decorrer do estudo, os investigadores usaram o ultrassom para estimular as vias neurometabólicas dos pacientes, prevenindo assim ou revertendo a diabetes.

No total, os investigadores testaram o método em três modelos pré-clínicos distintos, medindo o efeito do tratamento na glicose no sangue.

“Embora já tenhamos uma grande variedade de medicamentos antidiabéticos disponíveis para tratar altos níveis de glicose, estamos sempre à procura de novas maneiras de melhorar a sensibilidade à insulina na diabetes”, disse Raimund Herzog, líder de laboratório da Escola de Medicina de Yale, nos Estados Unidos, que realizou o estudo junto a outras instituições.

Para efeitos da pesquisa, explica a revista Galileu, os cientistas utilizaram uma técnica denominada de estimulação de ultrassom com foco periférico (pFUS) com o intuito de modular uma via nervosa entre o fígado e o cérebro, impossibilitando ou mitigando estados de hiperglicemia em modelos com diferentes espécies de animais.

De acordo com os investigadores, o canal iônico TRPA1 revelou ser fundamental na reprodução dos estímulos do ultrassom dentro do “circuito de controle do metabolismo” das cobaias.

O tratamento terá suscitado bons resultados, descurando assim a necessidade de medicação extra. 

Atualmente, os investigadores pretendem realizar testes de viabilidade em humanos diabéticos para aproximar a medicina de uma realidade na qual não haverá mais necessidade de injetar a insulina ou fazer testes de glicose. 

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Jacobina: Depois de dois anos, tradicional subida à Serra do Cruzeiro na Sexta-feira Santa é liberada (Fotos)

15 de abril de 2022, 11:40

Foto: Notícia Limpa

Com o controle da pandemia de Covid-19 e o aumento do número de pessoas vacinadas em todo o país, a tradicional subida a Serra do Cruzeiro, em Jacobina foi liberada. Depois de dois anos, a população local e visitantes voltaram a um dos principais pontos de peregrinações e de turismo do interior da Bahia.

A subida ao Cruzeiro de Jacobina é, além de uma demonstração de fé, um programa turístico que envolve muitas vezes famílias completas. Crianças e até mesmo idosos fazem questão de ‘encarar’ os mais de 360 degraus (um para cada dia do ano), durante todo o dia da Sexta-feira Santa.

Este ano, mesmo timidamente, um grande número de pessoas cumpriu a tradição, mas sem a presença do governo municipal, ao contrário do que aconteceu nos últimos anos antes da pandemia, quando equipes da Prefeitura se fizeram presentes, com prepostos da área de saúde e uma ambulância de plantão, a guarda civil presente e distribuições De lanches e água para os que subiam a serra.

Outro ponto negativo observado foi a comercialização de bebidas alcoólicas e a presença de garrafas de vidro no entorno da cruz e da Casa das Velas, sem nenhuma fiscalização.

“Subo a serra do cruzeiro desde criança, antes da construção da escadaria, e confesso que por conta da violência que temos presenciado no mundo, me sinto inseguro por não ver a presença de uma segurança na serra”, relatou o comerciante José dos Santos.

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TSE desmente fake news sobre aplicativo e-Título

13 de abril de 2022, 15:27

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O Tribunal Superior Eleitoral divulgou uma nota na qual afirma ser “falsa a afirmação de que o e-Título seria um aplicativo espião”. O boato estaria circulando em diversas redes sociais.

“Importante lembrar que o e-Título, bem como outros aplicativos da Justiça Eleitoral, observa as diretrizes estabelecidas pela Lei Geral de Proteção de Dados no uso e armazenamento de informações de usuários”, informou o TSE.

O tribunal destaca que algumas funcionalidades do e-Título utiliza “um conjunto relativamente pequeno de autorizações”. No caso, apenas 20: número pequeno, se comparado a outros dispositivos que utilizam o sistema operacional Android. “O Facebook solicita um total de 45 permissões ao usuário; e o Uber, 35”, exemplificou.

Na nota, o TSE justificou todas as autorizações necessárias para o acesso ao e-Título. A permissão para usar a geolocalização é necessária para o eleitor que deseja justificar o voto no dia da eleição. O acesso à lanterna do aparelho é necessário para a autenticação de documentos emitidos pela Justiça Eleitoral.

A autorização solicitada para alterar ou excluir conteúdo de armazenamento USB é necessária para a gravação de documentos emitidos a partir do e-Título, como no caso das certidões de quitação eleitoral ou das guias de pagamento dos débitos eleitorais. Já a autorização para criar contas e definir senhas é solicitada para casos de migração de um smartphone antigo para um novo.

O aplicativo foi lançado em 2017, com o objetivo de possibilitar o acesso a serviços eleitorais de forma não presencial, como consultar o número do título e o local de votação, verificar a situação eleitoral, emitir certidões, justificar ausência às urnas, consultar e emitir guias para pagamentos de débitos eleitorais, entre outros.

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